Governo aumentou os juros do consignado após pressão dos bancos

Alguns bancos, como Banco do Brasil, Bradesco, Pan e Caixa Econômica Federal, anunciaram a retomada da operação – Consultor diz que não é bom misturar FGTS e crédito consignado (Foto: Wilson Dias / ABr (29.12.2009)) Reuters – O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aumentou nesta terça-feira o teto de juros dos empréstimos consignados a beneficiários do INSS para 1,97% ao mês ante o limite anterior de 1,70%, depois que bancos públicos e privados suspenderam essas operações em reação a uma redução dos juros neste mês que gerou atrito no governo e provocou críticas de instituições financeiras. Alguns bancos, como Banco do Brasil, Bradesco, Pan e Caixa Econômica Federal, anunciaram a retomada da operação de empréstimo consignado a beneficiários do INSS, depois que o CNPS elevou o teto dos juros da modalidade. O Banco do Brasil disse que o retorno da operação ocorrerá “imediatamente” e o Bradesco afirmou que retomará a linha na quarta-feira, enquanto o Pan prevê ofertar novamente a modalidade a partir de quinta-feira. Já a Caixa disse que retomará a modalidade imediatamente após a publicação de instrução normativa no Diário Oficial da União. Diversas instituições financeiras haviam anunciado a suspensão de operações de consignado do INSS após a redução no limite dos juros pelo CNPS de 2,14% para 1,70% ao mês. “Nós recuamos no que a gente tinha proposto inicialmente, continuo achando a taxa alta, mas temos que fazer o que é possível, nem sempre é o que a gente quer, o que é possível, então foi feito o que é possível”, disse a jornalistas o ministro da Previdência Social e presidente do CNPS, Carlos Lupi, ao anunciar a decisão do Conselho. Mais cedo, uma fonte com conhecimento da questão havia antecipado à Reuters que o governo deveria reduzir o limite de juros do consignado do INSS a 1,97% ao mês. Na modalidade cartão de crédito, o teto passou para 2,89% ante 2,62%. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), principal representante dos bancos, havia criticado a medida adotada em meados de março, afirmando que iniciativas do tipo geram distorções nos preços dos produtos financeiros e tendem a reduzir a oferta de crédito mais barato. A entidade participou diretamente das negociações com o governo nas últimas semanas. Nesta terça, a Febraban destacou em comunicado que “caberá a cada instituição financeira, diante de sua estratégia de negócio, avaliar a conveniência de concessão do consignado para os beneficiários do INSS no novo teto de juros fixado pelo Conselho de Previdência”. A primeira decisão –que se deu sem que tenha havido redução na taxa básica de juros do país, atualmente em 13,75% ao ano– não contou com apoio do Ministério da Fazenda, que não ocupa nenhuma cadeira no CNPS e passou a pressionar por uma reversão da medida, mesmo que parcial, de forma a levar o teto a patamar entre 1,9% e 2% ao mês. Lupi afirmou que agora espera que “todo esse sistema financeiro” volte a atuar na oferta de crédito consignado a beneficiários do INSS, e acrescentou que o governo vai aprofundar a discussão sobre o papel dessa linha de crédito mediante o “grande endividamento por que passam grandes quantidades de aposentados e pensionistas e os assédios indevidos.” Além de Lupi, o Conselho é composto também por seu secretário-executivo e outros cinco membros da pasta da Previdência, além de três representantes de aposentados e pensionistas, três dos trabalhadores e três dos empregados. Para chegar aos novos patamares, o governo fez rodadas de negociações entre representantes de Previdência, Fazenda, Casa Civil e instituições financeiras. Nesta terça-feira, as tratativas foram levadas para mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes da decisão final tomada na reunião extraordinária do Conselho. Em nota, o Citi avaliou a nova decisão do conselho como “positiva” para os bancos. “Primeiro, indica poder de barganha dos bancos e um grau de abertura para discussões por parte do governo, que juntos amenizam os riscos de aplicação regulatória. Em segundo lugar, o novo limite parece fazer sentido econômico para os bancos, uma vez que a curva de rendimentos recentemente se deslocou para baixo, aliviando os custos de financiamento”, disse o banco norte-americano. Segundo Lupi, representante dos bancos na reunião do CNPS se absteve na votação desta terça-feira. “Mas não é possível, depois de nós mostrarmos claramente o recuo pela pressão que eles fizeram saindo do mercado, que eles vão jogar dinheiro fora pela janela, não vão, tenho certeza disso”, disse Lupi.
Dilma Rousseff é eleita a nova chefe do New Development Bank, o ‘Banco dos Brics’

A instituição financeira confirmou a eleição de Dilma e apresentou em linhas gerais o que seu cargo compreende A ex-presidenta Dilma Rousseff foi eleita nesta sexta-feira (16) a nova presidente do New Development Bank, o ‘Banco dos Brics’, com sede em Xangai, na China. Ela foi escolhida por unanimidade pela Assembleia de Governadores do NDB. Em um comunicado, a instituição financeira confirmou a eleição de Dilma e apresentou em linhas gerais o que seu cargo compreende. “O presidente do NDB é o chefe da equipe operacional do banco, conduzindo, sob a direção dos diretores, os negócios ordinários do NDB”. O braço financeiro do bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul era presidido até então pelo também brasileiro Marcos Troyjo. Ele assumiu o cargo em julho de 2020, indicado por Jair Bolsonaro.
Reforma tributária: saúde e educação poderão ter tratamento diferenciado

Coordenador de GT da reforma tributária na Câmara, Reginaldo Lopes (PT-MG) – Paulo Sergio/Câmara dos Deputados Proposta está em debate na Câmara dos Deputados por meio de um GT que avalia diferentes sugestões sobre o tema O coordenador do grupo de trabalho (GT) da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), defendeu, nesta terça-feira (14), que o texto a ser apreciado no colegiado defina um “tratamento diferenciado” para os setores de saúde e educação. O petista comentou a proposta durante um evento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) que debateu o tema da reforma em Brasília (DF). “Você pode ter uma alíquota de equilíbrio ou uma alíquota diferenciada para saúde e educação. Ou então nós podemos implementar também o cashback na saúde e na educação. Isso vai ser uma decisão do parlamento brasileiro”, disse Lopes. O cashback é uma política de compensação que o governo Lula tem defendido para devolver impostos pagos por pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Os defensores da proposta afirmam que essa seria uma forma de reduzir a “regressividade”, característica que faz com que os mais pobres paguem mais impostos que os mais ricos. O problema é o mais criticado do sistema tributário brasileiro e ocorre porque o segmento de maior renda da população adquire mais propriedades, realiza investimentos e poupa dinheiro, enquanto as camadas mais pobres gastam quase todo o seu rendimento em consumo. O texto de referência que está sendo utilizado pelo grupo de trabalho é o da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019, mas os parlamentares também avaliam a possibilidade de pescar eventuais pontos da PEC 110/19. O objetivo central da reforma que está em debate no GT é juntar em um único tributo cinco impostos sobre consumo aplicados no Brasil. São eles: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Programa de Integração Social (PIS) e Imposto sobre Serviços (ISS). O grupo representa quase metade da carga tributária total arrecadada no país. Calendário O deputado Reginaldo Lopes também comentou, nesta terça, a previsão de finalização dos trabalhos do GT, que deve encerrar as atividades depois da votação do relatório, em maio. Governistas e alguns parlamentares têm dito que a reforma precisaria ser votada ainda neste primeiro semestre para que tenha chance real de aprovação. Permeado de controvérsias, o tema é debatido no Congresso Nacional há mais de 20 anos, motivo pelo qual esses parlamentares temem um novo naufrágio da pauta caso haja demora na apreciação do texto. Na segunda (13), Fernando Haddad chegou a afirmar que o texto deverá ser votado até outubro no Senado, casa que irá avaliar a proposta após eventual aprovação da Câmara. Lopes ponderou a manifestação do ministro e, ao ser questionado pela imprensa se o governo deixou de trabalhar com as perspectivas mais otimistas em relação ao calendário, ele negou. “Concluir a reforma até outubro é você votar o primeiro e o segundo turnos na Câmara dos Deputados, ir para o Senado e depois votar o primeiro e o segundo turno lá. É o que eu falei: no dia 16, na terceira semana de maio, o GT entrega [o texto] para o plenário. A PEC já foi avocada para o plenário, o relator já foi nomeado, e nós vamos começar o debate no plenário [nessa data]. Então, eu trabalho com a ideia de votar no primeiro semestre na Câmara e no segundo semestre no Senado”, disse Lopes. O coordenador também sugeriu que a prioridade agora é buscar consensos. “Queremos construir todas as convergências para votar no primeiro semestre [na Câmara]. Eu acho que nós temos que vencer o descrédito, o pessimismo de que desta vez a reforma não vai ser aprovada. Estamos confiantes de que vamos construir todas as convergências e vamos aprovar essa reforma tributária. Via Brasil de Fato
Pesquisa Quaest aponta que a rejeição do Lula já atinge 90%

Divulgada nesta quarta-feira (15) a pesquisa Quaest, encomendada pelo banco de investimentos Genial, revela que os endinheirados estão na contramão da população brasileiras na avaliação do governo Lula. Segundo o estudo, realizado com 82 agentes de fundos de investimentos com sede no Rio e em São Paulo entre 10 e 13 de março, 90% do chamado “mercado financeiro” classificam o governo Lula como “negativo” e 10% como “regular” – sem nenhuma avaliação positiva. Por outro lado, a pesquisa Quaest realizada em fevereiro mostra que 40% da população brasileira avaliam como positivo o governo e outros 24% como regular – apenas 20% responderam negativo e 16% não sabem. Circulando em meio aos endinheirados e defendendo uma política economômica austera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem seu trabalhado avaliado como positivo por 10% dos entrevistas. Outros 52% classficam como regular e 38% como negativo. O índice de confiança em Lula também é muito baixo. Apenas 1% dizem confiar muito no presidente, enquanto 94 dizem confiar “pouco ou nada” – 4% dizem que têm “mais ou menos” confiança em Lula. A desconfiança em relação ao presidente só é superada por Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, e por Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, que são rejeitados por 98% dos analistas financeiros. Em relação a Fernando Haddad, 1% diz confiar muito, 33% confiam mais ou menos e 66% não confiam. Entre os governistas, o vice presidente Geraldo Alckmin é o melhor avaliado, com 5% dizendo que confiam muito e 38% mais ou menos. O bolsonarista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, é muito confiável para 68% – outros 30% confiam mais ou menos e 2% pouco ou nada. Visão da política econômica A baixa adesão do mercado financeiro, que reúne grande parte de especuladores econômicos, ao governo Lula pode ser explicada pela desconfiança na política econômica da atual gestão, que contraria em grande parte o neoliberalismo radical de Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados acreditam que há uma chance alta do governo Lula implementar um imposto sobre lucros e dividendos nos próximos 6 meses. No mesmo período 18% vêem como alta a probabilidade do governo de taxar grandes fortunas – outros 34% dizem que há chance “regular” de que isso aconteça. Em relação à Petrobras, 91% acreditam que a companhia vai mudar a política de distribuição de dividendos, que no ano passado distribuiu R$ 215,8 bilhões ao sistema financeiro. Outros 81% acham que o governo Lula vai alterar a política de paridade de preços internacional, o chamado PPI, adotado durante o governo Michel Temer (MDB) e mantido por Bolsonaro. Os financistas ainda acreditam que o governo vai usar o Banco do Brasil e a Caixa para concorrer com os bancos privados e baratear o crédito – 86% – e aprovar mudanças nas leis das estatais, cancelando muitas privatizações, como a da própria Petrobras – 74%. Veja a pesquisa na íntegra.
Justiça derruba sigilo dos processos envolvendo a fraude contábil na Americanas

Da esq.: para a dir.: Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann e Marcel Telles (Foto: Divulgação | Reuters) Juiz da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ordenou o levantamento do sigilo que cobria os processos relativos à recuperação judicial da Americanas No sábado (11), o juiz Paulo Assed Estefan, responsável pela 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, ordenou o levantamento do sigilo que cobria os processos relativos à recuperação judicial da Americanas, além de autorizar a divulgação de detalhes sobre um financiamento especial que a rede de varejo busca, chamado DIP. De acordo com a decisão do juiz, as informações referentes à investigação realizada pela Preserva-Ação Administração Judicial, pelo advogado Bruno Rezende e pelo escritório de advocacia Zveiter sobre as discrepâncias contábeis apresentadas pelo Grupo Americanas serão disponibilizadas para consulta pública. O juiz também permitiu a visualização dos pormenores do financiamento DIP, que é um tipo de empréstimo destinado a empresas em dificuldades financeiras. Em fevereiro, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou um empréstimo de R$ 2 bilhões, dos quais os acionistas de referência da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, haviam se comprometido a aportar R$ 1 bilhão. O restante do empréstimo seria captado no mercado, mas os detalhes desse processo estavam até agora sob sigilo. Nos últimos dias, o trio decidiu aumentar o valor da capitalização na rede para R$ 10 bilhões, incluindo o DIP. No entanto, os bancos ainda não chegaram a um acordo, já que desejam uma quantia maior, em torno de R$ 15 bilhões. O juiz, ao decidir derrubar o sigilo, levou em consideração o “relevante interesse econômico e social” envolvido na recuperação judicial da Americanas. A empresa anunciou em janeiro um déficit de R$ 20 bilhões e dívidas que ultrapassam R$ 40 bilhões. No sábado, o juiz Paulo Assed Estefam determinou que o cartório da 4ª Vara Empresarial registre todos os advogados habilitados pelos credores do Grupo Americanas, para que possam ser intimados e acompanhar as decisões proferidas no processo de recuperação judicial. A Americanas ainda não se manifestou sobre a decisão judicial. Brasil 247
Aplicativo para declarar Imposto de Renda já está disponível para download

O LEÃO TÁ CHEGANDO – Para utilizar o serviço em um celular ou tablet é necessário baixar o app Meu Imposto de Renda – No computador, o Programa Gerador de Declaração pode ser baixado gratuitamente e é possível utilizá-lo tanto nos sistemas Windows, MacOS e Linux – Marcello Casal Jr. / Agência Brasil A partir desta quinta-feira (9) está liberado para download o Programa de Imposto de Renda 2023, que permite aos contribuintes gerar a declaração do IR, que deve ser entregue até maio deste ano. No computador, o Programa Gerador de Declaração pode ser baixado gratuitamente por meio deste link e é possível utilizá-lo tanto nos sistemas Windows, MacOS e Linux. Para utilizar o serviço em um celular ou tablet é necessário baixar o app Meu Imposto de Renda, que também é compatível com aparelhos Android e iOS. O prazo para entrega da declaração abre no dia 15 de março e fecha em 31 de maio deste ano. Entretanto, visando evitar possíveis congestionamentos, a Receita Federal liberou os sistemas ainda nesta semana. A liberação do aplicativo antes do início da entrega das declarações também tem o intuito de que os contribuintes já preparem os documentos que devem ser apresentados, evitando imprevistos. Para ter mais informações sobre como acertar as contas com o leão em 2023 acesse a página da Receita Federal. Novidades Neste ano, a Receita Federal está disponibilizando a partir do dia 15 de março a versão pré-preenchida da declaração, a qual importa automaticamente do sistema informações atualizadas sobre o contribuinte, para facilitar o processo da declaração. A Receita afirmou que quem utilizar as informações disponibilizadas pela declaração pré-preenchida terá prioridade nos lotes de restituição do IR. Além disso, a prioridade também contemplará aqueles que, no momento da declaração, optarem por receber a restituição via Pix.
Empreendedorismo feminino em Minas Gerais ganha apoio do BDMG

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais oferece condições especiais para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres – Financiamento especial para mulheres concretiza sonhos e gera renda (Agência Minas) No mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulher, empreendedoras de Minas têm mais razões para celebrar. Até o dia 31, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) reforça o apoio ao empreendedorismo feminino , oferecendo condições exclusivas de financiamento para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres. Para ter acesso à taxa reduzida de 4,5% ao ano + Selic, carência de 11 meses e até 48 meses para pagar, basta ter capital social igual ou superior a 50% há pelo menos 6 meses. “O BDMG foi pioneiro, entre as instituições de fomento do país, ao lançar uma linha de crédito exclusiva para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres. Nos últimos anos, contribuímos significativamente para manutenção de diversos negócios mineiros no período mais grave da pandemia e, agora, temos a oportunidade de dar continuidade a este trabalho de apoiar cada vez mais o desenvolvimento das empreendedoras mineiras, para que possam chegar ainda mais longe”, destaca Gabriel Viégas, presidente do BDMG. Entre 2019 e 2022, as linhas de crédito destinadas às mulheres empreendedoras foram responsáveis por um desembolso total de R$ 178 milhões, para 3.605 clientes, em 383 cidades mineiras (sendo destas, 77% com IDH abaixo da média brasileira). Com esse resultado, mais de 9 mil vagas de trabalho foram mantidas. Os recursos para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres foram liberados, principalmente, para o setor de Comércio e Serviços (89%), Indústria da Transformação (9%) e Construção (2%). DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A valorização do empreendedorismo feminino, por meio das linhas de financiamento, trouxe números positivos para a economia do estado. Os impactos calculados pela matriz insumo-produto do BDMG mostram que, entre 2019 e 2022, aí incluído o período mais grave da pandemia, houve 6.659 empregos estimulados, R$ 398 milhões de aumento no faturamento da produção mineira e R$ 112 milhões de arrecadação de ICMS para o estado. EMPREENDEDORAS DE MINAS A empresária Paloma de Paula, sócia da Drogaria Gusmão, em Belo Horizonte, é uma das mulheres que recorreram às linhas especiais para Mulheres Empreendedoras. Ela conta que sempre teve muito medo de empreender. “Eu não sabia o que iria enfrentar lá na frente, mas arrisquei. Ser mulher e empreendedora é uma jornada desafiadora”, afirma. Hoje, 10 anos depois da inauguração do seu negócio, Paloma tem orgulho da trajetória que construiu e reconhece a importância do crédito para o crescimento do seu negócio. “É importante existir uma linha de crédito para as mulheres devido nossa jornada ser mais intensa, muitas vezes com filhos, casa e trabalho. Tenho planos de expandir meu negócio, de uma forma segura e sustentável”, ressalta.
Declaração de imposto de renda começa em março; quais documentos precisam ser separados?

Lista de documentos varia de acordo com o perfil de cada pessoa que vai fazer a declaração – Declarações começam a ser entregues em 15 de março – Marcelo Camargo/ Agencia Brasil O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda em 2023 começa no próximo dia 15 de março. Enquanto o prazo não chega, é possível antecipar a separação de alguns documentos para fazer uma entrega mais tranquila, sem atropelos. Como o perfil de cada pessoa relativo a renda e despesas varia, alguns documentos são específicos para cada caso. Mas outros são comuns a todas as pessoas e já estão disponíveis. No caso das informações gerais sobre o contribuinte e seus dependentes, é preciso separar os dados básicos como nome, número do CPF, graus de parentesco e datas de nascimento de cada um dos dependentes. O contribuinte também precisa apresentar o número do título de eleitor. Na hora de preencher a declaração, será preciso informar endereço atualizado, dados bancários (como número de agência e conta corrente) e informações sobre a atividade profissional exercida anteriormente. Também será preciso apresentar o arquivo digital da declaração de renda do ano anterior, que habitualmente fica salva no mesmo computador pelo qual o envio foi feito. Caso não tenha o arquivo, é possível buscá-lo novamente no portal e-CAC da Receita Federal. Os documentos sobre a renda variam de acordo com cada perfil. Pessoas que trabalham em empregos formais, por exemplo, precisam buscar as informações junto aos empregadores. Os informes de rendimentos trazem os dados sobre salários, pensões, aposentadorias, distribuições de lucros e outras fontes de renda. Também é necessário buscar as informações sobre outros tipos de renda, como doações, pensões ou heranças, além de comprovantes de compra e venda de imóveis e de participação acionária em empresas, se for o caso. Para garantir abatimento de gastos com saúde, educação, presidência privada e doações realizadas, os contribuintes precisarão dos informes de pagamento de planos de saúde e seguros; despesas médicas ou odontológicas e com educação, além da comprovação de pagamento da previdência. BdF
Como os juros altos prejudicam do dono do mercadinho à indústria no Brasil

COMO OS JUROS ALTOS PREJUDICAM DO DONO DO MERCADINHO À INDÚSTRIA NO BRASIL Por Redação 21 de fevereiro de 2023 : 23h05 | INSCREVA-SE NA TV CAFEZINHO 1 comentário Google News Com a atual taxa de juros, como fica a política industrial? Por Pedro Carrano – Brasil de Fato – Curitiba (PR) Brasil de Fato — Felipe dos Santos Silva, o Pepe, há dois anos, no auge da pandemia, tornou-se dono do Mercado e Açougue Bom Jesus, microempreendimento que fica na Vila Formosa, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. O mercado tem seis funcionários e buscou manter preços acessíveis para o público da vila onde fica. O início de 2023 trouxe a Pepe motivação com a possível mudança na política econômica brasileira. Pepe é um dos que estão ao lado de 76% da população que, de acordo com pesquisa da Genial/Quaest, concordam com as críticas de Lula ao Banco Central, sobre a manutenção da taxa de juros mais alta do mundo, a maior desde 2017, na casa de 13,75%. Além disso, Lula tem criticado a autonomia do BC para tomada de decisões e manutenção de um presidente avesso ao projeto político eleito pela população. Roberto Campos foi indicado por Bolsonaro e seu mandato se estende até 2024. Pepe enxerga que a atual alta da taxa de juros limita o comércio e o aquecimento das vendas e também não contribui na redução do preço das mercadorias. “Não tem por que o Banco Central segurar a taxa de juros e até elevar, parece estar direcionando uma recessão econômica, é preciso debater essa autonomia do BC”, opina. Desafios da indústria Caso haja manutenção da taxa de juros no patamar atual, a indústria brasileira deve seguir em situação complicada. Com o agravamento da crise, a indústria se encontra 3,5% abaixo do patamar anterior à pandemia, em fevereiro de 2020. Além disso, o peso da indústria de transformação (que reúne todo o setor manufatureiro) encontrava-se em 11,30% de participação no PIB no 1º trimestre de 2021, de acordo com o IBGE. No melhor momento, em 1985, o peso do setor manufatureiro chegou a 24,5%, gerando mais postos de trabalho de qualidade. Sandro Silva, economista do Dieese-PR, aponta que o desafio atual seria a criação do que chama de política de industrialização. “Promovendo desenvolvimento do setor industrial, focando em setores com mais inovação tecnológica, que geram mais valor agregado. O que só não basta. É preciso indicadores macroeconômicos positivos”, afirma. Por isso, Silva e outros analistas concordam que os juros são uma barreira para o crescimento da economia nacional e, consequentemente, para uma política de industrialização. “Juros elevados impedem o crescimento econômico. Quem tem bastante dinheiro não investe em produção, mas no mercado financeiro, porque você tem garantia de rentabilidade muito superior à inflação e sem fazer esforço”, afirma Silva. Produção parada Outro ponto abordado pelos economistas críticos às políticas do Banco Central é o fato de que a alta taxa de juros não ajuda a controlar a inflação, uma vez que a atual inflação não é de demanda, e sim dos preços das mercadorias. O que quer dizer que uma economia parada como a brasileira precisa de taxas baixas de juros, de crédito, de indução e investimento do Estado na economia. O professor e economista Luiz Gonzaga Belluzo defende que a atual crise remete ao modelo adotado no país nos anos 90, e que agora apresenta condições para ser superado. De acordo com ele, o próprio setor rentista e financeiro está antevendo que o atual modelo é insustentável para a economia. “No bojo dessas mudanças, o maior temor dos bancos é de que haja uma crise de crédito, que já está sendo definida no horizonte, com muitas empresas endividadas, que não conseguem sanar suas dívidas, empresas pequenas, médias e grandes”, enumera. Belluzo também aposta na necessidade de uma política voltada à reindustrialização: “Reindustrializar significa apostar, capitanear as novas empresas, caminhar na direção dos setores de maior densidade tecnológica”, aponta. Por melhores dias Mesmo em meio a dificuldades, pequenos empresários como Pepe ainda apostam em melhorias. Vontade não falta para ver os trabalhadores podendo consumir mais. “Sabemos do viés social e da sensibilidade do atual presidente, encaramos isso como grande oportunidade para angariar o movimento do comércio e contribuir com a baixa dos preços, pagando mais barato, para que a população possa comer uma carne digna”, afirma. Fonte: BdF Paraná Edição: Frédi Vasconcelos
Minha casa, minha vida, contemplará renda de até R$ 8.000,00

Nova lei assinada por LULA surpreende e brasileiros comemoram vitória Um anúncio foi feito pelo Governo Federal nesta semana, deixando muitos brasileiros felizes. O Programa Minha Casa Minha Vida terá uma ampliação de seus financiamentos habitacionais. Indivíduos e famílias que têm a renda bruta de, no máximo, R$ 8 mil, residentes das áreas urbanas, podem ser contemplados. A Medida Provisória (MP) que o Presidente Lula assinou, oficializou a decisão tomada em prol dos cidadãos. Medida Provisória assinada por Lula traz mudanças para o Minha Casa Minha Vida As faixas novas não contam os benefícios temporários, quer sejam previdenciários ou assistenciais. Por exemplo: Auxílio-doença; Seguro-desemprego; Auxílio-acidente; Bolsa Família; BPC (Benefício de Prestação Continuada). O anúncio dessas novidades foi feito em meio à cerimônia do relançamento do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. O evento aconteceu no município de Santo Amaro da Purificação, no estado da Bahia. O presidente disse em discurso que começará a viajar pelo Brasil junto com os ministros. Ele visitará os estados, as cidades, fazendo com que as obras paralisadas retomem as atividades e a construção seja finalizada. Segundo Lula, são aproximadamente 14,8 mil obras que estão paradas, e o governo não deixará nenhuma delas para trás. Faixas novas do programa habitacional Veja como as faixas novas ficaram com as alterações feitas no programa e os limites para os imóveis localizados nas áreas urbanas: Faixa 1 – Contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 2.640; Faixa 2 – Contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 2.640,01 até R$ 4,4 mil; Faixa 3 – Contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 4,400,01 até R$ 8 mil. Para os cidadãos brasileiros residentes nas áreas rurais, as faixas novas são: Faixa 1 – A renda anual bruta de até R$ 31.680; Faixa 2 – A renda anual bruta entre R$ 31.680,01 até R$ 52,8 mil; Faixa 3 – A renda anual bruta entre R$ 42,800,01 até R$ 96 mil. A retomada para a faixa 1 Várias novidades foram anunciadas, mas uma das maiores é a retomada da oferta de 50% do imóvel financiado ou subsidiado para quem está na Faixa 1. Como mostramos acima, a Faixa 1 contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 2.640,00. Esses cidadãos terão o subsídio variando de 85% até 95% do montante do financiamento. Rui Costa, ministro da Casa Civil, disse que o governo Bolsonaro havia excluído a Faixa 1, que é aquela destinada às camadas mais carentes. Portanto, o governo Lula retomou o programa, dando nesta primeira fase, a prioridade para a conclusão das obras paralisadas também. Além do mais, definiram-se os grupos prioritários com famílias compostas por: Mulher sendo a responsável; Pessoa deficiente, idoso, criança ou adolescente; Na situação de vulnerabilidade ou risco; Na situação de calamidade ou emergência; No deslocamento involuntário em face das obras públicas federais; Na situação de rua. Noticias Concursos