Morre em Curitiba o consagrado poeta Norte Mineiro Geraldo Magela

Geraldo Magela Cardoso foi um homem impar, quer pela sua intelectualidade, ou quer pelo seu lado humano em benefício do próximo (Foto: Divulgação) * Por Juca Brandão Morreu na manhã do dia 29 de março de 2022, em Curitiba-PR-, o grande poeta de nossa terra e também de Guaraciama, o premiadíssimo Geraldo Magela, aos 65 anos, que era filho da saudosa poetisa Maria Lisbela Cardoso. Ele deixa vivos 5 irmãos e duas irmãs. Também o pai, José Gonçalves Cardoso Filho, ainda bem saudável e que completou 80 anos no último dia de São José, ou seja, em 19 de março. Quando o Magela nasceu em Guaraciama (Taióba e Santa Clara) a comunidade era distrito de Bocaiuva. Por isso, com bastante orgulho para nós bocaiuvenses, reivindicamos o referido compatrício do já saudoso amigo e confrade. Era um autêntico mineiro sertanejo e que viveu na bela e acolhedora capital Curitiba, desde 1971. Aos 14 anos de idade ele fora morar com o tio, que chegara antes naquelas atraentes paragens sulistas. Na imensa e acolhedora cidade ele trabalhou em armazém, nos Correios como carteiro e depois, em 1975 entrou nas Forças Armadas, na Aeronáutica, onde ficou até o ano de 1979. Geraldo Magela Cardoso foi um homem impar, quer pela sua intelectualidade, ou quer pelo seu lado humano em benefício do próximo. As tantas narrativas póstumas, todas elas expressadas logo após a sua lamentável morte, sustentam as diversas afirmativas e os bons conceitos relativos à sua a pessoa. O fato é que ele deixa vasto legado e valioso espólio cultural. Tanto como produtor cultural, (trabalhou 30 anos na Fundação Cultural de Curitiba) assim como escritor de 15 apreciadas obras poéticas, cujo primeiro livro, “Bendita Boca Maldita” foi lançado com sucesso em 1982. “Como a morte nos surpreende. Num piscar de olhos, ela surge. Inesperadamente e contundente, ela nos confunde em lágrimas São choros profundos vindos do âmago d’alma. Perder um ente querido é inexplicável. É dureza confundida com a amargura da despedida. Às vezes pensamos que não tem muito sentido a vida por aqui. Mas tem sim. Porque é bom viver. Teríamos que permanecer mais nesta terra, pois são muitos curtos os dias e as noites” Na manhã do dia 29 de março de 2022 ficamos logo sabendo da infausta notícia, em razão da morte do querido poeta Magela. E, logo depois, a confirmação pelo áudio da consagrada poeta Angel Popovitz. Ela estava inconsolável, pela perda de seu grande amigo poeta. É ela quem contou: – “Ontem, 28/03 ou seja, na segunda feira, eu liguei para ele para saber de um aniversário de uma amiga nossa, poeta, que fizera 90 anos. O expliquei a razão de minha ausência, por ter viajado no último final de semana. No telefonema, ele disse que a Amanda, estava viajando e que ele estava dando uma saída. E que naquele dia não iria tomar o seu remédio! – Hoje (segunda feira), eu vou tomar uma aguardente e irei deixar o apartamento todo aberto, pois se não acordar amanhã (terça-feira) é por que eu morri, agourou! Como nos narrou emocionadamente a Angel, ela o advertiu de não brincar assim, porém imaginou que era folia ou zoeira, tão ao estilo dele… E, não foram às folias e às zoeiras dele, para tristezas, de seus amigos, amigas, os tantos consagrados eruditos de Curitiba e de todo o Brasil. E nós, também, os seus conterrâneos! Na verdade, ele não se acordou mesmo! Mais tarde veio a confirmação de que ele fora vítima de um infarto fulminante! À memória do poeta e intelectual de renome e do quilate do Magela incorporamos, nas nossas homenagens e nos nossos tributos, o belo soneto do festejado Fernando Py, (Rio de Janeiro) denominado de Soneto do Amor: “Amor, como compreendo agora, é mais renúncia que desejo. Outrora hostil, agressivo, hoje súplica , murmúrio íntimo, cinzas em silêncio, amor, à morte assemelhando-se besouro em agonia, dor da perda, o sono estraçalhado, renunciar, renunciar sempre, sem espera, ao corpo amado. A vida me consente essa amargura é preciso vivê-la sem demora, abrir os olhos, aceitar a sombra, meditar sem rancor a decepção – instante em que a mulher se distancia e a voz do telefone ri tranquila anunciando a partida: outros braços, agora, amor, mesclado de impotência e irrisão, lágrimas que não se mostram. Toda renúncia compõe jogo amargo de desespero e morte. Renunciar, ainda que de joelhos, deitado, o corpo ansiando pelo teu amor, se fira, e o coração, tumulto, empalideça e nada reste enfim que a vida mesma, percorrida com e indiferença. Assim, amor te compreende agora: – devoção malquerida a toda hora.” Há alguns anos, o Geraldo Magela veio a Minas e esteve em nossa região visitando aos seus parentes, amigos e conterrâneos. Esteve também em Bocaiuva me honrando com uma rápida visita. Tivemos uma conversa agradável e proveitosa. E, na oportunidade, fui premiado por ele com livros e revistas. Antes do nosso abraço de despedidas eu o fiz uma brincadeira, pelo fato de o poeta se referir a mim, honrosamente, como confrade, embora eu não pertencesse à confraria dos que sabem rimar. O perguntei se não seria como a letra de uma música: “Ninguém não é poeta/só por não saber rimar”? Antes da resposta, ele sorriu se despedindo: – É isto mesmo, c o n f r a d e !!! * José Henrique Brandão (Juca Brandão) é jornalista, advogado e historiador da cidade de Bocaiuva (MG), e colaborador do Em Cima da Notícia

Contra Zema, Bolsonaro sinaliza apoio a Carlos Viana para o Governo de Minas

Ao que se está desenhando, o araxaense Romeu Zema (Novo) não terá apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pela reeleição ao Governo de Minas. Nas redes sociais, o senador Carlos Viana publicou que, em apoio ao presidente Bolsonaro, aceitou ser pré-candidato a governador de Minas Gerais pelo Partido Liberal (PL). Nas últimas eleições foi comum ver eleitores apoiando a dobradinha chamada de “BolsoZema”. Uma corrente forte de apoio a Zema e Bolsonaro que agora ganha a concorrência de Carlos Viana com aval do presidente. Nesta conjuntura, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL), que participou das negociações, é apresentado como pré-candidato ao Senado. De acordo com a Rádio Itatiaia, Carlos Viana optou por sair do MDB por causa de uma aliança nacional que está sendo articulada entre Partido Novo, MDB, PSDB e União Brasil que aponta o governador Romeu Zema (Novo) como candidato do grupo em Minas. Ainda segundo a reportagem, lançando candidato próprio em Minas, Bolsonaro resolve duas questões: terá uma chapa para abrigar o Marcelo Álvaro Antônio (PL) ao Senado e terá um palanque garantido em Minas.

Apenas 50% das crianças foram vacinadas com a primeira dose, no Norte de Minas

O Norte de Minas atingiu apenas 50,07% das crianças com idade entre cinco e 11 anos com a aplicação da primeira dose de vacinas pediátricas contra a Covid-19. Ao todo, 85.201 crianças iniciaram o esquema vacinal com aplicação de vacinas Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, ou da multinacional norte-americana, Pfizer. O painel vacinômetro contabilizou que 7.422 crianças já estão imunizadas contra a Covid. Elas receberam a segunda dose de vacinas pediátricas. Isso representa aumento da cobertura vacinal de 4,36% desse público alvo. Com o Norte de Minas ultrapassando 50% das crianças com a aplicação da primeira dose de vacinas contra a Covid, 21 municípios já alcançaram mais de mil pessoas que compõem essa faixa etária. São eles: Montes Claros (18.008 crianças); Januária (4.479); Janaúba (3.199); São Francisco (3.097); Bocaiuva (3.067); Porteirinha (2.149); Pirapora (2.244); Jaíba (1.894); Varzelândia (1.773); Espinosa (1.760); Várzea da Palma (1.729); Coração de Jesus (1.499); São João da Ponte (1.455); Brasília de Minas (1.366); São João das Missões (1.218); Manga (1.179); Taiobeiras (1.128); Salinas (1.115); Francisco Sá (1.059); Montalvânia (1.042) e Matias Cardoso (1.011).

Regional de Montes Claros intensifica força tarefa contra o Aedes aegypti

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros iniciou nesta segunda-feira, 21 de março, novo ciclo de utilização de equipamentos de Ultra Baixo Volume Veicular (UBV) para a eliminação de mosquitos adultos do Aedes aegypti em Espinosa. Trabalho semelhante foi realizado na segunda quinzena de janeiro, mas o município ainda apresenta alto índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela. As ações continuam até o final desta semana. Francisco Sá é outro município que, nesta semana, também receberá ações de apoio da SRS Montes Claros no controle do Aedes aegypti. Além da cessão de veículos, a SRS repassa orientações técnicas quanto à utilização dos equipamentos de UBV, bem como o aerosystem, para eliminação de focos do Aedes no interior de domicílios. Análises de laboratório dão conta de que, até o momento, foram confirmados 299 casos de dengue em 30 municípios que integram a área de atuação da SRS Montes Claros. Os municípios com maior incidência da doença são: Janaúba (121); Riacho dos Machados (66); Espinosa (51) e Montes Claros (33). Também por meio de exames laboratoriais, até o momento foram confirmados 82 casos de chikungunya em 18 municípios abrangidos pela SRS. As localidades com maior número de casos confirmados são: Montes Claros (43) e Francisco Sá (31). Neste ano, a Superintendência Regional de Saúde já desenvolveu várias ações de apoio a municípios que integram a sua área de atuação para o enfrentamento ao Aedes aegypti. Para a Secretaria de Saúde de Montes Claros foi disponibilizado veículo equipado com equipamento de UBV para a eliminação de mosquitos adultos em bairros onde estão sendo registrados altos índices de infestação.Os municípios de Espinosa, Francisco Sá, Salinas, Rio Pardo de Minas e Pai Pedro receberam equipes técnicas da SRS para a realização de forças tarefas de combate ao Aedes aegypti. “A utilização de equipamentos de UBV constitui a última medida que deve ser adotada para a eliminação do Aedes aegypti. Como recentemente tivemos bom período de chuvas na região, é necessário que os serviços de vigilância epidemiológica e de saúde dos municípios intensifiquem as ações de eliminação dos focos de proliferação do Aedes aegypti, com a realização de mutirões para o recolhimento de pneus e outros materiais que servem para o acúmulo de água e, consequentemente, favorecem a proliferação de mosquitos”, reforça o coordenador de vigilância epidemiológica da SRS Montes Claros, Valdemar Rodrigues dos Anjos. A coordenadora de vigilância em saúde da SRS, Agna Soares da Silva Menezes destaca a necessidade dos municípios colocarem em prática os planos de contingência elaborados no segundo semestre do ano passado para o controle do Aedes aegypti. “Assim como ocorreu nos anos de 2010, 2013, 2016 e 2019 a previsão era de que em 2022 teríamos novo período sazonal de aumento dos casos notificados de arboviroses. Nesse contexto, no segundo semestre do ano passado os municípios foram orientados a reforçar os serviços de Atenção Primária à Saúde para atender as demandas da população, fazer os encaminhamentos necessários para os tratamentos adequados, além de notificar os casos o mais rápido possível”, lembra a coordenadora. Até o dia 15 de março deste ano, Minas Gerais registrou 10.322 casos prováveis de dengue. Desse total, 3.885 casos foram confirmados para a doença. Um óbito foi confirmado e outros seis óbitos estão sendo investigados. Em relação à febre chikungunya, foram registrados 626 casos prováveis da doença, dos quais 84 foram confirmados. Até então, não há nenhum caso de óbito confirmado ou sendo investigado. Quanto ao vírus zika, foram registrados 16 casos prováveis, sendo um confirmado para a doença. Até o momento também não há óbitos por zika vírus em Minas Gerais. RECURSOS Agna Menezes observa que as secretarias municipais de saúde receberam recursos financeiros e foram orientadas quanto à elaboração dos planos de contingência, nos quais são definidas todas as ações que devem ser implementadas para o controle do mosquito. “Com o aumento de casos notificados de arboviroses na região, o momento atual exige que os municípios coloquem as ações em prática, entre elas manter tambores e caixas d’água tampadas; eliminação de água de vasos de plantas; limpeza de ralos e de vasilhames com água para animais domésticos, entre outras medidas”, observa. No mês passado os 86 municípios que compõem a macrorregião de saúde do Norte de Minas receberam da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) aporte de R$ 3.673.000,00 destinados a ações de prevenção e assistência aos pacientes acometidos por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O repasse dos recursos levou em conta o porte populacional de cada município. Assim, as localidades que receberam maior montante foram: Montes Claros (R$ 397,1 mil), Janaúba (R$ 89,8 mil), Januária (R$ 86 mil), Pirapora (R$ 75,9 mil), São Francisco (R$ 75,8 mil), Bocaiúva (R$ 70,2 mil), Salinas (R$ 62,5 mil), Várzea da Palma (R$ 60,8 mil), Jaíba (R$ 60,4 mil), Porteirinha (R$ 59 mil), Taiobeiras (R$ 55,9 mil), Brasília de Minas (R$ 54,1 mil), Espinosa (R$ 53,8 mil), Rio Pardo de Minas (R$ 52,9 mil) e Buritizeiro (R$ 50,3 mil). Por Pedro Ricardo – SES/MG

Prefeito de Rubelita, no Norte de Minas, morre vítima de dengue hemorrágica

 Osvan Otávio David Miranda tinha 59 anos; cidade decretou luto de três dias O prefeito de Rubelita, Osvan Otávio David Miranda (Cidadania), morreu na noite dessa segunda-feira (21), aos 59 anos, vítima de dengue hemorrágica. O corpo do político é velado nesta terça-feira (22) no ginásio poliesportivo da cidade do Norte de Minas. Osvan, que cumpria o segundo mandato à frente da Prefeitura de Rubelita, estava internado desde o último sábado (19) no Hospital Dilson Godinho, em Montes Claros, após ter febre. O município decretou luto oficial de três dias pela morte do Osvan. O vice Zé Trindade (PT) assumirá a prefeitura. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em 2022, Minas registrou uma morte por dengue tipo 2; outros seis óbitos estão em investigação; são 3.885 diagnósticos positivos para a doença. Via Itatiaia

Grão Mogol entra na lista do Iepha para preservação de Patrimônio Cultural

 Localizado na Serra do Espinhaço e com vasto potencial artístico, arquitetô-nico e cultural, o município de Grão Mogol pede ajuda ao Iepha para preservar seu patrimônio, afetado pelas fortes chuvas que atingiram o Estado de dezembro a fevereiro.  Seguindo as orientações do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, a prefeitura pediu a recuperação da Igreja Matriz de Santo Antônio, que teve parte do telhado danificado, piorando a situação de elementos internos, como o forro pintado a mão com a imagem do padroeiro da cidade, o piso em madeira maciça, as paredes de pedra, além de portas, janelas e esquadrias. O excesso de água e umidade provocaram a dilatação dos materiais. “A Igreja Matriz é cartão postal da cidade, possui tombamento individual pelo município e pelo estado. O imóvel possui alta relevância a ponto de se tornar edificação motivadora de tombamento”, explica Maria Caroline Paulino, Arquiteta e Urbanista, Diretora de Departamento de Projetos Especiais de Grão Mogol. Segundo ela, é importante ressaltar que as evidências culturais e históricas do município estão presentes nas edificações. “E por este motivo, outros quatro imóveis foram inscritos para tal apoio do Instituto: O Clube o Garimpeiro, O imóvel da rua Cristiano Rêlo 63, o da rua Sete de Setembro ( Antiga Secretaria de Saúde) e o Imóvel da Praça Coronel Janjão s/n, onde funcionava a antiga Prefeitura Municipal da cidade. Todos estes imóveis vêm sofrendo com as ações do tempo e a chuva”. As edificações têm sistema estrutural misto com pedra, adobe, madeira e tijolo de barro. “Esta mistura de material se deu por intervenções feitas no decorrer dos anos, com reformas e reconstruções. O que ocasiona mais ainda os danos se tratando de infiltrações e desmoronamento de estruturas de madeira putrefata e adobe molhado”, diz a arquiteta. O prefeito de Grão Mogol Diego Antonio Braga Fagundes, e a Diretoria de Projetos Especiais da Secretaria Municipal de Obras Públicas, vem trabalhando na solicitação de medidas emergenciais por parte do Iepha nos imóveis, para que não sejam ainda mais prejudicados pela ação do tempo. O presidente do Iepha-MG, Felipe Pires, ressalta a importância da atuação do grupo nesse período chuvoso. “A proposta de se criar um grupo multidisciplinar para lidar especificamente com os danos causados pelas chuvas é um primeiro passo para a preservação dos importantes bens de interesse cultural que compõem o patrimônio de Minas”, pontua. “A partir do diagnóstico, uma série de ações preventivas e corretivas poderão ser executadas”. Além de técnicos do Iepha, auxiliam o grupo representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiro. SAIBA MAIS O (Iepha-MG) divulgou uma lista de recomendações e medidas preventivas que podem ser adotadas para orientar os responsáveis pela guarda e uso dos bens culturais edificados. Também foi elaborado pela equipe responsável pelo monitoramento do impacto das chuvas ao patrimônio cultural protegido em âmbito estadual um formulário encaminhado aos órgãos que atuam com patrimônio cultural ou responsáveis pelos bens protegidos pelo Estado. O objetivo é coletar informações diretamente e tornar mais rápido e dinâmico o levantamento de dados dessas edificações. Via O Norte

Vacina faz letalidade por Covid cair 12 vezes

Na macrorregião de saúde do Norte de Minas, 72,55% da população já tomou duas doses de vacina contra a Covid-19 (Foto Wesley Gonçalves) Taxa de mortes despencou após avanço da imunização na região; de dezembro para cá, 71,39% das internações e 63,79% dos óbitos são de não vacinados Com o alcance de 1.171.909 pessoas (72,55% da população) que já tomaram duas doses de vacinas contra a Covid-19 (AstraZeneca, Coronavac, Pfizer/BioNtech ou a dose única da Janssen), a macrorregião de saúde do Norte de Minas apresenta alta redução na taxa de letalidade da doença. No ano passado, a taxa atingiu o pico de 2,03% com a notificação de 1.926 óbitos e, neste ano, caiu para 0,17% com o registro de 100 mortes causadas pela doença. “Nesse contexto é importante destacar que enquanto a vacinação da população avança, há a redução das internações tanto em leitos clínicos como nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de gradativa queda de óbitos”, avalia a coordenadora de vigilância em saúde da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, Agna Soares da Silva Menezes. Boletim Epidemiológico elaborado este mês pela SRS Montes Claros revela que entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, 71,39% das pessoas que foram internadas com diagnóstico para Covid-19 não haviam sido imunizadas contra a doença. Por outro lado, dos 100 óbitos registrados neste ano por causa da doença, 63,79% eram de pessoas não vacinadas. “Os dados reforçam que a vacinação contra a covid-19 é de fundamental importância para que ocorra a redução dos casos graves da doença e, consequentemente, diminuição dos óbitos. Mesmo com o aumento dos casos de Covid-19 notificados em fevereiro deste ano, em virtude da circulação da variante Ômicron, o número de óbitos não acompanhou a elevação da incidência da doença”, ressalta Agna Menezes. Outro dado importante que reflete o resultado do avanço da vacinação contra a Covid-19 no Norte de Minas é o fato de que, até 9 de março, de 100 pacientes internados em UTIs, 11 estavam diagnosticados com Covid-19. Isso representa 5,24% de taxa de ocupação de leitos. Por outro lado, de 1.030 pacientes internados em leitos clínicos nos hospitais da região, 31 estavam com diagnóstico de Covid-19. COBERTURA VACINAL Esta semana, os 86 municípios que compõem a macrorregião de saúde do Norte de Minas contabilizaram a aplicação da primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em 1.284.730 pessoas. Isso representa 79,53% da população com idade acima de 12 anos. A aplicação da dose de reforço (terceira) alcançou 430.591 pessoas (33,01% da população). A aplicação da primeira dose de vacinas em crianças de 5 a 11 anos chegou a 46,60% do público alvo. Ao todo, 79.383 crianças já iniciaram o esquema vacinal contra o novo coronavírus. Outras 3.331 crianças já tomaram a segunda dose de vacina Coronavac ou da Pfizer/BioNtech, o que representa 1,96% desse público residente no Norte de Minas. (Agência Minas)

Vereador defende acesso à água como política de Estado

A boa frequência de chuvas na região, nos últimos meses, antecede o período em que historicamente o Norte de Minas sofre com a estiagem rigorosa. Isso acende o sinal de alerta para a necessidade de tornar permanentes programas de acesso à água, como o “Água para Todos”, ação do Governo Federal para dotar de cisternas famílias de baixa renda residentes na zona rural e sem acesso à rede pública de abastecimento. O vereador Rodrigo Cadeirante defende união de todas as vertentes políticas para garantir que políticas públicas dessa importância não sejam paralisadas numa região como o Norte de Minas. Nesse sentido, ele teme que o atual período chuvoso dê uma falsa impressão de que não temos problemas de escassez hídrica e a execução desse programa seja negligenciada. Para Rodrigo Cadeirante, é preciso se antecipar aos fatos e trabalhar projetando uma seca que provavelmente se abaterá sobre a região e afetará drasticamente os pequenos produtores, a grande maioria descapitalizada e sem condições de produzir. “Daqui a pouco estaremos no período eleitoral e a maioria de nós estará na corrida atrás do voto, enquanto muitos pequenos agricultores estarão na corrida atrás de água. É preciso não esquecer que nós estamos no Norte de Minas. Apesar de nunca ter chovido tanto por aqui, daqui a pouco faltará água para a criação e até para beber”, alertou. A junção de forças, de acordo com o vereador, pode fazer com que programas como o Água para Todos se estabeleça como política de estado e não de governo, eliminando o risco dele deixar de existir quando houver uma alternância no poder.

Professores da Unimontes preparam greve para 8 de Março, Dia da Mulher

Categoria protesta contra a negativa do governo em cumprir acordo judicial  * Por Waldo Ferreira – Os professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) devem entrar em greve a partir do dia 8 próximo, quando realizarão assembleia para oficializar a medida. Por enquanto estão no chamado “estado de greve”. O epicentro da insatisfação dos docentes está no não cumprimento do acordo firmado com o governo do Estado – e legitimado na Justiça -, que pôs fim a uma longa paralisação, ocorrida em 2016. Basicamente, o acordo prevê a implementação do novo plano de carreira, as incorporações das gratificações (GDI e GDPE) ao salário-base e o pagamento dos adicionais de Dedicação Exclusiva (DE). Vice-presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Wesley Helker Felício Silva disse que a mobilização demonstra o grau de insatisfação dos professores, vítimas da precariedade do salário, desvalorizado em 43,2%. Segundo ele, o prejuízo vem sendo acumulado desde 2012, quando houve o último reajuste salarial para a categoria. No dia 11 de fevereiro Adunimontes e Aduemg (Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais) se reuniram com a secretária de Planejamento e Gestão, Luísa Cardoso Barreto, e com gestores das duas universidades, na tentativa, sem êxito, de viabilizar as incorporações – um dos pleitos do acordo judicial. Ano passado a Adunimontes já havia se reunido com a Reitoria, buscando uma interlocução da universidade com o governador Romeu Zema (NOVO). A iniciativa também se mostrou infrutífera. “Hoje, acreditamos que a mobilização é a principal forma de o governo dialogar com a categoria”, acredita Wesley Silva. A presidente da Adunimontes, Penha Brandim, disse que, além da negativa do governo, a categoria ainda foi surpreendida, via Instagram, com a informação de uma reunião entre a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e Reitoria da Unimontes, sem a participação da entidade. “Isso nos causou estranheza e indignação, pois na reunião do dia 2 de fevereiro ficou acordada uma nova discussão após a realização de uma auditoria na folha da Unimontes, a fim de comprovarmos a possibilidade de pagamento imediato das 45 DE`s aprovadas em 2016 e que estão travadas na Seplag”, informou Penha. A entidade pediu novo encontro com a Seplag, mas ainda não obteve resposta. Paralelamente, aguarda a votação do projeto de lei 3283/21, apresentado na Assembleia Legislativa por um grupo de deputados sensível a causa dos professores, e requerimento de urgência, que pretende autorizar as incorporações das gratificações. “Esperamos que nossos deputados estejam ao lado dos professores e não contra eles”, diz Penha Bradim. Segundo ela, a decisão pela greve ocorre pelo descumprimento da decisão judicial a favor dos docentes da Unimontes e pela “absurda intenção de conceder 10% de reajuste linear a todos os servidores, atrelado à adesão ao nefasto Regime de Recuperação Fiscal, que congelará salários e benefícios por 9 anos, entre outras restrições, além de entregar a administração do estado a um Conselho Gestor”. * Jornalista

Bem feito – IFNMG barra entrada de aluna sem comprovante da vacina

 Por 10 votos a 1,  o STF manteve autonomia das instituições sobre a exigência ou não do comprovante de imunização  Uma aluna, identificada como Duda, do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Polo Araçuaí – foi proibida de entrar na instituição por não apresentar o passaporte da vacina. O episódio ocorreu na última terça-feira (15), e um vídeo gravado pela jovem, aos prantos, que viralizou nas rede sociais. No vídeo, a aluna informa que não é residente na mesma cidade do Campus (Araçuaí), o que a impediu de voltar para casa imediatamente. Sendo assim, ela ficou por horas sem acesso à água, à alimentação e ao banheiro, até que o ônibus responsável por levar os alunos de volta à sua cidade pudesse retornar. – Eu sou a única que estou do lado de fora da escola. Não é questão se vacinei ou não […] Isso aqui é um crime que estão fazendo – protestou. Ela também revelou que perdeu uma prova, o que agravou a sua revolta. A IFMG de Araçuaí publicou uma nota nas redes sociais enfatizando a determinação da regra para adentrar no campus e ressaltou também que a divulgação foi feita pela instituição com antecedência. SEM VACINA, NÃO STF vota contra impedimento de passaporte da vacina em universidades Por 10 votos a 1, Supremo manteve autonomia das instituições sobre a exigência ou não do comprovante de imunização O Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta sexta-feira (18), por 10 votos a 1, por manter a autonomia das universidades federais para decidir sobre a exigência ou não do comprovante de vacina contra Covid-19 para alunos participarem de aulas presenciais. Os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux seguiram o entendimento do relator, ministro Ricardo Lewandowski, que, no fim do ano passado, suspendeu um ato do Ministério da Educação que decidiu que instituições federais de ensino não poderiam exigir comprovante da imunização. O ministro Nunes Marques também acompanhou a decisão do relator, mas com ressalvas. “Ressalto que a liminar, tal qual deferida pelo Relator, é no sentido apenas de se suspender a eficácia do ato administrativo que proibiu, em caráter genérico, a exigência de comprovação do certificado vacinal. Isto não impede, porém, que as universidades federais, dentro de sua respectiva autonomia, concluam pelas medidas que lhes forem mais adequadas, aí se considerando, inclusive, atuais e futuras descobertas científicas”. Já o ministro André Mendonça votou contra a decisão do relator. O julgamento ocorreu pelo plenário virtual do STF, modalidade de votação em que os ministros registram seus votos no sistema do Supremo, sem que haja uma sessão para a leitura individual de cada voto. Em sua decisão, Lewandowski afirmou que a saúde é um dever do Estado. “Nunca é demais recordar que a saúde, segundo a Constituição, é um direito de todos e um dever irrenunciável do Estado brasileiro, garantido mediante políticas públicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, cujo principal pilar é o SUS”, justificou. No parecer do MEC, era dito que a exigência do comprovante de vacinação “como meio indireto à indução da vacinação compulsória somente pode ser estabelecida por meio de lei”. A medida foi criticada por especialistas e instituições de ensino. Partidos de oposição, então, recorreram ao STF contra o ato do governo Bolsonaro.   “O Supremo Tribunal Federal tem, ao longo de sua história, agido em favor da plena concretização do direito à saúde e à educação, além de assegurar a autonomia universitária, não se afigurando possível transigir um milímetro sequer no tocante à defesa de tais preceitos fundamentais, sob pena de incorrer-se em inaceitável retrocesso civilizatório”, escreveu, em seu voto, o ministro Ricardo Lewandowski. Clique aqui para ler a decisão de Lewandowski