Declaração de imposto de renda começa em março; quais documentos precisam ser separados?

Lista de documentos varia de acordo com o perfil de cada pessoa que vai fazer a declaração – Declarações começam a ser entregues em 15 de março – Marcelo Camargo/ Agencia Brasil O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda em 2023 começa no próximo dia 15 de março. Enquanto o prazo não chega, é possível antecipar a separação de alguns documentos para fazer uma entrega mais tranquila, sem atropelos. Como o perfil de cada pessoa relativo a renda e despesas varia, alguns documentos são específicos para cada caso. Mas outros são comuns a todas as pessoas e já estão disponíveis. No caso das informações gerais sobre o contribuinte e seus dependentes, é preciso separar os dados básicos como nome, número do CPF, graus de parentesco e datas de nascimento de cada um dos dependentes. O contribuinte também precisa apresentar o número do título de eleitor. Na hora de preencher a declaração, será preciso informar endereço atualizado, dados bancários (como número de agência e conta corrente) e informações sobre a atividade profissional exercida anteriormente. Também será preciso apresentar o arquivo digital da declaração de renda do ano anterior, que habitualmente fica salva no mesmo computador pelo qual o envio foi feito. Caso não tenha o arquivo, é possível buscá-lo novamente no portal e-CAC da Receita Federal. Os documentos sobre a renda variam de acordo com cada perfil. Pessoas que trabalham em empregos formais, por exemplo, precisam buscar as informações junto aos empregadores. Os informes de rendimentos trazem os dados sobre salários, pensões, aposentadorias, distribuições de lucros e outras fontes de renda. Também é necessário buscar as informações sobre outros tipos de renda, como doações, pensões ou heranças, além de comprovantes de compra e venda de imóveis e de participação acionária em empresas, se for o caso. Para garantir abatimento de gastos com saúde, educação, presidência privada e doações realizadas, os contribuintes precisarão dos informes de pagamento de planos de saúde e seguros; despesas médicas ou odontológicas e com educação, além da comprovação de pagamento da previdência. BdF

Como os juros altos prejudicam do dono do mercadinho à indústria no Brasil

  COMO OS JUROS ALTOS PREJUDICAM DO DONO DO MERCADINHO À INDÚSTRIA NO BRASIL Por Redação 21 de fevereiro de 2023 : 23h05 | INSCREVA-SE NA TV CAFEZINHO 1 comentário Google News Com a atual taxa de juros, como fica a política industrial?  Por Pedro Carrano – Brasil de Fato – Curitiba (PR) Brasil de Fato — Felipe dos Santos Silva, o Pepe, há dois anos, no auge da pandemia, tornou-se dono do Mercado e Açougue Bom Jesus, microempreendimento que fica na Vila Formosa, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. O mercado tem seis funcionários e buscou manter preços acessíveis para o público da vila onde fica. O início de 2023 trouxe a Pepe motivação com a possível mudança na política econômica brasileira. Pepe é um dos que estão ao lado de 76% da população que, de acordo com pesquisa da Genial/Quaest, concordam com as críticas de Lula ao Banco Central, sobre a manutenção da taxa de juros mais alta do mundo, a maior desde 2017, na casa de 13,75%. Além disso, Lula tem criticado a autonomia do BC para tomada de decisões e manutenção de um presidente avesso ao projeto político eleito pela população. Roberto Campos foi indicado por Bolsonaro e seu mandato se estende até 2024. Pepe enxerga que a atual alta da taxa de juros limita o comércio e o aquecimento das vendas e também não contribui na redução do preço das mercadorias. “Não tem por que o Banco Central segurar a taxa de juros e até elevar, parece estar direcionando uma recessão econômica, é preciso debater essa autonomia do BC”, opina. Desafios da indústria Caso haja manutenção da taxa de juros no patamar atual, a indústria brasileira deve seguir em situação complicada. Com o agravamento da crise, a indústria se encontra 3,5% abaixo do patamar anterior à pandemia, em fevereiro de 2020. Além disso, o peso da indústria de transformação (que reúne todo o setor manufatureiro) encontrava-se em 11,30% de participação no PIB no 1º trimestre de 2021, de acordo com o IBGE. No melhor momento, em 1985, o peso do setor manufatureiro chegou a 24,5%, gerando mais postos de trabalho de qualidade. Sandro Silva, economista do Dieese-PR, aponta que o desafio atual seria a criação do que chama de política de industrialização. “Promovendo desenvolvimento do setor industrial, focando em setores com mais inovação tecnológica, que geram mais valor agregado. O que só não basta. É preciso indicadores macroeconômicos positivos”, afirma. Por isso, Silva e outros analistas concordam que os juros são uma barreira para o crescimento da economia nacional e, consequentemente, para uma política de industrialização. “Juros elevados impedem o crescimento econômico. Quem tem bastante dinheiro não investe em produção, mas no mercado financeiro, porque você tem garantia de rentabilidade muito superior à inflação e sem fazer esforço”, afirma Silva. Produção parada Outro ponto abordado pelos economistas críticos às políticas do Banco Central é o fato de que a alta taxa de juros não ajuda a controlar a inflação, uma vez que a atual inflação não é de demanda, e sim dos preços das mercadorias. O que quer dizer que uma economia parada como a brasileira precisa de taxas baixas de juros, de crédito, de indução e investimento do Estado na economia. O professor e economista Luiz Gonzaga Belluzo defende que a atual crise remete ao modelo adotado no país nos anos 90, e que agora apresenta condições para ser superado. De acordo com ele, o próprio setor rentista e financeiro está antevendo que o atual modelo é insustentável para a economia. “No bojo dessas mudanças, o maior temor dos bancos é de que haja uma crise de crédito, que já está sendo definida no horizonte, com muitas empresas endividadas, que não conseguem sanar suas dívidas, empresas pequenas, médias e grandes”, enumera. Belluzo também aposta na necessidade de uma política voltada à reindustrialização: “Reindustrializar significa apostar, capitanear as novas empresas, caminhar na direção dos setores de maior densidade tecnológica”, aponta. Por melhores dias Mesmo em meio a dificuldades, pequenos empresários como Pepe ainda apostam em melhorias. Vontade não falta para ver os trabalhadores podendo consumir mais. “Sabemos do viés social e da sensibilidade do atual presidente, encaramos isso como grande oportunidade para angariar o movimento do comércio e contribuir com a baixa dos preços, pagando mais barato, para que a população possa comer uma carne digna”, afirma. Fonte: BdF Paraná Edição: Frédi Vasconcelos

Minha casa, minha vida, contemplará renda de até R$ 8.000,00

Nova lei assinada por LULA surpreende e brasileiros comemoram vitória Um anúncio foi feito pelo Governo Federal nesta semana, deixando muitos brasileiros felizes. O Programa Minha Casa Minha Vida terá uma ampliação de seus financiamentos habitacionais. Indivíduos e famílias que têm a renda bruta de, no máximo, R$ 8 mil, residentes das áreas urbanas, podem ser contemplados. A Medida Provisória (MP) que o Presidente Lula assinou, oficializou a decisão tomada em prol dos cidadãos. Medida Provisória assinada por Lula traz mudanças para o Minha Casa Minha Vida As faixas novas não contam os benefícios temporários, quer sejam previdenciários ou assistenciais. Por exemplo: Auxílio-doença; Seguro-desemprego; Auxílio-acidente; Bolsa Família; BPC (Benefício de Prestação Continuada). O anúncio dessas novidades foi feito em meio à cerimônia do relançamento do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. O evento aconteceu no município de Santo Amaro da Purificação, no estado da Bahia. O presidente disse em discurso que começará a viajar pelo Brasil junto com os ministros. Ele visitará os estados, as cidades, fazendo com que as obras paralisadas retomem as atividades e a construção seja finalizada. Segundo Lula, são aproximadamente 14,8 mil obras que estão paradas, e o governo não deixará nenhuma delas para trás. Faixas novas do programa habitacional Veja como as faixas novas ficaram com as alterações feitas no programa e os limites para os imóveis localizados nas áreas urbanas: Faixa 1 – Contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 2.640; Faixa 2 – Contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 2.640,01 até R$ 4,4 mil; Faixa 3 – Contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 4,400,01 até R$ 8 mil. Para os cidadãos brasileiros residentes nas áreas rurais, as faixas novas são: Faixa 1 – A renda anual bruta de até R$ 31.680; Faixa 2 – A renda anual bruta entre R$ 31.680,01 até R$ 52,8 mil; Faixa 3 – A renda anual bruta entre R$ 42,800,01 até R$ 96 mil. A retomada para a faixa 1 Várias novidades foram anunciadas, mas uma das maiores é a retomada da oferta de 50% do imóvel financiado ou subsidiado para quem está na Faixa 1. Como mostramos acima, a Faixa 1 contempla as famílias que têm a renda mensal bruta de, no máximo, R$ 2.640,00. Esses cidadãos terão o subsídio variando de 85% até 95% do montante do financiamento. Rui Costa, ministro da Casa Civil, disse que o governo Bolsonaro havia excluído a Faixa 1, que é aquela destinada às camadas mais carentes. Portanto, o governo Lula retomou o programa, dando nesta primeira fase, a prioridade para a conclusão das obras paralisadas também. Além do mais, definiram-se os grupos prioritários com famílias compostas por: Mulher sendo a responsável; Pessoa deficiente, idoso, criança ou adolescente; Na situação de vulnerabilidade ou risco; Na situação de calamidade ou emergência; No deslocamento involuntário em face das obras públicas federais; Na situação de rua. Noticias Concursos

Governo muda consignado do Auxílio Brasil para reduzir risco de endividamento

Portaria do MDS reduz limite de comprometimento do benefício, número de parcelas e reduz juro – Auxílio Brasil deve voltar a se chamar Bolsa Família no governo Lula – Leonardo Sá/Agência Senado  O governo federal mudou as regras para a contratação de empréstimos consignados vinculados ao Auxílio Brasil, para reduzir eventuais danos que estes possam causar aos beneficiários do programa, que voltará a se chamar Bolsa Família. Foram publicadas nesta quinta-feira (9) em portaria do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. As novas regras fixam em 5% o limite para desconto no benefício pago a famílias beneficiárias do Bolsa Família ou de outros programas para pagamento do consignado. A regra antiga, do governo de Jair Bolsonaro (PL), autorizava o desconto de 40% sobre R$ 400 em auxílios. Ou seja, antes um beneficiário do Auxílio Brasil podia pegar um empréstimo vinculado ao benefício e pagá-lo em prestações de até R$ 160. Agora, a parcela máxima poderá chegar a R$ 30, se considerado o novo valor fixo do benefício: R$ 600. A nova regra determina também que o empréstimo poderá ser descontado em até seis prestações. Antes, poderia ser pago em 24. Por último, o governo baixou o juro máximo que os bancos podem cobrar neste tipo de crédito: de 3,5% ao mês para até R$ 2,5% ao mês. Aposentados e pensionistas do INSS pegam empréstimos com juros de até 2,14% ao mês. E na prática? O economista Miguel de Oliveira, diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), afirmou que, com as mudanças, os beneficiários do Auxílio Brasil poderão contratar empréstimos mais baixos. Antes, os créditos superavam os R$ 2 mil. Agora, serão de cerca de R$ 150. Eles também serão quitados mais rapidamente e, assim, não serão causa tão grave do endividamento de famílias mais pobres. “Vi a mudança positivamente porque evita o endividamento”, afirmou Miguel, que é crítico da proposta de consignado vinculado ao Auxílio Brasil desde que ela surgiu. Redução de danos “Me parece uma portaria de redução de danos”, disse a historiadora e pesquisadora dos programas de pós-doutorado do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e da Casa de Oswaldo Cruz – COC/Fiocruz, Denise De Sordi. “A portaria atua no sentido de desestimular que o empréstimo ocorra.” Ela também sempre foi contra ao empréstimo vinculado aos benefícios sociais porque a renda emergencial visa garantir o sustento mínimo. De Sordi lembrou que o texto não altera regras de empréstimos já contratados, o que contraria expectativas de anistia a endividados. Ainda assim, é positiva. Só em outubro de 2022, mês em que o consignado do Auxílio Brasil foi liberado, cerca de R$ 5,2 bilhões foram emprestados por bancos. Isso indica que cerca de 2,6 milhões de pessoas contraíram os empréstimos, considerando que cada um foi de R$ 2 mil. A Caixa Econômica Federal, banco estatal, foi o que mais emprestou. Após a eleição, suspendeu a linha. “Foi uma medida necessária pelo perfil do tomador e pela ameaça ao programa de transferência de renda, sendo transformado numa moeda de troca política para benefício do setor bancário”, ratificou a economista e coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim. Brasil de Fato

Com Mercadante, BNDES Terá foco na reindustrialização e promoção de exportações

Economista diz que 98% do mercado potencial para as empresas brasileiras está fora do Brasil – Aloizio Mercadante (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil | Reuters/Sergio Moraes) O ex-ministro e economista Aloizio Mercadante toma posse hoje numa instituições que terá papel central na retomada do crescimento: o BNDES, que foi praticamente abandonado durante o ciclo neoliberal dos governos Temer/Bolsonaro, e que agora assumirá a liderança do processo de reindustrialização da economia e transição para uma economia verde. Neste processo, um dos grandes eixos será a criação de um ‘Eximbank’, um banco voltado ao estímulo às exportações. “Nossa diretoria não veio para retomar o BNDES do passado, mas para construir o do futuro. Um banco que será verde, digital, industrializante e inclusivo. O BNDES teve historicamente uma participação no PIB de 1,5% a 2%. Na crise de 2008, o BNDES chegou a quase 4% e gerou esse tensionamento com o mercado de capitais. Hoje ela é de 0,7%, mas tem espaço para crescer e retomar esse patamar de até 2% do PIB. Este BNDES não pode se alavancar com subsídios fiscais. Não tem espaço no orçamento. Por outro lado, o BNDES devolveu ao Tesouro de 2015 para cá R$ 678 bilhões. Tinha recebido 54% desse valor. Uma série de instrumentos foram desenvolvidos para este processo de transferência de recursos. Este não é o espaço de um banco de desenvolvimento, mas o de impulsionar o investimento público e privado. Até 2024 devolveremos os R$ 24 bilhões que restam. E é este equilíbrio com o Tesouro que buscamos”, disse ele, em entrevista à jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor. Na entrevista, Mercadante explicou o foco em exportações. “O BNDES tem que constituir um Eximbank para o comércio exterior. Todos os países desenvolvidos, EUA, China, Alemanha, os países da OCDE já têm um Eximbank, um banco focado no fomento às exportações. Nós queremos fortalecer as exportações porque 98% do mercado está fora do Brasil. A competitividade depende de escala. As cadeias globais de valor estão se regionalizando. Há uma mudança no cenário geopolítico internacional e um caminho de oportunidades no Brasil. Só oito países no mundo produzem aviões. Não existiria Embraer sem BNDES. Nenhum banco queria financiar o ERJ 145, que foi o salto tecnológico da aviação regional da Embraer, quando foi apresentado. O BNDES financiou e foi um êxito. Ganhou 0,5% de royalties para cada avião que fosse vendido. E 1.270 aviões foram exportados. Tem que financiar inovação, patentes. É importante que o Brasil seja um grande produtor de alimentos, mas o emprego de qualidade é a indústria que gera. Temos que reindustrializar o país”, apontou. Ele toma posse hoje, às 10h, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin, que é também ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio.

Auxílio Gás volta a ser pago em fevereiro

Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS de final 1. O pagamento seguirá de forma escalonada, de acordo com o final do NIS, do dia 13 ao dia 28 de fevereiro (Foto: Paulo Emílio) A partir do dia 1 de fevereiro volta a ser pago o benefício do Auxílio Gás junto com o Auxílio Brasil, que terá o nome mudado para Bolsa Família. O benefício, que é bimestral, terá o valor mantido em 100% da média nacional do botijão de gás de cozinha de 13 quilos. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome,  o valor de fevereiro ainda será definido, já que leva em conta a média semestral de preços do GLP, publicada no portal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O benefício também segue as mesmas regras de pagamento do Bolsa Família. Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS de final 1. O pagamento seguirá de forma escalonada, de acordo com o final do NIS, do dia 13 ao dia 28 de fevereiro, com intervalo durante o feriado de Carnaval. As informações são do site R7.

Petrobras aprova Jean Paul Prates como novo presidente da companhia

Decisão foi confirmada nesta quinta (26) em votação do Conselho de Administração da petrolífera; Prates foi indicado ao cargo por Lula no início de janeiro – Jean Paul Prates renunciou ao cargo de senador para assumir como presidente da Petrobras — Foto: Ricardo Stuckert/PT O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (26), o nome de Jean Paul Prates como novo presidente da petrolífera. A decisão foi unânime entre os 10 integrantes do colegiado, formado por conselheiros indicados pelo governo, sócios minoritários e funcionários. A posse dele no cargo de presidente e de conselheiro também já foi feita nesta quinta. O mandato no comando da estatal, no entanto, terá duração até 13 de abril deste ano. Jean Paul Prates renunciou ao cargo de senador na quarta-feira (25), horas antes da votação de sua indicação na Petrobras. Filiado ao PT no Rio Grande do Norte, ele ocupou a vaga de suplente depois da eleição de Fátima Bezerra (PT) para o governo do estado, em 2018. No cargo, foi coautor do atual marco regulatório de energia e petróleo do Brasil e relator de dois projetos de lei com o objetivo de intervir no preço dos combustíveis e que alteram a tributação do setor. Empresário do setor de petróleo e gás, a indicação ao Prates ao comando da Petrobras foi feita pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 3 de janeiro, mas esbarrou na regra da Lei das Estatais. A norma veda a indicação de candidatos que tenham “qualquer forma de conflito de interesse” para estar na diretoria de uma companhia pública. Por conta disso, ele anunciou sua desvinculação das companhias. O novo presidente da Petrobras é advogado e economista e tem mestrados em planejamento energético e gestão ambiental pela Universidade da Pennsylvania (nos Estados Unidos) e em economia do petróleo pelo Instituto Francês do Petróleo. Ele tem mais de 37 anos de experiência no mercado de petróleo e energia e já atuou nas áreas de energias sustentáveis e transição energética. No gabinete de transição para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Prates integrou a equipe de Minas e Energia. Prates já passou pela Petrobras Internacional (Braspetro) na assessoria jurídica, na década de 1980. Nos anos de 1990, fundou uma consultoria na área de petróleo e chegou a atender o governo do Rio Grande do Norte. Entre 2008 e 2010, foi secretário de Energia do estado. Também é responsável pela criação do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), voltado para estratégias públicas e privadas nos setores.

“Fake news” sobre o BNDES voltam a circular: é mentira que banco público financia países

Ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta vai às redes combater desinformação bolsonarista – (BNDES tem função estratégica para o país – Agência Brasil) Uma das fake news favoritas surgidas no bolsonarismo é a de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) “financia” países (de preferência totalitários), em prejuízo da economia brasileira. O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, foi nesta terça-feira (24) às redes sociais para comentar o assunto, afirmando que “sobra desinformação” a respeito. “O que é feito pelo BNDES é o financiamento para exportação de serviços de empresas brasileiras, com agregação de valor e geração de empregos qualificados no Brasil”. Logo, dizer que o Brasil financia obras no exterior não passa de uma obra de ficção, uma vez que o financiamento é feito para a empresa brasileira que vai exportar e gerar empregos aqui. Falar a verdade faz parte do processo de união e reconstrução do país. — Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) January 24, 2023 Assim, o banco não trata de financiamento a países, observa o ministro. “O BNDES financia a empresa brasileira exportadora, não financia outro país!”, ressalta Pimenta. “Não existe risco de calote, uma vez que a garantia do pagamento são os recebíveis dos importadores, se eles não pagarem, o seguro cobre este prejuízo”. Obra de ficção Com isso, emenda o titular da Secom, “dizer que o Brasil financia obras no exterior não passa de uma obra de ficção, uma vez que o financiamento é feito para a empresa brasileira que vai exportar e gerar empregos aqui”. O próprio banco lembra que não empresta dinheiro a países, mas a empresas, muitas realizando obras em diversos países, com retorno em dólares para o Brasil. Na área de engenharia, por exemplo, o BNDES financia operações para obras no exterior desde o final dos anos 1990. BNDES desmente boato Informe de 2019 do próprio BNDES – ou seja, no governo Bolsonaro – mostra que o maior volume de financiamento, no período 1998 a 2017, está longe de ser uma “ditadura socialista”, como repetem os bolsonaristas. O principal destino são os Estados Unidos, com US$ 17 bilhões. Depois vêm Argentina (US$ 3,5 bilhões), Angola (US$ 3,4 bilhões), Venezuela (US$ 2,2 bilhões) e Holanda (US$ 1,5 bilhão). No total, são mais de 40 países. Os próprios resultados do banco, disponíveis no site da instituição, mostram lucro líquido em todos os anos ao longo dos governos Lula e Dilma (2003 a 2015, ano anterior ao golpe que tirou a presidenta do cargo).

Câmara da mulher empreendedora lança programa para fomentar negócios

A Câmara da Mulher Empreendedora de Montes Claros completou seu primeiro ano de existência. A entidade nasceu dentro da ACI e foi criada nos moldes propostos pela Federaminas, com o objetivo de agregar empreendedoras para fomentar o desenvolvimento dos seus negócios. Para fomentar mais negócios a partir da liderança feminina, a CME lança o Programa Quero Empreender. Ariane Galdino, presidente da CME, destaca que “o Quero Empreender é um programa de compartilhamento de informações técnicas para dar suporte às empreendedoras que estão começando a formalizar seus negócios, ou que sentem que precisam de mais informação para gerir um negócio já existente. Serão 6 módulos com aulas on line sobre mercado, tributos, leis, planejamento e assuntos correlatos. Esse mesmo programa será repetido no segundo semestre, inaugurando o projeto de trazer informações mais técnicas para as empreendedoras associadas”. O objetivo é proporcionar o passo a passo para as mulheres que desejam empreender e não sabem por onde começar. O programa acontecerá em 6 encontros on-line, a cada 15 dias, quando um consultor trabalhará um tema específico. As inscrições estão abertas e o primeiro encontro será no dia 9 de fevereiro, com o tema: “O que é o empreendedorismo – Possibilidades e desafios”. No dia 23 de fevereiro, o tema será Mentalidade Empreendedora; no dia 9 de março, Formalização do negócio; no dia 23 de março, Valorização e posicionamento do negócio no mercado; no dia 13 de abril, Plano de voo: estratégias para implantação de um negócio e no dia 27 de abril será o tema Manutenção do Negócio. O investimento é de R$ 30,00 para associadas e R$ 60,00 para não associadas. Mais informações pelo email camaradamulher@acimoc.com.br e pelo WhatsApp (38) 99929-8304. “O papel das mulheres na economia de mercado é cada vez mais importante. Segundo dados do Sebrae, 46% das empresas abertas nos últimos dois anos tem uma mulher à frente. Muitas dessas empresas saem da economia informal e passam a compor os indicadores oficiais, gerando empregos, movimentando os mercados, criando novos produtos e serviços. Não raro, essas mulheres empreendem sem muito conhecimento técnico ou um plano de negócios, e esse é um dos perfis de empreendedora que a CME tem percebido no mercado e acolhido”, pontua Ariane Galdino. No primeiro ano de atividades, a Câmara da Mulher Empreendedora realizou em 2022 quatro encontros do Café Conexão, com temas sobre empreendedorismo com palestra e confraternização para gerar networking. Também foi realizado o 5° Café Com Elas, o evento foi um sucesso e contou com o apoio de várias empresas patrocinadoras, que expuseram suas marcas e produtos. Além do café especial para 320 mulheres, teve palestra com tema relacionado à Educação Financeira. Ainda em agosto, a CME abriu os trabalhos do Circuito E-Minas, com o 1º Painel de Lideranças, quando mulheres empreendedoras de sucesso compartilharam sua experiência com as associadas à CME e convidadas, no intuito de promover, motivar e fortalecer as participantes. A Câmara já preparou a agenda para 2023, com muitas novidades e muito trabalho. O site da entidade vai abrigar um catálogo contendo as empresas das empreendedoras associadas, o Vitrine Vip. Esse catálogo tem ramificações importantes, como um grupo exclusivo de Whatsapp, no qual as empresas poderão publicar promoções também exclusivas e gerar oportunidades de negócios. Em cada mês haverá uma edição do Café Conexão, sendo que a data, tema e inscrições serão divulgados no site e instagram da CME. Em setembro, na esteira do sucesso que foi a participação da CME na Fenics em 2022, haverá também um encontro dentro da programação da Feira. A Câmara é composta, atualmente, por 15 diretorias, tendo à frente mulheres com expertise em suas áreas de atuação, que estão engajadas voluntariamente no propósito de qualificar e fomentar os empreendimentos femininos em Montes Claros e região. (GA) Fonte: Gazeta

Governo começa articulação política para aprovar reforma tributária no Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu o pontapé inicial  (Foto: World Economic Forum/Boris Baldinger) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deu início às articulações políticas para abrir caminho ao avanço da reforma tributária no Congresso Nacional ainda no primeiro semestre. A construção de um ambiente favorável a essa agenda passa pela nova composição das mesas do Legislativo, cuja eleição ocorrerá em 1º de fevereiro. O PT já costurou apoio à reeleição do atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL. Outros partidos também se movimentam na mesma direção, como por exemplo o MDB, que tem a reforma tributária como tema prioritário para o partido. A PEC (proposta de emenda à Constituição) 45 é de autoria do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), presidente nacional da legenda. A proposta unifica uma série de tributos sobre o consumo, como PIS/Cofins e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e tem hoje a preferência de Haddad nas discussões, aponta reportagem da Folha de S.Paulo. Desde o início do governo, o ministro da Fazenda tem reforçado a intenção de priorizar a aprovação da reforma, com ênfase na simplificação dos tributos sobre o consumo. A avaliação é que a medida pode ajudar a destravar o ambiente de negócios e impulsionar o crescimento. Segundo interlocutores, o presidente da Câmara tem demonstrado estar empenhado na priorização dessa agenda no Congresso.