Fim do chilique – Relatório das Forças Armadas não indica fraude

Documento oficial dos militares que “fiscalizaram” trabalho do TSE não indicou qualquer anormalidade e trouxe apenas críticas aos métodos. O último fio de esperança dos golpistas está sepultado O tal relatório das Forças Armadas sobre a “fiscalização” do processo eleitoral tocado pelo TSE, que era a última esperança dos bolsonaristas para seguirem alimentando teorias infundadas de irregularidades no pleito que elegeu Lula (PT) para a Presidência da República finalmente foi divulgado e não trouxe qualquer acusação de fraude. A publicação do documento acabou com o último fio de esperança dos golpistas que tentavam melar a eleição legítima do líder petista, ainda que esses radicais se apeguem a toda e qualquer tese estapafúrdia que sustente uma irreal vitória de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. O arquivo de 64 páginas faz apenas críticas ao método adotado pelo TSE, dizendo que ele dificultaria a tal “fiscalização” realizada pelos militares, cooptados pelo atual presidente para atrapalharem o processo. Em parte alguma há menção a irregularidades ou fraudes. “Quanto à fiscalização da totalização, foi constatada, por amostragem, a conformidades entre os BU (boletins de urna) impressos e os dados disponibilizados pelo TSE”, diz um trecho do relatório, acabando com especulações de seguidores de Bolsonaro de que as Forças Armadas apontariam fraudes. O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), já se manifestou oficialmente por meio de uma nota no site da Corte, reafirmando “a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração”.
Ator e cantor Rolando Boldrin morre aos 86 anos em SP

O artista estava internado no Hospital Albert Einstein há dois meses O ator, cantor, compositor e apresentador da TV Cultura Rolando Boldrin morreu nesta quarta-feira (9) aos 86 anos, na cidade de São Paulo (SP). A causa da morte não foi divulgada. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein há dois meses. O velório de Boldrin será realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Com mais de 60 anos de carreira na TV, Rolando Boldrin apresentou o programa musical “Sr. Brasil” por 17 anos. Em nota, a TV Cultura disse que ele “tirou o Brasil da gaveta e fez coro com os artistas mais representativos de todas as regiões do País”. “Em seu programa, o cenário privilegiava os artesãos brasileiros e era circundado por imagens dos artistas que fizeram a nossa história, escrita, falada e cantada”, disse. Como ator, Rolando trabalhou em mais de 30 novelas, como “O Direito de Nascer”, “Os Deuses Estão Mortos”, “Mulheres de Areia”, “Os Inocentes”, “O Profeta”, “Roda de Fogo”, “Cavalo Amarelo” e “Os Imigrantes”.
Morre Gal Costa, a musa do tropicalismo e uma das mais belas vozes do mundo

Impossível imaginar o mundo sem Gal Costa, tampouco o Brasil. Desde menina, na década de 60, a cantora nos mostra o que é a beleza, ousadia e criatividade Morreu a cantora Gal Costa na manhã desta quarta-feira (9), aos 77 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da artista e a causa da morte é desconhecida. Impossível imaginar o mundo sem Gal Costa, tampouco o Brasil. Desde menina a cantora nos mostra o que é a beleza, ousadia e criatividade. Gal era a musa dos anos 70, a musa do movimento tropicalista, uma das vozes mais lindas do mundo. Ela nos encantou desde o início com seus discos que misturavam rock and roll, blues, João Gilberto e Janis Joplin. A cantora seria uma das atrações do festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no último fim de semana, mas teve sua participação cancelada de última hora. De acordo com a equipe da própria Gal Costa, ela precisava se recuperar após a retirada de um nódulo na fossa nasal direita e ficaria fora dos palcos até o final de novembro, seguindo recomendações médicas. A cirurgia ocorreu em setembro, pouco após sua apresentação em outro festival de música em São Paulo, o Coala. De lá para cá, ela não havia voltado a se apresentar, mas já tinha datas de shows da turnê As Várias Pontas de uma Estrela marcadas para dezembro e janeiro. Primeiro álbum com Caetano Todos nós, meninas e meninos, fomos namorados de Gal Costa. Poucos artistas nos deram tanta beleza e juventude, desde o álbum de estreia, o lindo “Domingo“, gravado em parceria cm Caetano Veloso. Nele, as tintas da Bossa Nova se fazia muito mais presente do que nos álbuns seguintes, quando se mostrou mais roqueira e selvagem. Seu show que resultou no disco “Gal a Todo o Vapor“, segundo o jornalista e humorista Zé Simão, era um programa obrigatório de todos os jovens que estavam no Rio de Janeiro na época. Nele, Gal ia do samba canção, da bossa, até o rock mais visceral, com canções esolhidas a dedo e uma banda refinada e pesada, que contava com os guitarrustas Lanny Gordin e o então estreante Pepeu Gomes. Da Tropicália para o mundo Gal Costa sempre foi múltipla. Gravou de Jorge Ben a Roberto Carlos, de Caetano e Gilberto Gil a Luis Melodia, foi pop e tradicionalista, gravou um álbum só cm canções de Tom Jobim, inventou, reinventou, buscou durante toda a sua carreira artistas novos. Sua articipação no álbum manifesto “Tropicália ou Panis et Circenses” foi fulminante e definitiva. A canção “Baby“, de Caetano, virou sua marca registrada. Ficou marcada também pelo “Modinha para Gabriela“, de Dorival Caymmi, abertura da novela da Globo. Sobre ela, o compositor afirmou um dia que muitas atrizes interpretaram Gabriela, mas a voz da personagem sempre será única, sempre será a de Gal Costa
Orçamento secreto é o maior esquema de corrupção institucionalizada da história

Nunca foi tão fácil e tão pouco arriscado desviar dinheiro público na história do país. Essa é a consequência grave da manutenção do orçamento secreto, na avaliação do diretor executivo da seção brasileira da Transparência Internacional, Bruno Brandão. “O orçamento secreto é o maior esquema de institucionalização da corrupção na história brasileira”, afirma ele, com segurança, nesta entrevista ao Congresso em Foco. E é a partir daí que se depreende que nunca antes foi tão fácil desviar dinheiro público. Porque, para aqueles que têm acesso a esses recursos públicos, o orçamento secreto elimina de forma quase total os riscos do desvio. “Tiraram os mecanismos tradicionais de desvio de dinheiro para criar um mecanismo de assalto aos cofres públicos com um verniz de legalidade, um teatro de institucionalidade, que reduz os riscos dos agentes, mas que é um a apropriação indébita, uma apropriação corrupta”, avalia Brandão. É por isso que, para o diretor da Transparência Internacional, será um grande risco para o novo governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva negociar com o Congresso a manutenção do orçamento secreto nos mesmos termos e da mesma forma como ele vem sendo executado. “Trata-se de um mecanismo de impunidade”, afirma. Numa comparação com os graves esquemas anteriores de corrupção do país – o mensalão e o petrolão –, Bruno Brandão explica que, enquanto eles mantinham aspectos dos mecanismos tradicionais de corrupção pública, tudo isso sofisticou-se no orçamento secreto. Nos dois casos, o que havia eram fraudes em contratos de licitação de grandes projetos, com desvios de percentuais em processos que conseguiam ser alcançados pelas ferramentas de fiscalização: tribunais de contas, Ministério Público, Polícia Federal, etc “Tanto o mensalão quanto o petrolão foram instrumentos de macrocorrupção, mas foram diretamente mecanismos de corrupção, de desvio de dinheiro público de estatais, de fraudes em licitações para financiamento de apoio político e também para enriquecimento ilícito de agentes públicos e privados. Me parece que as coisas foram se tornando mais graves”. Mecanismo de impunidade Outro aspecto que Bruno Brandão chama a atenção é que não há no orçamento secreto um mecanismo exatamente de barganha política. “Se nós pegássemos o modelo do mensalão, ele foi um mecanismo corrupto para comprar votos no Congresso e garantir a governabilidade. O orçamento secreto não é um pacto de governabilidade, não é um mecanismo de governabilidade. É um mecanismo de impunidade. Porque não existe um projeto de governo, uma visão de país do governo Bolsonaro que estaria sendo barganhado para a aprovação de projetos. Na verdade, é uma barganha por impunidade”, acusa ele. Nesse sentido, Bruno Brandão confia que o Supremo Tribunal Federal (STF) vá acabar por considerar inconstitucional o modelo. “O que nós achávamos que seria uma boa saída para essa situação é a atuação do poder Judiciário, do Supremo Tribunal Federal”, considera ele. “Com o horizonte de um novo governo que, ainda que com problemas, demonstrou no seu passado um respeito às instituições democráticas muito superior ao governo atual, talvez o Supremo possa exercer o seu papel intervindo nessa situação para abolir essa prática obscena e claramente inconstitucional do orçamento secreto”. Veja abaixo trecho da entrevista: Pulverização da corrupção Um dos aspectos que dificulta a fiscalização da corrupção que se envolve no orçamento secreto é que ele trabalha com a total pulverização dos recursos públicos. São centenas, talvez milhares, de alocações de recursos em pequenos municípios, boa parte deles justamente aqueles com menor capacidade de fiscalização própria da aplicação. É na soma desse enorme varejo de recursos públicos que o desvio acontece. “Enquanto o mensalão ou o petrolão eram esquemas que desviavam recursos de grandes contratos da administração pública, das estatais, de grandes obras e outras contratações, esse agora é um assalto direto ao orçamento público, que o que faz é uma pulverização na mesma ou em maior escala que os anteriores, mas de forma pulverizada”, explica Bruno Brandão. “Fazendo jorrar recursos federais para pequenos projetos e contratações, mas em um número imenso de localidades espalhadas pelas regiões mais desassistidas do país e com menor capacidade institucional de fazer o controle da alocação e da execução desses recursos. O que se fez foi jogar gasolina na fogueira. Já existia grande corrupção nos municípios, mas agora com um volume de recursos nunca antes experimentado. Nunca se viu tanto recurso federal indo para essas municipalidades sem qualquer controle”, considera o diretor da Transparência Internacional. “Sai de algum lugar” O dinheiro que se perde nessa pulverização de recursos públicos sai de algum lugar. Ou seja, não apenas se perde em milhares de destinações inúteis. Mas deixa de financiar outros grandes projetos importantes. Um dos projetos que perdeu, por exemplo, dinheiro para financiar o orçamento secreto foi um projeto de combate ao câncer. O câncer é uma das doenças de tratamento mais caro. E, por essa razão, são diversos os seus pacientes que acabam tendo de recorrer ao Sistema Único de Saúde. Enquanto diversos deputados agraciaram seus pequenos municípios com tratores – ou nem isso – o tratamento de câncer na rede pública de saúde perdeu dinheiro. Democracia desigual “O terceiro impacto, talvez o mais grave, é o impacto sobre a própria democracia brasileira na deturpação das condições de competição eleitoral”, analisa Bruno Brandão. “Porque alguns políticos – e normalmente a classe mais corrupta e fisológica – tiveram acesso desigual e secreto a recursos milionários que os beneficiaram enormemente na competição eleitoral”. Bruno Brandão exemplifica com o caso do próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tido como o dono da chave do orçamento secreto, aquele que define para quem irão as verbas. “Arhtur Lira quase dobrou seu número de votos das eleições anteriores. Teve acesso a meio bilhão de reais para seus interesses políticos”, observa. Veja abaixo trecho da entrevista: Desmanche da fiscalização “Seria uma piada se não fosse uma tragédia essas falas de que não houve corrupção”, acusa Bruno Brandão. Muito ao contrário de ter sido um governo menos corrupto, na avaliação do diretor da Transparência Internacional o que o governo Jair Bolsonaro fez foi procurar desmanchar os mecanismos de
julgamento – Júri popular de Flordelis começa nesta segunda-feira no Rio de Janeiro

Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza será levada a júri popular nesta segunda (7), acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ele foi morto a tiros na garagem da residência da família em Niterói, na região metropolitana do Rio, em junho de 2019. A pastora é ré por suspeita de homicídio triplamente qualificado –por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima–, tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. Ela nega. Também serão julgados Marzy Teixeira da Silva e André Luiz de Oliveira, filhos adotivos de Flordelis, Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da pastora, e Rayane dos Santos Oliveira, sua neta. A expectativa é que o julgamento ocorra em mais de um dia. Inicialmente, o júri começaria em 12 de dezembro, mas foi antecipado por causa da Copa do Mundo. À Folha, o advogado Rodrigo Faucz, que representa Flordelis, Marzy, André e Rayane, disse que a defesa vai apresentar dados captados pela nuvem do celular do pastor Anderson. O aparelho, no entanto, nunca foi encontrado. De acordo com Faucz, o material traz pesquisas feitas por Anderson para a contratação de garotas de programa e casas de swing. “Esses dados mostram que ele era um predador sexual”, afirmou. A advogada Daniela Corrêa Grégio Leite, que defende Simone, disse que irá mostrar conversas que provariam que sua cliente sofria abuso sexual. Simone já disse que mandou matar o padrasto porque era abusada por ele, isentando a mãe de culpa no crime. ngelo Máximo, advogado da família do pastor, nega as acusações. “A prova que está no processo é a de que Anderson foi vítima de um brutal homicídio perpetrado pela sua esposa, a mando dela, com a participação de filhos. Agora estão querendo acusá-lo de estupro, de abuso sexual, o que é inadmissível”, disse. Anderson tinha 42 anos quando foi assassinado na garagem de casa que morava com Flordelis e mais 35 filhos. Foram constatadas 30 perfurações de bala em seu corpo. A pastora, que estava com a vítima no momento do crime, relatou em depoimento que o marido teria sido morto em um assalto. Mas logo a versão de latrocínio caiu por terra. O inquérito sobre a morte do pastor foi concluído em agosto de 2020 com o indiciamento de Flordelis como mandante. Segundo a polícia, o crime foi motivado por questões financeiras e poder na família. As investigações revelaram ainda que Flordelis começou a tentar matar o marido em maio de 2018, envenenando-o aos poucos. Após a conclusão do inquérito, o PSD suspendeu a filiação de Flordelis. Em 11 de agosto de 2021 ela teve seu mandato cassado, e dois dias depois foi presa. (ALÉXIA SOUSA/Folhapress)
Suspensão – Após Nikolas, Twitter retém contas de Major Vitor Hugo e Coronel Tadeu

Major Vitor Hugo e Coronel Tadeu, ambos do PL, tiveram contas retidas no Twitter — Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados e Billy Boss/Câmara dos Deputados O Twitter reteve mais duas contas de políticos ligados à direita neste domingo (6). Após suspender o perfil do vereador de Belo Horizonte e futuro deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o site não mostra mais as atualizações dos deputados federais Coronel Tadeu (PL-SP) e Major Vitor Hugo (PL-GO). O Twitter não dá explicações sobre o que motivou a retenção das contas dos três políticos, mas exibe a seguinte mensagem em todos os casos: “A conta foi retida no Brasil em resposta a uma exigência legal”. No caso de Nikolas, o próprio vereador informou que a medida da rede social atendeu a uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Instagram do futuro deputado também foi suspenso por algumas horas, mas ele retomou o acesso nesse sábado (5), quando publicou uma foto do presidente Jair Bolsonaro (PL) fazendo um coração, com a legenda “Oi, testando”. Siga O Tempo no Google News Seguir Os três políticos fazem parte de um grupo de parlamentares que tem questionado os resultados das urnas eletrônicas, que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) há uma semana. Eles têm usado um relatório do argentino Fernando Cerimedo para apontar eventuais fraudes no pleito. O documento, no entanto, não traz qualquer comprovação de falha na apuração. Outro que teve a conta suspensa foi Marcos Cintra, candidato a Vice-Presidência do Brasil na chapa de Soraya Thronicke (União Brasil).
Acabou: Bolsonaro se reúne com Alckmin e garante ajudar na transição para o governo Lula

Enquanto alguns golpistas insistem em bloquear rodovias, transição de governo avança e o próprio Bolsonaro já conversa com membros da equipe de Lula O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), escolhido por Lula (PT) para ser o coordenador da equipe de transição, se reuniu com o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3) e o mandatário prometeu que vai colaborar para o processo de mudança de governo – reconhecendo, assim, sua derrota no pleito de 30 de outubro. Alckmin participou, mais cedo, da primeira reunião oficial com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar da transição de governo, no Palácio do Planalto. Quando já deixava o local, o vice-presidente eleito foi chamado pelo chefe de gabinete de Bolsonaro para se reunir com o presidente. Comparta este artículo O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), escolhido por Lula (PT) para ser o coordenador da equipe de transição, se reuniu com o ainda presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (3) e o mandatário prometeu que vai colaborar para o processo de mudança de governo – reconhecendo, assim, sua derrota no pleito de 30 de outubro. Alckmin participou, mais cedo, da primeira reunião oficial com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar da transição de governo, no Palácio do Planalto. Quando já deixava o local, o vice-presidente eleito foi chamado pelo chefe de gabinete de Bolsonaro para se reunir com o presidente. “Foi positivo. O presidente convidou, nós estávamos saindo já. Reiterou o que disse o ministro Ciro Nogueira e o general Ramos. Para que se tenha transição tranquila, da disposição do governo de prestar todas as informações, colaborações, pautadas pelo interesse publico”, disse Alckmin sobre o encontro com Bolsonaro. O fato de o próprio Bolsonaro, sem interlocutores, ter reconhecido a derrota e dado início ao processo de transição, enfraquece ainda mais o movimento golpista de apoiadores do ainda presidente, que vêm bloqueando de forma criminosa rodovias pelo país por não aceitarem o resultado das eleições. As manifestações, no entanto, vem arrefecendo e, nesta quinta-feira (3), a maior parte delas já havia sido dispersada.
Alvo do TSE e de pedidos de prisão, Carla Zambelli viaja aos EUA para “agendas pessoais”

Deputada extremista, após incentivar atosDeputada extremista, após incentivar atos golpistas de apoiadores de Bolsonaro, os abandonou para fazer viagem internacional golpistas de apoiadores de Bolsonaro, os abandonou para fazer viagem internacional Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que a também deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) “fugiu” do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil. Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados por ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29).e Na trça-feira (1), Zambelli perdeu o acesso aos seus perfis nas redes sociais, por ordem do TSE, pelo fato de ter, em publicações, fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por bolsonaristas que não aceitam o resultado eleitoral. “Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”, diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum. Ação do TSE e pedido de prisão Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam “tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação” Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos. Comparta este artículo Após o deputado federal André Janones (Avante-MG) alardear nas redes sociais que a também deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) “fugiu” do país, a parlamentar enviou nesta quinta-feira (2) uma nota à Fórum, através de sua assessoria de imprensa, confirmando que, de fato, deixou o Brasil. Apesar de negar que esteja fugindo, a bolsonarista viajou aos Estados Unidos em meio a um inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do qual ela é alvo e após ter pedidos de prisão protocolados junto às autoridades por advogados por ter sacado arma de fogo e ameaçado um eleitor no meio da rua, em São Paulo, um dia antes da realização do segundo turno da eleição, no último sábado (29). Na terça-feira (1), Zambelli perdeu o acesso aos seus perfis nas redes sociais, por ordem do TSE, pelo fato de ter, em publicações, fomentando os bloqueios criminosos em rodovias de todo o Brasil impostos por bolsonaristas que não aceitam o resultado eleitoral. “Não divulguei a viagem aos Estados Unidos simplesmente porque não tenho onde publicar, oras! Estou no meio desse movimento de contenção, repressão e ataque à Liberdade. Estou cumprindo agendas pessoais e aproveitarei a ocasião para estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”, diz Carla Zambelli em nota enviada à Fórum. Ação do TSE e pedido de prisão Segundo a decisão do TSE que derrubou as redes sociais de Zambelli, suas publicações sobre os bloqueios visavam “tumultuar o processo eleitoral e incentivam comportamentos ilegais e beligerantes”. O documento argumenta ainda que as postagens são “ilegais, de natureza grave e com grande potencial para tumultuar as eleições em andamento, visto que o processo termina somente com o ato da diplomação”. Além da investigação do TSE, Carla Zambelli pode ser enquadrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitação ao crime devido ao fato de ter incentivado atos antidemocráticos. Em paralelo, a oposição no Congresso Nacional e advogados articulam pedido de cassação do mandato da deputada e já protocolaram pedido de prisão pelo fato da parlamentar ter sacado uma arma e ameaçado um eleitor, um dia antes do segundo turno, simplesmente por ter sido xingada. Resolução do TSE proíbe o porte de arma, exceto a agentes de forças de segurança, nas horas que antecedem a eleição
Golpistas mantêm bloqueios após fala de Bolsonaro: “Não o queremos mais como presidente”

Líder golpista em SC, um dos estados onde ainda há mais bloqueios ilegais, diz que vídeo divulgado por Bolsonaro para liberar estradas é “zum zum zum” e prega abandono ao presidente. “Queremos, sim, uma intervenção militar” Mesmo após pedido de Jair Bolsonaro (PL) em live para que os apoiadores liberassem as rodovias, os golpistas mantiveram bloqueios das estradas em ao menos 8 estados. Segundo o último boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF), divulgado às 6h17 desta quinta-feira (3), ainda há 63 interdições. O maior número de bloqueios está em Mato Grosso, com 27 interdições, seguido de Santa Catarina, com 17. ???? Ocorrências em rodovias federais no Brasil ????️ Total de manifestações desfeitas: 834 pic.twitter.com/CMG3P0qbU2 — PRF Brasil (@PRFBrasil) November 3, 2022 Segundo publicou o site Metrópoles, a PRF já multou cerca de dois mil motoristas até essa quarta-feira, num total de R$ 18 milhões em autuações em rodovias federais e estaduais. Em vídeo que circula nas redes e em grupos de WhatsApp, parte dos golpistas dão sinais que abandonaram Bolsonaro e agora pedem intervenção das Forças Armadas. “Que essas informações cheguem a outros grupos que estão com esse mesmo propósito, que é salvar a nossa pátria. Teve um zum zum zum ai, que o Bolsonaro se pronunciou, pediu a liberação das pistas. Se acontecer, se botamos no lugar dele, ele ainda é presidente. Cada um de nós senta na cadeira dele, se ele não fizer, vai ser omisso, se ele está gostando, ou seja… Temos que ter noção de uma coisa: nós não temos mais presidente, não queremos mais o Jair Messias Bolsonaro como presidente. Queremos, sim, uma intervenção militar, queremos o Exército para vim botar a ordem no nosso país”, diz o homem, que foi identificado no Twitter como “líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina”. Líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina, diz que eles não querem mais Bolsonaro, querem o exército ????????♀️ que vergonha disso tudo! pic.twitter.com/7LBEvUjx7y — Greici Siezemel (@greicisiezemel) November 2, 2022 Na noite desta quarta, Bolsonaro disponibilizou o vídeo em suas redes em que ele pede para os golpistas liberarem as rodovias. “É legítimo. Mas eu quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, de manifestações legítimas”, disse o presidente, pedindo que os atos continuem em outros locais.
Bolsonaro faz apelo para que manifestantes desocupem rodovias

‘Sei que vocês estão chateados, tristes. Esperavam outra coisa, eu também. Mas temos que ter a cabeça no lugar’, disse o presidente O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu que os manifestantes que participam dos protestos desta quarta-feira (2), com bloqueios de estradas e pedidos de intervenção militar, desobstruir as rodovias. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele faz um apelo a seus apoiadores, que também se manifestam pela não-aceitação do resultado das eleições, no domingo (30), que deram a vitória ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. “Sei que vocês estão chateados, tristes. Esperavam outra coisa, eu também. Estou tão triste quanto você. Mas temos que ter a cabeça no lugar. Os protestos são muito bem vindos, fazem parte do jogo democrático. […] Tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, tá lá na nossa Constituição”, disse. “Quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias. Isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder essa nossa legitimidade. Outras manifestações que estão fazendo pelo país todo, nas praças, fazem parte do jogo democrático”, pediu o presidente. Em seguida, Bolsonaro diz que colocou a Polícia Rodoviária Federal para atuar na desobstrução das rodovias, “mas são muitos pontos e as dificuldades são enormes”, de acordo com o presidente. “Prejuízo todo mundo está tendo com essas rodovias fechadas”. No fim, o presidente pede que os apoiadores “não pensem mal” dele e diz aos manifestantes: “Vamos fazer o que tem que ser feito. Estou com vocês e tenho certeza que vocês estão comigo. O pedido é rodovias. Vamos desobstruí-las para o bem da nossa nação”. O vídeo também foi compartilhado nas redes sociais pelos ministros Marcelo Queiroga (Saúde) e Anderson Torres (Justiça), assim como alguns aliados, como um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A peça foi publicada após Bolsonaro receber, no Palácio da Alvorada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco Leal. Na noite desta quarta, pelo menos 13 estados ainda registravam bloqueio nas rodovias. Os protestos em frente a quartéis que pedem intervenção militar ocorreram em oito estados e no Distrito Federal. Pedido de intervenção é ilegal A declaração de manifestantes que fecham rodovias — estaduais e federais — pelo país sobre a existência de uma fraude nas eleições deste ano não encontra amparo legal. A Justiça Eleitoral, além de entidades nacionais e internacionais que participaram da fiscalização do pleito, confirmaram a lisura do processo. Da mesma forma, a possibilidade de uma “intervenção militar” com base no artigo 142 da Constituição, pedida por grupos de manifestantes, não tem respaldo na lei brasileira e pode resultar em processo judicial para quem fizer esse pedido.