Micheladrão usa perícia para continuar respirando

  Em pronunciamento nesta tarde, Temer disse que pedirá a suspensão do inquérito, em razão de supostas edições no áudio da gravação feita por Joesley Batista. Imediatamente, empresário Joesley Batista deu o troco e disse que tem cópia da gravação e promete divulgar.  – Não deu outra: Michel Temer, pego cometendo vários crimes em flagrante, decidiu usar uma perícia contratada pela Folha de S. Paulo, de Otávio Frias Filho, para resistir no cargo. Na gravação, Temer assentiu com a compra do silêncio de Eduardo Cunha, num ato de obstrução judicial, vazou a taxa Selic do Banco Central e nomeou Rodrigo Rocha Loures para cuidar dos interesses da JBS – dias depois, Loures foi flagrado recebendo a primeira parcela de R$ 500 mil de uma propina que chegaria a R$ 480 milhões. O Brasil tem uma atrocidade moral na presidência da República, que tentará graças a uma perícia encomendada por Otávio Frias Filho. Mais de 92% dos brasileiros veem o Brasil no rumo errado e, neste domingo, 1 milhão de brasileiros devem sair às ruas por diretas-já. Temer, no entanto, disse continuará na presidência. Segundo ele, Joesley cometeu o “crime perfeito” e foi usufruir a boa vida nos Estados Unidos, depois de especular contra a moeda nacional. Nas delações, executivos da JBS revelaram pagamentos realizados de forma ilegal de R$ 15 milhões a Temer. Também afirmaram que o primeiro pagamento a Rocha Loures seria a primeira parcela de repasses semanais, que totalizariam inacreditáveis R$ 480 milhões. Mesmo prometendo ficar, Temer perdeu o apoio da Globo e de partidos da base aliada, como o PSB. Hoje, seu principal pilar de sustentação se chama Otávio Frias Filho. JOESLEY TEM CÓPIA DA GRAVAÇÃO E VAI DIVULGAR NOTA PARA DESMENTIR TEMER   – A versão de Michel Temer para resistir na presidência da República, usurpada da presidente Dilma Rousseff por meio de um golpe parlamentar, pode desmoronar ainda neste sábado. O empresário Joesley Batista tem cópia da gravação e promete divulgar nota ainda neste sábado. O navio golpista tem novos furos a cada instante – neste sábado, o PSB anunciou que deixa a base aliada e adere à tese das diretas-já. Praticamente todas as seccionais da OAB defendem o afastamento de Temer, que se mantém apenas com apoio do PSDB, mas pesquisas indicam que mais de 92% dos brasileiros exigem seu imediato afastamento. Abaixo, nota de Andreza Matais, sobre a posição de Joesley: O empresário Joesley Batista tem cópia da íntegra da gravação que fez da conversa que teve com o presidente Michel Temer. Ele vai divulgar uma nota após o pronunciamento de Temer que está previsto para este domingo. Conforme antecipou a Coluna, Temer irá questionar a gravação que teria interferências, segundo perícias realizadas pela defesa de Temer. O presidente vai questionar se houve edição nas conversas que Joesley entregou para a Procuradoria-Geral da República como prova de sua delação premiada.

CUNHA COMPROU ELEIÇÃO NA CÂMARA

 – As revelações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprovam que Eduardo Cunha (PMDB), que recebia dinheiro para ficar calado na prisão, utilizou dinheiro de propina para comprar deputados na sua eleição para presidente da Câmara em 2015.  Segundo Joesley, Cunha “saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora”. O novo delator da Lava Jato afirmou ao Ministério Público que os R$ 30 milhões foram repassados ao ex-presidente da Câmara da seguinte forma: R$ 5,6 milhões em doação oficial, R$ 12 milhões em dinheiro vivo e R$ 10,9 milhões por meio de pagamentos com notas frias. “R$ 30 milhões. Foi trinta. Nós demos trinta. Pago R$ 10 milhões com nota fria de fornecedores diversos que ele [Cunha] apresentava”, explicou o delator. “Pelo que eu entendi, ele [Cunha] saiu comprando deputado, saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora. Para isso que servia os R$ 30 milhões”, complementou. Graças ao dinheiro de propina, Eduardo Cunha venceu a eleição interna da Câmara no primeiro turno, derrotando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que tinha o apoio dos articuladores políticos do governo Dilma Rousseff. Na ocasião, Cunha obteve 267 dos 513 votos da Casa, e Chinaglia, 136. Assista o vídeo aqui

GLOBO JÁ PREPARA A FASE 2 DO GOLPE

 – Em editorial nesta sexta-feira, 19, o jornal O Globo diz que “Temer não poderia ouvir o que ouviu sem reagir” e prega sua saída com a escolha do seu sucessor em eleição indireta   – Está decidido. A Globo, principal patrocinadora do golpe parlamentar que retirou Dilma Rousseff e colocou Michel Temer na presidência da República, não tem mais dúvidas de que seu projeto com Temer fracassou. Em editorial nesta sexta-feira, 19, o jornal O Globo disse que está claro que pesaram muito os usos e costumes de um tipo de prática política inaceitável, também vista no PMDB do presidente. “Temer não poderia ouvir o que ouviu sem reagir”, diz o jornal. “Haja o que houver, não há outra alternativa. Emendas para antecipar eleições e similares só fazem ampliar o grau de incertezas, já bastante elevado”. Leia o editorial do Globo: Não há saída da crise fora da Constituição Noticiada a partir do início da noite de quarta-feira pelo GLOBO, a delação de um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista, inclui conversa com o presidente Michel Temer em que o empresário o informa de que paga uma mesada a Cunha e ao operador financeiro deste, Lúcio Funaro, em troca de seu silêncio. E teria sido encorajado pelo presidente: “Tem que manter isso, viu?” Temer rejeita esta interpretação. Caso tudo seja confirmado, ficará claro que pesaram muito os usos e costumes de um tipo de prática política inaceitável, também vista no PMDB do presidente. Temer não poderia ouvir o que ouviu sem reagir. O Planalto passou o dia de ontem em busca da gravação — à noite conseguiu autorização do Supremo —, para decidir sobre algum pronunciamento de Temer. Mesmo antes de conseguir acesso ao material, o presidente, em pronunciamento de pouco menos de cinco minutos, tachou a gravação de “clandestina” — o que não lhe tira validade jurídica — e garantiu que não renuncia. Falou por duas vezes, enfático. O conluio do presidente com a venda de favores também fica exposto, segundo a delação, pela indicação a Joesley que procure pessoa de sua confiança, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), para tratar de assunto de interesse do grupo de frigoríficos junto ao Cade, órgão que trata da defesa da livre concorrência. Os acertos com Loures também são bombásticos. Em troca da ajuda de Loures para que o Cade resolva a favor do JBS uma disputa com a Petrobras sobre o preço do gás fornecido a uma termelétrica do grupo, o deputado receberia R$ 500 mil mensais, por 20 anos, tempo da vigência do contrato da termelétrica com a estatal para receber o combustível. Só embolsou a primeira mesada. Tão grave quanto tudo é a menção feita pelo amigo de Loures de que aquela proposta de propina seria informada a alguém acima dele. Claro, falta provar. A delação de Joesley rivaliza em gravidade com a feita pela cúpula da Odebrecht —, pelo que se conhece até agora. Se dos testemunhos de Emílio, Marcelo Odebrecht e executivos o ex-presidente Lula emerge como o “chefe” do esquema de corrupção que funcionou em seus governos e na gestão de Dilma, agora é Michel Temer, o próprio presidente da República, que surge como protagonista. Assim como no caso da Odebrecht, a delação de um dos donos do JBS é multipartidária. E, neste aspecto, é tão ou mais impactante. Além de resvalar no petista Guido Mantega — já personagem importante em delações da empreiteira —, relatos de Joesley, também sustentados em pelo menos uma gravação e ilustrados por fotos feitas pela PF, começaram logo na noite de quarta a destruir a carreira política do tucano Aécio Neves, destinatário de R$ 2 milhões pedidos pelo senador mineiro ao empresário, alegadamente para pagar advogado na defesa contra denúncias que já existem na Lava-Jato contra ele. Aécio nega e vincula os milhões a um negócio imobiliário. Negociado com frieza junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o relator da Lava-Jato no Supremo, Edson Fachin, o testemunho de Joesley foi planejado para que a Polícia Federal, com o uso de tecnologia, rastreasse o dinheiro entregue em malas com chips, e ainda por cima levando cédulas com numerações sequenciadas. Além dos encontros serem fotografados/filmados, o monitoramento das rotas do dinheiro permitiu saber, por exemplo, que o dinheiro entregue a Aécio tomou outro rumo: em vez de alguma conta de advogado, destinou-se a Mendherson Souza Lima, secretário do senador Zeze Perella (PMDB-MG), ligado a Aécio. Ontem, Aécio pediu licenciamento ao Senado. Enquanto isso, sua irmã, Andrea Neves, cúmplice do senador nos acertos com Joesley, começava a tentar se ambientar ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Outro parente preso foi Frederico Pacheco de Medeiros, o primo escalado por Aécio para receber o dinheiro. As instituições republicanas brasileiras, reedificadas pela Constituição de 1988, vêm sendo testadas de maneira dura desde 1992, quando foi pedido o impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direto, depois dos 21 anos de ditadura militar. Pouco antes de o impedimento ser formalmente aprovado pelo Congresso, Collor renunciou. Assumiu o vice, Itamar Franco, como estabelece a Carta. A vida seguiu, o Plano Real estabilizou a economia, ainda com Itamar, e, sob o governo tucano de Fernando Henrique — o ministro da Fazenda que chancelou o Plano —, houve grandes avanços institucionais. Ficou provado, na prática, que se devem mesmo evitar atalhos casuísticos para driblar a Constituição, em busca de fórmulas salvacionistas. Veio a eleição pelo povo de um líder de esquerda, o ex-metalúrgico Lula, e, logo no seu primeiro mandato, eclodiu o escândalo do mensalão, a ponta do fio que levaria ao petrolão e ao grande esquema lulopetista de drenagem de dinheiro público para um projeto de poder de tinturas bolivarianas e o enriquecimento pessoal de comissários e líderes petistas. Além da compra, literalmente falando, de uma base parlamentar. No mensalão aplicaram-se os dispositivos constitucionais e leis correlatas, como deve ser. Pela primeira vez a Justiça, via Supremo, punia políticos poderosos, em mais um reforço na consolidação das instituições. Foi na esteira desse processo

Fachin aceita denúncia e PGR investigará Temer

 – CAIU A CASA GOLPISTA: Portal BuzzFeed Brasil noticia que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aceitou pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de abertura de inquérito contra Michel Temer por obstrução à Justiça; peemedebista passa a ser formalmente investigado após a denúncia do empresário Joesley Batista de que ele apoiou a compra do silêncio de Eduardo Cunha na prisão  – O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, aceitou o pedido da Procuradoria Geral da República e abriu investigação contra Michel Temer por obstrução à Justiça. A primeira informação foi dada pelo site Buzzfeed Brasil. O inquérito foi aberto após a delação bombástica do empresário Joesley Batista, da JBS, que afirmou a Fachin ter gravado uma conversa em que Temer apoia a compra do silêncio de Eduardo Cunha na prisão. “Tem que manter isso, viu?”, disse Temer, segundo Joesley. A obstrução à Justiça não foi o único crime cometido por Temer, que também passou informação privilegiada a Joesley, sobre o corte da taxa básica de juros (Selic) que ainda seria feito pelo Copom, do Banco Central. O nome de Temer já estava envolvido na Lava Jato, como quem recebeu US$ 40 milhões em propina da Odebrecht para financiar campanhas do PMDB, mas ele não era investigado no STF. Na avaliação de Janot, Temer não poderia ser alvo de investigação por atos cometidos anteriormente ao mandato. “No caso em questão, apesar de suspeito de obstrução à Justiça, a PGR não pode pedir a prisão de Temer. Como presidente ele só pode ser recolhido ao cárcere após ser condenando”, lembra o BuzzFeed. “No entanto, caso ele seja denunciado e o STF aceite a denúncia, transformando-o em réu, ele fica suspenso do mandato presidencial”, diz o site.

Fachin leva ao plenário do STF prisão de Aécio

 – O ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado do mandato nesta madrugada, pode ser preso ainda hoje O procurador-geral Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. O ministro decidiu afastar Aécio do mandato e levará o pedido de prisão ao plenário da corte, numa sessão que ocorrer ainda nesta quinta-feira. Aécio liderou o golpe parlamentar que destruiu a economia brasileira, arrasou a imagem internacional do Brasil e deixou milhões de desempregados. Na ação controlada da Polícia Federal, ele foi flagrado pedindo propina de R$ 2 milhões em propina à JBS, prometendo, em troca, uma diretoria da Vale O dinheiro foi entregue à família Perrela, dona do Helicoca, um helicóptero apreendido com 500 quilos de cocaína, caso que agora poderá ser esclarecido.

O fim do melancólico de um jagunço

 – O Brasil escapou de ser governado por um jagunço em 2014 – O mesmo jagunço que arquitetou um golpe, se aliou a uma corja e que agora conta os dias para ir para a cadeia. A cena descrita na gravação de meia hora, feita no dia 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo, quando Aécio Neves pediu 2 milhões de reais ao dono da JBS, é a seguinte, segundo o Globo: O empresário quis saber, então, quem seria o responsável por pegar as malas. Deu-se, então, o seguinte diálogo, chocante pela desfaçatez com que Aécio trata o tema: — Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança — propôs Joesley. — Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho — respondeu Aécio. Frederico Pacheco de Medeiros, o Fred, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014, na área de “logística”. Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Isso em março. Aécio Neves já estava enrolado até o pescoço em delações. E mesmo assim, mesmo assim, ele delinquiu — com a cumplicidade da eterna primeira irmã Andrea Neves. Por quê? Porque é assim que ele opera, sempre operou e sempre vai operar. É de sua natureza. É esse o homem que não aceitou o resultado das urnas, atirou o Brasil no caos e foi engolido por ele. É esse o homem que insuflou os fascistas de uma extrema direita indigente, cujos dejetos ainda vão nos assombrar por muito tempo. É esse o homem que, blindado por uma mídia tão corrupta quanto ele, chegou tão longe. A mesma mídia que, agora, o entrega aos cães porque a fila anda. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em sua casa no Rio e no Senado. O comparsa Zezé Perrella, do Helicoca, também foi alvo da operação. O STF autorizou a prisão de Andrea. Ela estava fora do Brasil e a Interpol foi acionada. Um jagunço. Que tenha o fim reservado aos jagunços. Antes que fuja. Por Kiko Nogueira

Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação

 Segundo matéria do jornal O Globo, Aécio Neves faz uma exigência sobre a pessoa recebedora da propina. O dinheiro seria usado para pagar a defesa do senador mineiro justamente nos processos da Lava Jato nos quais ele é implicado.  – Gravações feitas por Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS Friboi, revelam que Michel Temer deu aval para o pagamento de propina para Eduardo Cunha – uma forma de comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Os empresários também gravaram o senador Aécio Neves – o parlamentar tucano pediu R$ 2 milhões em propina. No entanto, o aspecto mais assustador das gravações é uma fala de Aécio. Segundo matéria do jornal O Globo, Aécio faz uma exigência sobre a pessoa recebedora da propina: “Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação”. O dinheiro seria usado para pagar a defesa do senador mineiro justamente nos processos da Lava Jato nos quais ele é implicado. Aécio diz: “Vai ser o Fred, com um cara seu [Joesley]. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”. O Fred a quem Aécio se refere é Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Neves e ex-diretor da Cemig – Medeiros foi um dos coordenadores da campanha do tucano a presidente em 2014. Aécio foge do plenário ao saber que foi gravado pedindo propina“Aécio Neves estava no plenário do Senado quando soube que foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS. Olhou o celular, ficou lívido e deixou o prédio, apressado”, informa o jornalista Lauro Jardim; Aécio entra para a história como o derrotado que, ao não aceitar o resultado das urnas, jogou o Brasil na maior crise de sua história e que morre, como corrupto, nos últimos capítulos Propina de Aécio foi paga a Perrella, dono do helicoca O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pedindo R$ 2 milhões. Segundo denúncia feita pela Globo na noite desa quarta-feira 17, o dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, em cena filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o dinheiro e descobriu que ele foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). A família de Perrella é dona do helicóptero com cocaína encontrado com 445 kg de cocaína no Espírito Santo, e que ganhou o apelido de helicoca. O jornal O Globo informa que em duas oportunidades em março desse ano, Joesley conversou com Michel Temer e com o senador tucano levando um gravador escondido. Os irmãos Joesley e Wesley Batista foram hoje ao STF fazer as denúncias ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Partido de Marina protocola impeachment de Temer

 O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou na noite desta quarta-feira, o primeiro pedido de impeachment contra o presidente    – Após uma delação bomba contra Michel Temer, o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou na noite desta quarta-feira 17 o primeiro pedido de impeachment contra o presidente. Temer foi flagrado em uma ligação incentivando o empresário Joesley Batista, da JBS, a pagar uma mesada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele ficasse em silêncio na prisão. A gravação já foi entregue por Joesley ao STF. “Agora a bola está com Rodrigo Maia”, disse Molon, em referência ao presidente da Câmara, que é encarregado de aceitar ou rejeitar o pedido e criar uma comissão para discutir o documento. “Não há outra saída que não a cassação”, defendeu Molon, que também pede eleições diretas: “Não há a menor condição de este Congresso escolher o próximo presidente da República, essa decisão tem que ser do povo”.

JBS delata Temer, Aécio e compra o silêncio de Cunha

Gravações mostra Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso; E Aécio Neves (PSDB-MG) pedindo R$ 2 milhões a Joesley, onde o dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal, segundo denúncia feita pela Globo, é a maior prova de corrupção deste País. E nenhum coxinha bateu panela.  247 – Donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista fizeram nesta quarta-feira 17 uma denúncia explosiva ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, noticiou a Rede Globo. Os empresários disseram ter gravações de Michel Temer dando aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara e deputado cassado, hoje condenado e preso. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, em cena filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o dinheiro e descobriu que ele foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). Segundo reportagem do Globo, “os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril”. Em duas oportunidades em março, Joesley conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido. A delação dos irmãos Joesley tem ainda um histórico de propinas pagas a políticos nos últimos dez anos.

Marina Silva é a favor das reformas de Temer

 MARINA DIZ QUE VOTARIA A FAVOR DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA SE FOSSE PARLAMENTAR E CAUSA MAL-ESTAR NA REDE Até hoje sem se posicionar sobre as reformas do governo Temer, a ex-senadora Marina Silva, candidata à presidência em 2010 e 2014, afirmou nessa segunda-feira 15 que, se fosse parlamentar, votaria a favor das propostas de reforma da Previdência e trabalhista Ela acrescentou que trabalharia para corrigir algumas “arbitrariedades” existentes nos textos, em entrevista ao Broadcast Político. Ela concorda, por exemplo, com as idades mínimas de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres e é contra o tempo mínimo de contribuição de 25 anos para se aposentar. Na entrevista, Marina afirmou também que PT, PMDB e PSDB estão juntos em um movimento para “arrefecer” a Operação Lava Jato. Leia aqui a íntegra.  – As declarações feitas pela ex-senadora Marina Silva (Rede), levaram a uma insatisfação entre os membros da legenda. Enquanto Marina se declarava a favor das mudanças rejeitadas por mais de 90% dos brasileiros, a Rede se mobilizava para que a base do partido no Congresso vote de forma contrária ao desejo do governo.