Mendonça nega pedido de Randolfe para investigar clã Bolsonaro por imóveis

Ministro do STF alegou que reportagem do UOL não imputou crimes ao presidente ou seus familiares Um dia depois de suspender a decisão do TJDFT que censurava reportagens sobre a compra de imóveis pela família Bolsonaro, o ministro do STF, André Mendonça, negou pedido do senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá, para investigar o clã presidencial. Ontem, André Mendonça deu uma decisão provisória favorável ao UOL, responsável pelas reportagens. De acordo com o portal, dos 107 imóveis comprados pela família nos últimos 30 anos, em 51 deles houve uso de dinheiro vivo. O desembargador Demetrius Cavalcanti também havia determinado a remoção de postagens nas redes sociais com menção às reportagens, restabelecidas por Mendonça. O pedido do senador Randolfe surgiu a partir do caso publicado pelo portal de notícias. “Observo que as imputações apresentadas pelo peticionante foram extraídas e estão lastreadas, exclusivamente, em reportagem de veículo de comunicação, sem que tenham sido apresentados indícios ou meios de prova minimamente aceitáveis que corroborem as informações contidas na referida matéria jornalística”, escreveu o ministro, em decisão deste sábado. “A própria empresa responsável pela matéria, UOL – Universo Online S.A., reconhece não ter feito qualquer imputação de crime ao Presidente da República ou a membros da sua família”. Mendonça também pontuou que a deflagração de procedimento investigatório derivado exclusivamente da reportagem e “desacompanhada de qualquer documento ou meio de prova” é “temerária”. Segundo ele, é indevida a substituição de policiais e promotores de Justiça por veículos de imprensa, que “a despeito de suas nobres funções informativas, não se revestem ainda de atribuição constitucional para a persecução criminal”. Na semana passada, o filho 01 do presidente, senador Flávio Bolsonaro, alegou que as reportagens tinham intuito caluniador e difamatório. Argumentou, por exemplo, que o UOL usou informações vazadas de investigações já anuladas pelo STJ sobre o esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na primeira instância, o pedido foi negado, mas Flávio recorreu. O desembargador do TJDFT primeiramente contrapôs de um lado o direito à liberdade de expressão, e do outro inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem das pessoas. Depois concordou com o argumento da defesa do parlamentar.

Lula cresce e Bolsonaro estaciona; vitória já no 1º turno à vista

Datafolha – Ex-presidente subiu 2 pontos percentuais e chega a 47%, o que representa 50% em votos válidos, o que praticamente garante que o pleito seja encerrado já no primeiro turno Nova pesquisa presidencial do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (15), aponta que o ex-presidente Lula (PT) segue firme na liderança, fez subir suas intenções de voto e ainda ampliou a vantagem para Jair Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, o petista que tinha 45% no último estudo Datafolha, do dia 15 de setembro, ganhou 2 pontos percentuais e chegou a 47% das intenções de voto. Já Bolsonaro manteve os mesmos 33% que já tinha no levantamento anterior. Com isso, a diferença entre os dois candidatos passou a ser de 14 pontos. Em votos válidos, isto é, desconsiderando os brancos e nulos, Lula chega a 50%, o que praticamente lhe garantiria a vitória já no primeiro turno. Para que a eleição não tenha segundo turno, basta um candidato ter 50% e mais um voto. Confira os números em votos totais • Lula (PT): 47% • Jair Bolsonaro (PL): 33% • Ciro Gomes (PDT): 7% • Simone Tebet (MDB): 5% • Soraya Thronicke (União Brasil): 1% • Em branco/nulo/nenhum: 4% • Não sabe: 2%

Pesquisa Ipec: Lula chega a 47% e Bolsonaro fica em 31%

O Instituto Ipec (antigo Ibope) divulgou, Nesta segunda-feira (19/9), nova rodada de pesquisa de intenções de voto para as eleições de presidente da República. O levantamento foi encomendado pela “TV Globo”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em primeiro, com 47%, 16 pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 31% Em terceiro está Ciro Gomes (PDT), com 7%, seguido por Simone Tebet (MDB), com 5%. Soraya Thronicke (União Brasil), 1%. Luiz Felipe D’Ávila (Novo), Vera Lúcia (PSTU), Leonardo Péricles (Unidade Popular), Constituinte Eymael (DC) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram. Brancos e nulos são 5% e não souberam 4%. Confira os números: Lula (PT): 47% Jair Bolsonaro (PL): 31% Ciro Gomes (PDT): 7% Simone Tebet (MDB): 5% Soraya Thronicke (União Brasil): 1% Luiz Felipe D’Ávila (Novo): 0% Vera Lúcia (PSTU): 0% Léo Péricles (UP): 0% Constituinte Eymael (DC): 0% Sofia Manzano (PCB): 0% Kelmon Souza (PTB): 0% Brancos/Nulos: 5% Não sabem/Não responderam: 4% Segundo turno O levantamento também apontou a intenção de votos no caso de Lula e Bolsonaro se enfrentarem no segundo turno. Se as eleições fossem hoje, o petista venceria com 54%, enquanto o atual presidente ficaria com 35%. Brancos são 8%; não sabem/não responderam, 3%. Lula (PT): 54% Jair Bolsonaro (PL): 35% Brancos/Nulos: 8% Não sabem/não responderam: 3% Foram entrevistadas 3.008 pessoas entre 17 e 18 de setembro, em 181 municípios de todas as regiões do país. O nível de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

JN descasca Bolsonaro após fake news grotesca sobre pesquisas

Bonner também criticou o desprezo de Bolsonaro diante dos levantamentos e as declarações de que ele não aceitará outro resultado O Jornal Nacional desmentiu nesta segunda (19) os vídeos com trechos adulterados que apontavam Jair Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas de intenção de voto. William Bonner também criticou o desprezo do presidente diante dos levantamentos e as declarações de que ele não aceitará outro resultado senão o da vitória dele no primeiro turno. “Levantar suspeitas sobre a Justiça Eleitoral é uma afronta à democracia brasileira e deve ser denunciado”, disse. A reportagem é do portal Notícias da TV. Renata Vasconcellos alertou os telespectadores para as deep fakes, tecnologia que usa inteligência artificial para manipular imagens em movimento. “Entre outras coisas, ela permite adulterar o movimento dos lábios de alguém e transplantar um trecho de uma fala de um determinado ponto para outro mudando completamente o conteúdo de uma notícia, por exemplo”, explicou Em seguida, a Globo exibiu alguns vídeos em que o conteúdo do jornal foi alterado para dar vantagem a Bolsonaro. Renata frisou que eles foram compartilhados massivamente na internet para desmerecer as pesquisas e desinformar os eleitores. “Alguns dos mais compartilhados exibem áudio e vídeo adulterado para afirmar que o candidato à reeleição Jair Bolsonaro estaria à frente na pesquisa de intenção de voto do Ipec, o que é falso. A pesquisa mostrou o oposto do adulterado”, acrescentou a âncora. “Desde 15 de agosto até hoje, as pesquisas do Ipec e do DataFolha apresentadas aqui no JN mostraram o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, como o que tem a maior intenção de voto. Em todas elas, Bolsonaro apareceu em segundo lugar”, arrematou Bonner. Em seguida, Bonner ressaltou que a divulgação dos vídeos coincidiram com declarações públicas de Bolsonaro sobre não aceitar o resultado das urnas: A distribuição desses vídeos falsos coincidiu com declarações públicas do candidato Bolsonaro em que despreza as pesquisas eleitorais dos institutos Ipec e DataFolha, afirmando sem nenhuma base nos fatos que qualquer resultado das urnas que não seja a vitória dele em primeiro turno significará que algo errado terá ocorrido no TSE. Levantar suspeitas sobre a Justiça Eleitoral é uma afronta à democracia brasileira e deve ser denunciado Veja um trecho do alerta: Nestas eleições, a guerra travada na internet ganhou arma nova: o deepfake, instrumento de adulteração de sons e imagens que usa inteligência artificial. Um desses vídeos afirma que Bolsonaro estaria à frente na pesquisa de intenção de voto do Ipec, o que é falso. #JN pic.twitter.com/rBi3FroQKR — Jornal Nacional (@jornalnacional) September 20, 2022

Dirigente do PDT abandona Ciro e declara apoio a Lula

Ex-deputado estadual Haroldo Ferreira discorda dos ataques de Ciro a Lula: “Campanha odiosa contra o principal candidato de oposição ao regime bolsonarista” Ex-deputado estadual do Paraná, Haroldo Ferreira (PDT) anuncia em carta enviada ao presidente da legenda, Carlos Lupi, seu afastamento do cargo de membro do diretório nacional do partido e de vice-presidente da Fundação Leonel Brizola. Além disso, demonstrou no texto apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no lugar do candidato da sigla ao planalto, Ciro Gomes (PDT). Ferreira aponta, como motivo do seu afastamento, a estratégia política adotada por Ciro ao fazer ataques sistemáticos a Lula. Para Haroldo Ferreira, a campanha de Ciro não percebe o momento crucial em que o país vive para a defesa das liberdades individuais e coletivas, que convive, segundo ele, em constantes ataques que fragilizam as instituições democráticas. No texto, dá a entender que a linha escolhida pela campanha se deve ao marqueteiro do presidenciável João Santana, responsável pelo que chama de uma “campanha odiosa contra o principal candidato de oposição ao regime bolsonarista”, referindo-se a Lula. Ressalta também que as críticas ao petista no campo pessoal marcam o tom da campanha do pedetista. “É lamentável que Ciro Gomes tenha adotado uma estratégia errática de tentativa de desconstrução da imagem de Lula, em vez de focar no Programa Nacional de Desenvolvimento”, disse. O dirigente nacional encerra a carta informando que, em função das discordâncias com a campanha majoritária do partido, declara apoio a Lula: “Passo a defender a bandeira da liberdade e do Estado de Direito democrático, engajado na campanha eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva”. Haroldo Ferreira é médico, ex-deputado estadual pelo PDT e foi candidato a vice-governador do Paraná na chapa encabeçada pela petista Gleisi Hoffmann em 2014. Hoje, concorre a uma cadeira na assembleia legislativa paranaense. Contatada, a campanha de Ciro Gomes não se pronunciou sobre a decisão do correligionário até a publicação desta reportagem. Veja a íntegra da carta: “Prezado Presidente Carlos Lupi, A despeito do apreço e consideração que lhe tenho, assim como identificação com o trabalhismo brizolista, cabe-me o dever pessoal de lhe encaminhar meu pedido de afastamento da Vice Presidência da Fundação Leonel Brizola, Nacional e Regional do Paraná, bem como do Diretório Nacional do PDT, para, como Dirigente, não incorrer em ato de infidelidade partidária. Como estamos vivenciando, o Brasil passa por momento crucial de garantia de nossas liberdades individuais e coletivas, com ataques constantes, persistentes e orquestrados de fragilização de nossas Instituições Democráticas. Instituições que foram duramente conquistadas e inseridas na Carta Constitucional Federal de 1988, após sacrifícios da Nação, de brasileiros e brasileiras que enfrentaram as forças da Ditadura com perdas, mortes, desaparecimentos, exilios e torturas. Malgrado este momento em que o PDT Nacional, através da candidatura presidencial de Ciro Gomes, marqueteado por João Santana, imprime uma campanha odiosa contra o principal candidato de oposição ao regime bolsonarista, lhe impondo pesadas críticas, inclusive, no campo pessoal e familiar. De tal forma que Ciro Gomes, seja hoje, dentro do nosso campo político, o principal detrator de Lula, servindo direta ou indiretamente, de linha auxiliar para a candidatura oficial de situação. Tal conduta equivocada, além de não agregar eleitoralmente, nos afasta do campo progressista nacional, nos isola em um gueto indefinido ideológico, inexpressivo de articulação, negando a história dos posicionamentos de Brizola, como em 1989, ao apoiar Lula, apesar de diferenças existentes à época. É lamentável que Ciro Gomes, homem nacionalista, preparado e provado na luta política, tenha adotado uma estratégia errática de tentativa de desconstrução da imagem de Lula, ao invés de focar no PND, Programa Nacional de Desenvolvimento, que contém propostas para o Brasil real de fato, em que sempre acreditamos. Meu ambiente de convivência política, do campo progressista, democrático, trabalhista, socialista, do SUS, saúde pública e coletiva, ambiental e reforma sanitária brasileira, nos cobra pela atitude política de nossa candidatura presidencial. Constrange-me, sobremaneira, a repercussão dos ataques pessoais ao Lula, como munição eleitoral, nas redes sociais, impulsionados por bolsonaristas. Isto posto, informo ao Presidente que passo a defender a bandeira da liberdade e do estado de Direito democrático, engajado na campanha eleitoral de Luís Inácio Lula da Silva, e que assim o destino o queira futuro Presidente do Brasil. Respeitosamente, Haroldo Ferreira, médico – Paraná”  

O medo da violência como recurso eleitoral nas eleições de 2022

* Por Gilmar Ribeiro dos Santos A normalização da ilegalidade de parte significativa das atitudes do Presidente da República ao longo do seu mandato é uma realidade incontestável nesses tempos frenéticos de redes sociais. Completavam exatos 64 dias de mandato quando o presidente publicou a cena do golden shower no twitter oficial do chefe do poder executivo, plataforma aberta, inclusive, para crianças e adolescentes. Nos seus 1357 dias de mandato, até o momento, o presidente cometeu centenas de crimes, parte deles documentada em vídeo e acessíveis em segundos pelas redes sociais. A pergunta do último Datafolha, sobre a possibilidade de eleitores deixarem de votar por medo de violência política pode reforçar uma estratégia, cara ao bolsonarismo, desde a campanha de 2018. O medo é elemento central para ascensão e manutenção do poder autoritário. A liberdade reivindicada pelos “cidadãos de bem” custa a disseminação do medo para a grande maioria da sociedade. Quem deve se armar, andar livremente e mesmo votar de forma destemida são os eleitores do presidente. A insegurança e o medo ficam para a oposição. Amedrontar a oposição com a perspectiva de confrontos em atividades de campanha, em manifestações individuais de preferências partidárias e principalmente no exercício do voto é um recurso histórico da direita. Além da violência de fato, o mesmo foi largamente utilizado na Itália das primeiras décadas do século XX. Em momentos de crises agudas a sociedade democrática precisa enfrentar a violência de governos autoritários com recursos diferenciados. O momento é de resistir perante as tentativas de impedir o direito de manifestação e em especial o exercício do direito de votar. Violência localizada sempre existiu nas eleições brasileiras, mesmo depois da redemocratização. Os crimes de ódio são novidades preocupantes, sendo assim, seus desdobramentos precisam de acompanhamento das forças progressistas nacionais e internacionais. No entanto o grupo hoje no poder está fomentando a violência como mecanismo de impedir direitos fundamentais de setores da oposição. Não sabemos qual efeito pode advir do chamamento à violência feito pelo presidente e seu filho mais engajado. Mas sabemos que a intimidação é o propósito principal. Divulgar a perspectiva de violência política nos moldes alarmistas de setores da grande imprensa pode favorecer a extrema direita nessas eleições de 2022. Os mais pobres, maioria esmagadora dos eleitores de oposição, não vivem em um país ideal em termos de violência. Somos um país violento, em especial com os mais pobres. A matança quase institucionalizada de jovens nas periferias de grandes e médias cidades do país, assim como de lideranças da luta pela terra, são dois exemplos da violência cotidiana em processo de normalização no país. As grandes lideranças da extrema direita geralmente incitam os seus para executarem atos violentos e assim garantir a intimidação, imprescindível em sua perspectiva eleitoral. Nos moldes atuais da disputa a resistência mais eficaz, para a oposição, não pode ser a resposta violenta. Romper a institucionalidade é um desejo nem tanto implícito do presidente. A hora é de garantir o direito ao voto enfrentado as ameaças implícitas e explicitas e tentar registrá-las, seja em forma de prints, gravações de vídeo ou de áudio. O desejo de enviar pelo menos parte oposição para a ponta da praia já foi exposto pelo presidente. O problema é quem vai dar a ordem explícita e quem vai executá-la. O medo deve estar com o presidente e seu grupo. O governo negligenciou e até zombou da opinião pública. No momento, com o intuito de manter o poder, a opção pela violência vai se impondo. No entanto, a duração de um governo imposto pela força pode ser vinte e um anos, vinte e um meses ou mesmo vinte e um dias. E depois? É melhor enfrentar a justiça com os crimes já praticados ou vale a pena acrescentar mais alguns na ficha? O dilema, ou o medo, deve ficar com o presidente e os seus. Aos democratas de fato cabe lutar de forma efetiva pela garantia do direito ao voto de todos os brasileiros e não caírem na armadilha do eleitor amedrontado. * Gilmar Ribeiro dos Santos é cientista político graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais; especialista em Semiótica e Teorias do Discurso pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em Educação: História, Política e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Artistas fazem música que ironiza frases críticas de Bolsonaro; ouça

• Canção é interpretada por nomes como Bruno Gagliasso, Wagner Moura, Lenine e Zélia Duncan, entre outros Foi lançado neste sábado, 17, o Hino ao Inominável, com letra de Carlos Rennó e música de Chico Brown e Pedro Luís. A canção irônica é apresentada por trinta intérpretes, cantores ou não – Bruno Gagliasso, Wagner Moura e Zélia Duncan, entre outros – num vídeo do Coletivo Bijari com cerca de 13 minutos de duração na versão integral, dividida em cinco vídeos-canções autônomos. Há versos como o que Jair Bolsonaro (PL) cita que preferiria ter um filho morto do que homossexual, ou ainda que não estupraria uma mulher porque “é feia, não merece”. O refrão diz: “Mas quem dirá que não é mais imaginável / Erguer de novo das ruínas o país?”.

9% admitem deixar de votar por medo de violência política

O petista Marcelo Arruda (Esq.) foi morto por Jorge Guaranho (dir.), apoiador de Bolsonaro, em 9 de julho deste ano. O bolsominion não era convidado do evento O resultado da nova pesquisa Datafolha aponta que o medo de que haja violência política no dia da eleição, probabilidade que é considerada por 40% dos eleitores, pode afastar até 9% das pessoas das urnas no próximo dia 2. Leia também: Bolsonarista invade festa de guarda municipal de esquerda e o assassina O temor é maior entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesse levantamento, o petista ficou com 45% das intenções de votos e 10% consideram a possibilidade de não ir à seção eleitoral. Já Jair Bolsonaro (PL), teve 33% de preferências e 5% de seu eleitorado declarou que cogita faltar o pleito. Entre os entrevistados que consideram grande a chance de violência, o índice é maior entre mulheres do que homens: 45% a 35%, respectivamente. Comparando os eleitores dos dois candidatos que lideram a corrida eleitoral, 50% dos apoiadores do petista acreditam na hipótese de um episódio violento e 14% não. Enquanto isso, 26% dos bolsonaristas creem nisso, contra 29% que não consideram. Se tratando de regiões do Brasil, o destaque fica para o Sul. Lá, onde estão 14% dos ouvidos pelo instituto, 33% acreditam que a chance é grande, 27% aposta em um risco médio e 14% pequeno. O Datafolha ouviu 5.926 pessoas em 300 cidades brasileiras, de 13 a 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Lula amplia vantagem com queda de Bolsonaro e pode ganhar já no 1º turno

A pouco mais de 2 semanas para a eleição, levantamento aponta que Lula caminha para vencer o pleito com ampla vantagem. Nova pesquisa presidencial do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (15), aponta que o ex-presidente Lula (PT) segue firme na liderança e ainda ampliou a vantagem para Jair Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, o petista manteve os mesmos 45% que já tinha no último estudo Datafolha, do dia 9 de setembro. Já Bolsonaro caiu 1 ponto percentual: tinha 34% e agora marca 33%. Com isso, a diferença entre os dois candidatos passou a ser 12 pontos Ciro Gomes (PDT), por sua vez, foi de 7% para 8%, enquanto Simone Tebet (MDB) manteve os mesmos 5% que já tinha na pesquisa anterior. Em votos válidos, isto é, desconsiderando os brancos e nulos, Lula chega a 48%. Ou seja, há fortes chances do petista vencer a eleição já no primeiro turno, já que, para isso, basta 50% e mais 1 voto. Confira os números Lula (PT): 45% Jair Bolsonaro (PL): 33% Ciro Gomes (PDT): 8% Simone Tebet (MDB): 5% Soraya Thronicke (União Brasil): 2% Em branco/nulo: 4% Não sabe: 2% Pesquisa espontânea Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula registrou crescimento de 2 pontos e marca 41% das intenções de voto. Bolsonaro, por sua vez, fez o caminho contrário: foi de 31% para 30% Veja os índices Lula (PT): 41% Jair Bolsonaro (PL): 31% Ciro Gomes (PDT): 4% Simone Tebet (MDB): 3% Outros: 3% Em branco/nulo/nenhum: 5% Não sabe: 15 Segundo turno  Em um eventual segundo turno, de acordo com o Datafolha, Lula venceria Bolsonaro. O petista marca 54% (crescimento de 1 ponto com relação ao último estudo), enquanto Bolsonaro registra 38% (queda de 1 ponto) O levantamento contou com 5.926 entrevistas feitas em 300 municípios brasileiros entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisadores do Datafolha são atacados por bolsonaristas nas ruas

 Membro de equipe chegou a ser empurrado por um eleitor do presidente e outro foi detido por PM, que tentou levá-lo para delegacia, não sem antes parar no caminho e interrogá-lo  Em meio ao crescente ambiente de violência política que toma o Brasil por conta da eleição de 2 de outubro, que tem deixado eleitores do presidente Jair Bolsonaro cada vez mais agressivos, o Datafolha informou que pelo menos 10 de seus 470 pesquisadores foram hostilizados de maneira grave apenas na terça-feira (13), enquanto realizam entrevistas para o próximo levantamento, que será divulgado na quinta (15). Os casos foram registrados em oito estados da federação: São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Maranhão, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e em alguns episódios a situação saiu “apenas” da intimidação. Em Goiânia, um entrevistador foi empurrado por um bolsonarista que ordenou que ele saísse daquela região, enquanto num município do interior do Rio Grande do Sul um membro da equipe do instituto foi abordado por um PM, que teria informado que o conduziria até uma delegacia. No entanto, no caminho, o policial parou a viatura para interrogá-lo e intimidá-lo, desistindo da ideia de apresentá-lo no distrito, largando o funcionário numa outra área do município. Diretora geral do Datafolha, Luciana Chong disse à reportagem da Folha de S.Paulo que as ocorrências mais comuns são eleitores que passam xingando e gritando para os pesquisadores, acusando instituto de ser “comunista”, e intimidando as equipes para que saiam do local onde estão trabalhando. Ela informou ainda que o registro desse tipo de ocorrência aumentou demais após o feriado do Bicentenário da Independência, em 7 de setembro, que foi sequestrado por Bolsonaro e transformado em ato político com forte discurso de ódio e de incitação à violência. Há um mês, ainda em agosto, um caso grave já tinha ocorrido em Belo Horizonte (MG). Quatro homens correram atrás de uma pesquisadora, gritando que ela e o Datafolha era comunistas e tentando tomar o tablet usado para computar os dados do levantamento. Na fuga, apavorada, a mulher caiu no chão e acabou se ferindo.