DESEMPREGO NA ERA TEMER FECHA EM 13%

– Indicador divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira revela a catástrofe brasileira: depressão econômica produzida pelo golpe produziu 13,5 milhões de desempregados – – O desemprego ficou em 13,0% no trimestre encerrado em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. No período, o Brasil tinha 13,5 milhões de desempregados. Trata-se de um recuo de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2017. O indicador revela o estrago da depressão econômica produzida pelo golpe de 2016, que começou a ser preparado em 2015, com a política do “quanto pior melhor”, levada adiante por Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel Temer. No fim de 2014, último ano em que a presidente Dilma Rousseff conseguiu governar sem ser sabotada pelo Congresso, o Brasil alcançou a menor taxa de desemprego de sua história. Relembre aqui reportagem da própria Globo, sobre o desemprego de 4,8% obtido por Dilma. O estrago foi consequência da sabotagem promovida pelo Congresso, capitaneada por Aécio Neves e Eduardo Cunha, para promover o golpe, e da quebra de setores como os de construção, óleo e gás e indústria naval.
Globo se chateia porque a porra estancou

– Golpe esvazia a Lava Jato – como previu o Jucá – Ao noticiar a prisão do bandido do Ademar Bendine – a Cegonhóloga diz que a culpa é da Dilma… – a manchete do Globo Overseas revela dor profunda: “…mas (sic) PF terá (sic) que reduzir operações”, porque segundo o Ministro (sic) da Justiça (sic) em atividade provisória, o corte de despesas da União vai afetar a Lava Jato: – Poderá implicar em processos seletivos (sic) de ações (ou seja, só as que tiverem petistas e amigos de petistas como alvos – PHA) e não fazer todas as necessárias (que envolverem Golpistas e amigos de Golpistas canalhas – PHA)”. O Globo está chateado porque não prestou atenção ao histórico e edificante diálogo do Sérgio Machado com o ‘essa porra’ Jucá, em que se previa a cumplicidade (sic) do Supremo: Estancou a porra ou não estancou? Se não fosse o Ministro Fachin… PHA
Só queriam derrubar Dilma, não o fim da corrução

– O procurador Carlos Fernando Lima, um dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato, constatou que a motivação de muitas pessoas que apoiavam a operação era apenas derrubar a presidente Dilma Rousseff, e não o fim da corrupção. – “Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as suas investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo país”, escreveu ele, em seu Facebook. Em outra postagem, o procurador também criticou o deputado Fábio Ramalho, por defender, em entrevista ao Estado de S. Paulo, o fim da Lava Jato. Leia abaixo: A LAVA JATO REALMENTE NÃO CONCLUIU SUAS INVESTIGAÇÕES, mas ao contrário do que deseja o Estadão e o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), não vai ser agora que a operação investiga o PMDB e outros partidos que se beneficiaram do governo Dilma e hoje se beneficiam do governo Temer que a Lava Jato vai acabar. Realmente há muito trabalho por fazer, seja terminarmos investigações do passado, seja iniciarmos novas investigações para o futuro.Não cabe ao Ministério Público escolher o crime que investiga. A Justiça é cega justamente porque a lei é igual para todos. A pior impunidade seria deixarmos agora de investigar crimes de corrupção simplesmente porque o grupo no poder atende os interesses econômicos do empresariado, cuja voz no mídia é a do jornal O Estado de São Paulo. P.S. Novamente o editorialista usa de mexericos para dizer que Procuradores da República seriam responsáveis por vazamentos. Seria bem mais corajoso se fossem nominadas essas pessoas que teriam vazado, pois intriga, fofoca e maledicência não são o que se espera de um jornal sério.
Kalil manda Temer pra puta que pariu

‘ Em entrevista ao El País, prefeito de Belo Horizonte afirmou que está mais interessado no repasse de recursos para a capital que nas denúncias de corrupção envolvendo o Palácio do Planalto Bem ao estilo Kalil de ser, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PHS) se envolveu em mais uma polêmica. Desta vez, por um trecho de entrevista concedida ao jornal El País, há duas semanas. O teor veio a público na sexta-feira e causou alvoroço nas redes sociais. Tudo porque ele mandou o presidente Michel Temer (PMDB) à PQP, ao comentar sobre as investigações que podem levar à cassação do peemedebista. “Não me interessa o Temer. Estou preocupado com o Hospital do Barreiro. Não me interessa mesmo, e não é porque estou me esquivando. Quero que ele vá para a PQP. Eu quero é resolver o problema do pobre que eu prometi”, afirmou o prefeito. Desde que assumiu a PBH, em janeiro, Kalil já esteve reunido com Temer em duas ocasiões, quando discutiu a liberação de verbas para a capital, como a ampliação do Hospital do Barreiro e a reabertura do aeroporto da Pampulha para aviões de grande porte. Kalil afirmou ainda que se há uma corrupção generalizada no país, todos merecem ir para a cadeia. Fonte: Estado de Minas
A história está sendo implacável com os golpistas

– DILMA CONDENA O FANTASMA DO TECNICISMO PROMOVIDO PELO GOVERNO TEMER – Em palestra sobre gestão pública em João Pessoa, na Paraíba, dois dias depois de o governo Temer ter anunciado aumento de impostos dos combustíveis, a presidente legítima Dilma Rousseff criticou nesse sábado 22 o que chamou de “fantasma do tecnicismo”, “como se gestão pública fosse algo que não trata das grandes questões do País, como a desigualdade”; ela afirmou ainda que “a história está sendo implacável com os golpistas” e que “aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se o impeachment foi ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos”; “É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, reforçou – Dois dias depois de o governo de Michel Temer ter anunciado aumento de impostos sobre os combustíveis, a presidente legítima Dilma Rousseff criticou o que chamou de “fantasma do tecnicismo”. A declaração foi feita neste sábado 22 durante uma aula inaugural do Curso de Difusão de Conhecimento em Gestão Pública em João Pessoa, na Paraíba, promovido pela Fundação Perseu Abramo. “Como se gestão pública fosse algo que não trata das grandes questões do País, como a desigualdade”, lembrou Dilma. “Essa digital da redução da desigualdade está em todas as nossas políticas, dando especial valor ao crescimento com soberania nacional, reconhecendo a importância do Brasil, da internacionalização de cadeias produtivas, como é o caso do pré-sal e da indústria naval do País”, recordou, em referência aos governos do PT. “Falar em gestão é decidir para onde e para quem vão os recursos”, afirmou. Dilma disse também que “gestão é eminentemente um conceito que tem a ver com política e poder, e também com uma questão democrática”. “Uma questão de como é que você gere. Você gere só com um bando de especialistas ou você gere com participação popular?”, provocou, em mais uma crítica ao governo Temer. A presidente deposta destacou ainda “a relação de gestão com o golpe”. “Por meios democráticos normais, não é possível implantar uma gestão diferente daquela que está em curso, então utiliza-se uma crise para isso”, disse. “Aquilo que por meios normais não era possível conseguir, ou seja, não era possível conseguir por meio do voto, você aproveite a crise e tente utilizar o programa disponível para aplicar por meio de medidas autoritárias e arbitrárias de exceção”, descreveu. Dilma avaliou que “a história está sendo implacável com os golpistas”. “Aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se houve ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos. É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, concluiu.
Com o aumento da gasolina, você é o pato!

– O ilegítimo torrou R$ 15 bilhões em emendas parlamentares (comprou a Câmara) para não ser afastado por corrupção passiva. O aumento de R$ 0,40 por litro de gasolina com o aumento de impostos de Michel Temer pretende arrecadar R$ 10 bilhões. O superávit primário, do qual tanto fala a Globo, é para garantir o pagamento de R$ 700 bilhões em juros para os bancos. Por isso, para sobrar dinheiro para os banqueiros, é que se corta o orçamento das áreas sociais (mormente, saúde e educação).O pato, até agora, é você que paga a conta do golpe de Estado.Por sua vez, o Tinhoso disse que a população ‘compreende’ o aumento da gasolina para pagar os juros e a conta do golpe.“A população vai compreender, porque esse é um governo que não mente. Não dá dados falsos. É um governo verdadeiro. Então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende”, afirmou.
Temer aumenta imposto, enquanto compra deputados

– Falando nisso, onde andam os paneleiros? Continuam dormindo em berço esplêndido? – – A colunista Eliane Cantanhêde, do Estado de S. Paulo, criticou nesta sexta-feira, 21, o aumento de impostos determinado por Michel Temer para tentar reduzir o déficit das contas públicas. Segundo Eliane, Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, devem se preparar para a “rebordosa” a partir de agora. “A reação deve vir de três frentes: da oposição, da própria base aliada ao Planalto e da sociedade _ do chamado ‘cidadão comum’, e talvez principalmente, do setor produtivo, que não apenas sofre bastante com a crise como tem dado sustentação desde a primeira hora ao governo Temer. Tudo isso a treze dias da votação da denúncia de Janot contra Temer no plenário da Câmara”, diz a colunista. A jornalista aponta outro fator que deve complicar ainda mais a vida de Temer após a escalada da carga tributária. “Além do peso negativo da expressão ‘aumento de impostos’, que dispensa apresentação mesmo para a camada da população com menor escolaridade, há um outro prato cheio para as críticas à medida: enquanto aumenta os impostos da maioria, o governo abre os cofres para agradar os deputados que vão decidir, em dois de agosto, o destino de Temer”, afirmou. TEMER DIZ QUE BRASILEIRO IRÁ COMPREENDER PAULADA NOS COMBUSTÍVEIS – Embora tenha mais que dobrado as emendas parlamentares e empenhado cerca de R$ 15 bilhões para se salvar no Congresso das acusações que sofre de corrupção, Michel Temer aposta que a população brasileira irá compreender seu tarifaço nos combustíveis. “Este é um governo que não mente, que não dá dados falsos”, disse ele na Argentina, segundo relata a jornalista Sylvia Colombo. Temer disse ainda que seu governo “manter a responsabilidade fiscal, com a determinação de dizer claramente o que está acontecendo.” É mais uma mentira, uma vez que Temer, com a depressão econômica que produziu na economia, não tem conseguido nem sequer cumprir uma meta fiscal que já prevê um rombo de R$ 139 bilhões. Com o tarifaço, um litro de gasolina ficará R$ 0,41 mais caro e abastecer um tanque de 50 litros terá alta de 11,8%. Pesquisas recentes apontam que 80% dos brasileiros consideram Temer corrupto e quase 90% o rejeitam.
Marina já busca apoio para candidatura em 2018

– A ex-ministra admite que já está dialogando com possíveis parceiros sobre 2018 e que a sua Rede terá candidatura própria ao Planalto – Em entrevista à colunista Sonia Racy, no Estado de S.Paulo, a ex-ministra Marina Silva evitou frases diretas, mas admitiu que está dialogando com possíveis parceiros sobre 2018 e que a sua Rede terá candidatura própria ao Planalto Mesmo depois da condenação de Lula na semana passada – que saudou como uma prova de que “a lei vale para todos” –, Marina Silva hesita em assumir sua candidatura ao Planalto em 2018. Em longa conversa com a coluna, a ex-senadora avisou que precisa ouvir auxiliares diretos, na Rede, e mesmo outras pessoas fora dela, antes de bater o martelo sobre os desafios práticos a vencer para levar adiante a ideia. A discussão concreta sobre candidatura, segundo ela, “deve ser feita em 2018”. Mas admitiu: “A Rede tem uma expectativa, claro, de candidatura própria, e está dialogando a respeito com outros partidos”. Marina aproveitou ainda para minimizar o fiasco eleitoral da Rede, que elegeu apenas 6 entre os 5.500 municípios brasileiros. “A Rede é um partido que acaba de nascer, só temos dois anos e uma contribuição muito grande. Foi a Rede que entrou com o pedido de cassação do Delcídio, com pedido de cassação do Aécio Neves, com a ação no Supremo para que alguém sendo investigado não faça parte da linha sucessória. E entrou com o pedido de cassação do Cunha.”
LULA É O MAIS PERIGOSO DOS LÍDERES

O presidente Lula foi condenado como já se esperava, sem provas, a partir de acusações ridículas. Foi condenado por um juiz que só existe como figura pública porque se colocou a caçar o presidente. O juiz do Paraná lembra Michel Temer, é mais um dos sem brilho próprio que sobrevive tentando apagar o alheio. Após deixar de ser unanimidade, o que restará a esse cidadão é agradar alguns admiradores. Talvez Michel Temer, absolvido, Aécio, solto…, diz a filósofa Márcia Tiburi; “A estrela de Lula é maior. Não se apagará de modo algum da história do Brasil, nem do coração das classes humilhadas” Por Marcia Tiburi, na revista Cult Pesquisas apontam que Lula seria novamente presidente do Brasil, caso concorresse ao cargo máximo da nação em 2018. No cenário de um país colonizado e cada vez mais “neoliberalizado” como é nosso, a presença de um personagem como Lula passa de fator de conciliação entre classes a grande perigo para as elites que usurparam o poder. Lula continua sendo um fator político fundamental, talvez o mais fundamental no contexto de uma democracia cada vez mais destruída. Se estamos falando do desejo do eleitorado em relação a Lula, devemos começar por ter presente que esse desejo, na verdade, já não conta no Brasil desde o golpe de 2016. Sabemos que, se ainda houver eleição direta para presidente, hipótese plausível em um país que se tornou terra de ninguém, o desejo do povo manifesto nas urnas só será aceito entre aspas se ele coincidir com o desejo das elites, as mesmas que, servas do grande capital, transformam o Brasil inteiro em um mercado barato, vendendo-o em termos de commodities a preço de balaio. É nesse contexto que enfraquecem as tentativas de sustentar teoricamente a democracia, de manter a resistência contra a ditadura corporativa, midiática, judiciária cada vez mais claras. É claro que resistir é urgente, necessário e muitos morrerão por isso, mas é certo também que não podemos ser ingênuos diante dos jogos que estão sendo tramados nas costas da população, dos movimentos sociais, de todos os que se ocupam em promover qualquer sinal real de democracia no bizarrismo do momento. Dilma Rousseff, sabemos, estava na mira das armas neoliberais manejadas pelo colonialismo externo do grande capital e o colonialismo interno de políticos, banqueiros e outros donos do Brasil. Ela estava marcada desde o começo, pelos muitos motivos que se tornam cada vez mais evidentes. Do mesmo modo, não é novidade que ela, assim como Lula, apesar dos pesares e das críticas de quem sempre espera um governo mais à esquerda, ou seja, mais socialista, mais capaz de garantir direitos, conseguiu uma proeza incomum: sustentar uma relação com o neoliberalismo de rapina ao mesmo tempo em que tentava por algum freio à barbárie, defendendo direitos fundamentais e uma democracia, por assim dizer, sustentável. Hoje, em que pese a necessidade de repensar o paradigma sócio-político que nos rege, sabemos que essa democracia sustentável praticada por Lula e, na sequência, por Dilma, é só o que se pode esperar de um governo popular em um país colonizado. Talvez Dilma e Lula tenham feito o melhor jogo de cintura de que teremos notícia em nosso país que começa a viver, de 2016 em diante, os piores tempos de sua pós-história. Perdemos a ingenuidade diante dos acontecimentos. A democracia se torna a cada dia um assunto menor. Antes de seguir, gostaria de gastar um pouco do meu tempo e do meu espaço para pensar no lugar político mais fundamental da nação. Fato é que o cargo de Presidente da República Federativa do Brasil não é mais o mesmo depois do golpe. Esse lugar vale hoje em dia tanto quanto o voto da nação. Michel Temer conseguiu uma antiproeza fundamental na política brasileira do momento. De tudo o que ele ajuda a destruir hoje, o cargo de presidente da República é um dos que perdeu a dignidade conquistada com as eleições de Fernando Henrique Cardoso, de Luiz Inácio Lula da Silva, bem como de Dilma Rousseff, presidentes eleitos e legítimos. Não eram vices golpistas, nem oportunistas. Entrará Rodrigo Maia em seu lugar para confirmar a trilha do rebaixamento, deixando claro que não é de democracia, nem de dignidade que se trata, ou qualquer desses valores que contavam na época em que política era algo fundamental. Ao ocupar o cargo de maneira ilegítima, entre o patético e o ridículo de seu personagem, invotável e rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, Michel Temer segue se segurando na própria incompetência dos que querem derrubá-lo para não cair, e humilha o cargo que ocupa por meio de um golpe. Não é possível, nesse momento, não pensar na figura dos que nos representando, não nos representam. Não é possível não se perguntar como Michel Temer suporta ser quem se tornou, sem grau algum de reconhecimento, sem méritos, sem história, sem coragem, sem brilho, sem vergonha. Qualquer pessoa a quem a questão da dignidade ainda fizesse sentido, que ainda tivesse um mínimo de amor próprio, já teria renunciado, teria se matado ou morrido de tristeza estando em sua situação. Mas aqueles que perderam a subjetividade, aquilo que os antigos, chamavam de alma, esses não sentem nada. E talvez seja esse o caso do homem que, sentado no trono da ilegitimidade e da rejeição popular, estarrece a todos. Anti-Temer Mas por que gastar tempo falando de Michel Temer enquanto os Direitos trabalhistas vazam pelo ralo, enquanto vários outros direitos se perdem no meio da desregulamentação da economia, da privatização e dos demais aspectos que fazem parte de um programa neoliberal? Por que Michel Temer é apenas mais um. E porque é sob o seu nome, num país que precisaria de líderes democráticos, de um projeto de país, que se produz a ignominia do desmantelamento do Estado, da sociedade e assistimos a destruição do país. O protótipo do político brasileiro, aquele que chegou onde chegou por tramas obscuras, por jogos sinuosos de poder, no caminho da ilegitimidade é o que está em jogo. Podemos citar
Lula: eles estavam condenados a me condenar

– A única prova que existe nesse processo, de não sei quantas mil páginas, é a prova da minha inocência. Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo – – Em entrevista coletiva concedida da sede do PT em São Paulo na manhã desta quinta-feira 13, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sua condenação a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro. No início de sua fala, o ex-presidente afirmou que Moro tem para com ele um otimismo que nem ele tem. “Ele está permitindo que eu possa ser candidato em 2036”, declarou. “O que aconteceu ontem eu já previa desde o dia 18 de outubro de 2016”, acrescentou, citando um artigo dele publicado na Folha nesta data (leia abaixo a íntegra). “Eles já estavam com o processo pronto, com a concepção da condenação pronta”, afirmou Lula. “Eu sinto que há uma tentativa de me tirar do jogo político”, disse ainda, acrescentando que é um homem que acredita nas instituições do País. “A única prova que existe nesse processo, de não sei quantas mil páginas, é a prova da minha inocência. Eu queria fazer um apelo à imprensa, que se alguém tiver uma prova contra mim, por favor, mostre”, discursou. “O que me deixa indignado é que você está sendo vitima de um grupo de pessoas que mentiu pela primeira vez e agora continuando mentindo para manter a primeira mentira”, prosseguiu. O ex-presidente destacou que o delator Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, mudou sua versão em depoimento aos procuradores da Lava Jato, passando a acusar o petista para conseguir benefícios, como a diminuição de sua pena. “Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo. E agora quero dizer ao meu partido, que até agora eu não tinha reivindicado, mas a partir de agora eu vou me reivindicar como postulante à candidatura”, anunciou. Depois de fazer duras críticas ao atual governo, que têm voltado atrás em diversos avanços dos governos petistas, Lula apelou: “se vocês, da Casa Grande, não sabem fazer, deixem alguém da Senzala para cuidar do povo brasileiro”. Com bom humor, ele destacou ainda que vem “tomando vitamina todo dia de manhã”, para se fortalecer para as eleições de 2018. “Me esperem. Quem tem direito de decretar meu fim é só o povo brasileiro”, disse. Lula concluiu dizendo que “o ódio está disseminado nesse País”, citando a Rede Globo e o Jornal Nacional. Confira abaixo o artigo citado por Lula: Por que querem me condenar 18/10/2016 Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte. Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos. Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar. Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social. Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos. Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos. Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito. Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”. Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo. Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona