Pesquisa Ibope: Haddad dispara e encosta o cangote em Bolsonaro

– Pesquisa divulgada nesta noite confirma crescimento de 11 pontos do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, que se consolida no segundo turno, contra o candidato da extrema-direita. Confira os números: Jair Bolsonaro (PSL): 28%, Fernando Haddad (PT): 19%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 7%, Marina Silva (Rede): 6%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, João Amoêdo (Novo): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2%, Cabo Daciolo (Patriota): 1%, Vera Lúcia (PSTU): 0%, Guilherme Boulos (PSOL): 0%, João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Votos bancos e nulos somam 14% e indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, Fernando Haddad aparece exatamente empatado com Jair Bolsonaro, com 40% para cada. Ciro Gomes aparece empatado com Bolsonaro na margem de erro. Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%). Já contra Alckmin o quadro também é de empate. Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%). A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.
Artistas sofrem ataques depois de aderirem ao ELE NÃO contra Bolsonaro

– Diversos artistas que aderiram a um protesto contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) passaram a ser alvo de ataques dos seguidores e simpatizantes do candidato de extrema direita. Artistas como Déborah Secco, Bruna Marquezine, Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Vera Zimmermann, Dado Dolabella, Letícia Colin, Sasha Meneghell (aqui), e o escritor Marcelo Rubens Paiva (aqui) entre outros, usaram a frase “ele não” em referência a Bolsonaro. “Comunistinha de merda”, reagiram os seguidores de Bolsonaro em resposta ao protesto. Nas postagens, além de afirmarem que “ele sim”, os seguidores de Bolsonaro acusaram os atores de “hipocrisia”. “São os hipócritas manipulando o voto do povo pela Rede Globo, usando de forma vergonhosa sua profissão para manipular o povo”, disse um deles numa postagem. “Já não suporto a Globo e agora vocês artistas manipulados pelo lixo de emissora que trabalham”, escreveu um outro. Diante dos ataques, a atriz Debora Secco usou sua conta no Twitter para pedir respeito quanto a sua opinião. “Espero que vocês possam respeitar democraticamente minha opinião. Eu respeito a de todos vocês”, postou. “Problema é que você foi se meter onde ninguém te chamou. Se tivesse permanecido em silêncio nada disso acontecia. Agora aguenta comunista”, respondeu um dos apoiadores do candidato de extrema direita. Nesta segunda-feira, Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa, foi alvo de ataques massivos por também se posicionar contra a misoginia representada por Bolsonaro. Diante disso, a atriz Bruna Marquezine, que havia aderido à campanha “ele não”, fechou o espaço para comentários nas suas redes sociais temendo ser alvo de agressões. As agressões contra os artistas são apenas mais um episódio da escalada neofascista promovida contra os que se posicional contra as ideias racistas e misóginas representadas por Bolsonaro. Neste final de semana, o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, que reúne mais de 1 milhão de mulheres contrárias ao voto em Bolsonaro, foi alvo de hackers. Além de mudarem o perfil da página, as administradoras do grupo foram ameaçadas de terem seus dados pessoais, familiares e bancários divulgados, caso a página do grupo não fosse retirada do ar. O ataque foi corroborado pela cúpula da campanha de Bolsonaro. O filho do presidenciável, deputado Eduardo Bolsonaro, e o candidato a vice na chapa de extrema direita, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmaram que o grupo era uma “armação da esquerda” contra a candidatura de Bolsonaro.
Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro repudia a Globo!

Por que a Globo ataca? Porque 70% dos alunos têm renda menor que 1,5 salário mínimo… Via Conversa Afiada Nota da reitoria da UFRJ: Resposta ao jornal O Globo Em editorial publicado nesta segunda-feira (17/9/18), o jornal O Globo ofende a comunidade científica mundial e, em particular, a brasileira, ao chamar a UFRJ e a Uerj de instituições falidas. A vulgaridade e a violência contra as instituições demonstram o tempo de irracionalismo e violência vivido no Brasil de hoje. Desconsiderando a ética e a verdade, O Globo tem contribuído com a propagação de fake news em prol de seus interesses particularistas. São muitos os exemplos de manipulação que poderíamos citar, mas voltemos à edição do dia 6/9. Enquanto afirmava em editorial que a Universidade havia recusado, há trinta anos, uma oferta de US$ 80 milhões do Banco Mundial para supostos projetos no Museu Nacional, o jornal trazia, na página 16, o desmentido oficial do próprio Banco, informando que a proposta não prosperou em virtude de circunstâncias externas à UFRJ. Não existe falência da UFRJ e, seguramente, da Uerj. No mês passado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro foi apontada pelo ranking de Xangai como a melhor universidade federal do Brasil. Por dois anos consecutivos, a UFRJ aparece no ranking universitário do jornal Folha de São Paulo como a melhor do país. É responsável por cerca de 10% dos programas de pós-graduação com qualidade internacional, conceitos 6 e 7 da Capes e seus cursos de graduação estão entre os melhores do Brasil, conforme resultados do Enade e do MEC. Estamos falando da instituição que ajudou o país a descobrir o pré-sal, que investigou prontamente a correlação entre zika e microcefalia. A UFRJ equivale a uma cidade. Os seus campi recebem mais de 70 mil pessoas por dia. Possui mais de mil laboratórios e cinco hospitais de ensino. Apenas um deles, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, realiza cerca de 300 mil atendimentos ambulatoriais e seis mil cirurgias por ano. Seus estudantes da graduação e da pós-graduação estão entre os mais bem formados, com complexas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Importante destacar, também, que a expansão universitária veio acompanhada do crescimento da UFRJ, com novos cursos, novas matrículas, novos programas de pós-graduação e a criação de dois novos campi. A UFRJ é uma instituição capaz de assegurar um padrão de qualidade conforme todos os melhores indicadores, além de ser referência no país, mesmo com os brutais cortes orçamentários sofridos nos últimos quatro anos, o que levou a instituição a operar em déficit. Em 2014, o orçamento da UFRJ era de R$ 434 milhões; neste ano, foi de R$ 388 milhões. O editorial desta segunda-feira volta a insinuar que os gastos com pessoal são crescentes, acima da inflação, o que não é verdade. Em 2014, as despesas com pessoal correspondiam a R$ 2,73 bilhões; em 2018, a R$ 2,66 bilhões. O jornal O Globo fala em excesso de servidores, mas inclui no cálculo da folha os aposentados e pensionistas, induzindo o leitor a erro a partir de premissas erradas. Caso observasse a metodologia internacionalmente aceita da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), não utilizaria no custo corrente da instituição as despesas com aposentados e pensionistas (gastos previdenciários). Como a observação metodológica já foi exaustivamente explicada ao jornal, o leitor somente pode concluir que não há compromisso com a verdade. Quase 70% dos estudantes das universidades federais do país possuem renda per capita abaixo de 1,5 salário mínimo, portanto não teriam as mínimas condições de incluírem pagamento de mensalidade em suas contas mensais. A defesa com a gratuidade da educação é um imperativo ético para o futuro do país. Assim, a forma correta de corrigir as injustiças sociais passa por uma reforma tributária progressiva que incida sobre renda, patrimônio e capital. Seria muito importante que o editorial explicasse o que quer dizer com aparelhamento partidário. A UFRJ é uma instituição autônoma em relação aos partidos, aos credos religiosos e aos interesses particularistas presentes no Estado e no mercado. Esse é um valor sólido da instituição. Ilações que atribuem a opção partidária constitucionalmente assegurada a todos os cidadãos à manipulação político-partidária da instituição novamente desrespeitam a instituição. A UFRJ é ciosa de sua autonomia e jamais permitiria ser manipulada partidariamente. A UFRJ, como as demais universidades, presta contas à sociedade por diversos meios, como órgãos de controle e, sobretudo, pelo que a instituição assegura à sociedade brasileira. A UFRJ tem orgulho de afirmar que o seu principal indicador de eficiência na aplicação dos gastos são os seus resultados auspiciosos e reafirma que a melhor forma de debater o tema da universidade brasileira é com estudos rigorosos, portanto com o abandono de ideias preconcebidas. Antes de olhar para seus próprios interesses, cada sujeito deve mirar os melhores anseios e possibilidades de futuro. Esse é o debate que a UFRJ anseia e reivindica. Reitoria da UFRJ17/9/2018
CNT/MDA: HADDAD DISTANCIA-SE DE CIRO E SE CONSOLIDA NO 2º TURNO

– Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (17) aponta o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 28,2% das intenções de votos na modalidade estimulada (quando são apresentados os nomes dos candidatos). Fernando Haddad (PT) aparece na segunda posição, com 17,6%, seguido por Ciro Gomes, do PDT (10,8%). Geraldo Alckmin (PSDB) alcança 6,1% e Marina Silva (Rede), 4,1%. Na sequência estão João Amoêdo, do Partido Novo (2,8%), Alvaro Dias (Podemos), com 1,9%, seguido por Henrique Meirelles (MDB), com 1,7%. Cabo Daciolo e Guilherme Boulos (Psol) têm 0,4% cada. Vera Lúcia (PSTU) alcança 0,3%. Eymael (DC) não pontuou. Brancos e nulos somam 13,4%, e indecisos, 12,3%. Confira o levantamento: A 138ª Pesquisa CNT/MDA, divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta segunda-feira (17), aborda as eleições de 2018. O levantamento traz as preferências dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos e o limite de voto nos candidatos. Além disso, trata sobre o grau de interesse nas eleições e o acompanhamento das campanhas eleitorais. Traz, ainda, a avaliação pessoal e do governo do presidente Michel Temer e a expectativa dos brasileiros para os próximos seis meses sobre temas, como economia, saúde, segurança e educação. A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 15 de setembro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-04362/2018. CONCLUSÃO Os resultados da 138ª Pesquisa CNT/MDA mostram liderança de Jair Bolsonaro (28,2%) para presidente da República, seguido por Fernando Haddad (17,6%), Ciro Gomes (10,8%) e Geraldo Alckmin (6,1%), na avaliação estimulada, o que projeta um cenário de segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Nas simulações de segundo turno entre os quatro primeiros colocados, Jair Bolsonaro empata com Ciro Gomes e Fernando Haddad, vencendo Geraldo Alckmin. Ciro Gomes apresenta vantagem contra Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, enquanto Fernando Haddad venceria Geraldo Alckmin no segundo turno. Essas simulações e os elevados percentuais de votos em branco, nulos e de eleitores indecisos, reforçam a percepção de indefinição sobre o resultado das eleições ao final de um provável segundo turno. O cenário atual mostra tendência de nova polarização entre esquerda e direita, dessa vez representadas pelos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).
Ciro Gomes empurra, xinga e manda prender repórter em Boa Vista

Visivelmente descontrolado, o candidato a presidente pelo PDT se irritou com uma pergunta e xingou o jornalista de filho da puta Ao ser perguntado sobre uma declaração dada em meados de agosto, onde classificou as agressões de brasileiros a venezuelanos em Paracaima (RR) como “desumanidade” e “canalhice”, Ciro negou-se a responder e passou a xingar o repórter Nicolas Maciel Petri, da TV Tropical, afiliada do SBT no estado. “Vai pra casa do Romero Jucá, seu filho da puta! Pode tirar esse daqui, esse daqui é do Romero Jucá”, disse o candidato, pedindo para seus seguranças retirassem Nicolas do local da entrevista. Em seu Facebook, o repórter disse lamentar o ocorrido e que sofreu um ‘ato de covardia’. “Daí, em um ato de covardia, o Senhor Ciro Gomes me deu um soco na barriga e me xingou de filho da puta. Fique sem reação porquê não sou de violência. Apenas fiz uma pergunta. Lamento que um candidato a presidente que tenha esse tipo de atitude e que tenha uma candidata ao senado aqui de Roraima que o apoie”, criticou Nicolas. O candidato não comentou sobre o caso. A pergunta do jornalista a Ciro Gomes se referia a uma declaração do pedetista dada no mês de agosto durante um evento em São Paulo, quando classificou como “desumanidade” e “canalhice” as agressões de brasileiros a venezuelanos em Paracaima. “Não há nenhuma notícia de desumanidade, de grosseria… Que canalhice, que é o que aconteceu ontem no Brasil. Pela primeira vez na minha vida senti vergonha de ser brasileiro”, disse o candidato.
Em situação similar à de Lula, TSE autoriza candidatura de Garotinho

– O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) demonstrou toda a sua imparcialidade com relação aos direitos eleitorais do ex-presidente Lula, suspendendo a decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) que indeferia o registro de Antony Garotinho (PRP) ao governo do estado do Rio de Janeiro. A decisão determinou que o candidato não pode ser afastado da campanha eleitoral enquanto não ocorrer o trânsito em julgado ou a manifestação da instância superior. Com a decisão, Garotinho está liberado para usar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto o registro estiver sob a condição de sub júdice. Segundo reportagem do site G1 (leia abaixo), “Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no dia 4. A corte entendeu que, por ter sido condenado em decisão colegiada, ele estava inelegível, de acordo com a Lei Complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa”. Por G1 Rio TSE suspende decisão que indefere candidatura de Anthony Garotinho ao governo do RJ O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu neste domingo (16) a decisão do TRF que indeferia o registro do candidato do PRP ao governo do RJ, Anthony Garotinho. A liminar do ministro Og Fernandes suspende a decisão do TRF até o julgamento pelo próprio TSE do recurso de Garotinho sobre a ação. A decisão deste domingo entendeu que o candidato não pode ser afastado da campanha eleitoral enquanto não ocorrer o trânsito em julgado ou a manifestação da instância superior. Com a decisão deste domingo, Garotinho está liberado inclusive para usar o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto o registro estiver sob a condição de sub júdice. Em nota, Garotinho afirmou: “Como eu previa, mais uma decisão da Justiça do Rio contra mim está sendo revista pelo TSE”. Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no dia 4. A corte entendeu que, por ter sido condenado em decisão colegiada, ele estava inelegível, de acordo com a Lei Complementar 135/2010, a Lei da Ficha Limpa. Em maio deste ano, a 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro condenou Garotinho por ato doloso de improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros, tendo em vista o desvio de recursos públicos do projeto “Saúde em Movimento” no montante de R$ 234.354.400. A pena de 2010, que em 1ª instância era de 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, foi ampliada para 4 anos e 6 meses e houve mudança para o regime semiaberto, quando o preso dorme na cadeia.
Haddad foi o mais interrompido entre os presidenciáveis no JN

NO JORNAL NACIONAL, HADDAD AFIRMou QUE ‘A REDE GLOBO CONDENA POR ANTECIPAÇÃO’ Apesar de ser interrompido 62 vezes pelos entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos, o presidenciável Fernando Haddad mandou um recado em alto e bom som sobre a participação da Rede Globo nos ataques contra o partido; após Bonner tentar ligar o nome da presidente deposta Dilma Rousseff a casos de corrupção, Haddad rebateu e afirmou que ela é apenas investigada e que”a Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”; “A delação virou uma indústria em que todo mundo fala o que quer sem apresentar provas”, completou Rede Brasil Atual – O tema da corrupção e as interrupções pelos entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos dominaram a sabatina do candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, na noite desta sexta-feira (14) no Jornal Nacional. Mas depois que Bonner tentou relacionar o nome da ex-presidente Dilma Rousseff a casos de corrupção, Haddad acusou a emissora de condenar nomes da política por antecipação. Bonner disse que Dilma é ré. Haddad rebateu dizendo que é apenas investigada, assim como a Rede Globo em processos por sonegação. Ao se referir aos processos da Lava Jato, Haddad disse que hoje muitas pessoas estão sendo absolvidas. “Cada um paga pelos seus atos. Em função de um indício, você não pode condenar. Eu penso, Bonner, que a Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”, disse e foi interrompido. Haddad ainda lembrou que a emissora tem questões com a Receita Federal, e não trata os próprios problemas da mesma maneira que trata os outros. “Eu discordo de querer envolver a Dilma. A delação virou uma indústria em que todo mundo fala o que quer sem apresentar provas”, defendeu ainda. Tanto no começo como no fim da entrevista, que teve a duração de 27 minutos, como para os outros candidatos, os entrevistadores tentaram dizer que o PT deveria fazer uma autocrítica em relação à questão da corrupção. Haddad defendeu a posição que foi adotada durante os governos do PT, de fortalecimento e independências de instituições como o Ministério Público. “Os governos fortaleceram as instituições que combatem a corrupção”, disse, e também lembrou que a questão da corrupção na Petrobras remonta ao tempo da ditadura civil-militar no país. No início da sabatina, Haddad fez referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que milhões de brasileiros gostariam de vê-lo em seu lugar. Já ao final, quando os entrevistadores insistiam que o PT é culpado pela crise em que se encontra o país, com 13 milhões de desempregados, Haddad citou a entrevista com o senador e ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati, ontem (13), ao jornal O Estado de S.Paulo, em que ele diz com todas as letras que foi um erro os tucanos terem entrado no governo de Michel Temer. “Eu estou dizendo que as pautas bombas e as sabotagens que ela (Dilma) sofreu, reconhecidas pelo ex-presidente do PSDB, teve mais influência na crise do que os eventuais erros cometidos antes de 2014”, disse Haddad. “Vocês estão falando de desempregados?! Nós tínhamos a menor taxa de desemprego em 2014, pega a série histórica, eram 4,9% de desempregados em dezembro de 2014, e aí começa o seu Eduardo Cunha e o seu Aécio Neves a aprovarem despesas lá no Congresso Nacional, despesa em cima de despesa para sabotar um governo (o de Dilma) que precisava fazer um ajuste, mas não para jogar a economia na recessão, mas para recuperar a economia”.
Não dá pra cravar Bolsonaro no segundo turno – Por Alex Solnik

O mantra que mais se ouve nos últimos dias – “Bolsonaro já está no segundo turno” – tem que ser relativizado, por mais que as pesquisas o digam. Por enquanto, ele está na segunda cirurgia. O caso dele é muito delicado e de prognóstico incerto. Eleitoral e fisicamente falando. Se não houver mais intercorrências – o que é improvável – ele fica fora de combate pelo menos por um mês a contar de hoje. A alta nesse caso otimista se dará a 14 de outubro. Uma semana depois do dia da eleição. A meio caminho entre o primeiro e o segundo turno, que será – se houver – a 28 de outubro. Ninguém sabe o que poderá acontecer com seus votos potenciais enquanto estiver no hospital, longe das ruas. Ninguém sabe o que vai acontecer depois que ele sumir da campanha. O fato é que ele estará na cama e Alckmin à caça de seus votos. É razoável supor que o tucano poderá colher alguns frutos da sua árvore. Não tem como garantir que Bolsonaro vai continuar em primeiro lugar por muito tempo. O que também fragiliza a campanha é que ficou evidente que ele não tem vice confiável para assumir seu lugar. E como os votos são dele e não do partido ou da chapa, eles também estão na UTI. As pesquisas podem até garantir que ele está no segundo turno, mas os médicos não garantem. * Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais “Porque não deu certo”, “O Cofre do Adhemar”, “A guerra do apagão” e “O domador de sonhos”
Novo presidente do STF quer tirar da zona o quadro da justiça brasileira

TOFFOLI DIZ QUE MORO TENTOU BURLAR STF E SUSPENDE AÇÃO CONTRA GUIDO MANTEGA Ministro que assumiu nesta quinta-feira a presidência do STF também estendeu a suspensão ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, também réus na ação Sérgio Rodas, do Conjur – Doações eleitorais por meio de caixa dois constituem o crime eleitoral de falsidade ideológica, e não corrupção e lavagem de dinheiro. Mas ainda que estes dois delitos também tenham sido cometidos, a ação penal deve ser julgada pela Justiça Eleitoral, uma vez que a jurisdição especial prevalece sobre a comum. Com esse entendimento, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, concedeu liminar para suspender processo da operação “lava jato” que apura supostos pedidos do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega de doações ilícitas para a campanha à reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. O Ministério Público Federal denunciou Mantega por solicitar R$ 50 milhões ao empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo que leva seu sobrenome, em troca da edição de duas medidas provisórias para beneficiar a Braskem, empresa do conglomerado. De acordo com o MPF, o ex-ministro também aprovou que esse valor fosse usado na campanha de Dilma em 2014 e que R$ 15 milhões fossem pagos, via caixa dois, aos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, aceitou a denúncia. Mas Mantega, representado pelo criminalista Fábio Tofic Simantob, moveu reclamação no STF contra esta decisão. Segundo o petista, a Justiça Eleitoral que tem competência para julgar o caso, e não a Justiça Federal. Ao julgar o caso, Toffoli apontou que o Supremo concluiu que doações via caixa dois são crime de falsidade ideológica, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral (Petição 6.986). Portanto, as acusações desse delito devem ser julgadas pela Justiça Eleitoral, destacou. Para o ministro, o juiz Sergio Moro tentou burlar a decisão do STF ao receber a denúncia contra Guido Mantega. “Pois bem, à luz do entendimento fixado na ação paradigma, entendo, neste juízo de cognição sumária, que a decisão do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba tentou burlar o entendimento fixado no acórdão invocado como paradigma, ao receber a denúncia do Ministério Público Federal, acolhendo, sob a roupagem de corrupção passiva, os mesmos fatos que o Supremo Tribunal Federal entendeu – a partir dos termos de colaboração contidos na PET 6.986 – que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (artigo 350 da Lei 4.735/65), por se tratar de doações eleitorais por meio de caixa dois”, avaliou o novo presidente do STF. Ainda que Moro não tivesse contrariado a decisão do Supremo dessa maneira, o teria feito ao argumentar que a competência da Justiça Eleitoral não se estende aos crimes federais, ressaltou Toffoli. Isso porque, no julgamento da PET 6.986, os ministros concluíram que, mesmo se houver crimes conexos de competência da Justiça Comum, como corrupção e lavagem de dinheiro, prevalece a competência da Justiça Eleitoral. Afinal, no concurso entre a jurisdição comum e a especial, esta predomina. Dessa maneira, Dias Toffoli concedeu liminar para suspender o processo na 13ª Vara Federal de Curitiba com relação a Mantega. O ministro estendeu os efeitos da decisão a João Santana, Mônica Moura e André Luiz Santana.
Agressividade de candidatos reflete situação ruim nas pesquisas

Por Fernando Brito, do Tijolaço – As informações – muito mais detalhadas do que as que vêm a público – de cada candidatura presidencial não podem ser explicitadas, mas acabam sendo compreendidas pelas reações verbais dos candidatos. Quanto mais agressivas forem, piores são os cenários que se desenham diante dos seus olhos. Geraldo Alckmin, Marina Silva e Ciro Gomes estão mostrando, pelos ataques que começaram a distribuir e pelos alvos de suas críticas, o quanto estão abalados pelo crescimento da entrada, para valer, de Fernando Haddad na disputa. O primeiro passou a apelar diretamente aos eleitores de Jair Bolsonaro, dizendo que ele é o “passaporte para a volta do PT” , contando que isso traga a direita para seu ninho. Basta ler o noticiário e ver que acontece o contrário: são os ‘fiéis’ aliados do centrão que, depois de “lularem” no Nordeste, “mitam” no Sul. A situação de Marina Silva é pior, porque sequer tem atrás de si um partido político ou tempo de televisão. Qualquer caminho, nesta eleição, lhe seria dificílimo, até mesmo o de se apresentar como “a Lulinha que é boa” e contar com sua origem popular. Nada, porém, consegue ser mais forte que seu ressentimento, seu mau-humor, que o rancor que escorre de suas declarações, antes contra Dilma Rousseff mas agora contra o próprio Lula, a quem chama de “corrupto”. Ciro é o caso mais complicado. Existe, sim, um núcleo de simpatia por suas posições nacionalistas e pela trajetória que seguiu desde que deixou o PSDB, em meados da década de 1990. Mas ele vem sendo, também, um especialista em autodemolição de sua percepção como alguém com a prudência que se exige de um governante. Ontem, ao chamar o Hamilton Morão, o general do ex-capitão Bolsonaro, de “jumento de carga” e dizer que “botaria em cana” o comandante do Exército, apareceu como um homem de bravatas, quando não um irresponsável frente às enormes ameaças que vivemos e das quais é desnecessário falar. Restam dois candidatos fora deste bate-boca: Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. O ex-capitão, da maneira mais inimaginável e trágica, corre sério risco médico, mas está em perfeita sanidade eleitoral. A brutal agressão a faca, semana passada, cristalizou ainda mais suas intenções de voto e tornou complicada a ação de seus adversários em atacá-lo num leito de hospital. A ausência na televisão está sendo claramente compensada pela superexposição na mídia que, além do mais, cada vez menos disfarça sua adesão ao “é o que temos” da direita. Salvo pelas burradas – e não falta capacidade entre seu desqualificado círculo político para isso – de sua entourage não acrescenta um grama sequer à tonelada de resistências que já despertava. O que, no seu caso, é quase um milagre. Quanto a Haddad, as criticas que enfrenta são exatamente os méritos que tem para ir ao segundo turno: ser a representação de Lula nas urnas. Não tem se deixado levar pela vaidade de fazer afirmações de independência que só seriam usadas para criar intrigas, erva daninha que tem terreno fértil na política e dúvidas no eleitorado. A mídia anda louca por provocá-lo a isso, como fez Miriam Leitão, que num momento grotesco, dias depois de ter repetido o que lhe ditavam no “ponto eletrônico” ficou a criticar Haddad por ser a voz de Lula.