Barroso refundou a república. Agora, ela é definitivamente bananeira

* Por Gustavo Conde O ministro do STF, Luís Roberto Barroso não suportou a pressão da Rede Globo e do clima persecutório que ainda grassa nos corredores do STF e do TSE. Fraco, ele fez sua escolha. Optou pelo suicídio biográfico e pelo icônico gesto do viralatismo brasileiro de colocar o rabo entre as pernas – não sem antes abaná-lo para os nichos conservadores de poder. Barroso ostenta uma expressão cansada, triste, tensa, pesada. Suas olheiras acusam não o excesso de trabalho, mas o excesso de pressão, o sufocamento que sofre de pares e do submundo da política brasiliense. O poder judiciário brasileiro deu mais um salto no abismo, a despeito de suas proezas recentes: é o mais caro e impopular poder judiciário do mundo. Posição de liderança alcançada pelo mais violento lawfare já produzido na história, case técnico para estudos futuros no mundo civilizado do direito. Acovardado, o poder judiciário brasileiro se junta, agora, oficialmente ao governo golpista usurpador e se transforma em um pária internacional, afrontando a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU. Com a violência impugnatória, Luís Roberto Barroso se juntou ao presidente da Nicarágua Daniel Ortega que, ao mesmo momento histórico da tensa América Latina, expulsou a missão de Direitos Humanos da ONU de seu país. Barroso e ministros do TSE pisaram fundo na lama do judiciário e aguardam agora a conta chegar – porque eles sabem que ela chegará, como sempre chega a quem pratica crimes contra a democracia e contra a própria letra do direito que lhes acolhe. A leitura ‘neolombrosiana’ de Barroso soma-se, agora, a de Temer, Cunha, Geddel, FHC, Aécio e Alckmin. Trata-se de uma feiura moral, que se alastra pela tez e pela ossatura facial. São expressões de medo e de terror. São expressões da catástrofe. São expressões da miséria humana. Em seu filme sobre o processo que levou Georges Jacques Danton à morte, nos interstícios da Revolução Francesa, o diretor polonês Andrzej Wajda trata a expressão cênica de Maximilien Robespierre – magistralmente vivido pelo ator Wojciech Pszoniak – com aguda inteligência visual-cinematográfica. Robespierre emerge em cena com uma expressão de dor, medo e ódio represados. Sempre suado, cansado e despenteado, o “incorruptível” acumula gestos erráticos e vingativos que levaria Danton à guilhotina cuja lâmina também seria o seu destino. Essa é a estética facial do golpe brasileiro, que atingiu seu cume com a canastrice penteada de Barroso. Há mais elementos grotescos no interminável filme de horror brasileiro, como Fux e Alexandre de Moraes. Carolina Lebbos, Sergio Moro e Deltan Dallagnol também se juntam a essa estética kitsch do terror com maquiagens pesadas, sorrisos psicóticos e olhares ao infinito a la Mussolini. Luis Roberto Barroso refundou a república. Agora, ela é definitivamente bananeira. *Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247 .
O tempo dos canalhas. Por Fernando Brito, do Blog Tijolaço

O ministro Luís Roberto Barroso tem uma visão muito particular da lei. A lei é o que ele quer que seja. Se a lei da ficha limpa prevê que, havendo recurso plausível da condenação em segunda instância, o registro de um candidato deve ser mantido, ele a transforma em uma hipótese que só existe se o STJ ou o STF decretarem esta suspensão. E o diz, apenas por uma razão: a de que não darão tal decisão, não porque não poderiam e até deveriam – dada a evidente politização do processo criminal que condenou o ex-presidente – concedê-la, mas porque o sistema de poder brasileiro, o dinheiro e a mídia, não o permitem. Mas, como disse ontem, Barroso foi ao inacreditável em seu poder de “reescrever a lei”. Embora seja claríssimo que um candidato conserve seu direito mais amplo de concorrer (Art. 16-A. O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição), Barroso decidiu o contrário. O sub judice, para ele, termina com a decisão dele. Como está cercado de medrosos, sabujos e odiosos, acabou por conduzir o TSE – alguém acredita que Rosa Weber preside alguma coisa? – para a vergonhosa “sessão de conchavo” secreta, para decidir, de forma completamente anti-regimental, por um outra completa ilegalidade: Lula, a quem a lei garanteo direito de ser candidato, não pode aparecer como candidato, Mas pode como apoiador, dando declarações. Desta parte, basta que a Dra. Carolina Lebbos, aquela que manda a PF investigar deputado italiano para saber se ele cometeu o crime de gravar alguma palavra de Lula. Então ficamos assim: Lula pode participar da campanha em áudio e video, só que não pode gravar, uma palavra que seja. Como dizia Tim Maia, a demagogia é pior que que uma mentira, porque é uma “mentira mentirosa”.
Depois do golpe, o Brasil vive sua maior crise política e financeira

HÁ DOIS ANOS, O SENADO AFASTAVA DILMA: O PETRÓLEO FOI ENTREGUE E OS DIREITOS SOCIAIS ACABARAM No dia 31 de agosto de 2016, o Senado brasileiro aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, primeira mulher eleita presidente da República, sob a alegação de “pedaladas fiscais”, abrindo caminho para que Michel Temer chegasse ao poder e desse início à venda do patrimônio e das riquezas nacionais, além da perda de direitos históricos dos trabalhadores e da população. O golpe parlamentar, porém, começou dois anos antes, com a sabotagem feita pelo Congresso, onde o papel do PSDB foi fundamental, que jogou o país no caos ao barrar sistematicamente projetos e travar a pauta de maneira a justificar uma suposta ingovernabilidade e, com o caos, depor uma presidente eleita democraticamente pelo voto popular. O resultado foi rápido. Em apenas dois anos, a camada de petróleo do pré-sal que poderia render um lucro estimado de até US$ 10 trilhões – segundo cálculos do conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae) e funcionário da Comissão Nacional de Engenharia Nuclear (CNEN), Paulo Metri -, acabou sendo vendida por um valor quase irrisório às multinacionais do setor, como Shell e Total. Segundo anunciado pelo Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP a estimativa é até 2054, o Brasil receba investimentos de R$ 1,8 trilhão no setor de petróleo e gás natural, resultando em cerca R$ 6 trilhões para o governo em royalties e participações especiais. O valor, porém, é bem abaixo do potencial real em função da cotação do barril de petróleo no mercado internacional e uma vez que este valor será “suavemente” diluído, em quase meio século. Associado a isto, em nome do combate à corrupção, o país assistiu ao desmonte das principais construtoras do país, o que resultou na paralisação de projetos estruturadores e, por tabela, de setores como o da indústria naval, que acabou por jogar milhares de trabalhadores no desemprego. Atualmente, o país registra 12,9 milhões de desempregados, enquanto cerca de outros 4,8 milhões simplesmente deixaram de procurar uma colocação pela falta de oportunidade. No primeiro ano após o golpe, o governo Temer – que assumiu sob o discurso de colocar o país nos trilhos – registrou um crescimento econômico pífio, onde o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu somente 1% em 2017, na comparação com 2016. Foi implementado um ajuste fiscal, que prevê um déficit gigantesco de até R$ 159 bilhões para este ano, além do congelamento por até 20 anos dos investimentos públicos. Essa situação resultou na volta da fome ao país, problema que hoje afeta cerca de 13 milhões de brasileiros e ameaça colocar o Brasil de volta ao Mapa da Fome da ONU, algo que havia sido colocado fora da órbita durante os governos Lula e Dilma. Com a economia estagnada, sem dar mostras de retomar o crescimento registrado nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff – quando o Brasil passou da 13ª posição no ranking global de economias medido pelo PIB em dólar, segundo dados do Banco Mundial e FMI, ao sexto lugar em 2011, com o PIB crescendo até 2,5% -, o desmonte foi acelerado e justificou a perda dos direitos trabalhistas. O golpe contra Dilma começou na Câmara dos Deputados, com a participação de 41 canalhas de Minas Gerais Em nome da “alavancagem econômica”, foi promovida uma reforma trabalhista sem precedentes que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, o que incluiu que o acordado entre o empregador e o empregado tenha mais força que a legislação contida na Consolidação das Leis Trabalhistas, o que elevou o trabalho informal e a insegurança dos trabalhadores. No campo político, o golpe se apressou em prender o ex-presidente Lula sob uma alegação, sem provas, de que teria obtido vantagens indevidas de empreiteiras. A reação internacional foi rápida e o Comitê de Direitos Humanos da ONU – da qual o Brasil é signatário – emitiu uma resolução que assegura ao ex-presidente o direito de disputar as eleições de outubro. Dilma, que apesar do impeachment manteve os seus direitos políticos, também deverá voltar à vida política. Candidata ao Senado pelo PT em Minas Gerais, ela lidera as pesquisas de intenção de voto, assim com Lula tem a preferência do eleitorado para voltar à presidência. A crise econômica e a perda de direitos somente reforçam a certeza de que o golpe contra Dilma em 2016 teve como objetivo real o desmonte do Estado Brasileiro e a entrega de seu patrimônio às multinacionais, além de atender a interesses internacionais. As eleições de outubro, contudo, são a oportunidade de mostrar que os governos progressistas foram e são capazes de recolocar o país e o seu povo em um patamar mais justo e igualitário. Com Brasil 247
Emprego em risco: STF libera terceirização irrestrita como queriam os patrões

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar a terceirização, independentemente de setor ou atividade, como pediam representantes patronais, a decisão saiu na tarde desta quinta-feira (30/8). Por 7 votos a 4, a Corte acolheu a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 324, ajuizada pela Associação Brasileira do Agronegócio, e o Recurso Extraordinário (RE) 958.252, da empresa Cenibra, de Minas Gerais. O voto decisivo, o sexto, foi dado pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. Em meia hora de exposição, o decano se alinhou àqueles que defendem a liberdade de contratação por parte das empresas. “É certo que a liberdade de iniciativa não tem caráter absoluto”, afirmou Mello, para quem há limitações “que o Estado pode legitimamente impor”, com base no artigo 170 da Constituição, que fala em ordem econômica “fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa”. A maioria desconsiderou a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que vedava a terceirização em atividades-fim. Votaram pela terceirização irrrestrita os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux (relatores), Alexandre de Moraes, Dias Toffoli (futuro presidente do STF), Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Posicionaram-se contra Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello. Com o resultado já definido, a presidenta da Corte, Cármen Lúcia, fez um voto rápido, em poucos minutos, acompanhando a maioria. Para o ministro Celso de Mello, eventuais abusos na prática da terceirização devem ser “reprimidos pontualmente”. Mas a “construção de obstáculos genéricos” é inadmissível, acrescentou, falando em perda de eficiência produtiva. Sem citar a fonte, o decano disse ainda que há “dados estatísticos” comprovando relação entre crescimento de emprego formal e terceirização. Ele também não viu sinais de precarização e prejuízo ao trabalhador com a adoção dessa prática. Pelo contrário, disse: ele seria prejudicado com a proibição. Segundo ele, na terceirização as empresas contratadas devem adotar as mesmas regras das tomadoras de serviços. “As regras trabalhistas se mantêm preservadas e perfeitamente aplicadas”, afirmou o decano. Não se pode proibir totalmente, acrescentou, apenas porque “algumas empresas pretendem burlar as regras trabalhistas”. Para Cármen Lúcia, a preocupação no debate é saber qual a forma mais “progressista” de se assegurar empregos, direitos econômicos e, principalmente, o direito do trabalhador. Ela discordou dos ministros que associavam a terceirização a uma precarização ou “degradação” do trabalho. Na semana passada, os dois relatores, Barroso e Fux, concordaram com o ponto de vista empresarial, considerando a prática lícita em todas as etapas da produção. Moraes, Toffoli, Gilmar e Mello acompanharam o voto, enquanto Fachin, Rosa, Lewandowski e Marco Aurélio divergiram. O Ministério Público Federal também se manifestou contra a terceirização ilimitada, afirmando que trabalho não é “mercadoria”. Edição: Rede Brasil Atual
Golpe arrastou 23 milhões à miséria, tamanho igual à população do Chile

– Depois do golpe, o Brasil arrastou de volta à miséria o equivalente à população do Chile. Foram nada mais nada menos do que 23,3 milhões de pessoas empurradas para a linha abaixo da pobreza. O dado é estarrecedor: trata-se de 11,2% da população brasileira. São pessoas que voltaram a viver com menos de R$ 203 por mês. A pesquisa que afere esta mobilidade social invertida – o exato contrário do que foi o período dos governos Lula, em que 40 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza – foi feita pela FGV Social, órgão de pesquisa ligado à FGV (Fundação Getúlio Vargas), coordenada pelo economista Marcelo Neri. Os dados sobre a devastação do golpe, associados à figura de Michel Temer e de Henrique Meirelles, começam a ter sua divulgação acelerada, depois de dois anos de recrudescimento de todos os dados negativos que uma economia e uma sociedade pode imaginar ter. O índice de 33% de crescimento da pobreza é dos últimos 4 anos, o exato período em que Aécio Neves e Eduardo Cunha se juntaram para sabotar o governo Dilma, vencedor das eleições. Antes mesmo do golpe sacramentado, que tornou-se oficial no ano de 2016, a governança do país já estava sob a ação da confraria do horror, com trancamentos de pauta no Congresso, bombardeio midiático sobre todas as políticas sociais dos governos do PT e chantagens as mais variadas correndo soltas em Brasília, bem como a Operação Lava Jato, que contribuiu ferozmente para que o desemprego e a aniquilação do cinturão de proteção social construído anos a fio nos governos soberanos e democráticos eclodissem com velocidade extrema.
Congresso Nacional posiciona-se: Brasil assinou tratado e deve seguir ONU

– O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício de Oliveira (MDB-CE), divulgou nota oficial na noite da última quinta (23) qual afirma que “o Brasil é signatário do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e de seus Protocolos Facultativos”, que o tratado tramitou nas duas Casas do Congresso e “foi promulgado” e, por isso, está “em pleno vigor”. Nos últimos dias, o 247 tem publicado uma série de reportagens com a manifestação das autoridades responsáveis por examinar a liminar concedida a Lula pela ONU nos processos em curso no TSE e logo mais no STF: todos, em manifestações formais em julgamentos no âmbito do Supremo ou em atividades públicas têm reconhecido nos últimos anos a superioridade dos tratados internacionais de direitos humanos sobre a lei brasileira. O 247 já publicou e veiculou em vários casos manifestações de Raquel Dodge, procuradora-geral da República, e dos ministros do STF Rosa Weber (na presidência do TSE), Luís Roberto Barroso (relato dos pedidos de impugnação da candidatura Lula no TSE), Gilmar Mendes, Luis Fux e Alexandre de Moraes, além de ex-ministros da Corte. Leia a nota do presidente do Senado: NOTA PÚBLICA Em atenção à solicitação da Presidente do Partido dos Trabalhadores, o Presidente do Senado Federal informa que o Brasil é signatário do “Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos” e de seus Protocolos Facultativos, assinados na ONU em 16 de dezembro de 1966. O tratado internacional tramitou na Câmara e no Senado entre janeiro de 2006 e junho de 2009, sendo aprovado em ambas as Casas, e foi promulgado pelo Decreto Legislativo nº 311, de 2009, conforme publicado no Diário Oficial da União de 17 de junho de 2009, encontrando-se em pleno vigor. Senador Eunício OliveiraPresidente do Senado Federal
Igreja pede que manifestantes encerrem greve de fome por Lula

– Setores da Igreja católica, incluindo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e movimentos como o Grupo Tortura Nunca Mais pediram, em carta, o fim da greve de fome realizada por seis manifestantes em Curitiba em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo ressalta que o protesto cumpriu seu objetivo, uma vez que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) assegurou o direito de presunção de inocência e a participação de Lula no pleito presidencial de outubro. Confira o documento na íntegra. A COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO, JUNTO DA CNBB, DA COMISSÃO BRASILEIRA JUSTIÇA E PAZ, DA CAMPANHA CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS – SP, DO CENTRO SANTO DIAS DE DIREITOS HUMANOS, DE MUITAS OUTRAS ENTIDADES DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS, DE MILHARES DE BRASILEIROS E DO PRÓPRIO PRESIDENTE LULA, AGRADECEM E PEDEM AOS HEROICOS COMPANHEIROS QUE FAZEM GREVE DE FOME QUE PAREM. CONSEGUIRAM UMA VITÓRIA, NÃO PRECISAM MAIS SE SACRIFICAR. Leia abaixo o documento enviado aos companheiros em greve de fome e compartilhe, por favor São Paulo, 20 de agosto de 2.018 Prezados irmãos, Frei Sérgio Görjen, do Movimento dos Pequenos Agricultores; Jaime Amorim, do MST de Pernambuco; Vilmar Pacífico, do MST do Paraná; Zonália Santos, do MST de Rondônia; ao Luiz Gonzaga Silva, o Gegê, da Central dos Movimentos Populares de São Paulo; e Rafaela Alves, do MPA de Sergipe. A Comissão Justiça e Paz de São Paulo, criada em 1972 por Dom Paulo Evaristo Arns, integrante da Campanha Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, criada em 10 de dezembro de 2013, vem cumprimentar cada um de vocês pela determinação com que, em conjunto, conduziram sua manifestação pacífica que, sem duvida, muito contribuiu para que se conseguisse a medida cautelar em defesa do principio de presunção de inocência junto a ONU . O questionamento que não mereceu, até agora, acolhida no Brasil, foi feito ao Comitê de Direitos Humanos, composto por 18 especialistas independentes em direitos humanos, de diferentes países do mundo, eleitos pela Assembléia Geral da ONU . Após apreciar as denuncias o Comitê determinou, através de uma medida cautelar, que o Brasil tomasse todas as medidas necessárias para assegurar que um querelante, Luiz Ignácio Lula da Silva, pudesse desfrutar e exercer seus direitos políticos como um candidato nas eleições presidenciais de 2018. O Comitê também pediu que o Brasil não o impedisse de concorrer à eleição presidencial de 2018, até que seus recursos perante os tribunais fossem resolvidos por meio de procedimentos judiciais justos. Com esta decisão, o motivo que os levou à greve de fome, ou seja, que Lula pudesse concorrer à eleição presidencial de 2018, até que seus recursos perante os tribunais fossem resolvidos por meio de procedimentos judiciais justos, passou a ter um novo patrono: a ONU. Ou seja: vocês, nesta luta, serão substituídos por um organismo que congrega todas as nações do mundo. Parabéns! Juntamos nossa voz às centenas de entidades tais como a CNBB, a Comissão Brasileira Justiça e Paz e de milhares de pessoas que os apoiaram durante estes dia de heroísmo, inclusive o próprio Presidente Lula que encaminhou a vocês uma carta de próprio punho, para fazer um apelo: A greve de fome foi vitoriosa!A ONU com a medida cautelar assumiu a tese de presunção da inocência!O Brasil precisa de vocês vivos!É hora de recuperar a saúde para outras batalhas que virão.A Vida é um dom de Deus!Devemos cuidar com carinho este presente Divino.A Paz é Fruto da Justiça!Antonio Funari FilhoPresidente da Comissão Justiça e Paz de São Paulo Grevistas de fome por Justiça no STF perderam entre 8kg e 11kgAvaliação médica aconteceu nesta quarta-feira, dia 22, em Brasília Os sete manifestantes passaram por uma avaliação médica que constatou a perda de peso / Michelle Calazans/ Ascom Cimi A Greve de Fome por Justiça no STF (Supremo Tribunal Federal) chega ao 24º dia de resistência com o alerta redobrado da equipe da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, que acompanha os sete grevistas. Como reivindicação principal, os manifestantes em greve querem que os ministros do STF votem as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) que tratam da regularidade de ordenar a prisão de um acusado após condenação em segunda instância, estágio do processo em que ainda cabem recursos e a inocência do acusado ainda pode ser decretada. O tema afeta diretamente a situação do ex-presidente Lula (PT), que está na condição de preso político desde o dia 7 de abril e segue líder em todas as pesquisas de intenção de votos para o Palácio do Planalto. Nesta quarta-feira, 23, os grevistas completam 23 dias sem se alimentar, ingerindo apenas soro e água. Alguns deles perderam 8 quilos e outros chegaram a reduzir 11 quilos. De acordo com a médica especialista em Medicina de Família e Comunidade, Maria da Paz, neste momento intensificam mais ainda os sintomas que fazem parte do quadro da greve de fome prolongada. “Os grevistas apresentam fortes dores musculares e quadro de hipoglicemia (alteração do nível de açúcar no sangue) e hipotensão (pressão arterial mais baixa do que o normal)”, esclareceu. Estão em greve de fome Frei Sérgio Gorgen, Rafaela Alves, Vilmar Pacífico, Jaime Amorim, Zonália Santos, Luiz Gonzaga (Gegê) e Leonardo Soares. Entre os grevistas, alguns apresentam maior fragilidade da saúde, explica Maria da Paz, pois o organismo de cada militante responde de forma diferente, apesar da condição sem alimento ser igualitária há 23 dias. A greve denuncia, além da parcialidade no Supremo Tribunal Federal, a volta da fome e o abandono dos mais pobres, o aumento da violência que ataca, sobretudo, mulheres, jovens, negros e LGBTs, a situação da saúde pública, os desmontes das conquistas dos trabalhadores, entre outras pontos expostos em manifesto divulgado pelos grevistas no início do protesto. Edição: Juca Guimarães
Campanha de Lula e Haddad começou com um vídeo emocionante
{youtube}yeZBKIUGP8k|600|450|1{/youtube} – Num vídeo emocionante, está pronta a abertura do horário eleitoral gratuito do PT em 31 de agosto e que apresenta a chapa Lula-Haddad ao eleitor. Assista logo abaixo. O vídeo, de 2min37, começa com imagens da marcha popular a Brasília para o registro da candidatura de Lula em 15 de agosto e, a seguir, Haddad falando em meio ao povo. A partir do primeiro minuto, Lula fala, numa gravação de antes de sua prisão, mas com uma atualidade impressionante, como se tivesse sido gravada ontem; depois, com o hino “Chama que o povo quer” de fundo, depoimentos de pessoas sobre Lula. Haddad começa falando, no dia do registro da chapa “Muita gente imaginou que esse dia não chegaria, o dia do registro da candidatura do presidente lula à Presidência da República. Achavam que o povo e abandoná-lo, achavam que nós vamos abandoná-lo. Nada disso aconteceu. Todas as pesquisas de opinião dão Lula em primeiro lugar. Lula foi perseguido, foi acusado injustamente, mas nós estamos aqui para garantir Lula dia 7 de outubro. Lula na corrida presidencial. E Lula presidente. Eu sou Fernando Haddad, candidato a vice-presidente na chapa do Lula e te convido para essa caminhada por todo o Brasil”. A seguir, Lula começa a falar, sorridente: “Meus amigos, minhas amigas. Quero agradecer a todo o povo brasileiro que vai continuar indo à rua para defender a sua aposentadoria para defender a sua educação, pra defender o seu aumento de salário e sobretudo para defender o seu emprego e pra conquistar novos empregos. O governo só fala em corte corte corte corte e só corta dos mais pobres. Então é preciso mudar o tom da música. Nós já provamos que é possível o Brasil ser melhor. Só tem um jeito pro Brasil: é a gente voltar a a acreditar no povo brasileiro. A gente voltar a inserir o povo na economia, com emprego, com financiamento, com crédito (…) É preciso colocar a economia pra funcionar. É preciso circular o dinheiro na mão das pessoas neste país senão não tem crescimento econômico. Eu acredito no Brasil e juntos seremos capazes de reconstruir esse país economicamente e politicamente
Ninguém segura o Lula – O preso político mais amado do Brasil

– DATAFOLHA COLOCA LULA AINDA MAIS LÍDER: 39% – A maior pesquisa Datafolha realizada até agora, com 8.433 entrevistados, nos dias 20 e 21 de agosto, amplia ainda mais a liderança do ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político para não disputar as eleições. Ele tem 39% das intenções de voto, vinte pontos acima de Jair Bolsonaro, que aparece com 19%. O levantamento mostra ainda a fragilidade de todas as candidaturas associadas ao golpe de 2016, como a de Geraldo Alckmin, que tem apenas 6%. Uma decisão recente do Comitê de Direitos Humanos da ONU garante os direitos políticos da Lula, mas setores do Judiciário dão sinais de que pretendem desafiar as Nações Unidos, colocando o Brasil à margem do sistema internacional. No dia de ontem, Publicada no jornal Folha de S. Paulo, a pesquisa é uma das mais completas feitas até aqui, com cenários nacionais e regionais. A pesquisa destaca que o terceiro lugar das intenções de voto a presidente está embolado: empatados estão Marina Silva (Rede, com 8%), Geraldo Alckmin (PSDB, 6%) e Ciro Gomes (PDT, 5%). O instituto afirma que sem Lula, Marina e Ciro dobram suas intenções de voto, ficando atrás de Bolsonaro (22%), com 16% e 10%, respectivamente. Alckmin também sobe, mas para apenas 9%, empatando na margem com Ciro. Com Lula na disputa, brancos e nulos somam 11%, com 3% de indecisos. Sem Lula, os índices sobem respectivamente para 22% e 6%. Um dado importante, mas insuficiente do ponto de vista da metodologia do instituto é a percepção de Fernando Haddad no cenário como um todo. Haddad, vice de Lula, pode herdar a candidatura caso o TSE afronte a decisão da ONU em determinar o direito de Lula ser candidato à presidência. Para o Datafolha, a simulação com o nome de Haddad apresenta 4%, mas sem o nome associado a Lula. Ao mesmo tempo, o instituto diz que, no momento, 31% dos eleitores votariam em um candidato escolhido por Lula – o que daria a Haddad alto potencial eleitoral. O Datafolha reconhece que Haddad tem um potencial considerável: não é conhecido por 27% dos eleitores, contra 59% que já ouviram falar do ex-prefeito paulistano. Em comparação, Lula é conhecido de 99% dos ouvidos, Marina, por 93% e Alckmin, por 88%. Assim, Haddad registra baixíssima rejeição: 21%.
Em carta para a rádio Itatiaia, Lula pede voto para Dilma e Pimentel

Lula disse que tomará cachaça mineira ao sair da prisão e Aécio é um escondidinho de tucano. ”. Segundo Lula, a opção de não tentar a reeleição foi para “não perder de novo para a Dilma”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, se pudesse, estaria em Minas Gerais fazendo campanha pela reeleição do governador Fernando Pimentel e para que a ex-presidente Dilma Rousseff seja eleita senadora pelo estado. O petista se manifestou sobre o pleito em carta à rádio Itatiaia divulgada na manhã desta terça-feira (21). (…) No relato, Lula diz que os mesmos que “deram o golpe no povo brasileiro” e lhe condenaram e prenderam “sem nenhuma prova” hoje tentam impedir a reeleição de Pimentel e inviabilizar a gestão do petista em Minas Gerais. (…) “São os mesmos que deixaram Minas Gerais com uma dívida do tamanho que tinha a Serra do Curral antes de ser comida pela mineração. São os mesmos que tentaram impedir a candidatura do Pimentel à reeleição, e que tentaram o tempo todo inviabilizar o governo dele, chegando inclusive a sabotar a renegociação da imensa dívida que eles criaram”, disse. (…) Na carta endereçada à jornalista Edilene Lopes, Lula diz que, se pudesse, estaria em Minas “ comendo um bom prato de feijão tropeiro e ouvindo aqueles causos que só o povo mineiro sabe contar”. (…) O petista também se refere à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) a deputado federal, que chamou de “escondidinho de tucano”. Segundo Lula, a opção de não tentar a reeleição foi para “não perder de novo para a Dilma”. Lula, Dilma e Pimentel, candidatos a Presidência, Senado e Governo do Estado Leia a íntegra da carta à rádio Itatiaia: Minha cara Edilene Lopes, queridos e queridas ouvintes da Itatiaia. Se eu pudesse estaria aí com vocês agora, comendo um bom prato de feijão tropeiro e ouvindo aqueles causos que só o povo mineiro sabe contar. Isto nas horas vagas, porque no resto do tempo eu e o Fernando Haddad estaríamos percorrendo esse estado, fazendo campanha para presidente e vice-presidente da República, porque é preciso e porque nós queremos colocar o Brasil outra vez nos trilhos do crescimento econômico com justiça social. E o Haddad e eu, com toda certeza, estaríamos também pedindo votos para reeleger o Pimentel governador e dar à Dilma uma votação histórica para o Senado. Mas infelizmente eu não posso estar aí com vocês, porque aqueles que deram o golpe no povo brasileiro e derrubaram a primeira presidenta do Brasil, sem crime de responsabilidade, são os mesmos que me condenaram e me prenderam sem nenhuma prova de qualquer crime cometido. São os mesmos que deixaram Minas Gerais com uma dívida do tamanho que tinha a Serra do Curral antes de ser comida pela mineração. São os mesmos que tentaram impedir a candidatura do Pimentel à reeleição, e que tentaram o tempo todo inviabilizar o governo dele, chegando inclusive a sabotar a renegociação da imensa dívida que eles criaram. E mesmo assim o Pimentel governou, e segue governando para todos os mineiros, principalmente para aqueles que mais necessitam. E a vergonha dos nossos adversários é tanta que o candidato deles, o mesmo que não soube aceitar a derrota na eleição presidencial de 2014, achou mais prudente se esconder atrás de uma candidatura a deputado federal pra não perder de novo pra Dilma, dessa vez na disputa ao Senado. Foi assim que eles inventaram o mais novo prato da culinária mineira, indigesto e difícil de engolir: o escondidinho de tucano Meus queridos e minhas queridas ouvintes da Itatiaia, minha cara Edilene, a quem darei uma entrevista exclusiva tão logo a democracia seja restaurada no nosso país. Preso injustamente em Curitiba, exilado do povo brasileiro, faço aqui uma promessa. Mais cedo do que temem meus adversários, estarei de volta a Minas e ao convívio com o povo mineiro e com o povo brasileiro, comemorando a nossa vitória tomando uma boa salinas, porque afinal ninguém é de ferro. Um grande abraço, e até breve.Luiz Inácio Lula da Silva, candidato a presidente do Brasil.