Pancadaria na convenção do PSDB

 Voou pena e cadeiras para todos os lados, neste sábado (9), na convenção nacional do PSDB em Brasília. Veja aqui  O governador Geraldo Alckmin recebeu um partido conflagrado, repartido, dividido, destruído pelo senador Aécio Neves (MG). O “Mineirinho” como é chamado o senador foi muito hostilizado pelos convencionais tucanos. Teve de sair às pressas pela porta dos fundos.O clima de guerra no PSDB foi expressado pelas cadeiras e penas que voaram no centro de convenções.Assista aqui o vídeo. Alckmin ataca Lula e ‘esquece’ Temer. Mas o povo lembra, Chuchu…Geraldo Alckmin deixou de lado a sobriedade com que vinha se comportando e usou seu discurso para entrar no ‘coro do anti-Lula’, um grupamento que reúne cobras e lagartos. Não se sabe ser foi por vontade própria ou se o discurso faz parte do acordo que costurou para reunir os frangalhos tucanos. Seja como for, um péssimo começo para quem quer se apresentar como candidato do “centro” e alternativa ao que chamam de “polarização” entre Lula e Bolsonaro. O discurso foi uma barbaridade em matéria de tolices. Falar que Lula quer “voltar à cena do crime” depois de terem ficado inertes diante do escândalo das malas de Aécio Neves e quando há dezenas de inquéritos – que não andam, é verdade – contra todo o alto tucanato, inclusive o próprio governador paulista – é, como diziam os mais antigos, como falar em corda em casa de enforcado. Da mesma forma, se ficar falando que “Lula é o responsável pela “maior recessão do país”, não vai ser ouvido muito além da Avenida Paulista e dos Jardins, porque na memória popular o governo Lula é lembrado justamente pelo contrário. Tão ocupado estava em criticar Lula que o “Picolé de Chuchu” esqueceu que o Brasil é governado, há mais de um ano e meio, por Michel Temer e com seu partido enganchado no Governo. E é aí que a porca troce o rabo. Como é que o governador diz que a reforma da Previd~encia é “a mãe de todas as reformas” e não defende o alinhamento de seu partido a favor dela? Será porque, entre os tucanos, segundo o lvantamento publicado pelo Estadão (logo postarei sobre isso) apenas seis tucanos dizem estar decidiso a dar a ela seu voto? Como é que alguém pretende se tornar popular se silencia ante o governo mais rejeitado da história e, ainda, assume o compromisso de apoiar suas medidas mais impopulares? O faro político de Alckmin, deste jeito, parece ter se perdido, embora se lhe conserve o nariz Informações de Esmael Moraes e Fernando Brito

Aécio é vaiado e foge da convenção do PSDB

 – O senador Aécio Neves, principal articulador do golpe parlamentar de 2016 e presidente licenciado do PSDB, foi alvo de protestos e vaias na convenção do PSDB neste sábado, 9, em Brasília.  Dentro do auditório onde ocorre o evento, Aécio ouviu vaias e gritos de “fora!”. O mineiro não foi chamado para sentar à mesa montada no palco da convenção e, na sequência, deixou o evento. Ele ficou no local durante 40 minutos e saiu pela porta dos fundos. Logo que chegou à convenção, Aécio fez um rápido balanço de sua gestão à frente do PSDB e defendeu a unidade da legenda. “Esse período dos últimos quatro anos em que administrei como presidente o PSDB foi o mais fértil, de crescimento do partido”, disse. “Acredito que o governador Geraldo Alckmin terá as condições de levar o partido a reafirmar os seus compromissos com as transformações estruturais que o país precisa viver. A chapa é uma chapa de entendimento com presenças, por exemplo, do secretário-geral Marcus Pestana representando Minas Gerais, do vice-presidente Marconi Perillo”, afirmou o tucano. A convenção do PSDB irá confirmar o governador Geraldo Alckmin como presidente do partido.   ROGÉRIO CORREIA: QUE O DESTINO DE AÉCIO SEJA O DE TODOS OS GOLPISTAS Por Rogério Correia, em seu facebook Aécio Neves , que em Minas era chamado pelos tucanos de O MAIS QUERIDO, entrou junto com Temer pela porta de trás para desgovernar o país e sai pela porta de trás da presidência de seu partido – o PSDB. Tomara que seja o destino de todos golpistas que estão liquidando com nossa soberania e com os direitos do povo trabalhador. Em Minas Gerais trabalhei muito para mostrar ao Brasil a verdadeira face de quem, com a mentira do choque de gestão e com muita corrupção , quebrou o Estado, ancorado na mídia amordaçada e nos poderes calados e omissos. Aécio já era , mas precisa ainda pagar na Justiça!

Pluralismo de ideias permanecerá nas escolas

 O PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO , QUE ERA UMA ESTRATÉGIA GOLPISTA PARA CALAR A EDUCAÇÃO, FOI ARQUIVADO NO SENADO     O projeto da direita para a educação disseminaria concepções e práticas preconceituosas, discriminatórias e excludentes.   O Projeto de Lei do Senado, que pretendia incluir o programa Escola sem Partido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi retirado em definitivo e, por isso, arquivado Revista Fórum – A pedido do autor, o senador Magno Malta (PR-ES), o Projeto de Lei do Senado 193/2016, que pretendia incluir o programa Escola sem Partido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi retirado em definitivo e, por isso, arquivado. A proposta havia recebido relatório recomendando a rejeição pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF) . Segundo ele, o programa contrariava a Constituição. O projeto tinha como um de seus principais apoiadores o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e grupos de direita como o MBL. Em São Paulo, o vereador Fernando Holiday (DEM), ligado ao grupo, chegou a fiscalizar escolas para conferir se os professores estavam “doutrinando” os alunos. A ideia do projeto de lei era cercear a liberdade intelectual e pedagógica dos docentes sob o argumento da “doutrinação ideológica”. Até falar sobre Marx nas escolas virou, para os apoiadores do projeto, um problema. Na quinta-feira (7), a votação de um projeto com o mesmo cunho provocou tumulto na Câmara Municipal de São Paulo. Guardas civis dividiam as galerias do plenário durante a votação, que acabou suspensa após ação dos vereadores da Comissão de Educação da Câmara, que não deram quórum para a discussão prosseguir. Em agosto deste ano, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), órgão colegiado composto por representantes do Estado e de organizações da sociedade civil, editou resolução em que manifesta “repúdio” a iniciativas de restrição da discussão sobre a vida política, nacional ou internacional, e também relativa a gênero e sexualidade nas escolas do país.

Nota de João Bosco contra à operação da PF na UFMG

AUTOR DE HINO CONTRA A DITADURA, JOÃO BOSCO SE DIZ INDIGNADO COM A PF – O cantor e compositor João Bosco, que compôs em parceria com Aldir Blanc a canção “O bêbado e o equilibrista”, hino contra a ditadura militar, se disse indignado com a agressão da Polícia Federal à UFMG, numa operação policial que foi batizada como “Esperança Equilibrista” e se voltou contra o Memorial da Anistia – ou seja, uma ação aparentemente feita por saudosos dos anos de chumbo. Leia, abaixo, sua nota: NOTA DE REPÚDIO À OPERAÇÃO “ESPERANÇA EQUILIBRISTA”: Recebi com indignação a notícia de que a Polícia Federal conduziu coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Ramirez, entre outros professores dessa universidade. A ação faz parte da investigação da construção do Memorial da Anistia. Como vem se tornando regra no Brasil, além da coerção desnecessária (ao que consta, não houve pedido prévio, cuja desobediência justificasse a medida), consta ainda que os acusados e seus advogados foram impedidos de ter acesso ao próprio processo, e alguns deles nem sequer sabiam se eram levados como testemunha ou suspeitos. O conjunto dessas medidas fere os princípios elementares do devido processo legal. É uma violência à cidadania. Isso seria motivo suficiente para minha indignação. Mas a operação da PF me toca de modo mais direto, pois foi batizada de “Esperança equilibrista”, em alusão à canção que Aldir Blanc e eu fizemos em honra a todos os que lutaram contra a ditadura brasileira. Essa canção foi e permanece sendo, na memória coletiva do país, um hino à liberdade e à luta pela retomada do processo democrático. Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental. Resta ainda um ponto. Há indícios que me levam a ver nessas medidas violentas um ato de ataque à universidade pública. Isso, num momento em que a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estado onde moro, definha por conta de crimes cometidos por gestores públicos, e o ensino superior gratuito sofre ataques de grandes instituições (alinhadas a uma visão mais plutocrata do que democrática). Fica aqui portanto também a minha defesa veemente da universidade pública, espaço fundamental para a promoção de igualdades na sociedade brasileira. É essa a esperança equilibrista que tem que continuar. João Bosco07/12/2017 Relembre, aqui, este clássico da MPB, na voz de Elis Regina, que foi usado de forma indevida pela PF, para agredir uma universidade pública. O Bêbado e a Equilibrista Caía a tarde feito um viaduto E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos A lua tal qual a dona do bordel Pedia a cada estrela fria um brilho de a…lu…guel E nuvens lá no mata-borrão do céu Chupavam manchas torturadas, que sufoco louco O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil Prá noite do Bra…sil, meu Brasil Que sonha com a volta do irmão do Henfil Com tanta gente que partiu num rabo de foguete Chora a nossa pátria mãe gentil Choram marias e clarisses no solo do Brasil Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente A espe…rança dança na corda bamba de sombrinha E em cada passo dessa linha pode se ma…chu…car Azar, a esperança equilibrista Sabe que o show de todo artistatem que continuar

CUT RECHAÇA FAKE NEWS DA FOLHA

 – Vagner Freitas: é mais uma mentira da Folha de S. Paulo! –  Da Central Única dos Trabalhadores – A CUT repudia a má-fé da Folha de S. Paulo que distorce e manipula informações com o claro objetivo de enfraquecer a luta do movimento sindical contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Uma nota do Painel da Folha insinua que o governo irá liberar recursos em troca de apoio a nova proposta de reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria. Em minutos a nota virou manchete do UOL, como se fosse uma verdade incontestável. É mais uma mentira da Folha de S. Paulo! O governo não está liberando nada. Esse dinheiro pertence a CUT e demais centrais e foi bloqueado indevidamente pela Caixa Econômica Federal. Temer não faz mais do que a obrigação ao liberar um dinheiro que pertence à classe trabalhadora e vai ser usado na luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas patrocinado por esse governo usurpador e corrupto, como afirmou o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. A Folha de S. Paulo repete o que já se tornou tradição no jornal, manipula as informações para induzir o leitor a acreditar que a CUT e demais centrais estão negociando recursos em troca de apoio ao desmonte da Previdência. A CUT, a maior e mais combativa central sindical do país, reafirma que não negocia direitos dos trabalhadores. A CUT reafirma também que não negocia nada com o governo ilegítimo e golpista de Temer. A CUT denuncia a manipulação e a má-fé deste jornal golpista que tem interesse em defender o fim das aposentadorias. Um aviso a Folha e ao governo: se botar para votar, o Brasil vai parar! Vagner Freitas Presidente Nacional da CUT

Odebrecht: os laços de família são o dinheiro

 – Estarrecedora a reportagem da Folha sobre o clima de apreensão no império Odebrecht com a iminente soltura do delfim Marcelo, preso há dois anos. –  Via Fernando Brito – Tijolaço Ao contrário do que deveria ser um momento de alegria, com a volta ao convívio com o filho do patriarca Emílio, “o ambiente, de acordo com executivos e delatores ouvidos pela Folha, é de preocupação”. De acordo com pessoas com acesso ao empresário na prisão, ele se mostra insatisfeito com um acordo cujo resultado considera extremamente injusto, principalmente no que se refere à sua participação no pagamento de propina. Há o temor de que aponte omissões e imprecisões no acordo, tema frequente de conversas de quem o visita em Curitiba. Ou seja, de que comece a evidenciar que as dezenas de delações de executivos da empresa – todos devidamente recompensados com prêmios em dinheiro do “patrão” – foram, na verdade, uma “conta de chegar” ao que deles exigia a Procuradoria Geral da República, no que até então – antes da JBS – era a “jóia da coroa” do jusdedurismo implantado no Brasil. Porque, como registra o jornal, a delação “foi arquitetada por Emílio, que via nesse instrumento a única maneira de salvar os negócios da falência” e causou o rompimento entre pai e filho. Se um filho não importa à construção de uma narrativa que renda frutos nos negócios do império, o que importaria a verdade? Tanto é assim que o jornal diz, já no título que o medo é que ele “aponte mentiras” no que foi delatado ou, é possível imaginar, que construa as suas próprias inverdades, para melhorar ou manter os termos de sua condenação. Além do pai, Marcel, diz a Folha, estaria “rompido” com a irmã, Mônica, com o cunhado, Maurício Ferro, que também é diretor no grupo, e com a mãe, a quem era muito ligado, além do diretor jurídico do grupo, Adriano Maia, operador do acordo de delação. Não admira que, para um clã que se confunde com um império de negócios, os laços de família sejam mais fracos que as correntes do dinheiro. O que admira é que a Procuradoria da República não dê a mínima importância ao que pode haver de mentiras num acordo de delação que – sem tirar nem pôr de forma idêntica ao da JBS – é apenas uma operação de salvação comercial, ainda que isso custe a honra e a liberdade de terceiros.

Globo confessa corrupção nos direitos de transmissão

 SÓCIO DA GLOBO ADMITE TER PAGO PROPINA A TEIXEIRA Em depoimento nesta segunda-feira 4 na Suprema Corte do Brooklyn, nos Estados Unidos, o ex-repórter esportivo e presidente da Traffic Assessoria e Comunicações, J. Hawilla, revelou ter pago propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF  – Sócio da Globo, o ex-repórter esportivo e presidente da Traffic Assessoria e Comunicações, José Hawilla, prestou depoimento no caso Fifa nesta segunda-feira 4 na Suprema Corte do Brooklyn, nos Estados Unidos, chamado pelo governo norte-americano. Com um tubo de oxigênio, J. Hawilla revelou ter pago propina para Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebol, Julio Grondona, ex-presidente da Federação Argentina, morto em 2014, e Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. Ele contou ainda que foi sócio da empresa argentina TyC (Torneos y Competencias), responsável pelo pagamento de propina e que negociava direitos de transmissão e anúncios em campeonatos como a Copa América e a Libertadores da América. Depois de ter sido repórter de campo, Hawilla foi diretor de esportes da Rede Globo em São Paulo. Em 2003, fundou a TV TEM, sigla de Traffic Entertainment and Marketing, que forma uma cadeia de TVs afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. As TVs de Hawilla cobrem quase metade do estado de São Paulo: 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. Entre as cidades cobertas estão, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí. Hawilla comprou também do Grupo Globo, em 2009, o Diário de São Paulo. Ele já era dono da Rede Bom Dia, de jornais em cidades da área coberta pela TV TEM.

Gleisi: Porque Lula cresce nas pesquisas

 A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, explica que o porquê de o ex-presidente Lula crescer nas pesquisas para  Mais do que comentar os resultados da última pesquisa do Instituto DataFolha, divulgada no sábado (2), é importante refletir sobre os motivos do favoritismo incontestável do Presidente Lula nas sondagens para as eleições de 2018. Além de crescer na liderança das consultas eleitorais em todos os cenários, Lula também dispara e consolida ampla vantagem sobre todos os demais pré-candidatos em um eventual segundo turno. Chega a ser compreensível, mas jamais justificável, a surpresa de parcela da sociedade com a popularidade de Lula. As disputas políticas no Brasil nunca se deram em uma arena justa e nem foram um caminho fácil e tranquilo para ser trilhado por Lula e pelo PT. Lula é o alvo de uma campanha sistemática e violenta de ataques à sua imagem, sua pessoa, aos membros de sua família e também ao legado de seu governo na melhoria de vida da população brasileira. A leitura tendenciosa e contaminada pelo ambiente das disputas políticas sempre foi um vetor de desqualificação dos avanços dos governos do PT ou mesmo da invisibilidade nos noticiários da importância e da efetividade dessas políticas de inclusão social na transformação da realidade brasileira. Esta semana, a ex-ministra do Desenvolvimento Social do Governo Dilma, Tereza Campello, lançou um livro “As faces da desigualdade – Um olhar sobre os que ficam para trás”, no qual discorre com precisão científica e aprofundada sobre as causas e efeitos da desigualdade no Brasil, suas dimensões para além dos comparativos patrimonial e de renda monetária e, ainda, sobre o que representaram de fato as políticas inclusivas dos governos de Lula e Dilma e os investimentos na proteção social do nosso povo entre os anos de 2002 e 2015. O Brasil ainda é um dos países mais desiguais do mundo. Há muitos desafios e muitas dívidas sociais ainda pendentes. O golpe que destituiu do poder a Presidenta Dilma e os interesses por trás das medidas tomadas pelo governo que está aí desde então, tem imposto um estado de exceção autoritário e antidemocrático ao País, com graves retrocessos: um estado de desigualdades. O golpe trouxe um desmonte criminoso na reversão dos níveis profundos de desigualdade que estava em curso desde 2003 e que freava um ciclo histórico de exclusão e de injustiça social. As políticas dos governos do PT impactaram na desnaturalização da pobreza e das discrepâncias, provando que a desigualdade social em toda a sua complexidade não é algo dado e irreversível. Ela pode e deve ser mudada com vontade política e com intervenções de um estado forte, presente e responsável. Em pouco mais de uma década, o aumento real do salário mínimo, a formalização do mercado de trabalho, a incorporação dos mais pobres no orçamento federal, a distribuição efetiva da renda, o Bolsa Família e suas condicionalidades, bem como a promoção de uma política social integrada, segundo Tereza Campello, explicam boa parte das transformações do período. Mas ela lembra que as pessoas não são excluídas apenas sob o viés da economia. A exclusão nega-lhes todo o acesso a direitos, bens e serviços produzidos pelo conjunto da sociedade. Nega-lhes oportunidades de vida digna. Para atuar efetivamente na problemática da desigualdade, é preciso enxergar outras questões determinantes, como acesso à água, saneamento básico, energia, à educação, saúde, moradia e a bens de consumo, que incrementam o mercado interno. Em uma comunidade no interior do Paraná, o simples acesso à energia elétrica por meio do Programa Luz Para Todos, por exemplo, representou a inserção de comunidades inteiras na produção de leite, produto que pode a partir daí, somado aos incentivos e créditos para a produção da agricultura familiar e camponesa, ser resfriado, comercializado, transportado e transformado. Isso não é diferente da realidade em pequenas propriedades do semi-árido nordestino com a chegada de cisternas, a proteção de fontes ou mesmo a expansão dos investimentos na infraestrutura das comunidades. “As faces da desigualdade no Brasil” são diversas e complexas. Os governos de Lula e Dilma atacaram e obtiveram resultados importantes e significativos em cada uma dessas frentes. Esse assunto não se esgota aqui. Temos ainda muito o que refletir a respeito e também muito o que fazer para recuperar o que foi perdido e transformar. A pesquisa, objetivamente, aponta para esse caminho. *Artigo inicialmente publicado no Blog do Esmael Gleisi Hoffmann é senadora da República e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT).

hipócritas comemoram até o pibinho de 0,01%

A galinha pousou  * Por Marcelo Zero A mídia e o governo tentam disfarçar, mas o resultado pífio do terceiro trimestre de 2017 desapontou todo o mundo. O crescimento foi de apenas 0,1% sobre o trimestre anterior, quando a prévia do Banco Central era de 0,58%. Na prática, isso significa economia estagnada. Mais que “pibinho”, é PIB microscópico, um “nanopib”. O “nanopib” do Golpe foi aferido após o IBGE revisar a sua série e dessazonalizá-la. Descobriu-se, com isso, que a “recuperação” econômica, o voo de galinha do início deste ano, impulsionado pelas exportações agrícolas e pela liberação do FGTS, perdeu força. A galinha pousou, como mostra o gráfico a continuação.   Neste ano, ao contrário das previsões panglossianas dos apoiadores do Golpe e da sua ultraortodoxia, o crescimento ficará abaixo de 1%. Zero vírgula alguma coisinha ridícula. Um “nanopib” anual. A mídia e os “especialistas”, no entanto, tentam disfarçar o desastre com contorcionismos lógicos e sofismas que fariam corar Górgias. Falam do crescimento de 1,2%, neste terceiro trimestre, do consumo das famílias, como se isso fosse algo extraordinário. Porém, no acumulado do ano, o consumo das famílias acumula um aumento irrisório de 0,4% sobre o mesmo período de 2016, o qual foi um período terrível, um fundo de poço abissal. Comemora-se, assim, algo menos pior que o desastre total. Comemorar um resultado desses é como comemorar Nagasaki depois de Hiroshima, pois a primeira matou menos que a última. No acumulado do ano, os investimentos, a formação bruta do capital fixo, continua fortemente negativa, mesmo com os esforços desesperados dos golpistas para vender a estrangeiros tudo o que for possível: pré-sal, Petrobras, Eletrobrás, jazidas minerais, terras. Tudo a preços de liquidação da soberania. Ressalte-se que, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a formação bruta de capital fixo caiu 0,5%. Quando se analisa o crescimento por setor, vê-se que apenas a agropecuária apresentou crescimento expressivo, impulsionado, sem dúvida, pelas exportações de commodities agrícolas, que tiveram boa recuperação, e pelas ótimas safras deste ano. A indústria e os serviços, apesar dos soluços recentes na indústria de transformação e no comércio, continuam em situação negativa, no acumulado do ano. Assim, não fosse a performance da agropecuária, teríamos um PIB negativo, em 2017. Agora, imagine o leitor se estes “números extraordinários”, comemorados efusivamente pela mídia que apoia o golpe, tivessem sido obtidos na época de Dilma ou Lula. Haveria, é claro, um oceano ácido de críticas e previsões sombrias sobre o governo “incompetente” e seus “pibinhos”. Essa mesma mídia que hoje aplaude um crescimento de 0,1% foi a mesma que chamou um crescimento de 2,7% de “pibinho”. Essa mesma mídia, que dizia que o “ciclo do crescimento baseado no consumo estava esgotado”, hoje comemora um crescimento do consumo das famílias de 1,2%%, no terceiro trimestre, e de ridículo 0,4%, no acumulado do ano. Essa mídia hipócrita, que desdenhava dos 22 milhões de empregos formais gerados nos governos do PT e do maior processo de distribuição de renda da nossa história, que resgatou dezenas de milhões da miséria e tirou o Brasil do Mapa da Fome, hoje aplaude a pequena queda no desemprego baseada, em praticamente 100%, na geração de ocupações precárias e informais, no trabalho de conta próprias e de empregados sem carteira de trabalho e sem direitos. Aplaudem, desse modo, a precariedade laboral e o fim dos direitos trabalhistas. Comemoram as demissões dos trabalhadores com carteira e sua transformação em motoristas de Uber e vendedores de quentinhas. Observe-se que, ao longo dos governos do PT, a formalização no mercado de trabalho aumentou de apenas 45,7%, em 2003, para 57,7%, em 2014. Contudo, os “especialistas” criticavam o aumento dos “custos do trabalho”. Mas a verdade é que o Golpe e sua política ultraortodoxa não serão capazes de gerar um crescimento sustentável e socialmente inclusivo. Com essa política irracional e de austeridade suicida, o Brasil só terá voos de galinha, com aumento da pobreza e da desigualdade. As privatizações, a venda predatória do patrimônio público e o setor externo não trarão o crescimento sustentado e inclusivo de volta. Ao contrário do que se diz, o principal fator para o desenvolvimento brasileiro nos tempos dos governos do PT, foi o mercado interno de consumo de massa, não o ciclo internacional das commodities. As exportações como um todo representam cerca de 11% do PIB e a das commodities, em particular, apenas 6,8% do PIB. Em contraste, o consumo das famílias representa mais de 60% do PIB. Portanto, o crescimento sustentado passa necessariamente pela distribuição da renda e pela geração de emprego de qualidade, com bons salários e todos os direitos assegurados. Passa também pela ampliação do Estado de Bem Estar, pelos programas sociais e pela Previdência como instrumento de inclusão social. O crescimento sustentável num país continental como o Brasil, que tem a quinta população do mundo, passa, como diz Lula, pelo processo de colocar dinheiro nas mãos dos pobres. Contudo, o governo golpista está fazendo o contrário de tudo isso. Está, na verdade, tirando dinheiro das mãos dos pobres e colocando-o nas mãos dos ricos. É um Robin Wood ao contrário. Promove a volta da informalidade e da precariedade laboral, com a Deforma Trabalhista, e arruína os mecanismos de inclusão social e atenuação da pobreza, com sua infame Reforma da Previdência, que afeta, sim, os mais pobres. Além disso, o governo golpista está destruindo todos os mecanismos estatais de estímulo à economia. A surreal Emenda Constitucional nº 95, que contrai os investimentos públicos por 20 anos, algo que não existe em nenhum país do mundo, impede o Estado de retomar seus imprescindíveis gastos e destrói os orçamentos em Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação. O fim da política de conteúdo local da Petrobras elimina os empregos na cadeia do petróleo. A ofensiva contra o BNDES, nosso grande banco de desenvolvimento, impede os investimentos pesados de longo prazo em infraestrutura. Com essa política irracional e destrutiva, não há como se gerar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável. Não há nenhum país do mundo que tenha

71% rejeitam governo ilegítimo de Michel Temer

 Pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo nesse domingo mostra que Michel Temer continua muito mal avaliado. De acordo com o instituto, 71% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, 23% acham que é regular, 5% pensam que é ótimo ou bom e 1% não sabe. O Datafolha ouviu 2.765 entrevistados entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Segundo a Folha, o nível de confiança da pesquisa, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, 50% dos entrevistados dizem acreditar que o desemprego vai aumentar; 26% deles acha que vai ficar como está; e 21% que vai diminuir. Já o poder de compra vai diminuir para 42% dos entrevistados; vai ficar como está para 34%; e vai aumentar para 19%. Por conta da margem de erro, a rejeição ao presidente se manteve estável, num patamar muito baixo, desde a última sondagem, realizada em setembro. Na ocasião, 73% o consideravam ruim ou péssimo; 20% o consideravam regular; 5% bom ou ótimo; e 2% não souberam opinar. O brasileiro também não anda otimista quanto aos rumos do país, o que mostra que o discursoirrealdo governo, de que a economia está se recuperando, não anda colando na população. Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, 50% dos entrevistados dizem acreditar que o desemprego vai aumentar; 26% deles acha que vai ficar como está; e 21% que vai diminuir. Já o poder de compra vai diminuir, segundo 42% dos entrevistados; vai ficar como está para 34%; e vai aumentar para 19%.