Brasil pretende estudar adesão à Nova Rota da Seda, diz Celso Amorim

Cooperação econômica Brasil-China se fortalece, com perspectivas de novos negócios O ex-chanceler Celso Amorim, que hoje é assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, disse em entrevista exclusiva ao Global Times que o Brasil está aberto a estudar sua adesão à iniciativa “Belt and Road” (Cinturão e Rota), também conhecida como Nova Rota da Seda, um mega programa de investimentos internacionais da China em infraestrutura. “Estamos interessados em ver como podemos fazer a adesão, mas para nós é muito importante entender quais são os projetos concretos que virão. Estamos abertos em estudar e ver como podemos fazer algo realmente importante”, disse Amorim em entrevista concedida ao jornal do Partido Comunista chinês na sexta-feira (14), quando Lula fez a visita ao presidente Xi Jinping no Palácio do Povo. Cooperação com Huawei O assessor especial de assuntos internacionais da Presidência também fez comentários sobre a possibilidade de cooperação com a Huawei, em meio à pressão dos Estados Unidos sobre aliados contra a realização de negócios com a empresa de tecnologia chinesa. Ao citar uma frase de Deng Xiaoping, líder máximo da China entre 1978 e 1992, de que não importa a cor do gato, contanto que ele cace o rato, Amorim frisou que tecnologia não tem ideologia. A posição do Brasil, disse, será de buscar a oferta que seja a mais economicamente viável e que melhor possa atender as necessidades do país, sem considerações ideológicas ou mesmo geopolíticas. “Na verdade, se pudermos diversificar nossas fontes de tecnologia, será o melhor para nós. Então, estamos muito abertos. Já temos uma cooperação. A Huawei já está presente no Brasil e já é muito importante”, declarou o ex-ministro das Relações Exteriores. Moeda comum em transações Na esteira dos acordos entre Brasil e China para que os países realizem negócios em moeda local, e da proposta de Lula de uso de uma moeda comum nas transações entre países emergentes, Amorim considerou natural a busca pelo uso de moedas próprias entre parceiros. “Isso requer algumas adaptações das regras do FMI Fundo Monetário Internacional, mas é natural porque o dólar se tornou dominante após a Segunda Guerra Mundial. Antes, era a libra. Então, agora, se pudermos trabalhar nisso, com uma cesta de moedas, e se você puder usar a própria moeda para ampliar fluxos, é a melhor coisa”, declarou Amorim. Para ele, é importante os países se libertarem da dominância de uma única moeda também por a hegemonia do dólar ser, algumas vezes, usada politicamente para impedir transações com países sob sanções. Ele citou como exemplo o Irã, com quem o Brasil tem dificuldades para ampliar o comércio. Conheça a história da milenar Rota da Seda A Rota da Seda foi uma rede de trajetos interconectados por onde era comercializada a seda que saia do Oriente em direção à Europa. A rota desempenhou papel fundamental no desenvolvimento das civilizações ao estabelecer profundas relações comerciais entre as regiões por onde passou. Sua influência econômica, cultural, política e religiosa se deu entre o século II AEC e o século XVII EC. A China foi uma das precursoras do comércio na rota, iniciando o transporte da luxuosa seda durante a Dinastia Han (207 AEC – 220 EC). Os chineses descobriram como fabricar o tecido a partir das fibras dos casulos dos bichos da seda, e mantiveram o segredo dessa produção muito bem guardado. A qualidade e exclusividade do produto fizeram muitas pessoas de cidades que ficavam na Ásia Central e no Ocidente desembolsarem boas quantias de dinheiro. Embora a rota comercial tenha ficado famosa por causa da seda, muitos livros atribuem a ela o nome de “Rota da Jade”: de acordo com registros históricos, antes da comercialização do tecido, os trajetos eram usados para transporte de jade – considerada a pedra da realeza na Era das Dinastias da China. A Rota da Jade esteve em uso desde 5.000 AEC, e ainda é utilizada entre Xinjiang e o Leste da China. A Rota da Seda passou por muitas alterações ao longo dos anos, estimulando o desenvolvimento de muitos impérios, como o Egito Antigo, a Mesopotâmia, Roma e Pérsia. Seu declínio aconteceu em 1720 com o colapso da Safávidas, o maior império iraniano a governar a Pérsia. O governo chinês anunciou na década de 2010 a iniciativa “Belt and Road Initiative”, uma tentativa de restabelecer a rota comercial entre a China e países que fazem fronteira por terra ou mar. A iniciativa ultrapassou os planos iniciais, chegando a 68 países nos 5 continentes. A ideia do presidente da China, Xi Jinping, é estabelecer a cooperação entre os países nas áreas de tecnologia e inovação, transportes, energia e telecomunicações. As parcerias se estendem também ao Brasil, um dos maiores parceiros comerciais dos chineses.
Inflação fica em 4,65% e dólar cai abaixo de R$ 5

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 11, os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, que mostram uma desaceleração no mês de março. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,65%, que significa uma queda abrupta em comparação com o resultado do mês interior, quando se registrou uma inflação de 5,60%. O resultado é o menor desde janeiro de 2021, quando a inflação registrou índice de 4,56% no acumulado de 12 meses. Com esse resultado positivo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai aumentar a pressão sobre o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para que baixe a taxa de juros, que atualmente é de 13,75% ao ano. O resultado também influenciou o mercado financeiro, que reagiu de forma positiva. No começo do dia, o dólar abriu em queda, sendo cotado a R$ 4,99, e a bolsa de valores a índice de 104,6 mil pontos, após chegar aos 105 mil na abertura.
Lula cancela privatizações dos Correios e de outras nove estatais

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou por meio de edição extra do Diário Nacional da União (DOU) desta quinta-feira (6), a retirada dos Correios e outras estatais de programas voltados para a privatização. Foram excluídas, no total, sete empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e três do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) Veja a lista abaixo: PND: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT); Empresa Brasil de Comunicação (EBC); Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev); Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep); Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro); Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. (ABGF); Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A. (Ceitec). PPI: Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA); Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras). Todas essas estatais foram remetidas para os programas durante o governo de Jair Bolsonaro. O presidente Lula assinou um despacho em 1º de janeiro deste ano, dia de sua posse, determinando a revogação de processos de privatização de oito estatais, incluindo a Petrobras e os Correios. O Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos recomendou nesta quarta-feira (5), que o governo fizesse a exclusão dos Correios e da Telebras do PND. O Ministério das Comunicações informou que o governo tem como objetivo “reforçar o papel destas empresas na oferta de cidadania e ampliar ainda mais os investimentos”. Privatização dos Correios O ex-presidente Jair Bolsonaro entregou ao Congresso Nacional em fevereiro de 2021, o projeto de lei que abria caminho para a privatização dos Correios. O governo Bolsonaro escolheu um modelo de privatização que previa a venda de 100% da estatal. À época, existia uma previsão de um leilão para concretizar a venda no 1º semestre de 2022. No entanto, a privatização dos Correios travou no Senado, após ser aprovada pela Câmara. O grupo de transição propôs que a privatização da estatal fosse descartada.
Governo aumentou os juros do consignado após pressão dos bancos

Alguns bancos, como Banco do Brasil, Bradesco, Pan e Caixa Econômica Federal, anunciaram a retomada da operação – Consultor diz que não é bom misturar FGTS e crédito consignado (Foto: Wilson Dias / ABr (29.12.2009)) Reuters – O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aumentou nesta terça-feira o teto de juros dos empréstimos consignados a beneficiários do INSS para 1,97% ao mês ante o limite anterior de 1,70%, depois que bancos públicos e privados suspenderam essas operações em reação a uma redução dos juros neste mês que gerou atrito no governo e provocou críticas de instituições financeiras. Alguns bancos, como Banco do Brasil, Bradesco, Pan e Caixa Econômica Federal, anunciaram a retomada da operação de empréstimo consignado a beneficiários do INSS, depois que o CNPS elevou o teto dos juros da modalidade. O Banco do Brasil disse que o retorno da operação ocorrerá “imediatamente” e o Bradesco afirmou que retomará a linha na quarta-feira, enquanto o Pan prevê ofertar novamente a modalidade a partir de quinta-feira. Já a Caixa disse que retomará a modalidade imediatamente após a publicação de instrução normativa no Diário Oficial da União. Diversas instituições financeiras haviam anunciado a suspensão de operações de consignado do INSS após a redução no limite dos juros pelo CNPS de 2,14% para 1,70% ao mês. “Nós recuamos no que a gente tinha proposto inicialmente, continuo achando a taxa alta, mas temos que fazer o que é possível, nem sempre é o que a gente quer, o que é possível, então foi feito o que é possível”, disse a jornalistas o ministro da Previdência Social e presidente do CNPS, Carlos Lupi, ao anunciar a decisão do Conselho. Mais cedo, uma fonte com conhecimento da questão havia antecipado à Reuters que o governo deveria reduzir o limite de juros do consignado do INSS a 1,97% ao mês. Na modalidade cartão de crédito, o teto passou para 2,89% ante 2,62%. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), principal representante dos bancos, havia criticado a medida adotada em meados de março, afirmando que iniciativas do tipo geram distorções nos preços dos produtos financeiros e tendem a reduzir a oferta de crédito mais barato. A entidade participou diretamente das negociações com o governo nas últimas semanas. Nesta terça, a Febraban destacou em comunicado que “caberá a cada instituição financeira, diante de sua estratégia de negócio, avaliar a conveniência de concessão do consignado para os beneficiários do INSS no novo teto de juros fixado pelo Conselho de Previdência”. A primeira decisão –que se deu sem que tenha havido redução na taxa básica de juros do país, atualmente em 13,75% ao ano– não contou com apoio do Ministério da Fazenda, que não ocupa nenhuma cadeira no CNPS e passou a pressionar por uma reversão da medida, mesmo que parcial, de forma a levar o teto a patamar entre 1,9% e 2% ao mês. Lupi afirmou que agora espera que “todo esse sistema financeiro” volte a atuar na oferta de crédito consignado a beneficiários do INSS, e acrescentou que o governo vai aprofundar a discussão sobre o papel dessa linha de crédito mediante o “grande endividamento por que passam grandes quantidades de aposentados e pensionistas e os assédios indevidos.” Além de Lupi, o Conselho é composto também por seu secretário-executivo e outros cinco membros da pasta da Previdência, além de três representantes de aposentados e pensionistas, três dos trabalhadores e três dos empregados. Para chegar aos novos patamares, o governo fez rodadas de negociações entre representantes de Previdência, Fazenda, Casa Civil e instituições financeiras. Nesta terça-feira, as tratativas foram levadas para mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antes da decisão final tomada na reunião extraordinária do Conselho. Em nota, o Citi avaliou a nova decisão do conselho como “positiva” para os bancos. “Primeiro, indica poder de barganha dos bancos e um grau de abertura para discussões por parte do governo, que juntos amenizam os riscos de aplicação regulatória. Em segundo lugar, o novo limite parece fazer sentido econômico para os bancos, uma vez que a curva de rendimentos recentemente se deslocou para baixo, aliviando os custos de financiamento”, disse o banco norte-americano. Segundo Lupi, representante dos bancos na reunião do CNPS se absteve na votação desta terça-feira. “Mas não é possível, depois de nós mostrarmos claramente o recuo pela pressão que eles fizeram saindo do mercado, que eles vão jogar dinheiro fora pela janela, não vão, tenho certeza disso”, disse Lupi.
Dilma Rousseff é eleita a nova chefe do New Development Bank, o ‘Banco dos Brics’

A instituição financeira confirmou a eleição de Dilma e apresentou em linhas gerais o que seu cargo compreende A ex-presidenta Dilma Rousseff foi eleita nesta sexta-feira (16) a nova presidente do New Development Bank, o ‘Banco dos Brics’, com sede em Xangai, na China. Ela foi escolhida por unanimidade pela Assembleia de Governadores do NDB. Em um comunicado, a instituição financeira confirmou a eleição de Dilma e apresentou em linhas gerais o que seu cargo compreende. “O presidente do NDB é o chefe da equipe operacional do banco, conduzindo, sob a direção dos diretores, os negócios ordinários do NDB”. O braço financeiro do bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul era presidido até então pelo também brasileiro Marcos Troyjo. Ele assumiu o cargo em julho de 2020, indicado por Jair Bolsonaro.
Reforma tributária: saúde e educação poderão ter tratamento diferenciado

Coordenador de GT da reforma tributária na Câmara, Reginaldo Lopes (PT-MG) – Paulo Sergio/Câmara dos Deputados Proposta está em debate na Câmara dos Deputados por meio de um GT que avalia diferentes sugestões sobre o tema O coordenador do grupo de trabalho (GT) da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (PT-MG), defendeu, nesta terça-feira (14), que o texto a ser apreciado no colegiado defina um “tratamento diferenciado” para os setores de saúde e educação. O petista comentou a proposta durante um evento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) que debateu o tema da reforma em Brasília (DF). “Você pode ter uma alíquota de equilíbrio ou uma alíquota diferenciada para saúde e educação. Ou então nós podemos implementar também o cashback na saúde e na educação. Isso vai ser uma decisão do parlamento brasileiro”, disse Lopes. O cashback é uma política de compensação que o governo Lula tem defendido para devolver impostos pagos por pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Os defensores da proposta afirmam que essa seria uma forma de reduzir a “regressividade”, característica que faz com que os mais pobres paguem mais impostos que os mais ricos. O problema é o mais criticado do sistema tributário brasileiro e ocorre porque o segmento de maior renda da população adquire mais propriedades, realiza investimentos e poupa dinheiro, enquanto as camadas mais pobres gastam quase todo o seu rendimento em consumo. O texto de referência que está sendo utilizado pelo grupo de trabalho é o da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45/2019, mas os parlamentares também avaliam a possibilidade de pescar eventuais pontos da PEC 110/19. O objetivo central da reforma que está em debate no GT é juntar em um único tributo cinco impostos sobre consumo aplicados no Brasil. São eles: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Programa de Integração Social (PIS) e Imposto sobre Serviços (ISS). O grupo representa quase metade da carga tributária total arrecadada no país. Calendário O deputado Reginaldo Lopes também comentou, nesta terça, a previsão de finalização dos trabalhos do GT, que deve encerrar as atividades depois da votação do relatório, em maio. Governistas e alguns parlamentares têm dito que a reforma precisaria ser votada ainda neste primeiro semestre para que tenha chance real de aprovação. Permeado de controvérsias, o tema é debatido no Congresso Nacional há mais de 20 anos, motivo pelo qual esses parlamentares temem um novo naufrágio da pauta caso haja demora na apreciação do texto. Na segunda (13), Fernando Haddad chegou a afirmar que o texto deverá ser votado até outubro no Senado, casa que irá avaliar a proposta após eventual aprovação da Câmara. Lopes ponderou a manifestação do ministro e, ao ser questionado pela imprensa se o governo deixou de trabalhar com as perspectivas mais otimistas em relação ao calendário, ele negou. “Concluir a reforma até outubro é você votar o primeiro e o segundo turnos na Câmara dos Deputados, ir para o Senado e depois votar o primeiro e o segundo turno lá. É o que eu falei: no dia 16, na terceira semana de maio, o GT entrega [o texto] para o plenário. A PEC já foi avocada para o plenário, o relator já foi nomeado, e nós vamos começar o debate no plenário [nessa data]. Então, eu trabalho com a ideia de votar no primeiro semestre na Câmara e no segundo semestre no Senado”, disse Lopes. O coordenador também sugeriu que a prioridade agora é buscar consensos. “Queremos construir todas as convergências para votar no primeiro semestre [na Câmara]. Eu acho que nós temos que vencer o descrédito, o pessimismo de que desta vez a reforma não vai ser aprovada. Estamos confiantes de que vamos construir todas as convergências e vamos aprovar essa reforma tributária. Via Brasil de Fato
Pesquisa Quaest aponta que a rejeição do Lula já atinge 90%

Divulgada nesta quarta-feira (15) a pesquisa Quaest, encomendada pelo banco de investimentos Genial, revela que os endinheirados estão na contramão da população brasileiras na avaliação do governo Lula. Segundo o estudo, realizado com 82 agentes de fundos de investimentos com sede no Rio e em São Paulo entre 10 e 13 de março, 90% do chamado “mercado financeiro” classificam o governo Lula como “negativo” e 10% como “regular” – sem nenhuma avaliação positiva. Por outro lado, a pesquisa Quaest realizada em fevereiro mostra que 40% da população brasileira avaliam como positivo o governo e outros 24% como regular – apenas 20% responderam negativo e 16% não sabem. Circulando em meio aos endinheirados e defendendo uma política economômica austera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem seu trabalhado avaliado como positivo por 10% dos entrevistas. Outros 52% classficam como regular e 38% como negativo. O índice de confiança em Lula também é muito baixo. Apenas 1% dizem confiar muito no presidente, enquanto 94 dizem confiar “pouco ou nada” – 4% dizem que têm “mais ou menos” confiança em Lula. A desconfiança em relação ao presidente só é superada por Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT, e por Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, que são rejeitados por 98% dos analistas financeiros. Em relação a Fernando Haddad, 1% diz confiar muito, 33% confiam mais ou menos e 66% não confiam. Entre os governistas, o vice presidente Geraldo Alckmin é o melhor avaliado, com 5% dizendo que confiam muito e 38% mais ou menos. O bolsonarista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, é muito confiável para 68% – outros 30% confiam mais ou menos e 2% pouco ou nada. Visão da política econômica A baixa adesão do mercado financeiro, que reúne grande parte de especuladores econômicos, ao governo Lula pode ser explicada pela desconfiança na política econômica da atual gestão, que contraria em grande parte o neoliberalismo radical de Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados acreditam que há uma chance alta do governo Lula implementar um imposto sobre lucros e dividendos nos próximos 6 meses. No mesmo período 18% vêem como alta a probabilidade do governo de taxar grandes fortunas – outros 34% dizem que há chance “regular” de que isso aconteça. Em relação à Petrobras, 91% acreditam que a companhia vai mudar a política de distribuição de dividendos, que no ano passado distribuiu R$ 215,8 bilhões ao sistema financeiro. Outros 81% acham que o governo Lula vai alterar a política de paridade de preços internacional, o chamado PPI, adotado durante o governo Michel Temer (MDB) e mantido por Bolsonaro. Os financistas ainda acreditam que o governo vai usar o Banco do Brasil e a Caixa para concorrer com os bancos privados e baratear o crédito – 86% – e aprovar mudanças nas leis das estatais, cancelando muitas privatizações, como a da própria Petrobras – 74%. Veja a pesquisa na íntegra.
Justiça derruba sigilo dos processos envolvendo a fraude contábil na Americanas

Da esq.: para a dir.: Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann e Marcel Telles (Foto: Divulgação | Reuters) Juiz da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ordenou o levantamento do sigilo que cobria os processos relativos à recuperação judicial da Americanas No sábado (11), o juiz Paulo Assed Estefan, responsável pela 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, ordenou o levantamento do sigilo que cobria os processos relativos à recuperação judicial da Americanas, além de autorizar a divulgação de detalhes sobre um financiamento especial que a rede de varejo busca, chamado DIP. De acordo com a decisão do juiz, as informações referentes à investigação realizada pela Preserva-Ação Administração Judicial, pelo advogado Bruno Rezende e pelo escritório de advocacia Zveiter sobre as discrepâncias contábeis apresentadas pelo Grupo Americanas serão disponibilizadas para consulta pública. O juiz também permitiu a visualização dos pormenores do financiamento DIP, que é um tipo de empréstimo destinado a empresas em dificuldades financeiras. Em fevereiro, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou um empréstimo de R$ 2 bilhões, dos quais os acionistas de referência da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, haviam se comprometido a aportar R$ 1 bilhão. O restante do empréstimo seria captado no mercado, mas os detalhes desse processo estavam até agora sob sigilo. Nos últimos dias, o trio decidiu aumentar o valor da capitalização na rede para R$ 10 bilhões, incluindo o DIP. No entanto, os bancos ainda não chegaram a um acordo, já que desejam uma quantia maior, em torno de R$ 15 bilhões. O juiz, ao decidir derrubar o sigilo, levou em consideração o “relevante interesse econômico e social” envolvido na recuperação judicial da Americanas. A empresa anunciou em janeiro um déficit de R$ 20 bilhões e dívidas que ultrapassam R$ 40 bilhões. No sábado, o juiz Paulo Assed Estefam determinou que o cartório da 4ª Vara Empresarial registre todos os advogados habilitados pelos credores do Grupo Americanas, para que possam ser intimados e acompanhar as decisões proferidas no processo de recuperação judicial. A Americanas ainda não se manifestou sobre a decisão judicial. Brasil 247
Aplicativo para declarar Imposto de Renda já está disponível para download

O LEÃO TÁ CHEGANDO – Para utilizar o serviço em um celular ou tablet é necessário baixar o app Meu Imposto de Renda – No computador, o Programa Gerador de Declaração pode ser baixado gratuitamente e é possível utilizá-lo tanto nos sistemas Windows, MacOS e Linux – Marcello Casal Jr. / Agência Brasil A partir desta quinta-feira (9) está liberado para download o Programa de Imposto de Renda 2023, que permite aos contribuintes gerar a declaração do IR, que deve ser entregue até maio deste ano. No computador, o Programa Gerador de Declaração pode ser baixado gratuitamente por meio deste link e é possível utilizá-lo tanto nos sistemas Windows, MacOS e Linux. Para utilizar o serviço em um celular ou tablet é necessário baixar o app Meu Imposto de Renda, que também é compatível com aparelhos Android e iOS. O prazo para entrega da declaração abre no dia 15 de março e fecha em 31 de maio deste ano. Entretanto, visando evitar possíveis congestionamentos, a Receita Federal liberou os sistemas ainda nesta semana. A liberação do aplicativo antes do início da entrega das declarações também tem o intuito de que os contribuintes já preparem os documentos que devem ser apresentados, evitando imprevistos. Para ter mais informações sobre como acertar as contas com o leão em 2023 acesse a página da Receita Federal. Novidades Neste ano, a Receita Federal está disponibilizando a partir do dia 15 de março a versão pré-preenchida da declaração, a qual importa automaticamente do sistema informações atualizadas sobre o contribuinte, para facilitar o processo da declaração. A Receita afirmou que quem utilizar as informações disponibilizadas pela declaração pré-preenchida terá prioridade nos lotes de restituição do IR. Além disso, a prioridade também contemplará aqueles que, no momento da declaração, optarem por receber a restituição via Pix.
Empreendedorismo feminino em Minas Gerais ganha apoio do BDMG

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais oferece condições especiais para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres – Financiamento especial para mulheres concretiza sonhos e gera renda (Agência Minas) No mês em que se comemora o Dia Internacional das Mulher, empreendedoras de Minas têm mais razões para celebrar. Até o dia 31, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) reforça o apoio ao empreendedorismo feminino , oferecendo condições exclusivas de financiamento para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres. Para ter acesso à taxa reduzida de 4,5% ao ano + Selic, carência de 11 meses e até 48 meses para pagar, basta ter capital social igual ou superior a 50% há pelo menos 6 meses. “O BDMG foi pioneiro, entre as instituições de fomento do país, ao lançar uma linha de crédito exclusiva para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres. Nos últimos anos, contribuímos significativamente para manutenção de diversos negócios mineiros no período mais grave da pandemia e, agora, temos a oportunidade de dar continuidade a este trabalho de apoiar cada vez mais o desenvolvimento das empreendedoras mineiras, para que possam chegar ainda mais longe”, destaca Gabriel Viégas, presidente do BDMG. Entre 2019 e 2022, as linhas de crédito destinadas às mulheres empreendedoras foram responsáveis por um desembolso total de R$ 178 milhões, para 3.605 clientes, em 383 cidades mineiras (sendo destas, 77% com IDH abaixo da média brasileira). Com esse resultado, mais de 9 mil vagas de trabalho foram mantidas. Os recursos para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres foram liberados, principalmente, para o setor de Comércio e Serviços (89%), Indústria da Transformação (9%) e Construção (2%). DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A valorização do empreendedorismo feminino, por meio das linhas de financiamento, trouxe números positivos para a economia do estado. Os impactos calculados pela matriz insumo-produto do BDMG mostram que, entre 2019 e 2022, aí incluído o período mais grave da pandemia, houve 6.659 empregos estimulados, R$ 398 milhões de aumento no faturamento da produção mineira e R$ 112 milhões de arrecadação de ICMS para o estado. EMPREENDEDORAS DE MINAS A empresária Paloma de Paula, sócia da Drogaria Gusmão, em Belo Horizonte, é uma das mulheres que recorreram às linhas especiais para Mulheres Empreendedoras. Ela conta que sempre teve muito medo de empreender. “Eu não sabia o que iria enfrentar lá na frente, mas arrisquei. Ser mulher e empreendedora é uma jornada desafiadora”, afirma. Hoje, 10 anos depois da inauguração do seu negócio, Paloma tem orgulho da trajetória que construiu e reconhece a importância do crédito para o crescimento do seu negócio. “É importante existir uma linha de crédito para as mulheres devido nossa jornada ser mais intensa, muitas vezes com filhos, casa e trabalho. Tenho planos de expandir meu negócio, de uma forma segura e sustentável”, ressalta.