Governo Bolsonaro autoriza aumento de 39% do preço do gás natural da Petrobras

O presidente Jair Bolsonaro, que recentemente nomeou um general para a Petrobras, anuiu novo aumento de 39% no preço do gás natural da estatal para as distribuidoras. O aumento será repassado aos consumidores finais. Em comunicado oficial, a Petrobras informou que, a partir de 01/05/2021, os preços de venda de gás natural para as distribuidoras terão aumento de 39% em R$/m³, com relação ao último trimestre. Medido em US$/MMBtu, o aumento será de 32%. A variação decorre da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio. As atualizações dos preços dos contratos são trimestrais. Para os meses de maio, junho e julho, a referência são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março. Durante esse período, o petróleo teve alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real. O gás natural é insumo estratégicos para muitos setores industriais como químico, vidro, louças e metalurgia, além de conforto para as famílias em condomínios e residências. Os empresários e as famílias brasileiros “agradecem” ao presidente Bolsonaro por mais essa “ajudinha” em plena pandemia [ironia]. Os preços de gás natural da Petrobras também incluem o repasse dos custos incorridos pela companhia para o transporte do energético até o ponto de entrega às distribuidoras, que são definidos por tarifas reguladas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esta parcela do preço é atualizada anualmente no mês de maio pelo IGP-M, que, para o período de aferição (março de 2020 a março de 2021), registrou alta de 31%. Ao longo de 2020, os preços do gás natural às distribuidoras chegaram a ter redução acumulada de 35% em reais e de 48% em dólares, devido ao efeito da queda dos preços do petróleo no início do ano. A Petrobras esclarece que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras (e, no caso do GNV, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, o processo de aprovação das tarifas é realizado pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. Os contratos de venda para as distribuidoras são públicos e estão disponíveis para consulta no site da ANP.

Elite empresarial dá ultimato a Bolsonaro, mas por que tão tarde?

Presidente está destruindo o futuro do Brasil, e de propósito. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Pela primeira vez, investidores e empresários exigiram que Bolsonaro tomasse medidas efetivas contra pandemia A carta aberta da elite econômica do Brasil, publicada em 21 de março, provocou algum movimento. Com a conclamação “O país exige respeito; a vida necessita da ciência e do bom governo”, investidores financeiros, economistas e empresários reivindicaram pela primeira vez medidas efetivas contra a pandemia de covid-19, assim como apoio social. Parece que o apelo no Congresso provocou um despertar: pouco depois, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados endureceram o tom de suas críticas a Jair Bolsonaro – o qual súbito se apresenta como partidário convicto das vacinas e desde então usa máscara. Daí para cá, contudo, muito mais não aconteceu. A formulação da carta é também antes inofensiva, não contendo uma só palavra de crítica direta à pessoa de Bolsonaro. As exigências são espantosamente óbvias: os signatários querem vacinação o mais rápido possível, incentivo público ao uso de máscaras, assim como medidas de distanciamento social. Além disso, a luta contra a pandemia deveria ser colocada sob coordenação nacional. A rigor, se poderia dizer que se trata do padrão mínimo de combate a um vírus, nada mais. Entretanto, após um ano em que o presidente negou o novo coronavírus e impediu medidas de gestão de crise, tais reivindicações são quase revolucionárias para o Brasil. Da dependência à conivência Ainda assim, cabe perguntar: por que essa carta só vem agora? Até poucas semanas ou meses atrás, os investidores empresários estavam convencidos de que o governo federal fazia um bom trabalho na pandemia? Parece que sim. Segundo uma enquete da Datafolha, em meados de março os empresários ainda contavam entre os principais apoiadores do presidente: 55% deles consideraram bons o governo Bolsonaro e suas medidas na pandemia – de um total de 30% da população. A até então ausência de crítica ao governo se explica, em parte, pelo fato de 40% da economia brasileira depender do Estado – um poder com que empresários e investidores preferem não se meter. Muitos deles são dependentes de financiamento, proteção de mercado e encomendas públicas. E o Brasil não é caso isolado, o mesmo se dá em outros países. Contudo, empresários e investidores bem sucedidos são, por definição, excelentes em prever o futuro, senão não teriam tanto êxito. Entre os atuais cerca de 1.500 signatários da carta aberta encontram-se numerosos ícones do empresariado brasileiro. Mas será que ainda há banqueiros e investidores financeiros que acham mesmo que Bolsonaro também está liderando muito bem a economia? Por que, até agora, foi tão raro representantes da elite econômica manifestarem desagrado com a radical política bolsonarista para o meio ambiente e a educação, ou com sua tática de terra queimada na ciência e pesquisa? Pois aí o presidente está destruindo o futuro do Brasil, e de propósito. Se crianças e jovens têm uma formação ruim, se o meio ambiente é destruído em nome de lucros efêmeros, isso prejudica de forma duradoura as condições de produção no país. O médico e autor Drauzio Varella diz achar certas e boas as exigências dos empresários, porém questiona: “Tem um problema de timing, um ano para fazer isso?” Por Alexander Busch Dom Total

Lava Jato destruiu 4,4 milhões de empregos e custou 3,6% do PIB, destaca estudo da CUT e do Dieese

 Com a operação, o Brasil perdeu R$ 172,2 bilhões em investimentos, deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões de impostos e R$ 20,3 bilhões em contribuições sobre a folha A Lava Jato teve consequências dramáticas sob o ponto de visto político no Brasil. No entanto, a economia do país também sofreu estragos e imensos prejuízos em função da forma como a operação foi conduzida. Para se ter uma ideia, a Lava Jato custou 4,4 milhões de empregos e 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB); deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões de impostos e R$ 20,3 bilhões em contribuições sobre a folha, além de ter reduzido a massa salarial do país em R$ 85,8 bilhões. E mais: afetou os setores envolvidos diretamente (petróleo e gás e construção civil), mas também uma gama importante de outros segmentos (devido aos impactos indiretos e ao efeito renda); em resumo: a operação teve impacto político e também no desenvolvimento de setores econômicos estratégicos para o país. Essas são algumas conclusões do estudo “Implicações Econômicas Intersetoriais da Operação Lava Jato”, desenvolvido em parceria da Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (16). “Nosso objetivo é garantir a criação de instrumentos e leis para impedir que a destruição causada pela Lava Jato se repita no Brasil”, diz o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre. O trabalho revela, também, que a Lava Jato fez o Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos, além da destruição dos 4,4 milhões de empregos. O setor mais afetado foi a construção civil, que perdeu 1,1 milhão de postos de trabalho. O estudo mostra, ainda, os investimentos totais e em exploração e produção da Petrobras, de 2002 a 2020; diferenças no PIB e volume de ocupações entre os dois: Economia real com Lava Jato e economia sem Lava Jato; valores de investimentos da Petrobras realizados de 2005 a 2017. Impactos negativos O levantamento destaca os impactos negativos na redução dos investimentos previstos em empregos, valores arrecadados, impostos e salários, além dos impactos setoriais negativos nos empregos e evolução do PIB na comparação com e sem Lava Jato. Nobre conta que o estudo foi realizado porque a maior central sindical do país, por defender o emprego, tinha de apurar o impacto da Lava Jato no mercado de trabalho e na economia. “Desde o início da operação, lá em 2014, alertamos que a Lava Jato tinha que se concentrar em investigar as denúncias e punir os culpados, sem, com isso, destruir as empresas e, consequentemente, os empregos e a economia”, acrescenta. Revista Fórum, com informações da CUT Veja o estudo completo

COMIDA OU COMMODITY – Por que milhões de brasileiros passam fome se o país colhe safras recorde?

China compra 80% da soja produzida no Brasil. A maior parte vai para a produção de ração para bovinos, suinos e aves – Arquivo EBC/Danielle Pereira  Ministério da Agricultura comemora a “supersafra” de mais de 272 milhões de toneladas de grãos. E a fome cresce no país O Ministério da Agricultura está exultante com a safra de mais de 272 milhões de toneladas de grãos anunciada esta semana. Isso porque o resultado recorde representa 15,4 milhões de toneladas a mais que na safra 2019/2020. Um feito e tanto em tempos de pandemia de covid-19, que esfriou a economia ao afetar negócios e empregos e levar o país a um tombo de 4,1% em seu PIB, que já estava encolhido. E mais grave ainda: empurrou milhões de brasileiros para situação de pobreza extrema e de fome. O milho teve uma produção recorde, de 108 milhões de toneladas, e com isso deve superar em 5,4% a safra anterior, diz o Ministério. No caso da soja, segue a tendência de crescimento na área cultivada, e ainda pode crescer 4,1%, com 135,1 milhões de toneladas. Já o arroz e o feijão de cada dia, que são base da dieta dos brasileiros, não alcançam tais patamares. Foram apenas 3,3 milhões de toneladas de feijão e 11 milhões de toneladas de arroz. “Salvação da lavoura” Há anos a agropecuária é considerada a “salvação da lavoura” quando o assunto é produção, exportações e balança comercial. Beneficiado por subsídios, como descontos e isenção de ICMS e de imposto de importação, fora o perdão de PIS e Cofins, o setor se acha. Tanto puxa brasa para a sua sardinha que se autointitulou “pop, tech e tudo”. E com tudo isso, a fome aumenta no país das supersafras e volta a assombrar milhões de brasileiros. Como isso é possível? Dois anos antes da pandemia, entre junho de 2017 e julho de 2018, mais de 10 milhões de pessoas já não tinham o que comer conforme Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, perto de 8 milhões moravam na zona urbana e pouco mais de 2 milhões na zona rural, onde a rigor se produzem alimentos. Entre 2017 e 2018, 10 milhões de pessoas já não tinham o que comer. Inação do governo na pandemia agravou a situação da fome no país. (Arquivo/Agência Brasil) De acordo com a pesquisa, a insegurança alimentar grave – quando a pessoa relata passar fome – atingiu em cheio 4,6% das famílias brasileiras, o equivalente a 3,1 milhões de lares. E ainda segundo o IBGE, o quadro vem piorando. Aumentou 43,7% em cinco anos. Mais desigualdade A tendência é que tenha se agravado com a pandemia, pois esta ao chegar já encontrou um Brasil marcado pelo aprofundamento da desigualdade social a partir do golpe de 2016. “Parte significativa dos trabalhadores está sem a proteção social do trabalho formal devido à crise estrutural do capitalismo”, destaca a socióloga Sirlândia Schappo. Professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Sirlândia observa que essa crise de dimensões globais assola o país mais intensamente a partir de 2014. Em seu artigo “Fome e insegurança alimentar em tempos de pandemia da covid-19“, ela assinala: “O reflexo imediato foi a ampliação do trabalho informal, que passou de 39,1% da população ocupada em 2014 para para 41,5% em 2018, segundo o IBGE”. Ainda segundo Sirlânia, a pandemia pode ter ampliado em 56% a pobreza em países como o Brasil, como prevê a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Trabalhadores domésticos perderam o emprego. E, sem o apoio de políticas sociais, se viram diante da subnutrição e da falta de serviços básicos, como saneamento básico e saúde. A necropolítica do governo negacionista de Jair Bolsonaro não poupa as famílias de agricultores, que em suas pequenas propriedades produzem comida de verdade. Plano safra Logo que assumiu, o governo Bolsonaro apresentou um Plano Safra para 2019/2020 que já sinalizava as dificuldades que viriam pela frente. Dos R$ 225,59 bilhões destinados à agropecuária, o crédito rural ficou com R$ 222,74 bilhões. O problema é que desse montante, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) recebeu apenas R$ 31,22 bilhões. Como custear a produção e a comercialização? “A partir de 2016, com o golpe e a Emenda 95, do teto de gastos, as políticas sociais e programas de transferência de renda foram sendo esvaziadas. Equipamentos de segurança alimentar, como banco de alimentos, foram fechados. Assim que tomou posse, Bolsonaro extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) não foi extinto, mas tem orçamento ridículo. Isto é, de R$ 500 milhões”, disse à RBA a assessora de Direitos Humanos da Fian Brasil, Nayara Côrtes. Pequenos agricultores têm sido atacados. Aletrantiva econômica de geração de trabalho e renda e combate à fome não está na agenda do governo de Bolsonaro (Itesp) Mais golpes Para piorar, Jair Bolsonaro escolheu a agricultura familiar como inimiga. Além de ter excluído esses trabalhadores do auxilio emergencial de R$ 600, vetou quase que integralmente o Projeto de Lei (PL) 735/20. Apresentado em abri e só aprovado em agosto, foi quase que integralmente vetado, pois, de 20 itens, 17 foram derrubados. Entre os pontos vetados estão o auxílio emergencial no valor de R$ 600 pagos em cinco parcelas, como aos trabalhadores urbanos, recursos para compras públicas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), renegociação e adiamento de dívidas e linhas de crédito emergenciais. Tudo o que era considerado essencial pelos agricultores. Até hoje é aguardada apreciação dos vetos, que depende de muita pressão para ser pautada. Para Bolsonaro, não há previsão financeira para essas ações. No entanto, o governo concedeu benefícios ao agronegócio, facilitando o acesso a crédito e a financiamento de dívidas de grandes produtores e desoneração do segmento em contribuições à Seguridade Social. Segundo levantamento da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e pelo Fórum Brasileiro pela Soberania e Segurança Alimentar (FBSSAN), em 2019 o rendimento total da agricultura familiar foi de aproximadamente R$ 27 milhões. O

Câmara aprova “jabuti” em 2º turno junto com PEC Emergencial

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (11), em segundo turno, por 366 votos a favor, 127 contra e três abstenções, o “jabuti” no texto base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/19, a PEC Emergencial. Agora os parlamentares analisam destaques que podem retirar trechos da proposta. A PEC cria mecanismos de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários, além de liberar R$ 44 bilhões, fora do teto de gastos, para o pagamento do auxílio emergencial às pessoas afetadas pela pandemia da covid-19. No entanto, a proposta não detalha os valores, duração ou condições para o novo auxílio emergencial. Todas essas definições deverão constar de outro texto. O primeiro turno da proposta foi aprovado na madrugada desta quinta-feira, após sucessivas tentativas da oposição em obstruir as votações e adiar a apreciação da proposta. Sobre o jabuti Em política, a expressão “jabuti” significa proposta fake haja vista que o bicho jabuti não sobe em poste. Portanto, depreende-se, alguém [os bancos] o colocou ali em cima [na PEC 186/19]. Valores do auxílio emergencial O governo sinalizou que o auxílio emergencial de R$ 175 será o menor valor pago na nova rodada de pagamentos e estará disponível para as famílias compostas por apenas um único membro. Logo, os mesmos receberão quatro parcelas de R$ 175. O valor relativo aos R$ 250, será destinado para a grande maioria dos cidadãos que recebem o auxílio emergencial, o critério utilizado para concessão dos R$ 250 é pela família composta por duas ou mais pessoas, o que é reflete a grande maioria dos beneficiários. O valor de R$ 375 será o valor mais alto pago nas novas parcelas do auxílio emergencial. Os R$ 375 serão destinados para as famílias compostas com as mães sendo chefes do lar. Diferente do ano passado em que as mães recebiam o valor dobrado, este ano a liberação dará 50% a mais do valor médio de R$ 250 para as mães. Acordo e destaques Para viabilizar a aprovação da PEC em primeiro turno, o governo acatou um acordo, envolvendo a maior parte dos partidos da base aliada, para apresentar no segundo turno de votação um destaque ao texto, retirando a proibição de promoção funcional ou progressão de carreira de qualquer servidor ou empregado público. Esse foi um dos pontos mais criticados da PEC. A proposta surgiu durante a votação de um destaque do PT, que retirava do texto as restrições relacionadas às despesas de pessoal. O acordo entre base aliada e governo deve viabilizar a aprovação de dois destaques do bloco PSL-PL-PP para suprimir as restrições à proibição de promoção funcional ou progressão de carreira de qualquer servidor ou empregado público, um dos pontos da PEC criticados pela bancada de militares e policiais. Caso sejam aprovados os destaques, a mudança inclui servidores da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na retirada das restrições, inclusive no caso de se decretar estado de calamidade pública de âmbito nacional. Dívidas Os demais oito destaques foram apresentados pela oposição e retomam alguns pontos já tratados no 1º turno: a retirada das medidas de contenção de gastos com pessoal e o fim do limite de R$ 44 bilhões para o auxílio emergencial. Outros temas também aparecem, como a retirada da permissão para o Executivo utilizar saldo de seus fundos, até o fim de 2023, para pagar a dívida pública; a elaboração de plano de venda de estatais por meio de lei complementar para pagar a dívida; e o plano de redução de incentivos tributários até 2% do Produto Interno Bruto (PIB).​ Fonte: Agência Câmara de Notícias

Efeito Lula: dólar cai; bolsa sobe; e Bolsonaro defende a vacina

 As redes sociais estão chamando o ex-presidente Lula de “santo” e dizem que o petista operou um verdadeiro milagre nesta quarta (10/3), após pronunciamento à imprensa. O “Efeito Lula” derrubou o dólar, subiu a bolsa e obrigou o presidente Jair Bolsonaro defender em público a vacina –além de usar a máscara pela 1ª vez numa cerimônia no Palácio do Planalto. De acordo com os dados do mercado financeiro, a moeda americana caiu 2,50% e bolsa subiu 1,30% após discurso de Lula. O site “Sensacionalista” não perdeu a piada ao cravar que o efeito Lula fez Bolsonaro defender a vacina, usar a máscara, telefonar para Biden e abraçar uma árvore. Lula é um santo. Via Blog do Esmael

Na madrugada, Câmara aprova PEC Emergencial, que beneficia bancos em troca de auxílio emergencial

 A PEC limita gastos com auxílio emergencial e impõe arrocho nas contas de prefeituras e estados enquanto desvincula dinheiro de fundos para pagamento de bancos. PT, PSOL e PCdoB votaram contra No meio à madrugada desta quarta-feira (10), a Câmara aprovou por 341 a 121 votos o texto base da Proposta de Emenda à Constituição 186/19, a PEC Emergencial, que impõe um grande arrocho nas contas públicas e beneficia diretamente as instituições bancárias em troca de um auxílio emergencial que varia entre R$ 175 e R$ 375 pelos próximos quatro meses – para a família monoparental dirigida por mulher, o valor será de R$ 375; para um casal, R$ 250; e para o homem sozinho, de R$ 175. Líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que “o Congresso brasileiro está apenas atendendo a decisão do governo e do ministro Paulo Guedes e impondo ao País, em nome de um auxílio de R$ 250, um profundo arrocho fiscal e a constitucionalização de tudo de ruim que esse ministro da Economia patrocinou desde a reforma da Previdência até hoje”. A proposta limita a um teto de R$ 44 bilhões os gastos com o auxílio emergencial no momento mais crítico da pandemia. Por outro lado, a PEC autoriza a desvinculação do dinheiro de fundos públicos e permite que o superávit financeiro dos fundos seja usado para pagamento de bancos para amortizar dívida pública da União, dos estados e dos municípios. Na semana passada, a aprovação da PEC no Senado puxou as ações dos bancos para cima. “É sempre difícil aprovar as medidas quando elas beneficiam o povo, os trabalhadores, os mais pobres. Agora quando é para beneficiar banqueiro é uma facilidade danada”, tuitou o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) antes da votação da PEC. Além do benefício aos banqueiros, a PEC ainda impõe um duríssimo arrocho nas contas de municípios e estados e congela salário de servidores, o que motivou protestos de policiais contra Jair Bolsonaro. “Ela muda a Constituição, retirando direitos da educação, da saúde, da assistência social, da segurança pública, não apenas dos servidores. São recursos que serviriam para ampliar o serviço para a população, especialmente a que precisa do nosso serviço público. É isso o que está sendo feito. E o mais grave, não há nada de concreto em relação ao auxílio emergencial, a não ser um teto para um valor muito pequeno, que seria de, no máximo, R$ 250”, afirmou Rogério Correia (PT-MG). “A maioria dos deputados não tem preocupação com os milhares de brasileiros que vão ficar sem auxílio emergencial, nem os servidores que ficarão sem reajuste real. A preocupação é aprovar políticas neoliberais, passando o trator e atacando direitos historicamente conquistados”, disse a líder do PSOL, Talíria Petrone (PSOL-MG). Revista Fórum

“Bolsocaro”: Ativistas espalham cartazes contra aumento de preços dos alimentos

Diversos pontos de São Paulo amanheceram com mensagens cobrando o presidente pela alta em itens como arroz e carne; segundo o Dieese, o patamar dos preços mudou e cesta básica não deve voltar ao que era Cerca de 20 pontos da cidade de São Paulo amanheceram neste domingo (28) com lambe-lambes criticando o aumento dos preços dos alimentos no governo do presidente Jair Bolsonaro. O jornalista Bruno Torturra, editor-chefe do programa Greg News, usou as redes sociais para compartilhar uma das colagens que foram feitas na capital, na Avenida Paulista. Os cartazes se assemelham a anúncios de preço de supermercado e destacam a alta do preço de itens como arroz, carne, gás de cozinha, cesta básica e gasolina. “Tá muito caro. Tá na conta do Bolsonaro. Essa conta não é nossa. O Brasil não merece isso”, diz uma das mensagens da campanha “Bolsocaro”. O usuário Michel @canhotins divulgou ainda uma foto de outro ponto. “Rua Vergueiro perto do Metrô Liberdade temos o BOLSOCARO. Tá tudo caro, e a culpa é de Bolsonaro”, tuitou. O registro foi feito pelo fotógrafo Rudá Melo. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica subiu até 33% no ano passado e consome maior fatia do salário mínimo em 12 anos. “Houve uma mudança de patamar de preços, não tem volta”, disse a economista Patrícia Lino Costa, supervisora de pesquisas do Dieese, à jornalista Fabíola Salani, na Fórum. Fonte Revista Fórum  

Após intervenção de Bolsonaro, Petrobras tem 2ª maior perda de valor de mercado em um dia

 Estatal desvalorizou R$ 74,2 bi somente nesta segunda-feira e quase R$ 100 bi desde sexta-feira; ações da companhia caíram 20% Maior companhia do Brasil, a Petrobras sofreu nesta segunda-feira (22) a segunda maior perda de valor de mercado em um único dia nas negociações da Bolsa desde o Plano Real. A queda foi de R$ 74,2 bilhões. E acontece depois da intervenção de Jair Bolsonaro (sem partido) na empresa. Na última sexta-feira (19), ele anunciou que o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, seria substituído pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna, que era diretor-geral da Itaipu. As ações preferenciais da companhia, que são as mais negociadas, desabaram 21,51%. As ordinárias, com direito a voto, caíram 19,96%. A estimativa de R$ 74,2 bilhões foi elaborada pela XP Investimentos. Desde sexta-feira, a estatal já acumula quase R$ 100 milhões de perda de valor de mercado com a desvalorização de seus papeis na Bolsa brasileira. A troca no comando da estatal foi anunciada depois de Bolsonaro criticar o aumento sucessivo nos combustíveis, em política comandada pela Petrobras. O titular do Planalto estava incomodado com a pressão popular por causa dessas altas. Neste ano, já foram anunciados quatro aumentos, o último na quinta-feira (18). Em conversas com apoiadores no último sábado (20), ele chegou a dizer que acreditava que havia uma tentativa de derrubá-lo com os aumentos de combustíveis feitos na Petrobras e no setor de energia em geral. Com informações da Fórum e Metrópoles

Petrobras anuncia novo reajuste; gasolina já aumentou 22% em 2021

 Estatal também reajustou os preços do diesel e gás. Novos preços passam a valer nesta terça-feira (9). A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (8), mais um reajuste de seus produtos. A alta está em linha com a nova política de preços da estatal, de acompanhar os preços do petróleo no mercado internacional. A política foi instituída pelo governo Michel Temer e mantida por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro. O reajuste será de 8,2% para a gasolina; 6,2% para o diesel e 5,1% para o gás. Desde o início do ano, a Petrobras já reajustou a gasolina em 22%. O diesel, que também sofrerá reajuste, acumula alta de 10,9%. Já o gás de cozinha acumula alta de 16,1%. Os novos preços valem a partir de amanhã (9) nas refinarias. O governo de Jair Bolsonaro tenta tornar a discussão das sucessivas altas dos combustíveis e gás de cozinha um debate sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo estadual. O presidente apresentou uma proposta de ICMS fixo que supostamente resolveria o problema. A Petrobras também tem divulgado em seus canais que o preço que o consumidor final paga não é o mesmo das refinarias e que os impostos no meio do caminho contribuiriam para a alta. Nada disso, no entanto, apaga o fato de que é o terceiro reajuste em 2021 sobre itens que fazem parte da cesta de despesas básicas dos brasileiros, em meio a uma pandemia que empobreceu e desempregou as pessoas. Além da valorização do petróleo – o barril do tipo Brent chegou a US$ 60 nesta segunda – o real foi a moeda que mais se desvalorizou em 2020. A cotação do dólar ultrapassa diariamente o patamar dos R$ 5, o que torna a política de seguir os preços em moeda estrangeira ainda mais cruel em um país cujo salário mínimo está cada vez mais defasado.