Após convenções, Lula tem apoio de 9 partidos. Bolsonaro fecha com três siglas

O ex-presidente tem apoio de oito partidos, além do PT. Bolsonaro (PL) é apoiado por mais dois. Tebet (MDB) tem apoio de mais três. Ciro só tem o apoio da sua própria legenda. – A candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá o apoio de mais oito partidos – PSB, PCdoB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, Agir (antigo PTC) e PV. Juntas, as legendas elegeram 130 deputados, 12 senadores e oito governadores em 2018. A bancada na Câmara é o principal critério para a divisão do tempo de propaganda eleitoral na rádio e na TV. Jair Bolsonaro (PL) terá o apoio do PP e do Republicanos. Em 2018, o PL e as outras duas legendas elegeram 101 deputados, sete senadores e um governador, de acordo com informações publicadas nesta sexta pelo jornal O Estado de S.Paulo. A presidenciável Simone Tebet (MDB) terá o apoio do PSDB, do Cidadania e do Podemos. Os quatro partidos elegeram 82 deputados, seis governadores e 11 senadores há quatro anos. O presidenciável Ciro Gomes tem somente o apoio do seu próprio partido, o PDT. O partido elegeu 28 deputados, dois senadores e um governador em 2018. Soraya Thronicke tem apenas o União Brasil. O vice será Marcos Cintra, ex-secretário especial da Previdência no Governo Bolsonaro. Mas, mesmo sem fechar aliança com nenhum outro partido, sua sigla, resultado da fusão entre PSL e DEM, elegeu 81 deputados, oito senadores e cinco governadores em 2018.
Movimento evangélico desconvida fiéis para 7 de Setembro, convocado por Bolsonaro

Presidente e seus filhos devem explicações sobre graves indícios de corrupção, diz a nota O Movimento Batistas por Princípios divulgou uma “nota de desconvite” para que os fiéis não compareçam aos atos bolsonaristas do 7 de Setembro. No texto, o grupo disse lamentar as “iniciativas autoritárias e pouco democrática de Jair Bolsonaro: “um presidente que, juntamente com seus filhos ainda deve explicações a sérios e graves indícios de corrupção e uso indevido de verbas de gabinete constituídas por dinheiro público’. Também afirmou ver com “perplexidade” o “caráter contraditório da manifestação, uma vez que — em nome da defesa da liberdade — faz a apologia inconstitucional do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal”. “Sendo assim, conclamamos aos irmãos e irmãs, especialmente aos batistas que sempre defenderam princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado, a não comparecerem às ruas na próxima terça-feira. dia 7 de setembro?”. Leia abaixo a nota desconvite ao 07/09 Diante da convocação feita às igrejas evangélicas, por diversas lideranças, para saírem às ruas em apoio às manifestações do próximo dia 7 de setembro, fazemos as seguintes considerações: 1. Defendemos e propagamos a liberdade de expressão e opinião, garantidas pela Constituição Brasileira, na convicção de que nenhum cidadão do nosso país está acima das normas constitucionais; 2. Estranhamos o lamentável fato de que pastores, embora ensinem em suas igrejas uma eclesiologia democrático-congregacional, expressem sua solidariedade a uma manifestação de claro apoio a iniciativas autoritárias e pouco democráticas do atual Presidente da República; 3. Denunciamos, com perplexidade, o evidente caráter contraditório da manifestação, uma vez que — em nome da defesa da liberdade — faz a apologia inconstitucional do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal; 4. Expomos nossa desconfiança em relação a um movimento que pretende dar salvo-conduto a um presidente que, juntamente com seus filhos, ainda deve explicações a sérios e graves indícios de corrupção e uso indevido de verbas de gabinete constituídas por dinheiro público — indícios que estão sendo investigados e, por si, revelam situações que parecem desmontar discursos hipócritas contra a corrupção; 5. Discordamos de todo e qualquer apoio acrítico ao atual governo — bem como à voluntária submissão ao papel de massa de manobra que se tem visto em vários setores da sociedade, em especial no ambiente evangélico — tendo em vista: a) o fracasso na condução da crise de saúde no país como resultado da pandemia do Coronavírus; b) o fracasso da política econômica, que se confirma pelo aumento do desemprego, da fome e da miséria, bem como de outras diversas maneiras, inclusive no crescente abandono do país por multinacionais muito conhecidas e aqui presentes há várias décadas; c) o fracasso no controle inflacionário, resultando no absurdo e crescente aumento de preços, cujos mais notórios são dos alimentos, gás de cozinha e combustíveis, situação que deixa ainda mais vulneráveis aqueles que, de alguma forma, já se encontram prejudicados pela pandemia; d) o fracasso no prometido combate à política predatória do chamado Centrão, cujo maior representante está hoje assentado num dos gabinetes do Palácio do Planalto, na qualidade de Ministro da Casa Civil; e) o fracasso na estabilização política; f) o fracasso nas políticas educacionais; g) o fracasso no plano de prevenção à crise hídrica e de energia elétrica que, depois de claros sinais, agora se avizinha. 6. Afirmamos com ênfase que a convocação para tal manifestação pública, embora exiba como fachada a defesa da liberdade e da democracia, na verdade se revela como astuta tentativa do atual governo de provocar rupturas institucionais e criar ambiente favorável a instalação de um governo autoritário e personalista. Sendo assim, conclamamos aos irmãos e irmãs, especialmente aos batistas que sempre defenderam princípios de verdadeira democracia e separação entre Igreja e Estado, a não comparecerem às ruas na próxima terça-feira, dia 7 de setembro, aproveitando melhor o seu tempo com outras atividades mais recompensadoras e que, ao fim e ao cabo, demonstrem o autêntico respeito que temos pelo Dia da Independência. MOVIMENTO BATISTAS POR PRINCÍPIOS 03/09/2021.
“Patafísico” e “rei dos animais”: Jô Soares detonou Bolsonaro em cartas abertas

O humorista, apresentador de televisão, escritor, dramaturgo, diretor teatral, ator e músico brasileiro Jô Soares, morto na madrugada desta sexta-feira (05/08), também teve um papel importante no jornalismo. Alguns de seus últimos trabalhos de destaque foram as cartas que escreveu na Folha de S.Paulo a Jair Bolsonaro (PL). Com elegância habitual, Jô, o gordo mais querido do Brasil, foi o autor de algumas das críticas mais ácidas e contundentes que talvez o presidente já tenha recebido. Em uma delas, Jô chama Bolsonaro de “o rei dos animais”. “Meditei muito, passei a noite sem dormir, mas antes de apagar a luz estava começando um filme da Metro com aquele rugido característico: para mim, aquela mensagem foi decisiva. Pude finalmente dormir em paz: a sua definição é perfeita: vossa excelência é o leão. Vossa excelência é o rei dos animais!”, disse o humorista. Em outra carta, publicou também na Folha uma mensagem ao presidente: ‘Carta aberta ao Ilmo. sr. Jair BolSSonaro’. Ele afirma que Bolsonaro é o primeiro presidente ‘patafísico’. Sim! Saudações! Ufano-me em dizer que VoSSa Redundância é o primeiro presidente patafísico do mundo! Em outra ocasião, totalmente escrita em francês, língua fluente do humorista, ele ironiza a escolha de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, para embaixador do país nos EUA e ainda relembra fatos históricos nos quais ditadores nomeavam familiares despreparados para cargos públicos. “Quel idê genial de nomé vostre fils come ambassadeur”. Em outra delas, Jô Soares comenta, no auge da pandemia, a obsessão de Bolsonaro pelo kit covid: “A ciência continua a negar a eficácia desses medicamentos contra a Covid-19. A ciência? Ora, a ciência… Que valor tem ela diante da sua imperial ignorância?”, pergunta o humorista. Logo em seguida, o apresentador faz uma “lista de algumas moléstias que são curadas por esses medicamentos”: Espinhela caída Mal de sete dias Andaço Cobreiro Dor de responde aqui Quebranto Bucho virado Zipela Dor de viado Ao final, Jô lembra a Bolsonaro que “todas essas curas podem ser comprovadas no site da Titia Sobrinha. Titia Sobrinha pede pra avisar que, durante a pandemia, está benzendo via internet: tiasob.com.”
A CULTURA DE LUTO – Morre Jô Soares aos 84 anos, o gordo mais querido do Brasil

Morreu, aos 84 anos, o ator, humorista escritor e diretor Jô Soares, na madrugada desta sexta-feira (05/08), em São Paulo. Jô estava internado desde 25 de julho no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, para tratar de uma pneumonia. A causa da morte ainda não foi divulgada. O enterro e velório serão reservados à família e amigos, em data e local ainda não informados. História Jô Soares nasceu no dia 16 de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro. Aos 12, foi morar na Europa com a família e pensou em seguir a carreira diplomática, mas seu amor pela arte falou mais alto. Seu primeiro papel foi em “O Homem do Sputnik”, de 1958. Em 1961, começou a trabalhar na TV Record, onde atuou em programas como “La Reuve Chic”, “Jô Show” e “A Família Trapo”, além de escrever o “Simonetti Show”. Jô começou na Globo em 1970 e, em 1981, começou a se dedicar ao próprio programa, “Viva o Gordo”. Em 1987, Jô foi para o SBT onde apresentou o “Jô Soares Onze e Meia”, que foi ao ar entre 1988 e 1999, com mais de seis mil entrevistas com grandes personalidades brasileiras e internacionais. Em 2000, o humorista retornou à Globo para apresentar o “Programa do Jô”, encerrado em 2016. Pelas redes sociais, amigos do artista lamentaram a morte de Jô
Cenário inalterado: Lula tem 47% e mantém chance de vitória no primeiro turno

Pesquisa mostra Lula com 18 pontos de vantagem sobre Bolsonaro, e com 5 pontos percentuais acima da soma dos adversários A pouco mais de dois meses das eleições, novo levantamento do instituto Datafolha, divulgado no início da noite desta quinta-feira (28), mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem e chance de vencer no primeiro turno. Ele aparece com 47% das intenções de voto, 18 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL), que oscilou dentro da margem de erro, para 29%. O resultado daria ao petista 52,8% dos votos válidos. Na sequência, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT) está com 8%, sem alteração. E a senadora Simone Tebet (MDB) tem 2%. André Janones (Avante), Pablo Marçal (Pros) e Vera Lúcia (PSTU), 1% cada. Outros 6% votariam em branco, nulo ou nenhum dos candidatos, ante 7% há um mês. Os que não sabem são 3% (eram 4%). Desse modo, Lula supera em 5 pontos percentuais a soma de todos os adversários e pode vencer no primeiro turno. Felipe d’Avila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP), Eymael (DC), Luciano Bivar (UB) e General Santos Cruz (Podemos) não pontuaram. Pesquisa espontânea Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 23 de junho, Lula aparecia com 47%, enquanto o atual presidente tinha 28%. Depois vinham Ciro (8%), Janones (2%) e Simone (1%). Agora, na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, Lula oscilou de 37% para 38% e Bolsonaro, de 27% para 26%. Ciro permaneceu com 3%. Indecisos são 26% (eram 27% um mês atrás). Lula confirma vantagem folgada na região Nordeste (27% dos 156 milhões de eleitores), onde tem 59%, ante 24% de Bolsonaro e 8% de Ciro. No Sudeste, o petista está com 43%, o atual presidente fica com 28% e o ex-ministro, com 9%. Bolsonaro se sai melhor no Norte, mesmo assim fica numericamente atrás (39%, ante 41% de Lula). Homens, mulheres e pobres: vantagem de Lula O ex-presidente recebe 54% dos votos entre eleitores que ganham até dois salários mínimos. Bolsonaro foi a 23%. Entre as mulheres, que representam 52% da amostra, o petista também está à frente: 46% a 27%. No caso dos homens, 48% a 32%. Bolsonaro cresceu no eleitorado feminino e Lula, no masculino. O atual presidente segue com vantagem no grupo evangélico (43% a 33%). Por sua vez, Bolsonaro melhorou sua penetração entre a camada mais pobre da população: tinha 20% das intenções de voto e agora, 23%. Mesmo assim, continua distante das intenções de voto em Lula entre este segmento social: o ex-presidente tinha 56% e agora registra 54%. Essa pequena mudança nas intenções de voto entre os mais pobres vem após o governo anunciar o aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, além de auxílios para subsidiar a compra de combustíveis de caminhoneiros e taxistas. Segundo analistas, os impactos dessas estratégias eleitoreiras do atual presidente ainda não são totalmente conhecidos, já que os benefícios duram apenas até o final deste ano. O instituto Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 183 cidades de 26 das 27 unidades da federação (menos Roraima). A margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01192/2022.
MDB oficializa Simone Tebet como candidata à presidência

Ao se pronunciar na convenção do partido, Tebet argumentou que sua candidatura dará à sigla mais força para eleger um número maior de congressistas e governadores. O MDB aprovou nesta quarta-feira, 27, o nome de Simone Tebet para a disputa presidencial. Foram 262 votos favoráveis à candidatura e apenas 9 votos desfavoráveis. Ao se pronunciar na convenção do partido, realizada virtualmente, Tebet argumentou que sua candidatura dará à sigla mais força para eleger um número maior de congressistas e governadores. “Em 2020, o Brasil viu o MDB continuar sendo a maior força política partidária do país, com o maior número de eleitos. Agora temos condições de nos tornar gigantes. Estamos prontos para fazer o maio número de deputados estaduais, federais, senadores e governadores”, declarou. Tebet, que não chega a 3% dos votos nas pesquisas de opinião, acredita que sua candidatura pode “pacificar” o país. “Só nós, o centro democrático, temos a legitimidade para dizer que temos a capacidade de pacificar e o Brasil, para que o Brasil volte a ter segurança, estabilidade e possa gerar emprego e renda para nossa população”, disse ela. “Tenho convicção de que o Brasil nunca precisou tanto da nossa voz, da nossa força e do nosso amor incondicional”.
“Jingle” de Bolsonaro ganha versão: “Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo”

Paródia vem acompanhada com imagens que relembram frases de Bolsonaro como “vai comprar vacina na casa da tua mãe”; “a minha especialidade é matar, pô” entre outras “Capitão do Povo”, “Jingle” da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) interpretado pela dupla sertaneja Mateus e Cristiano ganhou paródia nas redes e virou “Nunca gostou do povo”, e prossegue com o verso: “quer te ferrar de novo”. A letra fala sobe o custo de vida, preço do gás de cozinha, gasolina. No final, lembra Bolsonaro debochando de doentes com covid, fingindo que está com falta de ar. O vídeo é entremeado por falas do presidente como: “vai comprar vacina na casa da tua mãe”; “só tem uma utilidade o pobre no nosso país: votar”; “o Brasil tá quebrado, chefe”; “a minha especialidade é matar, pô”; “fake news faz parte da nossa vida”; “tem que pagar essa conta, quem tá pagando é vocês”. Veja a letra de “Nunca gostou do povo” abaixo e veja o vídeo: Salário tá caindo, e o preço aumentando Como é que eu compro gás, eu só tô me lascando Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo Gasolina alta, sobre nem um troco No fim de semana é churrasco de ovo Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo Salário tá caindo e o preço aumentando Só ficou o osso e eu tô me lascando Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo E na pandemia debochou da gente Fala que é cristão, mas todo dia mente Nunca gostou do povo, quer te ferrar de novo Via Revista Fórum
O país acordou. Autoritários não passarão”, diz editorial do Estado de S. Paulo

Jornal diz que a sociedade compreendeu a gravidade dos ataques de Bolsonaro ao processo eleitoral e à democracia Em editorial publicado nesta quarta-feira (27), o Estado de S. Paulo afirma que “o país acordou” e não tolerará o atropelo da democracia por Jair Bolsonaro (PL). “Depois da reunião do dia 18 de julho com embaixadores, na qual Jair Bolsonaro disse ao mundo que a democracia brasileira não era confiável, o País acordou. Houve um sem-número de depoimentos de entidades e pessoas que participaram e ainda participam do processo eleitoral atestando a lisura e a segurança do nosso sistema de votação e apuração. A democracia brasileira não está nas mãos de algumas poucas pessoas. É uma construção coletiva, robusta e admirada – aqui e no mundo inteiro”, diz o texto. De acordo com o periódico, a população brasileira finalmente se conscientizou da gravidade dos ataques de Bolsonaro ao processo eleitoral. “A boa notícia, a confirmar o isolamento dos autoritários, é que o documento vem recebendo amplo apoio dos mais diversos setores da sociedade brasileira. Ninguém preocupado com o País quer saber de bagunça com as eleições ou de ruptura da ordem constitucional”. O jornal ainda demonstra surpresa ao ver o ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP), assumindo que o atual governo não está do lado da democracia. “Como a confirmar os piores temores, o governo de Jair Bolsonaro vestiu a carapuça. Para o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), as manifestações em defesa das eleições são um ataque ao presidente da República. Sem nenhum pudor, o Palácio do Planalto escancara que não está do lado da democracia. A sociedade tem motivo, portanto, para estar alerta. Os liberticidas e autoritários não passarão”.
Lula aumenta vantagem sobre Bolsonaro em nova pesquisa BTG/Pactual

Nova rodada indica crescimento do petista e queda do presidente na corrida pelo Planalto faltando pouco mais de dois meses para as eleições O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu três pontos percentuais nas intenções de voto para a presidência da República desde a última rodada da pesquisa BTG Pactual, produzida pelo Instituto FSB Pesquisa. No levantamento divulgado nesta segunda-feira (25/7), o petista aparece com 44% das intenções de voto, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) cai para 31%. Com isso, a diferença entre os dois chega a 13 pontos percentuais. Na terceira posição aparece o candidato pelo PDT, Ciro Gomes, com 9% das intenções de voto. Na sequência, a ex-senadora Simone Tebet (MDB), com 2%; André Janones (Avante), também com 2%; e Pablo Marçal (Pros), com 1%. Os demais nomes não pontuaram. No segundo turno, o petista também cresceu de 53% para 54%. Enquanto isso, Bolsonaro caiu de 37% para 36%. Lula vence nos três cenários testados, com Bolsonaro, Ciro Gomes e Simone Tebet. Já Bolsonaro perde em todos os três cenários. A pesquisa também mostrou que 75% dos eleitores já estão com o voto decidido e dizem que não irão mudar de candidato. Apenas 24% afirmam que podem alterar a opção de voto. Segundo o levantamento, em nenhuma outra eleição faltando ainda pouco mais de dois meses para o pleito, os brasileiros estiveram tão decididos. Além disso, os eleitores de Lula e Bolsonaro são os mais convictos em quem vão votar. O levantamento também apontou que 58% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum e 42% não votariam em Lula. A avaliação da gestão de Bolsonaro segue estável, 58% desaprovam o governo. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 22 e 24 de julho por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-05938/2022. Via EM
Brasil vive epidemia de brutalidade contra meninas e mulheres

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública contou 5.789 tentativas e 1.341 feminicídios no país no ano passado A violência de gênero no Brasil é um fenômeno doloroso, segundo a edição 2022 do Anuário Brasileiro da Segurança Pública. “As estatísticas confirmam o massacre que os casos tornados públicos diariamente já sugeriam. Num dia, uma menina de 11 anos vítima de estupro tem cerceado o direito ao aborto legal, tanto pelo sistema de saúde quanto por autoridades judiciais. Noutra noite, uma equipe de enfermagem flagra o abuso de um anestesista a uma parturiente em pleno centro cirúrgico. Em cinco dias de julho, no Grande Rio, três casos bárbaros de feminicídio. Mais uma semana, e um procurador do Ministério Público Federal trata, em mensagens no grupo de colegas, o feminismo como transtorno mental e evoca a ideia de débito conjugal para subtrair das mulheres o direito ao sexo consensual”, aponta reportagem do Globo. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública contou 5.789 tentativas e 1.341 feminicídios no país no ano passado. Significa que, por dia, praticamente 16 mulheres são feridas de morte e quatro perdem a vida.