Aos prantos, Bolsonaro frustra radicais ao negar o golpe e reconhecer derrota na última live

Confuso e gaguejando, Bolsonaro protagonizou uma live patética e despertou a ira dos golpistas ao dizer que não vai “duvidar das urnas”, descartou “soco na mesa” e caiu no choro, a ponto de silenciar a transmissão. De forma confusa, gaguejando e sem os arroubos autoritários das lives que protagonizou durante o governo, Jair Bolsonaro (PL) voltou às redes sociais na manhã desta sexta-feira (30) para fazer uma “prestação de contas” e comentar o “atual momento político brasileiro” exatos 60 dias após a derrota para Lula (PT) nas eleições presidenciais. O enredo patético, transmitido pelo Facebook do futuro ex-presidente, foi finalizado com um Bolsonaro aos prantos e gerou revolta e indignação nos apoiadores que seguiam pelo chat. Bolsonaro repetiu antigas ladainhas, abrindo seu discurso falando novamente sobre a facada nas eleições de 2018 dada “por um filiado do PSOL”, e em seguida, com voz trêmula, reclamou da cobertura jornalística sobre os atos terroristas em Brasília no último dia 12, que classificou como “bolsonarista” o terrorista George Washington Oliveira, que instalou uma bomba próximo ao aeroporto de Brasília e, em depoimento, disse que agiu incitado pelo presidente. Em seguida, ele condenou a ação, comparando ao assassinato do petista Marcelo Arruda por Jorge Guaranho, um apoiador seu em Foz do Iguaçu, no Paraná. “Durante a campanha, aquela tragédia em Foz do Iguaçu, quando uma pessoa mata a outra, ‘bolsonarista’, né?”, reclamou. “Nada justifica o que aconteceu ali, como nada justifica o que aconteceu aqui em Brasília, essa tentativa de um ato terrorista. Nada justifica. O elemento foi pego, graças a Deus, não tem ideia se [ininteligível] cidadão. Agora massifica em cima do cara como bolsonarista o tempo todo”, diz reclamando que hoje “a imprensa aplaude quando alguém é preso”. A declaração iniciou uma onda de indignação entre apoiadores no chat da transmissão que foi aumentando a medida que o presidente sinalizava que não iria apoiar o tão esperado – pelos extremistas – golpe de estado usando o artigo 142 da Constituição. Reconhecimento da derrota Naquela que considerou a “segunda parte da live”, Bolsonaro falou sobre as eleições presidenciais, reclamou do resultado dizendo que “o voto você vê pelas ruas”, mas enfim admitiu que foi derrotado nas urnas, mesmo se mostrando chateado e contrariado. “As esperanças de vitória eram palpáveis. Veio o horário eleitoral e fomos massacrados com mentiras da outra parte, de que íamos acabar com o décimo terceiro. Acusações absurdas. Lá a questão das rádios também, de mais para um candidato e menos para outro. Tivemos também decisões da justiça eleitoral que ninguém conseguiu entender. Tive que deixar de fazer live em casa”, disse, referindo-se ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Em tom mais ameno comparada aos chiliques que tinha em ataques ao Tribunal Superior Eleitoral, Bolsonaro apenas reclamou que “obviamente não foi uma eleição imparcial”. “E tivemos, então, o resultado do segundo turno: 50,9% contra 40,1%. Se fosse duvidar da urna você está passível de responder processo”, disse afinando a voz. “É crime”. “Tudo bem, não vamos duvidar das urnas aqui”, emendou, com olhar vazio. “O partido nosso entrou com petição para que fosse ajustado algumas coisas, tirando tudo e, em vez do TSE [ininteligível], no dia seguinte indeferiu, arquivou e deu uma multa de R$ 22 milhões”, clamou novamente. Bolsonaro ainda justificou porque não iria tentar um golpe, provocando a ira dos apoiadores no chat. “Qualquer medida de força gera uma reação. A gente tem que buscar o diálogo para resolver as coisas, não pode dar um soco na mesa e não se discute mais esse assunto”, afirmou, contrariando a postura que teve por toda a vida, quando chegou a dizer que a Ditadura matou pouco no Brasil. Por fim, Bolsonaro caiu no choro e entrou em prantos, a ponto de silenciar a live quando afirmou que “deu a vida para o Brasil”. “O Brasil não vai se acabar no ano que vem. Pode ter certeza disso”, afirmou em um chororô sem fim. “O bem vai vencer”, emendou engolindo o choro. Assista

Ex-candidata a prefeitura é presa suspeita de vandalismo em Brasília

Klio Hirano era uma das pessoas que estava acampado em frente ao Quartel-General do Exército (QG) e foi presa na noite desta quarta-feira (28) Klio Hirano e presidente Jair Bolsonaro(foto: Reprodução/Redes Sociais) A ex-candidata a prefeita da cidade de Tupã, em São Paulo, Klio Hirano é uma das pessoas presas por participar dos atos de vandalismo no centro de Brasília, em 12 de dezembro. Na manhã desta quinta-feira (29/12), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Federal (PF) cumprem 32 mandados de busca e apreensão e prisão contra os suspeitos de envolvimento. Klio Hirano faz parte do grupo de pessoas que estava acampado em frente ao Quartel-General do Exército (QG). A publicitária bolsonarista usava as redes sociais para publicar fotos e vídeos do movimento. No Instagram, Klio fazia questão de postar vários registros ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL). A primeira foto ao lado do chefe do Executivo foi em maio de 2018. Em 2020, Klio se candidatou pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ao cargo de prefeita da cidade de Tupã. O Correio Braziliense apurou que a publicitária foi presa pela Polícia Civil na noite dessa quarta-feira (28/12) em frente ao Palácio da Alvorada. Na ocasião, ocorreu uma espécie de manifestação no local. A prisão de Klio chegou a ser publicada minutos depois pela página Advogados de Direita, no Twitter. Operação da PF e PCDF A operação Nero tem o objetivo de identificar e prender os vândalos suspeitos de tentar invadir o Edifício-Sede da PF, além de atearam fogo em oito veículos, incluindo ônibus e carros, e depredaram a estrutura da 5ª Delegacia de Polícia (área central). As investigações tiveram início na Polícia Federal e na Polícia Civil do Distrito Federal. Os suspeitos teriam tentado invadir a sede da PF com o objetivo de resgatar o indígena José Acácio Serere Xavante, conhecido como cacique Tsereré. As duas investigações foram encaminhadas, em razão de declínio de competência, ao STF. A investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo. Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão. O nome da operação faz referência a um imperador romano do primeiro século que ateou fogo em Roma.

Show da picaretagem – Homem é curado 17 vezes por RR Soares

O Show da Fé, famosa transmissão de cultos evangélicos da Igreja Internacional da Graça de Deus, ministrados pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, ou R.R. Soares, viralizou na redes sociais nesta semana após internautas flagrarem o mesmo homem sendo “curado” por 17 vezes, em transmissões variadas, a partir de 2020. Os cultos já foram transmitidos pela RedeTV! e TV Bandeirantes. O fato desperta a curiosidade por si, uma vez que as igrejas evangélicas brasileiras ganharam notoriedade, após sua chegada à televisão, pelos testemunhos de cura, superação, ou mesmo das famosas sessões de descarrego, em que demônios incorporariam nos fieis doentes espiritualmente para, em seguida, serem expulsos. As práticas desde então têm sido acusadas de serem encenações, pelos mais céticos ou fieis de outras religiões. Acontece que neste caso em específico, a não ser que haja alguma coincidência sobrenatural pairando no ar, os céticos aparentemente estão em vantagem. O homem não identificado, sempre utilizando uma máscara médica típica da pandemia de Covid-19, foi catalogado por internautas testemunhando a própria cura por 17 vezes. A primeira aparição dele, que jamais se identificou, teria sido em junho de 2020 e, desde então, está todo mês na telinha do Show da Fé. Dores no peito são o sintoma mais comum, mas é notável também a variação de dores e outros sintomas entre uma e outra aparição. De dores de barriga a ‘pressão na mente’, o homem teria sido curado ao adentrar o templo por diversas vezes. Apesar da não identificação e do uso de máscara, é possível perceber que se trata da mesma pessoa, conforme vídeo abaixo. Apresento-lhes o homem mais curado de todos os tempos.Pode ir pro Guiness pic.twitter.com/TZjRW2znaw — Notícias paralelas (@A_MelhorNoticia) December 26, 2022 O missionário RR Soares, que aparece ministrando os cultos, é o quarto pastor mais rico do Brasil, atrás apenas de Edir Macedo, Valdemiro Santiago e Silas Malafaia, segundo dados da Forbes. Além do Show da Fé, que é o programa brasileiro com maior presença global atingindo mais de cem países, também é proprietário de três mil templos, redes de televisão, rádio, sites e TVs por assinatura.

Preso por planejar atentado a bomba em Brasília diz que queria provocar intervenção militar

Policiais civis do Distrito Federal conduzem o acusado de planejar atentado a bomba em Brasília.| Foto: G1/reprodução O homem preso no sábado (24) sob a acusação de tentar explodir um caminhão-tanque numa área próxima ao aeroporto de Brasília, identificado como George Washington de Oliveira Sousa, disse em depoimento à Polícia Civil que o plano do atentado seria criar o “caos” e levar à decretação do estado de sítio no país e à intervenção das Forças Armadas. Durante um estado de sítio, direitos e garantias individuais são suspensoss para facilitar o enfrentamento de uma situação de “comoção grave de repercussão nacional”. Com isso, o objetivo de Sousa seria evitar o que ele chamou de instalação do comunismo no país. O atentado não ocorreu porque o motorista do caminhão, que tinha como destino o aeroporto, percebeu um objeto estranho no veículo e então chamou a polícia. A polícia investiga ainda a participação de outras pessoas na tentativa do atentado. Um segundo suspeito foi identificado apenas como “Alan”. Segundo as investigações, Sousa tem 54 anos, é do Pará e viajou a Brasília para se juntar aos manifestantes contrários à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estão no acampamento montado na frente do quartel-general do Exército. No depoimento, o acusado teria confirmado que outras pessoas do acampamento teriam ajudado na tentativa de explosão. Sousa estava hospedado num apartamento alugado onde foram encontrados armas e pelo menos cinco explosivos parecidos com o que ele pretendia explodir o caminhão perto do aeroporto. A Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva do acusado – ou seja, sem prazo para a detenção ser relaxada. A Polícia Civil informou ainda que ele deve ser denunciado por crime contra o Estado Democrático de Direito e por posse ilegal de explosivos e de armas – embora Sousa tenha registro como caçador, atirador e colecionados (CAC), não possuía autorização para transportar essas armas em uma viagem. Acusado não teria identificado outros envolvidos Durante o depoimento à Polícia Civil, Sousa relatou que a intenção seria impedir a instalação do comunismo no Brasil – supostamente representada pela posse de Lula. E a ideia era justamente provocar, de alguma forma, a decretação de um estado de sítio e a intervenção das Forças Armadas. Defensores de uma intervenção militar no país costumam citar o artigo 142 da Constituição, que estabelece que uma das funções das Forças Armadas é manter a ordem. Sousa também afirmou aos policiais que, além do aeroporto, foi cogitado explodir postes perto de uma subestação de energia do Distrito Federal, provocando a falta de luz. O acusado disse que elaborou um plano juntamente com outros manifestantes que estão acampados na frente do quartel do Exército. Ele não teria identificado de forma objetiva quem seriam essas outras pessoas. Sousa teria dito que foi uma mulher desconhecida quem sugeriu a explosão perto da subestação de energia. E que outro desconhecido teria fornecido o controle remoto para acionar as bombas. Ministros da Justiça de Bolsonaro e de Lula comentam a tentativa de atentado O ministro da Justiça, Anderson Torres, informou que oficiou a Polícia Federal (PF) para acompanhar a investigação sobre a tentativa de atentado em Brasília. Por meio do Twitter, disse ainda que, no âmbito de sua competência, vai adotar as “medidas necessárias”. Ele destacou que é importante aguardar as conclusões das investigações para as devidas responsabilizações. Já o futuro ministro da Justiça do governo de Lula, Flávio Dino, chamou a tentativa de atentado de “terrorismo” e disse que, em função disso, o esquema de segurança da posse de Lula será reavaliado. Ele também criticou a continuidade dos acampamentos na frente dos quartéis para contestar a eleição de Lula e a política armamentista do atual governo – que flexibilizou a posse e o porte de armas. Dino afirmou que superá-la é uma “prioridade”. O futuro governo já planeja um “revogaço” de medidas de Bolsonaro, incluindo decretos envolvendo a posse e o porte de armas. Dino afirmou ainda que pediu ao delegado Andrei Rodrigues, futuro diretor-geral da PF, para acompanhar as investigações. Ele ainda disse que irá propor que o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o Conselho Nacional do Ministério Público constituam grupos especiais para combate ao terrorismo e ao que chamou de “armamentismo irresponsável”.

Bolsonarista é preso por armar bomba perto do Aeroporto de Brasília

O homem de 54 anos é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e participa do acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília O homem de 54 anos preso por armar uma bomba encontrada na área do Aeroporto de Brasília, neste sábado (24/12), teria vínculo com o acampamento de bolsonaristas fixado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o homem mora no Sudoeste e é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). O suspeito foi preso na noite deste sábado, por investigadores da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), no Sudoeste. No carro dele foi encontrado “grande quantidade de explosivos e armamento”. Na residência dele foi encontrado um verdadeiro arsenal com diversas armas e munições. O homem tem registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Confira o arsenal encontrado na casa do suspeito: Na caso do suspeito de armar uma bomba perto do Aeroporto de Brasília foi encontrado uma grande quantidade de armas e munições. Confira na imagem obtida pelo Correio. pic.twitter.com/B6p3uPuDmJ — Correio Braziliense (@correio) December 25, 2022   Um vídeo obtido pela reportagem do Correio detalha o arsenal encontrado na casa do suspeito de armar uma bomba próximo ao Aeroporto de Brasília. Ainda não há informações sobre a motivação do ataque. pic.twitter.com/6zrWVfRJAs — Correio Braziliense (@correio) December 25, 2022 Pelo Twitter, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, comunicou a prisão do suspeito. “Cumprimentos a Polícia Civil do DF pela prisão e apreensões efetuadas nesta noite, com aparente ligação com o artefao explosivo desta manhã. Fotos mostram o terrível efeito do extremismo no Brasil. Que todos rezemos nesta noite por PAZ”, disse. Cumprimento a Polícia Civil do DF pela prisão e apreensões efetuadas nesta noite, com aparente ligação com o artefato explosivo desta manhã. Fotos mostram o terrível efeito do extremismo no Brasil. Que todos rezemos nesta noite por PAZ. pic.twitter.com/9MddE71FTD — Flávio Dino ???????? (@FlavioDino) December 25, 2022 Entenda a história Na tarde deste sábado, o Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conseguiu desativar um artefato explosivo encontrado próximo ao Aeroporto de Brasília, por volta de 13h20. O material explosivo foi encontrado dentro de uma caixa por funcionários da Inframérica por volta de 7h45, após um caminhão ter deixado a caixa na via pública, ainda pela madrugada. Os funcionários interditaram parte da pista com cones, e esperaram os policiais militares chegarem. Com a PMDF no local, uma das pistas sentido ao Aeroporto de Brasília foi interditada. O procedimento para a remoção do objeto, que são duas bananas de dinamite ligadas a um fio, iniciou por volta de 11h55 pelo Esquadrão de Bombas da corporação. Às 13h20, o grupo desativou a bomba, e deixou o local logo após, seguido do CBMDF e da PF. Policiais civis ficaram por lá para a realização da perícia. “No local, realizou-se a desativação do artefato explosivo. O material apreendido foi entregue de forma segura à perícia da PCDF”, detalhou a PMDF, em nota. Pelo Twitter, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que está acompanhando a operação sobre a suposta bomba encontrada próximo ao aeroporto. O ex-governador do Maranhão está em viagem para São Luís (MA), onde passará o Natal ao lado da família. “Estamos acompanhando as apurações sobre o suposto artefato explosivo encontrado em Brasília na manhã deste sábado. Teremos informações oficiais em breve”, disse o ministro. Caso suspeito na Asa Sul Na sexta-feira (23/12) — antevéspera de Natal —, as equipes da Polícia Militar (PMDF) atenderam uma ocorrência de suspeita de bomba na 216 Sul. Após duas horas e meia de investigações, a corporação concluiu que não existia um artefato explosivo na mochila do suspeito — um homem de aproximadamente 30 anos — que estava em um ônibus. De acordo com a coordenação das investigações, nenhum artefato ou substância ilícita foi encontrada na mochila. “O suspeito foi liberado e vamos desocupar as vias. Após a apuração do BOPE, concluímos que não havia bomba”, ressaltou o major Newton. Por volta das 14h30, os militares foram acionados por uma passageira do transporte público, que tinha como destino a Rodoviária do Plano Piloto, pois a vítima escutou que um homem carregava uma bomba em seus pertences. Imediatamente, o ônibus da empresa Pioneira começou a ser monitorado, e no fim do Eixo Sul, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Esquadrão Antibombas da PM pararam o veículo e iniciaram a Operação Petardo. De acordo com apuração do Correio, tudo iniciou após uma passageira ouvir a conversa do homem, e suspeitou que ele estava portando uma bomba.

Coronel do Carandiru pede para “sair” do ministério de Flávio Dino

O coronel Nivaldo Restivo, que teria relação com o massacre de 111 presos no presídio do Carandiru, em 1992, em São Paulo, pediu para “sair” do ministério de Flávio Dino (PSB). Restivo desistiu da indicação para o cargo na Secretaria Nacional de Políticas Penais, que será criado no Minstério da Justiça e Segurança Pública – pasta que será comandada por Dino. O Coronel foi chefe de gabinete do ex-secretário de Segurança Pública Mágino Alves. Além de Comandante-Geral da Polícia Militar, também comandou a Tropa de Choque, o Batalhão de Operações Especiais e a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar). Em 2017, o futuro secretário foi indicado pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para o comando da Polícia Militar. Na época, o coronel afirmou que as ações durante o massacre do Carandiru foram “legítimas e necessárias”. Antes da “queda” do coronel, um dia antes, caiu também o policial Edmar Camata para a diretoria-geral a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Camata foi indicado pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). Pelo roteiro dessas duas “demissões”, foi o próprio PSB que colocou Flávio Dino em situação constrangedora. Abaixo, leia a íntegra da nota do coronel Nivaldo Restivo Hoje, 23, conversei com o Ministro Flavio Dino. Agradeci exaustivamente o honroso convite para fazer parte de sua equipe. Em que pese a motivação e o entusiasmo para contribuir, precisei considerar circunstâncias capazes de interferir na boa gestão. A principal delas é a impossibilidade de conciliar a necessidade da dedicação exclusiva ao importante trabalho de fomento das Políticas Penais, com o acompanhamento de questões familiares de natureza pessoal. Assim, reitero meus agradecimentos ao Ministro Flavio, na certeza de que seu preparado conduzirá ao êxito da imprescindível missão que se avizinha.

Dino cancela em 24 horas nomeação de diretor-geral da PRF que defendeu prisão de Lula

Flávio Dino, futuro ministro da Justiça e Segurança Pública. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) O futuro ministro da Justiça do governo Lula (PT), Flávio Dino (PSB), decidiu cancelar a nomeação do policial rodoviário Edmar Camata para o comando da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Como mostrou a coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o servidor foi no passado um entusiasta da Lava Jato e da atuação de Sergio Moro (União Brasil-PR). Camata também usou as redes sociais para manifestar, na época, apoio à prisão do petista. P Dino divulgou o cancelamento a jornalistas nesta quarta (21), 24 horas após ter anunciado a nomeação, na terça (20). “Tivemos uma polêmica nas últimas horas e o entendimento dele e da nossa equipe é que seria mais adequado proceder a essa substituição”, disse Dino. Ele anunciou que Antonio Fernando Oliveira será o novo diretor da PRF. Ele foi superintendente da coorporação no Maranhão. Camata comanda atualmente a Secretaria de Estado de Controle e Transparência do Espírito Santo. Formado em direito pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), ingressou na PRF em 2006. É mestre em Políticas Anticorrupção pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e tem especializações em gestão integrada em Segurança Pública e Ministério Público e Defesa da Ordem Jurídica, além de MBA em gestão pública.

Lavajatista para o comando da PRF deflagra a primeira crise entre aliados de Lula

O delegado Edmar Moreira Camata “admirador do Moro e do Dallagnol” é  um conhecido defensor da Lava Jato e defendeu a prisão de Lula  A escolha de Edmar Moreira Camata para comandar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) provocou reação de dirigentes petistas e integrantes do grupo Prerrogativas, que reúne advogados aliados de Lula e críticos da operação que danificou a economia nacional e violou normas democráticas. A informação é da coluna da jornalista Malu Gaspar no Globo. O delegado é um conhecido defensor da Lava Jato, e várias vezes se manifestou a favor das prisões da operação, inclusive a de Lula. Em 2018, Camata foi candidato a deputado federal pelo PSB do Espírito Santo com o lema “para a Lava Jato não acabar”. Assim que Flávio Dino, o ministro designado por Lula para a Pasta da Justiça anunciou que Camata será o novo chefe da PRF, houve forte reação por membros do grupo Prerrogativas. “Essa indicação do novo diretor geral da PRF é um desastre. O cara é admirador do Moro e do Dallagnol”, escreveu um integrante do Prerrogativas num grupo de WhatsApp. “Um absurdo total. Está deflagrada a primeira crise”, concordou outro membro. Aliados de Flávio Dino defendem a escolha de Camata, cujo nome foi bem recebido por integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, segundo a coluna.

Michelle e Jair Bolsonaro choram ao se despedir do Palácio da Alvorada

A primeira-dama chegou a ficar de joelhos enquanto manifestantes aguardavam do lado de fora da residência oficial da Presidência da República – Jair Bolsonaro (PL) e a sua esposa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, choraram ao se despedir do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Eleitores bolsonaristas aguardavam do lado de fora da Alvorada e deram manifestações de apoio ao casal. https://twitter.com/delucca/status/1605331876964548608?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1605331876964548608%7Ctwgr%5E12ba603ab2b81022ed39ac0d430f3b80c71a41ac%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fregionais%2Fbrasilia%2Fmichelle-e-jair-bolsonaro-choram-ao-se-despedir-do-palacio-da-alvorada-video  

Raio atinge acampamento golpista no QG do Exército e deixa 4 feridos

Bolsonaristas acampam em frente ao QG do Exército em Brasília. (Foto: Reprodução/George Marques Um raio caiu no acampamento golpista montado por bolsonaristas inconformados com o resultado das eleições em frente ao QG do Exército, neste domingo (18), em Brasília. Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, quatro pessoas que tentavam se abrigar uma tempestade sob uma tenda ficaram feridas. O acidente aconteceu por volta das 14h. Três vítimas tiveram ferimentos leves, e uma mulher de de 45 anos foi levada para o hospital em estado estável, mas com formigamentos, queimaduras e sinais vitais alterados. Segundo informações dos Bombeiros, a ocorrência foi na praça dos Cristais, que fica em frente ao quartel do Exército em Brasília. Três viaturas e 11 agentes se deslocaram ao local para ajudar os feridos. Os golpistas pedem um golpe das Forças Armadas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e manter Jair Bolsonaro no poder. O acampamento em frente ao QG do Exército já foi alvo de inundações e frequentemente tem sofrido com as chuvas torrenciais que caem no Distrito Federal nesta época do ano.