Tenha coragem, Bolsonaro: não atenda à intimação da PF!

Por Juca Kfouri – Folha SP Jair Bolsonaro disse que não cumpriria a intimação de comparecer à Polícia Federal para depor sobre a intentona golpista do dia 8 de janeiro, nesta quinta-feira, 22 de fevereiro. Apelou ao STF neste sentido e o ministro Alexandre de Moraes reafirmou a necessidade de que ele cumpra a intimação. Bolsonaro quer ter acesso, por exemplo, aos termos da delação premiada de seu ex-braço direito, Mauro Cid, para evitar ser pego na mentira. Era só o que faltava: ele ter acesso ao que está sob segredo de Justiça e é essencial ao inquérito. Mas Bolsonaro deve se colocar acima de tudo isso, da Justiça, da PF, do STF, do Brasil, só sob Deus, e simplesmente não ir. Mostrar que é macho. Se redimir de ter entregado sua motocicleta, revólver e celular quando assaltado no Rio, no que fez muito bem, diga-se de passagem, mas que não orna com quem prometeu metralhar os petistas. Ou minimizar o vexame de pedir para Michel Temer escrever uma cartinha para que ele pudesse fazer as pazes com Alexandre de Moraes depois de tê-lo xingado. Ou de ir para a Flórida no dia anterior ao fim de seu mandato com medo de ser preso, respaldado por 800 mil reais lá depositados. Tudo isso pode ficar para trás se Bolsonaro mostrar ao STF, à PF, ao Brasil e ao mundo que ele é mais valente até que Donald Trump. Não decepcione seus seguidores, Messias, nem que seja para ser preso. Já imaginou como estará a Paulista? Vai que é tua, Bolsonaro!

Dino apresenta PEC para vetar ‘prêmio’ de aposentadoria a juízes e militares criminosos

A proposta prevê a exclusão do serviço público de servidores condenados, sem direito a receber os valores de aposentadoria O senador Flávio Dino (PSB) protocolou, nesta segunda-feira 19, uma proposta de emenda à Constituição para acabar com a aposentadoria compulsória de juízes, promotores e militares que cometeram crimes graves. Ao discursar no Senado, Dino afirmou que, embora os senadores devem considerar injustas as críticas feitas de modo generalista ao Poder Judiciário, os parlamentares também precisam apontar erros eventualmente praticados pela magistratura e buscar as saídas adequadas “Estamos buscando corrigir uma lacuna, deixando claro no texto constitucional que não há a previsão de aposentadoria compulsória como sanção e que ela passará a constar expressamente a proibição de aplicação de aposentadoria compulsória como sanção, porque é uma incompatibilidade semântica, ontológica, conceitual”, afirmou o senador. O parlamentar, que foi juiz federal por 12 anos, ainda rebateu as críticas de que a proposta vai de encontro aos interesses da magistratura e disse esperar que “não haja uma incidência indevida de alguma visão corporativista” para barrar a tramitação do texto. “A aposentadoria é um direito sagrado de todos. Como é que a aposentadoria, que é um direito que visa a assegurar a dignidade, é uma punição? Acaba sendo um prêmio. Infelizmente, há pessoas destituídas de senso ético que não se constrangem de serem ‘punidas’ e passam a vida a receber uma aposentadoria porque foram punidas”, acrescentou. A proposta prevê a exclusão do serviço público dos servidores condenados, sem direito a receber os valores de aposentadoria. Em algumas carreiras, como a promotoria, magistratura e o serviço militar, quando há o cometimento de infrações administrativas graves, o servidor é transferido para a inatividade, no entanto, permanece recebendo remuneração a título de “aposentadoria” A sanção seria, na visão do senador, um desvio da finalidade do benefício previdenciário. Para ser aprovada, a emenda constitucional precisa obter ao menos 49 votos favoráveis no Senado e 308 na Câmara. Além desta PEC, Dino também apresentou outras três propostas que tratam da proibição de acampamentos na frente de quartéis, da prisão preventiva e audiência de custódia e a regulamentação da destinação do Fundo Nacional de Segurança Pública para o reconhecimento de mérito de policiais. As ações de Dino acontecem em seu penúltimo dia como senador, após ter deixado o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, em janeiro, para assumir como ministro do Supremo Tribunal Federal na quinta-feira 22.

Polícia Federal intima Bolsonaro a depor sobre tentativa de golpe

Bolsonaro terá que explicar a reunião em que se falou em “virar a mesa” e a minuta de decreto golpista que previa prender Alexandre de Moraes, entre outros pontos A Polícia Federal (PF) intimou Jair Bolsonaro (PL) a prestar depoimento no âmbito de uma investigação que visa apurar possíveis tramas golpistas envolvendo membros do governo passado e militares. O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, confirmou a informação a Andréia Sadi, do g1. O depoimento está previsto para ocorrer na quinta-feira (22). A investigação da Polícia Federal descobriu diversos elementos, incluindo um vídeo de uma reunião na qual Bolsonaro teria dito a ministros que não poderiam esperar o resultado da eleição para agir. No entanto, a defesa dele nega veementemente qualquer envolvimento em planos golpistas, afirmando que Bolsonaro nunca cogitou tal possibilidade.

Após incidentes, Ivete chora e considera despedida do Carnaval

O desfile no quinto dia de carnaval, na segunda-feira (12), foi marcado por problemas no trio elétrico da cantora Ivete Sangalo se emocionou em seu trio elétrico e disse que cogita se despedir do Carnaval após diversos incidentes durante a semana de folia em Salvador. O desfile no quinto dia de carnaval, na segunda-feira (12), foi marcado por problemas no trio elétrico da cantora. Um tubo de gás carbônico explodiu e deixou duas pessoas feridas, além de uma inclinação no trio e reclamação de spray de pimenta no dia anterior. Por causa das situações, a artista chorou no circuito Dodô (Barra-Ondina). “Isso está enchendo meu coração de angústia”, disse. Ela ainda lamentou o gesto de folião durante a passagem do Coruja e agradeceu o apoio dos fãs que acompanharam o bloco. Veja: Um tubo de gás carbônico explodiu no trio elétrico da cantora Ivete Sangalo durante o desfile em Salvador, ontem à noite. Duas pessoas tiveram ferimentos leves: https://t.co/EmLxzkJjLT #BomDiaBrasil pic.twitter.com/39am86ttFQ — Bom Dia Brasil (@BomDiaBrasil) February 13, 2024

Ala do PL vê possibilidade de prisão de Bolsonaro nos próximos meses

Com discurso de “perseguição política”, bolsonaristas entendem que operações da PF são atos preparatórios para detenção do ex-presidente. Na 5ª feira (8.fev), Bolsonaro e aliados foram alvo da operação Tempus Veritatis da PF, que investiga a tentativa de um golpe de Estado para deslegitimar as eleições de 2022. As bancadas do PL (Partido Liberal) na Câmara e no Senado têm um discurso de consenso de que o partido é alvo de “perseguição política” sobre as recentes operações da PF (Polícia Federal) contra integrantes da sigla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ala bolsonarista do partido avalia que as ações recentes são atos preparatórios para a detenção de Bolsonaro. O Poder36o apurou que a análise feita pelo grupo mais ligado ao ex-presidente é de que está se construindo o roteiro para que o ato final seja a detenção do ex-chefe do Executivo. A avaliação é que isso pode se dar nos próximos meses. Apesar dessa avaliação, os bolsonaristas não veem um prejuízo eleitoral para o PL nas eleições municipais de outubro. O plano do grupo inclui reforçar para o eleitorado do país que o partido e a direita são perseguidos. A sigla tem a meta ambiciosa de eleger prefeitos em ao menos 1.500 cidades. Em 2023, o PL tinha 371 prefeituras. O desafio do partido será levar o discurso ideológico ao interior do Brasil durante a disputa municipal como uma bandeira das cidades, onde as preocupações da população tende a ser com saúde, educação e infraestrutura, por exemplo, e menos com o comando federal. Há ainda a barreira de que alvos da última operação da PF não podem se comunicar entre si. Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foram alvos, o que impede eles de dialogarem sobre chapas e acordos em relação às posições do PL em diferentes cidades do país. Leia mais abaixo sobre a ação da PF. Desde que o ex-presidente entrou no partido, a sigla tenta se adaptar e acomodar as duas alas do partido. Como mostrou o Poder360, a divisão entre o “PL raiz”, com integrantes antigos do partido e mais alinhados ao centro, e o “PL bolsonarista”, com membros mais novos e próximos a Bolsonaro, aumenta o impasse sobre alianças municipais. A ala mais antiga da PL sempre foi acostumada com o partido mais pragmático, que participa de governos e acordos municipais amplos. Depois da entrada do ex-chefe do Executivo, a maior parte da sigla passou a ser mais ligada à direita e inflexível para algumas alianças locais com partidos que têm outra visão ideológica. Na prática, o número de chapas puras do PL disputando as eleições de outubro tende a aumentar. BOLSONARISTAS ALVOS DE OPERAÇÕES Na 5ª feira (8.fev), Bolsonaro e aliados foram alvo da operação Tempus Veritatis da PF, que investiga a tentativa de um golpe de Estado para deslegitimar as eleições de 2022 e manter Bolsonaro na Presidência da República. Ao todo, 33 pessoas foram alvo de busca e apreensão, 4 de prisão preventiva e outras 48 de medidas alternativas, que incluem proibir o contato entre investigados, entrega de passaportes e suspensão do exercício de funções públicas. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi preso durante a operação por posse ilegal de arma. Ele permaneceu 3 dias detido até ser solto na noite de sábado (10.fev). A operação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. Na decisão, ele cita a tentativa de manter Bolsonaro no poder com um golpe de Estado. Eis a íntegra do documento (PDF – 8 MB). Moraes também levantou o sigilo de uma reunião realizada por Bolsonaro com integrantes de seu governo em julho de 2022. Nela, o então presidente pede endosso aos ataques contra o sistema eleitoral e sugere que ministros do TSE teriam recebido dinheiro para fraudar as eleições. Saiba quem estava presente no encontro e assista aqui ao vídeo completo. No final de janeiro, Carlos Bolsonaro também foi alvo de operação em Angra dos Reis por ter, supostamente, comandado uma estrutura paralela da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) por meio do chamado “gabinete do ódio” para monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas. Além da família Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi alvo da mesma operação. A PF apura suposta espionagem ilegal no período em que Ramagem esteve à frente da Abin. Em 18 de janeiro, o alvo da PF foi o líder da Oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ). A ação teve como objetivo identificar pessoas que tenham planejado, financiado e incitado atos extremistas de outubro de 2022 ao início do ano passado.

Quem era a única mulher na reunião que revelou ‘dinâmica golpista’ no governo Bolsonaro

Tatiana Alvarenga substituiu Damares Alves no ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e era a única mulher na mesa de reunião em que se discutiu a possibilidade de um golpe de Estado. Na reunião em que a cúpula do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discutiu a materialização de um golpe de Estado no país, realizada no dia 5 de julho de 2022, uma das participantes foi Tatiana Alvarenga, que ocupava o cargo de ministra substituta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Ela era, naquele ato, a única mulher sentada na mesa em que se tramou a ruptura democrática. Os outros 28 lugares, mostra o vídeo tornado público pelo Supremo Tribunal Federal, eram ocupados por homens, em especial ministros do governo Bolsonaro e militares do alto escalão das Forças Armadas.  No encontro, Alvarenga substituía a ex-ministra Damares Alves, que tinha se licenciado do governo em abril daquele ano para se candidatar ao Senado. Em outubro, Damares foi eleita senadora. De acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação contra o entorno bolsonarista na semana passada, a reunião “nitidamente revela o arranjo de dinâmica golpista”. Alvarenga atuou no governo Bolsonaro desde o início da gestão. Seu primeiro cargo foi como secretária executiva do Ministério de Desenvolvimento Social, quando a pasta ainda era chefiada pelo ex-ministro Osmar Terra. Em 2020, já trabalhando no ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Alvarenga foi nomeada para o Conselho Fiscal da Casa da Moeda. Ela é economista de formação. A reunião em questão é peça-chave para entender até que ponto o governo passado esteve envolvido ou não em uma empreitada golpista. Outro tema importante no encontro diz respeito ao uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), citado pelo general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A íntegra da reunião, disponibilizada pelo STF desde semana passada, também mostra a preocupação de alguns ministros com a possibilidade de que o encontro estivesse sendo gravado. Confira: A íntegra da reunião, disponibilizada pelo STF desde semana passada, também mostra a preocupação de alguns ministros com a possibilidade de que o encontro estivesse sendo gravado. Confira:

Web repercute reunião golpista e pede “Bolsonaro na cadeia”

boz Na noite deste sábado (10), a tag “BOLSONARO NA CADEIA” figurou entre os assuntos mais comentados do X/Twitter. Isso porque funcionários estão repercutindo o vídeo da reunião de teor golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus ministros, vídeo liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que virou prova contra o político do PL. “Olhe bem para a cara deles, SÃO TODOS GOLPISTAS. BOLSONARO NA CADEIA. TRAIDORES DA PÁTRIA”, postou uma usuária do microblog identificada como Monica Cecilia, compartilhando uma foto do ex-mandatário com chefes das Forças Armadas. “Bolsonaro nunca mais! Bolsonaro preso! Bolsonaro na Cadeia”, pediu Cesar. Outro internauta chamado Gilmar de Alcântara divulgou trecho de uma entrevista de Bolsonaro para a Record e reclamou: “Bolsonaro covarde está metendo a bota no General Heleno. Com essa cara de merda, só falta falar que Heleno era infiltrado do PT e ele não sabia. […] BOLSONARO NA CADEIA”. Bolsonaro Covarde está metendo a bota no General Heleno. Com essa cara de merda, só falta falar que Heleno era infiltrado do PT e ele não sabia. Neste Carnaval alguém já ouviu o CORO EI BOLSONARO VAI TOMAR NO CU! EI BOLSONARO VOCÊ SE FODEU BOLSONARO NA PAPUDA! BOLSONARO NA CADEIA pic.twitter.com/GkYFG9WS3e — Gilmar de Alcântara (@VoxGilmar) February 10, 2024 ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1756427199303897562%7Ctwgr%5Eb76d1d13efd90d29ecc7498a506e43597690ba11%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diariodocentrodomundo.com.br%2Fessencial%2Fweb-repercute-reuniao-golpista-e-pede-bolsonaro-na-cadeia%2F Carnaval em OlindaToc Toc TocBOLSONARO NA CADEIASEM ANISTIA pic.twitter.com/ag3AgeuKEe — Distopia Brazil (@DistopiaBrazil) February 10, 2024 Carnaval em OlindaToc Toc TocBOLSONARO NA CADEIASEM ANISTIA pic.twitter.com/ag3AgeuKEe — Distopia Brazil (@DistopiaBrazil) February 10, 2024 Bom dia. BOLSONARO NA CADEIA https://t.co/2HQcm1AFOj — Joao Domenech (@joaodomenech) February 10, 2024 Bolsonaro nunca mais !Bolsonaro preso !Bolsonaro na Cadeia! pic.twitter.com/9zmOMMN7il — Cesar Bolsonaro Preso (@CesarSandri3) February 5, 2024 olhe bem para a cara deles, SÃO TODOS GOLPISTASBOLSONARO NA CADEIATRAIDORES DA PÁTRIA pic.twitter.com/BnlQtumqbR — monica cecilia (@monicac32089680) February 11, 2024 O único problema da visão do Bolsonaro é que ele não enxergou que nunca teve capacidade nem de ser militar, nem deputado, que dirá presidente.A única capacidade que esse vagabundo tem é de ser presidiário logo logo.BOLSONARO NA CADEIA pic.twitter.com/1P0aaEaNLe — Gabriel Gatti ???????????? ???????? (@Gattiaosta1) February 10, 2024 Bolsonaro quando então presidente era valentão, batia na mesa, em reunião com ministros esbrvejava, falava palavrões e se comportava como todo poderoso tirano. Agora foi enquadrado por XANDÃO fica parecendo um Chorão. TOC TOC TOC em breve para você Bolsonaro. BOLSONARO NA CADEIA pic.twitter.com/pSVkaY4vzP — Gilmar de Alcântara (@VoxGilmar) February 10, 2024 Eu quero que esse Vagabundo, Golpista, Mentiroso, Mentecapto, Canalha, Covarde, apodreça na Cadeia. BOLSONARO NA CADEIA não para hoje, para ontem. Para o bem do Brasil é necessário que Bolsonaro seja preso pic.twitter.com/rM5t7slSaA — Gilmar de Alcântara (@VoxGilmar) February 11, 2024 BOLSONARO NA CADEIA — Ninja Sá (@aquat888) February 11, 2024

Valdemar Costa Neto é preso em operação da Polícia Federal

Presidente do PL foi alvo de busca e apreensão, mas acabou detido pela PF O presidente do Partido Liberal Valdemar Costa Neto foi preso pela Polícia Federal após mandado de busca e apreensão em sua casa nesta quinta-feira (8). O chefe da legenda de Bolsonaro possuía uma arma de fogo sem registro em sua residência, o que motivou a detenção do político condenado. Ele foi preso em flagrante e conduzido à sede da Polícia Federal. De acordo com a jornalista Camila Bomfim, da Globo News, a arma estava com documentação vencida e registrada no nome do filho do político. Costa Neto era alvo de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma conspiração para golpe de estado engendrada núcleo duro do bolsonarismo. De acordo com a PF, havia “intrínseca relação entre núcleo jurídico da organização criminosa responsável pelas minutas golpistas e o Partido Liberal, na pessoa de seu dirigente máximo, VALDEMAR COSTA NETO”. Além de Costa Neto – que foi preso em flagrante e não era alvo inicial da PF – , foram presos Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro que fez o gesto do ‘White Power’, Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército e Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.

Bolsonaro e ex-ministros são alvo de operação da PF sobre tentativa de golpe

bozoOrdem do STF determina que Bolsonaro entregue passaporte à Justiça. Exército Brasileiro acompanha cumprimento de alguns mandados O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a PF apreenda o passaporte de Bolsonaro no âmbito da operação. Ordens de prisão também têm como alvo assessores diretos do ex-presidente, incluindo militares. “A operação é deflagrada após o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tentente-coronel Mauro Cid, ter fechado acordo de colaboração premiada junto a investigadores da PF. O acordo foi enviado à Procuradoria-Geral Federal (PGR) e já recebeu a homologação pelo STF.” Nesta quinta, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Ao todo, são 48 medidas cautelares ordenadas por Moraes, incluindo a proibição de os investigados manterem contato ou se ausentarem do país. O prazo para entrega de passaportes é de 24 horas. As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos seguintes estados: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. O Exército Brasileiro acompanha o cumprimento de alguns mandados. As apurações apontam que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital, informou a PF.

Espionagem ilegal – Lula demite Alessandro Moretti, diretor-adjunto da Abin

A exoneração do número 2 da agência, Alessandro Moretti, investigado por  espionagem ilegal na gestão Bolsonaro, foi publicada em edição extra do “Diário Oficial”. Outros seis diretores são trocados em meio às investigações sobre “Abin paralela” O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu ontem (30) Alessandro Moretti do cargo de diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A exoneração do número 2 da agência foi publicada na noite de ontem em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A demissão ocorre após a Polícia Federal (PF) deflagrar operação que investiga suposto esquema de produção de informações clandestinas na Abin durante a gestão do então diretor e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Um dos alvos da investigação é o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apontado como bolsonarista, Moretti é suspeito de ter relações com Ramagem. Ele é egresso de posições estratégicas em órgãos comandados por bolsonaristas, incluindo o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Delegado da PF, o agora ex-diretor da Abin atuou como secretário-executivo da Segurança Pública do DF entre 2019 e 2021, na primeira gestão de Torres — que foi preso sob acusação de omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro. Moretti foi ainda diretor de Tecnologia da Informação e Inovação, entre 2021 a 2022, da PF na gestão Bolsonaro. Presença contestada Sua presença no cargo passou a ser contestada, contudo, após ele ser citado por agentes na Operação Vigilância Aproximada, deflagrada no último dia 25. De acordo com a Polícia Federal, ele participou de uma reunião com representantes de servidores da Abin, em março de 2023, e teria dito que a investigação sobre a agência tinha “fundo político” e iria passar. Para a corporação, a postura de Moretti não era a esperada para um delegado. Ainda na terça, o presidente Lula havia dito, em entrevista, que se fosse comprovado o envolvimento de Moretti no monitoramento ilegal feito no governo passado e sua relação com o ex-diretor, não haveria condições de ele permanecer na instituição. O delegado federal Alessandro Moretti estava na Abin desde março de 2023 e continuou no órgão por ter relação de confiança com o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, nomeado pelo petista. Trocas na Abin Com a saída de Moretti, o segundo maior posto do órgão passará a ser ocupado por Marco Aurélio Chaves Cepik, conforme nota divulgada pela Casa Civil da Presidência da República. Cepik é professor universitário e o atual diretor da Escola de Inteligência da Abin. Antes da Abin, Moretti ocupou direção de Inteligência Policial (2022 a 2023) e de Tecnologia da Informação e Inovação (2021 a 2022) da Polícia Federal. Ele também atuou como diretor de Gestão e Integração de Informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em 2020 e foi secretário-executivo de Segurança Pública do Distrito Federal, entre 2018 e 2020. Além dele, outros seis diretores foram exonerados em meio às investigações. Devido ao sigilo inerente à função, os nomes dos demais diretores dispensados e aqueles que assumem as vagas não foram publicados no Diário Oficial, apenas as matrículas. Quatro dos novos diretores são mulheres