Bolsonarista é preso por armar bomba perto do Aeroporto de Brasília

O homem de 54 anos é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e participa do acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília O homem de 54 anos preso por armar uma bomba encontrada na área do Aeroporto de Brasília, neste sábado (24/12), teria vínculo com o acampamento de bolsonaristas fixado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o homem mora no Sudoeste e é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). O suspeito foi preso na noite deste sábado, por investigadores da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), no Sudoeste. No carro dele foi encontrado “grande quantidade de explosivos e armamento”. Na residência dele foi encontrado um verdadeiro arsenal com diversas armas e munições. O homem tem registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Confira o arsenal encontrado na casa do suspeito: Na caso do suspeito de armar uma bomba perto do Aeroporto de Brasília foi encontrado uma grande quantidade de armas e munições. Confira na imagem obtida pelo Correio. pic.twitter.com/B6p3uPuDmJ — Correio Braziliense (@correio) December 25, 2022   Um vídeo obtido pela reportagem do Correio detalha o arsenal encontrado na casa do suspeito de armar uma bomba próximo ao Aeroporto de Brasília. Ainda não há informações sobre a motivação do ataque. pic.twitter.com/6zrWVfRJAs — Correio Braziliense (@correio) December 25, 2022 Pelo Twitter, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, comunicou a prisão do suspeito. “Cumprimentos a Polícia Civil do DF pela prisão e apreensões efetuadas nesta noite, com aparente ligação com o artefao explosivo desta manhã. Fotos mostram o terrível efeito do extremismo no Brasil. Que todos rezemos nesta noite por PAZ”, disse. Cumprimento a Polícia Civil do DF pela prisão e apreensões efetuadas nesta noite, com aparente ligação com o artefato explosivo desta manhã. Fotos mostram o terrível efeito do extremismo no Brasil. Que todos rezemos nesta noite por PAZ. pic.twitter.com/9MddE71FTD — Flávio Dino ???????? (@FlavioDino) December 25, 2022 Entenda a história Na tarde deste sábado, o Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conseguiu desativar um artefato explosivo encontrado próximo ao Aeroporto de Brasília, por volta de 13h20. O material explosivo foi encontrado dentro de uma caixa por funcionários da Inframérica por volta de 7h45, após um caminhão ter deixado a caixa na via pública, ainda pela madrugada. Os funcionários interditaram parte da pista com cones, e esperaram os policiais militares chegarem. Com a PMDF no local, uma das pistas sentido ao Aeroporto de Brasília foi interditada. O procedimento para a remoção do objeto, que são duas bananas de dinamite ligadas a um fio, iniciou por volta de 11h55 pelo Esquadrão de Bombas da corporação. Às 13h20, o grupo desativou a bomba, e deixou o local logo após, seguido do CBMDF e da PF. Policiais civis ficaram por lá para a realização da perícia. “No local, realizou-se a desativação do artefato explosivo. O material apreendido foi entregue de forma segura à perícia da PCDF”, detalhou a PMDF, em nota. Pelo Twitter, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou que está acompanhando a operação sobre a suposta bomba encontrada próximo ao aeroporto. O ex-governador do Maranhão está em viagem para São Luís (MA), onde passará o Natal ao lado da família. “Estamos acompanhando as apurações sobre o suposto artefato explosivo encontrado em Brasília na manhã deste sábado. Teremos informações oficiais em breve”, disse o ministro. Caso suspeito na Asa Sul Na sexta-feira (23/12) — antevéspera de Natal —, as equipes da Polícia Militar (PMDF) atenderam uma ocorrência de suspeita de bomba na 216 Sul. Após duas horas e meia de investigações, a corporação concluiu que não existia um artefato explosivo na mochila do suspeito — um homem de aproximadamente 30 anos — que estava em um ônibus. De acordo com a coordenação das investigações, nenhum artefato ou substância ilícita foi encontrada na mochila. “O suspeito foi liberado e vamos desocupar as vias. Após a apuração do BOPE, concluímos que não havia bomba”, ressaltou o major Newton. Por volta das 14h30, os militares foram acionados por uma passageira do transporte público, que tinha como destino a Rodoviária do Plano Piloto, pois a vítima escutou que um homem carregava uma bomba em seus pertences. Imediatamente, o ônibus da empresa Pioneira começou a ser monitorado, e no fim do Eixo Sul, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Esquadrão Antibombas da PM pararam o veículo e iniciaram a Operação Petardo. De acordo com apuração do Correio, tudo iniciou após uma passageira ouvir a conversa do homem, e suspeitou que ele estava portando uma bomba.

Coronel do Carandiru pede para “sair” do ministério de Flávio Dino

O coronel Nivaldo Restivo, que teria relação com o massacre de 111 presos no presídio do Carandiru, em 1992, em São Paulo, pediu para “sair” do ministério de Flávio Dino (PSB). Restivo desistiu da indicação para o cargo na Secretaria Nacional de Políticas Penais, que será criado no Minstério da Justiça e Segurança Pública – pasta que será comandada por Dino. O Coronel foi chefe de gabinete do ex-secretário de Segurança Pública Mágino Alves. Além de Comandante-Geral da Polícia Militar, também comandou a Tropa de Choque, o Batalhão de Operações Especiais e a ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar). Em 2017, o futuro secretário foi indicado pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) para o comando da Polícia Militar. Na época, o coronel afirmou que as ações durante o massacre do Carandiru foram “legítimas e necessárias”. Antes da “queda” do coronel, um dia antes, caiu também o policial Edmar Camata para a diretoria-geral a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Camata foi indicado pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). Pelo roteiro dessas duas “demissões”, foi o próprio PSB que colocou Flávio Dino em situação constrangedora. Abaixo, leia a íntegra da nota do coronel Nivaldo Restivo Hoje, 23, conversei com o Ministro Flavio Dino. Agradeci exaustivamente o honroso convite para fazer parte de sua equipe. Em que pese a motivação e o entusiasmo para contribuir, precisei considerar circunstâncias capazes de interferir na boa gestão. A principal delas é a impossibilidade de conciliar a necessidade da dedicação exclusiva ao importante trabalho de fomento das Políticas Penais, com o acompanhamento de questões familiares de natureza pessoal. Assim, reitero meus agradecimentos ao Ministro Flavio, na certeza de que seu preparado conduzirá ao êxito da imprescindível missão que se avizinha.

Dino cancela em 24 horas nomeação de diretor-geral da PRF que defendeu prisão de Lula

Flávio Dino, futuro ministro da Justiça e Segurança Pública. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) O futuro ministro da Justiça do governo Lula (PT), Flávio Dino (PSB), decidiu cancelar a nomeação do policial rodoviário Edmar Camata para o comando da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Como mostrou a coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o servidor foi no passado um entusiasta da Lava Jato e da atuação de Sergio Moro (União Brasil-PR). Camata também usou as redes sociais para manifestar, na época, apoio à prisão do petista. P Dino divulgou o cancelamento a jornalistas nesta quarta (21), 24 horas após ter anunciado a nomeação, na terça (20). “Tivemos uma polêmica nas últimas horas e o entendimento dele e da nossa equipe é que seria mais adequado proceder a essa substituição”, disse Dino. Ele anunciou que Antonio Fernando Oliveira será o novo diretor da PRF. Ele foi superintendente da coorporação no Maranhão. Camata comanda atualmente a Secretaria de Estado de Controle e Transparência do Espírito Santo. Formado em direito pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), ingressou na PRF em 2006. É mestre em Políticas Anticorrupção pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e tem especializações em gestão integrada em Segurança Pública e Ministério Público e Defesa da Ordem Jurídica, além de MBA em gestão pública.

Lavajatista para o comando da PRF deflagra a primeira crise entre aliados de Lula

O delegado Edmar Moreira Camata “admirador do Moro e do Dallagnol” é  um conhecido defensor da Lava Jato e defendeu a prisão de Lula  A escolha de Edmar Moreira Camata para comandar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) provocou reação de dirigentes petistas e integrantes do grupo Prerrogativas, que reúne advogados aliados de Lula e críticos da operação que danificou a economia nacional e violou normas democráticas. A informação é da coluna da jornalista Malu Gaspar no Globo. O delegado é um conhecido defensor da Lava Jato, e várias vezes se manifestou a favor das prisões da operação, inclusive a de Lula. Em 2018, Camata foi candidato a deputado federal pelo PSB do Espírito Santo com o lema “para a Lava Jato não acabar”. Assim que Flávio Dino, o ministro designado por Lula para a Pasta da Justiça anunciou que Camata será o novo chefe da PRF, houve forte reação por membros do grupo Prerrogativas. “Essa indicação do novo diretor geral da PRF é um desastre. O cara é admirador do Moro e do Dallagnol”, escreveu um integrante do Prerrogativas num grupo de WhatsApp. “Um absurdo total. Está deflagrada a primeira crise”, concordou outro membro. Aliados de Flávio Dino defendem a escolha de Camata, cujo nome foi bem recebido por integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, segundo a coluna.

Michelle e Jair Bolsonaro choram ao se despedir do Palácio da Alvorada

A primeira-dama chegou a ficar de joelhos enquanto manifestantes aguardavam do lado de fora da residência oficial da Presidência da República – Jair Bolsonaro (PL) e a sua esposa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, choraram ao se despedir do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Eleitores bolsonaristas aguardavam do lado de fora da Alvorada e deram manifestações de apoio ao casal. https://twitter.com/delucca/status/1605331876964548608?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1605331876964548608%7Ctwgr%5E12ba603ab2b81022ed39ac0d430f3b80c71a41ac%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fregionais%2Fbrasilia%2Fmichelle-e-jair-bolsonaro-choram-ao-se-despedir-do-palacio-da-alvorada-video  

Raio atinge acampamento golpista no QG do Exército e deixa 4 feridos

Bolsonaristas acampam em frente ao QG do Exército em Brasília. (Foto: Reprodução/George Marques Um raio caiu no acampamento golpista montado por bolsonaristas inconformados com o resultado das eleições em frente ao QG do Exército, neste domingo (18), em Brasília. Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, quatro pessoas que tentavam se abrigar uma tempestade sob uma tenda ficaram feridas. O acidente aconteceu por volta das 14h. Três vítimas tiveram ferimentos leves, e uma mulher de de 45 anos foi levada para o hospital em estado estável, mas com formigamentos, queimaduras e sinais vitais alterados. Segundo informações dos Bombeiros, a ocorrência foi na praça dos Cristais, que fica em frente ao quartel do Exército em Brasília. Três viaturas e 11 agentes se deslocaram ao local para ajudar os feridos. Os golpistas pedem um golpe das Forças Armadas para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e manter Jair Bolsonaro no poder. O acampamento em frente ao QG do Exército já foi alvo de inundações e frequentemente tem sofrido com as chuvas torrenciais que caem no Distrito Federal nesta época do ano.

PSOL aprova apoio ao governo Lula em reunião do Diretório Nacional

“Conseguimos ajustar as diferenças internas no PSOL e reafirmar nosso apoio ao governo Lula para reconstruir o Brasil. Manteremos nossa essência combativa”, diz presidente da sigla. – Em reunião realizada neste sábado (17) em São Paulo, o Diretório Nacional do PSOL aprovou manter sua aliança com o presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a decisão, a bancada do partido na Câmara dos Deputados irá compor a base do novo governo eleito. No entanto, a participação na administração por meio de cargos ficou condicionada ao licenciamento do filiado de funções de direção que ocupe no PSOL. Para Juliano Medeiros, presidente nacional do partido, o resultado da reunião foi bastante positivo. “Conseguimos ajustar as diferenças internas no PSOL e reafirmar nosso apoio ao governo Lula para reconstruir o Brasil. Ao mesmo tempo, manteremos nossa essência combativa em defesa das políticas de justiça social, ajudando o novo presidente a entregar um país melhor para todos daqui quatro anos”, afirma o dirigente.

GOLPE – Toffoli diz-se arrependido por negar direito a Lula

Segundo colunista da Folha, ministro teria pedido perdão a Lula por ter negado ao presidente o direito de ir ao funeral do irmão, morto em 2019 ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, pediu perdão ao presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva por tê-lo impedido de visitar o irmão Vavá quando Lula era mantido como preso político pela Operação Lava Jato. Quem informa é a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo. “Toffoli então concedeu o direito de Lula se encontrar com a família em uma unidade militar em São Paulo, com a possibilidade de o corpo de Vavá ser levado até ele. Lula recusou. E nunca se esqueceu do episódio, do qual, segundo já manifestou a diversos interlocutores, guarda profunda mágoa. Desde que passou a frequentar cerimônias oficiais como presidente eleito, o petista inclusive evitava uma maior aproximação com Toffoli”, lembra a jornalista. “Na cerimônia de diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na semana passada, no entanto, o ministro do Supremo se aproximou do futuro presidente. E pediu desculpas a ele. ‘O senhor tinha direito de ir ao velório’, disse Toffoli. ‘Me sinto mal com aquela decisão, e queria dormir nesta noite com o seu perdão’. Lula bateu na mão de Toffoli e disse para ele ficar tranquilo que depois os dois poderiam conversar de maneira reservada”, finalizou Mônica Bergamo.

Luiz Marinho aceita convite para comandar o Ministério do Trabalho

O ex-ministro e deputado fed, Luiz Marinho (PT-SP), aceit O ex-ministro e deputado federal eleito, Luiz Marinho (PT-SP), aceitou o convite para comandar o Ministério do Trabalho, feito pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marinho e Lula devem se encontrar nesta semana em São Paulo. Luiz Marinho foi ministro do Trabalho e depois ministro da Previdência Social durante os dois mandatos anteriores de Lula, entre 2005 e 2008. Ele também é ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP) e é o atual presidente do diretório estadual do PT em São Paulo.

Bolsonaro veta lei Padre Júlio Lancelotti que proíbe “arquitetura hostil” contra pessoas em situação de rua

Pinos metálicos são usados para evitar que pessoas em situação de rua possam dormir nas calçadas – Divulgação/Outras Palavras  O desumano ex-capitão Jair Bolsonaro (PL), que está em seus últimos dias no cargo de presidente da República, vetou um projeto de lei que proíbe o uso de materiais e estruturas para afastar pessoas em situação de rua de locais públicos nas cidades. A informação foi divulgada pela Presidência da República na noite desta terça-feira (13). A medida, de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), incluiu no Estatuto da Cidade uma diretriz para impedir o emprego de “técnicas construtivas hostis” em espaços livres de uso público. O projeto ficou conhecido como Lei Padre Júlio Lancelotti. No ano passado, o padre paulistano, que tem forte atuação em favor de moradores em situação de rua, viralizou nas redes sociais ao protagonizar uma cena em que tentava quebrar estacas pontiagudas de concreto instaladas pela prefeitura de São Paulo sob um viaduto. A construção visava impedir a permanência das pessoas nesses locais. Na justificativa para o veto, o presidente da República argumentou que, após ouvir ministérios, concluiu que a norma poderia “ocasionar uma interferência na função de planejamento e governança local da política urbana, ao buscar definir as características e condições a serem observadas para a instalação física de equipamentos e mobiliários urbanos”. Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que “o emprego da expressão de técnicas construtivas hostis poderia gerar insegurança jurídica, por se tratar de um conceito ainda em construção, ou seja, terminologia que ainda se encontra em processo de consolidação para sua inserção no ordenamento jurídico”. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim de novembro. O veto presidencial precisará ser apreciado pelos parlamentares, que podem mantê-lo, arquivando a lei, ou derrubá-lo, assegurando a validade da medida. Contarato, autor do projeto, protestou contra a decisão de Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, escreveu que Bolsonaro “nunca disfarçou sua repulsa aos vulneráveis”. Bolsonaro vetou o projeto de lei "Padre Júlio Lancellotti", de minha autoria, que visa proibir construções hostis a pessoas em situação de rua. Não surpreende: o Presidente nunca disfarçou sua repulsa aos vulneráveis! Derrubaremos mais esse ataque ao povo! https://t.co/kYsLYd1SNv — Fabiano Contarato (@ContaratoSenado) December 14, 2022