“Michelle não quer participar da campanha de Flávio Bolsonaro”, diz Valdemar

Presidente do PL abandona a ex-primeira-dama na primeira oportunidade: “Estamos tocando nossa vida” O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (2), em entrevista à Rádio Gaúcha, que Michelle Bolsonaro não quer participar da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pode até desistir da disputa por uma vaga no Senado. A declaração ocorre em meio à crise aberta entre a ex-primeira-dama e o enteado, que expôs um racha no bolsonarismo.“Eu sinto que ela não quer participar”, disse Valdemar ao ser questionado sobre a presença de Michelle na campanha. Apesar da avaliação, o dirigente afirmou que a situação entre ela e Flávio estaria resolvida após reunião realizada com o senador na quarta-feira (1º).“O Flávio está tocando a campanha para frente, a Michelle resolveu sair da presidência do PL Mulher e nós estamos tocando a nossa vida”, afirmou. Para Valdemar, a saída da ex-primeira-dama representa uma baixa importante para a sigla, especialmente pela força dela entre mulheres conservadoras e eleitoras evangélicas.Segundo o presidente do PL, Michelle comunicou pessoalmente, na terça-feira (30), que queria deixar o comando do PL Mulher. Na mesma conversa, teria sinalizado que talvez não concorra ao Senado. “Ela me disse que queria sair da presidência do partido. Eu não tenho o que fazer, que talvez não fosse candidata a senadora”, relatou. “Ela fez um trabalho no PL Mulher que eu não sei se outra mulher teria condições de fazer”, completou.
Disputa por mansão de R$ 10 mi envolve Richarlison e Flávio Bolsonaro

Vídeo de advogada imobiliária reacendeu uma disputa que se arrasta há anos e envolve posse, propriedade e o nome de Flávio Bolsonaro. Uma antiga disputa judicial por uma mansão de luxo em Angra dos Reis (RJ), que envolve o advogado Willer Tomaz e tem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como testemunha em um dos processos, voltou a repercutir nas redes sociais nesta semana após um comentário do jogador Richarlison em um vídeo da advogada imobiliária Ana Paula Zantut.O caso ressurgiu na terça-feira (30), quando Ana Paula publicou uma gravação explicando a diferença entre propriedade e posse de um imóvel. Para ilustrar o tema, ela utilizou justamente a disputa envolvendo Richarlison e Willer Tomaz.Nos comentários da publicação, o atacante afirmou ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra da mansão e disse que perdeu o imóvel.“Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana.” A manifestação viralizou e fez o caso voltar ao debate público. Diante da repercussão, Ana Paula retirou o vídeo do ar e publicou uma nota de retratação, informando que algumas informações apresentadas inicialmente não refletiam com precisão a situação jurídica atual do processo. O que dizia o vídeo Logo no início da gravação, Ana Paula Zantut apresenta o caso como um exemplo da diferença jurídica entre propriedade e posse. “O Richarlison comprou uma mansão avaliada em R$ 10 milhões. Dois anos depois, o advogado do Flávio Bolsonaro, e talvez o Flávio junto, comprou a posse desse imóvel.” Na sequência, Ana Paula afirma que Richarlison adquiriu a propriedade da mansão diretamente do então proprietário, mas que já existiria na matrícula do imóvel um antigo registro de cessão de posse, datado da década de 1960. Segundo ela, a empresa ligada ao advogado Willer Tomaz adquiriu esses direitos possessórios e, posteriormente, ingressou com uma ação de reintegração de posse. A advogada sustenta que o caso passou a envolver direitos distintos sobre o mesmo imóvel, uma vez que, na avaliação dela, a propriedade permaneceria com Richarlison e seu empresário, enquanto a posse teria sido transferida a uma terceira pessoa. Ela acrescenta que a disputa judicial deixou de tratar apenas da definição de quem detém a posse e passou a discutir também a validade do negócio jurídico que transferiu esses direitos. Conforme explicou, caso fique comprovado que o contrato foi firmado com alguma irregularidade ou mediante indução a erro, ele poderá ser anulado. Ao concluir o vídeo, Ana Paula afirmou que utilizou o episódio para alertar compradores sobre a importância de analisar cuidadosamente a matrícula e todo o histórico jurídico de um imóvel antes da aquisição. Como Flávio Bolsonaro entrou na história A origem da disputa remonta a 2020, quando a Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison e ao empresário Renato Velasco, negociava a compra da mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Segundo relatos constantes no processo e reportagens publicadas à época, Flávio Bolsonaro conheceu a propriedade durante uma visita ao local e demonstrou interesse na aquisição. O então possuidor do imóvel informou, porém, que a venda já estava praticamente concluída com a empresa de Richarlison e que os compradores já tinham planos para reformar a mansão. De acordo com o antigo proprietário, Flávio chegou a perguntar se seria possível desfazer a negociação, mas foi informado de que o negócio já estava fechado. Mesmo após a venda, o senador retornou ao imóvel acompanhado do advogado Willer Tomaz, amigo de longa data. Segundo o relato do antigo possuidor, Tomaz também demonstrou interesse na casa, mas ambos ouviram novamente que a propriedade já havia sido negociada e não estava mais disponível para compra. Pouco tempo depois, a disputa ganhou novos contornos quando surgiu uma reivindicação possessória envolvendo a M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda. A empresa alegava ser sucessora de antigos direitos de ocupação do imóvel, adquiridos originalmente do marido da cantora Clara Nunes em 1986 e posteriormente transferidos em 2002. Após mais de duas décadas, representantes dos antigos titulares desses direitos passaram a reivindicar novamente a posse da área. Foi nesse momento que surgiu outra ligação entre os personagens da disputa: o advogado da M Locadora era sócio de Willer Tomaz, que havia visitado a mansão ao lado de Flávio Bolsonaro depois de a venda já estar concluída. Enquanto a batalha judicial se desenrolava, a mansão passava por reformas financiadas pelos compradores. Na época, a esposa de Renato Velasco, grávida, morava no imóvel quando foi surpreendida por policiais e um oficial de Justiça cumprindo uma ordem de reintegração de posse. Segundo Velasco, o episódio provocou forte abalo emocional na família. Sua esposa precisou ser internada e antecipou o parto em razão do estresse causado pela retirada da residência. Já Willer Tomaz sustentou que Richarlison e Renato Velasco ocupavam irregularmente o imóvel. O advogado afirmou ter adquirido legalmente os direitos possessórios da M Locadora, declarou que quitou débitos fiscais e investiu cerca de R$ 5 milhões para regularizar a propriedade. Também classificou o jogador e seu empresário como “invasores”. As visitas feitas por Flávio Bolsonaro antes do início da disputa levaram a empresa ligada a Richarlison a incluir o senador como testemunha em uma das ações judiciais. Flávio nunca foi parte no processo e afirmou, à época, que apenas mantém amizade com Willer Tomaz, sem qualquer participação na disputa pelo imóvel. O processo A mansão é avaliada em cerca de R$ 10 milhões e conta com 11 suítes, praia privativa, cachoeira, heliponto, piscina e quadra de tênis. A disputa judicial opôs a Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Richarlison, e a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., ligada a Willer Tomaz. A empresa do jogador sustentava ter adquirido regularmente a propriedade da mansão, enquanto Tomaz afirmava ser titular dos direitos de ocupação do imóvel com base em contratos anteriores. Em maio de 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro favorável à empresa ligada a Willer Tomaz. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas
Pastor bolsonarista e bicheiro são presos em operação contra aliado de Flávio

Polícia Federal investiga esquema ligado à máfia do cigarro, jogo do bicho e lavagem de dinheiro no Rio O pastor bolsonarista Marcio Poncio foi preso nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal na 5ª fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas à nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. A ação também teve mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ambos já encarcerados.Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das três prisões preventivas, a PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Moraes também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.Poncio foi preso em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Pastor da Igreja da Nuvem e conhecido nas redes sociais, ele é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K. Segundo o g1, ele é investigado por possíveis ligações com a “Máfia do Cigarro”, esquema que teria Adilsinho como chefe.De acordo com a PF, a nova fase “busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho [Adilsinho] e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do RJ”. Um dos alvos de busca e apreensão é Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. A investigação deriva da Operação Fumus, deflagrada em junho de 2021 para apurar o monopólio de cigarros no Grande Rio. Na ocasião, Adilsinho foi alvo, mas não foi localizado. Durante as buscas, a PF encontrou planilhas com “supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.“As listas chamaram a atenção dos investigadores por possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do RJ”, explicou a corporação.Em outro trecho, a PF afirmou: “Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.“As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”. A TV Globo apurou que ao menos 20 políticos são investigados por supostamente receberem mesada de Adilsinho, preso apenas em fevereiro deste ano, em Cabo Frio, após monitoramento por drones. A Operação Unha e Carne teve quatro fases anteriores entre dezembro de 2025 e maio de 2026. No início, apurava um suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho. Segundo a PF, os dados compartilhados teriam comprometido operações e beneficiado investigados ligados à facção.A primeira etapa teve como alvo Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, hoje cassado e preso. A PF afirma que ele teria vazado dados da Operação Zargun, deflagrada contra o CV, beneficiando o ex-deputado TH Joias, apontado como articulador político da facção.Na segunda fase, foi preso o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2, suspeito de repassar informações a Bacellar.A terceira fase levou a uma nova prisão do ex-presidente da Alerj após sua cassação pelo TSE e denúncia da PGR. Já a quarta fase prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), suspeito de fraudes em compras e serviços na Secretaria Estadual de Educação do Rio. A ação também está ligada à ADPF 635, a ADPF das Favelas, que determinou à Polícia Federal investigações sobre grupos criminosos violentos no estado e suas conexões com agentes públicos. Procurada, a defesa de Bacellar ainda não se manifestou. A reportagem busca os advogados de Adilsinho e Poncio.
Oito em cada 10 mortos em ações policiais são negros, mostra relatório

No ano passado, número de óbitos aumentou 6,4% na comparação com 2024 Em 2025, nove estados brasileiros registraram, juntos, 4.330 mortes em decorrência de ações policiais, alta de 6,4% na comparação com 2024. Quase nove em cada dez desses registros – 86,3% ou 3.104 mortes –, envolveram vítimas negras (pretas ou pardas).Os dados constam da 7ª edição do relatório Pele Alvo – entre Racismo e Letalidade, o Amanhã, divulgada nesta quarta-feira (1°) pela Rede de Observatórios, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC). O documento reúne dados das secretarias estaduais de Segurança do Amazonas, da Bahia, do Ceará, Maranhão, Pará, de Pernambuco, do Piauí, Rio de Janeiro e de São Paulo.Além do padrão de vítimas majoritariamente negro, chama a atenção ainda a pouca idade dos envolvidos nas ocorrências: 64,8% do total (2.804 mortes) eram jovens com até 29 anos, sendo 310 eram crianças e adolescentes.“Ao transformar adolescentes de favelas e periferias em alvos preferenciais de um confronto permanente, o aparato policial sabota o futuro de comunidades inteiras.”De acordo com o relatório, em média, os negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos. Essa probabilidade é ainda maior em alguns estados como Pernambuco, onde essa parcela da população tem 11 vezes mais chance de ser vítima de ações policiais, e também no Rio de Janeiro, onde a probabilidade é seis vezes maior. DinâmicaSegundo os pesquisadores, mesmo com alterações nas dinâmicas de violência no país, os alvos preferenciais (homens, jovens e negros) se mantêm inalterados.“A centralidade do racismo, enquanto instrumento de operação de uma lógica hierarquizante da sociedade, segue a sua marcha silenciosa e constante, determinando quem são aqueles que podem e devem ser alvos do aparato estatal.”O relatório chama a atenção para a expansão e a articulação de facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) para o Norte e o Nordeste do país, que dominaram o debate de pesquisadores e da imprensa. Recorte regionalOs dados do relatório Pele Alvo trazem destaques que “exigem atenção urgente”. Quatro estados brasileiros registraram o maior número de mortes em decorrência de ações policiais, desde 2019: Ceará (200), Maranhão (142), Pará (632) e São Paulo (834).O Maranhão apresentou alta recorde (86,8%) na comparação com os dados de 2024. Mais da metade das vítimas (56,3%) tinha idade entre 18 e 29 anos. Em sete anos, foram notificadas 628 mortes. Os pesquisadores justificam esse “aumento explosivo” em função da mudança na dinâmica do crime:“Hipóteses para esse fenômeno apontam para a interiorização de facções oriundas do Rio e de São Paulo, que articulam-se com grupos locais, como o Bonde dos 40, na disputa por rotas de escoamento.”O relatório também cita a negligência histórica de governos estaduais no registro dos dados sobre raça e cor. No Maranhão, por exemplo, a falha no detalhamento de perfil étnico-racial das vítimas em 2.023 abrangia 67,7% dos casos, proporção que caiu para 54,9%, mas ainda preocupa os autores do estudo.Embora também tenha registrado uma ligeira melhora nos dados, o Ceará também tem deixado essa lacuna por resolver. A caracterização incompleta das vítimas passou de 77,2% dos casos em 2023, para 57,5% em 2025.Segundo os pesquisadores, após o Maranhão reconhecer o erro e passar a fornecer mais dados, o total de vítimas negras cresceu 22 pontos percentuais, ao passo que no Ceará o aumento foi de aproximadamente oito pontos, o que, ressaltam, consolida o racismo como componente essencial para se compreender a letalidade cometida por agentes da segurança pública.Na Bahia, a letalidade policial atingiu o ápice em 2023, com 1.702 pessoas mortas por agentes de segurança. Apesar da queda no ano passado (1.570 mortes) a equipe que assina o relatório chama a atenção para o fato de que em apenas 19 dos 365 dias de 2025, não houve registro de morte em decorrência de ações policiais no estado que reúne a maior população negra do país, e palco de disputas de mais de 20 facções criminosas.Pernambuco apresentou alta de 30,8% na letalidade policial, em um cenário em que a presença do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) também contribuiu para o resultado, na leitura dos especialistas. São Paulo e Pará registraram alta de 2,3% e 12,3% no número de mortes por agentes de segurança.O Amazonas manteve um total de 43 mortes; enquanto o Piauí foi o único estado com recuo no índice (16,67%). Neste estado do Nordeste, a pressão e o controle social exercidos coletivamente, por movimentos sociais, universidades públicas e o Ministério Público do Estado, podem ter influenciado o resultado, como pondera o relatório.Sobre o Rio de Janeiro, que viu o índice subir 13,8%, enfatiza-se que, no âmbito da Operação Contenção, nos Complexos da Penha e do Alemão, 115 mortos foram classificados como “narcoterroristas”.“A utilização do termo narcoterroristas, assim como a associação desses indivíduos à chamada ‘chacina do Alemão’, reflete a normalização da violência extrema como elemento estruturante da segurança pública fluminense. Ao mesmo tempo, a caracterização recorrente do Rio de Janeiro como um narcoestado funciona como uma admissão institucional da incapacidade de formular políticas eficazes”, comentam os pesquisadores. Confira alguns destaques de cada estado:Amazonas75% das mortes foram provocadas pela Polícia Militar100% das vítimas eram homensManaus concentrou 37,21% dos casos Bahia99,6% das vítimas eram homens12 municípios concentraram metade das vítimasDe 365 dias do ano, 346 registraram mortes Ceará12 municípios registraram 50,5% das vítimas64% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos57,5% das vítimas não tinham informação de raça ou cor Maranhão100% das vítimas eram homens67,6% das vítimas tinham até 29 anos11 municípios concentraram 50,7% das vítimas Pará61,4% das vítimas tinham entre 18 e 29 anos89,7% das vítimas foram mortas pela Polícia Militar4.028 mortos pela polícia em sete anos PernambucoRecife concentrou 12,4% das vítimas1 policial foi morto decorrente de intervenção policial100% das vítimas eram homens Piauí55% das vítimas tinham de 18 a 29 anos85% das vítimas eram negras65% das vítimas foram mortas em confronto com a PM Rio de JaneiroAumento de 13,8% no número de vítimas96,5% das vítimas eram homensA capital registrou 56,3% das vítimas São
Teresa Leitão é a nova líder do governo Lula no Senado

Ela assume no lugar de Jaques Wagner que deixou a posição ontem O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.
Vídeo de Michelle revolta o PL e aliados pedem sua cabeça; entenda

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, acusa o enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, de tê-la maltratado por telefone após ela se opor à aliança do partido com Ciro Gomes no Ceará O vídeo em que Michelle Bolsonaro denuncia desentendimentos com o Partido Liberal e com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou reação dentro da sigla. Segundo integrantes da legenda ouvidos pela coluna de Bela Megale, no Globo, uma ala formada por dirigentes e lideranças passou a defender a saída da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher. Um dirigente afirmou que Michelle deixou de cumprir o papel esperado no comando do segmento feminino. “O papel dela seria o de agregar, mas está fazendo o oposto. Não vejo condições de seguir no comando do PL Mulher”, declarou. Outra liderança avaliou que a publicação prejudicou a estratégia eleitoral da legenda. Segundo essa fonte, ao afirmar que foi “humilhada” e “maltratada” por Flávio Bolsonaro, Michelle dificultou a aproximação do senador com o eleitorado feminino e desviou a atenção da saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. “Ao invés de estarmos batendo bumbo no envolvimento de um quadro do governo no escândalo do Master, estamos resolvendo uma crise dentro de casa”, disse. De acordo com integrantes do partido, esse grupo também considera que Michelle demonstrou falta de maturidade política para permanecer no cargo e defende até a reavaliação de uma eventual candidatura dela ao Senado pelo Distrito Federal. Apesar da pressão interna, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem buscado reduzir os impactos da crise. Publicamente, ele afirma que o episódio será superado e tenta evitar o agravamento do conflito dentro da legenda. Nas últimas semanas, Valdemar e outros dirigentes também negociavam com Michelle para que ela desistisse de indicar a vereadora Priscila Costa como candidata ao Senado no Ceará. O acordo firmado pelo partido previa uma vaga para indicação do PSDB e outra para o deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE). Até a divulgação do vídeo, a direção do PL acreditava que Michelle aceitaria a composição proposta. Integrantes da legenda avaliam, porém, que a ex-primeira-dama demonstrou disposição para manter influência nas decisões internas do partido, especialmente na definição de candidaturas. Veja o vídeo:
Vereador do PT de São Paulo é preso em operação contra lavagem ligada ao PCC

Ação do Ministério Público e da Polícia Civil mira esquema no transporte público e bloqueia milhões em bens e contas O vereador Senival Moura (PT), da cidade de São Paulo foi preso na manhã desta quinta-feira (25) durante uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de transporte público. A ação também resultou na prisão de outras quatro pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. As informações são da CNN Brasil, que detalhou o andamento da operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil, que apuram o uso de empresas de transporte coletivo para movimentação de recursos ilícitos. O vereador preso foi identificado como Senival Moura (PT). Entre os demais detidos estão integrantes ligados à facção criminosa e o presidente da empresa de transporte coletivo Transunião, apontada nas investigações como parte do esquema. A ofensiva faz parte da chamada “Operação Última Parada”, que investiga a utilização de estruturas do transporte público paulistano para lavagem de dinheiro oriundo de atividades criminosas. Investigações apontam movimentação milionária Segundo as apurações, a investigação teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente de uma empresa ligada ao setor, em 2020. A partir daí, os investigadores reuniram indícios de que a concessionária teria sido utilizada para movimentar recursos do PCC. De acordo com os dados levantados, a empresa investigada teria movimentado mais de R$ 300 milhões apenas em 2025 dentro do sistema de transporte da capital paulista. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados e às empresas envolvidas, além da apreensão de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Estrutura paralela e suspeita de controle criminoso As investigações apontam ainda a existência de um núcleo paralelo de gestão dentro da empresa, responsável por decisões financeiras e pela transferência de valores a integrantes ligados ao PCC. Segundo os investigadores, mudanças societárias e o aumento expressivo do capital da companhia chamaram a atenção. O valor teria passado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem origem claramente comprovada. Outro ponto destacado é a possível conexão do esquema com outras operações já realizadas no estado, envolvendo investigações anteriores sobre lavagem de dinheiro em empresas de transporte. Relação com outras operações no setor As apurações indicam que o circuito financeiro identificado na “Operação Última Parada” apresenta semelhanças com investigações como Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, esta última relacionada a tráfico internacional de drogas e conexão com grupos criminosos estrangeiros. Em 2024, o GAECO já havia realizado a Operação Fim da Linha, que investigou empresas do transporte coletivo suspeitas de lavar dinheiro do PCC por meio de contratos públicos e serviços de mobilidade urbana. Segundo essas investigações, empresas do setor chegaram a receber centenas de milhões de reais em repasses da Prefeitura de São Paulo, enquanto eram monitoradas por suspeita de infiltração criminosa. Medidas judiciais e andamento da operação Além das prisões, o Judiciário determinou o afastamento de diretores da empresa Transunião e comunicou a prefeitura para adoção de medidas administrativas, regulatórias e contratuais, incluindo possibilidade de intervenção na operação do serviço. A CNN Brasil informou ainda que tentou contato com a defesa do vereador e com representantes da empresa citada nas investigações, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
Deputado do PL, Josimar Maranhãozinho liderava esquema de emendas, diz STF

Supremo Tribunal Federal aponta que Josimar Maranhãozinho teria liderado esquema de cobrança de propina em emendas parlamentares O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi alvo de buscas da Polícia Federal nesta quinta-feira (25), em meio a uma investigação que apura suspeitas de desvios envolvendo emendas parlamentares do chamado orçamento secreto, com diligências realizadas no Distrito Federal e no Maranhão e apuração sobre empresas contratadas para execução de obras financiadas por essas verbas. O caso se insere em um contexto mais amplo de investigações sobre o uso e a destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, relata o Metrópoles. As investigações que levaram à condenação do parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que prefeitos teriam sido pressionados a pagar propina para viabilizar a liberação de emendas parlamentares, em um esquema que envolvia cobrança de parte dos recursos destinados aos municípios. Emendas parlamentares sob suspeita de uso indevido De acordo com os autos analisados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF), gestores municipais eram cobrados a repassar cerca de 25% do valor das verbas destinadas por emendas, sob ameaça de perda dos recursos. A investigação embasou a operação da PF realizada nesta quinta-feira. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que, entre janeiro e agosto de 2020, o grupo teria exigido do então prefeito de São José de Ribamar (MA) o pagamento de R$ 1,6 milhão para viabilizar a liberação de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município. Provas reunidas e papel de liderança atribuído ao deputado Segundo a investigação, mensagens de WhatsApp, registros bancários, documentos e depoimentos foram utilizados para sustentar a acusação e demonstrar o funcionamento do esquema, além de indicar a atuação central de Josimar Maranhãozinho na organização das ações. As apurações apontam que o parlamentar teria exercido papel de coordenação na destinação das emendas, na articulação entre os envolvidos e na operacionalização dos pagamentos relacionados às vantagens indevidas. Zanin aponta “moeda de troca” em emendas parlamentares Ao votar pela condenação, o ministro Cristiano Zanin afirmou que as provas reunidas demonstraram que as emendas parlamentares eram utilizadas como “moeda de troca”. O magistrado também destacou que a atuação do parlamentar teria desvirtuado o exercício da função pública, transformando-a em instrumento para obtenção de vantagens indevidas, o que caracteriza corrupção passiva. Na avaliação do relator, emissários ligados ao grupo realizaram sucessivas abordagens ao então prefeito para exigir o pagamento da propina. As interações, segundo o ministro, ultrapassaram o campo da negociação política e passaram a configurar atos de “chantagem e intimidação” para forçar o repasse dos valores. Condenação e permanência no mandato Por unanimidade, a Primeira Turma do STF condenou Josimar Maranhãozinho por corrupção passiva e fixou pena de 6 anos e 5 meses de prisão em regime inicial semiaberto. O colegiado concluiu que houve solicitação e recebimento de vantagem indevida em razão da destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. O deputado, no entanto, permanece no exercício do mandato, já que ainda pode recorrer da decisão, e a eventual perda do cargo dependerá de deliberação da Câmara dos Deputados.
Desdobramento do Desenrola – MEI poderá parcelar dívidas em até 12 anos

Governo prepara Refis do MEI com descontos de até 70%, aumento do teto de faturamento e revisão do Simples O governo Lula (PT) prepara um novo programa de renegociação de dívidas tributárias para microempreendedores individuais, que poderá permitir ao MEI parcelar débitos em até 12 anos, com descontos de até 70%, além de elevar o teto de faturamento da categoria nos próximos anos e revisar regras do Simples Nacional. A medida foi detalhada pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao jornal O Globo. Segundo ele, o programa funcionará como um desdobramento do Desenrola, mas voltado especificamente a débitos fiscais de microempreendedores individuais que estão inadimplentes ou tiveram o CNPJ cancelado por falta de pagamento. De acordo com Pereira, o chamado “Refis dos MEIs” poderá beneficiar entre 3 milhões e 4 milhões de trabalhadores que acumulam dívidas relacionadas à contribuição mensal da categoria. A proposta prevê renegociação limitada a R$ 20 mil em débitos, com prestação mínima de R$ 25. Hoje, o parcelamento disponível chega a 24 meses, com parcela mínima de R$ 50. “Será especificamente sobre dívidas fiscais dos MEIs, que vão além do Desenrola. Hoje temos cerca de 3 milhões a 4 milhões de MEIs que estão em dívida daqueles R$ 80 que precisam ser pagos todo mês”, afirmou o ministro. Pereira explicou que a renegociação será estruturada como uma transação tributária, instrumento usado pela Receita Federal para regularizar débitos. A ideia é permitir parcelamento em até 145 meses, o equivalente a pouco mais de 12 anos, com abatimentos que podem chegar a 70%, desde que o valor principal da dívida seja mantido. “A ideia é poder parcelar em até 145 meses, com descontos de até 70%, desde que mantido o valor principal da dívida”, disse. Para dívidas inscritas há mais de um ano, o governo estuda parcelamento em até 60 meses, com desconto linear de 50%. O objetivo é facilitar a regularização dos empreendedores e permitir que aqueles que perderam o registro por inadimplência possam voltar a acessar os benefícios do regime. “Na verdade, o programa é para que esses MEIs possam regularizar sua vida e voltar a ter os benefícios”, declarou Pereira. Pacote para micro e pequenos empreendedores O refinanciamento fará parte de um pacote voltado a micro e pequenos empreendedores que deve ser apresentado pelo presidente Lula. Além da renegociação de débitos, o governo pretende enviar ao Congresso um projeto para elevar gradualmente o limite de faturamento anual do MEI. Pela proposta em elaboração, o teto passaria para R$ 110 mil em 2027 e chegaria a R$ 140 mil em 2028. O impacto fiscal estimado pelo governo é de R$ 4 bilhões no período, sendo R$ 2 bilhões em 2027 e mais R$ 2 bilhões em 2028. Questionado sobre a origem dos recursos, o ministro afirmou que a medida não contará com compensação específica nem com uma nova fonte de arrecadação. “É uma despesa que a gente vai conseguir compor dentro da projeção sem grande prejuízo. Não vamos trazer uma fonte alternativa de receita”, disse Pereira. O ministro afirmou ainda que a correção do teto do MEI deve ser tratada como uma recomposição inflacionária, e não como aumento de despesa pública. “Essa é uma despesa com natureza específica, porque é uma recomposição inflacionária. A gente não está aumentando uma despesa pública, estamos corrigindo um índice. Não tem impacto fiscal para esse ano. Para 2027, será de R$ 2 bilhões, que serão contemplados na peça orçamentária. E mais R$ 2 bilhões em 2028. No total, R$ 4 bilhões”, afirmou. Governo também prepara revisão do Simples Nacional O aumento do teto do MEI ocorre em meio a pressões para que o governo também atualize as faixas do Simples Nacional. Parlamentares defendem mudanças para evitar distorções entre o regime do microempreendedor individual e outras modalidades de tributação simplificada. Pereira indicou, no entanto, que medidas com impacto fiscal maior não devem entrar nesse primeiro pacote. Segundo o ministro, o governo pretende reorganizar a lógica do Simples Nacional, especialmente diante da necessidade de adaptação à Reforma Tributária e das distorções existentes no sistema atual. “O governo vai fazer um esforço para reorganizar a lógica do Simples. Primeiro, porque há os debates relacionados à adaptação dele à Reforma Tributária. Em segundo, temos a avaliação que hoje o Simples gera muitas distorções”, disse. Para exemplificar, o ministro comparou uma pequena fábrica de camisetas com um profissional liberal que fatura o mesmo valor anual. Segundo ele, a fábrica tem custos com funcionários, insumos, energia e financiamento, enquanto o profissional liberal pode ter uma estrutura de despesas muito menor, embora ambos possam pagar alíquotas semelhantes. “A alíquota baixa sobre o faturamento da fábrica, que terá margem de lucro baixa, faz sentido. No caso do profissional liberal, que paga 6%, isso é inadequado, porque o trabalhador brasileiro paga 27,5% de Imposto de Renda”, afirmou. Desenrola para empresas e novas medidas O ministro também avaliou o Desenrola voltado a pessoas jurídicas, que já registra R$ 15,7 milhões em dívidas negociadas. Para Pereira, o resultado é positivo porque o programa não se limita a inadimplentes, mas também alcança empresas que possuem dívidas caras, ainda que estejam com os pagamentos em dia. “É um sucesso pelo volume de crédito. É um modelo que não é focado só nos inadimplentes, mas abrange também quem tem uma dívida cara, que está sendo paga em dia, e que pode trocar por uma dívida mais barata”, afirmou. Segundo ele, o avanço para permitir a negociação de dívidas fiscais dos MEIs amplia o alcance das ações de regularização e busca reduzir o endividamento de trabalhadores que dependem do CNPJ para manter suas atividades. Incentivo a jovens empreendedores Outro ponto em estudo no pacote é a ampliação de um programa de bolsas para jovens empreendedores. A iniciativa, atualmente tratada como projeto-piloto, prevê qualificação para estudantes com interesse em empreender. Pereira afirmou que o governo avalia expandir o programa para cerca de 10 mil estudantes, com impacto estimado de R$ 50 milhões. “Ele concede bolsas para jovens empreendedores, que são submetidos a uma qualificação.
PGE contesta decisão de Nunes que vetou pesquisa sobre queda de Flávio

No levantamento, o pré-candidato do PL caiu cinco pontos após ser flagrado em áudio com Daniel Vorcaro pedindo dinheiro para bancar o filme em homenagem ao seu pai O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a derrubada da decisão monocrática do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que acatou as alegações da defesa do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e suspendeu a pesquisa do Instituto AtlasIntel. No levantamento, Flávio caiu cinco pontos após ser flagrado em áudio com Daniel Vorcaro pedindo dinheiro para bancar o filme em homenagem ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a defesa bolsonarista, o áudio foi usado nas entrevistas para induzir os entrevistados a darem respostas desfavoráveis ao pré-candidato do PL. No parecer, o procurador diz que não ficou comprovada manipulação da pesquisa ou direcionamento indevido do eleitorado. Além disso, a defesa do pré-candidato estaria baseada apenas em discordância com a metodologia usada. “Não há aparente incompatibilidade na metodologia empregada pela representada com as regras estabelecidas na legislação ou mesmo instrução normativa do TSE (…) É fato público e notório que o próprio pré-candidato envolvido no diálogo que é objeto de crítica do representante sequer negou a veracidade dos fatos, o que depõe contra a tese de quebra de cadeia de custódia”, argumenta Espinosa, que comanda a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). O procurador afirmou que é natural que fatos dessa natureza sejam objeto de aferição pelos institutos de pesquisa junto à opinião pública, na medida em que as consequências das relações mantidas entre personalidades públicas e personagens políticos, inclusive pré-candidatos, devem ser permanentemente acompanhadas e sindicadas pela sociedade. Ele ainda ressaltou que “a intervenção da Justiça Eleitoral nas pesquisas eleitorais deve ser admitida em casos excepcionais, quando demonstrada a quebra objetiva do dever de equidistância e imparcialidade no levantamento científico”. “Não é dado, nesse contexto, à Justiça Eleitoral arvorar-se de um papel de curador da fidedignidade dos resultados da pesquisa por uma perspectiva consequencialista, na medida em que a intervenção judicial deve ser minimalista e suficiente para evitar disfuncionalidades objetivamente comprovadas. Nesse quadro, não se visualizam motivos para a confirmação da liminar e procedência da representação”, escreve Espinosa. A análise do caso está suspensa no TSE após pedido de vista da ministra Estela Aranha e ainda não há previsão para sua retomada.