Na semana da Eleição, o juizeco de Curitiba tenta prejudicar o PT

  A SEIS DIAS DA ELEIÇÃO, MORO LIBERA DELAÇÃO DE PALOCCI  – Faltando apenas seis dias paras eleições presidenciais, o juiz Sérgio Moro quebrou nesta segunda-feira, 1, o sigilo de parte do acordo de colaboração de Antonio Palocci com a Polícia Federal. Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha, Moro incluiu as informações delatadas por Palocci na ação penal do Instituto Lula. No despacho, o juiz afirma que “examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade”. “Em um dos anexos, Palocci detalha um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras durante o governo Lula. Ele relata uma reunião no Palácio do Planalto com a presença do então presidente na qual, segundo diz, teria sido acertado o pagamento de R$ 40 milhões em propina para a campanha de Dilma Rousseff em 2010. Ela estaria presente”, diz a jornalista. A delação de Antonio Palocci é criticada por um dos membros mais importantes da operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. para ele, a delação premiada de Antônio Palocci, que a mídia conservadora qualificou como “delação do fim do mundo”, que seria capaz de “destruir o PT”, era um blefe. “Está mais para o acordo do fim da picada”, afirmou. Leia reportagem do Conjur sobre o assunto: Moro levanta sigilo da delação do ex-ministro petista Antonio Palocci O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, tornou público, nesta segunda-feira (1°/10), o acordo de delação premiada firmado entre o ex-ministro petista Antonio Palocci e a Polícia Federal. O levantamento do sigilo se deu a uma semana das eleições presidenciais, que têm o primeiro turno no domingo, dia 7. Como indenização, Palocci se comprometeu a pagar, por danos penais, cíveis, fiscais e administrativos, o valor de R$ 37,5 milhões. Pelos termos do acordo, o ex-petista terá redução de pena de prisão em até dois terços. Além disso, o ex-ministro poderá conseguir novos benefícios caso amplie a colaboração acertada. “Considerando que o presente termo versa sobre meios de obtenção de provas para investigações realizadas exclusivamente no âmbito da operação lava jato e elencadas nos incisos acima, eventuais benefícios em procedimentos investigatórios em que o colaborador é ou venha a ser investigado perante outros juízos não poderão ser pleiteados pelo delegado de Polícia Federal signatário. No entanto, considerando a espontânea e voluntária manifestação do colaborador em não limitar sua contribuição aos procedimentos mencionados, será possível, com a concordância do colaborador e de sua defesa técnica, a adesão, mediante novos acordos de colaboração premiada com outras autoridades, aos termos do presente acordo”, disse Moro na decisão. Para produzir os efeitos acertados, a colaboração deve ser “ampla, efetiva, eficaz e conducente” para identificar autores, coautores e participantes da organização criminosa e das infrações penais por eles praticadas, a revelação da estrutura hierárquica e a divisão de tarefas dela e a recuperação, total ou parcial dos valores desviados. A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a pedir que o prazo para suas alegações fosse aberto apenas após a apresentação das alegações finais pela defesa dos acusados colaboradores e que a ação penal fosse suspensa durante as eleições para evitar exploração política. Moro, no entanto, afirmou não haver fundamento legal para os pedidos. “Não cabe fazer distinção entre acusados colaboradores e acusados não-colaboradores, outorgando vantagem processual a uns em detrimento de outros. Por outro lado, os acusados colaboradores já prestaram depoimento em Juízo, revelando o que sabiam, não havendo chance da Defesa ser surpreendida por alegações finais”, disse o magistrado. O titular da 13ª Vara Federal de Curitiba acusou, ainda, o ex-presidente Lula de tornar interrogatórios “eventos partidários”, negando, também, o segundo pedido, por não haver mais audiências previstas. “Ora, na ação penal 5021365-32.2017.404.7000 suspendi os interrogatórios para evitar qualquer confusão na exploração das audiências, inclusive e especialmente pelo acusado Luiz Inácio Lula da Silva que tem transformado as data de seus interrogatórios em eventos partidários, como se viu nesta e na ação penal 5046512-94.2016.4.04.7000. Realizar o interrogatório dele durante o período eleitoral poderia gerar riscos ao ato e até mesmo à integridade de seus apoiadores ou oponentes políticos. Não vislumbro os mesmos riscos na continuidade do curso normal da presente ação penal, já que não haverá mais audiências, mas apenas a apresentação de peças escritas.” O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, homologou o acordo de delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci em 22 de junho. A decisão foi tomada dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal ter declarado constitucional trecho da Lei da Organização Criminosa que autoriza a polícia a negociar delações. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Palocci está preso preventivamente desde agosto de 2016. Em abril de 2017 o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido de HC monocraticamente. Houve agravo regimental da defesa para que a 2ª Turma julgasse o caso, mas Fachin decidiu levar o processo diretamente ao Plenário, onde o ex-ministro também teve o pedido indeferido por maioria de votos.

Alexandre Kalil ironiza suspeita de fraude de Bolsonaro, nas eleições

 – Perguntado sobre a suspeita do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) de que poderia haver fraude nas eleições caso ele não seja o vencedor, o prefeito licenciado de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, respondeu de forma irônica: “Toda vez que vou ao Mineirão e o Atlético vai jogar contra o Cruzeiro eu falo a mesma coisa. Se o Atlético não ganhar é porque foi roubado”. Kalil também analisou, de acordo com reportagem de Ana Clara Brant, no Estado de Minas, os números da pesquisa Datafolha divulgados na noite de sexta (28). Bolsonaro lidera com 28%; Haddad (PT) aparece com 22%; Ciro (PDT) – candidato apoiado pelo prefeito – tem 11%, enquanto que Alckmin (PSDB) surge com 10%. “Eu estou esperando a pesquisa do Ibope. Eu não desqualifico pesquisa, mas estou meio descrente no Datafolha. Na eleição para prefeito (2016), eu assustei como dormi com 17 pontos atrás e acordei com 7 na frente. Isso me assustou”.

Inferno astral na vida de Bolsonaro deixa o coiso mais vulnerável

 Depois de ter sido alvejado com uma facada e sofrer uma campanha de resistência entre as brasileiras, com a campanha “Ele Não, Ele Nunca”, contra o machismo, a misoginia e os preconceitos que reúne milhões de integrantes, o inferno astral na vida de Bolsonaro continua. Agora é a vez da sua ex-mulher acusa-lo de furto de cofre, agressividade e ocultação de patrimônio, deixando o presidenciável mais vulnerável. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a separação litigiosa de Jair Bolsonaro e de sua ex-mulher Ana Cristina Valle foi além da disputa pela guarda do filho. No processo de separação há acusações de furto de cofre, ocultação de bens e relatos de comportamento explosivo. Segundo o jornal, os termos do processo de 500 páginas obtido por uma revista são: ‘desmedida agressividade’ por parte do ex-militar. Segundo o documento, Bolsonaro ocultou milhões de reais em patrimônio pessoal na prestação de contas à Justiça Eleitoral de 2006. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “as informações constam de um processo de cerca de 500 páginas obtido pela revista Veja e revelado na noite desta quinta-feira (27)”. Segundo a revista, Ana Cristina também acusou Bolsonaro de furtar US$ 30 mil e mais R$ 800 mil —sendo R$ 600 mil em joias e mais R$ 200 mil em dinheiro vivo— de um cofre que ela mantinha em uma agência do Banco do Brasil, em 26 de outubro de 2007. Segundo a reportagem, “a ex-mulher também disse no processo que a renda mensal do deputado na época chegava a R$ 100 mil. Para tal, Bolsonaro recebia ‘outros proventos’ além do salário de parlamentar —à época, segundo a Veja, de R$ 26,7 mil como parlamentar e outros R$ 8.600 como militar da reserva. Ela não especificou quais seriam as fontes extras”. A matéria ainda lembra: “em janeiro deste ano, a Folha mostrou o aumento de patrimônio registrado por Bolsonaro e seus filhos —e como adquiriu imóveis por preços abaixo do valor de mercado”. Quem é Bolsonaro?Aos olhos de seus seguidores, é o salvador da pátria, o mito, o único homem capaz de pôr ordem no país. Seus críticos, porém, o veem como um perigo para o Brasil e sua incipiente democracia. Depois de quase 30 anos na Câmara, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deixou de ser um personagem folclórico parar virar um fenômeno a ser levado a sério. Desde março, o capitão reformado do Exército aparecia na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, e assumiu a liderança, após a saída do ex-presidente Lula do páreo.Vendendo-se como um homem acima de qualquer suspeita, ele apresenta produção legislativa pífia em três décadas de Câmara, onde nunca ocupou cargo de destaque, sempre integrou o chamado baixo clero e é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua atuação parlamentar. Visto como novidade, ele projeta entre os seus fãs uma imagem de herói em tudo diferente do que ele foi como político até agora. O mito de pés de barroDesiludido com a política tradicional, o Brasil assiste à ascensão de um personagem que desperta sentimentos contraditórios, mas é tratado como “mito” por seus admiradores.Capitão reformado do Exército, vende-se como homem acima de qualquer suspeita. Mas suas três décadas de trajetória política são bem menos épicas do que supõem muitos dos seus seguidores. Já usou verba da Câmara para custear despesas durante viagens em que teve atividades de pré-candidato a presidente. Tornou-se objeto de atenção pública, pela primeira vez, acusado de planejar a explosão de bombas em instalações militares.Sua produção legislativa é pífia. Nunca ocupou cargo de destaque na Câmara. Sempre integrou o chamado baixo claro, grupo de congressistas com pouca projeção, e é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua atuação parlamentar. Um dos seus trunfos é que jamais foi envolvido em qualquer caso de corrupção. Mas foi alvo de várias acusações criminais. No portal do Supremo, aparece como réu em duas ações penais, nas quais é acusado de injúria e apologia do estupro por ter afirmado, na Câmara, que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Em 2015, foi condenado pela Justiça a indenizar a parlamentar em R$ 10 mil pela mesma razão e também a indenizar em R$ 150 mil o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos do Ministério da Justiça, por fazer declarações homofóbicas num programa de TV. A decisão foi confirmada este ano pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).Incógnita ambulanteEmbora atue como parlamentar há quase 30 anos, Bolsonaro é um grande desconhecido para diversos setores da economia e da sociedade. O deputado – que chegou a declarar que, se fosse eleito presidente, entregaria metade do ministério aos militares – é uma incógnita ambulante. A habilidade dele para criar conflitos é tão grande quanto a desconfiança sobre sua capacidade de governar o país.Sempre que é instigado a falar de assuntos mais complexos, como economia, esquiva-se e volta a sua artilharia verbal aos inimigos de sempre: negros, mulheres, gays, “bandidos”, adolescentes, sem-terra, entre outros. A virulência das declarações do deputado é objeto de repulsa e, ao mesmo tempo, de admiração, conforme o público que as recebe. Cada vez mais popular, surfa na onda de decepção com políticos e partidos tradicionais, como o PT e o PSDB.Três décadas, uma leiBolsonaro promete “endireitar” o país, mas tem dificuldade para demonstrar eficiência. Na Câmara desde 1990, teve apenas um projeto de sua autoria convertido em lei (a de n° 10.176, de 2001). A proposta, apresentada por ele em 1996, prorrogou benefícios fiscais para o setor de informática e automação.Em quase três décadas como deputado, nunca relatou proposições de destaque nem presidiu comissões ou liderou bancada. Na área da segurança pública, sua principal bandeira, não emplacou qualquer sugestão. O deputado já passou por quatro partidos e, atualmente, procura o quinto para sua candidatura presidencial. Seus dias no PSC estão contados desde que brigou com a direção nacional da legenda, que considera suas posições radicais demais, mesmo para um partido com base

STF nega para milhões de pobres, sem acesso à informação, o direito de votar

 Supremo Tribunal Federal ratifica cassação da cidadania eleitoral dos mais pobresPor 7×2, o STF confirmou a validade de lei que permitiu o cancelamento de aproximadamente três milhões e seiscentos mil de títulos eleitorais, pelo TSE, pela não-realização da biometria, em julgamento realizado no dia 26.09.2018. Pelo que foi divulgado na mídia logo após o julgamento, inclusive por síntese dos fundamentos pelo próprio site do STF e pelo já disponibilizado voto vencido do Ministro Lewandowski, o Tribunal não considerou esse procedimento inconstitucional e, ainda, considerou inviável que, a duas semanas das eleições, algo distinto fosse adotado. A decisão foi tomada em ação movida pelo PSB (ADPF 541). Por Paulo Iotti – Justificando  A decisão é simplesmente lamentável e constitucionalmente intolerável. Como dito pelo Professor e Advogado Daniel Sarmento, em sustentação oral pelo PSB, e pelo voto vencido do Ministro Lewandowski, burocracias estatais de tecnocratas do TSE não podem inviabilizar o constitucionalmente indispensável direito ao voto, por ser um dos mais importantes instrumentos para o exercício da cidadania (embora, obviamente, não seja o único). Sobre o argumento pragmático de que seria “inviável”, a duas semanas das eleições, reverter o cancelamento dos títulos eleitorais em questão, ele improcede. Ora, o cancelamento se deu por ato administrativo de ofício do TSE. Bastava recadastrar os mesmos títulos, se não fosse possível simplesmente “cancelar o cancelamento” (algo tecnicamente possível em diversos casos na informática). Bastava permitir o direito de voto no dia da eleição e intimar o(a) eleitor(a) do dever de realizar a biometria, em determinado prazo. O poder normativo da Justiça Eleitoral permitiria facilmente o TSE normatizar essa questão, se quisesse. Bastava vontade política. Sem falar que, se a situação chegou a esse ponto, foi por intolerável negligência do próprio TSE, de não tomar medidas normativas e práticas para evitar isso desde o início do ano, sabedor que era que essa situação iria acontecer. Faltou vontade política ou competência ao TSE neste tema, portanto. A decisão é ainda extremamente insensível ao drama da população mais pobre do país. Dos mais de 3 milhões de títulos cancelados, a maioria é das Regiões Norte e Nordeste, notoriamente as mais pobres do país. Em Nos rincões do país, não há internet, televisão e nem mesmo rádio. A informação simplesmente não chega. É de uma insensibilidade teratológica a pura e simples presunção absoluta do STF de que todas essas pessoas “sabiam”, com dois anos de antecedência, do dever de se recadastrarem biometricamente e não o fizeram por pura e simples negligência (é a consequência lógica da argumentação da maioria do Tribunal). Aliás, se presunção fosse haver, deveria ser em sentido contrário, pois é notório que, nos rincões do país, as informações não chegam da forma claramente presumida pela maioria do STF – e fatos notórios não precisam ser provados, à luz do disposto no art. 374, I, do Código de Processo Civil, devendo o Judiciário julgar pelas máximas da experiência ordinária, que apontam no mesmo sentido, consoante o art. 375 do mesmo diploma legal. Logo, embora seja evidente que o prévio alistamento eleitoral é requisito para exercício da democracia, como afirmado pelo Tribunal – ocorre que as pessoas em questão já estavam cadastradas e tiveram seus títulos eleitorais cancelados, no contexto de insensibilidade à realidade objetiva dos rincões do país já explicitado. Incrível, ainda, a insensibilidade sobre o impacto desproporcional dessa situação na população mais pobre, portanto. O formalismo exacerbado por pura presunção absoluta de que a “ampla divulgação” teria chegado a todos os rincões do país é simplesmente inaceitável. É fato objetivo facilmente constatável que a população mais pobre será a prejudicada por isso. Evidente a violação dos princípios da igualdade e da proporcionalidade que a maioria do STF simplesmente não quis ver por puro formalismo.Como dito pela petição inicial, trata-se de “medida desproporcional em sentido estrito, uma vez que o benefício perseguido, redução das fraudes, não supera o ônus gerado pela medida: possibilidade real de interferir sobre o resultado do pleito eleitoral e colocação do resultado das eleições e da sua legitimidade sob suspeita”, ao passo que esse cancelamento “produz impacto maior sobre os grupos mais pobres e vulneráveis, gerando verdadeiro efeito censitário sobre o exercício do voto e violando, também por isso, o princípio da igualdade”, de sorte que “não [é] legítima a exclusão de mais de 3 milhões de eleitores por razões meramente burocráticas – o que implica violação aos princípios democrático, da igualdade, da proporcionalidade e do devido processo legal” (apudSTF, voto do Ministro Lewandowski). Especialmente porque a biometria serve para aumentar a segurança para a identificação do(a) eleitor(a), o que poderia ser facilmente feito pela tradicional apresentação física de documento de identidade e título eleitoral. Reiterando, nos termos dos itens 7 e 8 da petição inicial: “É sabido que as pessoas pobres têm menor acesso à informação e maior dificuldade de cumprir as exigências burocráticas ditadas pelo Estado. Nesse cenário, tudo indica que a maioria dos eleitores privados do direito ao voto é de cidadãos humildes. A aplicação das normas impugnadas tende a produzir verdadeiro efeito censitário sobre os pleitos eleitorais, notadamente o de 2018”, pois “convém recordar que a diferença de votos entre os candidatos a Presidente da República no 2º turno das últimas eleições gerais foi de menos de 3,5 milhões de votos. Além de eventual impacto sobre os resultados das eleições para o Congresso Nacional, Assembleias Estaduais e Chefias dos Executivos estadual e federal, ganha relevo o simples fato de que mais de 4 milhões de cidadãos brasileiros não poderão exercer o direito de votar em razão única e exclusivamente de não terem realizado o cadastramento biométrico. Trata-se de cenário que pode comprometer a própria legitimidade do pleito eleitoral”. Citou, ainda, decisão do próprio STF, na 4467 MC, onde se decidiu que “Exigências cartorárias não podem se sobrepor ao objetivo maior da Constituição. Pelo contrário, a consolidação do regime democrático brasileiro deve vir acompanhada de progressivos esforços normativos para a ampliação da participação dos cidadãos nas eleições, de modo que essas reflitam com a maior precisão possível a vontade

Para incriminar o PT, Polícia Federal irá procurar cifre na cabeça de cavalo

 PF ABRE NOVO INQUÉRITO DA FACADA NA ‘LINHA BOLSONARO’  – A Polícia Federal abriu um segundo inquérito para alegadamente “aprofundar as investigações” sobre a facada de Adélio Bispo de Oliveira em Jair Bolsonaro em 6 de setembro em Juiz de Fora. O anúncio foi feito um dia depois de Bolsonaro ter criticado a PF por ter concluído o inquérito do caso concluindo Adélio agiu sozinho. O candidato deu uma entrevista a um veículo de extrema-direita no hospital Albert Einsten manifestando sua contrariedade com o resultado do inquérito e exigindo que a apuração indique uma “trama”. A hipótese de manipulação política do episódio a serviço de Bolsonaro voltou à cena, depois de afastada pela conclusão do primeiro inquérito. A investigação agora é sigilosa e comandada pela PF em Minas Gerais, onde ocorreu o atentado. A nova frente de investigação se debruçará, segundo a própria PF, sobre suspeitas de motivação política e de possíveis coautores -exatamente o que pretende Bolsonado. De acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, os agentes policiais farão uma devassa nos últimos dois anos da vida de Bispo e mapear qualquer relação dele com outras pessoas que possam indicar a participação de mais pessoas no ataque. O delegado federal Rodrigo Morais e sua equipe não encontraram indício de que o autor da facada tenha agido a mando de outra pessoa ou em grupo. Foram ouvidas mais de 30 pessoas. Também houve quebrar dos sigilos financeiro, telefônico e telemático de Adelio. Tudo caminhava para um desfecho sereno. A decidira adiantar a apresentação das conclusões do primeiro inquérito sobre o crime, com os dados sendo apresentados apresentados nesta sexta-feira (28) em uma entrevista à imprensa, em Brasília, e não mais no dia 5 de outubro, como estava programado, numa agenda que tinha evidentes reflexos sobre o peito. O que parecia caminhar para o fim volta a alimentar as esperanças da extrema-direita de causa um incidente nas eleições.

Pressentindo a derrota, o coiso ataca a Polícia Federal no caso Adélio

 – Em sua primeira entrevista após o atentado que sofreu no último dia 6, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) passou a atacar a Polícia Federal. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, realizada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, candidato chorou e disse ter convicção de que seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira, não agiu sozinho. A entrevista foi concedida poucas horas antes da divulgação da pesquisa Ibope, onde Bolsonaro aparece atrás de Fernando Haddad, candidato do PT, nas simulações de segundo turno. “Não acredito que ele agiu sozinho, ele não é tão inteligente assim. Ele foi para cumprir a missão, me tirando de combate, os três próximos candidatos são todos parecidos”, criticando o relatório da PF que diz que o Adélio agiu sozinho no ataque.Ele ainda defendeu penas mais duras como forma de frear a criminalidade. “Estou vivo por milagre. Quem comete um crime precisa ser punido conforme a lei e sem dar ouvidos para entidades de direitos humanos. Eles falam que preso vive em más condições, mas em más condições estaria a minha família se eu tivesse morrido”, disse o candidato.

IBOPE: Haddad cresce 3 pontos e vai a 22%; Bolsonaro estaciona

 – O candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, cresceu três pontos na pesquisa Ibope divulgada no início da noite desta segunda-feira 24. Haddad registrou 22% das intenções de voto, diminuindo a vantagem sobre Jair Bolsonaro, que estagnou em 28% desde o último levantamento, divulgado na última terça-feira 18. O terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT), manteve 11%, à frente de Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 7% para 8%, e de Marina Silva, que oscilou de 6% para 5%. Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para todos os adversários, com exceção de Marina Silva, com quem empata. Numa disputa entre Haddad e Bolsonaro, o candidato do PT venceria com 43% das intenções de voto, contra 37% do deputado. Os números da pesqusia anterior mostravam os dois empatados, com 40% cada um. A vantagem de Bolsonaro sobre Haddad, desde que o petista foi oficializado candidato, no dia 11 de setembro, caiu de 18 para 6 pontos. O candidato do PT é agora o único presidenciável que apresenta tendência de alta em toda a série de cinco pesquisas Ibope divulgadas desde 20 de agosto. O Ibope foi às ruas entre os dias 22 e 23 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 178 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. GEORGE MARQUES: “É MELHOR JAIR SE ACOSTUMANDO COM A DERROTA” O jornalista George Marques comentou os dados da pesquisa Ibope divulgada na noite desta segunda-feira, 24, que mostra crescimento do candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, com 22%, e estagnação do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL), com 28%. “É melhor Jair se acostumando com a derrota. Rejeição a Bolsonaro cresceu 4 pontos em uma semana: de 42% para 46%. No mesmo período a de @Haddad_Fernando subiu de 29% para 30%. Como o Ibope de hoje não os agrada, agora os bolsominions dirão que é um instituto comunista/esquerdalha”, diz Marques pelo Twitter.

Investigação da PF sobre Adélio dificulta armação da direita contra PT

 Caem por terra dois pilares da trama de setores da direita e da extrema-direita que tentam criar uma farsa política às vésperas do primeiro turno; investigação da PF sobre Adélio, o agressor de Bolsonaro indicam: o “dinheiro suspeito” nas contas dele nada tem de suspeito e o “cartão internacional” foi emitido automaticamente pelo banco e nunca desbloqueada  – O rumo das investigações sobre o ataque a faca perpetrado por Adélio Bispo de Oliveira contra Bolsonaro está dificultando a armação da extrema-direita que tenta criar uma farsa para as vésperas do segundo turno. O objetivo é inventar uma “trama política” com o objetivo de atingir o PT, como tem sido usual nas campanhas eleitorais desde a de 1989. Um dos aspectos centrais da armação era a notícia, divulgada com insistência por duas publicações de extrema-direita, O Antagonista e o Estado de S.Paulo, era a versão de que haveria uma série de “depósitos suspeitos” na conta bancária de Adélio e que ele teria um “cartão internacional”. A investigação demoliu a boataria. Quanto ao “dinheiro suspeito”, boato que pretendia lançar a ideia de que alguma organização política de esquerda do país estaria patrocinando Adélio, a investigação concluiu que o dinheiro em sua conta tem “origem sustentável”, como uma rescisão trabalhista por um emprego em Santa Catarina, e remuneração pelo trabalho de garçom, pelo qual recebia cerca de R$ 70 por dia. Quanto à história do “cartão internacional”, que tinha como objetivo criar uma história de uma ação da “esquerda mundial” contra Bolsonaro, a PF apurou que o cartão de crédito internacional encontrado em poder de Adélio na verdade nunca foi utilizado e foi emitido automaticamente pelo banco em uma conta-salário de outra empresa em que ele trabalhou. Adélio tentou matar Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) no último dia 6 e é uma pessoa com graves problemas emocionais. A hipótese da armação às vésperas das eleições diminuiu, mas depois que do fez Veja com a famosa capa “Eles sabiam” distribuída como panfleto no dia do segundo turno em 2014 e outras iniciativas criminosas da direita e da mídia conservadora, é bom ficar de olhos bem abertos. Leia mais aqui. Quem é o autor do ataque a BolsonaroAdélio Bispo de Oliveira, 40, foi preso em flagrante após atacar com uma faca o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Após o ataque, ele chegou a ser agredido por partidários do candidato, e foi preso em seguida, levado para a delegacia da Polícia Federal. Até o momento pouco se sabe sobre o que teria motivado a agressão: de acordo com policiais que estavam presentes no momento da prisão, Oliveira teria dito que cometeu o crime “a mando de Deus”, segundo a TV Globo. Uma página do Facebook atribuída a ele traça um perfil confuso deste mineiro de Montes Claros. Perfil de rede social atribuído a Adélio Bispo de Oliveira é repleto de teorias conspiratórias maçônicas Lá constam críticas ao capitão da reserva, à classe política de forma genérica e à maçonaria (“Deveria serem (sic) todas lojas maçônicas do país incendiadas por completo”, escreveu). Os posts dedicados a Bolsonaro são vários, de memes a críticas diretas. “A aprovação de Bolsonaro é maior entre os menos estudados, ou seja só analfabetos e semi analfabetos votam em Bolsonaro”, escreveu em julho deste ano. Também na rede social ele postou fotos suas em um ato contra o presidente Michel Temer, no qual aparece ao lado de cartazes com os dizeres “Fora Temer” e “Políticos inúteis”. A maçonaria era um tema recorrente para ele na rede. “Na maçonaria a maior parte dos maçons não passa do terceiro grau, servindo de capachos para os mais graduados, e para lhes satisfazer certas vaidades e serviços exclusos (sic)”. Ele também acusava Temer, o ex-prefeito João Doria (PSDB) e o Movimento Brasil Livre, de serem parte da organização – “Tá aí o MBL, um movimento de direita privatista, anti-Estado e maçônica!”. Em julho deste ano ele fez check-in em um clube de tiro localizado em Florianópolis, onde ele possivelmente morou durante alguns meses deste ano. Uma sobrinha de Oliveira ouvida pelo BuzzFeed afirmou que ele atuava como missionário evangélico, e que estava afastado da família há alguns anos. “Ele tinha ideias conturbadas”, disse. Oliveira foi filiado ao PSOL de Uberaba entre 2007 e 2014, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral. O partido divulgou uma nota de repúdio ao ataque contra Bolsonaro. Oliveira respondia a um processo pelo crime de lesão corporal supostamente cometido em 2013, de acordo com a polícia mineira. Em 2017 ele acionou a Justiça do Trabalho em um processo contra uma empresa pelo não pagamento de verbas indenizatórias. A reportagem não conseguiu contato com nenhum de seus advogados listados na ação.

CIRO GOMES REAGE À GLOBO. DELAÇÃO SEM PROVA NÃO VALE

 O candidato do PDT a presidente rebate reportagem do jornal O Globo que o acusa de de crimes com base em uma suposta delação premiada; “Ciro teria todas as razões do mundo para indignar-se com aqueles que o conhecem bem e, ainda assim, pusessem em dúvida sua honradez. E deve entender que, pelas mesmas razões, isso vale para Lula”, avalia o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço Por Fernando Brito, do Tijolaço – Reproduzo, abaixo, vídeo postado por meu velho companheiro de lutas, Oswaldo Maneschy, em que Ciro Gomes se defende da acusação publicada hoje em O Globo de que “os executivos da empreiteira Galvão Engenharia” teriam relatado que Lúcio Gomes, irmão do candidato “recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doações eleitorais oficiais para o PSB” em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará na gestão de Cid Gomes também irmão do presidenciável. Ciro, como toda pessoa, tem direito à presunção da inocência e qualquer um que o acuse deve ter mais que uma simples delação. E salta aos olhos que uma delação homologada em dezembro passado tenha sido mantida em sigilo até hoje, para ser divulgada a 15 dias da eleição. O episódio, repugnante, deve ajudar Ciro a entender que, quando se faz o mesmo com outros, não se pode ter posturas dúbias. Ainda mais que, tal como ele, Lula sempre teve uma vida dentro de padrões compatíveis com o que recebia e não poderia ter sofrido, por conta de uma acusação indeterminada, de um delator manipulado por Sérgio Moro, as ofensas que recebeu e que, afinal, o tiraram do processo eleitoral. Ciro teria todas as razões do mundo para indignar-se com aqueles que o conhecem bem e, ainda assim, pusessem em dúvida sua honradez. E deve entender que, pelas mesmas razões, isso vale para Lula.

Rita Lee declara: Bolsonaro é um enrustido e tinha o apelido de Santinha

Web ressuscita polêmicos tweets de Rita Lee sobre Bolsonaro: ‘Tivemos um caso’Posts foram publicados em 2011. ‘Ele não era chegado na coisa’, entrega a madrasta do rock TV Globo/ Reprodução (foto: TV Globo/ Reprodução) Implacáveis, como de costume, usuários do twitter desenterraram, na noite desta terça-feira (18), três polêmicos tweets de Rita Lee. Publicados em 2011, os posts fazem revelações sobre um suposto passado dividido entre a cantora e o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Segundo a madrasta do rock, ela e candidato teriam tido um caso na juventude. O desempenho sexual do político, no entanto, não deixou saudades. “Ele não era muito chegado na coisa, se é que vocês me entendem”, disparou a artista em seu perfil. Rita Lee também sugeriu que o parlamentar, conhecido por seu perfil conservador e declarações homofóbicas, seria homossexual: “Terminamos porque Bolsonaro estava de olho num colega de classe. O apelido dele era ‘santinha’. Coroinha preferido de 9 entre 10 padres”, afirmou a roqueira, com a ressalva de que “negará tudo no tribunal” O perfil da Rita no Twitter não é atualizado desde novembro de 2013. Até a publicação desta matéria, nem ela, nem o presidenciável haviam se pronunciado sobre o assunto. Confira os polêmicos tweets de Rita Lee sobre BolsonaroHj Bolsonaro vira a cara p mim. Deve temer q eu conte ao mundo seus segredos íntimos. Se continuar nesse nhén nhén nhén eu conto mesmo — Rita Lee (@LitaRee_real) May 20, 2011 Bolsonaro e eu tivemos um caso. Ele ñ era mto chegado na coisa, se é q me entendem. Terminamos pq Bolsinho tava d olho num colega d classe — Rita Lee (@LitaRee_real) May 17, 2011 Unzinho só. No internato o apelido d Bolsonaro era Santinha: o coroínha preferido de 9 entre 10 padres. Vou negar tudo no tribunal! — Rita Lee (@LitaRee_real) May 20, 2011 Fonte Jornal Estado de Minas