Asfalto na 135, entre Manga e Itacarambi, vai sair do papel

A poeira, ou lama, buracos e dificuldades para percorrer cerca de 50 quilômetros de estrada ainda de terra que liga os municípios de Manga e Itacarambi estão com os dias contados. Nesta sexta-feira (24), em visita a Montes Claros, o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, assinou a ordem de serviço para pavimentação deste trecho da BR-135. A obra está orçada em R$ 237 milhões e a autorização foi anunciada em evento na sede da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams). “Trazemos para Montes Claros mais do que a notícia. Assinamos hoje o contrato para essa obra importante do governo federal que vai trazer desenvolvimento para a região” disse o ministro. A assinatura foi celebrada pelos municípios, que acreditam que a melhor estrutura da estrada vai favorecer o escoamento de produtos e dar vazão ao potencial econômico local, segundo a prefeita de Itacarambi, Nívea Maria Oliveira. “A pavimentação vai trazer mais empresas e facilitar o escoamento de tantos produtos que temos aqui, como os da fábrica de extrato de tomate que gera emprego e renda para tantas famílias”, comemora a gestora. Em seu segundo mandato, Nívea afirma que essa é uma demanda antiga da comunidade, com a qual está envolvida desde 2017. “Estivemos em Brasília em reuniões, juntamente com o prefeito de Manga e de São João das Missões, por onde passa a rodovia. Ela foi estadualizada, depois federalizada e acreditamos que a obra vai sair”, afirma a prefeita. (O Norte)

Diagnóstico para déficit de desenvolvimento na região é a falta de representatividade política

O vereador Rodrigo Cadeirante criticou nesta terça-feira (21),  na tribuna da Câmara Municipal de Montes Claros, a inércia dos deputados no Norte de Minas A raiz de muitos “gargalos” que emperram o desenvolvimento do Norte de Minas, segundo o vereador Rodrigo Cadeirante, é a falta de representatividade política. De acordo com ele, a população não se sente representada pelo legislativo em todos os âmbitos (municipal, estadual e federal). O vereador falou sobre o assunto durante sessão ordinária da Câmara Municipal, quando elencou alguns exemplos de como essa lacuna compromete o crescimento da região. “Os parlamentares não podem se contentar em ser apenas despachantes e alocadores de emendas. É preciso enfrentar com mais assertividade os problemas graves que afligem as pessoas”, cobrou, citando situações vivenciadas em municípios como Francisco Dumont e Grão Mogol, mas que são regra nos demais. Comum neles a falta de perspectiva, que atinge notadamente quem precisa se inserir no mercado de trabalho. Rodrigo criticou, entre outros problemas, a falta de investimento em políticas públicas que fomentem a geração de emprego. “Quando concluem sua educação fundamental, o jovem só tem duas opções: o plantio de eucalipto ou ir embora para trabalhar em outra região”, lamentou, referindo-se à sua visita a Francisco Dumont. O vereador, que também visitou Grão Mogol, cobrou dos representantes políticos um debate focado no turismo, vocação local pouco explorada por omissão política, no entendimento dele. A cidade, segundo Rodrigo, não pode ter como única alternativa a mineração – o município está recebendo empreendimento nesse segmento, de um grupo chinês. “O turismo, por outro lado, é uma forma de desenvolvimento sustentável, pois preserva a natureza, ao contrário da mineração”, argumentou. A falta de investimento na ampliação de vagas oferecidas pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para a formação de quadros qualificados também foi abordada por Rodrigo Cadeirante. No curso de medicina, por exemplo, a instituição disponibiliza apenas 20 vagas por semestre, na avaliação dele insuficientes para atender a demanda, especialmente numa região onde a população mais carente tem tanta dificuldade de acesso a atendimento médico. A existência da demanda reprimida pode ser constatada, segundo Rodrigo Cadeirante, pela grande quantidade de cursos de medicina na rede privada. “Nossos parlamentares são indiferentes ao drama dos pais que se sacrificam para pagar faculdade particular para seus filhos, justamente porque não há a quantidade necessária de vagas na Unimontes, por falta de investimento na universidade pública. Por causa disso, alguns vendem o que têm para poder custear o sonho de ver seus filhos formados. Mas, infelizmente, ninguém quer colocar o dedo na ferida, que é essa falta de representatividade política na nossa região”, denunciou.

Fantástico denuncia a volta dos manicômios disfarçados de comunidades terapêuticas

 Após a reforma psiquiátrica, os manicômios e hospícios que proliferavam país afora foram fechados, caso do Prontomente, em Montes Claros. E surgiram os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem um atendimento interdisciplinar, composto por uma equipe multiprofissional que reúne médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas. Mas estes temíveis manicômios voltaram com toda força, disfarçados de “comunidades terapêuticas”, e praticando as mesmas torturas de antigamente nos porões dos hospícios, com castigos físicos e psicológicos, racionamento de comida, doutrinação religiosa, segregação e repressão sexual, segundo reportagem do Fantástico, da Rede Globo, no último Domingo (19). O mais complicado é que os internos são obrigados a trabalhar e a construir as estruturas onde são prisioneiros. Resultado de dois meses de apuração, a equipe do Fantástico revelou a violação de direitos em comunidades terapêuticas, interferindo no cuidado das pessoas acolhidas por essas instituições, que recebem milhões do Poder Público. Para a presidenta do Conselho Federal de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRPRS), Ana Luiza de Souza Castro, a reportagem é importante por evidenciar, de maneira informativa, a violação de direitos humanos e a não existência de tratamento em comunidades terapêuticas que, em muitos casos, recebem muito dinheiro público e cometem diversas violações, como a homofobia, por exemplo. Clique aqui para assistir à reportagem completa. O Sistema Conselhos já realizou inspeções a esses locais que não são de tratamento, como afirma a presidenta do Conselho Federal de Psicologia, Ana Sandra Fernandes, uma das entrevistadas da reportagem. Em 2018, o “Relatório de Inspeção Nacional em Hospitais Psiquiátricos no Brasil” evidenciou graves situações de violação de direitos, tratamento cruel, desumano e degradante, assim como indícios de tortura a pacientes com transtornos mentais nessas instituições. A publicação é resultado da Inspeção Nacional, realizada em outubro de 2017, na qual foram visitadas 28 instituições nas cinco regiões do país, em 12 unidades da federação (11 estados e o Distrito Federal). Em dezembro de 2018, também foi publicado o relatório “Hospitais Psiquiátricos no Brasil: Relatório de Inspeção Nacional”, resultado de inspeção em 40 hospitais psiquiátricos, localizados em 17 estados, nas cinco regiões do país. Tratou-se de uma ação interinstitucional organizada pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Comunidades terapêuticas recebem milhões do Poder Público para acolher dependentes, mas submetem internos a castigos Muitas delas têm vínculos religiosos e recebem dinheiro público, mas, em dois meses de apuração, a equipe do Fantástico visitou comunidades que oferecem tratamentos que não priorizam a medicina. A Fundação Dr. Jesus, presidida pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante), recebeu denúncias sobre irregularidades em tratamentos terapêuticos. Segundo a reportagem, um dos acolhidos relatou estar de castigo, podendo se alimentar “apenas de arroz por três dias”. Em outra situação, Isidório afirma que pessoas transgênero são diabólicas. “Você deixou o Diabo lhe enganar. Você deixou o médico cortar seu pé de sofá. Ela só pensa que tem ‘bilau’. O Diabo diz ao homem que ele pode ser mulher, aí ele se veste todo, bota silicone”, disse o deputado em um dos áudios. Em outro momento, Isidório aparece com um facão na mão, e zomba da medicina: “Meu psiquiatra chegou. Seu psiquiatra chegou”. “Cabelinho quer rapá. Vai procurar um jegue. Você nasceu foi macho, rapaz”, diz o pastor em outra filmagem. Durante dois meses de investigação, o Fantástico encontrou este e outros exemplos de descaso pela ciência no tratamento de dependentes químicos em instituições que recebem dinheiro público. Os repórteres estiveram da Fundação Dr. Jesus e em outras comunidades terapêuticas que dizem contar com psiquiatras, psicólogos e enfermeiros no atendimento a pacientes. As chamadas comunidades terapêuticas recebem dependentes em álcool e drogas que têm que se internar por livre e espontânea vontade. Ainda de acordo com o Fantástico, em 2019, somente do Ministério da Cidadania, que é o responsável pelo programa de comunidades terapêuticas, saíram mais de R$ 81 milhões. No ano passado, o valor chegou a R$ 134 milhões, um aumento de 65%.

Nova espécie de árvore é descoberta na Caatinga no Norte de Minas

Achado científico foi publicada recentemente em uma revista internacional especializada em botânica. A Caatinga está presente em 11% do território brasileiro, abrangendo a região Nordeste e o Norte de Minas. Estima-se que existam pelo menos 3,2 mil espécies de plantas por lá. (Comunicação UFLA/divulgação) A Caatinga está presente em 11% do território brasileiro, abrangendo a região Nordeste e o Norte de Minas. Estima-se que existam pelo menos 3,2 mil espécies de plantas por lá. (Comunicação UFLA/divulgação) Uma nova espécie de árvore da Caatinga foi descoberta em terras mineiras. Os exemplares foram encontrados por pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla) em uma região conhecida como Furados, no Norte do Estado. O achado reforça a necessidade de conservação do bioma. Já catalogada, a Pseudobombax furadense (Bombacoideae, Malvaceae) foi classificada como vulnerável, de acordo com critérios da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), responsável pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. O trabalho é feito no Laboratório de Fitogeografia e Ecologia Evolutiva da Escola de Ciências Agrárias (Esal), da Ufla. Ao que tudo indica, a espécie só é encontrada na região – próximo a Montalvânia –, onde lajes de rochas calcárias são formadas, dando origem a uma vegetação muito específica, com poucas e esparsas árvores. “Ficamos intrigados porque apresentavam algumas características que se assemelhavam a uma espécie já descrita, porém com aspectos diferenciados, como o fato de apresentarem tricomas nas folhas (uma espécie de pelo)”, conta a doutoranda do programa de pós-graduação em Botânica Aplicada, Fernanda Moreira Gianasi. As amostras foram coletadas em agosto de 2019 e janeiro de 2020. “Descrevemos detalhadamente, a partir de características de flores, folhas, ramos, frutos e sementes. Fizemos a comparação com outras espécies e, assim, notamos que se tratava de uma nova espécie ainda não catalogada”, acrescenta Fernanda. Novos estudos sobre a biodiversidade da vegetação ainda serão feitos, segundo o coordenador do trabalho, o professor Rubens Manoel dos Santos. O docente reforça que o achado comprova que ainda existe pouco conhecimento sobre a vegetação dessas áreas. “Ressalta a importância desses ambientes dentro dos afloramentos de calcário para conservação. Nós nem conhecemos todas as espécies arbóreas que ocorrem ali, imagina falar sobre funcionalidade, ecologia e outros grupos de plantas, como epífitas e ervas, dentro desses lugares. É um caminho longo a ser percorrido para entender como são esses ambientes”. A descoberta foi publicada recentemente na revista internacional Phytotaxa, que é especializada na área botânica.

Pavimentação aos distritos de Tejuco e Pandeiros, em Januária, começa em julho

No segundo dia de visita ao Norte de Minas, o governador Romeu Zema (Novo) esteve em Januária nesta quinta-feira (9), onde assinou autorização para início das obras de pavimentação da MG-479. As intervenções serão feitas no trecho que liga a sede urbana de Januária aos distritos de Tejuco e Pandeiros. A assinatura do governador dá o aval para o Departamento de Estrada e Rodagem (DER) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) iniciarem os trabalhos. A obra, que faz parte do Programa Provias, inclui o melhoramento e pavimentação de 46,6 quilômetros da rodovia. Serão investidos R$ 79 milhões e a previsão de início é em julho deste ano. A rodovia MG-479 é uma importante estrada que liga o extremo Norte do Estado a cidades da região Centro-Oeste do Brasil. A pavimentação da estrada é uma demanda de mais de 60 anos e vai impulsionar a economia local, aumentar a segurança dos usuários e diminuir o tempo de deslocamento das viagens. SONHO ANTIGO “A pavimentação da MG-479 é um sonho antigo da população. É uma estrada que interligará Januária a distritos populosos, melhorando a vida dos moradores e levando o desenvolvimento”, afirmou o governador. Ele lembrou que mais de R$ 500 milhões estão sendo investidos na recuperação da malha rodoviária do Norte de Minas por meio do Provias. “A MG-401, que atende o Projeto Jaíba, também será beneficiada. Já a maior intervenção é a ponte sobre o rio São Francisco, que interligará o município de São Francisco a Pintópolis”, disse. PROVIAS Na região Norte do Estado estão sendo realizadas dez obras do programa Provias. Ao todo, serão investidos R$ 385 milhões em pavimentação, recuperação funcional de vias e construção de pontes. As ações do Provias se dividem em dois eixos: recuperação funcional, com objetivo de promover melhorias no pavimento das estradas em pior estado de conservação; e pavimentação e construção de pontes, com foco em viabilizar novas ligações entre importantes regiões de Minas Gerais. As intervenções visam reverter a situação precária em que se encontram muitas rodovias mineiras devido ao baixo investimento realizado por governos anteriores na manutenção das estradas. Saneamento ampliado Além da pavimentação da MG-479, o governador Romeu Zema anunciou as obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Januária. Com investimentos de R$ 24 milhões, as intervenções irão aumentar de 30% para 70% a parcela da população atendida com coleta e tratamento de esgoto. Essa é uma demanda histórica e reivindicada há anos pelos moradores. Desde 2019 até o momento foram destinados um total de R$ 37,8 milhões, um recorde de investimentos em saneamento na cidade. Outros R$ 50 milhões devem ser investidos entre 2024 e 2026. Mais de 18 mil pessoas que residem na parte alta do município serão beneficiadas com a implantação de 75 mil metros de redes coletoras de esgoto, construção de duas estações elevatórias e instalação de 6.303 ligações domiciliares. A previsão é a de que as obras sejam concluídas em 18 meses. Os bairros contemplados são Aeroporto, Alameda, Alto dos Poções, Brasilina, Caic, Eldorado, Jardim Daniel, Jatobá, Jussara, Mangueiras, Terceiro Milênio, São João e São Miguel. IMPACTO Zema afirmou que a visita a Januária tem um grande significado para os moradores. “É uma satisfação anunciar que a Copasa levará água tratada e fará a coleta e tratamento do esgoto para uma parte importante da cidade. Até 2026, o município receberá mais R$ 50 milhões para ampliar as obras de saneamento. Isso significa que o cidadão passará a ter mais qualidade de vida”. A gerente regional de Januária, Melissa Lima, ressaltou a importância da obra para o município, que proporcionará benefícios sociais e econômicos voltados à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida. “O tratamento de esgoto, entre outras vantagens, possibilita que a cidade receba o ICMS Ecológico, um meio de incentivo aos municípios para a criação de mais áreas de preservação ambiental, além de melhorar a qualidade dos espaços já existentes”, explicou. Outro benefício é a erradicação de doenças de veiculação hídrica, controle da proliferação de vetores, melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e mudanças positivas nos aspectos urbanísticos, com a valorização imobiliária e o crescimento socioeconômico da cidade e da região. *Com Agência Minas

Funemp destina 3 milhões para a construção do Aterro Sanitário em Icaraí de Minas

Com recursos do Fundo Especial do Ministério Público, seis lixões no Norte de Minas serão encerrados após convênio firmado entre o MP e o Codanorte O Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário Para o Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas (Codanorte) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) assinaram, nessa quinta-feira (9), em Montes Claros, o convênio no valor de R$ 2.999.950,00 milhões para a construção do Aterro Sanitário em Icaraí de Minas, que vai atender as cidades de Brasília de Minas, Ubaí, São Francisco, Campo Azul, e Luislândia. Encerrando, então, seis lixões. Além disso, o recurso também será destinado à construção de Unidade de Triagem e Compostagem Intermunicipal (UTC), e implantação da coleta seletiva, para que somente o que não tiver valor agregado seja enterrado nos aterros. E, ao mesmo tempo, seja potencializada a reciclagem. O presidente do Codanorte e prefeito de Francisco Dumont, Eduardo Rabelo, comenta que com a construção das obras de Aterro sanitário e Usina de Triagem e Compostagem, a estimativa é que cerca de 120 toneladas de resíduos sólidos deixem de ser jogados diariamente nos lixões. “Hoje a sensação é de dever cumprido ao poder anunciar que mais seis lixões serão encerrados nos nossos municípios. Com isso, estamos contribuindo para o meio ambiente, principalmente nesta semana que se comemora o Dia Mundial do meio ambiente para lembrarmos que precisamos encontrar medidas eficazes para essa preservação. Esse é o nosso propósito: continuarmos firmes nesse objetivo de um Norte de Minas mais sustentável”, celebrou Eduardo Rabelo. Na ocasião, o Codanorte prestou Homenagem de reconhecimento ao MPMG, ao Funemp, ao procurador-geral Jarbas Soares, e ao promotor Paulo César Vicente pela aquisição de equipamentos pelos trabalhos prestados ao meio ambiente. Também foi feita a entrega simbólica do maquinário do Aterro Sanitário do Arranjo de Icaraí de Minas. “O Codanorte é uma entidade representativa dos municípios e quê tem feito um trabalho interessante, nesse caso, abriu as portas do Fundo do Ministério Público para as prefeituras, para os prefeitos e para as comunidades. E com um projeto de alcance social, pois a proteção do meio ambiente é uma das finalidades também do ministério público. Por isso, é importante que os projetos que forem apresentados ao Fundo, tenho essa vertente social. Parabenizo o Codanorte, o presidente Eduardo Rabelo e todos os prefeitos do Norte de Minas”, destacou o procurador Jarbas Soares. Para o prefeito de Icaraí de Minas, Gonçalo Antônio Mendes Magalhães, as obras colocam fim a uma luta de anos. “O município vai receber todo esse resíduo produzido nas seis cidades. Dando uma solução ambientalmente adequado para o lixo. Conseguimos alcançar um grande feito com essas obras que vai beneficiar tanta gente”, disse. Compuseram a mesa de autoridades o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior; o presidente do Funemp, Jacson Rafael Campomizzi; a ouvidora do MPMG, Nádia Estela Ferreira Mateus; a presidente do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC), procuradora de Justiça Thaís de Oliveira Leite; a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Carvalho de Melo; o vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães; o presidente do Codanorte, Eduardo Rabelo Fonseca; o deputado federal Igor Timo; a deputada estadual Leninha; o deputado estadual Gil Pereira; o presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, vereador Cláudio Rodrigues; o presidente do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams) e prefeito de Patis, Valmir Morais, o presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), prefeito de Padre Carvalho José Nilson Bispo de Sá, e o tesoureiro da OAB de Montes Claros, Henrique Tondineli Neto.

Mirabela: Tempo de cuidar do Meio Ambiente – Por Pedro Ruas Neto

 Junho, Mês do Meio Ambiente. Tempo de defendermos a Natureza mais ardorosamente, principalmente em Mirabela, nossa cidade natal e da carne de sol e do pequi. Tempo de lembrarmos da época em que o Rio do Beco (Brejinho) servia para lazer, tomar banho, lavar carros e roupas. Hoje está assoreado, cheio de areia e lixo em suas margens Tempo de lembrarmos que, mais abaixo, as grutas e as pequenas cachoeiras na fazenda de Tião de Romão e dona Helena eram rotina para visitas de crianças, jovens e adultos. As crianças e a juventude se esbaldavam nas águas (hoje poluídas) e com os pés de frutas que existiam pelo caminho. Tempo de lembrar que em quase todos os quintais tinham muitos pés de frutas como goiaba, manga, abacate e até mesmo umbu. Alimentavam a todos e serviam para fazer doces maravilhosos. As praças eram repletas de árvores frondosas que davam sombra para um bate-papo saudável, na maioria das vezes alegres e descontraídos. Mas também serviam para compartilhar confidências e segredos. Tempo de recordar da época em que deixavam os pequi caírem por si só, sem serem arrancados à força e comercializados de forma enganosa. Uma pena perceber que isso vem acontecendo com a maioria das frutas, o que prejudica as safras futuras. Tempo de lembrar de quando o Riachão era um rio caudaloso, atraindo crianças, jovens, adultos e idosos. Um atrativo para todos e uma benção para produtores de Mirabela e região. Hoje está agonizando e em alguns pontos seu leito pode ser atravessado sem se molhar os pés. Uma triste realidade. É tempo de refletirmos e de plantarmos mais árvores e não de derrubá-las. Enfim, nosso futuro depende de como vamos lidar com o meio ambiente. Vamos refletir sobre como cuidar melhor de nossa Natureza para que Deus possa nos iluminar e proporcionar vida a nós e às gerações futuras. Viva a vida. Viva o Meio Ambiente de Mirabela e do Mundo. Para o bem de todos nós. * Jornalista e servidor público de Montes Claros.

Tragédia de Brumadinho viabilizará a construção da ponte no Velho Chico

Com mais de 1 quilômetro de extensão, obra ligará os municípios de Pintópolis e São Francisco, na região Norte do estado Foi iniciada a construção da ponte sobre o Velho Chico, que ligará os municípios de Pintópolis e São Francisco, na região Norte do estado. Esta ponte é uma demanda antiga dos moradores da região, que reivindicam a obra desde os anos 1950, época em que Juscelino Kubitschek, ainda candidato ao governo, tinha como mote de campanha o binômio “Energia e Transporte”.  A ponte será uma das maiores já construídas em Minas, com 1.120 metros de extensão e 13,8 metros de largura, além de um acesso de aproximadamente 3 quilômetros. De acordo com o jornalista Thiago Herdy, em sua coluna no UOL, os recursos de R$ 113 milhões, foram oriundos do Termo de Reparação assinado pelo governo de Minas com a Vale, que teve o procurador-geral, Jarbas Soares Júnior, como um de seus negociadores, em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho. Segundo Herdy, o pedido para a construção desta ponte foi feita pelo chefe do MP mineiro, para atendimento à demanda da cidade de sua família, fato que causou constrangimento entre representantes dos órgãos à mesa de negociação, mas nem por isso deixou de ser atendido. Jarbas Soares, que embora tenha nascido em Montes Claros, passou a infância e a juventude em São Francisco. As equipes do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) já trabalham na compactação da área do pátio de estocagem e armazenamento de vigas, que serão utilizadas na edificação da ponte. Também estão sendo realizados o levantamento topográfico e a verificação da batimetria, que é a medição da profundidade do rio. Tragédia Ocorrido em 25 de janeiro de 2019, após o rompimento de uma barragem na Mina Córrego do Feijão, a tragédia deixou 270 mortos, dos quais 11 corpos ainda estão desaparecidos. O episódio também causou destruição de comunidades, devastação ambiental, impactos socioeconômicos em diversos municípios e poluição no Rio Paraopeba.

Morre o padre José Antista, o mais antigo pároco de Janaúba, aos 100 anos de idade

O Prefeito de Janaúba, José Aparecido Mendes, decretou luto por três dias pelo falecimento do padre José Antista Por Oliveira Júnior * Adeus, Padre José Antista. O mais antigo pároco de Janaúba faleceu às 5h45 da madrugada desta quarta-feira, dia 25 de maio. Ele não resistiu à enfermidade que o levou a ser internado no hospital da Santa Casa, em Montes Claros, onde foi submetido à cirurgia nesta semana após sobre uma queda em casa, em Janaúba, e fraturar o fêmur. O prefeito de Janaúba, José Aparecido Mendes Santos, lamentou a morte do Padre José Antista e assinará nesta manhã o ato em que decreta luto por três dias pelo falecimento do mais antigo líder religioso do município. Padre José ou Giuseppe Presinzano estava com 100 anos de idade, completados em 18 de janeiro deste ano quando foi reverenciado pelos fiéis e amigos durante missa celebrada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus. O italiano Giuseppe veio para esta cidade em 1963 com o nome de José Antista e a missão de evangelizar os janaubenses e gorutubanos. 59 anos que ele viveu em Janaúba. Padre José Antista em 2022 Dois anos atrás, durante a missa pelos seus 98 anos, Padre José Antista teria dito que uma das características na vida é a gratidão. “Tenho que dá graças a Deus por tanto de bençãos que tenho recebido”, comentou o líder religioso em janeiro de 2020. Responsável pelas inúmeras celebrações de casamento e batizado neste município, o italiano mantinha o carisma com a população e por muito tempo de sacerdócio sempre lembrava os nomes e a fisionomia daqueles que receberam a sua benção. Padre José Antista parte eternamente, mas deixa o legado de um centenário de dedicação em transmitir ao público a mensagem de fé, paz, amor, esperança, união, paciência, compreensão e alegria. Padre José Antista, o eterno reverendo deste município com incontáveis celebrações religiosas, matrimoniais, batismos, ação de graça e a celebração da e pela vida. * Jornalista e Editor do Blog Oliveira Júnior

Semana Laudato Si’ propõe novos estilos de vida para responder ao grito da terra

A Semana Laudato si’ está de volta, apresentando eventos com ressonância global, regional e local, cada um vinculado a um objetivo particular da encíclica Laudato si’ e dos sete setores da Plataforma de Iniciativas Laudato si’. Todos eles serão focados no conceito de ecologia integral. Espera-se a participação de centenas de milhares de católicos para intensificar os esforços da Plataforma de Iniciativas: este é um novo instrumento que permite as instituições, as comunidades e as famílias de implementarem plenamente o Documento do Papa. Biodiversidade, crises climáticas e acolhida dos pobres Entre os tópicos principais que serão explorados estão: como os católicos podem combater o colapso da biodiversidade; o papel dos combustíveis fósseis nos conflitos e na crise climática; como todos os cidadãos podem acolher os pobres na nossa vida diária. Entre os encontros programados, há um centralizado na possibilidade de dar força às vozes indígenas que terá a participação da Irmã Alessandra Smerilli, Secretária do mesmo Dicastério. Foco aumentar a força das vozes indígenas “Resposta ao Grito da Terra” é o tema da segunda-feira, 23 de maio, com um evento que será transmitido ao vivo da Universidade Católica Australiana de Roma. O tema será como reequilibrar os sistemas sociais com a natureza e contará com a participação do padre Joshtrom Kureethadam: a sua contribuição será importante para dar força às vozes indígenas em vista da conferência da ONU sobre biodiversidade que será realizada este ano. O tema do dia seguinte será “Apoiar a ECO-mmunity: Acolher os pobres”. A quarta-feira será dedicada à economia ecológica, analisada sob o aspecto dos combustíveis fósseis, da violência e da crise climática. Enquanto que na quinta-feira 26, o tema será a adoção de estilos de vida sustentáveis: investimentos coerentes com a fé. Na sexta-feira à tarde terá a pré-estreia de um documentário sobre a “Laudato si”. No sábado à noite, será aprofundado o âmbito da espiritualidade ecológica. Por fim, no domingo 29 de maio será concluído com o tema da resiliência e empoderamento da comunidade como parte do caminho sinodal. Para as 15h deste dia conclusivo está previsto um encontro de oração. Oradores internacionais Os outros palestrantes serão: Theresa Ardler, Oficial de Ligação da Pesquisa Indígena na Universidade Católica Australiana, diretora e proprietária da Gweagal Cultural Connections; Vandana Shiva, fundadora da Navdanya Research Foundation for Science, Technology and Ecology na Índia e presidente da Navdanya International; Angela Manno, artista premiada; Greg Asner, diretor do ASU Centre for Global Conservation Discovery and Science. O programa completo da Semana Laudato si’ Week – está disponível no link LaudatoSiWeek.org – e inclui eventos em Uganda, Itália, Irlanda, Brasil e Filipinas e – com exceção do documentário – será transmitido nos canais Facebook e YouTube do Movimento Laudato si’. Fonte: Arquimoc