Vazamentos no PIX ocorrerão com alguma frequência, diz presidente do BC

“Como nós entendemos que esse mundo de dados vai cada vez crescer mais exponencialmente, os vazamentos vão acontecer com alguma frequência”, disse Campos Neto Os vazamentos de dados do Pix, sistema instantâneo de pagamentos do Banco Central (BC), ocorrerão com alguma frequência, afirmou nesta sexta-feira (11) o presidente do órgão, Roberto Campos Neto. Segundo ele, os casos registrados até agora são leves, e a autoridade monetária está atuando para que as ocorrências sejam as mínimas possíveis. “Como nós entendemos que esse mundo de dados vai cada vez crescer mais exponencialmente, os vazamentos vão acontecer com alguma frequência. Não querendo banalizar os vazamentos, porque vamos atacar todos os vazamentos para que eles sejam o mínimo possível”, disse o presidente do BC em evento promovido pelo Esfera Brasil, grupo que promove reuniões entre empresários, empreendedores e líderes do setor público. Campos Neto esclareceu que as informações expostas até agora não incluem dados como senhas e movimentações financeiras. Os vazamentos abrangem, na maior parte, dados que podem ser obtidos publicamente, acrescentou. “A gente tem vazamento, às vezes, que é nome e CPF. Nome e CPF têm no talão de cheque da pessoa. Você tem, às vezes, o vazamento de telefone, que a chave é o telefone celular, mas grande parte das pessoas tem o telefone celular aberto, você entra em um sistema de consulta, bota o nome e acha o telefone”, detalhou Campos Neto. Ele disse que o BC tem adotado postura mais transparente que a de outros países, ao comunicar todos os vazamentos em seu site. Na semana passada, o BC informou que não divulgará mais os casos de exposição de dados de chaves Pix por meio de avisos, apenas listando os incidentes em sua página na internet. Ocorrências Desde a criação do Pix, em novembro de 2020, o BC registrou três casos de vazamento de informações. O mais recente foi na semana passada, quando 2.112 chaves Pix de clientes da instituição de pagamentos Logbank foram vazadas. Em agosto do ano passado, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese). No fim de janeiro, 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. Em nenhum caso, foram expostas senhas e saldos bancários. Novas funcionalidades Campos Neto informou que o Banco Central está desenvolvendo novas funcionalidades para o Pix, como a função de débito automático e a remuneração do dinheiro que fica parado na conta. Ele anunciou uma “agenda internacional” para o sistema de pagamentos instantâneos, mas não deu detalhes. O presidente do BC apresentou números relativos às modalidades Pix Saque e Pix Troco, que entraram em vigor no fim de novembro. De acordo com Campos Neto, o Pix Saque, que permite retiradas em estabelecimentos comerciais e caixa eletrônico, movimentou R$ 9,7 milhões em janeiro, com volume de 66,6 mil transações no mês. O Pix Troco, que permite saques durante o pagamento de compras, movimentou R$ 100 mil no mês passado, com 1,3 mil utilizações em janeiro.
Mapa da Fome – Bolsonaro foi responsável por trazer a fome de volta ao Brasil

Volta do Brasil ao Mapa da Fome é retrocesso inédito no mundo, diz especialista De acordo com pesquisador em segurança alimentar no Brasil, o cenário de combate à fome mudou em 2015, justamente quando o golpe contra Dilma era ensaiado De volta ao Mapa da Fome, o Brasil sofre nas mãos do governo Jair Bolsonaro (PL). Segundo um dos criadores do Fome Zero, um dos principais pesquisadores em segurança alimentar no Brasil e professor aposentado do Instituto de Economia da Unicamp, Walter Belik, a atual gestão federal conduz uma política deliberada de desmonte das iniciativas contra a fome no país. As informações são da Folha de S. Paulo. Políticas públicas implementadas nos governos do PT, como o Fome Zero e o Bolsa Família, de acordo com Belik, pavimentaram o caminho para a saída do Brasil do Mapa da Fome da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação da Agricultura) em 2014. Em 2015, porém, quando as forças políticas – internas e externas – já se articulavam para golpear a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o cenário mudou. A inflação disparou, os benefícios sociais foram sendo abandonados e as políticas de segurança alimentar desmontadas, sobretudo no governo Bolsonaro. Em 2018 o país voltou ao Mapa da Fome e, em 2020, registrou 55,2% da população convivendo com a insegurança alimentar, segundo pesquisa da Rede Penssan. Para Belik, “não é possível que algum candidato, que tenha algum senso de solidariedade e uma certa empatia pelo povo brasileiro, possa conviver com uma situação como essa. Não é possível. Então não é um problema só do candidato Lula, mas de todos candidatos”. O ex-presidente Lula (PT) é mundialmente reconhecido por ter combatido de maneira firme a fome no país.
BlackRock não irá mais investir no Brasil enquanto Bolsonaro estiver no poder

“Quem quiser achar que isso é uma gripezinha, que ache”, escreve Elio Gaspari “O gestor do fundo de investimentos BlackRock para a América Latina avisou que não botará dinheiro no Brasil enquanto Bolsonaro estiver no Planalto. Com uma carteira de US$ 9,5 trilhões, é o maior do mundo, opera em cem países com o olho em negócios de longo prazo”, destaca o jornalista , em sua coluna na Folha. “O doutor Paulo Guedes talvez saiba que a coisa é pior. Em outubro passado o BlackRock cogitava sair do Brasil, com uma terrível sinalização para o tal de mercado. Quem quiser achar que isso é uma gripezinha, que ache”, pontua.
Prefeitura de Montes Claros vai oferecer passagens de ônibus para auxiliar desempregados

PROGRAMA EMERGENCIAL DE TRANSPORTE SOCIAL “MOC EM BUSCA DE EMPREGO” – Com a aprovação, na Câmara de Vereadores, da Lei Municipal nº 5.398, sancionada pelo prefeito Humberto Souto em de 15 de dezembro de 2021, fica instituído o Programa Emergencial de Transporte Social “Moc em Busca de Emprego”. Assim, os cidadãos de Montes Claros que se encontram em busca de uma oportunidade de colocação profissional terão mais chances de ingressar no mercado de trabalho formal. O Programa garante aos cidadãos desempregados o acesso aos serviços de transporte público e consiste na aquisição, pelo Município de Montes Claros, de créditos de passagens, no valor de R$ 1 milhão, que serão repassados aos beneficiários do programa. A aquisição dos créditos de passagens será realizada mediante a formalização de acordo com a concessionária, devendo ser considerada como medida obrigatória o pleno gerenciamento da frota pelo Município. Os valores utilizados na aquisição das passagens deverão, obrigatoriamente, ser direcionados para pagamentos de encargos trabalhistas passados dos empregados das empresas que integram a concessionária do transporte coletivo de Montes Claros. Serão beneficiadas, preferencialmente, as pessoas desempregadas e em vulnerabilidade social, que já sejam beneficiárias de programas sociais. Os créditos de passagem serão distribuídos pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, sendo que a regulamentação complementar do programa será realizada, em breve, pela Prefeitura, através de decreto. Site PMMC
Uber: TST forma maioria e reconhece vínculo de emprego entre app e motoristas

Para os ministros, os condutores preenchem os requisitos para serem enquadrados como funcionários da empresa Revista Fórum – O Tribunal Superior do Trabalho (TST) formou maioria e reconheceu o vínculo de emprego entre a Uber e o motorista. No entendimento dos ministros, os motoristas que prestam serviços para o aplicativo preenchem os requisitos que os enquadram como funcionários da empresa. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista. O ministro Alberto Luiz Bresciani, que se aposenta neste ano, abriu a sessão com o voto favorável e seguiu o entendimento do relator do processo, ministro Mauricio Godinho Delgado, que havia proferido o seu voto em dezembro de 2020. Todavia, o ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte apresentou pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar a questão e o julgamento foi suspenso. Leia a íntegra na Fórum.
Inflação na casa dos 10% desorganiza a economia e massacra classe média e pobres

Diante do aumento nas contas de luz, da desvalorização do real diante do dólar e da instabilidade política, o brasileiro terá um início de 2022 difícil estouro da meta da inflação por dois anos consecutivos, com as projeções de inflação de 10,18% neste ano e de 5,02% em 2022, pelo BC, deve atingir fortemente as famílias de baixa renda. Com o aumento dos preços, a camada da população com salários inferiores tem menos condições financeiras para adquirir os itens básicos para a sua sobrevivência. Diante do aumento nas contas de luz, da desvalorização do real diante do dólar e da instabilidade política, o brasileiro terá um início de ano de 2022 repleto de dificuldades para pagar suas despesas básicas. A conta de luz ainda deve continuar subindo no ano que vem. Estimativas de uma empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia apontam que as tarifas devem ter um reajuste médio de 19% no país em 2022. No acumulado de 12 meses, até outubro, a faixa com renda familiar menor, de um a três salários mínimos, registrou inflação de 10,63%, indica estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A inflação também preocupa investidores, que apontam que um ciclo mais duro de alta de juros poderá levar a economia a uma recessão ainda maior. Contudo, não há como trazer a inflação para baixo sem desacelerar a economia ainda mais. Para a decisão do Copom hoje (8), a esmagadora maioria dos analistas espera alta de 1,5 ponto porcentual da taxa Selic, para 9,25%. Apesar do resultado negativo do PIB, a inflação também atingiu em cheio os chamados “outros serviços”, como bares, restaurantes e hotéis, que tiveram alta de 4,4% no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores.
Bolsonaro quer liberar domingos e proibir registro de motorista de app

Estudo encomendado pelo governo Jair Bolsonaro para subsidiar uma nova reforma trabalhista propõe, entre outras medidas, trabalho aos domingos Estudo encomendado pelo governo Jair Bolsonaro para subsidiar uma nova reforma trabalhista propõe, entre outras medidas, trabalho aos domingos e proibir o reconhecimento de vínculo de emprego entre prestadores de serviço e aplicativos. A reportagem é do jornal Folha de S.Paulo. As sugestões para uma série de mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e na Constituição foram elaboradas por um grupo instituído pelo Ministério do Trabalho e da Previdência. O texto já foi concluído e está sob avaliação. São ao menos 330 alterações em dispositivos legais. Há a inclusão de 110 regras —entre artigos, parágrafos, incisos e alíneas—, a alteração de 180 e a revogação de 40 delas. Caso seja aprovada a mudança em relação aos domingos, um trabalhador pode ter direito a folgar nesse dia apenas uma vez a cada dois meses —a medida já havia sido tratada na tramitação da MP que deu origem à Lei de Liberdade Econômica. A proposta dos especialistas altera o artigo 67 da CLT e diz que “não há vedação ao trabalho em domingos, desde que ao menos uma folga a cada 7 (sete) semanas do empregado recaia nesse dia”. Na justificativa da mudança, os especialistas afirmaram que “atualmente um dos maiores desafios que o mundo enfrenta é o desemprego”.
Inflação provocada por política de Bolsonaro massacra famílias com salários menores

Estudo da Fipe aponta que inflação atinge 10,63% em 12 meses para população de renda mais baixa As famílias de renda baixa são mais atingidas pela inflação, acima de 10% em 12 meses, indica novo estudo da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgado nesta terça-feira (9). A camada da população com salários inferiores tem menos condições financeiras para lidar com a carestia de itens básicos para a sua sobrevivência, como alimentos, gás de botijão e energia elétrica. O estudo da Fipe utiliza dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), calculado pela fundação no município de São Paulo. A novidade é a divisão dos resultados de acordo com três faixas de renda. O objetivo é mostrar que a alta dos preços afeta a população de formas diferentes. No acumulado de 12 meses, até outubro, a faixa com renda familiar menor, de um a três salários mínimos, registrou inflação de 10,63%. É o maior percentual da pesquisa realizada na capital paulista. Na camada intermediária, com rendimento familiar de três a oito salários mínimos, a alta foi de 10,38% no mesmo período. A menor inflação em 12 meses foi verificada entre as famílias com renda maior (acima de oito salários mínimos): 9,67%, aponta a Folha de S.Paulo. O avanço dos preços na faixa da população com menos recursos foi puxado por alimentação e habitação, segundo o estudo da Fipe.
Brasileiros vivem cada vez mais de “bico”, ganhando cada vez menos

Fenômeno é resultado da precarização do trabalho, produzida pela destruição de empregos causada pela Lava Jato e pela reforma trabalhista do governo golpista de Michel Temer A destruição de empregos provocada pela Operação Lava Jato e a reforma trabalhista implementada pelo governo golpista de Michel Temer, e mantida por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, produziram um fenômeno previsível: os brasileiros, cada vez mais, vivem de “bicos”, ganhando cada vez menos. “A precarização do trabalho por conta própria, o popular ‘bico’, avança a passos largos, como reflexo do desemprego elevado e do fraco desempenho da economia. Entre o segundo trimestre de 2019 e o segundo deste ano, aumentou em mais de 2 milhões o número de brasileiros, sem carteira assinada ou qualquer vínculo formal, com remuneração máxima de um salário mínimo por mês (R$ 1,1 mil). No segundo trimestre de 2019, esse contingente representava 48,2% dos trabalhadores que atuavam por conta própria. Hoje, já é mais da metade (55,6%)”, aponta reportagem da jornalista Márcia de Chiara, publicada no Estado de S. Paulo. “Atualmente, esse grupo soma mais de 25 milhões de pessoas, ou 28,3% dos ocupados. No período analisado, 709,5 mil começaram a exercer atividade nessa condição. Também o número de brasileiros com curso superior trabalhando por conta própria cresceu no período – em 643,6 mil pessoas”, informa ainda a jornalista.
Preço da gasolina atinge o maior valor em um século no Brasil, como resultado do golpe de 2016

Derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff teve como principal consequência econômica a mudança na política de preços da Petrobrás para que a renda do petróleo fosse desviada dos brasileiros para os acionistas privados da estatal – o que hoje provoca fome, miséria e inflação no Brasil “Os preços dos combustíveis voltaram a subir no mercado brasileiro, na semana passada, após o novo reajuste da Petrobras nas refinarias. De acordo com levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o litro do diesel S-10, com menor teor de enxofre, subiu 4,8% em relação à semana anterior, para um valor médio, na bomba, de R$ 5,29. Já o litro da gasolina aumentou 3,15%, para R$ 6,562. Com isso, outubro se tornou o mês mais caro deste século para os consumidores da gasolina. A expectativa é que a pressão inflacionária se acentue ainda mais em novembro, de acordo com analistas”, aponta a reportagem de André Ramalho e Rafael Rosas. “Para os motoristas que abastecem os veículos flex fluel, a gasolina acumula uma alta de 45,3% no ano, nos postos. De acordo com dados da ANP, o derivado atingiu em outubro um preço médio de R$ 6,341, o patamar mais alto deste século, tanto em valores nominais quanto reais (ajustado à inflação), segundo o monitor de preços do Observatório Social da Petrobras (OSP), entidade de pesquisa ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), ao Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e ao Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese)”, informa ainda os jornalistas. Leia também: Sem nenhuma manifestação, preço do litro de gasolina passa os R$ 7 em Montes Claros