Ciro Gomes empurra, xinga e manda prender repórter em Boa Vista

  Visivelmente descontrolado, o candidato a presidente pelo PDT se irritou com uma pergunta e xingou o jornalista de filho da puta   Ao ser perguntado sobre uma declaração dada em meados de agosto, onde classificou as agressões de brasileiros a venezuelanos em Paracaima (RR) como “desumanidade” e “canalhice”, Ciro negou-se a responder e passou a xingar o repórter Nicolas Maciel Petri, da TV Tropical, afiliada do SBT no estado. “Vai pra casa do Romero Jucá, seu filho da puta! Pode tirar esse daqui, esse daqui é do Romero Jucá”, disse o candidato, pedindo para seus seguranças retirassem Nicolas do local da entrevista. Em seu Facebook, o repórter disse lamentar o ocorrido e que sofreu um ‘ato de covardia’. “Daí, em um ato de covardia, o Senhor Ciro Gomes me deu um soco na barriga e me xingou de filho da puta. Fique sem reação porquê não sou de violência. Apenas fiz uma pergunta. Lamento que um candidato a presidente que tenha esse tipo de atitude e que tenha uma candidata ao senado aqui de Roraima que o apoie”, criticou Nicolas. O candidato não comentou sobre o caso. A pergunta do jornalista a Ciro Gomes se referia a uma declaração do pedetista dada no mês de agosto durante um evento em São Paulo, quando classificou como “desumanidade” e “canalhice” as agressões de brasileiros a venezuelanos em Paracaima. “Não há nenhuma notícia de desumanidade, de grosseria… Que canalhice, que é o que aconteceu ontem no Brasil. Pela primeira vez na minha vida senti vergonha de ser brasileiro”, disse o candidato.

Em situação similar à de Lula, TSE autoriza candidatura de Garotinho

– O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) demonstrou toda a sua imparcialidade com relação aos direitos eleitorais do ex-presidente Lula, suspendendo a decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) que indeferia o registro de Antony Garotinho (PRP) ao governo do estado do Rio de Janeiro. A decisão determinou que o candidato não pode ser afastado da campanha eleitoral enquanto não ocorrer o trânsito em julgado ou a manifestação da instância superior. Com a decisão, Garotinho está liberado para usar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto o registro estiver sob a condição de sub júdice. Segundo reportagem do site G1 (leia abaixo), “Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no dia 4. A corte entendeu que, por ter sido condenado em decisão colegiada, ele estava inelegível, de acordo com a Lei Complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa”. Por G1 Rio TSE suspende decisão que indefere candidatura de Anthony Garotinho ao governo do RJ O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu neste domingo (16) a decisão do TRF que indeferia o registro do candidato do PRP ao governo do RJ, Anthony Garotinho. A liminar do ministro Og Fernandes suspende a decisão do TRF até o julgamento pelo próprio TSE do recurso de Garotinho sobre a ação. A decisão deste domingo entendeu que o candidato não pode ser afastado da campanha eleitoral enquanto não ocorrer o trânsito em julgado ou a manifestação da instância superior. Com a decisão deste domingo, Garotinho está liberado inclusive para usar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto o registro estiver sob a condição de sub júdice. Em nota, Garotinho afirmou: “Como eu previa, mais uma decisão da Justiça do Rio contra mim está sendo revista pelo TSE”. Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no dia 4. A corte entendeu que, por ter sido condenado em decisão colegiada, ele estava inelegível, de acordo com a Lei Complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa. Em maio deste ano, a 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou Garotinho por ato doloso de improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros, tendo em vista o desvio de recursos públicos do projeto “Saúde em Movimento” no montante de R$ 234.354.400. A pena de 2010, que em 1ª instância era de 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, foi ampliada para 4 anos e 6 meses e houve mudança para o regime semiaberto, quando o preso dorme na cadeia.

Haddad foi o mais interrompido entre os presidenciáveis no JN

 NO JORNAL NACIONAL, HADDAD AFIRMou QUE ‘A REDE GLOBO CONDENA POR ANTECIPAÇÃO’ Apesar de ser interrompido 62 vezes pelos entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos, o presidenciável Fernando Haddad mandou um recado em alto e bom som sobre a participação da Rede Globo nos ataques contra o partido; após Bonner tentar ligar o nome da presidente deposta Dilma Rousseff a casos de corrupção, Haddad rebateu e afirmou que ela é apenas investigada e que”a Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”; “A delação virou uma indústria em que todo mundo fala o que quer sem apresentar provas”, completou Rede Brasil Atual – O tema da corrupção e as interrupções pelos entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos dominaram a sabatina do candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, na noite desta sexta-feira (14) no Jornal Nacional. Mas depois que Bonner tentou relacionar o nome da ex-presidente Dilma Rousseff a casos de corrupção, Haddad acusou a emissora de condenar nomes da política por antecipação. Bonner disse que Dilma é ré. Haddad rebateu dizendo que é apenas investigada, assim como a Rede Globo em processos por sonegação. Ao se referir aos processos da Lava Jato, Haddad disse que hoje muitas pessoas estão sendo absolvidas. “Cada um paga pelos seus atos. Em função de um indício, você não pode condenar. Eu penso, Bonner, que a Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”, disse e foi interrompido. Haddad ainda lembrou que a emissora tem questões com a Receita Federal, e não trata os próprios problemas da mesma maneira que trata os outros. “Eu discordo de querer envolver a Dilma. A delação virou uma indústria em que todo mundo fala o que quer sem apresentar provas”, defendeu ainda. Tanto no começo como no fim da entrevista, que teve a duração de 27 minutos, como para os outros candidatos, os entrevistadores tentaram dizer que o PT deveria fazer uma autocrítica em relação à questão da corrupção. Haddad defendeu a posição que foi adotada durante os governos do PT, de fortalecimento e independências de instituições como o Ministério Público. “Os governos fortaleceram as instituições que combatem a corrupção”, disse, e também lembrou que a questão da corrupção na Petrobras remonta ao tempo da ditadura civil-militar no país. No início da sabatina, Haddad fez referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que milhões de brasileiros gostariam de vê-lo em seu lugar. Já ao final, quando os entrevistadores insistiam que o PT é culpado pela crise em que se encontra o país, com 13 milhões de desempregados, Haddad citou a entrevista com o senador e ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati, ontem (13), ao jornal O Estado de S.Paulo, em que ele diz com todas as letras que foi um erro os tucanos terem entrado no governo de Michel Temer. “Eu estou dizendo que as pautas bombas e as sabotagens que ela (Dilma) sofreu, reconhecidas pelo ex-presidente do PSDB, teve mais influência na crise do que os eventuais erros cometidos antes de 2014”, disse Haddad. “Vocês estão falando de desempregados?! Nós tínhamos a menor taxa de desemprego em 2014, pega a série histórica, eram 4,9% de desempregados em dezembro de 2014, e aí começa o seu Eduardo Cunha e o seu Aécio Neves a aprovarem despesas lá no Congresso Nacional, despesa em cima de despesa para sabotar um governo (o de Dilma) que precisava fazer um ajuste, mas não para jogar a economia na recessão, mas para recuperar a economia”.

Não dá pra cravar Bolsonaro no segundo turno – Por Alex Solnik

 O mantra que mais se ouve nos últimos dias – “Bolsonaro já está no segundo turno” – tem que ser relativizado, por mais que as pesquisas o digam. Por enquanto, ele está na segunda cirurgia. O caso dele é muito delicado e de prognóstico incerto. Eleitoral e fisicamente falando. Se não houver mais intercorrências – o que é improvável – ele fica fora de combate pelo menos por um mês a contar de hoje. A alta nesse caso otimista se dará a 14 de outubro. Uma semana depois do dia da eleição. A meio caminho entre o primeiro e o segundo turno, que será – se houver – a 28 de outubro. Ninguém sabe o que poderá acontecer com seus votos potenciais enquanto estiver no hospital, longe das ruas. Ninguém sabe o que vai acontecer depois que ele sumir da campanha. O fato é que ele estará na cama e Alckmin à caça de seus votos. É razoável supor que o tucano poderá colher alguns frutos da sua árvore. Não tem como garantir que Bolsonaro vai continuar em primeiro lugar por muito tempo. O que também fragiliza a campanha é que ficou evidente que ele não tem vice confiável para assumir seu lugar. E como os votos são dele e não do partido ou da chapa, eles também estão na UTI. As pesquisas podem até garantir que ele está no segundo turno, mas os médicos não garantem. * Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão” e “O domador de sonhos”

Novo presidente do STF quer tirar da zona o quadro da justiça brasileira

 TOFFOLI DIZ QUE MORO TENTOU BURLAR STF E SUSPENDE AÇÃO CONTRA GUIDO MANTEGA Ministro que assumiu nesta quinta-feira a presidência do STF também estendeu a suspensão ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, também réus na ação Sérgio Rodas, do Conjur – Doações eleitorais por meio de caixa dois constituem o crime eleitoral de falsidade ideológica, e não corrupção e lavagem de dinheiro. Mas ainda que estes dois delitos também tenham sido cometidos, a ação penal deve ser julgada pela Justiça Eleitoral, uma vez que a jurisdição especial prevalece sobre a comum. Com esse entendimento, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, concedeu liminar para suspender processo da operação “lava jato” que apura supostos pedidos do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega de doações ilícitas para a campanha à reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. O Ministério Público Federal denunciou Mantega por solicitar R$ 50 milhões ao empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, em troca da edição de duas medidas provisórias para beneficiar a Braskem, empresa do conglomerado. De acordo com o MPF, o ex-ministro também aprovou que esse valor fosse usado na campanha de Dilma em 2014 e que R$ 15 milhões fossem pagos, via caixa dois, aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, aceitou a denúncia. Mas Mantega, representado pelo criminalista Fábio Tofic Simantob, moveu reclamação no STF contra esta decisão. Segundo o petista, a Justiça Eleitoral que tem competência para julgar o caso, e não a Justiça Federal. Ao julgar o caso, Toffoli apontou que o Supremo concluiu que doações via caixa dois são crime de falsidade ideológica, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral (Petição 6.986). Portanto, as acusações desse delito devem ser julgadas pela Justiça Eleitoral, destacou. Para o ministro, o juiz Sergio Moro tentou burlar a decisão do STF ao receber a denúncia contra Guido Mantega. “Pois bem, à luz do entendimento fixado na ação paradigma, entendo, neste juízo de cognição sumária, que a decisão do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba tentou burlar o entendimento fixado no acórdão invocado como paradigma, ao receber a denúncia do Ministério Público Federal, acolhendo, sob a roupagem de corrupção passiva, os mesmos fatos que o Supremo Tribunal Federal entendeu – a partir dos termos de colaboração contidos na PET 6.986 – que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (artigo 350 da Lei 4.735/65), por se tratar de doações eleitorais por meio de caixa dois”, avaliou o novo presidente do STF. Ainda que Moro não tivesse contrariado a decisão do Supremo dessa maneira, o teria feito ao argumentar que a competência da Justiça Eleitoral não se estende aos crimes federais, ressaltou Toffoli. Isso porque, no julgamento da PET 6.986, os ministros concluíram que, mesmo se houver crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção e lavagem de dinheiro, prevalece a competência da Justiça Eleitoral. Afinal, no concurso entre a jurisdição comum e a especial, esta predomina. Dessa maneira, Dias Toffoli concedeu liminar para suspender o processo na 13ª Vara Federal de Curitiba com relação a Mantega. O ministro estendeu os efeitos da decisão a João Santana, Mônica Moura e André Luiz Santana.

Agressividade de candidatos reflete situação ruim nas pesquisas

Por Fernando Brito, do Tijolaço – As informações – muito mais detalhadas do que as que vêm a público – de cada candidatura presidencial não podem ser explicitadas, mas acabam sendo compreendidas pelas reações verbais dos candidatos. Quanto mais agressivas forem, piores são os cenários que se desenham diante dos seus olhos. Geraldo Alckmin, Marina Silva e Ciro Gomes estão mostrando, pelos ataques que começaram a distribuir e pelos alvos de suas críticas, o quanto estão abalados pelo crescimento da entrada, para valer, de Fernando Haddad na disputa. O primeiro passou a apelar diretamente aos eleitores de Jair Bolsonaro, dizendo que ele é o “passaporte para a volta do PT” , contando que isso traga a direita para seu ninho. Basta ler o noticiário e ver que acontece o contrário: são os ‘fiéis’ aliados do centrão que, depois de “lularem” no Nordeste, “mitam” no Sul. A situação de Marina Silva é pior, porque sequer tem atrás de si um partido político ou tempo de televisão. Qualquer caminho, nesta eleição, lhe seria dificílimo, até mesmo o de se apresentar como “a Lulinha que é boa” e contar com sua origem popular. Nada, porém, consegue ser mais forte que seu ressentimento, seu mau-humor, que o rancor que escorre de suas declarações, antes contra Dilma Rousseff mas agora contra o próprio Lula, a quem chama de “corrupto”. Ciro é o caso mais complicado. Existe, sim, um núcleo de simpatia por suas posições nacionalistas e pela trajetória que seguiu desde que deixou o PSDB, em meados da década de 1990. Mas ele vem sendo, também, um especialista em autodemolição de sua percepção como alguém com a prudência que se exige de um governante. Ontem, ao chamar o Hamilton Morão, o general do ex-capitão Bolsonaro, de “jumento de carga” e dizer que “botaria em cana” o comandante do Exército, apareceu como um homem de bravatas, quando não um irresponsável frente às enormes ameaças que vivemos e das quais é desnecessário falar. Restam dois candidatos fora deste bate-boca: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. O ex-capitão, da maneira mais inimaginável e trágica, corre sério risco médico, mas está em perfeita sanidade eleitoral. A brutal agressão a faca, semana passada, cristalizou ainda mais suas intenções de voto e tornou complicada a ação de seus adversários em atacá-lo num leito de hospital. A ausência na televisão está sendo claramente compensada pela superexposição na mídia que, além do mais, cada vez menos disfarça sua adesão ao “é o que temos” da direita. Salvo pelas burradas – e não falta capacidade entre seu desqualificado círculo político para isso – de sua entourage não acrescenta um grama sequer à tonelada de resistências que já despertava. O que, no seu caso, é quase um milagre. Quanto a Haddad, as criticas que enfrenta são exatamente os méritos que tem para ir ao segundo turno: ser a representação de Lula nas urnas. Não tem se deixado levar pela vaidade de fazer afirmações de independência que só seriam usadas para criar intrigas, erva daninha que tem terreno fértil na política e dúvidas no eleitorado. A mídia anda louca por provocá-lo a isso, como fez Miriam Leitão, que num momento grotesco, dias depois de ter repetido o que lhe ditavam no “ponto eletrônico” ficou a criticar Haddad por ser a voz de Lula.

VOX POPULI: HADDAD JÁ ASSUME LIDERANÇA COM 22%

 – Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta quinta (13) indica: Fernando Haddad já assume a liderança da corrida presidencial, com 22% de intenção de votos. Bolsonaro tem 18%, Ciro registra 10%, Marina Silva tem 5%, Alckmin tem 4%. Brancos e nulos somam 21%. O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%. O nome de Haddad foi apresentado aos eleitores com a informação de que é apoiado por Lula. Veja no quadro: Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente. O deputado, internado desde a sexta-feira 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, registra contudo o maior percentual de menções espontâneas (13%), contra 4% de Ciro e Haddad, 3% de Marina e 2% de Alckmin. O fato de as citações espontâneas se aproximarem da porcentagem registrada por Bolsonaro nas respostas estimuladas demonstra, ao mesmo tempo, um teto do candidato do PSL e uma resiliência que tende a leva-lo à próxima fase da disputa presidencial. O Vox realizou diversas simulações de segundo turno. Bolsonaro venceria Alckmin (25% a 18%), empataria tecnicamente com Marina (24% a 26%) e perderia para Ciro (22% a 32%) e Haddad (24% a 36%). O pedetista e o petista vencem os demais. O instituto não fez a simulação de um confronto entre os dois. Por fim, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores em relação ao ataque a Bolsonaro ocorrido em Juiz de Fora em 6 de setembro. A maioria absoluta, 64%, associa a facada a um ato solitário de um indivíduo desequilibrado, “com problemas mentais”. Outros 35% acreditam tratar-se de um atentado organizado e planejado, com fins políticos. A maior parte dos entrevistados (49% contra 33%) não crê que o episódio possa influenciar a decisão de voto dos brasileiros.

Advogada negra é detida, algemada e arrastada durante audiência

 A advogada, doutora Valéria Santos, negra, carioca, foi detida e posta algemada no exercício de sua profissão durante uma audiência no 3˚Juizado Especial Criminal em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A defensora aparece em vídeo divulgado em rede social requerendo à juiza leiga, durante audiência criminal, para que tivesse sua requisição apreciada em defesa da ré, sua cliente. Entretanto, a juíza teria dado por encerrada a audiência, sem apreciar o pedido da advogada e em seguida ordenou que ela se ausentasse da sala. Valéria teria dito que não deixaria a sala de audiência sem a presença de um representante da OAB, visto que a audiência foi encerrada sem que apreciado e consignado o seu pedido. “Eu estou indignada de vocês como representante de Estado atropelarem a lei. Eu tenho o direito de ler a contestação e impugnar os pontos da contestação do réu. Isto está na lei, eu não estou falando nada absurdo aqui.” Enquanto a advogada exercia seu direito de defender a ré que estava sentada ao seu lado e em frente da juíza, foi requerido aos policiais que faziam a segurança da repartição pública que retirassem a advogada da sala de audiência. “A única coisa que eu vou confirmar aqui é se a senhora vai ter que sair ou não. Se a senhora tiver que sair, a senhora vai sair!” rebate o policial não identificado. A advogada, subjulgada pelos presentes, faz a sua defesa neste momento direcionando sua fala diretamente para o policial que alterava a sua voz dizendo que iria prendê-la. Ainda requereu a presença de um membro da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB, para que a representasse a fim de fazer valer os seus direitos enquanto patrona da ré alí presente. “Eu não vou sair, não, eu tenho que esperar o delegado da OAB, porque eu quero fazer cumprir o meu direito. Eu não vou sair eu estou no meu direito, eu estou trabalhando. Eu não estou roubando, não estou fazendo nada não. Estou trabalhando!”, insiste a defensora. Alguns advogados presentes, mesmo presenciando a cena absurda não fizeram a defesa da colega. Reclamavam, entretanto, que a advogada terminasse a atuação brevemente, para que eles pudessem fazer as suas audiências e pudessem terminar logo seus trabalhos. A altiva advogada neste momento se dirige aos advogados presentes e reclama solidariedade: “Eles estão preocupados com audiência e (permitem) atropelar a lei, que país é esse? Depois querem reclamar de político que rouba, que faz tudo errado. Se vocês são advogados e não estão respeitando a lei.” Neste momento, outros advogados presentes na sala de audiência diminuem o ocorrido dizendo que ela não estaria fazendo a defesa dela corretamente e a acusaram de estarem sendos desrespeitados, por estarem perdendo tempo com o episódio. “A senhora não está respeitando a gente” afirma uma das advogadas que esperavam para a próxima audiência. Outro afirmou: “a senhora pode pleitear o seu direito da forma adequada”. Instantes depois, é possível ver a advogada sendo presa, algemada com a mão nas costas e arrastada no chão da sala de audiência. (Veja AQUI) A advogada agredida, ainda no chão, grita insistentemente em sua defesa que está trabalhando e sinaliza indiretamente o racismo que estaria ocorrendo naquele flagrante violação de prerrogativa e abuso de autoridade: “É meu direito enquanto negra, como mulher, de trabalhar. Eu estou trabalhando. Eu quero trabalhar.” De acordo com o Presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, Luciano Bandeira, foi enviado um representante da que acompanhou o caso e conseguiu ao menos que fosse retirada as algemas postas ilegalmente em Valéria. “Nada justifica o tratamento dado à colega, que denota somente a crescente criminalização de nossa classe. Iremos atrás de todos os que perpetraram esse flagrante abuso de autoridade.” defendeu o Presidente da Comissão. Frente de Juristas Negras e Negros do Rio de Janeiro repudiam o ocorrido e se solidarizam com a advogada agredida A FEJUNN-RJ, vem a público repudiar veementemente o tratamento a que foi submetida a ilustríssima advogada, Dra. Valéria Santos, em pleno exercício da profissão. Não há como não nos manifestarmos enquanto uma Frente que busca inserir no meio jurídico o recorte étnico racial necessário para pensar o Direito de forma ampla e igualitária. Deste modo, nos solidarizamos com a Dra. Valéria, compreendendo que à luz da história, negros e negras são tratados de maneira violenta pelo Estado. Não basta ser Doutora, operadora do Direito. O Estado de maneira eficaz ousa nos colocar no lugar o qual pretende que estejamos por todo o sempre. O Supremo Tribunal Federal por meio da Sumula Vinculante n.º 11 regulou a utilização excepcional das algemas. No caso do fato ocorrido com a Dra. Valéria, ainda assim, em momento algum se enquadra na hipótese prevista no referido verbete, ainda mais sem a presença de um delegado da OAB. Repudiamos o uso das algemas e o tratamento da Dra. Valéria Santos, em pleno exercício na profissão. O episódio de hoje mais uma vez demonstra a importância da FEJUNN – RJ existir. Demonstra a fragilidade que vivemos enquanto negros e negras, para além dos dados estatísticos do cárcere e da letalidade, também no exercício de nossa profissão, com o agravante pelo fato ter ocorrido no meio jurídico. Queremos justiça, o exercício do Direito, a dignidade para alcançarmos uma sociedade livre, justa e verdadeiramente democrática. Leia também: STF ignora racismo de Bolsonaro  

Executiva do PT decide: agora é Haddad – Haddad é Lula e Lula é 13

 – Em reunião fechada em Curitiba, membros da Executiva Nacional do PT aprovaram por unanimidade no início da tarde desta terça-feira (11) Fernando Haddad como novo candidato do partido à presidência da República, após a impugnação de Lula pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada. A decisão já havia sido tomada por Lula, que submeteu a decisão oficial para a Executiva por meio de uma carta em que indicava Haddad. O ex-prefeito de São Paulo, que até então era candidato a vice do ex-presidente, terá seu nome lançado oficialmente em ato marcado para 15h na capital paranaense, com Manuela Dávila, do PCdoB, como vice. Lideranças petistas estarão em peso na cidade, onde Lula é mantido como preso político na sede da Polícia Federal desde 7 de abril. Nas redes sociais, militantes petistas têm usado as expressões “somos todos 13 de Lula” e “Lula é Haddad e Manu 13”, para consolidar a nova chapa. 

Haddad já aparece em 2º lugar e ganha de Bolsonaro no 2º turno

 – Antes mesmo de ser anunciado candidato pelo PT e sem ser apresentado como o “nome de Lula”, o ex-prefeito Fernando Haddad já aparece em segundo lugar na pesquisa Datafolha que acaba de ser divulgada. Jair Bolsonaro, que se recupera de um ataque a faca, tem 24%. Depois dele, há um empate técnico entre quatro adversários: Ciro Gomes, com 13%, Marina Silva, com 11%, Geraldo Alckmin, com 10%, e Fernando Haddad, com 9% – todos empatados, na margem de erro “O deputado Jair Bolsonaro (PSL) manteve a liderança da corrida presidencial após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e o atentado que sofreu na semana passada, de acordo com a nova pesquisa realizada pelo instituto Datafolha. Segundo o levantamento, Bolsonaro tem 24% das intenções de voto. O presidenciável foi esfaqueado quando atravessava uma multidão em evento de campanha em Juiz de Fora (MG) na quinta (6) e está internado no Hospital Albert Einstein, onde se recupera da cirurgia sofrida após o ataque”, informa a reportagem da Folha. “Quatro candidatos aparecem empatados em segundo lugar, dentro da margem de erro. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) tem 13% das intenções de voto, a ex-senadora Marina Silva (Rede) está com 11%, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 10% e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), com 9%. Vice da chapa inscrita pelo PT com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a presidente, Haddad deve ser indicado como seu substituto nesta semana. O Tribunal Superior Eleitoral vetou a candidatura de Lula e estabeleceu prazo até esta terça (11) para que o PT o substitua.” Simulações de segundo turnoMarina 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%)Alckmin 43% x 34% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%)Ciro 45% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%)Haddad 39% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%)