É DO BRASIL! Fernanda Torres ganha Globo de Ouro de melhor atriz

Brasileira venceu na categoria Melhor Atriz em Filme de Drama e quebrou um jejum de 26 anos na premiação Fernanda Torres fez história na 82ª edição do Globo de Ouro, realizada nesse domingo (5/1), no The Beverly Hilton Hotel, em Beverly Hills, na Califórnia. A brasileira venceu a categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama, superando nomes de peso como Nicole Kidman (“Babygril”), Angelina Jolie (“Maria Callas”), Kate Winslet (“Lee”), Pamela Anderson (“The last showgirl”) e Tilda Swinton (“O quarto ao lado”). Há 26 anos, o Brasil não ganhava o Globo de Ouro. A última vez foi em 1999, quando “Central do Brasil”, também de Walter Salles, levou o prêmio na categoria então chamada de Melhor Filme Internacional. À época, Fernanda Montenegro, mãe de Torres, também foi indicada como melhor atriz em filme de drama, mas acabou perdendo para Cate Blanchett. “Quero dedicar esse premio à minha mãe. Vocês não têm ideia. Ela estava aqui há 25 (26) anos, e é uma prova que a arte pode sobreviver na vida até em momentos difíceis, pelos quais sobreviveu a Eunice Paiva (personagem vivida por Torres)”, declarou. Torres já havia dito que sua chance de ganhar o Globo de Ouro era “quase nula”. Ao longo dos últimos anos, ela e toda a equipe de “Ainda estou aqui” fizeram um périplo por Estados Unidos e Europa para divulgar o filme. “Estou fazendo zigue-zague no Atlântico, um negócio de maluco mesmo”, disse a atriz ao Estado de Minas, no início de novembro. “É como uma campanha política. Você tem que fazer o filme ser visto nos Estados Unidos, na Europa, no Brasil, se possível na Ásia… Uma loucura! Estou vivenciando na pele a glória e seu cortejo de horrores”, comparou a atriz na mesma entrevista. A premiação da atriz foi a única para o Brasil. “Ainda estou aqui” perdeu para o francês “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, em Melhor Filme em Língua Estrangeira. ‘Fritada’ A cerimônia do Globo de Ouro começou com o stand-up de abertura de Nikki Glaser. Ela disse que, embora seja conhecida pelas “fritadas” que costuma fazer com as celebridades em seus shows, não aproveitaria o evento para zombar de ninguém. Contudo, Glaser ironizou a posição neutra de diversos astros de Hollywood em relação à última eleição norte-americana, que deu vitória a Donald Trump, em novembro passado. “Vocês são poderosos, podem fazer qualquer coisa, menos dizer em quem votar”, ironizou a comediante. “Talvez da próxima vez vocês façam isso. Se tiver uma próxima vez”, acrescentou. Glaser também fez piada com a sequência de “Coringa”. Ao comentar sobre o musical “Wicked”, a comediante disse que o principal problema foram os fãs que cantavam as músicas no cinema. “Já em ‘Coringa’, o problema foram as músicas e as imagens que passavam na tela”, brincou. Zoe Saldaña foi a primeira vencedora anunciada na noite. Ela ganhou na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por “Emilia Pérez”. Na sequência, foram anunciados Jean Smart (Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical por “Hacks”), Kieran Culkin (Melhor Ator Coadjuvante pelo filme “A real pain”); e Hiroyuki Sanada (Melhor Ator em Série de Drama por “Xógum: A Gloriosa saga do Japão). Jessica Gunning, da série “Bebê Rena”, ganhou Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, Musical ou Drama; e o japonês Tadanobu Asano, de “Xógum: A Gloriosa saga do Japão”, ganhou na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia, Musical ou Drama. A série que é sensação da Disney+, aliás, se consagrou nesta 82ª edição do Globo de Ouro, vencendo em mais duas categorias (Melhor Série de Drama e Melhor Atriz em Série de Drama, para Anna Sawai). Já “Hacks” venceu Melhor Série de Comédia ou Musical. Demi Moore, que em quase 30 anos nunca tinha sido indicada ao Globo de Ouro, levou o prêmio na categoria de Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical pelo longa “A substância”. Em seu discurso de agradecimento, a atriz lembrou da dificuldade que teve ao longo da vida em acreditar em si mesma e enfatizou que a perfeição que muitas estrelas procuram não existe. “Wicked” foi o campeão de bilheteria. Brady Corbet, diretor de “O brutalista”, levou o prêmio de direção. o roteirista de “Conclave”, Peter Straughan levou Melhor Roteiro e Melhor Filme de Drama ficou com “O Brutalista”. Veja abaixo os vencedores: Cinema Melhor Filme de Drama “O Brutalista” “Um Completo Desconhecido” “Conclave” “Duna: Parte Dois” “Nickel Boys” “Setembro 5” Melhor Atriz em Filme de Drama Pamela Anderson – “The Last Showgirl” Angelina Jolie – “Maria” Nicole Kidman -“Babygirl” Tilda Swinton – “O Quarto ao Lado” Fernanda Torres – “Ainda Estou Aqui” Kate Winslet – “Lee” Melhor Ator em Filme de Drama Adrien Brody – “O Brutalista” Timothée Chalamet – “Um Completo Desconhecido” Daniel Craig – “Queer” Colman Domingo – “Sing Sing” Ralph Fiennes – “Conclave” Sebastian Stan – “O aprendiz” Melhor Filme de Comédia ou Musical “Anora” “Rivais” “Emilia Pérez” “A Real Pain” “A Substância” “Wicked” Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical Amy Adams – “Nightbitch” Cynthia Erivo – “Wicked” Karla Sofía Gascón – “Emilia Pérez” Mikey Madison – “Anora” Demi Moore – “A Substância” Zendaya – “Rivais” Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical Jesse Eisenberg – “A Real Pain” Hugh Grant – “Herege” Gabriel LaBelle – “Saturday Night” Jesse Plemons – “Tipos de Gentileza” Glen Powell – “Assassino por Acaso” Sebastian Stan – “A Different Man” Melhor Atriz Coadjuvante Selena Gomez – “Emilia Pérez” Ariana Grande – “Wicked” Felicity Jones – “O Brutalista” Margaret Qualley – “A Substância” Isabella Rossellini – “Conclave” Zoe Saldaña – “Emilia Pérez” Melhor Ator Coadjuvante Yura Borisov – “Anora” Kieran Culkin – “A Real Pain” Edward Norton – “Um Completo Desconhecido” Guy Pearce – “O Brutalista” Jeremy Strong – “O Aprendiz” Denzel Washington – “Gladiador II” Melhor Direção Jacques Audiard – “Emilia Pérez” Sean Baker – “Anora” Edward Berger – “Conclave” Brady Corbet – “O Brutalista” Coralie Fargeat – “A Substância” Payal Kapadia – “All We Imagine as Light” Melhor Roteiro “Emilia Pérez” –

Brasil volta a ser país de classe média após mais de uma década

O Brasil retomou a posição de país de classe média em 2024, após quase uma década. Um estudo da Tendências Consultoria revelou que 50,1% dos domicílios brasileiros agora pertencem às classes C ou superiores, com renda domiciliar acima de R$ 3,4 mil por mês. Este é o primeiro aumento significativo desde 2015, quando a proporção de famílias em classe média chegou a 51%. Com informações do Globo. A recuperação do mercado de trabalho foi o principal fator para esse avanço, afirma a economista Camila Saito, da Tendências. “Desde 2023, observamos uma importante migração de famílias das classes D e E para a classe C, impulsionada pela retomada econômica pós-pandemia e pela valorização do salário mínimo”. Formação de novos empregos Em 2024, a renda das famílias da classe C teve um crescimento expressivo de 9,5%, enquanto a classe B, com rendimentos entre R$ 8,1 mil e R$ 25 mil, registrou aumento de 8,7%. A recuperação econômica foi acompanhada pela criação de 3,6 milhões de vagas formais de emprego entre 2023 e 2024, fortalecendo o acesso ao mercado de trabalho. Segundo Marcelo Neri, diretor da FGV Social, o Brasil viveu em 2024 um período marcado pela queda da desigualdade. “A renda média domiciliar per capita subiu 6,98%, mas entre os 50% mais pobres, o aumento foi de 10,2%”. Ele destaca que a combinação de crescimento do PIB e ganhos salariais foi essencial para o avanço social. Apesar do progresso, desafios permanecem. Saito alerta que as famílias das classes D e E ainda enfrentam dificuldades devido às baixas remunerações e altas taxas de informalidade. Já Paulo Tafner, do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social, aponta que a baixa qualidade da educação limita a mobilidade social de forma estrutural. Vale lembrar que a marca anterior, obtida sob o governo Dilma, começou a decair a partir de 2015, ano no qual foi preparado o terreno para o golpe que viria a destituir a presidenta do cargo para que Michel Temer e sua “Ponte para o Futuro” pudesse ser adotada e culminou na eleição de Jair Bolsonaro.

Dino suspende repasses a ONGs sem transparência e exige auditoria

Confira a lista de organizações que tiveram os pagamentos suspensos O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata de repasses de verbas públicas por meio de emendas parlamentares a organizações não-governamentais (ONGs) que, segundo um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), não deram a transparência adequada no recebimento desses recursos. Segundo o relatório de uma auditoria da CGU, metade das 26 entidades não deu informações de transparência adequada ou não divulgou informações. “Em face dos resultados apresentados, determino: I) a suspensão imediata dos repasses às entidades que não fornecem transparência adequada ou não divulgam as informações requeridas, nos termos do Relatório da CGU, com a inscrição das referidas entidades no Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas (CEPIM) e no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) pelos órgãos competentes do Poder Executivo”, decidiu o magistrado. Dino mandou a Advocacia-Geral da União informar os ministérios sobre o impedimento de novos repasses e que se cumpra a determinação em um prazo de cinco dias. O ministro do STF deu prazo de 60 dias para que a CGU faça auditoria específica nas 13 entidades que não forneceram dados transparentes sobre os repasses. Também deu 10 dias para que essas ONGs apresentem dados completos e transparentes das emendas nos seus endereços eletrônicos. A decisão, tomada por Dino durante o recesso do Judiciário, é mais um capítulo em que o magistrado questiona o uso de emendas parlamentares e a falta de transparência no repasse desses recursos. Na virada do ano, o ministro do STF decidiu bloquear o empenho — compromisso de pagamento — de emendas de comissão tanto da Câmara quanto do Senado após justificar que ritos não teriam sido cumpridos. Continue lendo após a publicidade Confira a lista de ONGs que tiveram os pagamentos suspensos: Ibras (Instituto Brasileiro de Cidadania e Ação Social); Instituto Besouro de Fomento Social e Pesquisa; União Brasileira de Educação e Assistência; Coppetec (Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos); Funape (Fundação de Apoio e Pesquisa); Fundação Faculdade de Medicina; Fade-UFPE (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco); Fundape (Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária do Acre); Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos; Instituto Praxis de Educação, Cultura e Ação Social; Instituto de Câncer de Londrina; Fundação de Apoio e Pesquisa; Fapur (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro); Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisa e Estudos Tecnológicos; FEC (Fundação Euclides da Cunha) da UFF (Universidade Federal Fluminense). (Com informações da Reuters)

Tudo sempre pode piorar: Gusttavo Lima anuncia candidatura presidencial

Faltando cerca de um ano e meio para o pleito, o artista ainda não está filiado a um partido O cantor Gusttavo Lima anunciou que pretende se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2026, informou o portal Metrópoles. Faltando cerca de um ano e meio para o pleito, o artista ainda não está filiado a um partido, mas afirmou que iniciará conversas com grupos políticos. Segundo Lima, a candidatura representa “um gesto para o país, no sentido de colocar o meu conhecimento em benefício de um projeto para unir a população”. “Conheço muita gente e, embora eu nunca tenha ocupado nenhum posto político, eu sou um empreendedor. Montei muitas empresas e sei como fazer para a roda girar. A gente tem que desburocratizar para o país funcionar melhor”, disse. “Eu acho que posso ajudar, talvez mude de ideia até 2026, mas hoje a minha disposição está muito inclinada para me tornar um candidato à Presidência da República em 2026”. Gusttavo Lima, que já demonstrou apoio a Jair Bolsonaro (PL), foi investigado recentemente por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas on-line. No entanto, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou o arquivamento das apurações devido à falta de provas que justificassem uma ação penal contra os investigados Leia também: Do “tororó” de Anitta ao choro de Gustavo Lima: entenda a “CPI do Sertanejo” Gusttavo Lima é indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa Apostas online – Gusttavo Lima tem prisão decretada pela Justiça CASO DAS BETS – Gusttavo Lima tem R$ 20 milhões bloqueados

Com dois vetos, Lula sanciona projeto que muda o BPC e Bolsa Família

O presidente vetou o dispositivo que exigia comprovação de deficiência de grau moderado ou grave para a concessão do benefício, tanto administrativa quanto judicialmente O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com dois vetos, o projeto de lei que muda as regras para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Programa Bolsa Família. Lula alegou como justificativas para os vetos questões relacionadas a inclusão social e a segurança jurídica. Num deles, o presidente vetou o dispositivo que exigia comprovação de deficiência de grau moderado ou grave para a concessão do benefício, tanto administrativa quanto judicialmente. De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a exclusão desse trecho já era esperada, pois enfrentou resistência durante a tramitação no Senado. “Para evitar que o projeto necessitasse retornar à Câmara, o relator do PL 4.614/24, no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), sugeriu ajustes no texto que permitissem ao presidente vetar apenas o item relacionado ao grau da deficiência”, lembra o Diap. Para o governo, a medida também poderia gerar insegurança jurídica na concessão do benefício. “A proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que poderia trazer insegurança jurídica em relação à concessão de benefícios”, escreveu o governo nesta sexta-feira (27) na publicação no Diário Oficial da União. Bolsa Família O Diap diz que o segundo veto diz respeito à tentativa de revogar dispositivo do Programa Bolsa Família relacionado ao reingresso de beneficiários. “Segundo a justificativa da Presidência, a manutenção do dispositivo é essencial para evitar incertezas sobre as regras de elegibilidade ao programa. A proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que poderia suscitar insegurança jurídica em relação às regras de elegibilidade para reingressar no Programa Bolsa Família”, diz o texto do veto

Dino bloqueia emendas do Senado e defende STF: “Controle jurisdicional legítimo”

Dino bloqueia emendas do Senado e defende STF: “Controle jurisdicional legítimo” O ministro do Supremo Tribunal Federal utilizou o mesmo parâmetro aplicado às emendas da Câmara dos Deputados O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (30) o bloqueio das emendas de comissão indicadas por líderes do Senado, conforme ofício encaminhado ao governo federal. Apesar disso, autorizou o pagamento das emendas já empenhadas no orçamento até o dia 23 de dezembro. A decisão foi tomada após o Senado enviar esclarecimentos sobre a aprovação das emendas de comissão. Segundo a Casa, essas emendas, assinadas por 11 líderes, somam R$ 2,5 bilhões destinados a obras e outras ações em estados e municípios. Flávio Dino argumentou que usou o mesmo critério aplicado anteriormente para as emendas da Câmara dos Deputados. Ele destacou que a resposta do Senado não apresentou as atas das comissões, documento necessário para especificar os destinos e valores das verbas indicadas. “Isso leva à mesma contradição: como empenhar uma ‘emenda de comissão’ sem que o beneficiário e os valores tenham sido aprovados pela comissão?”, questionou o ministro. Dino também defendeu o papel do STF, negando que sua decisão configure invasão de poderes. “Ao contrário do que afirmam versões equivocadas, não se trata de o STF invadir o Poder Legislativo ou judicializar a política. Trata-se de legítimo controle jurisdicional sobre a validade de atos administrativos, em conformidade com regras aprovadas pelo Congresso Nacional”, declarou. Flávio Dino: “Balbúrdia inédita” O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (29) o pagamento parcial de emendas de comissão, anteriormente bloqueadas por irregularidades no processo de aprovação. A decisão ocorre em meio a um cenário de fortes críticas ao Congresso Nacional por contradições e falhas no modelo orçamentário. A decisão de Dino reflete a tensão entre os poderes Judiciário e Legislativo em torno da transparência e legalidade no uso de recursos públicos. O governo enfrenta pressões para garantir a aplicação eficiente do orçamento em um momento de crise econômica e crescente escrutínio sobre as práticas parlamentares. As emendas de comissão, que não são de execução obrigatória, têm se tornado alvo de debates devido à falta de clareza em sua destinação e à ausência de critérios rigorosos de fiscalização. O STF busca reforçar a rastreabilidade desses recursos, enquanto parlamentares enfrentam questionamentos sobre a validade de suas indicações. Dino classificou o processo de aprovação das emendas como uma “balbúrdia inédita”, criticando duramente as justificativas apresentadas pela Câmara dos Deputados. Ele apontou inconsistências, incoerências e a ausência de cumprimento das normas constitucionais, como a aprovação formal pelas comissões competentes. Apesar das críticas, o ministro decidiu liberar a execução de emendas empenhadas até 23 de dezembro de 2024. Segundo Dino, a medida visa evitar insegurança jurídica para estados e municípios que dependem desses recursos. “O processo orçamentário precisa respeitar os princípios de transparência e rastreabilidade. Práticas inadequadas comprometem a integridade das contas públicas”, afirmou Dino. Liberação para Saúde e próximos passos Além das emendas de comissão, o ministro autorizou a movimentação de recursos já depositados em Fundos de Saúde até 10 de janeiro de 2025. Também liberou a reserva de emendas impositivas para a área da saúde até 31 de dezembro deste ano. A decisão estabelece um prazo de 10 dias úteis para que o Senado preste esclarecimentos sobre suas emendas de comissão, já que a Câmara alegou que ambas as Casas seguiram procedimentos semelhantes, mas apenas os deputados enfrentaram questionamentos judiciais. Decisão anterior e investigação No último dia 23, Dino havia suspendido R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão e solicitado à Polícia Federal uma investigação sobre as circunstâncias da liberação desses valores. Um ofício assinado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), validando a destinação das verbas, foi apontado como um dos principais alvos da investigação. Desde agosto, o ministro vem restringindo o pagamento de emendas parlamentares e exigindo maior detalhamento sobre a destinação dos recursos, incluindo informações sobre quem as indicou e como seriam utilizados. Impacto político A decisão de Dino gera repercussões significativas no relacionamento entre os poderes. Enquanto o STF busca impor maior rigor ao processo orçamentário, o Congresso Nacional enfrenta pressão para ajustar suas práticas e responder aos questionamentos de legalidade. O caso ressalta a necessidade de reformas no modelo de alocação e fiscalização de recursos públicos, tema que deve ganhar ainda mais atenção nas próximas sessões legislativas. O que são emendas de comissão? As emendas de comissão são indicações de recursos do Orçamento feitas por comissões permanentes do Congresso Nacional para projetos e políticas públicas. Embora desempenhem um papel importante no financiamento de iniciativas estruturantes, sua execução não é obrigatória, o que reforça a necessidade de critérios claros e fiscalizáveis. Leia aqui a íntegra da decisão de Flávio Dino

Flávio Dino suspende pagamento de R$ 4,2 bi em emendas parlamentares

Ministro do STF aponta irregularidades em repasse de recursos indicados pelo Congresso por meio das emendas de comissão e determina investigação pela PF. Governo vai cumprir “à risca” a decisão O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (23) a suspensão do pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. A decisão inclui ainda um pedido para que a Polícia Federal (PF) abra inquérito para apurar irregularidades na liberação desse montante. A medida foi tomada em resposta a um pedido do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que alegou problemas na destinação das chamadas “emendas de comissão”, mecanismo pelo qual valores são alocados a projetos de parlamentares. Segundo o partido, há indícios de desvios, obras superfaturadas e falta de fiscalização. Em sua decisão, segundo a CNN Brasil, Dino enfatizou que práticas como desvios de verbas e obras malfeitas são incompatíveis com a ordem constitucional e os princípios da administração e das finanças públicas. “Não é compatível com a ordem constitucional, notadamente com os princípios da Administração Pública e das Finanças Públicas, a continuidade desse ciclo de (i) denúncias, nas tribunas das Casas do Congresso Nacional e nos meios de comunicação, acerca de obras malfeitas; (ii) desvios de verbas identificados em auditorias dos Tribunais de Contas e das Controladorias; (iii) malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas, em face de seguidas operações policiais e do Ministério Público”, escreveu o ministro. Segundo o G1, Dino também estipulou que a Câmara dos Deputados publique, em até cinco dias, as atas das reuniões que aprovaram as indicações das emendas. Esses registros deverão ser enviados à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, comandada por Alexandre Padilha, que coordena o diálogo entre o governo e o Congresso. O ministro ainda estabeleceu que os pagamentos das emendas só poderão ocorrer após a análise das atas e se os critérios de transparência e rastreabilidade, determinados pelo STF, forem cumpridos. Dino também condicionou a autorização das emendas de 2025 ao cumprimento rigoroso dessas exigências Governo vai cumprir “à risca” decisão do STF de suspensão das emendas, diz Padilha “Qualquer que venha a ser a decisão do ministro Flávio Dino, ela será absolutamente cumprida”, disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), afirmou que o governo federal cumprirá integralmente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares, tomada nesta segunda-feira (23) pelo ministro Flávio Dino. “Eu não vi os detalhes da decisão do ministro Flávio Dino, mas pode ter certeza que o governo vai cumprir sempre à risca toda a decisão do Supremo. Temos cumprido à risca todas as decisões”, disse Padilha em entrevista à GloboNews. O ministro explicou que uma portaria conjunta já orienta os ministérios sobre como executar as emendas de forma transparente e rastreável. Ele também destacou que a execução de emendas em 2024 superou em R$ 5 bilhões os valores do ano anterior. A decisão do ministro do STF atende a um pedido apresentado pelo PSOL, que alegou irregularidades na destinação de R$ 4,2 bilhões nas chamadas emendas de comissão “Qualquer que venha a ser a decisão do ministro Flávio Dino, ela será absolutamente cumprida. Este é um governo que respeita as decisões da Suprema Corte do nosso país”, reforçou Padilha. A decisão do STF foi motivada por um pedido do PSOL, que apontou irregularidades na destinação dos recursos por colegiados temáticos do Congresso. As emendas de comissão, alvo da medida, são indicadas por parlamentares e repassadas pelo Executivo às bases eleitorais. O ministro Flávio Dino determinou a publicação de atas que detalhem as indicações e a suspensão dos pagamentos até que se comprovem os critérios de transparência exigidos. A PF foi acionada para investigar as movimentações, e as emendas de 2025 também dependerão do cumprimento das exigências estabelecidas

Silêncio marca saída de Múcio, após afastar militares da política

José Múcio deverá encerrar sua atuação no governo com discrição, assim como discretamente foi essencial para remover os militares da política brasileira após quatro anos de protagonismo sob Jair Bolsonaro. Essa conquista, embora subestimada, representa um feito significativo para Lula e para o país. No entanto, o governo enfrenta desafios internos. Se a militância petista não moderar suas tensões e a Casa Civil, liderada por Rui Costa, não adotar uma postura mais conciliadora, outro impacto poderá surgir: a possível saída de Ricardo Lewandowski, um ministro que não depende do cargo. A saída de Múcio, alguém que não precisava ficar, deve servir de alerta para o Palácio do Planalto. Enquanto isso, uma decisão controversa do Superior Tribunal Militar (STM) reacendeu o debate sobre a Justiça Militar no Brasil. Por 8 votos a 6, o tribunal reduziu de 28 para quase 4 anos as penas de oito militares responsáveis por disparar 257 tiros contra o carro do músico Evaldo Rosa, em 2019. Evaldo morreu, seu sogro ficou ferido e Luciano Macedo, um catador que tentou ajudar, também perdeu a vida. Além da redução das penas, que agora serão cumpridas em regime aberto, a decisão escancarou a desigualdade no sistema. O STM, composto majoritariamente por militares, reforça o argumento do ex-premiê francês Georges Clemenceau: “A Justiça Militar está para a Justiça assim como a música militar está para a música”. Diante desse cenário, permanece a desconfiança. Caso réus de investigações sobre o golpe sejam julgados pela Justiça Militar, o resultado já parece traçado: os culpados serão inocentados e Lula, paradoxalmente, acusado por vencer a eleição. (* Com Novo Jornal) Geraldo Alckmin ganha força para ocupar lugar de Múcio no comando das Forças Armadas: Implodido por vídeo da Marinha, ministro da Defesa deseja deixar o governo Diante da possível saída de José Múcio Monteiro do Ministério da Defesa, o governo Lula cogita colocar o vice-presidente Geraldo Alckmin para comandar as Forças Armadas. As informações são da colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bérgamo, divulgadas nesta quinta-feira, 19 de dezembro. Alckmin comanda atualmente o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e teria a serenidade e autoridade necessárias para o cargo, além de contar com a confiança de Lula. Múcio teria ventilado que sua missão de apaziguar a relação do presidente com as Forças Armadas já teria sido cumprida e deve ter uma conversa com Lula nos próximos dias para decidir sobre sua permanência no governo. O ministro só teria aceitado o cargo em nome da sua lealdade ao petista. Entretanto, interlocutores dele e do presidente deixam claro que a verdadeira gota d’água para Múcio foi o vídeo da Marinha publicado no dia 1º de dezembro nas redes sociais ironizando os supostos benefícios de militares em plena discussão do acordo da inclusão das Forças Armadas no pacote de corte de gastos da equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Tanto Haddad quanto Lula teriam ficado muito irritados com a repercussão do vídeo e foram para cima de Múcio, que alegou desconhecer a campanha publicitária. O episódio pôs fim à autonomia que os militares tinham para criar campanhas sem precisar do aval do ministro da Defesa e ainda quase causou a demissão do Comandante da Força Naval, Marcos Sampaio Olsen. O Almirante de Esquadra segue na corda bamba. Outras consequências foram o estremecimento da relação da cúpula dos militares com o governo, que já estava bem melhor em relação ao início de 2022, e a desistência de Lula de só adotar a idade mínima de 55 anos pra transferência pra reserva remunerada em 2043. Com a irritação do presidente, venceu a proposta da Fazenda de adotar completamente a regra já em 2032

Troca de lideranças na Câmara sinaliza mais dificuldades para Lula

A mudança nas lideranças partidárias da Câmara dos Deputados promete tornar o cenário mais desafiador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo ano. Partidos da base aliada, como União Brasil, Republicanos e PP, caminham para escolher representantes com histórico de embates com o Palácio do Planalto. Ademais, as bancadas ruralista e evangélica, que exercem forte influência na Casa, também devem ser lideradas por figuras de oposição, dificultando ainda mais a articulação política do governo. No União Brasil, a saída de Elmar Nascimento (BA) da liderança deve abrir espaço para um tom mais duro contra o governo. Entre os cotados estão Mendonça Filho (PE), crítico ferrenho do Planalto, e Pedro Lucas Fernandes (MA), que representa uma postura mais pragmática. Apesar disso, Mendonça desponta como favorito após acumular apoios significativos. Em resposta, o governo mobilizou ministros ligados ao partido para adiar a definição, prevista agora para fevereiro. Já no Republicanos, a liderança será redefinida após Hugo Motta (PB) ser cotado para a presidência da Câmara. Gilberto Abramo (MG), aliado do governador Romeu Zema (Novo), é o nome mais forte e representa uma postura crítica ao PT. Outro postulante, Luciano Vieira (RJ), enfrenta resistências por ter sido eleito pelo PL antes de migrar para o Republicanos. O processo é conduzido pelo presidente do partido, Marcos Pereira, que defende a escolha de um deputado filiado desde 2022. No PP, a continuidade de Doutor Luizinho (RJ) como líder reforça a ligação do partido com a oposição. Luizinho tem proximidade com o grupo político de Jair Bolsonaro e deve manter uma postura de confronto com o governo. Situação semelhante ocorre no PL, onde Altineu Côrtes (RJ), considerado pragmático, será substituído por Sóstenes Cavalcante (RJ), conhecido pelo perfil combativo. A bancada evangélica também deve ganhar uma liderança mais alinhada à oposição com a saída de Silas Câmara (Republicanos-AM). Otoni de Paula (MDB-RJ) e Gilberto Nascimento (PSD-SP) são os principais cotados, com Otoni recebendo críticas por sua aproximação recente com os petistas. Diante desse cenário, o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, nega qualquer interferência do governo nas disputas internas das bancadas. No entanto, o Planalto já enfrentou dificuldades em articular lideranças, como no caso da bancada ruralista, que continuará sob o comando do opositor Pedro Lupion (PP-RS). A crescente hostilidade no Congresso reflete um contexto de polarização acentuada e amplia os desafios para o governo Lula em 2025. Além de lidar com uma base fragmentada, o Palácio do Planalto precisará intensificar o diálogo com lideranças adversárias para evitar paralisia legislativa e garantir a aprovação de pautas prioritárias.

Hospital manda internar quem apresentar atestado no Natal e Ano Novo

A direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB), do Exército Brasileiro, determinou na última sexta-feira (20) a internação compulsória de todos os membros de sua equipe que apresentarem atestados médicos durante o período de festas. No entanto, após questionamentos da Folha de S.Paulo, o Comando Militar do Planalto, responsável pelo HMAB, informou que a medida não seria mais adotada. “O Comando Militar do Planalto informa que após uma reanálise por parte da Direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB), tal medida não será mais imposta. Os casos serão tratados de maneira personalizada, cumprindo as disposições e normas vigentes”, disse o Comando Militar do Planalto em nota. A medida, publicada no Boletim Informativo da instituição, previa que todos os militares com atestado médico durante o período em que se adotam escala de trabalho para as festividades de fim de ano deveriam ser hospitalizados, independentemente da gravidade do caso. O hospital é dirigido pelo general Rodrigo Brum Toledo. “Fica determinou que durante o período de dispensas de fim de ano, de 21 a 26 de DEZ 24 e 27 DEZ 24 a 02 JAN 25, os militares que apresentarem atestado médico para prescrição a sua ausência obrigatória se apresentarem ao Oficial de Dia que irá encaminhar o mesmo para o setor de internação, a fim de permanecer em convalescença nesta OMS [Organização Militar de Saúde], durante os dias de afastamento”, afirmou a norma.