SOBRE A IGNORÂNCIA ERUDITA – POR CARLOS D’INCAO

Um dos maiores problemas contemporâneos e que aflige todas as gerações não é mais a ignorância, mas sim a “ignorância aprendida” que é, em sua essência, uma ignorância perversa que assume a forma de conhecimento adquirido por fontes supostamente confiáveis. A ignorância aprendida acaba por resultar em um novo tipo de ignorante, o “ignorante erudito”. Uma mistura heterogênea de conceitos deturpados, meias verdades, fatos inventados, dados manipulados… e tudo isso cuidadosamente controlado por gigantescos meios de comunicação privados que desejam cumprir com uma missão: gerar um exército de “ignorantes eruditos”, geralmente recrutados das camadas altas e médias de nossa sociedade e que servem como tropa de choque dos interesses do grande capital. Esse exército de “ignorantes eruditos” consegue ver vantagens na destruição da previdência pública, dos direitos sociais e na falência da democracia e do Estado de Direito. Consegue ver o mundo de maneira distorcida e desequilibrada… Chega a acreditar que países que sofrem as mais flagrantes agressões dos países centrais, como Cuba e Venezuela, são nossos inimigos… enquanto países como EUA e Alemanha, que realizam diariamente um processo de pilhagem de nossas riquezas, são vistos como nossos “aliados estratégicos”. O “ignorante erudito” não está somente em um nível inferior do que aquele que se encontra no estado da simples ignorância. Ele está enraizado em um duro e sujo universo de mentira e manipulação, fazendo com que a sua própria libertação se torne em uma missão muito mais difícil, quando não, impossível. Mas esse fenômeno não é inédito, embora hoje traja novas roupagens e porte armas mais sofisticadas. A ele o combate sempre se deu por três frentes: a contrainformação, o debate crítico e a sátira. Hoje temos também a missão de criarmos mecanismos eficazes de sabotagem e boicote aos meios de comunicação formadores desse exército. Um bom começo seria nos recusarmos explicitamente a não mais se valer desses meios para qualquer tipo de pronunciamento. Para além das redes sociais, ocupar as ruas é também um dever fundamental. E nas ruas a verdade há sempre de prevalecer. A verdade é um conhecido e temido animal… ela é rebelde, não aceita ficar presa e tão pouco é possível de ser domada. Ela é a mãe de todas as insurreições e o primeiro passo de todas as revoluções. * Carlos D’Incao é historiador e professor.
Rudá Ricci: uma sentença contra uma geração

O cientista político Rudá Ricci, em artigo especial, critica a decisão do TRF4 que condenou ontem (24) a 12 anos e um mês de prisão o ex-presidente Lula. Para ele, foi uma sentença contra uma geração. Ricci escreve que o governo Lula cometeu vários erros em nome do racionalismo, mas cometeu vários acertos. “Para minha geração, tenho a impressão, o maior acerto foi combater a pobreza e a fome.” Uma sentença contra uma geração Rudá Ricci* Ontem, a página da história virou. Sei que, como diz minha esposa (que é historiadora), a história acontece todos os dias, todos os minutos. Mas, assim como a poesia transforma algo pueril em som especial, há momentos desta história cotidiana em que se quebra um vínculo com o passado. Foi o que ocorreu ontem. Em 1979 eu tinha 17 anos. Vivia em São Paulo para fazer o último ano do ensino médio (que se chamava, na época, colegial) e tentar ingressar na faculdade. Participei de todos movimentos de redemocratização do país que explodiam em cada esquina da capital paulista. Não se tratava de política, apenas. Era um giro. A tal virada de página. Tudo se alterava: o jeito de dar aula (com Marilena Chauí na vanguarda), o jeito de se educar (com a volta de Paulo Freire), o jeito de se pensar a justiça (a Constituinte era tema central em bares descolados onde artistas esbarravam em estudantes e políticos), o jeito de se pensar e fazer arte (você entrava em qualquer ateliê ou ensaio de grupos experimentais de música à luz do dia ou entrava na casa de cineastas sem bater, apinhadas de gente como uma grande, democrática e confusa república de estudantes), o jeito de se discutir (com debates sobre sexualidade nos auditórios do Hospital das Clínicas ou no “Pátio da Cruz” da PUC-SP), o jeito de se fazer música (ouvindo a obrigatória coluna de Maurício Kubrusly sobre a nova música paulistana, do Premeditando o Breque, do Grupo Rumo ou do experimentalismo de Arrigo Barnabé). Era ousadia pura. Na política, nada era mais novo que a greve dos metalúrgicos. E, tinha Lula. Lula tinha ironia e deboche. Mas, desde aquele momento, Lula não era dono de sua imagem. Era interpretado. O primeiro libelo do Partido dos Trabalhadores foi um artigo de Francisco Weffort publicado na Folha de S.Paulo. Lembro vagamente do conteúdo, embora recorde com facilidade do impacto que me causou. Ele dizia sobre um momento marcante e definitivo da política nacional, quando os trabalhadores entravam pela porta da frente. Não eram objeto de discursos de lideranças de classe média, mesmo as mais bem intencionadas, mas eram donos de seus próprios discursos. O artigo discorria sobre uma meia-verdade. E ele era a prova da outra parte que não dizia. Weffort era sociólogo reconhecido. Havia escrito uma tese famosa sobre uma greve espetacular que havia ocorrido em plena ditadura militar. Havia criticado duramente o populismo trabalhista. Era um intérprete. Foi um dos intérpretes de Lula. Diziam que ele escrevia alguns dos discursos de Lula, após a fundação do PT, e cometia alguns erros gramaticais para manter um tom de originalidade. Trabalhei com Weffort, anos mais tarde, mas nunca tive coragem de perguntar se este boato tinha sentido. Imagino que, mesmo se tivesse, ele negaria. O fato é que o movimento libertário do final dos anos 1970 – e que invadiria toda a década seguinte até o ápice da constituinte de 1987 ou das eleições de 1989 – não foi um desenrolar de acontecimentos, mas uma interpretação de toda uma geração sobre o presente que apontava para um futuro distinto. Aqui é o marco de minha geração. Ao menos, parte dela que mergulhou nesta construção do futuro. O que ocorre agora, não é construção de um futuro, mas a destruição deste potencial. Explico: minha geração sentia que tudo estava para ser construído. Não era reconstrução, mas construção. Algo novo, não uma reforma. E, por este motivo, reinterpretava e interpretava tudo o que ocorria. Os acontecimentos tinham que ter um sentido, se encaixar nesta tarefa empolgante e coletiva de construir um país. Mergulhamos, de cabeça. O tom destoante, que se destacaria a partir de meados dos anos 1990, era José Dirceu e as centenas de ativistas que o seguiram. Diria que era a faceta racional no interior de um movimento passional. A reinterpretação do Brasil – que enquadrava em perspectiva a figura de Lula, sempre controversa – era marcada pelas pulsões libertárias. Pulsão é uma espécie de catarse, um jorro de desejo, uma explosão de sentimentos e sentidos que dão cor à vida. Era assim que o petismo – apenas a ponta do iceberg das mudanças que uma geração promovia – reinterpretava todo racionalismo da esquerda dos anos anteriores. Reinterpretava as intenções tímidas do MDB, a linha justa e o amplo arco de alianças promovido pelo PCB, o populismo que sequestrava o protagonismo dos trabalhadores dirigido pelo PTB ou pelo brizolismo. Na política, falava-se do protagonismo dos trabalhadores, sem intérpretes, mas que eram interpretados por jovens, pesquisadores e jornalistas. Lula era o artista que criava o “efeito stand up”, aquela tirada surpreendente para falar sobre algo que já sentíamos, mas que não tinha sido racionalizada em palavras. Lula não era o que ele pensava ser. Era nosso intérprete. O intérprete de uma geração. Um intérprete criado por nós. O que os juízes de ontem não parecem se dar conta é que não julgavam Lula. Nem sei quais eram suas intenções e isto pouco importa. Mas eles julgaram todo um movimento libertário que começou a ser deformado na segunda metade dos anos 1990 pelo velho e carcomido racionalismo de parte da esquerda que havia sido criticada pelos movimentos libertários de 1980. O final do jorro da década libertária do Brasil já aparecia no final dos anos 1990. Era como um gosto amargo na boca depois de uma ressaca. Mas, como uma ressaca, basta um comprimido e muita água para se ter a certeza que logo tudo voltará ao normal. Nem sempre volta. A vitória de Lula
PAULO COELHO RESUME O BRASIL DA GRANDE HIPOCRISIA

“Finalmente! Agora está tudo 100% no mundo político. Ministros impolutos, Congresso honesto, deputados que pensam apenas no bem do país, senadores que não acobertam crimes de seus pares, juízes que não se deixam pressionar pela mídia e, completando o quadro #LulaCondenado” – Escritor brasileiro mais lido no mundo, Paulo Coelho resumiu em seu Twitter nesta quarta-feira 24, após a confirmação da condenação do ex-presidente Lula pelo TRF4 por 3 a 0, a hipocrisia em torno do resultado. Ele ironizou a condenação de Lula num momento em que crimes muito mais graves sequer foram investigados ou julgados, como as malas de dinheiro do ex-assessor de Michel Temer Rodrigo Rocha Loures, os R$ 51 milhões encontrados num apartamento de Geddel Vieira Lima (PMDB) em Salvador e o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ter sido mantido por seus pares a despeito da comprovação de vários crimes contra Aécio. Nesta quarta, poucas hora depois do julgamento do TRF4, a PGR também arquivou um inquérito contra o senador José Serra (PSDB-SP), acusado de receber R$ 52,4 milhões em propina da Odebrecht. “Finalmente! Agora está tudo 100% no mundo político. Ministros impolutos, Congresso honesto, deputados que pensam apenas no bem do país, senadores que não acobertam crimes de seus pares, juízes que não se deixam pressionar pela mídia e, completando o quadro #LulaCondenado”, escreveu Paulo Coelho.
A elite cansou da democracia. Por Fernando Brito, do Tijolaço

A história, se não é sempre a mesma, é bem semelhante. O Brasil vive ciclos: sai das ditaduras, com o apoio da classe média, e experimenta a democracia mas quando esta começa a se aprofundar, um pouquinho que seja, no sentido de trazer as massas populares para a cena política, ela – a começar pelas elites que a balizam – “cansa da brincadeira”. O povo é, para ela, um amor fugaz. E, como tantas vezes na nossa história, a “corrupção” e “o populismo” são os motes aos quais se agarra para promover o “fechamento” político que, por pruridos progressivamente abandonados, recusam-se a confessar ser seu interesse. Foi assim com a UDN e seu “mar de lama”, levando Getúlio à morte e, depois, sua recusa em aceitar a ascensão de JK; foi assim na derrubada de João Goulart, o “comunizante”, é agora assim com Lula. Os núcleos decisórios do país mal disfarçam sua alegria. A bolsa dispara, o dólar despenca, os apresentadores da Globo e de seus satélites contém a custo os seus sorrisos. Afinal, a “eleição” no Judiciário é feita somente com eleitores bem-postos, bem vestidos, bem morados e bem pagos. Essa é a democracia ideal, aquela onde os pobres não votam e obedecem, porque decisão da Justiça não se discute, ainda que ela lhe tire o direito de votar e três homens só vejam completa perfeição onde centenas de juristas, professores e advogados de grande reconhecimento encontraram centenas de vícios. Completa perfeição? Que digo eu? Os únicos “defeitos” de Moro foi dar a Lula “apenas 9 anos e meio” e o elevaram para 12, e castigar demais na primeira sentença os empreiteiros corruptos, que ganharam um “abatimento” substancioso em suas penas e o direito de irem já para casa, com suas tornozeleiras, que já-já lhes tiram. Para Lula, cana o quanto antes. A fala inicial do relator João Gebran reclamando do uso da expressão “tropa de choque” é irônica, porque acabou narrando o comportamento de três “julgadores” que pensaram de forma absolutamente igual sem um milímetro de divergência, como num ensaiado passo de ganso sombrio, e passo rápido, com um placar que ajuda ao máximo a exclusão de Lula do pleito. Há, porém, um efeito que se volta contra ela própria quando cede ao autoritarismo por cansada da democracia. É que o apetite autoritário não tem limite e os cães ferozes acabam saindo de controle. Excluíram o povão em 1964, mas quatro anos depois foi ela, com seus filhos, seus jovens, que caíram aos dentes mortais da ditadura. Talvez fosse bom que lembrassem que a história dos povos, ao contrário de seu enfado pela democracia, não cessa de brotar, nem cansa de esperar. Os milagres do povo são represáveis, mas não são contíveis eternamente . Como a água, encontram o caminho para o mar.
Lula é candidato, apesar da farsa judicial

O PT acaba de lançar uma nota confirmando que o resultado do julgamento não altera a disposição do partido de lançar Lula à Presidência. Leia o texto, assinado por Gleisi Hoffman: O dia 24 de janeiro de 2018 marca o início de mais uma jornada do povo brasileiro em defesa da Democracia e do direito inalienável de votar em Lula para presidente da República. O resultado do julgamento do recurso da defesa de Lula, no TRF-4, com votos claramente combinados dos três desembargadores, configura uma farsa judicial. Confirma-se o engajamento político-partidário de setores do sistema judicial, orquestrado pela Rede Globo, com o objetivo de tirar Lula do processo eleitoral. São os mesmos setores que promoveram o golpe do impeachment em 2016, e desde então veem dilapidando o patrimônio nacional, entregando nossas riquezas e abrindo mão da soberania nacional, retirando direitos dos trabalhadores e destruindo os programas sociais que beneficiam o povo. O plano dos golpistas esbarra na força política de Lula, que brota da alma do povo. Esbarra na consciência democrática da grande maioria da sociedade, que não aceita uma condenação sem crime e sem provas, não aceita a manipulação da justiça com fins de perseguição política. Não vamos aceitar passivamente que a democracia e a vontade da maioria sejam mais uma vez desrespeitadas. Vamos lutar em defesa da democracia em todas as instâncias, na Justiça e principalmente nas ruas. Vamos confirmar a candidatura de Lula na convenção partidária e registrá-la em 15 de agosto, seguindo rigorosamente o que assegura a Legislação eleitoral. Se pensam que história termina com a decisão de hoje, estão muito enganados, porque não nos rendemos diante da injustiça. Os partidos de esquerda, os movimentos sociais, os democratas do Brasil, estamos mais unidos do que nunca, fortalecidos pelas jornadas de luta que mobilizaram multidões nos últimos meses. Hoje é o começo da grande caminhada que, pela vontade do povo, vai levar o companheiro Lula novamente à Presidência da República. Via Tijolaço
MÍDIA IGNORA MULTIDÃO EM PORTO ALEGRE EM APOIO A LULA

A mídia familiar brasileira escolheu deliberadamente ignorar a multidão que se reuniu em Porto Alegre em apoio a Lula nesta terça; Folha de S.Paulo, O Globo e Estado de S.Paulo não publicaram na primeira página as impressionantes imagens da concentração histórica em defesa da democracia e da candidatura do petista que reuniu uma multidão em Porto Alegre 247 – Os jornais da mídia familiar brasileira optaram por deliberadamente ignorar a multidão que se reuniu em Porto Alegre em apoio a Lula. Nem dos três grandes —Folha de S.Paulo, O Globo e Estado de S.Paulo— mostrou imagens de destaque na primeira página da concentração histórica em defesa da democracia e da candidatura do petista. Por outro lado, editoriais e colunistas se engajaram em pedir a cabeça do ex-presidente, apesar da ausência de provas que o condene. NUM DIA HISTÓRICO, 70 MIL PESSOAS GRITARAM POR DEMOCRACIA EM PORTO ALEGRE Porto Alegre teve nesta terça-feira a maior manifestação de sua história. Mais de 70 mil pessoas se reuniram na cidade em um histórico ato de apoio ao ex-presidente Lula. Uma multidão de vermelho tomou as ruas para saudar Lula, que retribuiu com um discurso emocionado, em que reafirmou sua inocência, agradeceu o apoio e falou da disposição em ajudar os brasileiros. “Preciso que o povo participe para que a gente possa recuperar esse país. Vocês não tem noção de como foi bom esse país ser grande. Esse país vai voltar. Podem ter certeza”, afirmou. Lula destacou ainda a falta de provas para sua condenação. “Por isso a minha tranquilidade. A tranquilidade dos inocentes. Daqueles que não cometeram nenhum crime. Eles tem medo que eu volte? Eles tem medo pelas coisas boas que nós fizemos. Por uma empregada doméstica ver sua filha estudando medicina”, completou.
CONTRA O GOLPE, LEVANTE POPULAR OCUPA A SEDE DA REDE GLOBO

Responsável pelo golpe militar de 1964, do qual se desculpou com 50 anos de atraso, a Globo teve também papel decisivo no golpe de 2016, que derrubou uma presidente honesta e instalou uma quadrilha no poder. Agora, a serviço dos Estados Unidos e das multinacionais do petróleo, que já levaram grande parte do pré-sal, a Globo tenta impedir o ex-presidente Lula, favorito em todas as pesquisas, de participar das eleições de 2018. Na capa de Época deste fim de semana, a empresa dos Marinho também ameaça Lula e diz que a Lava Jato irá se focar nos filhos do ex-presidente neste ano. CAMPANHA DA GLOBO SAI PELA CULATRA E INTERNAUTAS PEDEM BRASIL SEM GOLPE – Depois de liderar o golpe de 2016, que instalou uma quadrilha no poder e desempregou milhões de brasileiros, a Globo lançou uma campanha pedindo que internautas gravem vídeos dizendo “que Brasil desejam”. O resultado foi uma avalanche de críticas à emissora. De um lado, a jornalista Luciana Oliveira pediu um “Brasil sem mídia golpista”, que manipule as pessoas em favor da “elite do atraso”.
CINCO BILIONÁRIOS TÊM A RENDA DOS 50% MAIS POBRES

O relatório “Recompensem o trabalho, não a riqueza”, da organização não governamental (ONG) britânica Oxfam, divulgado um dia antes da realização do Fórum Econômico Mundial, que será realizado em Davos, na Suíça, revela que no Brasil cinco bilionários concentram o equivalente a renda de toda a metade da população mais pobre do país. Segundo a Oxfam, a lista é encabeçada por Jorge Paulo Lemann, sócio do fundo de investimentos 3G Capital, seguido por Joseph Safra, do Banco Safra. Logo em seguida aparecem Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, que também são s[ócios da 3G Capital. Na quinta colocação aparece Eduardo Saverin, do Facebook. Lemann, que juntamente com os sócios conseguiu montar um império na área de bebidas graças a uma autorização conseguida no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teve um papel relevante no golpe de 2016 ao permitir que a Fundação Estudar, mantida por ele, registrasse o domínio vemprarua.org, que promoveu uma série de manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Atualmente, o bilionário é um dos pilares de sustentação do governo Michel Temer junto ao setor empresarial. Ainda segundo o relatório, o Brasil ganhou 12 novos bilionários no ano passado, o que fez com o que o número passasse de 31 para 43. Para a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, “isso significa que há mais pessoas concentrando riqueza. A gente não encontrou ainda um caminho para enfrentar essa desigualdade. O patrimônio dos bilionários brasileiros chegou a R$ 549 bilhões, um aumento de 13% em relação ao exercício anterior. Em contrapartida, os 50% mais pobres viram sua participação encolher ainda mais, passando de 2,7% para 2%. Para se ter uma ideia, quem ganha um salário mínimo teria que trabalhar o equivalente a 19 anos para receber o mesmo valor que uma pessoa enquadrada entre o 0,1% mais rico da população recebe em um mês.
O que pensa Dilma Rousseff sobre Aécio Neves?

DILMA: EU JÁ SABIA QUE AÉCIO ERA PLAYBOY, MAS NÃO TÃO LADRÃO ASSIM – Derrubada pelo golpe liderado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), em parceria com Eduardo Cunha, condenado a mais de 15 anos de prisão, a presidente deposta Dilma Rousseff afiou as garras contra o parlamentar mineiro, contra quem pode disputar uma vaga no Senado, em 2018. “Minha filha, quem é que não sabia quem era Aécio, pô? Fui presidente da República, você acha que não tenho uma avaliação do Aécio? Não sabia que ele era tão ladrão, mas que ele era superficial, irresponsável, playboy, inconsequente, e que a mídia o protegia, eu sabia”, disse ela, em entrevista ao jornal gaúcho Zero Hora. “A irresponsabilidade desse rapaz é assustadora para o seu país, mostra que isso é a visão do playboy, que quer, sobretudo, usufruir da vida, não quer dar nada em troca”, afirmou. Responsável direto pela destruição da democracia brasileira, Aécio é investigado em mais de nove inquéritos, acusado de receber propinas de mais de R$ 50 milhões de várias empreiteiras – seja por esquemas em Furnas, na Cemig ou na construção da Cidade Administrativa. Aécio foi também fisgado nos esquemas da JBS, em que negocia propinas e fala até em matar o primo, mas vem sendo blindado pela Justiça. Brasil 247
Temos de escolher os governantes nas urnas, diz Odair José

Cantor símbolo da era brega participa pela primeira vez de um ato político “Estou participando de um ato político pela primeira vez em 40 e tantos anos. A minha participação sempre foi pela música”, disse o artista, apresentando-se como “pró povo e, por isso, pró Lula” – O cantor Odair José participa na quinta-feira (18) de ato em São Paulo em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Estou participando de um ato político pela primeira vez em 40 e tantos anos. A minha participação sempre foi pela música”, disse o artista, pouco antes do início do evento. Ele considera que não é certo impedir uma candidatura e que o povo deve ser livre para escolher. “Nós temos o direito de tirar os governantes nas urnas.” Odair vê o momento político com preocupação. “Corremos o risco de levar o futuro de volta ao passado”, afirmou, fazendo menção à música Gatos e Ratos. Já no ato, ele cumprimentou Lula, que não conhecia pessoalmente, e disse que estava presente para ficar com a consciência tranquila. “Eu tenho certeza que o poder está nas pessoas. Eu sou pró povo, por isso sou pró Lula.” Via Rede Brasil Atual Relembre aqui os sucessos de Odair José