Luisa Mell resgata bode que teve boca costurada, em Porteirinha

A protetora dos animais Luisa Mell foi até a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, e resgatou o bode que teve a boca costurada com nylon e um cadeado pendurado na costura. Luisa acordou 5h da manhã pegou dois voos e ainda viajou de carro para fazer o resgate. O bode já tinha recebido os primeiros socorros e está com os ferimentos na boca já em fase de cicatrização. Luisa fez imagens com o animal e disse que ele será feliz no instituto dela, em São Paulo, para onde ele foi levado. “Você vai conhecer meus outros bodes, minhas cabras”, disse a protetora que levou o bicho para o caminhão no colo. O caso O bode foi encontrado com a boca costurada com nylon e com um cadeado em Porteirinha, no Norte de Minas Gerais, na última segunda-feira (3). Uma foto do bode foi publicada pela Organização Não-Governamental (ONG) Proteção Animal de Porteirinha. De acordo com a Polícia Militar, moradores da cidade encontraram o animal no quintal de uma residência amarrado e com a boca costurada. A moradora da residência disse que saiu para resolver questões pessoais e quando voltou encontrou o bode na casa dela. Ela disse ainda que, a princípio, acreditou que o animal estava comendo algo, mas depois percebeu que sua boca estava costurada. Com a ajuda de vizinhos, eles cortaram a linha da costura e retiraram o cadeado. Leia também Decreto libera militante de esquerda nas eleições O bode foi deixado aos cuidados da ONG e passa bem. A Polícia Militar foi acionada para o local e aprendeu a linha e o cadeado. O caso foi repassado à Polícia Civil para investigações.

Bode é encontrado com a boca costurada por fio de nylon em Porteirinha

Animal foi visto por moradores do povoado de Salobro, em Porteirinha, no Norte de Minas. Além da costura, o bode teve a boca ‘trancada’ com cadeado Um bode foi encontrado com a boca costurada no povoado de Salobro, em Porteirinha, Região Norte de Minas, nessa segunda-feira (3/10). Acionada por populares, a Polícia Militar encaminhou a ocorrência para ser investigada. Segundo o boletim, uma denúncia anônima foi registrada via 190, informando que um bode estava com a boca costurada por um fio de nylon preso a um cadeado. A PM entrou em contato com uma ONG de animais de Porteirinha, que também recebeu a denúncia anônima do caso. De acordo com o boletim de ocorrência, uma moradora saiu de casa e se deparou com o bode no quintal. Ela chamou vizinhos para ajudar a libertar o animal. Os moradores perceberam que o cadeado estava trancado junto à linha de nylon, e não à boca do bode. A situação foi encaminhada a um grupo de mensagens, e um dos participantes se disponibilizou cuidar do bicho até que fosse definido um novo lar. A PM foi acionada, visitou a casa do homem que está cuidando do animal e colheu relatos dos moradores, que afirmaram ter visto o bode desde sexta-feira (30/9). Contudo, ninguém sabe quem pode ser o autor do crime. Segundo a ONG de Proteção Animal de Porteirinha, o bichinho foi acolhido por moradores e recebeu o nome Diamante. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que que a ocorrência de maus-tratos foi registrada e um procedimento investigativo foi instaurado para apurar as circunstâncias e a autoria do crime. “Até o momento, o proprietário do animal não foi localizado e ele ficou sob custódia de um voluntário para os devidos cuidados. A investigação está em andamento”, conclui a PCMG. Fonte: EM

Polícia Federal acha indícios de corrupção na Codevasf, estatal ligada ao Centrão

 Turbinada por bilhões de reais em emendas parlamentares, a Codevasf é uma estatal federal entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) ao controle do Centrão  A Polícia Federal deflagrou, no dia 29/9, quinta-feira, na capital maranhense, a segunda fase da Operação Odoacro, com a finalidade de desarticular o núcleo da organização criminosa composto por servidores públicos que auxiliavam nas fraudes licitatórias e no desvio de recursos públicos envolvendo verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A partir de indícios colhidos durante a investigação, constatou-se a existência de um engenhoso esquema de lavagem de dinheiro, perpetrado a partir do desvio do dinheiro público proveniente de procedimentos licitatórios fraudados. Descobriu-se, na ocasião, que eram constituídas pessoas jurídicas de fachada, pertencentes formalmente a pessoas interpostas, e faticamente ao líder dessa associação criminosa, para competir entre si, com o fim de sempre se sagrar vencedora das licitações a empresa principal do grupo, a qual possui vultosos contratos com a Codevasf. O líder da associação criminosa, além de colocar as suas empresas e bens em nome de terceiros, ainda possuía contas bancárias vinculadas a CPFs falsos, utilizando-se desse instrumento para praticar fraudes e dificultar a atuação dos órgãos de persecução penal. Diante desses fatos, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Odoacro, com o intuito de desarticular o núcleo empresarial da associação criminosa, bem como desvendar quem seriam os atores públicos envolvidos, tendo em vista que dificilmente um esquema dessa magnitude poderia existir sem a participação, ou, no mínimo, a condescendência de funcionários públicos. Ao iniciar a análise dos materiais apreendidos na primeira fase da operação, foi possível visualizar a participação de um gerente da Codevasf na associação criminosa, o qual recebeu cerca de R$ 250 mil das empresas investigadas. A despeito de as análises ainda estarem em estágio inicial, haja vista o volume de material apreendido, a Polícia Federal, com o fim de interromper os atos de vilipêndio ao erário, optou por representar de imediato pelo afastamento do servidor público da sua função. Além da medida cautelar de suspensão do exercício da função pública, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa do agente público. Se confirmadas as suspeitas, o investigado poderá responder por corrupção passiva e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 15 anos de prisão. Outros crimes O inquérito foi aberto pela PF em 2021 e também apura, além das fraudes em licitações, outros crimes. Segundo os investigadores, a Codevasf sempre esteve envolvida em esquemas com dinheiro público. A estatal, controlada pelo centrão do Congresso Nacional, teria sido beneficiada por bilhões de reais em emendas parlamentares. A investigação aponta que todos os contratos da Construservice com o governo federal foram firmados após 2019, no governo de Bolsonaro, somando mais de R$ 12,4 milhões de repasses feito por Costa. Desde 2019, o governo reservou para a empreiteira ao menos R$ 160 milhões, tendo desembolsado até agora R$ 14 milhões.

Comitiva do Norte de Minas participa de congresso internacional em João Pessoa-PB

Supervisores e técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG, que atuam pelo escritório regional de Montes Claros do Sistema Faemg, junto a presidentes de sindicatos de produtores rurais de diversas cidades do Norte de Minas, participam de dois importantes eventos que debatem alternativas para a convivência produtiva no semiárido. O 10º Congresso Internacional de Palma e Cochonilha e o 3º Agropec Semiárido reúnem, em João Pessoa-PB, representantes de 16 países em mais de 60 palestras e apresentações de 134 trabalhos científicos, além de visitas técnicas a fazendas de referência na região do nordeste do país. Os eventos têm como objetivo apresentar alternativas para que a produção rural não pare diante dos desafios com os períodos de seca e em regiões com chuvas escassas. Entre os temas em debate, o maior destaque ficou para o uso da palma forrageira na alimentação animal. A palma tem baixo custo de produção por quilo, se adapta a uma grande gama de climas e solos, e ainda permite a produção de um alimento de alta qualidade, rico em vários nutrientes. A região nordeste do país tem avançado em pesquisas com o uso da palma dentro da rotina de nutrição animal, como parte estratégica das propriedades rurais. “Grande parte do estado de Minas Gerais faz parte do semiárido e, cada vez mais, a gente tem que trabalhar estas questões de resiliência climática e convivência com a seca. Tudo isso possibilita ao produtor rural adotar estratégias para enfrentar o período de seca, com menos prejuízos, seja na pecuária de leite ou corte. No Norte de Minas temos muitos grupos de assistência técnica destas duas cadeias. Então, essa atualização de conhecimentos e tecnologias, especialmente com relação ao uso da palma forrageira, que é uma alternativa de alimentação do gado no período de seca, é importante”, destaca o gerente regional do Sistema Faemg, Dirceu Martins. Para dentro da porteira Através das ações do Sistema Faemg, técnicos de campo atuam diariamente para ajudar os produtores rurais a seguirem produzindo com qualidade. Ana Cláudia Maia Soares, uma das profissionais presentes no evento em João Pessoa, está no segundo grupo de assistência técnica e gerencial, atendendo de perto produtores dos municípios de Janaúba, Verdelândia, Nova Porteirinha e Jaíba. Para a técnica de campo, renovar os debates sobre o tema é de grande importância, especialmente sobre a cultura da palma que está sendo utilizada na região do ATeG como alternativa alimentar para os bovinos. “São informações relevantes que devemos atualizar constantemente e deixar nossos produtores ainda mais seguros para a implantação dessa cultura. Assim como também aprender sobre os corretos tratos culturais para aqueles produtores que já têm a cultura da palma implantada. Sempre passo aos meus produtores que conhecimento é riqueza e sempre aparecem inovações que devem ser seguidas. Inovações que buscam variedades mais resistentes à seca e pragas, melhor produtividade e melhor valor nutricional. Nós, como técnicos, temos que ser fontes de disseminação de conhecimentos”, finaliza Ana Cláudia. O uso da palma forrageira simboliza uma alternativa nutricional e econômica ao produtor. “Ela apresenta características específicas e necessárias para nós que estamos na região do Norte de Minas. Essa cultura tolera condições de baixa umidade no solo devido a eficiência no uso da água e a sua característica mais importante é o alto teor de carboidratos não fibrosos (CNF). Muitas vezes esse teor de CNF é duas vezes maior do que alguns alimentos utilizados tradicionalmente na alimentação de ruminantes”, finaliza a técnica de campo. Forrageiras para o Semiárido O Projeto Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável ganhou um estande especial no evento na capital da Paraíba. A ação, que também é desenvolvida no Norte de Minas, com pesquisas em duas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), visa estudar as melhores espécies de forrageiras adaptadas ao clima da região, entre elas a palma. Desde 2017 o Sistema CNA/Senar, através do Instituto CNA, em parceria com o Sistema Faemg, Embrapa e Epamig realiza este trabalho para introduzir a palma na alimentação do rebanho da região. “No período de fortes estiagens que acontecem no semiárido mineiro, observamos que a palma forrageira se mostra como uma das melhores opções para fazer parte do cardápio forrageiro na alimentação animal. Portanto, a adoção de novas tecnologias, novos conhecimentos, geram desenvolvimento econômico para a região e também representam uma grande oportunidade de atualização. A difusão de técnicas para o cultivo da palma é de extrema importância para os produtores rurais”, destacou a técnica do projeto Forrageiras, no Norte de Minas, Inez Pereira Silva, que acompanha a programação em João Pessoa.

Norte de Minas Gerais receberá apoio para produzir mel orgânico

As Rotas são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Buscam promover a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva, inovação e o desenvolvimento regional. A coordenadora-geral de Sistemas Produtivos e Inovadores do MDR, Valquíria Rodrigues, reforça a importância das Rotas de Integração Nacional para os setores apoiados.n “Essa parceria tem contribuído para o desenvolvimento de um sistema eficaz de governança regional, com ações entre os agentes públicos ou privados, seja na gestão do financiamento, da capacitação, ou infraestrutura. Os resultados têm impacto positivo na geração de empregos e renda, fomenta a segurança, soberania alimentar e nutricional, estimulando o uso eficiente dos recursos naturais e exercício da cidadania”, afirma. Atualmente, há 11 Rotas reconhecidas: do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, da Moda, do Pescado e da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC)

Vai coneçar a 27ª Feira Nacional da Indústria Comércio e Serviços (Fenics)

A ACI e a FIEMG vão realizar a feira de negócios no modelo híbrido, a partir do dia 15 Em sua 27ª Edição, a Feira Nacional da Indústria Comércio e Serviços (Fenics) traz uma proposta inovadora para possibilitar que empresas de toda a região tenham acesso à maior feira multissetorial do Norte de Minas. A Fenics acontece entre 15 e 18 deste mês, de forma presencial no Parque de Exposições João Alencar Athayde e será virtual, no site fenics.com.br. O evento é promovido pela Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros com co-realização da Fiemg Regional Norte. Durante reunião foram definidas as regras e dicas sobre a infraestrutura da feira deste ano. “Esclareceremos sobre eventos paralelos, espaços temáticos, vendas nos estandes, mídia interna e outros assuntos”, detalhou o superintendente da ACI e coordenador da Fenics, explica Kelington Mota. Os espaços Construção Civil, Moda, Saúde, Educação, Tecnologia, Beleza e ainda a Feira Imobiliária, com a venda de imóveis em condições especiais, vão movimentar a Fenics. O supervisor de Serviços Sociais do SESC, Adão Soares,  disse que “a feira permite a expansão de nossa marca e de nossos serviços. O SESC, em parceria com o SENAC e outros membros do Sistema S, mostra à comunidade tudo o que ofertam em lazer, negócios e também fidelizam clientes”. O gestor da empresa responsável pela comunicação, Diego Dias, disse que terá estande pela terceira vez. “Estamos confiantes, pois o comércio está voltando a ter volume, depois da pandemia. Visitamos recentemente a maior feira da América Latina, em busca de network com marcas de São Paulo e do Sul do país. Vamos levar estas novidades, inovação e tecnologia no segmento de comunicação visual para nossos clientes, com o menor preço do mercado”, planeja. Atuante no segmento de beleza, Rita Torres, disse que participa da feira pela primeira vez. “Com quase dois anos de fundação, acredito que este é o momento ideal para estar na feira, um dos eventos mais expressivos da região. Espero prospectar muitos clientes em médio e longo prazo, tornar a marca conhecida e apresentar nossa equipe de especialistas e de serviços”, comentou. Com 27 anos de realização, a Fenics tem credibilidade e a preferência de marcas consolidadas, como o Plano de Saúde São Lucas. “Esta é esta é a 19ª edição que expomos na feira, uma ação de marketing programada em nosso planejamento estratégico. Inclusive reservamos a data para lançar um programa de cuidados primários e inaugurar produtos surpresa para os visitantes do estande. Acreditamos na Fenics porque o resultado é satisfatório, um momento oportuno para fazer a reconexão com novos clientes”, conta Daniel Ribeiro, gerente de mercado de uma empresa de saúde. Todos estarão também na Fenics on-line, sob organização da ACI Innovation, assim qualquer pessoa, em qualquer lugar, terá a chance de visitar a Feira, assistir às palestras, conhecer os estandes virtuais e fazer negócios.  Toda a programação de palestras e shows estão no site fenics.com.br, outras informações pelo telefone (38) 2101 3300.

Cidades recebem mutirões para renegociação de dívidas de créditos de rurais

Várias cidades do Norte de Minas, através de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sistema Faemg e sindicatos rurais, recebem mutirões de renegociação de dívidas de operações de crédito rural. O objetivo é dar suporte para a regularização com base nas condições de renegociação previstas na Lei 14.166/2021, que autoriza a liquidação ou parcelamento de contratos com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO). O foco dessa primeira etapa de mutirões está nos municípios localizados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), beneficiários do FNE. Bocaiúva, Brasília de Minas, Espinosa, Jaíba, Janaúba, Januária, Manga, Montes Claros, São Francisco e São João da Ponte estão entre as cidades listadas para os mutirões, que tiveram início no mês de agosto e seguem também em setembro. Os descontos em cima das dívidas, de acordo com a lei, podem chegar a 90%, a depender do porte do produtor e da localização. Com a repactuação das dívidas, o produtor poderá sair da situação de inadimplemento e se tornar apto a acessar novas linhas de crédito para financiar o custeio e o investimento da sua produção. Foi o que atraiu, em Manga, cerca de 20 produtores rurais, que buscaram informações para negociação das suas dívidas para seguirem tocando seus empreendimentos na região. Para o presidente do Sindicato Rural da cidade, Luiz Claudio dos Santos Chaves, a proposta é importante e por isso foi logo encampada pela entidade. “Este evento veio ajudar vários produtores rurais da região que estavam inadimplentes. Muitos produtores já conseguiram essa negociação, e tantos outros se orientaram. Iniciativas como essas são importantes para que o produtor rural não pare, que possa seguir levando comida à mesa do brasileiro, e com isso tenha sempre confiança que poderá investir na sua propriedade, na sua profissão”, destacou o presidente sindical. Em Montes Claros, foram mais de 30 atendimentos individuais, segundo o Sindicato dos Produtores Rurais. Foram informados valores das dívidas com desconto e enquadramentos legais. “O produtor rural enfrenta muitas adversidades climáticas e infelizmente, muitas vezes, a inadimplência acaba sendo algo inesperado. Dar este suporte e apoio para que finalmente consigam cumprir com suas obrigações junto aos credores é de fundamental importância”, avaliou o presidente do sindicato de Montes Claros e um dos vice-presidentes da Faemg, José Avelino. Produtor rural da cadeia da pecuária de corte no município de Cônego Marinho, Luiz Walter Vieira Lima participou da ação através do Sindicato de Januária. Ele, que há 20 anos se dedica ao empreendimento rural, considerou a ação importante e positiva, onde conseguiu esclarecer dúvidas que poderão ajudar a manter seu negócio forte. “O banco sempre tem atenção especial, mas quando envolve o sindicato, a Faemg e demais parceiros fica mais objetivo, soma esforços para debater este assunto. Além disso, a maneira que o sindicato aborda o tema, explica para o produtor, é mais simples, uma linguagem mais fácil. Isso também é importante. Eu participei da ação, me inteirei sobre as condições de renegociação, que no meu caso é uma parcela de um financiamento, e vou levar estes conhecimentos para difundir para os vizinhos que estão na mesma situação e ainda não sabem o que fazer. Porque só assim o produtor poderá seguir trabalhando”, afirmou. Datas São esperados ao menos mais três eventos na região neste mês. No dia 21 de setembro será realizado o mutirão em Espinosa. Já em São João da Ponte, o Sindicato Rural faz levantamento de demanda local para agendar o encontro junto ao Banco do Nordeste. A cidade de São Francisco também se prepara para realizar seu evento de negociação de dívidas rurais, que também está na pauta de ações para setembro. Lembrando que a adesão aos programas de renegociação deverá ser feito até 30 de dezembro deste ano, e o produtor rural pode procurar seu respectivo sindicato para maiores informações e orientações. Fonte: Jornalista Ricardo Guimarães

Ouro do cerrado – Pequi sem espinhos é produzido por pesquisadores

Um sonho antigo dos que amam pequi é poder comer a iguaria sem se preocupar com os espinhos e isso pode se tornar possível, depois de uma pesquisa da Embrapa junto à Emater de Goiás. Os estudos já duram 25 anos, e foi descoberta a espécie de pequi sem espinhos por meio de um produtor do Mato Grosso, que encontrou um pequizeiro que produzia a fruta com a variedade genética e informou a Emater, para que produzissem réplicas da planta. Responsável pela pesquisa, a engenheira agrônoma da Emater, Elainy Botelho, garante que além do sabor ser quase idêntico ao que já conhecemos o pequi sem espinhos não apresenta perigos para quem vai consumir. “Uma importância muito grande e a manutenção desse tipo de genótipo, desse tipo de material. Se tratava de uma planta única na natureza que poderia morrer por um fogo, uma troca, por um raio é nos perdermos esse material, então ela foi multiplicada. Então a segunda vantagem é que um pequi sem espinhos, ele permite que crianças, idosos, estrangeiros comam esse pequi e até mesmo nos comemos mais despreocupadamente”, diz. Depois da autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento concedida este ano as mudas de pequi sem espinhos serão lançadas para comercialização. No mês de novembro poderão ser adquiridas e levam em média cerca de quatro anos para começarem a dar frutos. Das cinco mil mudas colocadas à venda, 2.400 serão reservadas para agricultores familiares e viveiristas. O quê originou as pesquisas de clonagem foi a demanda dos produtores por pequizeiros mais rentáveis e frutos comerciais, e da sociedade, por frutos com polpa carnuda e saborosa. Os estudos se iniciaram com a propagação de mudas por sementes, estaquia e enxertia. Para tal, a Emater e a Embrapa visitavam as propriedades que cultivavam pequizeiros para tirar a raça da planta. Foi nesse processo que os pesquisadores tiveram acesso ao pequi sem espinhos, encontrado na natureza. “Como nós já havíamos desenvolvido a técnica de clonagem e enxertia, fizemos 20 clones desse pequizeiro sem espinhos. Plantamos as mudas no nosso banco de germoplasma e avaliamos durante todos esses anos. Agora já estamos chegando ao final desta etapa, com a disponibilização desse material para nossos agricultores”, explica Elainy Botelho. (Compre Rural)

Fruticultores são apresentados a plataforma inovadora de vendas  

O Norte de Minas é um dos polos de fruticultura do estado, levando qualidade e diversidade de produção para consumidores no mundo todo. Nesta semana, o Sistema Faemg visitou alguns destes produtores para levar uma nova oportunidade de comercialização dos seus produtos. * Por Ricardo Guimarães Em busca de otimizar o sistema de vendas e ampliar o acesso a novos mercados, fruticultores do Norte de Minas receberam a visita de representantes da startup Clicampo, que atua com uma plataforma comercial para pequenos e médios produtores rurais. Os encontros, conduzidos pelo gerente regional do Sistema Faemg, Dirceu Martins, ocorreram na sede da Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), Sindicato dos Produtores Rurais de Janaúba e em empreendimentos em Janaúba e Jaíba. O principal objetivo foi estreitar a relação com os produtores rurais e os representantes da empresa, que hoje é referência para varejistas, restaurantes e bares quando o assunto é a compra de hortifruti. O Norte do estado compreende um importante polo de fruticultura, que exporta qualidade para diversos estados e países, contando com o apoio do Sistema Faemg, por meio de diversas ações, do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e do AgroNordeste. Além do gerente regional do Sistema Faemg, técnicos de campo do ATeG e a presidente da Comissão Técnica de Fruticultura da Faemg, Nilde Antunes Rodrigues Lage, participaram do encontro. “A visita é uma oportunidade para comercialização dos produtos dos atendidos pelo ATeG de forma justa, eliminando o intermediário. O produtor costuma ser muito bom da porteira para dentro, mas sem ter a expertise da comercialização. Conectar pessoas que já estão na ponta fazendo essa comercialização e quem tem necessidade de produtos de excelente qualidade pode ser muito proveitoso para ambas as partes”, destacou Dirceu Martins. A proposta é trabalhar com mais eficiência na gestão das mercadorias e ajudar os produtores rurais a se conectarem com restaurantes e varejistas, fazendo o processo de compra e venda vantajoso para as duas pontas. Atualmente, o maior acesso e demanda da startup está em Belo Horizonte, onde já foi constituído um grande polo de vendas, com diversos estabelecimentos. O grupo espera que a visita ao Norte de Minas gera bons resultados. “A ideia é iniciar uma parceria no Norte de Minas, que é um polo e tem muito potencial. Pretendemos fazer isso por anos e anos, em um trabalho sustentável. O propósito é levar, por exemplo, a banana da região para dentro da cozinha do restaurante, que saberá a procedência. Do outro lado, o produtor vai saber o valor, o custo logístico e receberá por isso um preço justo. Hoje atuamos com uma precificação justa e acima dos valores de mercado”, afirmou um dos fundadores da Clicampo, Victor Bernardino. * Jornalista

Aeroporto Mário Ribeiro, de Montes Claros, vai a leilão nesta quinta-feira (18)

Na sétima rodada de concessões serão ofertados 15 terminais aéreos agrupados em três blocos, que juntos representam 16% do total de tráfego de passageiros do país No leilão da sétima rodada do programa de concessões de aeroportos, que ocorre nesta quinta-feira (18), serão ofertados 15 aeroportos, que serão concedidos por um período de 30 anos. Três terminais aéreos mineiros aparecem nessa lista: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros. Os aeroportos do leilão desta quinta serão agrupados em três blocos: Bloco SP-MS-PA-MG, composto pelos aeroportos de Congonhas (SP); Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG); Bloco Aviação Geral, formado pelos aeroportos Campo de Marte (SP) e Jacarepaguá (RJ); Bloco Norte II, integrado pelos aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP). De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), juntos, os três blocos processam cerca de 16% do total de tráfego de passageiros do país –um patamar equivalente a mais de 30 milhões de passageiros por ano, segundo dados da Anac de 2019, antes da pandemia. O intuito do governo era juntar aeroportos cobiçados com terminais deficitários, para equilibrar os blocos. Ainda segundo a Anac , de 2011 a 2021, o programa de concessões repassou o equivalente a 75,8% do tráfego nacional a agentes privados. Caso os lotes sejam arrematados nesta rodada, a expectativa é que esse percentual chegue a 91,6%. Os blocos Um dos principais terminais do país, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é considerado a joia da coroa, o maior atrativo para investidores que planejam ter atuação relevante no segmento. O aeroporto paulistano atraiu o interesse do grupo espanhol Aena, que já atua em seis aeroportos na região Nordeste (incluindo Recife, João Pessoa e Maceió), com investimento nesses terminais estimado em R$ 1,4 bilhão. A Folha informou que o prazo para envio dos envelopes com os lances iniciais terminou na segunda-feira (15) e, segundo fontes que acompanharam o processo, a CCR desistiu de participar, frustrando a expectativa do governo. O total de investimentos no Bloco SP-MS-PA-MG é de R$ 5,8 bilhões, sendo R$ 3,3 bilhões apenas em Congonhas. As projeções apontam que a movimentação de passageiros nesses terminais deve chegar a 37,5 milhões em 2052. A primeira fase de investimentos, com prazo de 60 meses, prevê adequar as pistas de táxi. Os aeroportos também precisam ser adequados para suprirem a capacidade de atendimento aos passageiros e processamento de bagagens, incluindo terminal de passageiros, estacionamento de veículos, vias terrestres associadas e outras infraestruturas de apoio. O governo exige dos operadores experiência no processamento de, no mínimo, 5 milhões de passageiros por ano nos últimos cinco anos ou compromisso de contratação de assistência técnica com operador que atenda a esses requisitos. O segundo bloco, “Aviação Geral”, contempla operações que não são de voos regulares –sobretudo de helicópteros e aviões particulares e de pequeno porte. Neste caso, o total de investimentos previstos é de R$ 552 milhões e a estimativa é que a movimentação de passageiros chegue a 700 mil em 2052. A exigência é que o operador tenha experiência em operações de, no mínimo, 200 mil passageiros por ano ou 17 mil pousos e decolagens nos últimos cinco anos. A plataforma de investimentos XP deve estrear no setor de aeroportos, ao ter apresentado a única proposta pela concessão dos terminais de Jacarepaguá e Campo de Marte, segundo uma fonte informou à agência de notícias Reuters.