Bolsonarismo na pele de Tartufo – Por Douglas Aquino Gusmão

“Ser ou não ser, eis a questão”. Tal indagação caberia o beneficio da dúvida não é mesmo? Porém não é a tragédia de Shakespeare que iremos tratar, a peça é outra a de Moliere, outro dramaturgo de renome. Iremos falar de Tartufo, um hipócrita e falso puritano que tinha sido um vagabundo antes de Orgon começar a ajuda-lo. Orgon é aquele personagem que na inocência sofre influência de Tartufo. A exemplo da aristocracia francesa na época, Tartufo consegue enganar todo um meio e família à sua volta. Ele é símbolo do que o ser humano é capaz para chegar ao poder e se manter lá a seu único e exclusivo proveito, sendo capaz de mentir, roubar, fraudar, especular, transgredir normalmente com o único objetivo de granjear mais privilégios. E tudo em nome de Deus. Fazendo um paralelo, vemos como o Bolsonarismo se veste da mesma forma. Bolsonaro é Tartufo, o impostor e os Bolsonaristas se travestem na pele de Orgon, e seguem obcecados rumo ao seu mentor em peculiar obediência cega. A peça de Moliere, apesar de retratar uma situação que antecedeu a ascensão da burguesia, mantém-se atual ao denunciar males eternos e universais como a corrupção, a hipocrisia religiosa, a malandragem governamental, negociações obscuras e a ocupação de cargos de mando. Tartufo X Bolsonaro Para ilustrarmos melhor essa temática vamos retratar os fatos resumindo um pouco o que foi a vida pregressa de Bolsonaro antes de chegar ao poder. Bolsonaro conseguiu entrar para Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), e foi um dos paraquedistas. Insatisfeito com a questão salarial planejou um atentado a bomba, foi julgado na primeira vez por indisciplina, condenado e posteriormente absorvido com a condição de sair da academia. Entrou para reserva do exercito e consequentemente para a politica. Alinhado aos insurgentes militares e ao poder paralelo como as milícias conseguiu primeiramente se eleger para vereador e posteriormente para deputado federal, onde ficou até cair de paraquedas na presidência da republica surfando na onda do antipetismo, da retórica anticomunista e de pautas identitárias com um eleitorado mais conservador e que se mantém fiel até os dias de hoje e tem na sua base evangélicos e uma pequena massa de católicos mais radicais. Agora não mais no exercício militar, mas como uma desastrosa escolha da sociedade brasileira. Homem que se apresentou como o novo para candidatar a presidência está há 30 anos na vida politica, porém é amarrado nas velhas práticas. Mudou de partidos diversas vezes, nunca se opôs a privilégios e ainda constitui outro elemento da politica velha que é o apoio sem fundamentação ideológica a outros políticos, sendo frequentemente um fiel apoiador de velhos caciques. Ele não ficou famoso por algum projeto de lei que tenha apresentado e lutado pela aprovação. Dos 172 que apresentou em 26 anos de vida parlamentar, nenhum teve destaque e apenas dois foram aprovados. Nunca apresentou projetos com fins sociais e sim com interesses aos militares, 53 no total e nenhum aprovado. Bolsonaro não tinha nenhuma visibilidade nacional, era do baixo clero. Só ganhou projeção nacional nos anos de 2010 ao começar participar de programas com temas polêmicos e dando voz a uma extrema direita conservadora que até então estava escondida e calada. Daí então aquela figura considerada caricata ganhou palanque para colocar em pauta temas como politicas de gênero, sexualidade e religião. Sempre se opôs debochando do direito da mulheres e fazendo campanha em defesa da ditadura militar. Oficialmente católico (mero detalhe) e por tradição por causa da sua mãe, posteriormente ele começou a flertar com evangélicos até ter um batizado simbólico por um pastor por pura conveniência politica. Pastor Everaldo que aliás foi preso ano passado pela policia federal por corrupção e lavagem de dinheiro. Casou-se três vezes, teve quatro filhos homens e segundo ele uma “fraquejada”. Nos dois casamentos anteriores fomentou suas companheiras com fartura de imóveis, estes com suspeitas de lavagem de dinheiro; a esposa atual recebeu repasses ilegais. Bolsonaro e os filhos são suspeitos de participarem de rachadinhas com funcionários, desviar verbas rescisórias, colocar familiares e amigos em cargos fantasmas e também utilizar de laranjas na esfera publica. Em síntese, Bolsonaro é da família tradicional que se casou três vezes; o religioso que segue dupla doutrina; o cristão que já fez apologia à tortura, a matança em série; o honesto que já praticou peculato, nepotismo e lavagem de dinheiro; o “cidadão de bem” que já incentivou a sonegação de impostos, extrapola valores com o coração cheio de propósitos do mal, mas que alegoricamente é aclamado assim pelos seus seguidores. E por fim, é o patriota que coloca a bandeira e a soberania nas costas para cortejar e ser subserviente ao imperialismo norte-americano. Nós temos o dever de desconstruir essa estrutura hipócrita que se constituiu no ambiente da politica nacional, nos lares, nas igrejas, desmascarando a imagem desse homem para seus devotos, esse que nunca fez nada pela nação, e que sabe apenas arrotar palavrões, transferir responsabilidades e minimizar os seus erros. Diante de um estado laico o fanatismo religioso não pode ser divisor do debate público dentro de uma sociedade já bem polarizada pelos extremismos de algumas ideologias, que atualmente se assemelham a heresias praticadas por seitas ancestrais. E como irmãos siameses e separado pelos tempos, Bolsonaro segue sendo o exemplo mais vivo de Tartufo. É nessa guerra pelo Deus cristão que Bolsonaro alimenta a base do governo autoritário ao reforçar sua gestão do ideário maniqueísta. Ao se resumir como presidente dos cristãos, simplifica os conflitos políticos, que passam a se dar em embates entre o bem versus mal. O moralista que já gozou de privilégios se diz o enviado de Deus para salvar a pátria. Esse homem de passado nada ilibado e caráter duvidoso não tem envergadura nenhuma para o cargo que ocupa. Como percebem Bolsonaro se faz igualmente Tartufo, o farsante. * Douglas Aquino Gusmão é bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual de Montes Claros
Egressos do sistema prisional de Montes Claros se formam em curso de Eletricista Predial

Eletricidade Básica, Empreendedorismo e Execução de Projetos Elétricos foram alguns dos temas trabalhados. Formatura ocorreu nesta sexta-feira (29/4) Estudar, se especializar, ter uma profissão. O sonho de muitos pode se tornar um empecilho para alguns quando se é egresso do sistema prisional. Mas não para 16 ex-detentos de Montes Claros, no Norte de Minas. Durante oito meses, o grupo participou do curso Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão. A formatura aconteceu na noite desta sexta-feira (29/4), no auditório do campus do Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG). O treinamento faz parte do projeto Alvorada, criado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em parceria com os institutos federais de educação, e possui como objetivo proporcionar àqueles que saem dos presídios e penitenciárias novas possiblidades de educação e trabalho, mudando, desta forma, suas trajetórias e evitando que voltem a cometer novos crimes. Em Montes Claros, o projeto foi executado pelo IFNMG em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp), que faz parte da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec). Com histórico no tráfico de drogas e com a família com grande envolvimento na criminalidade, José Henrique Pimenta, 44 anos, viu a vida mudar após o início do treinamento. De uma pessoa arredia para um dos melhores alunos. Ele não perde uma aula e já tem inclusive alguns clientes. “Eu não tenho nem palavras para falar o quanto esse curso foi importante para a minha vida. Antes, aos olhos da sociedade eu não era ninguém. Agora eu tenho uma profissão, a capacitação me tirou do tráfico de drogas”, celebra. Ao longo de todo o período, os estudantes aprenderam conceitos como Eletricidade Básica, Projetos e Instalações Prediais, Execução de Projetos Elétricos, Empreendedorismo e Inovação, Informática, além de Matemática, Língua Portuguesa e outros. O treinamento contou com 500 horas/aulas e outros três meses chamados de incubação, em que os alunos puderam escolher entre empreendedorismo com a autogestão, ou seja, atuação como autônomo, ou estágio supervisionado. Eles receberam ainda, durante os oito meses, uma bolsa mensal, além de uma ajuda de custo para a compra de um kit de ferramentas para eletricistas, uma forma de contribuição para a qualificação do trabalho. “O projeto Alvorada evidenciou o quanto é potente e transformador o trabalho no enfrentamento às vulnerabilidades relacionadas a processos de criminalização por vezes agravados pelo aprisionamento”, destaca Vanessa Alves, gestora social das Unidades de Prevenção à Criminalidade de Montes Claros. “Houve acolhimento, vinculação, afeto, inclusão, transformação. Nos atendimentos e grupos reflexivos realizados pelo PrEsp fomos percebendo gradativamente um reposicionamento por parte dos participantes, a escolha de novos caminhos e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários”.
Vacinação contra febre aftosa começa neste domingo, 1º de maio, em Minas

Começa no dia 1º de maio a primeira etapa anual de vacinação contra a febre aftosa em Minas. Devem ser imunizados bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é o responsável pelo gerenciamento e fiscalização da campanha junto aos pecuaristas. Nesta etapa, a expectativa é que sejam imunizados cerca de 10 milhões de animais em todo o Estado com o objetivo de preservar a sanidade dos rebanhos e manter o compromisso com o agronegócio mineiro. A campanha vai até 31 de maio. O produtor pode comprovar a vacinação dos animais usando o formato eletrônico de declaração que estará disponível em www.ima.mg.gov.br ou, caso tenha cadastro, acessando o Portal de Serviços do Produtor. Uma outra opção será o envio da declaração para o e-mail da unidade do IMA responsável pela jurisdição do município. O prazo para comprovar a vacinação (declaração) termina em 10/06. Para facilitar a localização da propriedade, recomenda-se o envio do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) na realização desse procedimento. A movimentação de animais durante as etapas de vacinação continuará seguindo as regras da Instrução Normativa nº 48/2020, ou seja, propriedade adimplente com a etapa de vacinação em curso poderá movimentar normalmente seus animais. Saúde do rebanho O coordenador estadual do Programa de Vigilância para a Febre Aftosa, o médico veterinário do IMA, Natanael Lamas Dias, defende a necessidade da vacinação para manter a saúde do rebanho e o reconhecimento internacional de zona livre com vacinação, obtido pelo estado junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Este status favorece o agronegócio e o acesso a mercados internacionais, contribuindo de forma significativa para o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro”, lembra Dias reforçando a importância da vacinação correta, de forma a garantir eficácia na imunização dos animais. “A vacina deve ser adquirida em estabelecimento da iniciativa privada credenciado para a revenda. Lembrando que a dose da vacina é de 2 ml. Além disso, a vacina deve ser conservada em temperatura entre 2 e 8 graus centígrados, do momento da compra até a vacinação dos animais. Recomenda-se também programar a aplicação para os horários mais frescos do dia”. A febre aftosa é causada por um vírus, altamente contagioso e que pode trazer grandes prejuízos econômicos para os produtores, pois afeta o comércio internacional. A doença é transmitida pela saliva, aftas, leite, sêmen, urina e fezes dos animais doentes, e também pela água, ar, objetos e ambientes contaminados. Uma vez doente, o animal pode apresentar febre, aftas na boca, lesões nas tetas e entre as unhas. Evite multas O produtor que não vacinar os animais estará sujeito a multa de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 119,25 por cabeça. A declaração de vacinação também é obrigatória e o produtor que não o fizer até 10/6 poderá receber multa de 5 Ufemgs, o equivalente a R$ 23,85 por cabeça. (Portal IMA)
Depois de 6 anos justiça vai decidir se Lei Nacional vale para Januária

Judiciário leva mais de 6 anos para decidir se Prefeitura de Januária deve cumprir Lei de Acesso à Informação * Por Fábio Oliva Mais de seis anos depois, desestimulando aqueles que se dedicam e gastam recursos próprios para exercer o controle social da administração pública e combater a corrupção, o Poder Judiciário de Minas Gerais julgará no próximo dia 26 de abril, terça-feira, em segunda instância, se a Prefeitura de Januária é obrigada a cumprir integralmente ou apenas parcialmente a Lei de Acesso à Informação, em vigor desde 2011. O descumprimento da LIA foi parar na justiça através de uma ação popular ajuizada em 04 de fevereiro de 2016 por três cidadãos januarenses, o jornalista investigativo e advogado Fábio Oliva, o educador João Fernandes de Paes e o micro empreender rural José Almeida da Fonseca. O último faleceu no curso do processo, sem ver o resultado definitivo da ação. Em primeira instância, a ação consumiu mais de três anos, até chegar ao primeiro resultado, tendo sido julgada parcialmente procedente em 15 de março de 2019. Ao sentenciar a ação popular, em primeiro grau, o juiz Juliano Carneiro Veiga, da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Januária, constatou que “o Município de Januária, conforme até por ele mesmo confessado na contestação, não está cumprindo integralmente a Lei de Acesso a Informação e não possui Portal de Transparência adequado aos ditames legais”. A Prefeitura de Januária recorreu da sentença e o processo foi parar na 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 24 de junho de 2019. Não são todos os processos que padecem da morosidade judicial e demoram tanto a serem julgados no TJMG. A 18ª Câmara Cível do tribunal julgou em pouco mais de dois meses recurso do interesse do desembargador Antônio Carlos Cruvinel, interposto por um advogado de Montalvânia contra sentença de primeira instância que o condenou a pagar indenização ao magistrado. O recurso chegou ao TJMG em 8 de novembro de 2021 e em 14 de dezembro do mesmo ano já havia sido julgado. A ação popular visa a obrigar a Prefeitura de Januária a disponibilizar, em seu portal na internet, todas as informações previstas na Lei de Acesso a Informação, especialmente aquelas relacionadas a contratos e pagamentos, entre outros. Via Blog do Fábio Oliva
Comandada pelo Centrão, Codevasf gasta R$ 3 bilhões sem comprovação de obras

Dinheiro foi para os cofres da empresa via emendas parlamentares para obras que não tiveram o valor real de execução comprovados. Empresa está nas mãos do PP, que dá sustentação ao governo Bolsonaro Entre 2020 e 2021, segundo e terceiro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), comandada pelo Centrão, recebeu R$ 3,6 bilhões em emendas parlamentares para obras que não tiveram o valor real de execução comprovados, segundo denúncia sobre corrupção na estatal publicada pelo do jornal Folha de S.Paulo. Centrão no comando dos mal-feitos A Codevasf é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional e até o mês passado era comandada por Rogério Marinho (PL), que saiu do cargo para ser candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte nas eleições deste ano. O presidente da estatal foi indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) e pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP). R$ 7,3 bilhões escoaram pelos cofres da Codevasf Pelos cofres da estatal, presidida por Marcelo Moreira Pinto, escoaram R$ 7,3 bilhões, diz a Folha. Desse total, os R$ 3,6 bilhões vieram das emendas de relator, as já conhecidas emendas do orçamento secreto e paralelo criado por Bolsonaro para conseguir apoio do Centrão no Congresso Nacional. As emendas do relator são usadas pelos parlamentares para mandar verbas públicas para seus aliados nos redutos eleitorais, sem transparência, como no caso dos milhões em emendas de Lira enviados para escolas de Alagoas que não têm computadores, comprarem kits robóticas. O levantamento considerou os repasses feitos até o final de 2021 e consta em um relatório de auditoria independente da Russell Bedford divulgado pela Folha. Ainda de acordo com o jornal, a Condevasf recebeu, no ano passado, em emendas parlamentares, o equivalente a 61% das dotações da empresa. O documento ressalta, porém, que a estatal encerrou o exercício “verificando a existência de operações” para apresentar números de maneira confiável. No balanço, a Codevasf afirmou ter um saldo de R$ 2,7 bilhões na rubrica, mas os auditores dizem não ser possível “opinar sobre os saldos dessas contas e os componentes das demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa”. Em 2021 a Condevasf registrou um prejuízo de R$ 358 milhões. Via CUT
Exportação de frutas cítricas pode crescer com produtores do Norte de Minas

A exportação de laranja alcançou, entre julho de 2021 e fevereiro deste ano a marca de quase 660 mil toneladas comercializadas. Isso representou uma queda aproximada de 1,02% em relação ao mesmo período da safra 2020/2021. A queda, ainda que pequena, é atribuída à forte concorrência do mercado mexicano, que faz fronteira com os EUA, o principal comprador da produção brasileira. Mas a expectativa das negociações nacionais e internacionais para esta safra é positiva entre os produtores de citros do Norte de Minas. Aliás, não só para 2022. Eles acreditam que as próximas safras vão oferecer bons motivos para se comemorar. O otimismo vai além do solo ou das questões climáticas. Há um trabalho de fortalecimento da competitividade que promete tornar ainda melhor os produtos locais, que já são de excelência. “Deveríamos fortalecer o trabalho, a pesquisa e o desenvolvimento de produtores profissionais que busquem sabor e que tenham uma fruta que seja desejada em todo território nacional e também no mundo. E que esse desejo seja pelo seu sabor, não apenas pela oportunidade numa janela de exportação”, avalia engenheiro agrônomo Alencar Saito. Por isso, ele defende que as ações dos produtores sejam focadas também no mercado nacional, onde as oportunidades de negócios ocorrem durante todo o ano. “Há muito que ser feito ainda no mercado interno antes de pensar em exportação. Existem janelas de produção, existe demanda para produtos saborosos, coisa que tem sido pouco explorada no Brasil e no mundo”, observa. Luiz Antunes, especialista em estratégias de posicionamento de marcas e no fortalecimento de lideranças, explica que essa expansão passa pelo entendimento dos desafios da região. “É essencial expandir a visão para os grandes centros e mercados externos, entendendo as expectativas de cada mercado, analisando como os players de destaque atuam”, orienta. Entender o comportamento do consumidor, segundo Luiz Antunes, pode ajudar a aproximar os produtores das grandes oportunidades. “Conhecer os movimentos culturais, as tendências nacionais e internacionais para assim ser possível ao território trabalhar diretrizes e ações que o posicionem de forma intencional e estratégica frente a tudo isso. Mas isso visando sempre, acima de tudo, o desenvolvimento da região como um todo”, recomenda. Fonte: Notícias Agrícolas
Morre em Curitiba o consagrado poeta Norte Mineiro Geraldo Magela

Geraldo Magela Cardoso foi um homem impar, quer pela sua intelectualidade, ou quer pelo seu lado humano em benefício do próximo (Foto: Divulgação) * Por Juca Brandão Morreu na manhã do dia 29 de março de 2022, em Curitiba-PR-, o grande poeta de nossa terra e também de Guaraciama, o premiadíssimo Geraldo Magela, aos 65 anos, que era filho da saudosa poetisa Maria Lisbela Cardoso. Ele deixa vivos 5 irmãos e duas irmãs. Também o pai, José Gonçalves Cardoso Filho, ainda bem saudável e que completou 80 anos no último dia de São José, ou seja, em 19 de março. Quando o Magela nasceu em Guaraciama (Taióba e Santa Clara) a comunidade era distrito de Bocaiuva. Por isso, com bastante orgulho para nós bocaiuvenses, reivindicamos o referido compatrício do já saudoso amigo e confrade. Era um autêntico mineiro sertanejo e que viveu na bela e acolhedora capital Curitiba, desde 1971. Aos 14 anos de idade ele fora morar com o tio, que chegara antes naquelas atraentes paragens sulistas. Na imensa e acolhedora cidade ele trabalhou em armazém, nos Correios como carteiro e depois, em 1975 entrou nas Forças Armadas, na Aeronáutica, onde ficou até o ano de 1979. Geraldo Magela Cardoso foi um homem impar, quer pela sua intelectualidade, ou quer pelo seu lado humano em benefício do próximo. As tantas narrativas póstumas, todas elas expressadas logo após a sua lamentável morte, sustentam as diversas afirmativas e os bons conceitos relativos à sua a pessoa. O fato é que ele deixa vasto legado e valioso espólio cultural. Tanto como produtor cultural, (trabalhou 30 anos na Fundação Cultural de Curitiba) assim como escritor de 15 apreciadas obras poéticas, cujo primeiro livro, “Bendita Boca Maldita” foi lançado com sucesso em 1982. “Como a morte nos surpreende. Num piscar de olhos, ela surge. Inesperadamente e contundente, ela nos confunde em lágrimas São choros profundos vindos do âmago d’alma. Perder um ente querido é inexplicável. É dureza confundida com a amargura da despedida. Às vezes pensamos que não tem muito sentido a vida por aqui. Mas tem sim. Porque é bom viver. Teríamos que permanecer mais nesta terra, pois são muitos curtos os dias e as noites” Na manhã do dia 29 de março de 2022 ficamos logo sabendo da infausta notícia, em razão da morte do querido poeta Magela. E, logo depois, a confirmação pelo áudio da consagrada poeta Angel Popovitz. Ela estava inconsolável, pela perda de seu grande amigo poeta. É ela quem contou: – “Ontem, 28/03 ou seja, na segunda feira, eu liguei para ele para saber de um aniversário de uma amiga nossa, poeta, que fizera 90 anos. O expliquei a razão de minha ausência, por ter viajado no último final de semana. No telefonema, ele disse que a Amanda, estava viajando e que ele estava dando uma saída. E que naquele dia não iria tomar o seu remédio! – Hoje (segunda feira), eu vou tomar uma aguardente e irei deixar o apartamento todo aberto, pois se não acordar amanhã (terça-feira) é por que eu morri, agourou! Como nos narrou emocionadamente a Angel, ela o advertiu de não brincar assim, porém imaginou que era folia ou zoeira, tão ao estilo dele… E, não foram às folias e às zoeiras dele, para tristezas, de seus amigos, amigas, os tantos consagrados eruditos de Curitiba e de todo o Brasil. E nós, também, os seus conterrâneos! Na verdade, ele não se acordou mesmo! Mais tarde veio a confirmação de que ele fora vítima de um infarto fulminante! À memória do poeta e intelectual de renome e do quilate do Magela incorporamos, nas nossas homenagens e nos nossos tributos, o belo soneto do festejado Fernando Py, (Rio de Janeiro) denominado de Soneto do Amor: “Amor, como compreendo agora, é mais renúncia que desejo. Outrora hostil, agressivo, hoje súplica , murmúrio íntimo, cinzas em silêncio, amor, à morte assemelhando-se besouro em agonia, dor da perda, o sono estraçalhado, renunciar, renunciar sempre, sem espera, ao corpo amado. A vida me consente essa amargura é preciso vivê-la sem demora, abrir os olhos, aceitar a sombra, meditar sem rancor a decepção – instante em que a mulher se distancia e a voz do telefone ri tranquila anunciando a partida: outros braços, agora, amor, mesclado de impotência e irrisão, lágrimas que não se mostram. Toda renúncia compõe jogo amargo de desespero e morte. Renunciar, ainda que de joelhos, deitado, o corpo ansiando pelo teu amor, se fira, e o coração, tumulto, empalideça e nada reste enfim que a vida mesma, percorrida com e indiferença. Assim, amor te compreende agora: – devoção malquerida a toda hora.” Há alguns anos, o Geraldo Magela veio a Minas e esteve em nossa região visitando aos seus parentes, amigos e conterrâneos. Esteve também em Bocaiuva me honrando com uma rápida visita. Tivemos uma conversa agradável e proveitosa. E, na oportunidade, fui premiado por ele com livros e revistas. Antes do nosso abraço de despedidas eu o fiz uma brincadeira, pelo fato de o poeta se referir a mim, honrosamente, como confrade, embora eu não pertencesse à confraria dos que sabem rimar. O perguntei se não seria como a letra de uma música: “Ninguém não é poeta/só por não saber rimar”? Antes da resposta, ele sorriu se despedindo: – É isto mesmo, c o n f r a d e !!! * José Henrique Brandão (Juca Brandão) é jornalista, advogado e historiador da cidade de Bocaiuva (MG), e colaborador do Em Cima da Notícia
Contra Zema, Bolsonaro sinaliza apoio a Carlos Viana para o Governo de Minas

Ao que se está desenhando, o araxaense Romeu Zema (Novo) não terá apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pela reeleição ao Governo de Minas. Nas redes sociais, o senador Carlos Viana publicou que, em apoio ao presidente Bolsonaro, aceitou ser pré-candidato a governador de Minas Gerais pelo Partido Liberal (PL). Nas últimas eleições foi comum ver eleitores apoiando a dobradinha chamada de “BolsoZema”. Uma corrente forte de apoio a Zema e Bolsonaro que agora ganha a concorrência de Carlos Viana com aval do presidente. Nesta conjuntura, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL), que participou das negociações, é apresentado como pré-candidato ao Senado. De acordo com a Rádio Itatiaia, Carlos Viana optou por sair do MDB por causa de uma aliança nacional que está sendo articulada entre Partido Novo, MDB, PSDB e União Brasil que aponta o governador Romeu Zema (Novo) como candidato do grupo em Minas. Ainda segundo a reportagem, lançando candidato próprio em Minas, Bolsonaro resolve duas questões: terá uma chapa para abrigar o Marcelo Álvaro Antônio (PL) ao Senado e terá um palanque garantido em Minas.
Apenas 50% das crianças foram vacinadas com a primeira dose, no Norte de Minas

O Norte de Minas atingiu apenas 50,07% das crianças com idade entre cinco e 11 anos com a aplicação da primeira dose de vacinas pediátricas contra a Covid-19. Ao todo, 85.201 crianças iniciaram o esquema vacinal com aplicação de vacinas Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, ou da multinacional norte-americana, Pfizer. O painel vacinômetro contabilizou que 7.422 crianças já estão imunizadas contra a Covid. Elas receberam a segunda dose de vacinas pediátricas. Isso representa aumento da cobertura vacinal de 4,36% desse público alvo. Com o Norte de Minas ultrapassando 50% das crianças com a aplicação da primeira dose de vacinas contra a Covid, 21 municípios já alcançaram mais de mil pessoas que compõem essa faixa etária. São eles: Montes Claros (18.008 crianças); Januária (4.479); Janaúba (3.199); São Francisco (3.097); Bocaiuva (3.067); Porteirinha (2.149); Pirapora (2.244); Jaíba (1.894); Varzelândia (1.773); Espinosa (1.760); Várzea da Palma (1.729); Coração de Jesus (1.499); São João da Ponte (1.455); Brasília de Minas (1.366); São João das Missões (1.218); Manga (1.179); Taiobeiras (1.128); Salinas (1.115); Francisco Sá (1.059); Montalvânia (1.042) e Matias Cardoso (1.011).
Regional de Montes Claros intensifica força tarefa contra o Aedes aegypti

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros iniciou nesta segunda-feira, 21 de março, novo ciclo de utilização de equipamentos de Ultra Baixo Volume Veicular (UBV) para a eliminação de mosquitos adultos do Aedes aegypti em Espinosa. Trabalho semelhante foi realizado na segunda quinzena de janeiro, mas o município ainda apresenta alto índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. As ações continuam até o final desta semana. Francisco Sá é outro município que, nesta semana, também receberá ações de apoio da SRS Montes Claros no controle do Aedes aegypti. Além da cessão de veículos, a SRS repassa orientações técnicas quanto à utilização dos equipamentos de UBV, bem como o aerosystem, para eliminação de focos do Aedes no interior de domicílios. Análises de laboratório dão conta de que, até o momento, foram confirmados 299 casos de dengue em 30 municípios que integram a área de atuação da SRS Montes Claros. Os municípios com maior incidência da doença são: Janaúba (121); Riacho dos Machados (66); Espinosa (51) e Montes Claros (33). Também por meio de exames laboratoriais, até o momento foram confirmados 82 casos de chikungunya em 18 municípios abrangidos pela SRS. As localidades com maior número de casos confirmados são: Montes Claros (43) e Francisco Sá (31). Neste ano, a Superintendência Regional de Saúde já desenvolveu várias ações de apoio a municípios que integram a sua área de atuação para o enfrentamento ao Aedes aegypti. Para a Secretaria de Saúde de Montes Claros foi disponibilizado veículo equipado com equipamento de UBV para a eliminação de mosquitos adultos em bairros onde estão sendo registrados altos índices de infestação.Os municípios de Espinosa, Francisco Sá, Salinas, Rio Pardo de Minas e Pai Pedro receberam equipes técnicas da SRS para a realização de forças tarefas de combate ao Aedes aegypti. “A utilização de equipamentos de UBV constitui a última medida que deve ser adotada para a eliminação do Aedes aegypti. Como recentemente tivemos bom período de chuvas na região, é necessário que os serviços de vigilância epidemiológica e de saúde dos municípios intensifiquem as ações de eliminação dos focos de proliferação do Aedes aegypti, com a realização de mutirões para o recolhimento de pneus e outros materiais que servem para o acúmulo de água e, consequentemente, favorecem a proliferação de mosquitos”, reforça o coordenador de vigilância epidemiológica da SRS Montes Claros, Valdemar Rodrigues dos Anjos. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS, Agna Soares da Silva Menezes destaca a necessidade dos municípios colocarem em prática os planos de contingência elaborados no segundo semestre do ano passado para o controle do Aedes aegypti. “Assim como ocorreu nos anos de 2010, 2013, 2016 e 2019 a previsão era de que em 2022 teríamos novo período sazonal de aumento dos casos notificados de arboviroses. Nesse contexto, no segundo semestre do ano passado os municípios foram orientados a reforçar os serviços de Atenção Primária à Saúde para atender as demandas da população, fazer os encaminhamentos necessários para os tratamentos adequados, além de notificar os casos o mais rápido possível”, lembra a coordenadora. Até o dia 15 de março deste ano, Minas Gerais registrou 10.322 casos prováveis de dengue. Desse total, 3.885 casos foram confirmados para a doença. Um óbito foi confirmado e outros seis óbitos estão sendo investigados. Em relação à febre chikungunya, foram registrados 626 casos prováveis da doença, dos quais 84 foram confirmados. Até então, não há nenhum caso de óbito confirmado ou sendo investigado. Quanto ao vírus zika, foram registrados 16 casos prováveis, sendo um confirmado para a doença. Até o momento também não há óbitos por zika vírus em Minas Gerais. RECURSOS Agna Menezes observa que as secretarias municipais de saúde receberam recursos financeiros e foram orientadas quanto à elaboração dos planos de contingência, nos quais são definidas todas as ações que devem ser implementadas para o controle do mosquito. “Com o aumento de casos notificados de arboviroses na região, o momento atual exige que os municípios coloquem as ações em prática, entre elas manter tambores e caixas d’água tampadas; eliminação de água de vasos de plantas; limpeza de ralos e de vasilhames com água para animais domésticos, entre outras medidas”, observa. No mês passado os 86 municípios que compõem a macrorregião de saúde do Norte de Minas receberam da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) aporte de R$ 3.673.000,00 destinados a ações de prevenção e assistência aos pacientes acometidos por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O repasse dos recursos levou em conta o porte populacional de cada município. Assim, as localidades que receberam maior montante foram: Montes Claros (R$ 397,1 mil), Janaúba (R$ 89,8 mil), Januária (R$ 86 mil), Pirapora (R$ 75,9 mil), São Francisco (R$ 75,8 mil), Bocaiúva (R$ 70,2 mil), Salinas (R$ 62,5 mil), Várzea da Palma (R$ 60,8 mil), Jaíba (R$ 60,4 mil), Porteirinha (R$ 59 mil), Taiobeiras (R$ 55,9 mil), Brasília de Minas (R$ 54,1 mil), Espinosa (R$ 53,8 mil), Rio Pardo de Minas (R$ 52,9 mil) e Buritizeiro (R$ 50,3 mil). Por Pedro Ricardo – SES/MG