Caos na saúde de Capitão Enéas gera protestos da população

SERVIDORES DA SAÚDE INDIGNADOS PEDEM AO PREFEITO PETRÔNIO MINEIRO A DEMISSÃO DO COORDENADOR DA ATENÇÃO PRIMÁRIA HAVERÁ PROTESTO E MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPALPor: Jô Silva Rodrigues – via facebook Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Capitão Enéas, no Norte de Minas indignados pedem ao prefeito Petrônio Mineiro a demissão do então coordenador da Atenção Primária, Dr. Márcio Vinicius. O coordenador, vem sendo alvo de acusações. Assédio moral, perseguição, coação, ameaça, amedrontamento, desrespeito, agressão verbal, abuso de autoridade e crime de improbidade administrativa somam em seu currículo de reclamações pelos 35 servidores do setor. De acordo com alguns servidores, o coordenador persegue o funcionário público até forçá-lo a assinar advertência e abrir processo administrativo para demitir o servidor. “Jô, Dr. Márcio vem usando a coordenação para fazer politicagem. Ele aproveita as pessoas mais humildes para prometerem-nas vários atendimentos, como, exames, consultas e outros tipos de apoios em troca de votos. Inclusive, estava na fila de um banco, quando alguns idosos comentando que votariam nele, porque Dr. Márcio havia os pedido voto em troca de exames”, denunciou um servidor que pediu para não ser identificado. Para os que não lembram, Dr Márcio Vinicius foi Secretário Municipal de Saúde no ano de 2011, na gestão de Reinaldo Teixeira. E à época alguns vereadores haviam pedido “a cabeça” do secretário por descobrirem que ele estava expressando interesses políticos no Município. MANIFESTAÇÃO NA CÂMARA MUNICIPAL Servidores da Saúde apoiados pela maioria dos vereadores fizeram um abaixo-assinado e prometeram ir na próxima reunião (17/Abril) na Câmara Municipal da cidade pressionar os parlamentares e a população eneapolitana até que o prefeito Petrônio exonere o coordenador. DOSSIÊ CONTRA O COORDENADOR DA ATENÇÃO PRIMÁRIA PODE DERRUBÁ-LO DO CARGO O Executivo não tem outra opção a não ser demitir Dr. Márcio. Os funcionários preparam um dossiê contra o coordenador. Provas documentais, áudios e vídeos comprovam as práticas criminosas de Vinicius frente à coordenadoria. O que pode levá-lo a perda do cargo, se nada o prefeito fizer. O QUE DISSE DR. MÁRCIO VINICIUS “Jô, estou de mente tranquila. Tenho o apoio do prefeito Petrônio Mineiro. Não fiz nada do que me acusam. Isso ´perseguição pela ordem que estou colocando na casa”, justificou o coordenador. Perguntado sobre as provas que os servidores possuíam contra ele, respondeu: “Isso eles terão de provar. Afirmo estar de mente tranquila. Estou trabalhando e vou continuar”, concluiu. DENÚNCIAS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO A SEREM APURADAS Pesam contra o Prefeito Petrônio outras graves acusações. E a população prepara para um manifesto. Políticos, autoridades e representantes da sociedade civil, desconfortados com a atual situação do Município, pedem justificativa do Executivo, que pode, inclusive, ter seu mandato impedido pelas diversas acusações. Denúncias como a fraude na última licitação dos bancos, onde constava apenas o Bradesco como beneficiário. Familiares na folha de pagamento, o que configura crime de nepotismo. Alguns carros sendo utilizados para fins particulares e não públicos, inclusive, dormindo na casa de servidor. Máquinas em uso próprio e não da população. Servidores da educação sendo coagidos e obrigados a desembolsar dinheiro para presentear diretora com pingente de ouro, dentre outras, podem comprometer a atual gestão. OPINIÃO É bom reaver as acusações e afrontas e evitar confronto com a realidade. Toda e qualquer denúncia deve ser apurada. Se comprovada, sim, tomar as providências legais. Fico triste em ver que nossa administração, que vem trabalhando tanto em prol da população eneapolitana, vem sendo alvo de ataques e agressões à liberdade de gestão. Espero que tudo normalize. E, que, objetivamos bons resultados para o crescimento e progresso de nossa cidade. É democrático manifesto, muito quando condiz ao interesse de melhorias. O que não pode, é colocar o sujeito denunciado na forca, sem que ele se justifique e defenda, se for o caso. Quero que a cada dia nossa administração prospere e reverta todas estas situações, por mais que sejam contundentes. E que nossos parlamentares façam seu papel. Que é ouvir e acolher o povo e não particularidades. Como delegado estadual de Vigilância em Saúde e esposo de uma Conselheira Municipal de Saúde, não posso me omitir frente às estas acusações, que considero graves pelo seu teor. Vou acompanhar este desfecho.
IEPHA debate preservação do patrimônio histórico de Montes Claros

Promovido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, foi realizada na quinta-feira, 12, no Museu Regional do Norte de Minas e contou com a participação de profissionais de diversos municípios da região, a 8ª Rodada Regional do Patrimônio Cultural um evento destinado a discussões de propostas para a preservação do patrimônio histórico e cultural do estado. O encontro teve o objetivo de promover ideias para a preservação do patrimônio nos municípios. Para tanto, foram discutidas as especificidades sobre a deliberação normativa do ICMS cultural, além da difusão de técnicas e conhecimento para a manutenção do patrimônio. A série de encontros vem acontecendo em diversas cidades no ano de 2018. Durante o evento desta quinta-feira foram levantadas discussões acerca de patrimônios específicos da cidade de Montes Claros, alguns que já recebem o benefício do ICMS patrimônio cultural e outros que têm potencial para ser contemplado. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Os homens de bem, os puteiros e a prisão de Lula, por Felipe Pena

Os homens de bem comemoram a prisão de Lula em um puteiro. No ritual macabro, o dono do bordel amarra uma funcionária, arranca sua calcinha e torce seu pescoço na frente de outros homens de bem que bebem a cerveja servida de graça pelo cafetão. No alto da cena, como a ungir aquela entidade satânica, lá estão as fotos emolduras da presidente do STF e do juiz Sergio Moro. Duas fotos para um mesmo retrato. O retrato do país onde os homens de bem que aplaudem a tortura de prostitutas nuas em praça pública são os mesmos homens de bem que condenam a nudez de uma exposição de arte nas galerias de um museu.Os homens de bem estão no puteiro da sala de casa, em frente à TV, berrando contra o personagem gay da novela e relativizando o assassinato da vereadora negra e favelada. Os homens de bem não querem a lei. Os homens de bem querem o cassetete, o tiro, a porrada, a bomba.Os homens de bem não querem saber de provas. Querem condenar. Para os homens de bem, não importa se Lula é culpado ou inocente, não importa se o processo foi acelerado, não importa se a constituição foi rasgada.Para os homens de bem, primeiro a gente tira a Dilma, depois…Depois a gente tira o Temer, mas o congresso não deixou.Depois a gente tira o Aécio, mas a Carmen Lúcia não deixou.Depois a gente tira o Renan, mas o Gilmar não deixou.Depois a gente tira o Alckimin, mas ele tem foro privilegiado, é outra história.Pois é. O foro acabou, mas a procuradora não deixou. Mandou tudo para o TRE e retirou o processo da lava-jato.Os homens de bem não se importam em ter uma justiça seletiva. Os homens de bem ignoram as malas do Rodrigo Temer Loures, as contas na Suíça do José Serra, os esquemas do João Dória, todos livres, leves e soltos. Os homens de bem são bem simples: eles só querem jogar Lula do avião.E, se possível, jogam também a Gleise, a Manuela, o Boulos e todo aquele povo do nordeste que mama nas tetas do bolsa-família, com 85 reais por mês. São vagabundos, não são homens de bem para os homens de bem.Para os homens de bem, a justiça é um puteiro. Mas não é um puteiro comum. É um puteiro supremo, com direito a suingue e chicotada, com tudo. E o que eles gostam não é de um simples ménage à trois, mas de um 6 a 5, bem gostoso, como nas melhores putarias.Putarias do bem, é claro. * Felipe Pena é jornalista, psicólogo e escritor. Autor de 16 livros, trabalha como roteirista e dá aulas de jornalismo na Universidade Federal Fluminense. https://www.youtube.com/watch?v=8-uyGwtppQ8&feature=youtu.be
MESMO PRESO, LULA É LÍDER ABSOLUTO, SEGUNDO O DATAFOLHA

Os números do Datafolha divulgados neste Domingo (15) mudam em muito pouco o cenário das últimas pesquisas eleitorais. Mesmo com a exposição de sua prisão, por horas e horas, na televisão, Lula segue com mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado, Jair Bolsonaro. São 31% contra 15% de Jair Bolsonaro e 10% de Marina Silva. Nos cenários onde era colocado o nome de Marina, na edição anterior do Datafolha, Lula tinha 34 e 35%; Bolsonaro 16 e 17% e a candidata da Rede, de 8 a 10%. Embora a Folha aponte um “enfraquecimento” de Lula, as simulações de segunto turno a desmentem: contra Bolsonaro ou Alckmin, Lula tem 48% dos votos totais (o que dá cerca de 60% dos votos válidos) e 46% contra Marina. Na pesquisa anterior seus resultados eram, respectivamente, 49, 49 e 47%. Um ponto percentual, claro, não tem significado numa pesquisa, bem menos que a margem de erro estatística. Claro que há todas as razões do mundo para ter o pé atrás com uma pesquisa eleitoral, não apenas distante da data do pleito mas, também, num quadro de polarização que, provavelmente, pode criar intimidações na hora das respostas. Mas fica claro que não foi com a ordem de prisão que se conseguiu tirar Lula da eleição. Podem até consumar isso, como candidato. Como influenciador de votos, com toda a evidência, não. A identificação com o PT também passou de 16% a 19% e a legenda continua a ser a mais forte do País, com larga vantagem em relação aos partidos mais diretamente associados ao golpe, como PSDB e MDB.
Pesquisa mostra que os poderosos querem tirar Lula das eleições

Para 55% dos entrevistados “a Lava Jato faz perseguição política contra Lula”. Para 73%, “os poderosos querem tirar Lula da eleição”. Enquanto 41% acham que a Lava Jato “está investigando todos os políticos”, 52% dizem o contrário. Quem ainda tem dúvidas sobre a perda de credibilidade da Lava Jato e a crescimento da visão de que ela realiza um trabalho seletivo contra Lula precisa prestar atenção aos números recentes de um levantamento do Instituto Ipsos. Pelos ângulos relativo ou absoluto, os números falam por si. Num levantamento iniciado no dia em que Lula foi preso, encerrando-se três dias depois, a visão sobre o encarceramento de Lula terminou em empate técnico. Se 50% ficaram a favor, 46% se colocaram contra, para uma margem de erro de 4%. Outro dado paralelo diz a mesma coisa. Para 47%, a Lava Jato “nada provou contra Lula” mesmo percentual de entrevistados que discordam dessa visão. Considerando o ambiente de carnaval patriótico que tentou-se criar no período em que a pesquisa era realizada, num esforço para criminalizar qualquer tentativa de resistência a prisão, é razoável avaliar este resultado como muito melhor para Lula do que para seus carrascos. Comparado com levantamentos anteriores, recurso que permite estudar as mudanças de compreensão por parte da população, mesmo aquilo que parecia positivo revela-se como negativo. Por exemplo: em apenas um ano, a convicção de que a Lava Jato faz um trabalho isento — essencial na avaliação de todo trabalho da justiça –, investigando todos os partidos, caiu de 66% para 43%. A pesquisa exibe um número que contrasta com os anteriores. Diz que 95% dos entrevistados querem a continuidade da Lava Jato. É uma unanimidade que não tem relação com o conjunto do levantamento, que mostra um país dividido e cada vez mais desconfiado do que vê. Creio que é preciso fazer ponderação razoável. Se os 95% mostram que a força quase mística da Lava Jato permanece em alta, quando tem a oportunidade de examinar casos concretos, a divisão e mesmo rejeição se eleva. O fato da pesquisa ter sido encerrada quando Lula completava o segundo dia na prisão, mostra que a luta continua. Mesmo sob silêncio forçado, que é parte do esforço para torná-lo invisível, Lula tem o que dizer para uma grande parcela de brasileiros. Ao reconhecer que ele está sendo perseguido, e que são os “poderosos” que querem impedir sua presença na eleição, os brasileiros mostram que não desistiram de Lula nem de sua liderança — e este é o elemento essencial para ampliar a mobilização por sua liberdade. Via Brasil 247
Prefeitura realiza Operação Estiagem para prevenir queimadas

A Operação Estiagem “Ação e Proteção ao Meio Ambiente”, que está sendo desenvolvida pela Prefeitura de Montes Claros para orientar a população a não descartar resíduos sólidos e orgânicos em locais inapropriados e evitar queimadas, contará com o apoio de diversos segmentos da sociedade, tanto na cidade quanto na zona rural. O projeto foi apresentado oficialmente na manhã desta quinta-feira, dia 12, no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A reunião contou com a presença maciça de representantes das iniciativas pública e privada, bem como de entidades e Organizações Não Governamentais (ONGS), dos perímetros urbano e rural. Foi formada uma comissão de trabalho, integrada por representantes da Prefeitura, da iniciativa privada e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, para avaliar sugestões e pontuar as ações a serem desenvolvidas até o mês de outubro. O objetivo é realizar ações continuadas a fim de mudar o comportamento e a mentalidade atual da comunidade com relação ao respeito ao meio ambiente e à sustentabilidade. A Operação será efetivada através de parceira do Município com faculdades, universidades e Organizações Não Governamentais (ONGs). O lançamento oficial será no dia 1º de maio, no Parque Municipal Milton Prates, durante a tradicional Festa do Trabalhador, a ser realizada pela Prefeitura. A Operação é um passo importante para fazer de Montes Claros uma cidade mais limpa, com consciência popular de que o Meio Ambiente deve ser preservado para o bem da coletividade, e traz em si a marca da administração do prefeito Humberto Souto, que incentiva a realização de parcerias para garantir o bem-estar da população, contando também com o apoio da Câmara Municipal. Paulo Ribeiro, secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, apresentando a Operação Estiagem O vereador Soter Msgno destaca apoio da Câmara Municipal Via: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Prefeitura recolhe carros inutilizados das ruas de Montes Claros

Operação Sucata: segunda fase da ação retirou vinte veículos abandonados em várias partes da cidade A Prefeitura de Montes Claros deu continuidade na sexta-feira, 13, à segunda etapa da Operação Sucata, que tem o objetivo de promover uma limpeza nas ruas, retirando as sucatas que causam transtornos para os moradores e podem até servir para a proliferação de doenças.Foram recolhidos 16 veículos nos bairros Vila Greice, Morrinhos, Cândida Câmara, Augusta Mota, São Judas, JK e Jardim Palmeiras. E quatro veículos foram retirados da avenida Floriano Neiva, bairro São José.Até agora, 30 veículos abandonados já foram retirados das ruas de Montes Claros e encaminhados para o aterro sanitário. A medida encontra amparo na Lei 4.720/14. Atualmente, cerca de cem notificações já foram emitidas para que os proprietários retirem veículos que estão em situação irregular nas ruas.A Operação Sucata faz parte do plano de urbanização da cidade implementado pelo prefeito Humberto Souto, beneficiando moradores que sempre sofreram com os males que estes veículos abandonados causam nos bairros e na região central de Montes Claros. Com Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Hoje faz 30 dias que Marielle foi assassinada e ninguém foi preso

Para marcar a data e protestar contra a violência no Rio de Janeiro e pelo fato de que as investigações ainda não tenham obtido sucesso foram marcadas inúmeras ações, intituladas “Amanhecer por Marielle e Anderson” Os brutais assassinatos da socióloga e ex-vereadora do PSOL-RJ, Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes completam 30 dias nesta sexta-feira (13), sem que ninguém tenha sido preso ou, sequer, algum suspeito fosse indiciado. Para marcar a data e protestar contra a violência no Rio de Janeiro e pelo fato de que as investigações ainda não tenham obtido sucesso foram marcadas inúmeras ações, intituladas “Amanhecer na Praça por Marielle e Anderson”. As manifestações são organizadas pelo PSOL e por integrantes de movimentos sociais e terão início na madrugada de sábado (14), em diversos locais do Rio, outras cidades do Brasil e até mesmo em Buenos Aires, na Argentina, e Budapeste, na Hungria. Marielle e Anderson sofreram um atentado e foram mortos a tiros na noite de 14 de março, depois que a ex-vereadora deixou o evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, que ocorreu na Rua dos Inválidos, bairro da Lapa. O carro onde estavam os dois foi seguido e os crimes aconteceram na Rua João Paulo I, no Estácio, perto da prefeitura do Rio. Ambos estavam acompanhados de uma assessora da vereadora, que sobreviveu ao ataque criminoso. A Polícia Civil e o Ministério Público do estado do Rio seguem investigandoo caso. Está sendo apurado se a execução de Carlos Alexandre Pereira Maria, líder comunitário em Taquara, na Zona Oeste, tem a ver com as mortes de Marielle e Anderson. Alexandre Cabeça, conforme era conhecido, era suspeito de ligação com uma milícia e trabalhava como colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido pela polícia. Até o momento, seis vereadores, alguns do PSOL e outros rivais políticos de Marielle, prestaram depoimento.
Estatuinte da Unimontes e lista tríplice – Por Antônio Wagner

Com o intuito de contribuir no processo de elaboração do novo estatuto da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes – (Resolução nº 008-Consu/2017), encaminhei à Comissão Geral da Estatuinte algumas sugestões que expressam, de certo modo, a aspiração da grande maioria dos membros da comunidade acadêmica e da sociedade. Trata-se de um tema relacionado à sucessão para administração superior da Universidade, no caso, os cargos de reitor e vice-reitor. De antemão, esclareço que estou me manifestando motivado tão-somente pela necessidade de me posicionar a favor de uma transformação estrutural salutar ao crescimento da nossa instituição de ensino. Proponho, portanto, que a Estatuinte tenha como um dos seus objetivos fundamentais apontar uma alternativa para que a escolha do reitor e vice-reitor da Unimontes não seja mais realizada pelo governo do Estado de Minas Gerais com base na lista tríplice. Evidentemente, a questão da lista extrapola as competências das instâncias universitárias, pois corresponde a uma prerrogativa do governador no ato de nomeação para esses cargos. Igual procedimento também vigora no âmbito de outros Estados e na esfera federal, até mesmo para nomeações atinentes a cargos do poder judiciário. Com essa medida, os candidatos ocupantes do primeiro lugar na lista, ou seja, os eleitos através da maioria dos votos, nem sempre são nomeados. Isto se dá em função das conveniências político-partidárias, o que acaba prejudicando substancialmente o sentido da democracia. No ano passado, por exemplo, o presidente Michel Temer desconsiderou o resultado da eleição realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República – ANPR – e nomeou Raquel Dodge para procuradora-geral, sendo que esta obteve a segunda colocação. Esse gesto de Temer contrariou o posicionamento coerente dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff que sempre designavam o primeiro colocado da lista. As nomeações para os cargos de reitor e vice-reitor são realizadas muitas vezes pelo governador em final de mandato -, ou seja, quando não reeleitos ou já exercidos dois mandatos consecutivos – e nem sempre por aquele que atuará concomitantemente ao tempo de exercício do novo reitorado. Um número expressivo de professores, estudantes e servidores técnico-administrativos da Unimontes, devido à interferência estatal na escolha da sua administração superior, não se sente motivado a participar dos processos eleitorais, ocorridos a cada quadriênio. Constantemente, em muitas universidades brasileiras são realizadas manifestações contrárias ao procedimento da lista tríplice, mas essa é uma questão que não faz parte das prioridades dos governos e legisladores. A manutenção da lista significa a manutenção de uma das formas de controle absoluto sobre as instituições e do jogo de interesses políticos. Diante da falta de iniciativa política para rever a adoção da lista tríplice proponho que a Unimontes utilize critérios semelhantes aos estabelecidos no estatuto da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). O seu Artigo 19 dispõe que as eleições deverão ser diretas, sendo que as candidaturas devem ser registradas conjuntamente (reitor e vice) numa mesma chapa. Desta forma, será considerada eleita a chapa que obtiver mais de cinquenta por centro do total de votos válidos, todavia, caso nenhuma chapa atinja esse percentual, haverá um segundo turno entre as duas chapas mais votadas. Os nomes do reitor e vice-reitor eleitos pela comunidade acadêmica deverão ser homologados pelo Conselho Universitário e encaminhados ao Governo do Estado, no prazo de sessenta dias antes do término do mandato a ser sucedido, para posterior nomeação e posse. Além disso, sugiro que seja vedada a reeleição consecutiva para ambos os cargos e que o período do mandato passe de quatro para cinco anos.Acrescento ainda como proposta à Comissão Geral da Estatuinte que as chapas, a exemplo do que ocorre na Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA -, no ato da inscrição de suas candidaturas, apresentem obrigatoriamente um programa de gestão e que os seus membros possuam título de doutor, além de pertencerem ao quadro de professores efetivos da instituição. Este último quesito deve ser considerado independentemente do tempo de atuação do docente como membro do quadro permanente, o que tornará extinta a exigência de no mínimo cinco anos fixada pelo atual estatuto da Unimontes.Nas eleições para diretores de centros de ensino no âmbito da Universidade também devem ser nomeados para o cargo os mais votados em cada unidade e não aqueles indicados pelo reitor através de lista tríplice.Desta forma, as sugestões aqui expostas poderão fornecer uma significativa contribuição ao debate em torno do controverso tema da autonomia universitária, o que poderá ganhar fôlego no Congresso Estatuinte e no Conselho Universitário da Unimontes – órgão responsável pela aprovação da versão final do novo estatuto -, bem como no Conselho Estadual de Educação e na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. * Antônio Wagner é doutor em Filosofia pela UFMG, poeta e professor da Unimontes; ex-diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH) e membro do Conselho Universitário dessa instituição.
STF CONFIRMA PARA DIA 17 JULGAMENTO DE DENÚNCIA CONTRA AÉCIO

Agência Brasil – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter para a próxima terça-feira (17) o julgamento sobre o recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Também são alvos da mesma denúncia a irmã do senador, Andrea Neves, o primo dele, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo. Todos foram acusados de corrupção passiva. O pedido de adiamento foi feito pela defesa de Andrea. O advogado alegou que não poderia comparecer à sessão porque teria de participar de outro julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para o ministro Marco Aurélio, a defesa não apresentou justificativa relevante. “Nada impede que os julgamentos agendados para a data sejam ordenados, no próprio dia, de modo a possibilitar ao profissional, ante a proximidade dos Tribunais, a realização de sustentação oral em ambos”, decidiu. Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot dos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça. Em nota divulgada na última terça-feira, o advogado Alberto Toron, que representa Aécio Neves, disse que o senador foi “vítima de uma situação forjada, arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico”.