Quem é mais mentiroso: quem mente ou quem manda mentir?

A mentira esfarrapada de Fabrício Queiroz, o laranja dos Bolsonaros contada no SBT não passou de uma conversa mole para boi dormir, para tentar proteger seus patrões, principalmente o chefe mor Jair Messias Bolsonaro, e seu crápula filho Flávio Nantes Bolsonaro. A conversa mole do ex-assessor do senador eleito filho de Bolsonaro sobre as movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em sua conta, apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), não passa de uma piada de mau gosto, ao atribuir o dinheiro a seus negócios com venda de carros. É claro que foi uma orientação dos milicos fakes news. Foi por isso que este laranja da gangue bolsonariana não explicou nada sobre os depósitos feitos em sua conta por funcionários do gabinete e familiares empregados por Flávio Nantes Bolsonaro e Jair Messias Bolsonaro. Seu lero-lero não convenceu quase ninguém, apenas Moro e sua trupe. Perguntado sobre os depósitos feitos em favor da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, Queiroz disse que “nosso presidente já esclareceu.”Ele disse que falará apenas ao Ministério Público sobre depósitos feitos em sua conta por familiares e outros funcionários dos gabinetes de Flávio e de seu pai. “Esse mérito do dinheiro, eu quero explicar ao MP. São pessoas da minha família. Eu gero o dinheiro da minha família. Minhas filhas trabalham comigo desde os 15 anos. Quando tinha vaga (nos gabinetes), eu pedia para empregá-las. Minha filha que sempre cuidou da mídia do deputado dará esclarecimento.” Entenda o caso CoafQueiroz passou a ser o pivô do principal problema político do presidente eleito Jair Bolsonaro quando o Estado revelou, no dia 6 de dezembro, que um retalório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentações atípicas em suas contas. Segundo o documento, o ex-assessor do senador eleito, Flávio Bolsonaro, movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Uma das movimentações foi o depósito de um cheque de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro - no início de dezembro, Bolsonaro disse que o cheque era o pagamento de um empréstimo. O Estado revelou ainda que funcionários do gabinete de Flávio chegaram a depositar 99% do que receberam no período na conta de Queiroz, e que a maioria das transferências foram feitas no dia ou em datas próximas ao pagamento na Alerj. Esta é a primeira vez que o ex-assessor fala publicamente sobre o assunto. Por duas vezes, Queiroz alegou problema de saúde para não comparecer ao depoimento que seria prestado ao Ministério Público nos dias 19 e 21 deste mês. No dia 7 de dezembro, Flávio Bolsonaro disse ter conversado com Queiroz, e afirmou que ele teria lhe dado “explicações convincentes” para o episódio, mas não disse quais seriam elas. O MPRJ informou que também pedirá para que Flávio Bolsonaro preste esclarecimentos sobre o caso, no dia 10 de janeiro. De acordo com Queiroz, ele precisará fazer uma cirurgia por conta de um tumor maligno no intestino. “Tenho uma cirurgia pra fazer no ombro (esquerdo). estava com problema na urina, tosse. E foi constatado um câncer. É um câncer maligno, indicado sem nem pegar a biopsia. Vou ser submetido a outros exames e (o médico) me disse que temos que operar o mais rápido possível. É um tumor grande no intestino. As fezes passam fininho. Não estou fugindo do MP. Quero prestar esclarecimento.”
Sumiço do Queiroz mostra conluio da Lava Jato com Bolsonaro

Não é preciso ser adivinho para presumir como a Lava Jato agiria se Fabrício Queiroz fosse petista ou outro inimigo do regime de exceção. *Por Jeferson Miola Assim como não é necessário grande esforço de raciocínio para concluir que a Lava Jato safou da cadeia o chefe do Queiroz, o deputado Flavio Bolsonaro, como também livrou Jair Bolsonaro de investigações sobre os [pelo menos] R$ 24 mil depositados na conta da esposa Michele e sobre a retenção de 99% do salário da Nathália Queiroz – contratada como “laranja” no gabinete em Brasília enquanto se desempenhava como personal trainer de celebridades nas praias cariocas. Fabrício Queiroz é um ponto fora da curva; é uma peça que fugiu do controle da Lava Jato, que fez de tudo para escondê-lo e deixá-lo no anonimato para proteger Flavio Bolsonaro. A Lava Jato abafou o quanto pôde a participação do Queiroz. Ele somente foi descoberto devido ao vazamento do COAF que a onipresente falange do Moro não conseguiu evitar. Queiroz foi escondido pela Lava Jato desde sempre. É preciso recordar que a Operação Furna da Onça, da Lava Jato/RJ, deliberadamente excluiu Flavio Bolsonaro da investigação realizada nos gabinetes dos 10 deputados e 16 assessores que incorreram nos mesmos ilícitos e que, em vista disso, foram presos. Por inexplicável coincidência, os Bolsonaro demitiram Queiroz e a filha Nathália dias antes da Furna de Onça ir a campo, numa espécie de “limpeza” da cena do crime. Quando Queiroz foi descoberto, para surpresa geral o coordenador da Lava Jato e paladino da moralidade Deltan Dallagnol mostrou incrível inapetência em investigar ele e Bolsonaro, e então repassou a investigação ao MP estadual do Rio, ao passo que os demais denunciados continuam sendo investigados pela Lava Jato! Em reportagem de André Barrocal, a Carta Capital traz interessante abordagem a respeito [ler aqui]. Queiroz é um incômodo para a Lava Jato; é um acidente de percurso. O sumiço dele, além de já fazer parte do folclore burlesco e do anedotário nacional que o candidata a marchinha de carnaval, serve para se fazer uma profunda autopsia do regime. Está claríssimo que vivemos um momento obscuro, de arbítrio e de ruptura constitucional. A cassação daquela liminar do Marco Aurélio de Mello que restaurava a Constituição [ler aqui] mostra claramente 2 perspectivas. A primeira, é que o regime de exceção mantém um padrão permanente de aprofundamento da ditadura jurídica. Qualquer brecha ou iniciativa política e legal que ameace a higidez do regime, tem como resposta mais arbítrio e mais violência contra a Constituição e as leis. A segunda perspectiva, é que o regime tem hierarquia de mando. Alguém como Moro, Dallagnol, e Toffoli, por exemplo, que tem um general de estimação na inusitada assessoria militar da presidência do STF, se situa no topo da cadeia alimentar da ditadura – que, por enquanto, ainda não é militar. A Lava Jato nunca foi uma genuína operação jurídico-policial. A vinculação partidária dos seus agentes incrustrados no judiciário, no MP e na PF está fartamente documentada. A eleição do Bolsonaro empodera ainda mais os já empoderadíssimos agentes fascistas da Operação e inaugura a fase 2.0 da Lava Jato, que tem Sérgio Moro como piloto do Estado policial [ler aqui]. Por debaixo do discurso hipócrita de combate à corrupção se esconde uma ideologia ultraliberal e um projeto de poder que, para ser concretizado, requer o aniquilamento dos inimigos – Lula, PT, esquerda, progressistas e toda resistência democrática e popular. Em razão disso, e a despeito dos robustos indícios de peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e aumento patrimonial ilícito, Bolsonaro não foi e não será alvo de qualquer investigação, porque ele é o vetor desse projeto bárbaro que a burguesia quer impor no Brasil na base do arbítrio e atentando contra a Constituição. * Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial
Segurança de Fátima Bezerra é executado com sete tiros na cabeça

O cabo da Polícia Militar, João Maria Figueiredo, que era segurança da governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), foi executado com sete tiros na cabeça por volta das 17h na sexta-feira (21), nas proximidades do motel Ele&Ela, no bairro da Redinha, Zona Norte de Natal. O site Saiba Mais destaca que o “Cabo Figueiredo, como era conhecido, participou da equipe de segurança da campanha da governadora eleita Fátima Bezerra e era cotado para integrar a equipe dela a partir de 1º de janeiro.” João Maria era Filiado ao PT e era membro ativo do grupo Policiais Antifascismo, movimento criado por operadores de Segurança Pública que luta pela democracia e pelos Direitos Humanos dentro da estruturas das polícias. O cabo tinha posições técnicas com relação à violência, que para ele era um problema social ligado à criminalização do povo pobre e preto das periferias brasileiras. João Maria foi convidado várias vezes para dar palestras sobre Segurança, Direitos Humanos e descriminalização das drogas como alternativa para redução da violência urbana.
Ódio e medo de Lula unem lideranças da nossa nova ditadura

Um fantasma tira o sono dos verdugos da democracia brasileira. Qualquer sinal de que ele possa surgir no horizonte basta para gerar pânico entre os líderes da ditadura de novo tipo que se instalou no país. * Por Bepe Damasco Já imaginou este ectoplasma outra vez arrastando multidões em seus comícios e caravanas, falando direto ao coração do povo e semeando esperanças? A perspectiva da liberdade de Lula é capaz de provocar uma corrida às farmácias por parte de procuradores do MP, juízes, delegados, generais, barões da mídia e seus jornalistas lambe-botas, exploradores da fé do povo, nazi-bolsonaristas e fascistas de todos os matizes em busca de Floratil, para tentar estancar a diarreia das bravas provocada pelo medo. Tudo porque sabem que têm os pés de barro. Que o poder usurpado de que desfrutam só foi possível atirando o maior líder político do país nas masmorras de Curitiba, calando sua poderosa voz rouca e alijando-o da disputa eleitoral. Sabemos todos que dessa gente não se pode esperar mais quaisquer resquícios de respeito à Constituição. Não está mais em questão a busca por respaldo constitucional para suas ações sistemáticas impondo a Lula o direito penal do inimigo. Covardes, fogem do debate político olho no olho com o ex-presidente como o diabo foge da cruz. Com toda a razão, se sentem anões morais e políticos diante de Lula. Resta-lhes, então, a crueldade máxima de, além de manter um inocente preso, fazer tudo que estiver ao alcance da mão para massacrá-lo. O arsenal de perseguições a Lula não tem fim. O jogo sujo lembra o tratamento aos opositores dispensado por ditaduras vagabundas e repugnantes do passado, tais como a de Idi Amin Dada, em Uganda, “Baby Doc” Duvalier, no Haiti, ou Anastácio Somoza, na Nicarágua. Esses regimes usavam e abusavam do direito penal do inimigo como instrumento de ação política para liquidar os que ousavam enfrentá-los. Lula é único cidadão na história do Brasil que permaneceu preso depois que duas decisões de cortes superiores determinaram sua soltura. Os crimes imputados a ele, de tão ridículos e patéticos, não seriam sequer apreciados pelos sistemas de justiça de países minimamente democráticos. Na legislação específica para Lula, coisa típica do fascismo, seus direitos humanos são violados a céu aberto, sem fazer corar de vergonha os responsáveis por seu calvário. Prender sem crime, no entanto, não é suficiente. Tampouco privá-lo do convívio com a família e com o povo. Todos os presos podem dar entrevistas, mas ele não. O Brasil é signatário de diversos acordos e tratados internacionais, mas as resoluções da ONU que garantem seus direitos por aqui de nada valem. Para os que militam no campo democrático-popular, e insistem em não dar nome certo aos bois, espero que a tutela implacável das forças armadas sobre o STF, confirmada neste autêntico motim jurídico (expressão precisa contida na nota do PT) que impediu que Lula fosse solto por determinação de um ministro do Supremo Tribunal Federal, obrigue-os a pôr o dedo na ferida. Sim, sim e sim, e mais uma vez sim, vivemos numa ditadura. E o primeiro passo para enfrentá-la à altura é o reconhecimento de sua existência. Duvido que encontremos ao redor do planeta um regime democrático no qual o presidente da mais alta corte não dê um passo sem submeter aos ditames do general que o assessora. Abaixo a ditadura! * Bepe Damasco é jornalista, editor do Blog do Bepe
O Supremo não é mais o Supremo. É um serviçal dos canalhas

‘Se o Supremo ainda for o Supremo, minha decisão tem que ser obedecida’, diz Marco Aurélio O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na quarta-feira (19) quando mandou soltar todas as pessoas que estiverem presas por terem sido condenadas pela segunda instância da Justiça, que, se o tribunal ainda for “o Supremo”, a decisão dele teria de ser obedecida. Poucas horas depois, o presidente do STF, Dias Toffoli derrubou sua decisão, provando que o Supremo não é Supremo MARCO AURÉLIO DIZ QUE DECISÃO ERA AMPLA E TÉCNICA – Depois de ter a decisão que suspendia a prisão em segunda instância cassada, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, disse que há muita “preocupação” com os crimes de colarinho branco, mas que sua decisão iria garantir direitos a vários presos, para além deste grupo de delitos – que envolve condenados por corrupção, por exemplo. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca a fala de Marco Aurélio: “há uma ala que se preocupa muito com o crime de colarinho branco, mas, como noticiado, a decisão beneficia ‘n’ presos, um cem número de presos”. Segundo o jornal, Marco Aurélio pôs em prática um entendimento de fundo técnico e conceitual: “defensor de que condenados possam aguardar em liberdade até esgotados todos os recursos na Justiça, Marco Aurélio vinha cobrando, desde o fim de 2017 (quando liberou as ações) que o plenário julgasse em definitivo o mérito dos processos que tratam da prisão em segunda instância. Ao analisar essas ações liminarmente em 2016, o colegiado decidiu, por maioria, que é possível prender alguém antes do esgotamento dos recursos na justiça.”
Toffoli derruba decisão de Marco Aurélio e mantém Lula preso político

Com o STF tutelado pelos militares, o ministro Dias Toffoli cassa a decisão de seu colega Marco Aurélio Mello e mantém o ex-presidente Lula na condição de preso político, numa decisão que afronta a própria Constituição Federal, que assegura a presunção de inocência; Lula foi preso pelo ex-juiz Sérgio Moro para ser impedido de disputar eleições presidenciais que venceria no primeiro turno; sem Lula na disputa, Jair Bolsonaro venceu e Moro se tornou ministro da Justiça; enquanto isso, Fabrício Queiroz, apontado como pagador de despesas da família Bolsonaro, não compareceu a seu depoimento nesta tarde – Cerca de cinco horas depois que o ministro Marco Aurélio Mello determinou a soltura de todos os presos condenados em segunda instância, a liminar foi derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, que atendeu a um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A decisão de Marco Aurélio incluía o ex-presidente Lula, cujo julgamento ainda não foi transitado em julgado. A decisão de Dias Toffoli mantém Lula como preso político e afronta a própria Constituição Federal, que assegura a presunção de inocência. Lula foi preso pelo ex-juiz Sérgio Moro para ser impedido de disputar eleições presidenciais que venceria no primeiro turno. Sem Lula na disputa, Jair Bolsonaro venceu e Moro se tornou ministro da Justiça; enquanto isso, Fabrício Queiroz, apontado como pagador de despesas da família Bolsonaro, não compareceu a seu depoimento nesta tarde.
Justiça manda soltar o preso político Luiz Inácio Lula da Silva

– O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (18) a soltura de todos os presos que estão detidos em razão de condenações após a segunda instância da Justiça. “Defiro a liminar para, reconhecendo a harmonia, com a Constituição Federal, do artigo 283 do Código de Processo Penal, determinar a suspensão de execução de pena cuja decisão a encerrá-la ainda não haja transitado em julgado, bem assim a libertação daqueles que tenham sido presos, ante exame de apelação, reservando-se o recolhimento aos casos verdadeiramente enquadráveis no artigo 312 do mencionado diploma processual”, diz o ministro na decisão. A decisão liminar (provisória) de Marco Aurélio Mello atendeu a pedido do PCdoB e atinge, inclusive, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem recursos pendentes nos tribunais superiores. O ministro se disse convencido da constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal, cuja discussão foi pautada para o dia 10 de abril de 2019 pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli.
Corrupção: patota de Bolsonaro ameaça ex-candidata do PSL

A professora Cleuzenir Barbosa, de Coronel Fabriciano-MG, que foi candidata do PSL denuncia ameaças feitas por assessores do futuro ministro do Turismo de Bolsonaro Dois assessores do futuro ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio, estariam ameaçando a professora aposentada Cleuzenir Barbosa, que concorreu a uma vaga de deputada estadual pelo PSL mineiro. Informa nesta quarta-feira (19) a jornalista da Folha, Monica Bergamo. “Recebi R$ 60 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha do partido. E os assessores do futuro ministro do Turismo queriam que eu transferisse R$ 30 mil para a conta de uma gráfica de Ipatinga [em Minas]”, disse à Folha a ex-candidata. A matéria destaca que, “segundo Cleuzenir, eles diziam que seria para pagar material de campanha. ‘Mas já estava tudo comigo porque o partido mandou. E certamente não custaram mais do que R$ 5 mil’, afirma.” Ainda de acordo com a matéria, a professora afirma “que ‘quando se negou a devolver o dinheiro’ passou a ser ameaçada e agora teme por sua integridade física. ‘Um deles chegou a tirar uma arma e colocar em cima da mesa durante uma reunião’.” Cleuzenir prestou depoimento para o Ministério Público Eleitoral do Estado de MG (MP-MG) e disse que vai encaminhá-lo para o procurador da República em Minas Gerais, Angelo Giardini, responsável por casos como esse”, diz Evandro Ventura, promotor do MP-MG.
O prêmio Idiota de Ouro do Google deste ano vai para Bolsonaro

Brasileiros bombam o termo “idiota” nas pesquisas do Google; saiba o motivoUm brasileiro “ilustre” ganhou duas categorias do prêmio “Idiota de Ouro” de um canal francês e as buscas pelo termo “idiota” no Google aumentaram vertiginosamente A busca pelo termo “idiota” no Google entre os brasileiros aumentou vertiginosamente nesta segunda-feira (17). De acordo com o Google Trends, que mede o número de pesquisas no buscador, até a manhã de hoje as pesquisas pela palavra marcavam o índice 1, isto é, quando o volume de procuras pelo termo ainda é ínfimo. Já às 14h o índice para as pesquisas por “idiota” marcava o pico de 100. A esta altura da nota o leitor, já pesquisou a palavra “idiota” no Google para saber o motivo de tanta procura. O resultado é uma série de matérias sobre o prêmio “Idiota de Ouro” com fotos do presidente eleito Jair Bolsonaro. Quem descobriu que o termo “idiota” direcionava o internauta a matérias sobre Bolsonaro foi o jornalista Gilberto Dimenstein, que procurou o termo por outros motivos. As matérias tratam sobre a notícia adiantada pela Fórum na semana passada. No final de novembro, o capitão da reserva foi o vencedor de duas categorias do prêmio “Idiota de Ouro” de uma emissora de TV francesa. Bolsonaro desbancou o presidente estadunidense Donald Trump e faturou os troféus de “racista do ano” e “misógino do ano”. Saiba mais aqui.
Temer confirma: Bolsonaro é a continuidade do seu desgoverno

“Eu tenho orgulho de dizer que o que eu plantei, como a reforma da Previdência e a simplificação tributária, elas virão à luz pelo novo governo. Eu confio muito no governo que vem aí, alicerçado, ancorado, amparado pela vontade popular. Tenho absoluta convicção de que o presidente eleito Bolsonaro seguirá na mesma trilha”, disse Temer Da Agência Brasil – O presidente da República, Michel Temer, recebeu na noite de ontem (13) a Medalha de Honra ao Mérito – Gestão Pública do Fórum das Américas, em cerimônia realizada na capital paulista. Em seu discurso, ele disse que teve conversa recente com o presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe econômica e que vê que o próximo governo seguirá a mesma trilha do que está sendo realizado no país nos últimos dois anos. “Eu tenho orgulho de dizer que o que eu plantei, como a reforma da Previdência e a simplificação tributária, elas virão à luz pelo novo governo. Eu confio muito no governo que vem aí, alicerçado, ancorado, amparado pela vontade popular. Tenho absoluta convicção de que o presidente eleito Bolsonaro seguirá na mesma trilha”, disse. Temer disse que o que mais se fala é sobre o momento em que vai se realizar a reforma da Previdência. “E seguramente, segundo informações que eu tenho tido, eu acho que logo no primeiro semestre ela se realizará. E nós daremos um salto extraordinário”, ao citar que a Previdência Social hoje está em deficit. O presidente falou ainda da importância de se manter a segurança jurídica no país, que segundo ele corresponde a “aplicar seguramente aquilo que está no sistema normativo” e comentou a postura que os eleitos nas últimas eleições deste ano devem ter. “O Brasil acabou de manifestar sua soberania popular na última eleição e constituiu novas autoridades. Vejam, eu uso a expressão constituiu porque, quem está no poder, não pode achar que é dono do poder. Somos autoridades constituídas, desde o presidente até o vereador. O poder é do povo e o povo se manifestou, constituiu autoridades agora”. No evento, os representantes do Fórum das Américas caracterizaram o governo de Temer como reformista e avaliaram que ele fez com que o país saísse da crise econômica. O fato de este ser o governo com pior aprovação da história foi lembrado pelo empresário Romeu Chap Chap. No entanto, ele elogiou as reformas realizadas nos últimos dois anos e acrescentou que Temer será lembrado por ser o presidente mais reformista da História. “Fui presidente reformista, fiz várias reformas. Faltou a reforma da Previdência e a simplificação tributária. A reforma da Previdência saiu da pauta legislativas, mas não saiu da pauta política. Quem a colocou na pauta política fomos nós, o nosso governo”, disse Temer. O presidente acrescentou que seu governo foi baseado em três conceitos principais: diálogo, responsabilidade fiscal e responsabilidade social. Ele disse que o diálogo foi necessário com o Congresso Nacional e com a sociedade para a aprovação das reformas implementadas em seu governo. Para exemplificar a responsabilidade fiscal, Temer citou a aprovação da emenda constitucional que estabeleceu o teto de gastos para as despesas do governo federal. Já a responsabilidade social, segundo Temer, se deu em seu governo pela continuidade das políticas sociais e assistenciais do governo anterior, do Partido dos Trabalhadores. “O Brasil é um país ainda com muitas carências, tem gente pobre, mas tem gente na pobreza absoluta, gente que ganha uma miséria por mês. E, por isso, eu prestigiei – diferentemente do que se costuma fazer – programas do governo anterior, como por exemplo o Bolsa Família”. Ele acrescentou que deu aumento acima da inflação no programa e que zerou a fila das famílias que estavam pleiteando o programa.