Depois de enterrado, STF libera Lula para ir ao enterro do irmão

Crueldade contra Lula não tem limites, nesta república dos milicianos Em petição ao presidente do STF, Dias Toffoli, a defesa do ex-presidente Lula apontou que a decisão do magistrado sobre a participação de Lula no sepultamento do irmão Vavá chegou quando o corpo já havia sido enterrado; “Por entender que o encontro com seus familiares horas após o sepultamento de seu irmão em uma unidade militar, na forma consignada na decisão, terá o condão de agravar o sofrimento já bastante elevado de seus membros, o Peticionário informou à sua Defesa técnica que não tem o desejo de realizar o deslocamento nesta oportunidade”, diz a defesa de Lula; decisão provocou “inequívoco constrangimento ilegal” ao ex-presidente. Lula: “Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade”Em mensagem divulgada pelo Instituto Lula, o ex-presidente lamenta que por pura maldade tenham impedido ele de exercer o direito ao último adeus a seu irmão mais próximo. Acostumado a enfrentar as mais variadas adversidades, ex-presidente desta vez sentiu-se impotente diante da impiedosa proibição de participar do enterro do irmãoO novo ataque do Judiciário contra Lula, ao proibi-lo de se despedir do irmão Vavá durante velório realizado nesta quarta (30), escancarou a faceta mais cruel da perseguição política sofrida pelo ex-presidente. Desta vez, as negativas da Polícia Federal do Paraná, da juíza Carolina Lebbos e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região diante de um direito expresso pela Lei de Execução Penal usaram como justificativa “dificuldade logística” ou “questões de segurança”. Mas Lula não se engana: “Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade”. A declaração foi transmitida pela presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, que também revelou que Lula, acostumado a enfrentar as mais variadas adversidades desde a infância pobre em Pernambuco, sentiu-se impotente diante do impiedoso tratamento recebido por ele até mesmo quando desejava apenas se despedir de um ente querido – fato que nem a Ditadura Militar foi capaz de fazer e, numa demonstração mínima de humanidade, permitiu que deixasse o cárcere e participasse do enterro da mãe em 1980. “Não posso fazer nada porque não me deixaram ir. O que eu posso fazer é ficar aqui e chorar”, lamentou Lula. Indignada, Gleisi questionou: “Estamos tentando entender o que acontece para que um homem seja tão perseguido como Lula está sendo. Não é a primeira vez que temos uma injustiça em relação ao ex-presidente”, criticou Gleisi, lembrando das muitas arbitrariedades cometidas contra Lula. Justiça tardia Após ter sua solicitação de comparecer ao velório do irmão negada em instâncias inferiores, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, autorizou o ex- presidente a deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba para acompanhar o funeral do irmão. No entanto, a decisão foi tomada minutos antes da realização do sepultamento. Além de tardia, a decisão de Toffoli impunha uma série de restrições, obrigando a família a se deslocar até alguma unidade militar da região de São Bernardo. O ex-ministro Gilberto Carvalho comentou a decisão de Toffoli, segundo o site G1: “É lamentável que a decisão só tenha saído a essa hora. É totalmente inviável. O Lula com muita dignidade agradeceu, mas não vem, não faz sentido mais”. Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, afirmou: “Eu acho mais um absurdo. O Lula é tratado com excepcionalidade pela Justiça, de forma seletiva. Então, infelizmente, esse é o enfrentamento que nós temos que fazer: mostrar que o Lula, em muitos direitos, ele está sendo prejudicado, em muitas discussões ele está sendo prejudicado porque sempre há um julgamento político sobre as atitudes dele”. O deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, anunciou a decisão de Lula, que será detalhada ainda na tarde desta quarta-feira (30): “O presidente Lula não vai para São Bernardo do Campo porque ele não irá se submeter ao circo que Sérgio Moro armou. Lula não tem motivos para se encontrar às escondidas com a família como se isso fosse um favor do MPF e do Judiciário da turma da Lava Jato”, disse. O ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também condenou “a cruel proibição de que Lula possa estar presente ao enterro do irmão”. Para Amorim, isso é uma ilustração de como seus direitos humanos estão sendo violados e torna ainda mais importante a campanha pelo Prêmio Nobel da Paz para Lula. “Como Mandela, Gandhi e Luther King, Lula é vítima de violência atrás de violência. Temos que confiar que a Verdade Vencerá, mas não será fácil”, disse.
Lula não é só preso político, é um homem que não pode ser mais visto

Por Fernando Brito – Tijolaço Escrevi, outro dia, aqui, que o comportamento da dita Justiça em relação a Lula era apenas o exercício da maldade. A ratificação pela Senhora (não me sinto à vontade em chamá-la de juíza) Carolina Lebbos da perversidade da Polícia Federal de Sérgio Moro e impedir Lula de ir ao enterro do seu irmão mais velho é, até para os cegos por outra razão que não seja o ódio mais estúpido, a confirmação de que estamos diante de gente governada pelo ódio mais insano. Coisa só comparável a campos da Gestapo. Mas há, no fundo, um sentimento maior a motivá-los: o medo. É preciso que Lula, em nenhuma hipótese, seja visto ou ouvido. É preciso que ele morra em vida, na escuridão do silêncio. Não pode ser entrevistado porque influenciaria as eleições, mesmo depois de meses que a eleição ocorreu e levou ao poder um amigo da milícia. Mas, desta vez, os limites de qualquer coisa que não provocasse nojo e vômito foram ultrapassados. Alegar, como alegou a Senhora Lebbos que a ida de Lula ao cemitério de São Bernardo “poderia prejudicar os trabalhos humanitários realizados na região de Brumadinho” é de uma sordidez que ultrapassa todos as fronteiras do que é vergonha. Lula submeteu-se, inocente, a toda a ferocidade com que o Judiciário o tratou. Não lhes basta. Lula está, como as vítimas de Brumadinho, soterrado sob a lama de um Poder Judiciário que acanalhou-se. A lei, para os que são responsáveis por aplicá-la, é como o laudo que atestou que a barragem, como as instituições, estava funcionando perfeitamente. O que brota dela, porém, é tão asqueroso quanto o que estamos vendo nas televisões. Lula é um homem que não pode mais existir e não não pode ser mais visto. Lula não pode mais existir, pela simples razão que existe.
Percepção de corrupção aumenta e Brasil fica na 105ª colocação

DEPOIS DE 5 ANOS DE LAVA JATO, BRASIL ESTÁ NO FUNDO DO POÇO EM RANKING MUNDIAL DE CORRUPÇÃO Sputnik – O Brasil atingiu a sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado anualmente pela Transparência Internacional e que indica a percepção da sociedade sobre o tema em 180 países. Os dados foram divulgados na noite desta segunda-feira. O Brasil ficou com 35 pontos, em uma escala de 0 a 100, o seu pior número desde 2012, quando a entidade mudou a sua metodologia e permitiu comparações. O país aparece na 105ª posição, ante os 37 pontos e a 96ª colocação no ano passado. Com a mesma pontuação do Brasil aparecem nações como Peru, Argélia, Armênia, Costa do Marfim, Egito, El Salvador, Timor Leste e Zâmbia. Dentro do grupo dos BRICS, o país só aparece à frente da Rússia, que somou 28 pontos, de acordo com a Transparência Internacional. Tomando por base o cruzamento de até 13 fontes de dados que tratam das percepções de profissionais do mercado e de especialistas sobre o nível de corrupção no setor público, o IPC indica que, quanto mais próximo dos 100 pontos, menor a percepção de corrupção no país. “Os esforços notáveis do país contra a corrupção podem estar em risco e não foram suficientes para chegar à raiz do problema. Não tivemos nos últimos anos qualquer esboço de resposta às causas estruturais da corrupção no país”, diz a Transparência Internacional. O resultado ruim no estudo acontece cinco anos após o início da Operação Lava Jato, tida como um divisor de águas no combate à corrupção no Brasil. A entidade diz que a operação “foi crucial para romper com o histórico de impunidade da corrupção no Brasil – principalmente de réus poderosos”, porém questiona a falta de esforços da classe política para “reformas legais e institucionais que verdadeiramente alterem as condições que perpetuam a corrupção sistêmica”. Além disso, a percepção de que a corrupção não está melhorando no país foi agravada, segundo a Transparência Internacional, com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a série de denúncias contra o então presidente Michel Temer (MDB). A entidade ainda defende o avanço de uma proposta intitulada “Novas Medidas de Combate à Corrupção”, um pacote de 70 sugestões desenvolvidas junto com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com 373 instituições e mais de 200 especialistas, que propõem uma novo regramento para melhorar a situação no país.
Anti-Fake News: Dilma Roussef não reestatizou Vale, privatizada por FHC

Empresa de mineração pertence a iniciativa privada desde 1997, quando foi vendida pelo governo tucano Tem 27 dias que o (des)governo assumiu o comando do País e o noticiário já está repleto de casos de corrupção com diversas provas, desmonte de políticas públicas e completa ineficiência em melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Sendo assim, resta a turma de Jair Bolsonaro fazer a única coisa que sabe: fake news! O mais novo absurdo do submundo das notícias falsas da extrema direita é dizer que Dilma Rousseff reestatizou a Vale S.A, empresa responsável pelo crime ambiental, desta sexta-feira (25), em Brumadinho-MG. Dilma e o PT NÃO reestatizaram a empresa e até faz sentido esse desespero do desgoverno. Afinal, Bolsonaro sempre foi contra a fiscalização ambiental e, além de ter um ministro do Meio Ambiente ligado às empresas de mineração, condenado por improbidade administrativa, disse que licenças ambientais atrapalham, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. A verdade é que , fundada por Getúlio Vargas, a Companhia Vale do Rio Doce era, nos anos 1990, um conjunto de 27 empresas, cujas atividades iam da prospecção do subsolo, extração e processamento de minérios, transporte ferroviário, até sofisticadas atividades de química fina. A empresa, quando era estatal, tinha inúmeros projetos culturais, sociais e comunitários em todo o Brasil. Entre os anos de 1942 e 1997 – período em que pertenceu ao Estado brasileiro – nunca houve desastre ambiental que chegasse perto dos de Mariana e Brumadinho. Mas aí veio a política de privatizações de Fernando Henrique Cardoso (FHC). O governo do tucano entregou a empresa brasileira, em 6 de maio de 1997, por R$ 3,3 bilhões, um verdadeiro crime de lesa pátria ao patrimônio público. O valor, para se ter uma ideia, é inferior aos R$ 6 bilhões que a justiça bloqueou da Vale S.A, já como empresa privada, por conta do crime ambiental em Brumadinho. O atual presidente da empresa é Fabio Schvartsman, que como se sabe, não tem nenhum ligação com o Partido dos Trabalhadores. Decreto do FGTS Os grupos da direita também disseminaram fake news para atacar Dilmar distorcendo a finalidade de um decreto que ela editou em 2015 para beneficiar vítimas de tragédias socioambientais. O decreto 8.572/2015 foi editado no dia 15 de novembro de 2015, 10 dias após o desastre ocasionado pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG), e incluiu esse tipo de situação como uma das condições que autoriza a liberação dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No Twitter, a ex-presidenta criticou a ação da direita nas redes. “A má-fé dos que espalham fake news continua a mil, mesmo diante da tragédia de Brumadinho. Em 2015, assinei decreto que considera natural desastres como rompimento de barragens. Isso foi para permitir àqueles atingidos sacar o FGTS para reconstruir suas vidas”, escreveu Dilma. O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), também fez um alerta sobre a mentira. “A fábrica de #fakenews da direita está querendo atacar a presidenta Dilma Rousseff no caso da barragem de Brumadinho com um decreto que BENEFICIA as vítimas desse tipo de acidente ao facilitar o acesso aos recursos do FGTS”, publicou o parlamentar. Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do, Folha de S.Paulo e G1
Moro pega caso de 2011/12 para dizer que pune quem ameaça Wyllys

Em nota oficial emitida neste sábado, o Ministério da Justiça, chefiado por Sérgio Moro lamenta a decisão do deputado Jean Wyllys de renunciar ao mandato e deixar o país, mas diz que “não há omissão das autoridades constituídas” na identificação e punição aos que ameaçam o psolista. Dá como exemplo solitário a prisão de Marcelo Valle Siqueira Mello, membro do grupo autointitulado ‘Homens Sanctos’, que foi preso em 2018, segundo a nota, por fazer ameaças contra Wyllys . Não é verdade. Marcelo foi preso em maio de 2018, em razão de um inquérito policial iniciado em 2012, muito antes de Wyllys denunciar ameaças. Inquérito que, aliás, começara um ano antes, como se pode ler no mandado de busca, apreensão e prisão do cidadão, assinado em abril deste ano pelo Juiz Marcos Josegrei, da 14a. Vara Criminal. O documento, em PDF, está aqui. Aliás, o sujeito já fora condenado na Operação Intolerância (ação penal nº 5021040-33.2012.4.04.7000) pela prática de crimes via internet, através de postagens destinadas a disseminar o ódio, o racismo e a discriminação, “fatos ocorridos no período de outubro a dezembro de 2011”. Na peça, em 36 páginas, o nome de Jean Wyllys não é citado uma única vez. O Ministério da Justiça “reciclou” um criminoso de ódio para “demonstrar” que está agindo contra os que ameaçam o deputado, usando um caso antigo e, aparentemente, não relacionado com as ameaças que o deputado sofre. Aliás, não deve saber que os áudios em que o cidadão recomenda que os homens sejam “canalhas” para serem bem sucedidos com mulheres – que seriam satânicas, aliás – continuam podendo ser acessados na internet e que o canal dos tais “Homens Sanctos” continua ativo no Youtube, veiculando propaganda nazista. Até porque Marcelo, preso desde maio, não poderia ser o autor de tentativas de intimidação recente. O Ministério de Moro deveria caprichar mais nas respostas, limitando-se a informar a verdade e não pegando um condenado “na prateleira” para tentar apresentar serviço. A mistificação só ajuda a dar razão ao que diz Jean Wyllys. Via Fernando Brito – Tijolaço
Jean Wyllys desiste do mandato e deixa o Brasil por causa de ameaças

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que vai abrir mão do mandato parlamentar e deixará o Brasil. Ele vem sofrendo ameaças e vive com escolta policial desde o assassinato da vereadora Marielle Franco, também do PSOL. “O Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: ‘Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis’. E é isso: eu não quero me sacrificar”, justificou Wyllys em entrevista à Folha de S. Paulo. A eleição de Jair Bolsonaro presidente e as informações sobre as ligações de Flávio Bolsonaro com a milícia também influenciaram a decisão de Jean. “Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário.” “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, acrescentou. As informações são da Folha de S. Paulo. Clã Bolsonaro comemora a partida de Jean Wyllys O presidente Jair Bolsoanro e seu filho Carlos comemoraram o anúncio de Jean Wyllys (PSOL) de que abrirá mão do mandato e deixará o país. De forma quase discreta, eles usaram o Twitter para comemorar a saída do desafeto. Carlos Bolsonaro ✔ @CarlosBolsonaro Vá com Deus e seja feliz! ? Jair M. Bolsonaro ✔ @jairbolsonaro Grande dia! ? Suplente de Jean Wyllys, David Miranda manda recado para Bolsonaro “Respeite o Jean, Jair, e segura sua empolgação.” Foi o início da mensagem de David Miranda (PSOL-RJ) ao presidente Bolsonaro (PSL) em resposta a comemoração pelo partida de Jean Wyllys. Confira a resposta que David twittou em resposta ao “Jair”: David Miranda ✔ @davidmirandario Respeite o Jean, Jair, e segura sua empolgação. Sai um LGBT mas entra outro, e que vem do Jacarezinho. Outro que em 2 anos aprovou mais projetos que você em 28. Nos vemos em Brasília. Bancada do PT na Câmara emite nota de solidariedade a Jean Wyllys Em texto assinado pelo líder Paulo Pimenta (RS), a bancada do PT na Câmara dos Deputados divulgou, nesta quinta-feira (24), uma nota de solidariedade ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que renunciou ao terceiro mandato parlamentar e anunciou a saída do país, por conta de ameaças de morte que vem sofrendo. A nota exige apuração das ameaças por parte dos órgãos competentes e afirma que as ameaças a Jean Wyllys “expressam uma coação não apenas ao parlamentar do PSOL, mas a todos os defensores e defensoras de direitos humanos, detentores de mandatos populares ou não”. Confira a íntegra do texto: Em nome da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, expresso a nossa total solidariedade ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), diante do anúncio da sua renúncia ao mandato parlamentar, seguido da saída do país, por conta de graves ameaças que tem recebido. Lamentamos e compreendemos a sua decisão. Vivemos num país governado por pessoas que possuem notórios vínculos com milícias, que são uma forma de crime organizado que – tal qual grupos mafiosos em outros países – tratam adversários com a eliminação física, como atesta a vereadora Marielle Franco, companheira de partido e de lutas de Jean Wyllys, assassinada em março de 2018. Eleito como representante do povo do Rio de Janeiro para o terceiro mandato, desde os seus primeiros meses de atuação na Câmara Jean Wyllys já se tornou referência nacional e internacional em defesa dos direitos humanos e das lutas dos movimentos sociaiss, em particular das bandeiras em prol do respeito à população LGBTI. Diante deste fato gravíssimo, exigimos do Judiciário e do Ministério Públicoo Federal a adoção de todas as medidas necessárias para garantir a rápida e efetiva apuração a respeito das ameaças sofridas por Jean Wyllys. O Estado brasileiro tem a obrigação de garantir a proteção física do deputado, mas também de descobrir e punir os autores destas práticas criminosas, que expressam uma coação não apenas ao parlamentar do PSOL, mas a todos os defensores e defensoras de direitos humanos, detentores de mandatos populares ou não. Seguiremos nas lutas em defesa da democracia e dos direitos humanos do povo brasileiro. Brasília, DF, 24 de janeiro de 2019. Deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara dos Deputados Com informações do PT na Câmara Carlos Bolsonaro ✔@CarlosBolsonaro Vá com Deus e seja feliz! 22,1 mil 16:18 – 24 de jan de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads 4.605 pessoas estão falando sobre isso Jair M. Bolsonaro ✔@jairbolsonaro Grande dia! 66,8 mil 16:16 – 24 de jan de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads 18,2 mil pessoas estão falando sobre isso
Há uma ameaça ao estado democrático de direito que precisa ser contida

Foto de procurador com repórter da Globo, espalhada por bolsominions, é indício de que os arapongas voltaram O notório Alan dos Santos divulgou em sua conta no Twitter uma foto que mostra o jornalista Octávio Guedes, que é da Globonews e foi diretor de redação do Extra, em uma mesa de restaurante com o procurador geral de justiça do Rio, Eduardo Gussen. Diz o bolsominion: Octávio Guedes e o procurador geral de justiça do Rio: suspeita de que estão sendo vigiados Por Joaquim de Carvalho – DCM “É a Rede Globo unida com o Ministério Público do Rio de Janeiro!!! Será que agora ficou claro que existe um complô contra o BOLSONARO??? Convoco todos os bolsanarianos para viralizar a reunião acima entre o jornalista da Globo e chefe do MP do Rio. Estamos em guerra contra a Globo.” A foto tem circulado pelas redes sociais, acompanhada desse mesmo texto – o que faz parecer o resultado de uma ação organizada. Há um milhão de motivos para se criticar a Globo, mas nunca pelo exercício efetivo do jornalismo. Guedes aparece com caneta na mão, provavelmente anotando alguma declaração ou informação, no papel de repórter, uma atividade regular, adequada e necessária para a sociedade. O que está fora de lugar ali é quem fez a foto. Percebe-se que ela tem qualidade, não é o registro fotográfico de um curioso, feito com celular. Quem tirou essa fotografia? Com que propósito? O procurador geral de justiça estaria sendo monitorado? É grave, e indica que o submundo que sustenta Bolsonaro, seja a rede de milicianos ou de fabricantes de fake new, representa uma ameaça muito mais grave ao que restou da democracia brasileira do que se poderia imaginar. Mais grave é se esta foto tiver sido feita por arapongas oficiais. Nesse caso, ninguém mais está protegido. Nem o procurador geral de justiça, nem você, nem eu. Há uma ameaça ao estado democrático de direito que precisa ser contida. Há que se impor limites a quem não tem nenhum compromisso com a Constituição. O Brasil não pode ser governado por quem estimula ou até promove ações típicas de milicianos ou similares.
Com a anuência de Moro, Bolsonaro quer o País livre para roubar

CORREGEDOR DA RECEITA ALERTA: BOLSONARO DESMONTA SISTEMA DE COMBATE À CORRUPÇÃO – Em um memorando sigiloso enviado no último dia 17 ao secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, o corregedor do órgão, José Pereira de Barros Neto, avalia que o presidente Jair Bolsonaro está desmontando o sistema de combate à corrupção dentro da máquina federal com um decreto assinado no início do ano. O documento, trazido à tona pela jornalista Bela Megale, do Globo, refere-se à reorganização administrativa da Corregedoria da Receita, realizada por meio do decreto 9.679, publicado no Diário Oficial em 2 de janeiro. O corregedor alerta que as mudanças determinadas por Bolsonaro levaram o órgão a sofrer “sérias perdas” em sua estrutura responsável por investigar e retirar do serviço público servidores envolvidos em casos de corrupção no fisco brasileiro. “Trata-se de um contrassenso reduzir pela metade a capacidade operacional da unidade responsável pelo combate à corrupção no âmbito de um órgão tão importante e sensível como a Receita Federal do Brasil no contexto em que a principal diretiva do governo que ora se inicia é a intensificação e o fortalecimento do combate à corrupção”, diz Neto.
Briga da imprensa canalha Globo e Record: a suja falando da mal lavada

GLOBO ACUSA RECORD DE CUMPLICIDADE COM ESQUEMA BOLSONARO – Um fato raro, quase inédito: a Globo partiu para o confronto público com a Rede Record do bispo Edir Macedo. O governo Bolsonaro está no centro da ofensiva da emissora dos Marinho contra a concorrente. Enquanto a Globo distancia-se cada vez mais do governo de extrema-direita, a Recoro (ao lado do SBT) tornaram-se as emissoras extraoficiais do novo regime. O jornalista Maurício Stycer, um dos maiores especialistas em TV do país, apontou em seu blog: “Fato muito incomum, neste domingo (20) a Globo fez uma crítica pública ao jornalismo praticado pela concorrente Record. Deu-se durante o ‘Fantástico’ e fez menção a uma entrevista exibida minutos antes por seu concorrente direto, o ‘Domingo Espetacular’”. Os apresentadores do “Fantástico”, Ana Paula Araújo e Tadeu Schmidt, resumiram em 60 segundos o conteúdo das respostas dadas por Flávio Bolsonaro à Record (aqui). Em seguida, anotou Stycer em seu blog, Ana Paula detonou o programa concorrente. Com ironia, registrou que o senador eleito não respondeu a uma questão essencial por que não foi questionado a respeito: “Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta. Também não foi questionado por que preferiu receber parte do pagamento da venda em dinheiro e não em cheque administrativo ou transferência bancária”. Uma critica desse gênero na Globo não seria veiculada sem autorização expressa da cúpula da emissora e sem a concordância dos Marinho. A guerra cada vez mais aberta entre a Globo e o clã e governo Bolsonaro começa a se tornar também uma guerra que está demolindo a unidade que a mídia conservadora construiu nos últimos anos ao redor da perseguição ao PT. De um lado, Globo e Folha começam a ter uma postura crítica e de oposição cada dia mais agressiva a Bolsonaro. Do outro lado, com Record e SBT à frente, Rede TV, Band e Jovem Pan têm alinhamento integral ao novo regime -com o provável reforço em breve da versão brasileira da rede norte-americana CNN. O conservador O Estado de S.Paulo tem oscilado entre os dois grupos. No novo cenário, a Globo e a Folha assumem, em determinados momentos, aspectos da narrativa das mídias independentes do país, como o 247, Fórum, DCM, Brasil de Fato, RBA entre outros.
Tijolaço – Aventura é o caminho mais fácil para destruir instituições

Vai se fixando a impressão que, em relação às Forças Armadas, estabeleceu-se um processo de partidarização que se assemelha em muito ao que transformou o Poder Judiciário num lixo, indigno do respeito da maioria da população. Lá, um aventureiro – Sérgio Moro – acompanhado de uma trupe de fundamentalistas obtusos do Ministério Público – alguém se lembra do “Hegel” do início “tripatético” do processo que condenou Lula? – foi se impondo sobre os tribunais superiores e levou a submissão total da Justiça a um punitivismo inédito no Brasil e à substituição da prudência pela histeria na quase totalidade dos juízes. No meio militar, a composição dos ministérios e cargos-chave da Administração com enorme presença de generais sendo – ainda pior – muitos deles recém saídos de posições de comando ativas, mais do que transformar o governo em apêndice da instituição militar, está transformando as Forças Armadas em apêndice de Jair Bolsonaro e sua aventura insana. Pode-se argumentar que Jair Bolsonaro não tem projetos e os militares os têm. Talvez estejamos pensando nas Forças Armadas de algumas décadas atrás, porque é difícil ver algum projeto em um grupo que se inaugura demonstrando uma única causa: a de não serem atingidos pela reforma previdenciária. Jair Bolsonaro é um energúmeno intelectualmente, mas não é bobo. Mostrou ontem que mesmo alguém com prestígio de “herói”, como Sérgio Moro, pode ser atropelado e enquadrado. Engoliu o decreto das armas e, se quiser, que vá se divertir com as propostas de eliminação de garantias do cidadão e m nome do combate à corrupção. A dos adversários, naturalmente. Ao colocar boa parte do seu Estado Maior e seu próprio comandante, Eduardo Villas-Boas, nos cargos políticos, o Exército assumiu mais que a subordinação constitucional a um chefe de Estado. Assumiu a subordinação a um projeto político autoritário, brutal, entreguista, intelectualmente desqualificado e anacrônico. Pior, com mais “prestígio na tropa” do que todos eles somados. As três décadas de separação entre política e armas foram jogadas fora em menos de dois anos. Ter cargos não é o mesmo que ter poder. Entregaram-se ao comando, de fato, de um sujeito que saiu da caserna pela porta dos fundos. Entregaram a ele a própria caserna. POR FERNANDO BRITO