Partido Cidadania declara apoio a Lula no segundo turno

Roberto Freire, presidente do Cidadania, disse que houve “unanimidade contra Bolsonaro” O Cidadania declarou nesta terça-feira (4) apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições 2022. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, Roberto Freire. “Uma decisão que foi quase por unanimidade. Tivemos três votos defendendo neutralidade. São 19 membros”, explicou Freire, destacando que houve “unanimidade contra Bolsonaro”. Ainda segundo o presidente do partido, “ficou claro” que estavam defendendo “a candidatura de Lula no segundo turno” e não “o PT nacionalmente Freire também destacou que Jair Bolsonaro (PL) “representa risco ao Estado Democrático de Direito”, afirmou que o apoio à candidatura petista não está condicionado a nada e que não houve contato com o Partido dos Trabalhadores para a definição. “Queremos derrotar um projeto que seja perigoso para o Brasil”, observou. Perguntado sobre o tipo de atuação do Cidadania na campanha de Lula, disse que será “participação de ativismo”, mas pontuou que, no caso pessoal dele, não subirá em palanques. Roberto Freire alertou, porém, que a decisão desta terça não impede uma futura oposição a um eventual governo Lula: “Já rompemos uma vez”. Quanto à possibilidade de o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciar também hoje apoio a Bolsonaro no segundo turno, Freire respondeu: “ele não conte comigo para isso”. O Cidadania era uma dos partidos da coligação que lançou Garcia à reeleição. O tucano não conseguiu votos suficientes para ir ao segundo turno, sendo ultrapassado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

Lula e Bolsonaro vão disputar segundo turno à Presidência da República

O ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) avançaram para o segundo turno da eleição presidencial neste domingo, 2 de outubro. O petista recebeu 47,85% dos votos, ante 43,70% do adversário. (Resultado registrado às 21h27, com 96,93% das urnas apuradas). Simone Tebet (MDB) atingiu 4,22%, ultrapassando Ciro Gomes (PDT), que teve 3,06%. (Resultado registrado às 21h27, com 96,93% das urnas apuradas). Diante do amplo apoio que Lula conquistou na reta final da campanha, havia a expectativa de que ele pudesse ser eleito já no primeiro turno. Apoiadores do ex-presidente utilizaram as últimas semanas para pedir o chamado “voto útil” contra Bolsonaro, mirando principalmente os eleitores de Ciro Gomes.  

PL pagou R$ 225 mil a instituto que fez parecer mentiroso contra urnas eletrônicas

TSE diz que documento do Partido Liberal que questiona urnas é ‘mentiroso’ e tenta ‘tumultuar processo eleitoral’ O documento foi considerado mentiroso, fraudulento e lançado com o objetivo de tumultuar as eleições O PL, partido de Jair Bolsonaro comandado por Valdemar Costa Neto, pagou ao menos R$ 225 mil ao IVL (Instituto Voto Legal), que produziu o relatório divulgado nesta quarta-feira (28) que questiona a segurança das urnas eletrônicas. O IVL foi contratado para representar a legenda na análise do pleito. Para elaborar o documento, chamado de mentiroso pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o instituto foi atrás inclusive de fundos públicos, informa reportagem da Folha de S.Paulo. O documento questiona a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. Logo depois, o TSE disse que as afirmações do partido são falsas, mentirosas, fraudulentas e visam tumultuar as eleições. O pagamento ao IVL consta no balanço financeiro do PL enviado ao TSE, segundo registros de uma conta bancária identificada como “outros recursos”. A transferência eletrônica ocorreu no dia 29 de julho. Na mesma conta aparecem registradas, por exemplo, doações de empresários feitas ao partido comandado por Valdemar Costa Neto. O PL não quis se manifestar sobre o assunto. TSE diz que documento do Partido Liberal que questiona urnas é ‘mentiroso’ e tenta ‘tumultuar processo eleitoral’ Presidente da Corte Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes determinou a apuração de responsabilidade criminal de seus idealizadores e enviou o caso à Corregedoria Geral Eleitoral para instauração de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade do Partido Liberal e seus dirigentes. O documento, que tem o timbre do PL e foi distribuído pelo vice-presidente nacional da sigla, deputado Capitão Augusto, faz diversas críticas ao processo eleitoral e diz por exemplo que técnicos da corte eleitoral teriam poder absoluto para controlar os dados, critica a rede de fornecedores terceirizados do TSE e afirma que é precária a gestão de dos boletins de urna. Segundo o PL, teriam sido identificados 24 falhas, “quando confrontados com a Constituição Federal, leis, resoluções, normas técnicas e boas práticas, detalhados no Relatório de Auditoria de Conformidade do PL no TSE”. Leia na íntegra a nota do TSE: As conclusões do documento intitulado “resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE” são falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade, reunindo informações fraudulentas e atentatórias ao Estado Democrático de Direito e ao Poder Judiciário, em especial à Justiça Eleitoral, em clara tentativa de embaraçar e tumultuar o curso natural do processo eleitoral. Diversos dos elementos fraudulentos constantes do referido “documento” são objetos de investigações, inclusive nos autos do Inquérito nº 4.781/DF, em tramitação no Supremo Tribunal Federal, relativamente a fake news, e também já acarretaram rigorosas providências por parte do Tribunal Superior Eleitoral, que decidiu pela cassação do diploma de parlamentar na hipótese de divulgação de fatos notoriamente inverídicos sobre fraudes inexistentes nas urnas eletrônicas (Recurso Ordinário Eleitoral n. 0603975-98.2018.6.16.0000/PR). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, determinou a imediata remessa do documento ao Inquérito nº 4.781/DF, para apuração de responsabilidade criminal de seus idealizadores – uma vez que é apócrifo –, bem como seu envio à Corregedoria Geral Eleitoral para instauração de procedimento administrativo e apuração de responsabilidade do Partido Liberal e seus dirigentes, em eventual desvio de finalidade na utilização de recursos do Fundo Partidário.

O ódio a Jair Bolsonaro uniu, finalmente, um país dividido

Muito mais que o amor a qualquer coisa, o que derrotará Bolsonaro é o ódio a ele. O Brasil se uniu contra uma figura que incorpora que o ser humano tem de pior. De Joaquim Barbosa a Angélica, de Xuxa a Celso de Mello — o que está mobilizando e provocando engajamento inédito é, para além do apoio a Lula, a repulsa, o asco, a essa figura e sua família. Bolsonaro é o bode da sala para a elite brasileira, que agora precisa de Lula para salvá-la do monstro criado por ela mesma. Lula é a Geni do establishment Em 1994, o jornalista americano Hunter Thompson escreveu na Rolling Stone o obituário de Richard Nixon. “Ele era um monstro, um mentiroso e um covarde e deveria ter sido jogado ao mar… mas era, afinal de contas, o presidente”, escreveu. Esse é o resumo que serve para nossa situção: “Ele tinha a habilidade única de fazer seus inimigos parecerem honrados, e desenvolvemos um forte senso de fraternidade. Alguns dos meus melhores amigos odiaram Nixon a vida toda. Minha mãe odeia Nixon, meu filho odeia Nixon, eu odeio Nixon, e esse ódio nos uniu.” “Se as pessoas certas estivessem encarregadas do funeral de Nixon, seu caixão teria sido lançado em um daqueles canais de esgoto a céu aberto que deságuam no oceano ao sul de Los Angeles. Ele era um porco e um tolo tagarela. (…) Seu corpo deveria ter sido queimado em uma lixeira.” Richard Nixon, diz Hunter Thompson, “era um homem mau – mau de uma forma que apenas aqueles que acreditam na realidade física do Diabo podem entender. Ele era totalmente sem ética ou moral ou qualquer senso de decência ‘Algumas pessoas dirão que palavras como escória e podre são erradas para o jornalismo objetivo – o que é verdade, mas eles não entendem. Foram os pontos cegos embutidos nas regras e dogmas que permitiram a Nixon entrar na Casa Branca em primeiro lugar. Ele envenenou nossa água para sempre”, afirma. Bolsonaro envenenou nossa água para sempre. Nunca mais seremos os mesmos. Por mostrar no espelho o que odíavamos ver, ele precisa ser destruído. E agora somos milhões de irmãos e irmãs, unidos pelo nojo. Via DCM

Ipec: Lula cresce, tem 52% dos votos válidos e venceria no 1° turno

Nova pesquisa, divulgada no fim da tarde desta segunda (26), mostra que vantagem do ex-presidente sobre Bolsonaro aumentou e pleito deve ser decidido neste domingo (2) A nova pesquisa Ipec (antigo Ibope) sobre a corrida presidencial, divulgada às 18h05 desta segunda-feira (26), mostrou que o ex-presidente Lula (PT) ampliou ainda mais sua vantagem sobre o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), e ficou ainda mais próximo de uma vitória em primeiro turno. Lula foi de 47% dos votos totais para 48%, enquanto Bolsonaro permaneceu estagnado nos mesmos 31% de sete dias atrás. Com base nesses números, excluindo os votos brancos e nulos, o petista tem 52,17% dos votos válidos e encerraria a disputa já no próximo domingo, dia 2. Em terceiro lugar aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que obteve 6% das intenções de voto (ele tinha 7% na semana passada), seguido pela senadora Simone Tebet (MDB), com 5%. Os votos brancos e nulos somaram 4% do total de entrevistados, enquanto que os indecisos são a mesma quantidade.

Debate SBT: conversa de Ciro com Fábio Faria gera críticas ao candidato

Ciro Gomes nega afagos com Jair Bolsonaro e diz ter “reprimido” o presidente – Imagem: Reprodução Um vídeo que mostra o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o ministro das Comunicações Fábio Faria ontem (24) durante o debate no SBT gerou críticas ao candidato. No vídeo, é possível ver que Ciro cumprimenta Fábio Faria e conversa com o ministro. Em seguida, Faria segue para dizer algo ao presidente Jair Bolsonaro (PL) —que tenta a reeleição. Nas redes sociais, a gravação rendeu comentários de desaprovação e questionamentos sobre uma possível aproximação entre Ciro e Bolsonaro Ao UOL, Faria afirmou que “ninguém combina algo em frente às câmeras”. Disse também que o “único combinado do debate foram os ataques dos candidatos e dos convidados ao Bolsonaro”. O ministro não revelou o que conversou com o candidato Ciro Gomes. A reportagem procurou também a campanha de Ciro Gomes, mas não obteve resposta. Ciro, Bolsonaro e outros quatro candidatos à Presidência da República participaram ontem de um debate promovido SBT, CNN Brasil, Veja, O Estado de S. Paulo, Nova Brasil FM e Terra. Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro foi o principal alvo. Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) foram as mais incisivas nas críticas contra o presidente. Por outro lado, os candidatos de Kelmon Souza (PTB), o Padre Kelmon, e Felipe D’Avila (Novo) serviram de apoio a Bolsonaro. O ministro Fábio Faria é genro de Silvio Santos, dono do SBT, onde ocorreu o debate. Ciro negou docilidade com Bolsonaro Nos intervalos do debate, Ciro e Bolsonaro também trocaram sorrisos. Uma outra imagem também viralizou de ontem para hoje: nela, o pedetista cobre a boca e cochicha com o presidente. Após o programa, na saída, Ciro afirmou ao jornal o Estado de S.Paulo que falou sobre uma das intervenções do presidente quando tapou a boca com as mãos: “Eu dizia a ele que Soraya não havia citado o nome dele em seu pedido de resposta”. Na mesma ocasião, Ciro negou docilidade com Bolsonaro —e aproveitou para atacar Lula. “Isso é canalhice do Lula e do PT, que tinha a oportunidade de enfrentar o fascismo. O fascista veio aqui e o falso democrata se ausenta. Como se enfrenta o fascismo? Na cabeça das pessoas. E porque ele não veio aqui, são iguaizinhos.” A mulher do pedetista, Gisele, também opinou. “Ele foi simpático com Bolsonaro na resposta que deu a ele, na resposta sobre a corrupção”, disse, em tom irônico. Ciro citou casos da gestão Bolsonaro que, segundo ele, são “mal explicados”, além dos imóveis comprados em dinheiro vivo pela família do presidente. No Twitter, após a publicação desta reportagem, neste domingo, a equipe do pedetista alegou que “os canalhas da mentira e da manipulação usaram essa imagem [em que ele esconde a boca] para difamar Ciro” e que, na verdade, ele estava reprimindo Bolsonaro. ⏯️ @TodosComCiro ???? Os canalhas da mentira e da manipulação usaram essa imagem para difamar Ciro. Mas a verdade é que Bolsonaro pediu direito de resposta ao ser indiretamente atacado por Soraya. Ciro então reprime o presidente: “Ela não falou seu nome!” AUMENTE O SOM! ???? pic.twitter.com/IF2PFcHGHs — Ciro Gomes (@cirogomes) September 25, 2022 Veja a seguir alguns comentários sobre o episódio que circulam nas redes sociais: Nada como a civilidade política, não é? Vejam os folguedos auriculares de Fábio Faria com Ciro Gomes e depois com Bolsonaro. Trocavam receita de bolo. pic.twitter.com/sZ3rAyoKPh — Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) September 25, 2022 O debate é prá saber quem é mais afinado com Bolsonaro : o padre ou Ciro ???? — Gustav ???? (@GustavRamski) September 24, 2022 Esse debate não vai reverter em voto nem para Bolsonaro, nem para Ciro. Além disso, não vai tirar voto de Lula. Corre o risco é de Ciro perder voto por ficar de cochichos cúmplices com Bolsonaro. Na minha opinião, o debate não mudou em nada o cenário eleitoral atual. — Essa tal ???? Vanessa Lippelt (@vanessalippelt) September 24, 2022 Não sou afeita a teorias da conspiração, mas ficou meio estranho Ciro falar com Fábio Faria que depois correu para Bolsonaro. Opiniões? ???? pic.twitter.com/mHKM5TJOSH — ????ℕ???? ????????ℝ????????♥️???????????? (@anamariabsb) September 25, 2022 Mas qual terá sido o cochicho do Ciro Gomes para o Fábio Faria e, logo em seguida, do Fábio Faria para o Bolsonaro? pic.twitter.com/uS90iVQaxh — Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) September 25, 2022 Uol, com informações do Estadão Conteúdo*  

Empresário golpista fez doação para Bolsonaro com conta bloqueada pelo STF

Luiz André Tissot, dono do Grupo Sierra e um dos oito empresários que se tornaram alvos do Supremo Tribunal Federal (STF) por defenderem um golpe de Estado caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições de outubro, aderiu ao movimento de doar R$ 1 para a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Tissot fez a transferência via Pix no dia 12 de setembro, data em que ainda estava valendo o bloqueio das contas bancárias de todos os empresários envolvidos no caso, determinado em 23 de agosto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Já de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, dos oito integrantes do grupo de WhatsApp Empresários & Política que faziam ataques ao Supremo, ao próprio TSE e a qualquer pessoa ou instituição que se opusessem ao atual governo, André foi o único a contribuir com Bolsonaro, sendo essa a única doação eleitoral que ele fez até o momento. Até o último dia 15, o candidato à reeleição já havia recebido R$ 191 mil em doações de apenas R$ 1 via Pix. O movimento ganhou força após aliados do presidente reforçarem os pedidos de contribuição, independentemente da quantia. Luciano Hang, da Havan, que também fazia parte do grupo a favor de um golpe, também fez uma doação enquanto estava com a conta bloqueada, mas o beneficiário foi Jorge Seif Júnior (PL), candidato ao Senado por Santa Catarina

Bolsonaro conseguiu emparedar o judiciário – Por Gilmar Ribeiro dos Santos•

Os conflitos com o judiciário, alimentados de forma gratuita pelo presidente desde o ano passado, hoje são melhor compreendidos. As agressões possuíam um objetivo velado. A ideia era emparedar o TSE e o STF no intuito de poder transgredir, violar leis impunimente durante o processo eleitoral. As lendárias fake news de 2018 estão presentes em maior volume e com recursos tecnológicos de última geração. Muito se prometeu em termos de combate aos absurdos veiculados naquela campanha, mas pouco se fez para combater a máquina de produção das fake news e responsabilizar a candidatura beneficiada. A violação da constituição para conceder os auxílios eleitoreiros já é passado. Sobre a redução do ICMS dos combustíveis, prerrogativa dos estados, também não se fala mais. A legislação sobre o uso da máquina administrativa nas campanhas de reeleição será revista a partir dessas eleições, pois Bolsonaro desmascarou definitivamente a hipocrisia na aplicação das vedações ao chefe do executivo. O sete de setembro foi humilhante para a justiça eleitoral, ou pelo menos deveria ter sido. O máximo alcançado, em termos efetivos, foi proibir sem de fato proibir, a veiculação das imagens da atividade eleitoral convocada, realizada e divulgada com dinheiro público. As imagens estão e estarão disponíveis nas redes sociais e ponto final. Podemos imaginar o espanto de muitos candidatos punidos pelo país a fora por infrações ínfimas em comparação com o absurdo da manipulação eleitoral das comemorações da independência. A campanha do presidente vai de ilegalidade em ilegalidade, garantindo o imobilismo da justiça eleitoral. A claudicação da justiça eleitoral perante os desmandos do presidente da república é o resultado da “ousadia” do mesmo. As ofensas a membros de tribunais superiores e o descumprimento escancarado das leis estão cumprido o objetivo. As transgressões estão condicionadas, em grande parte, a autorregulação do presidente. Não existe, de fato, limites legais, como provam suas ações diárias, veiculadas pela mídia. Instituições responsáveis pela limitação legal das ações do presidente estão se omitindo, deixando para as eleições decidirem se cessarão ou não os desmandos. A protelação ou mesmo omissão institucional é um expediente perigoso perante a radicalização exacerbada do bolsonarismo. A mistura entre ilegalidades cometidas pelo presidente ao longo do seu mandato e a hesitação da sociedade e suas instituições democráticas colocou o país em posição de enorme perigo. A democracia precisa de eterna vigilância e ações efetivas de cada um dos poderes. Não faltaram advertências de setores da sociedade em relação ao preço a ser pago por toda a sociedade em decorrência da omissão das instituições ao longo dos últimos quatro anos, em especial. A fatura chegou. A derrota do atual presidente é a única saída para a preservação, em especial, das próprias instituições, então omissas, assim como da democracia, no país. Novamente, fica nas mãos dos eleitores, tão negligenciados pelo judiciário e pelo legislativo ao longo dos anos, a tarefa de resolver um problema gerado pela negligência do legislativo, do judiciário e também do ministério público. Agora resta a atitude de vossa excelência, o eleitor. * Gilmar Ribeiro dos Santos é cientista político graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais; especialista em Semiótica e Teorias do Discurso pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em Educação: História, Política e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Sem Lula, debate no SBT perde para Record e Datena

Debate promovido pro SBT/Terra/Estadao, entre candidatos Jair Bolsonaro(PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe Dávila (NOVO) e Soraya Thronicke( União Brasileiro) – Marlene Bergamo / Folhapress Na TV paga, encontro entre candidatos levou CNN Brasil a superar GloboNews SBT chegou a amargar 2 pontos de audiência, tendo alcançado pico de 7,2, na medição minuto a minuto aferida pela Kantar Ibope na Grande São Paulo, durante o debate entre presidenciáveis promovido neste sábado, 24. A média na região foi de 5 pontos, elevando a audiência do horário em 1,5 ponto. Segundo esses dados, que são preliminares e só serão consolidados na segunda-feira (26), o programa perdeu para o Cidade Alerta, da Record, e para o Brasil Urgente, da Band, além da Globo, que liderou com folga durante todo o encontro entre os candidatos –exceto Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto, que não compareceu ao programa. Mediado por Carlos Nascimento, o debate foi produzido em parceria com o Grupo Estado, a CNN Brasil, o portal Terra, a revista Veja e a Rádio Nova FM Na TV paga, a CNN Brasil superou a GloboNews, normalmente líder no segmento de canais pagos de notícia. O encontro foi visto por menos da metade do público que assistiu ao confronto entre os candidatos ao Planalto promovido pela Band, em parceria com a Folha, o UOL e a TV Cultura, em 28 de agosto, que contou com a presença de Lula. Na ocasião, o debate venceu inclusive a Globo na média geral, por 13,7 a 13,6 na Grande São Paulo, e obteve 12,5 no PNT, o Painel Nacional de TV, que soma as 15 regiões metropolitanas de maior consumo do país. Ao longo da exibição, que foi das 18h15 às 20h25, a Globo marcou 17,6 pontos, ante 5,6 da Record e 3,5 da Band na Grande São Paulo. PAGANDO PARA VER Na TV por assinatura, a CNN Brasil somou 1,4 ponto de média, ante 0,5 da GloboNews ao longo do programa, no mercado nacional do Pay-TV Real Time da Kantar Ibope Media. O pico de audiência da CNN Brasil foi de 1,9 ponto, no momento em que a GloboNews registrava 0,3, ou seja, seis vezes mais audiência que a concorrente. Os bons resultados já começaram nos momentos que antecederam o evento. Em sua primeira hora, o especial pré-debate do CNN 360, uma espécie de mesa redonda sobre a competição pelo Planalto, foi ancorado por Daniela Lima e ficou à frente da Globonews com 0,5 contra 0,4 no PNT, entre 16h30 e 17h30. Nas quatro redes (YouTube ao vivo, Twitter Live desde as 16h30, TikTok e Facebook), o alcance total multiplataforma da CNN Brasil atingiu 1,6 milhão de visualizações, segundo dados fornecidos pelo canal. PLACAR Na TV, 1 ponto de audiência em 2022 corresponde a 205.755 telespectadores na Grande São Paulo, e a 713.821 indivíduos no PNT, segundo dados da Kantar Ibope Media.

Quem é o Padre Kelmon que disputa a presidência pelo PTB

O reacionário religioso assumiu o lugar de Roberto Jefferson, que teve candidatura ao Palacio do Planalto impugnada pelo TSE Uma personagem chamou a atenção no debate com os presidenciáveis na noite deste sábado (24) no SBT: Padre Kelmon (PTB) que, com trajes que remetem à Igreja Ortodoxa, ele assumiu o lugar de Roberto Jefferson, que teve o registro de sua candidatura ao Palácio do Planalto rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na chapa presidencial do Partido Trabalhista Brasileiro. Padre Kelmon, batizado Kelmon Luis da Silva Souza, tem 45 anos e é natural de Acajutiba (BA). Kelmon se autodefine como “homem cristão, conservador e de direita, que sempre se dedicou à igreja e ao combate da esquerda no país. Na Bahia, Kelmon é tido como uma liderança dos movimentos fundamentalistas e ajudou a fundar o Movimento Cristão Conservador e lidera o Movimento Cristão Conservador Latino-Americano (Meccla). Desde 2003, Padre Kelmon se diz vinculado à Igreja Ortodoxa. No entanto, aqui reside uma polêmica em sua biografia, pois, nunca foi sacerdote da referida matriz católica no Brasil. Porém, mesmo não sendo reconhecido sacerdote pela igreja ortodoxa do Brasil, ele celebra missas e batismo na Bahia. Mas, no ano passado Padre Kelman rebateu as acusações de que não seja sacerdote das igrejas de comunhão ortodoxa no Brasil e declarou que possui documentos que comprovam a sua ordenação em 2015 e que tais acusações “são retaliações”.