Preço médio da banda larga fixa no Brasil é de R$ 3,50 por cada Mbps

A Anatel divulgou um relatório sobre o mercado de banda larga brasileiro no começo desta semana. O documento tem dados sobre a posição do País no cenário global, média de velocidade no território, disponibilidade de fibra ótica, entre outros dados – um dos mais significativos mostra que o preço médio por 1 Mbps é de R$ 3,50, o que representa uma redução de 83% nos últimos oito anos. Em termos de acessos totais, o Brasil é o sexto país do mundo, com 2,8% do mercado global. Quem lidera é a China, com 38,5% de participação, seguida por Estados Unidos (10,7%), Japão (4%), Alemanha (3,2%) e Rússia (3%). O País, no entanto, não figura na lista que mede a densidade da internet banda larga fixa, ou seja, o número de acessos para cada 100 habitantes. Quem lidera esse ranking é Gibraltar (50,25%), mas o seu total de acessos é baixo. A França, por exemplo, é um país com número total de acessos considerável (7º lugar) e que aparece com 43,75% dos habitantes atendidos. A densidade do Brasil é de apenas 13,7%. Preço médio do Mbps O relatório detalha o preço médio do megabit por segundo no Brasil e mostra, inclusive, quais operadoras são as mais baratas. O documento revela que em 2010, 1 Mbps custava, em média, R$ 21,20; em 2018, o preço passou para R$ 3,50. A redução no preço foi de 83%. Este é o ranking por operadora: Claro/NET – R$ 2,70; Oi – R$ 2,90; TIM – R$ 3,10; Vivo – R$ 3,30; Sercomtel – R$ 5,50. Velocidade média pelo País A Anatel diz que o Brasil tem velocidade média de 24,62 Mbps. No entanto, os números são bastante diferentes de acordo com cada estado: São Paulo lidera a média de velocidade, com 30,39 Mbps; em seguida vem Distrito Federal, com 27,61 Mbps, e Ceará, com 27,23 Mbps. Os donos dos piores resultados são Roraima, com 7,88 Mbps; Amapá, com 8,70 Mbps; e Rondônia, com 11,13 Mbps. Apesar das médias, há uma grande proporção de usuários de banda larga fixa com velocidades mais baixas: acima de 34 Mbps: 26,1% das conexões de banda larga; 12 Mbps a 34 Mbps: 26%; 2 Mbps a 12 Mbps: 31,5%; 512 Kbps a 2 Mbps: 15,1%; inferior a 512 Kbps: 1,3%. Presença de fibra ótica A presença da fibra ótica também é tímida em algumas regiões. O documento mostra que 35,6% dos municípios brasileiros ainda não possuem a tecnologia. No Piauí, apenas 17,9% dos municípios têm a tecnologia, seguido pelo Amazonas (37,1%) e pela Paraíba (39,5%). Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina possuem 100% das cidades com fibra ótica. São Paulo fica em 5º lugar, com 90,5% de seus municípios fibrados. Satisfação dos consumidores A Anatel também faz um ranking de satisfação dos consumidores, separado por temas. O cliente deu a menor nota para o cancelamento de serviços e pacotes (5,09 de 10), seguido por tempo de espera para falar com atendente (5,48) e resolução de problema de cobrança (5,56). As melhores avaliações foram para qualidade da instalação do serviço (7,65), cumprimento do prazo para instalação (7,43) e tempo de espera entre solicitação de instalação e a visita do técnico (7,28). Para a surpresa de ninguém, contratar é fácil. Cancelar que é difícil.
Anatel: bloqueio de celulares ‘piratas’ chega a todo o Brasil

O bloqueio de celulares “piratas“, aqueles que não tem certificação, foi expandido para todo o país neste domingo, 24, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) expandiu neste domingo, 24. Na fase final do projeto Celular Legal, deixarão de funcionar os aparelhos irregulares em 15 estados. Antes, 244.217 celulares de outros 11 estados e do Distrito Federal já haviam sido boqueados desde o início do ano. Entram no bloqueio a partir deste domingo os seguintes estados: Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e São Paulo Deixarão de funcionar os aparelhos sem certificação da Anatel, cujos roubos tenham sido notificado às autoridades e aparelhos com IMEI (International Mobile Equipment Indentity) adulterado – o número único de identificação de cada aparelho, que aparece na caixa do produto ou em um adesivo na bateria. Celulares comprados fora do Brasil não serão bloqueados desde que atendam certificações internacionais aceitas pela Anatel. O iPhone, celular favorito dos brasileiros em compras fora do País, obedece as exigências. O desligamento, diz a Anatel, é justificado porque os aparelhos piratas podem ser perigosos para saúde dos usuários, pois costumam ter grande quantidade de chumbo e cádmio, não têm garantias de limites de radiações eletromagnéticas e usam materiais de baixa qualidade, como carregadores e baterias sujeitos a quebras e explosões. Além disso, os bloqueios combatem a falsificação e clonagem de IMEIs. Para saber se um celular é certificado pela Anatel basta procurar por um selo presente no carregador e no verso da bateria. (com Estadão Conteúdo)
O dia em que Reinaldo marcou um gol contra a ditadura militar

Há 40 anos, na Copa da Argentina, o atacante que comemorava gols com punho cerrado desafiou o comando do regime militar Reinaldo repete o gesto do punho cerrado em frente ao Mineirão.PEDRO SILVEIRA Era o gol de empate do Brasil. Foram poucos segundos para tomar uma decisão importante: erguer o braço direito, com o punho cerrado, ou “deixar pra lá”? Aos 21 anos, Reinaldo Lima, mineiro de Ponte Nova, já era o craque do Atlético-MG. Chegou à Copa do Mundo de 1978 como camisa 9 da seleção brasileira, que estreou no torneio em 3 de junho daquele ano, contra a Suécia, em Mar del Plata. O time escandinavo abriu o placar. Mas, aos 45 minutos do primeiro tempo, Toninho Cerezo cruzou da direita, Reinaldo se antecipou ao zagueiro Roy Andersson e empurrou para as redes. O ato que se seguiu ao gol foi encarado como uma afronta aos governos militares espalhados pela América do Sul. Uma decisão por impulso. Mas também por rebeldia. Inspirado no movimento dos Panteras Negras e na dupla John Carlos e Tommie Smith, os atletas negros americanos que protestaram contra o racismo na Olimpíada de 1968, Reinado comemorava seus gols com o punho em riste. “No meu caso, era um gesto socialista, em protesto pelo fim da ditadura”, conta. Ele já havia acirrado sua postura combativa ao regime militar no Brasil três meses antes da Copa, quando alegou ter sido impedido de disputar a final do Campeonato Brasileiro diante do São Paulo por causa de uma punição manobrada entre cartolas e o Governo. Naquela época, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) era comandada por militares, sob a presidência do almirante Heleno Nunes. Reinaldo foi suspenso após julgamento por uma expulsão que acontecera no mês anterior. O centroavante, que não era visto com bons olhos por Nunes e seus subordinados, se convenceu de que o regime estava por trás da suspensão e passou a ser ainda mais crítico à ditadura. Por ter seu inconfundível talento reivindicado na Copa pelo clamor popular, acabou convocado pelo treinador Cláudio Coutinho, que era capitão do Exército. Antes do embarque para a Argentina, jogadores e comissão técnica da seleção foram recebidos pelo presidente Ernesto Geisel no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Em discurso oficial, o general deixou implícita uma mensagem opressiva: “Ponham de lado os sentimentos pessoais e façam do time um conjunto que realmente possa trazer a vitória”. Ao cumprimentar Reinaldo, relata o ex-jogador, Geisel teria transmitido a ordem de forma mais clara: “Vai jogar bola, garoto. Deixa que política a gente faz”. Mais tarde, na concentração, André Richer, chefe da delegação brasileira, comunicou a Reinaldo que tanto a CBD quanto o regime militar consideravam o gesto ao celebrar os gols “revolucionário demais”. A recomendação era para que não repetisse aquele tipo de comemoração nos campos argentinos nem tecesse comentários sobre política em entrevistas. A Argentina que recebia pela primeira vez um Mundial sofria com as violentas consequências do golpe militar liderado em 1976 pelo general Jorge Videla, que, décadas depois, seria condenado à prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos durante seu Governo. Nesse contexto, a Copa tinha um enorme peso político para os argentinos. Reinaldo sabia que seu gesto repercutiria muito além do campo de futebol. Hesitou ao empatar o jogo contra os suecos. Porém, a cena do punho erguido, que durou pouco mais de dois segundos, ficou marcada como o momento mais emblemático de sua trajetória na seleção brasileira. “Quando o presidente [Ernesto Geisel] falou aquilo, eu fiquei meio assim, pensativo. Mas, na hora que fiz o gol, não teve jeito. Levantei o braço, não resisti… E aí já era.” Depois do jogo, no hotel da seleção, Reinaldo lembra ter recebido um envelope anônimo da Venezuela. Era, segundo ele, um documento com informações em espanhol sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em um acidente de carro, dois anos antes. Se deu conta, então, de que poderia estar no radar da Operação Condor, aliança entre ditaduras sul-americanas para perseguir opositores dos regimes militares. “Fiquei aterrorizado, mas não contei a ninguém a respeito do documento”, diz o ídolo atleticano, que foi barrado do time titular por Coutinho depois do empate com a Espanha. Tinha problemas físicos desde a preparação para a Copa. Treinava de calças compridas para esconder o inchaço no joelho. Mas acredita ter ido para a reserva por determinação do almirante Heleno Nunes, que, após o duelo contra os espanhóis, cobrou publicamente da comissão técnica mexidas na equipe. O Brasil avançou até a segunda fase do Mundial. Para se classificar à final, dependia que o Peru não fosse goleado pela Argentina. Os donos da casa venceram por 6 a 0, em uma partida cercada pela suspeita de suborno aos peruanos. Minutos antes do apito inicial, Videla adentrou o vestiário dos visitantes, deixando encabulados os jogadores que vestiam o uniforme. Nenhum deles jamais admitiu ter recebido dinheiro para entregar o jogo, mas alguns justificariam, nas décadas seguintes, que o encontro com o general teria desestabilizado a equipe. “Aquilo foi um desrespeito ao futebol”, afirma Zico, que, assim como Reinaldo, também perdeu a posição no time brasileiro durante a Copa. “Tanto que o povo do Peru recebeu sua seleção arremessando moedas.” “O corpo fascista do país começou a me minar. Não só moralmente, mas com assédio de todo o tipo. Falavam que eu era cachaceiro, maconheiro, viado. Fui massacrado sozinho” No fim das contas, Videla e todo o governo militar argentino festejaram o primeiro título mundial, conquistado em cima da Holanda. Já Reinaldo tão cedo não encontraria motivos para comemorar novamente. Mal retornou ao Brasil e pegou um avião em direção aos Estados Unidos, onde voltou a operar o joelho. Aproveitou o período de recuperação para entregar o documento que havia recebido na Argentina ao cantor e compositor Gonzaguinha, outro desafeto da ditadura, que morreu em 1991 sem nunca ter revelado ao amigo jogador o destino do material contido no envelope. Geisel, o general que apertou sua mão antes da Copa e o aconselhara a
Ditadura e futebol mineiro: histórias de luta, poder e censura seguem vivas

– DITADURA MILITAR – 55 anos depois – Ex-jogadores, ídolos, jornalistas e historiadores relembram como os anos de chumbo influenciaram o principal esporte de Minas Gerais entre 1964 e 1985 Há exatos 55 anos, em 31 de março de 1964, o Brasil começou a viver sob o regime militar com o general Castelo Branco assumindo o comando depois da deposição de João Goulart. Foi um período de forte repressão e limitação de liberdades que durou até 1985, com a eleição indireta de Tancredo Neves à presidência da República. Nesse cenário, o futebol nacional se tornou uma das plataformas utilizadas como propaganda da ditadura. Em Minas Gerais, não foi diferente. De forma direta ou indireta, envolveram-se e foram envolvidos nesse ambiente grandes ídolos, clubes, Federação Mineira de Futebol (FMF) e o próprio Mineirão. “A criação da Loteria Esportiva, em 1970, do Campeonato Brasileiro, em 1971, e a nomeação do Marechal Heleno Nunes para a presidência da Confederação Brasileira de Desportos (CBD, antiga CBF), em 1975, são fatos que demonstram que o futebol se tornou um campo de distensão do poder dos militares”, relata o professor Euclides Couto, pós-doutor em história pela Universitat Ramon Llull, de Barcelona. Segundo o pesquisador, a primeira vez em que a ditadura se fez perceber no futebol de Minas Gerais foi na nomeação do coronel José Guilherme Ferreira, em 1966, para a presidência da FMF. O mandatário recém-empossado era chefe do Gabinete Militar e braço direito do então governador Magalhães Pinto, homem-forte do regime no estado e que até hoje dá nome ao Mineirão. Reinaldo e a resistência Reinaldo durante comemoração pelo Atlético com punho cerrado (Foto: Arquivo EM)O punho cerrado erguido a cada comemoração de gol fazia explodir em alegria milhares de torcedores do Atlético no Mineirão durante os anos 1970 e 1980. Ídolo maior do clube, Reinaldo não era apenas a referência de uma geração. Por meio de um gesto aparentemente simples, o ex-jogador sintetizava a resistência ao golpe militar. “Meu gesto era um alento aos socialistas, um sinal de apoio e unidade perante uma causa”, explicou, em trecho publicado na biografia Punho Cerrado. O ano de 1978 foi marcante para Reinaldo. As grandes atuações no Atlético o garantiram na lista de convocados pelo capitão do Exército e técnico da Seleção Brasileira, Cláudio Coutinho, para a Copa do Mundo na Argentina. O ativismo político, entretanto, incomodava o poder. Ainda no Brasil, o jogador relata no livro um encontro com Ernesto Geisel, no qual recebeu um recado bem claro: “O general, com sua farda verde-oliva, disse que eu jogava muito bem, mas que eu não deveria falar de política porque disso eles cuidavam. Tudo isso em um tom imperativo e firme”. As advertências seguiram quando André Richer, chefe da delegação, pediu o fim da comemoração com o punho cerrado, conta Reinaldo. A tentativa de inibi-lo não funcionou. Na Argentina – que também vivia em regime ditatorial –, o atacante marcou, como de praxe, e não hesitou ao erguer o punho. Nos jogos seguintes, amargou o banco de reservas. Daí em diante, as perseguições – seja na Seleção, seja por parte da CBD nas campanhas de vice-campeonato brasileiro do Atlético, em 1977 e 1980 – continuaram. De “revolucionário”, Reinaldo passou a ser associado às drogas e ao alcoolismo. A amizade com o radialista Tutti Maravilha, assumidamente homossexual, ainda repercutiu negativamente numa sociedade homofóbica. “Transar com o Tutti, minha gente, seria o mesmo que cometer um incesto. Se saio à noite com mulheres, sou boêmio. Se não saio, sou viado. O que fazer?”, ironizou o ex-jogador, em entrevista à Revista Placar, em 1981. Em 1982, Reinaldo ficou fora da Copa do Mundo da Espanha após atritos com o técnico Telê Santana. Leia a matéria completa do Superesportes AQUI
Cruzeiro vence América e amplia vantagem na semifinal do Mineiro

– Em tarde de Fred, com três gols, Raposa bate Coelho por 3 a 2 e pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta para se classificar à final . Equipes voltam a se enfrentar no sábado, às 19 horas, no Mineirão O Cruzeiro ampliou a vantagem sobre o América ao vencer o clássico deste domingo por 3 a 2, no Independência, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro. O grande destaque da partida foi o atacante Fred, que marcou os três gols celestes e assumiu a artilharia do Estadual, com 10 tentos. Descontaram para o Coelho o zagueiro Diego Jussani e o atacante Jonatas Belusso, ambos em finalização de cabeça. No próximo sábado, às 19h, Cruzeiro e América voltam a se enfrentar, desta vez no Mineirão. Como terminou a primeira fase com campanha superior à do Coelho, o time comandado pelo técnico Mano Menezes avançará à decisão mesmo se perder por um gol de diferença. Antes de pensar no segundo duelo do regional, a Raposa terá compromisso contra o Emelec pela terceira rodada do Grupo B da Copa Libertadores, às 21h30 desta quarta-feira, no Estádio George Capwell. A delegação embarca em voo fretado para Guayaquil, no Equador, na tarde desta segunda. O jogo Tanto América quanto Cruzeiro precisaram efetuar mudanças em suas escalações. Givanildo Oliveira trocou o lesionado Juninho por Christian, além de manter Ronaldo na vaga do lateral-direito Leandro Silva, em tratamento de estiramento muscular na coxa esquerda. Já Mano Menezes, por orientação do departamento médico, poupou Edilson e Rodriguinho. Os respectivos substitutos foram Orejuela e Rafinha. Os números do primeiro tempo calculados pelo Footstats mostraram vantagem cruzeirense na posse de bola (52,74% a 47,26%) e em troca de passes (266 a 195). No quesito finalizações houve empates: seis para cada lado, sendo apenas uma em direção ao gol. Foi justamente o faro de artilheiro que fez a diferença aos 17min. Após passe de Rafinha nas costas do lateral-direito Ronaldo, Egídio apareceu na linha de fundo e cruzou no segundo poste para Fred balançar a rede: 1 a 0. No segundo tempo, Givanildo Oliveira tentou dar velocidade ao ataque americano colocando Neto Berola no lugar de Felipe Azevedo. Só que uma falha na intermediária do campo de defesa acabou custando caro à equipe. Aos 6min, Zé Ricardo errou domínio de bola, foi pressionado por Marquinhos Gabriel e Robinho e acabou desarmado. Livre na ponta esquerda, o camisa 19 cruzeirense tocou rasteiro para Fred fazer o segundo de dentro da grande área: 2 a 0. O América deu indícios de que poderia buscar uma reação aos 11min. Em escanteio cobrado por João Paulo, o zagueiro Diego Jussani subiu mais que Egídio e cabeceou no ângulo esquerdo de Fábio: 2 a 1. Givanildo até colocou sangue novo na equipe, com a entrada de França na vaga de Matheusinho, mas o Coelho não transformou a supremacia na posse de bola em finalizações de perigo contra o goleiro Fábio. O Cruzeiro, por outro lado, continuou explorando os ataques pelas beiradas de campo. Aos 27min, Dedé deu chutão, Marquinhos Gabriel passou pelas costas de Ronaldo e conseguiu alcançar a bola na linha de fundo. O passe rasteiro para o meio da área encontrou Fred, que marcou o terceiro dele no clássico e o 10º no Campeonato Mineiro: 3 a 1. Tudo indicava que a Raposa levaria vantagem confortável para a segunda partida, mas o Coelho se manteve vivo na semifinal ao fazer o segundo gol em cabeceio de Jonatas Belusso, após nova assistência de João Paulo: 3 a 2. Agora, o time americano terá de conseguir uma façanha para ir à final: ganhar por dois gols de vantagem no Mineirão. AMÉRICA 2X3 CRUZEIRO AMÉRICAFernando Leal; Ronaldo, Paulão, Diego Jussani e João Paulo; Christian e Zé Ricardo; Marcelo Toscano (Jonatas Belusso, aos 31min do 2ºT), Matheusinho (França, aos 24min do 2ºT) e Felipe Azevedo (Neto Berola, no intervalo); Júnior ViçosaTécnico: Givanildo Oliveira CRUZEIROFábio; Orejuela, Dedé, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Romero; Rafinha (Vinícius Popó, aos 39min do 2ºT), Robinho e Marquinhos Gabriel (Jadson, aos 32min do 2ºT); Fred (Sassá, aos 35min do 2ºT)Técnico: Mano Menezes Gols: Diego Jussani, aos 11min do 2ºT (AME); Fred, aos 17min do 1ºT; aos 6min e aos 27min do 2ºT (CRU) Cartões amarelos: França, aos 29min do 2ºT (AME); Robinho, aos 2min, Egídio, aos 37min, Orejuela, aos 44min do 2ºT (CRU) Motivo: jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro Estádio: Independência Data: domingo, 31 de março de 2019 Árbitro: Marcelo de Lima Henrique Assistentes: Bruno Boschilia e Felipe Alan Costa de Oliveira Árbitro de vídeo (VAR): Wagner do Nascimento Magalhães Assistente do VAR: Carlos Berkenbrock Público: 6.746 Renda: R$ 99.035,00
Direitos Humanos e políticas públicas – Por Leninha Souza

– Desde cedo percebi que o mundo era muito desigual. Na escola pública onde estudei já era visível a diferença entre os colegas que tinham tudo e alguns que, assim como eu, tinham muita dificuldade para adquirir cadernos, livros, fazer passeios, participar das festas escolares. Isso sempre me incomodou e me fez questionar: por que uns tinham e outros não? Ainda que de forma inconsciente, menina, eu já invocava o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos que prevê que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. O sentimento de que era preciso fazer algo para que o mundo pudesse ser menos desigual – do ponto de vista econômico, do acesso à educação, à saúde e cultura – me levou a trabalhar em associações de bairros e nas pastorais católicas. Ali se iniciou uma luta para que todos tivessem direito às mesmas oportunidades e a garantia daquilo que é princípio para a dignidade humana: o direito à moradia, a uma boa educação, à saúde. Nas comunidades rurais onde trabalhei, assisti a todo tipo de desrespeito à direitos elementares. Vi comunidades sem água para beber, vi famílias inteiras plantando a roça uma duas, três vezes, porque a chuva não chegava e o poder público ignorava a seca. Vi mulheres sozinhas junto aos filhos pequenos durante cinco, seis meses enquanto os maridos iam para a colheita do café, para o corte de cana. Falar de Direitos Humanos é também falar sobre o direito à água, a alimentação de qualidade, o direito ao trabalho, constantemente violados pela ausência de políticas públicas ou, quando essas existem, uma política que reforça essa desigualdade. Assumir a Comissão de Direitos Humanos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, mais de 20 anos depois, numa quadra da história em que o verdadeiro valor dos direitos do homem é distorcido, torna esse desafio ainda maior. Vejo que será preciso continuar lutando também pelo direito à memória e para que o sentido de todas as nossas lutas desde a redemocratização não seja apagado. Em 1985, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, em nome da Igreja, apresentou ao mundo a barbárie praticada pelo Estado brasileiro no livro “Brasil, Nunca Mais”. Foram 434 mortos pela repressão, 144 desaparecidos, 126 militares mortos em ações contra a resistência à ditadura. Contam-se 8.300 vítimas indígenas de dezenas de etnias e nações e 1.196 vítimas entre os camponeses. Isso não pode ser apagado da nossa história. É fundamental que a sociedade ocupe e participe da Comissão de Direitos Humanos para que juntos possamos lutar pela memória e desconstruir o conceito equivocado que nos últimos meses ganhou forma na sociedade: o de que direitos humanos é para defender marginais. Precisamos ampliar o debate e reafirmar a defesa de todos e todas que têm seus direitos violados. E aqui quero fazer um recorte importante: a violação dos direitos da mulher e o sofrimento de mães, esposas e filhas diante crescimento de 34% do feminicídio nos últimos dois anos. Precisamos defender, dia e noite, o artigo 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que garante um direito elementar: “todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Isso deverá nos guiar em todas as grandes e pequenas ações, a defesa da vida plena e em abundância. * Leninha Souza, é deputada estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG. via O Beltrano
Atlético empata com Boa na partida de ida pela semifinal do Mineiro

– Com resultado, Galo conta com nova igualdade para avançar à final do Estadual – Novidade na semifinal do Campeonato Mineiro, árbitro de vídeo foi decisivo em VarginhaVAR O VAR foi o protagonista do primeiro jogo da semifinal do Campeonato Mineiro, neste sábado, em Varginha. O árbitro de vídeo foi determinante em dois lances de gols do Atlético contra o Boa Esporte e fez o time alvinegro perder o volante Zé Welison expulso. O VAR foi homologado em Varginha na sexta-feira, e utilizado pela primeira vez no futebol mineiro neste sábado, na primeira partida da semifinal do Campeonato Mineiro. O árbitro de vídeo foi o responsável em alterar duas marcações de campo e confirmar uma. Foram dois gols anulados e uma expulsão alteradada. Primeiro , o VAR anulou o primeiro gol do Galo, marcado por Maicon Bolt em cruzento de Ricardo Oliveira. Em princípio, o trio de arbitragem no campo assinalou gol válido. Entretanto, Traci foi chamado por Heber Roberto Lopes, responsável por comandar o VAR no Melão. Após cerca de dois minutos, o lance foi invalidado aos 28 do primeiro tempo. Pouco depois das reclamações, teve um segundo lance decisivo. Luan finalizou para o fundo das redes. O auxiliar já havia marcado impedimento de Maicon Bolt. Traci ficou na dúvida, acionou os VAR e foi informado que o atleta estava em posição irregular, confirmando assim a anulação do segundo tento. No segundo tempo a situação foi diferente, mas o VAR foi determinante mais uma vez. Zé Welison deu entrada forte no rival. O juiz marcou apenas falta e aplicou o cartão amarelo. A bola não voltou a jogo, quando Traci foi chamado pelo VAR para observar o lance. Com ajuda da televisão, o juiz voltou atrás e aplicou o cartão vermelho direto para o volante do Galo, deixando o clube com um jogador a menos.
Apontado como solução para a crise, pacote só tem um voto na ALMG

– RECUPERAÇÃO FISCAL – Acordo com governo federal é citado por Romeu Zema como condição para pagar dívida com municípios – Apontada por Romeu Zema (Novo) como saída para viabilizar o pagamento do passivo às prefeituras e tirar os cofres públicos do vermelho, o Plano de Regime de Recuperação Fiscal (RRF) encontra resistência e desconfiança entre os deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A proposta, que por si só cria desconfortos entre os parlamentares por conta das medidas impopulares, tem sido agravada por declarações do governador antes mesmo de o texto ser enviado à Casa. A reportagem procurou os 76 deputados aptos a apreciar o projeto – o presidente Agostinho Patrus (PV) não vota –, e entre os que opinaram o cenário é de incerteza. Isso pelo fato de ainda não conhecerem quais serão as propostas do Executivo e que tipo de contrapartidas serão necessárias. O posicionamento contrário de vários deputados é por conta de exigências mínimas contidas na RRF. Entre os itens para um acordo, sobre os quais os deputados foram consultados pela reportagem, estão o congelamento de alguns direitos dos servidores, o aumento da contribuição previdenciária, a suspensão da realização de concursos públicos, a privatização de empresas estatais e o fim de celebração de convênios com prefeituras e entidades. Uma declaração de Zema à InterTV, afiliada da Rede Globo em Montes Claros, nas últimas semanas, ajudou a complicar o clima em torno do pacote. Ele disse que o pagamento da dívida deixada por Fernando Pimentel (PT) com os municípios, de R$ 12,3 bilhões (o governo Zema deve mais R$ 1 bilhão), somente seria possível se o plano fosse aprovado pela Assembleia. A declaração repercutiu no Parlamento como uma transferência de responsabilidade. Dias depois, a Mesa Diretora da ALMG emitiu um comunicado solidarizando-se com as prefeituras, alegando não conhecer os termos da negociação entre o Estado e a União para a adesão ao RRF e ressaltando que a discussão precisa ser feita com responsabilidade. No Legislativo, só Laura Serrano (Novo) se manifestou favoravelmente a todos os pontos. Segundo ela, a solução estrutural para o déficit de Minas passa pela recuperação fiscal e, consequentemente, pelas contrapartidas exigidas. Ela ressaltou a excepcionalidade para alguns casos na lei, como a permissão de concursos públicos no caso de reposição de vacância e permissão de convênios com municípios para situações de emergência. Dos 16 deputados do bloco de oposição, os 14 que responderam disseram que são contrários às contrapartidas duras e que têm entendimento de que o RRF não resolve a situação fiscal do Estado. Líder da minoria, Ulysses Gomes (PT) avalia que o Executivo não pode assinar um contrato que vende empresas lucrativas e o patrimônio público e impõe “duras penas ao funcionalismo e à sociedade”. “As contrapartidas dessa adesão são um ataque à nossa soberania e não resolvem o problema da dívida com a União”, disse. (Com Léo Simonini) Reviravolta no Rio pode ser entrave O Plano de Recuperação Fiscal feito pelo Rio de Janeiro pode ser um entrave na negociação feita entre Minas e a União. Isso porque, no Estado fluminense, a Assembleia Legislativa impediu a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), que era o principal aporte de garantia de um empréstimo de aproximadamente R$ 3 bilhões contraído pelo governo para sanar as contas públicas e fazia parte do Regime de Recuperação Fiscal firmado com a União. Coincidentemente, o atual secretário da Fazenda de Minas, Gustavo Barbosa, foi quem construiu e costurou o acordo fluminense enquanto ocupava a pasta econômica no governo de Luiz Fernando Pezão. Via Jornal O Tempo
Festejar o golpe militar de 1964 no Brasil pegou mal no mundo inteiro

Repúdio à ordem do presidente foi estampado em jornais como The Washington Post, New York Times, El País, Le Figaro, entre vários outros – Comemorar a ditadura pegou mal. Não só aqui mas em vários lugares do mundo. O repúdio está estampado nos principais jornais do planeta. “Ação polêmica que representa uma reviravolta na interpretação da história desde que o país recuperou a democracia”, dispararam veículos latinoamericanos como o jornal argentino La Nación e a revista de finanças mexicana Expansión. Pela mesma linha seguiram o espanhol El País, o francês Le Figaro e o alemão Der Tagesspiegel. Nos Estados Unidos, o Washington Post recordou passagens da “história sombria que o presidente brasileiro quer festejar”, ouvindo vítimas de tortura. “Presidente aprova comemorações da ditadura”, estampou o New York Times. “Centenas foram mortos ou torturados pelas forças armadas”, lembrou o site de negócios Bloomberg. A (má) repercussão internacional vai além. Um grupo de mais de cem intelectuais de diferentes partes do mundo assinaram uma carta pública de repúdio à ordem de Bolsonaro. Nela estão nomes como o dos argentinos Adolfo Peres Esquivel, Prêmio Nobel da Paz em 1980, e Nora Cortiñas, fundadora das Madres de la Plaza de Mayo, além do sociólogo francês, Alain Caillé. No manifesto, os intelectuais frisaram que “o presidente da República se comprometeu em sua posse há menos de 100 dias a defender e implementar as normas emanadas da Constituição Federal de 1988”.
Aposentar-se aos 53 e solteiras que herdam pensões

– Os abismos da Previdência brasileira – O sistema previdenciário vigente é insustentável e muito desigual. A reforma debatida pelo Congresso marcará o sucesso ou o fracasso do mandato de Bolsonaro Via El País Quem acha que os sistemas previdenciários são algo distante ou entediante é porque ainda se sente jovem. Ou não conhece o Brasil. Há semanas as famílias, a imprensa e o Congresso debatem como desativar a bomba-relógio que se tornaram os pagamentos das aposentadorias e pensões. Uma questão em que as filhas dos militares são as vilãs favoritas. Acontece que 110.000 brasileiras desfrutam de uma pensão vitalícia herdada do pai, mesmo tendo um emprego, mas incompatível com ter um marido. Essas mulheres solteiras recebem em média um pagamento mensal de cerca de 6.000 reais em um país onde dois terços de seus compatriotas se aposentam com seis vezes menos: 998 reais, o salário mínimo. Apesar de privilegiadas, elas não são as mais privilegiadas –se esquecermos que não tiveram que trabalhar para desfrutar desse direito. A verdadeira casta –parte do 1% do Brasil– são os parlamentares, com 33.763 reais mensais, e os juízes. Ambos podem se aposentar cedo. Não é só isso. Eles terão a última palavra quando se trata de eliminar (ou não) os privilégios dos cargos que ostentam. A missão de reformar o sistema atual é de longo alcance, vital para as contas públicas e a economia. O presidente anterior fracassou e agora ninguém duvida no Brasil de que aprovar (ou não) um sistema que substitua o atual é o que definirá o mandato de Jair Bolsonaro. As aposentadorias tomam os noticiários, os jornais lançaram aplicativos para calcular como ficaria o valor a ser recebido … e #OuReformaOuquebra foi uma das questões mais comentadas no Twitter no último fim de semana. “O sistema é economicamente insustentável”, diz a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube dos países ricos, em um relatório em que destaca que as aposentadorias brasileiras concedem um porcentual elevado do último salário a idades muito mais jovens do que em outros países. Além disso, é profundamente desigual, como explica Pedro Fernando Nery, autor do livro Reforma da Previdência. Por que o Brasil não pode esperar?. “Com o sistema atual, os ricos podem receber 40 vezes mais que os pobres com uma baixa contrapartida contributiva”, diz o assessor econômico do Senado. “É um sistema complexo, com vários tipos de aposentadoria, em que os mais pobres precisam trabalhar até os 65 anos, pois passam muito tempo desempregados e na informalidade porque o nosso mercado de trabalho é muito dual. Os mais ricos têm empregos formais a vida toda e conseguem se aposentar antes.” Em comparação com o restante do mundo, eles se aposentam muito jovens. As brasileiras, aos 53 anos de idade; eles, em média, aos 57, porque é um dos poucos países sem idade mínima de aposentadoria. Basta contribuir por três décadas ou mais. E, a propósito, nos últimos dias se aposentou aos 55 anos o procurador mais antigo da força-tarefa da Operação Lava Jato. A partir de agora, ele trabalhará como consultor. O intenso debate é recheado de milhares de números, todos estonteantes. Aqui alguns essenciais. As aposentadorias devoram 58% do orçamento, três vezes do que é investido em educação e saúde somadas; a Previdência Social absorve 12,7% do PIB … uma sangria. A reforma da Previdência, que ainda tem meses de tramitação pela frente, visa economizar 1,16 bilhão de reais em uma década. Neste país tão vasto e desigual, a expectativa de vida entre seus 209 milhões de habitantes aprofunda a lacuna porque os desfavorecidos trabalham mais, mas vivem menos. A OCDE afirma que “as aposentadorias desempenharam, sem dúvida, um papel significativo na luta contra a pobreza entre os idosos”, porque chegam a praticamente todos os idosos, mas defende a reforma para que se invista mais na infância, que lidera a pobreza. A desigualdade também é enorme entre os funcionários públicos e os do setor privado, claramente a favor dos primeiros, que recebem uma aposentadoria seis vezes maior. Uma proteção exagerada, afirma Nery, que está inscrita na Constituição de 1988 –outro fator que dificulta enormemente a reforma. Tic, tac, tic, tac. A cada hora a dívida aumenta. O especialista citado, que incentiva no Twitter seus compatriotas a saber mais com a hashtag #PergunteSobrePrevidencia, detalha a velocidade com que a despesa cresce. “Lula deixou o Governo em 2010 com uma dívida de 50% do PIB. Sem a reforma Previdenciária, Bolsonaro deixará o Governo com 100% em 2022.” O Brasil compartilha com metade do mundo o mal de que a força de trabalho diminui enquanto os aposentados se multiplicam. Embora ainda seja um país jovem em comparação com a Europa, e um indicativo disso é que basta ter alguns cabelos brancos para qualquer um gentilmente oferecer seu lugar no metrô, é dos que mais velozmente está envelhecendo porque a expectativa de vida aumentou muito enquanto a taxa de natalidade estava desabando. Uma queda que alguns pesquisadores associam às novelas brasileiras, que nos anos setenta e oitenta mostravam famílias maiores. Não é incomum que aqueles que se aposentam agora tenham trabalhado desde o início da adolescência. Que começaram como o que aqui chamam de office boy, levando cafezinhos em um banco, ascendendo nas décadas seguintes e se aposentando em um alto cargo. Há casos como o da senhora Maria Amorim. Tinha 12 anos quando foi a um juiz pedir que lhe permitisse trabalhar porque sua família era muito pobre e ela queria ter seu dinheiro, explica. Começou a trabalhar legalmente como ajudante em uma empresa de chapéus em 1956. E passou a contribuir. Poderia ter se aposentado aos 42 anos, mas preferiu esperar os 55 para conseguir um benefício melhor. A proposta do Governo de Bolsonaro contempla uma idade mínima de 62 anos para elas, de 65 para eles e uma transição de 12-14 anos. Metas mais ambiciosas do que a última e malsucedida tentativa. As resistências são muitas, o debate é diabólico, mas por enquanto só a esquerda, com o Partido