Os coxinhas foram mesquinhos ou ingênuos

– O desabafo é do procurador da Lava Jato, Carlos Fernando Lima – Segundo ele, os coxinhas mesquinhos queriam apenas substituir um partido pelo seu próprio partido, sem qualquer pretensão de buscar o bem comum. Já os ingênuos acreditavam que todo mal estava no governo do PT. Ledo engano. O procurador Carlos Fernando dos Santos LimaPublicado no Facebook do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato. Amigos. A operação lava jato começou ostensivamente em março de 2014. Fui convidado a participar das investigações pelo Dr. Deltan Dallagnol, com o respaldo do Procurador Geral da República Dr. Rodrigo Janot. Nesses mais de três anos desvendamos com o apoio da Polícia Federal e da Receita Federal diversas organizações criminosas, tanto empresariais, quanto político-partidárias, que vêm sugando a vitalidade dos cidadãos brasileiros. Esses esquemas criminosos nos vampirizam, por um lado, pela corrupção, que corrói nossa economia e irriga os cofres de partidos políticos, políticos e funcionários públicos, e por outro lado, pelo benefício ilegal a empresas, seus proprietários e executivos em contratos públicos. Apesar do sucesso das investigações até o momento, sempre soubemos o tamanho das forças contrárias que enfrentaríamos. Nunca fomos ingênuos a esse respeito. Por sorte pudemos contar com o apoio de pessoas de bem. Infelizmente, entretanto, algumas das pessoas que nos apoiavam o fizeram por motivos mesquinhos ou ingênuos. Os primeiros queriam apenas substituir um partido pelo seu próprio partido, sem qualquer pretensão de buscar o bem comum. Já os segundos acreditavam que todo mal estava no governo do PT. Ledo engano. A verdade é que estamos mergulhados em uma crise de um sistema político – partidário corrupto, que usa, independentemente do partido, de todos os meios ilícitos para sobreviver. Esse sistema corrupto continua no atual governo. Não sejamos ingênuos ou, pior, cegos por não desejarmos ver a verdade. A atual luta não é esquerda contra direita, nem ricos contra pobres. É aqueles que desejam um país honesto com seu povo, limpo de toda essa abominável sujeira, contra aqueles que se beneficiaram da corrupção para alcançarem poder e dinheiro à custa do trabalho duro de todos os brasileiros. Dessa forma, quero reiterar a todos a confiança que tenho nos trabalhos da equipe do Procurador Geral da República Dr. Rodrigo Janot, pois sei da seriedade de todos os seus esforços para que seja alcançado o mesmo objetivo de termos um país melhor. Esse é o meu testemunho. E o faço livremente na esperança que as pessoas que o leiam possam acreditar nas minhas palavras. Não tenho compromisso algum com quem quer que seja, salvo com meu compromisso , que também foi o de meu pai e é de meus irmãos, de sermos servidores públicos e promotores de justiça. Carlos Fernando dos Santos Lima, cidadão.
Prescrição do mensalão do PSDB beneficia mais um

Afinal, a lei é para todos – menos para tucano Conversa Afiada De José Marques, na Fel-lha: Quase uma década depois da denúncia sobre o mensalão tucano ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República, mais um réu no caso –o quarto, dos 12 iniciais– não deve ser julgado. Ex-diretor de uma estatal mineira, Lauro Wilson de Lima Filho fez 70 anos em maio e pediu à Justiça para ser beneficiado pela prescrição. Acusado pelo crime de peculato (quando o funcionário público desvia recursos), seu processo estava na fase que antecedia o julgamento. A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido. Falta de sentença não é exceção no mensalão tucano. A única relativa ao episódio, considerado um “embrião” do mensalão petista, fez um ano e meio nesta sexta-feira (16). É a condenação de Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, a 20 anos e dez meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro. Segundo a PGR, ele liderava um esquema que desviou R$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões em valores atualizados) de empresas públicas para irrigar sua fracassada campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Azeredo recorre em liberdade e seu julgamento em segunda instância ainda não tem data marcada. Desde março, a ação contra ele aguarda para ser pautada pelo desembargador Adilson Lamounier. (…)
FIM DO MITO DA LIGAÇÃO LULA-FRIBOI

– O empresário Joesley Batista desmontou a lenda urbana: a de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus parentes seriam sócios da JBS, dona da marca Friboi – A entrevista bombástica do empresário Joesley Batista, em que ele apontou Michel Temer como chefe da “maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” (saiba mais aqui), também serviu para desmontar uma lenda urbana: a de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus parentes seriam sócios da JBS, dona da marca Friboi. Num determinado trecho, o jornalista de Época questiona por que Joesley nunca gravou Lula e a resposta veio direta. – Porque eu nunca tive uma conversa não republicana com o Lula. Joesley disse ainda que só esteve com Lula uma única vez enquanto ele foi presidente – o encontro ocorreu em 2006, quando assumiu o comando da empresa. Depois, eles só voltaram a se encontrar em 2013. A interlocução com o PT, segundo o empresário, era feita por meio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. – O que eu posso fazer se a interlocução era com o Guido? Aí inventaram que a Blessed (acionista da JBS), aquela empresa que temos nos Estados Unidos, seria do Lula, do Lulinha, de político. Esse negócio de Lula ou filho de Lula é fruto de um imaginário de alguém que quis nos prejudicar. Em sua nota, Temer diz que Joesley protegeu o PT, alegando que a JBS que a empresa cresceu no governo Lula e não no dele (leia aqui sobre a nota do Palácio do Planalto). A realidade, no entanto, mostra que praticamente todas as empresas brasileiras cresceram com Lula e afundaram com o golpe.
Temer é o maior e mais perigoso criminoso

– JOESLEY: TEMER É O CHEFE DA MAIOR E MAIS PERIGOSA QUADRILHA DO BRASIL – – O Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso, chamado Michel Temer; quem afirma, em entrevista concedida à revista Época, é o empresário Joesley Batista, do grupo J&F; “O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, afirma – O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, que controla a JBS, decidiu quebrar o silêncio e afirmou que o Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso. Sim, ele mesmo, Michel Temer. “O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”, disse Joesley, em entrevista à revista Época. Na entrevista, Joesley falou sobre sua relação com Temer, sempre baseada na troca de favores. “Nunca foi uma relação de amizade. Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas. Acho que ele me via como um empresário que poderia financiar as campanhas dele – e fazer esquemas que renderiam propina. Toda a vida tive total acesso a ele. Ele por vezes me ligava para conversar, me chamava, e eu ia lá.” Ele menciona o caso em que Temer o pediu para ajudar a financiar a guerrilha na internet, para ajudar a golpear a presidente legítima Dilma Rousseff, a quem devia lealdade institucional, e financiar o golpe de 2016. “Sempre estava ligado a alguma coisa ou a algum favor. Raras vezes não. Uma delas foi quando ele pediu os R$ 300 mil para fazer campanha na internet antes do impeachment, preocupado com a imagem dele. Fazia pequenos pedidos. Quando o Wagner saiu, Temer pediu um dinheiro para ele se manter. Também pediu para um tal de Milton Ortolon, que está lá na nossa colaboração. Um sujeito que é ligado a ele. Pediu para fazermos um mensalinho. Fizemos. Volta e meia fazia pedidos assim. Uma vez ele me chamou para apresentar o Yunes. Disse que o Yunes era amigo dele e para ver se dava para ajudar o Yunes”, afirma. Segundo Joesley, Temer acredita que os empresários lhe devem favores em razão do cargo que ocupa. “Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, diz ele. “Temer é o chefe de Cunha” O empresário afirma ainda que Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara que aceitou o impeachment fraudulento e hoje está condenado a mais de 15 anos de prisão, é subordinado a Temer. “A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio [o operador Lúcio Funaro]. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”, afirma. “Em grande parte do período que convivemos, meu acerto era direto com o Lúcio. Eu não sei como era o acerto do Lúcio do Eduardo, tampouco do Eduardo com o Michel. Eu não sei como era a distribuição entre eles. Eu evitava falar de dinheiro de um com o outro. Não sabia como era o acerto entre eles. Depois, comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo. Em 2015, quando ele assumiu a presidência da Câmara. Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo.” Joesley relembra que a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara institucionalizou o achaque. “O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado”, afirma. Ele enfatizou ainda que a turma que governo o Brasil pós-golpe “é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país, liderada pelo presidente.”
Aécio sabe que provavelmente será preso

– Quem diz é o jornalista Gabriel Mascarenhas, da coluna Radar Online; a previsão foi feita pelo próprio tucano a amigos depois que a Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão de sua irmã, Andrea Neves – – O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) sabe que provavelmente será preso, diz é o jornalista Gabriel Mascarenhas, da coluna Radar Online. A previsão teria sido feita pelo próprio tucano a amigos depois que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu manter a prisão de sua irmã, Andrea Neves, na última terça-feira. O pedido de prisão contra Aécio, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, será julgado pela Corte no próximo dia 20. TEMENDO PRISÃO, AÉCIO PEDE PARA SER JULGADO PELO PLENO DO STF Felipe Pontes – Repórter da Agencia BrasilA defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu hoje (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido de prisão contra ele seja julgado por todos os 11 integrantes da Corte, em plenário, e não pela Primeira Turma, composta por cinco ministros, conforme previsto. Para a defesa de Aécio Neves, o tema afeta a relação entre os poderes e deve ser julgado pelo plenárioArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil Está marcada para terça-feira (20), na Primeira Turma, o julgamento de dois recursos: um do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quer a prisão preventiva de Aécio, e outro do próprio senador pedindo que seja assegurada sua liberdade. Para julgar a questão, os ministros deverão analisar a aplicação ao caso do artigo 53 da Constituição, segundo o qual os parlamentares “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável”. O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa Aécio, argumentou que o tema afeta a relação entre os poderes, e, por isso, deve ser analisado pela composição completa do Supremo, “diante do inegável alcance político/institucional que a controvérsia assume”. Ao negar um primeiro pedido da PGR pela prisão de Aécio, o ministro Edson Fachin, então relator do caso, mencionou a garantia constitucional do parlamentar, mas disse que, em um momento posterior, o assunto deveria ser melhor discutido em plenário. Entretanto, após a redistribuição do processo, a pedido da defesa, o novo relator, Marco Aurélio Mello, pautou a questão para a Primeira Turma. Nesta semana, a Primeira Turma do STF decidiu, por 3 votos a 2, manter Andréa Neves, irmã de Aécio, presa preventivamente, ao julgar improcedente um recurso da defesa. Votaram a favor da prisão os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto o relator, Marco Aurélio Mello, e Alexandre de Moraes votaram pela soltura da investigada.
GLOBO DESTILAM ÓDIO E PRECONCEITO

– O ex-ministro Aldo Rebelo (PCdoB) usou as redes sociais para se posicionar sobre os supostos ataques que a jornalista Miriam Leitão teria sofrido, durante um voo, de militantes do PT – Aldo disse que o ataque a Miriam até seria lamentável, mas que ela e o jornalista Merval Pereira destilam diariamente “ódio e preconceito” além de “fazerem mal ao convívio democrático” – Por coluna Labafero/cadaminuto.com.br – O ex-ministro alagoano Aldo Rebelo, do PC do B, resolveu se manifestar em suas redes sociais sobre os ataques que a jornalista Miriam Leitão recebeu de delegados do PT em um vôo que ia de Brasília a São Paulo. As manifestações do político, natural de Viçosa, passaram longe de ser uma mensagem de apoio. Pelo contrário. Aldo disse que o ataque a Miriam até seria lamentável, mas que ela e o jornalista Merval Pereira destilam diariamente “ódio e preconceito” além de “fazerem mal ao convivio democrático”
Falso moralismo tucano deixa legião de órffão

– Se não bastasse a decepção com Aécio, que poderá ser preso no dia 20, os simpatizantes do PSDB ainda viram o partido embarcar num abraço de afogados com Michel Temer para salvar seus investigados na Lava Jato – – Da advogada Janaina Paschoal, que pediu a prisão de Aécio Neves, ao apresentador Marcio Garcia, que comparou a queda do tucano a um flagra com sua mulher na cama, a crise moral do PSDB deixou uma legião de órfãos; nos últimos dias, o ex-ministro Miguel Reale e o empresário Ricardo Semler anunciaram sua desfiliação; na Globo, tanto João Roberto Marinho, em editorial, como o colunista Merval Pereira, expressaram seu descontentamento; lista de ex-amigos de Aécio inclui ainda nomes do entretenimento como Luciano Huck e Marcelo Madureira Nunca foi tão difícil ser simpatizante do PSDB como neste idos de 2017. Um ano depois de um golpe parlamentar que arruinou a economia brasileira, liderado pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e feito “só para encher o saco”, os tucanos perderam também o discurso moralista que usaram como trampolim político nos últimos anos. Nesta semana, quando muitos esperavam que o PSDB entregasse seus cargos no governo de Michel Temer, que será denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, a cúpula tucana fechou um acordo com o PMDB de proteção mútua. De um lado, o PSDB dá votos a Temer no Congresso. De outro, os peemedebistas impedem a cassação de Aécio, pego num esquema filmado e gravado de propinas de R$ 2 milhões da JBS. Tamanha lassidão moral causou profundos danos à imagem do partido. O ex-ministro Miguel Reale Júnior, um dos autores da peça jurídica das pedaladas fiscais, usadas para justificar o golpe, se desfiliou do PSDB, alegando ser impossível continuar ligado a um partido tão frouxo eticamente. A advogada Janaina Paschoal, co-autora da peça, defendeu a prisão de Aécio. Na mídia mais alinhada ao PSDB, a decepção foi também gigantesca. Tanto o jornal O Globo, de João Roberto Marinho, como seu colunista Merval Pereira se posicionaram contra o pacto espúrio firmado entre tucanos e peemedebistas. Para completar, a lista de órfãos do falso moralismo tucano também atingiu diversas personalidades do mundo do entretenimento, como Luciano Huck, Marcelo Madureira e Márcio Garcia, que passaram a integrar a lista de ex-amigos de Aécio. Garcia disse que a decepção foi gigantesca e comparável à de encontrar sua mulher na cama com outro amante. Mas já dava para desconfiar de Aécio, Temer e companhia, não é?
Suplente de Aécio é réu por improbidade administrativa

– Elmiro Nascimento responde processo desde 2013 sob a suspeita de empregar funcionários fantasmas quando era deputado estadual – Com o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, o nome de Elmiro Alves do Nascimento (DEM) reaparece no cenário político. Ele é o primeiro suplente na chapa e pode ficar com a vaga, em caso de cassação do mandato de Aécio. Ex-deputado estadual, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento na gestão de Antonio Anastasia (PSDB), Elmiro responde no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por improbidade administrativa. Elmiro Nascimento é réu em ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que o acusa de lotar funcionários fantasmas em seu gabinete quando era deputado estadual. Segundo o MP, a prática causou um dano ao erário público de R$ 458 mil. Além do político, também respondem Welington Ney da Silva, Dario Rodrigues Caixeta Campos Júnior e Márcio Lopes Cançado. Os crimes teriam ocorrido entre 2005 e 2009. O MP recebeu representação de que os três réus tinham cargos na Assembleia Legislativa de Minas, mas na verdade trabalhavam em fazendas e em negócios pessoais de Elmiro Nascimento em Patos de Minas. O MP ajuizou ação na 5ª Vara da Fazenda contra os quatro em 2011. A denúncia foi aceita em 23 de outubro de 2013 pelo juiz Manoel dos Reis Morais. “Há indícios de que referidos Réus, a bem da verdade, eram vinculados a outros trabalhos (a propriedade rural ou empresa do primeiro Réu). Portanto, frente a esses elementos probatórios, mostra-se aconselhável o recebimento da inicial”, despachou na época. O processo está em andamento na 5ª Vara da Fazenda em Belo Horizonte desde 2013 e tem audiência de julgamento agendada para 12 de setembro de 2017. Procurado pela reportagem do Dom Total, o TJMG explicou, via assessoria, que somente os andamentos locais estão suspensos, medida necessária até o retorno de depoimentos de testemunhas que estão fora de BH. Outros processos: Elmiro Nascimento (DEM/MG) TRF-1 Subseção Judiciária de Patos de Minas Processo Nº2005.38.06.000683-5 – Sofre ação de execução fiscal movida pelo INSS, tendo como objeto contribuições previdenciárias. TRF-1 Subseção Judiciária de Patos de Minas Processo Nº2005.38.06.000737-8 – Sofre ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional, tendo como objeto contribuição social. TRF-1 Subseção Judiciária de Patos de Minas Processo Nº2008.38.06.001502-0 – Sofre ação de execução fiscal movida pela Fazenda Nacional, tendo como objeto contribuições previdenciárias.
AÉCIO NEVES SERÁ PRESO NO PRÓXIMO DIA 20

– Maior articulador do golpe parlamentar de 2016 que arruinou a economia do País, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) será preso no próximo dia 20, por determinação da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal que decidiu manter sua irmã Andrea Neves na prisão. Por coerência, Aécio não terá escapatória, por ser o chefe da quadrilha. Ele é acusado de corrupção passiva pelo recebimento de R$ 2 milhões em propina da JBS, e por obstrução de Justiça, por tentar impedir os avanços da Operação Lava Jato. O pedido de prisão de Aécio, feito pelo procurador-geral Rodrigo Janot, será julgado no próximo dia 20 também pela Primeira Turma, que é composta por cinco ministros, dos quais três – Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurelio Mello e Alexandre de Moraes. Os três primeiro votaram pela manutenção da prisão preventiva de Andrea Neves. Enquanto os dois últimos votaram pela libertação de Andreaa 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, presa na operação Patmos após da delações da JBS, acusada de corrupção passava. Ao pedir a conversão da preventiva em medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, ela disse sua prisão se baseia em acusações contra o irmão. Andrea diz que se as acusações feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, forem confirmadas, eventuais irregularidades são de responsabilidade de Aécio Neves. Se a maioria dos ministros da Primeira Turma do STF manteve Andrea Neves na prisão, que apontou para crimes praticados pelo irmão, é improvável imaginar que os magistrados deixariam o “líder” solto.
Meu filho não é boi, ele precisa de ajuda

– A mãe do adolescente de 17 anos que teve tatuado em sua testa (eu sou ladrão e vacilão) se pronunciou sobre o caso que tomou grandes proporções nas redes sociais -. “Eu tô acabada, ele pode ser o que for, mas ninguém tem direito de fazer isso, o certo era pegar o menino e levar pra delegacia, não precisava fazer isso, ele é vítima da sociedade, ele é um doente ele não precisa de críticas ele precisa de ajuda, eu recebi o vídeo e a foto. Eu não tive coragem de ver o vídeo”, declarou Vânia Rocha em vídeo divulgado pelo G1. A auxiliar de limpeza falou ainda sobre justiça e convidou as pessoas a conhecer a vida de seu filho. “Vem conhecer a história dele antes de falar, não se faz isso com ninguém ele não é boi, ele precisa de ajuda. Ser internado em uma clínica pra se recuperar, sair das drogas a gente não tem como pagar porque é caro infelizmente é caro eu sou auxiliar de limpeza. No momento a gente precisa tirar isso do rosto dele, ele não é um bicho, a justiça está sendo feita, infelizmente eles vão ter que pagar por isso, eu só lamento pela família pela mãe pelo pai.”, completa. Sou ladrão e vacilão Caim era filho de Adão e Eva. Por Lelê Teles* pais que já nasceram adultos e, portanto, não tiveram infância como referência para educar os filhos. por inveja Caim matou o irmão, Abel, com um golpe de queixada de burro. essa tragédia começou um pouco antes. Deus, que deveria ter educado filhos e netos, expulsou a família inteira de casa depois que a nora pegou uma maçã na geladeira, na calada da noite, sem o consentimento do sogro, aquele velho sovina. a família, desajustada, sem teto e sem terra, vagou pelo mundo. seu destino era previsível. como castigo – e como Deus gosta de castigar! – Caim recebeu uma marca na testa, era o sinal de que ele era um criminoso. Deus, que é todo poderoso, faz justiça com as próprias mãos. ele pode. mas aqui, na terra de Nod, cada crime deve ser punido de acordo com a lei. para isso existem tribunais, juízes, advogados… o diabo. um cabra não pode simplesmente sair por aí punindo supostos criminosos, sem uma acusação formal, como o faz o estado islâmico mundo afora. e como o quer a Sheherazade, a justiceira fundamentalista do SBT Brasil. mesmo porque, justiceiros são sempre seletivos. veja como exemplo o Moro, a Shererazade, o Dallagnol, o Gilmar Mendes… aquele garoto carioca amarrado num poste, pelo pescoço, com uma tranca de bicicleta, era pobre como Caim, o primeiro assassino. como pobre é este outro que recebeu na testa uma caímica tatuagem. veja que o garoto que recebeu essa marca terrível, por uma acusação de roubo – roubo este negado pela própria vítima – é pobre, dependente químico, paciente do Caps e com alegados problemas mentais. os pais, desempregados, estão com água e luz cortadas em casa, estão jogados no mundo sem ninguém que os proteja. lembram de Adão e Eva? por onde Deus caminha nesses momentos? com o que diabo será que ele se distrai enquanto a humanidade se destrói? “meu filho não é um bicho, não é um gado”, disse Vânia Rocha, a mãe do garoto que foi torturado e marcado na testa como Caim, mesmo sem ter cometido nenhum crime. o único crime que ele cometeu foi ser pobre. os pobres são vistos, sempre, como pessoas perigosas, criminosos em potencial. se não cometeu um crime ainda é porque está esperando uma oportunidade. lembremos que em situação semelhante foi encontrado o herdeiro dos Richthofen. Aliás, em situação muito mais suspeita. Andreas Richthofen invadiu uma casa, depois correu da polícia tentando escalar um muro, em seguida tentou entrar em um automóvel. embora estivesse sujo, com as roupas em frangalhos, drogado e completamente desorientado, ele foi contido como mandam as regras divinas; com calma, paciência e piedade. por que? porque diferentemente do rapaz do poste e o da marca de Caim, Andreas apresentava sinais exteriores de piedade. ele é branco e tem olhos claros. todos os que apoiaram a criminosa tortura deste garoto, em nenhum momento pediu para que Eike Batista, Cunha ou Sérgio Cabral fossem linchados por populares. é por isso que pilantras brancos e ricos como Temer, Aécio e afins, flanam por aí, sem o menor risco de serem atingidos por uma mísera bolinha de papel. os justiceiros são sempre seletivos. mesmo os justiceiros pobres, intoxicados pela mídia, midiotizados, escolhem sempre os pobres para torturar. prender os autores deste crime brutal não impedirá que esse mesmo crime volte a ocorrer amanhã mesmo. é preciso eliminar essa cultura de criminalização da pobreza e de ódio aos desfavorecidos. e não contem com Deus para isso. palavra da salvação. *Jornalista, publicitário e roteirista