Terça poética: artistas prestam homenagem a Igor Xavier

Nesta terça-feira (27), o Grupo de Literatura & Teatro Transa Poética, promove, a partir das 20h30, no Bar e Espaço Cultural Quintal Avenida, mais uma edição do projeto Terça Poética, com performances, dança, poesia, vídeo e música. Com apoio da Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Cultura de Montes Claros. Segundo Aroldo Pereira, um dos organizadores, o evento vai reunir artistas da nova geração do cenário cultural de Montes Claros para prestar uma homenagem ao bailarino Igor Leonardo Lacerda Xavier, brutalmente assassinado na madrugada de 1º de março de 2002. Aroldo, grande amigo do homenageado, destaca que “Igor Xavier foi bailarino, ator, coreógrafo, poeta e marcou presença o final da década de 1990, em Montes Claros e Belo Horizonte, onde tinha uma atuação marcante nas cenas culturais das duas cidades”. “[Ele] Participou dos grupos de dança ‘Balé Jaqueline Pereira’; ‘Balé Adriana Camargo’; entre diversos outros grupos de dança em Montes Claros, onde também montou o espetáculo ‘O meu refrigerador não funciona’, além de ter participado da peça ‘Os filhos de Kennedy’, com direção de Joba Costa, e diversas versões do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, com suas performances inquietantes, era um grande artista”, afirma Aroldo. Em belo Horizonte, Igor atuou fazendo performances em bares, espaços urbanos e participou da peça teatral Hilda Furacão, de Roberto Drummond, dirigida por Marcelo Andrade, que rodou por várias capitais brasileiras. “Ele era um querido de todos nós”, finaliza o poeta Aroldo Pereira. O evento da próxima terça-feira contará com artistas da nova cena cultural montes-clarense, como: Tamiris Mota, Ingrid Sá, Valquíria, Karen Nascimento, Rebeca Xavier, Fabrício Tolentino, Gustavo Beckhauser. Artistas que estão na cena há mais tempo também irão se apresentar, sendo eles: Lívia Venturini, Cláudio Prates, Mirna Mendes, Marli Fróes, Marise Fagundes, Santinha Teixeira, Safroa Riguilida, Leo Ribeiro, Douglas Rodrigues, Renilson Durães, Adilson Cardoso, Marlene Bandeira, Marlene Xavier e Aroldo Pereira. O evento contará ainda com microfone aberto, e vários livros disponíveis para serem adquiridos pelos interessados em conhecer a literatura montes-clarense. O endereço do Bar Quintal Avenida é Av. Dep. Esteves Rodrigues, 418, no Centro. A entrada é gratuita, mais informações podem ser obtidas pelo telefone 38 – 99112-7011 Com informação do Jornal Gazeta
TRF-4 nega embargos de Lula. E dai! Prende ele então Moro!

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região continua chupando o dedo. E Lula continuará livre e solto. – O recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Lula contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do triplex do Guarujá (SP) foi negado por unanimidade nesta segunda-feira 26, como já era esperado. Com a decisão, a condenação de Lula por 12 anos e 1 mês foi reafirmada. Para o TRF-4, Lula pode ser preso para começar a cumprir a pena quando acabarem os recursos no tribunal. Uma liminar expedida pelo STF na semana passada, no entanto, impede a prisão até que o plenário da Corte julgue seu pedido de habeas corpus. A próxima sessão para julgar o tema está marcada para 4 de abril. Nos embargos, os advogados do ex-presidente questionaram 23 omissões na condenação imposta a ele pelos desembargadores João Gebran Neto (relator do caso), Leandro Paulsen e Victor Laus. A defesa do petista pediu no recurso a nulidade do processo e a absolvição de Lula. Os embargos de declaração, entretanto, geralmente não têm qualquer efeito jurídico para reverter o mérito da condenação, apenas poderia deixar claro eventuais omissões, dúvidas e contradições do julgamento de janeiro.
Viva os canalhas: Temer acabou com mais um benefício para os pobres

As políticas sociais construídas nos treze anos de governos petistas vem sendo destruídas a cada dia. Os programas como o Minha Casa Minha Vida e o Fiés tiveram aportes radicalmente reduzidos. Alguns simplesmente acabaram, como Ciência sem Fronteirase e o Farmácia Popular Onde andam os camisinhas amarelas e betedores de panelas? INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DENUNCIA O FIM DO FARMÁCIA POPULAR NO BRASIL PÓS-GOLPE – Manifesto divulgado por várias entidades da indústria e pesquisa farmacêutica critica severamente as mudanças anunciadas pelo governo no programa Farmácia Popular. Mudanças poderão levar ao descredenciamento de centenas dos cerca de 31 mil estabelecimentos conveniados. “Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros”, diz a nota. O orçamento do Farmácia Popular para este ano é de R$ 2,8 bilhões. Estão incluídos no “Aqui Tem Farmácia Popular” 42 produtos. Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita. Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%. Leia, abaixo, a nota na íntegra: ATENDIMENTO A 20 MILHÕES DE BRASILEIROS PELO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR ESTÁ AMEAÇADO São Paulo, 23 de março de 2018 – Diante das informações de que o Ministério da Saúde prepara-se para, nos próximos dias, alterar profundamente a sistemática do programa Farmácia Popular, a cadeia farmacêutica, composta por indústria, distribuição e varejo de medicamentos, sente-se no dever com a população brasileira de alertar que: 1. O Farmácia Popular é considerado pelo próprio Governo e pelas avaliações feitas em todo o País como o mais bem-sucedido programa de saúde pública, fato importante em um momento em que são recorrentes as insatisfações e críticas ao atendimento da população. 2. Este sucesso não veio por acaso. Nasceu de uma sólida parceria entre a indústria, a distribuição e o varejo de medicamentos, de um lado, e o Governo, do outro; parceria esta nascida entre outras razões pelo fracasso do Governo em manter um sistema próprio de distribuição de medicamentos em 5.600 municípios brasileiros. Hoje, mais de 28 mil farmácias garantem, com tranquilidade, a entrega de medicamentos gratuitos a 20 milhões de brasileiros por mês. É este sucesso que se quer colocar em risco. 3. O Ministério da Saúde foi alertado em inúmeras reuniões sobre o risco de promover mudanças radicais no programa. O setor farmacêutico entende que o programa pode ser aperfeiçoado e propôs discutir medidas nesse sentido. Por isso, o Ministério da Saúde, pela palavra de seu titular, decidiu criar, em 30 de janeiro deste ano, um Grupo de Trabalho que jamais foi reunido. 4. Uma mudança dessa profundidade, feita cinco dias antes da troca de Ministro, não parece oportuna nem sensata. E trará, como consequência imediata, instabilidade e preocupação para milhões de brasileiros. Apelamos, portanto, para que se retome o caminho prudente e, antes de qualquer providência açodada, o novo Ministro da Saúde institua o Grupo de Trabalho que analisará o Programa. O setor privado quer essa discussão. Mas quer, ao mesmo tempo, garantir que a população brasileira não será gravemente afetada por equívocos que podem inviabilizar um programa que vem dando certo. Antônio Britto Presidente executivo INTERFARMA – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa Edison Tamascia Presidente FEBRAFAR – Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias Francisco Deusmar de Queirós Presidente ABRAFARMA – Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias Nelson Mussolini Presidente executivo SINDUSFARMA – Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo Reginaldo Arcuri Presidente executivo GRUPO FARMABRASIL – Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e de Capital Nacional Telma Salles Presidente executiva PRÓGENÉRICOS – Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos
Mulheres fazem ato de amamentação coletiva no Boulevard Shopping

O protesto foi organizado após segurança recriminar professora, ontem, que quis dar de mamar ao filho na central de atendimento ao cliente Um grupo de mães se reuniu, neste domingo (25), para fazer um ato de amamentação coletiva no Boulevard Shopping, no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte. O evento foi um protesto depois que a professora de artes Raquel Araújo, 37, foi impedida por um funcionário do estabelecimento de amamentar o filho no espaço. No sábado (24), Raquel estava com os filhos gêmeos e se dirigiu ao espaço família para amamentar. Como o espaço estava cheio, ela foi até a central de atendimento ao cliente, onde havia alguns bancos mas um funcionário disse a ela que não poderia dar de mamar ao filho naquele local. “Ele falou que não poderia amamentar porque ali havia outras pessoas. Engraçado, porque tem outras pessoas quer dizer que elas vão se ofender com o meu peito?”, contou. Depois disso ela procurou um local isolado para amamentar o filho. Raquel fez o relato do que aconteceu nas redes sociais e recebeu o apoio de outras mulheres que foram, neste domingo, ao shopping realizar o protesto. Cerca de 20 mulheres foram até a praça de alimentação do mall, onde fizeram a amamentação coletiva. O Boulevard Shopping informou que não há qualquer restrição ao amamento no estabelecimento e que está procurando identificar qual funcionário teve esse posicionamento. Durante o ato de amamentação, não houve nenhuma abordagem de trabalhadores do shopping Fonte: Jornal O Tempo
Pais tentam censurar livro sobre cultura negra em escola do RJ

Escola anuncia substituição de livro após exigências de alguns pais de alunos. Diante da manifestação da mãe de um estudante negro e da própria autora da obra, e escola foi obrigada a voltar atrás A mãe e professora de história Juliana Pereira viveu altos e baixos na última sexta-feira (16/3). Primeiro, sentiu esperanças quando participou, com centenas de pessoas, de um protesto que cobrava esclarecimentos para as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, realizado em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro. Momentos depois, a professora sentiu decepção ao voltar para casa e receber um comunicado das mãos de seu filho, aluno do Sesi de Volta Redonda. O texto da escola informava que, por conta do “questionamento de alguns pais em relação ao conteúdo”, o livro Omo-Oba: Histórias de Princesas (Mazza Edições, 2009), de Kiusam de Oliveira, havia sido abolido da grade de livros didáticos. Incomodada com a decisão do Sesi de substituir um material que aborda temas da cultura afro-brasileira, a mãe publicou, no domingo (18), um texto no Facebook em que denunciou a censura ao livro e criticou a escola por ceder às pressões dos pais. “Não falo apenas pelos meus filhos negros, mas para além da necessidade imediata da visibilidade afro-descendente, precisamos formar pessoas que se sensibilizem e busquem uma sociedade mais justa”, escreveu. A postagem teve mais de 10 mil compartilhamentos. A autora do livro, Kiusam de Oliveira, professora da Universidade Federal do Espírito Santo, também reagiu. “Agora estamos na era da caça às publicações que tratam da cultura afro-brasileira”, escreveu, num post em que contava em que foi professora de educação infantil por 23 anos e resolveu escrever um livro com “histórias de rainhas negras que fazem parte da história, da cultura e da humanidade” após testemunhar várias situações de confrontos de alunos negros com a ausência de príncipes e princesas como eles nas literaturas infantil e juvenil brasileira. “Pode parecer pouco, mas num país racista e eurocêntrico como o Brasil, tais princesas têm sido a defesa de crianças negras na luta contra a sua invisibilidade, a discriminação racial e o racismo. Ao Sesi que adotou o livro, parabéns, mas ao mesmo Sesi que o alterou no momento de manifestações contrárias sem que efetivamente tivesse exercido um papel educador e transformador eu digo, sinto muito.” Mais gente apoiou a mãe e a escritora. “Ver assim o próprio colégio, uma escola como o Sesi, abraçando a raivosa estupidez que se funda disfarçada de fé e religiosidade é deprimente”, criticou o escritor Allan de Rosa. “Um verdadeiro desrespeito a lei 10.639/03 que obriga o ensino da história da África e das culturas afro-brasileiras nas escolas”, afirmou a Agência Solano Trindade. Após as críticas, o Sesi se manifestou nesta segunda-feira (19/3) reconhecendo o erro. “A instituição vem a público reconhecer o equívoco no tratamento do assunto e informar que não mais será adotado um livro adicional [no lugar do Omo-Oba: Histórias de Princesas]”, afirmou em comunicado. “Para que equívocos como o ocorrido não se repitam, o Sesi irá realizar uma reciclagem com toda a sua equipe pedagógica”, acrescentou. A instituição também avisou que pretende levar o tema à comunidade, prometendo, “para breve”, um encontro “para debater com a comunidade escolar a diversidade e o multiculturalismo”. A direção do Sesi de Volta Redonda fez uma reunião de pais, no mesmo dia, para tratar do tema. No encontro, outra mãe contou que também havia denunciado a escola nas redes sociais, embora sem a mesma repercussão. Juliana disse à Ponte que o problema do preconceito vai além do Sesi, “é uma questão nacional”. Para ela, os debates sobre diversidade no Brasil ainda é muito “pobre” e as pessoas precisam se “instrumentalizar” mais para abordarem o tema. CompromissoHomologada no dia 20 de dezembro do ano passado, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) se alinha à lei 11.645/08 que estabelece a obrigatoriedade da temática de história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo das escolas. A Base Nacional também determina que as instituições escolares devem “exigir um claro compromisso de reverter a situação histórica que marginaliza grupos”. Segundo o novo currículo do ensino, ainda é função das escolas “valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais”. Outro ladoO Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do RJ), que engloba 5 organizações, entre elas o Sesi, enviou um e-mail solicitando a correção da reportagem porque alega que “o livro não foi banido da escola, em momento algum isso foi dito”, mas admite que cometeu um erro ao anunciar um livro opcional à obra “Omo-oba – Histórias de Princesas”, de Kiusam de Oliveira. Confira a nota na íntegra: A Escola Sesi de Volta Redonda cometeu um erro ao anunciar livro opcional à obra “Omo-oba – Histórias de Princesas”, da autora Kiusam de Oliveira, para alunos cujos pais questionaram a sua utilização em aulas de História. A instituição vem a público reconhecer o equívoco no tratamento do assunto e informar que não mais será adotado um livro adicional. Além de cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e suas complementações, que tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, o Sesi Rio está empenhado e comprometido com a questão da diversidade cultural, tanto que adotou em todas as suas escolas a referida obra como livro paradidático na disciplina de História. Diante do questionamento de alguns pais se precipitou, de forma equivocada, ao permitir a troca da obra para aqueles interessados, procedimento que foi revisto. O Sesi já entrou em contato com a mãe que se sentiu ofendida com a promessa de um livro opcional para se desculpar e esclarecer o ocorrido. Além disso, realizou em 19/03 uma reunião com pais e responsáveis para também abordar o tema. Para que equívocos como o ocorrido não se repitam, o Sesi irá realizar uma reciclagem com toda a sua equipe pedagógica. A Escola Sesi de Volta Redonda também promoverá, em breve, um encontro para debater com a comunidade escolar a diversidade e o multiculturalismo.
Homens são presos por torturar trabalhador com relho

Funcionário negro come ovos sem pedir e é torturado com relho em cena que remete ao período da escravidão. Agressores foram presos e polícia descobriu outros crimes A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou nesta semana a prisão de dois irmãos que torturaram um funcionário que teria comido oito ovos de galinha sem permissão. As imagens do crime provocaram revolta nas redes sociais (veja aqui o vídeo). A vítima trabalhava em uma construção na fazenda de um dos irmãos. O crime aconteceu em São Sebastião do Maranhão, na Vale do Rio Doce, Minas Gerais, e o torturado foi agredido com chicotadas na região do rosto, das costas e nos membros inferiores, além de golpes de turquesa. A Polícia Civil informou ainda que passou seis meses investigando o caso até deflagrar, na segunda-feira (19) a operação “Al Capone”. Os policias cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva. . Segundo a investigação, o crime de tortura ocorreu em setembro de 2017 e foi gravado em vídeos pelos próprios agressores. As imagens foram divulgadas nas redes sociais por um dos irmãos para “servir de exemplo” do que poderia acontecer com os desafetos dos irmãos. De acordo com a PCMG em Santa Maria do Suaçuí, as investigações apontaram ainda suspeitas de prática de tráfico de drogas. A operação resultou na prisão dos três suspeitos e na apreensão de mais de R$ 6 mil em dinheiro, um cheque no valor de R$ 2 mil, várias roupas camufladas semelhantes às utilizadas pelo Exército, diversos documentos comprovando intensa movimentação financeira, relógios de luxo, vários aparelhos celulares, além de quatro automóveis (sendo um deles blindado) e uma motocicleta. Todos esses veículos apresentavam indícios de adulteração. Durante as buscas na residência dos irmãos, um deles chegou a quebrar o celular e escapar do local, momento em que foi contido pelos policiais e conduzido à Delegacia de Polícia Civil em Santa Maria do Suaçuí. Na casa do rapaz que ajudou os torturadores, os policiais encontraram diversas aves da fauna silvestre, sendo que a propriedade das aves foi assumida pelo pai do suspeito, que foi preso em flagrante e também conduzido à delegacia. Segundo o delegado Rodrigo Antunes, de Minas Gerais, o nome da operação é em alusão ao gângster Al Capone, que foi preso pelo crime de sonegação fiscal. “No caso dos irmãos, nós os prendemos pelo crime de tortura , mesmo sendo suspeitos de atuarem no tráfico de drogas na região”, disse. Revolta saber que o trabalhador ainda passa por essas situações vexatórias, esse é o Brasil que não quero, isso é o Brasil que a impressa não mostra !! E o governo golpista, dificultando as fiscalização do Ministério Publico do Trabalho. (comeu 2 ovos sem pedir) ————————————————————————————————————————————————————— Relho é um artefato feito de tiras de couro trançadas, ou uma tira torcida, destinado a infligir estímulo doloroso a um animal. Usa-se o relho para apressar animais de montaria e corrida competitiva e também animais de tração como cavalos, bois e mulas. Outrora foi também usado para castigo físico, a exemplo do chicote. Devido ao seu carácter pesado o relho causa dor muito elevada e pode dar origem a graves problemas de saúde quando infligido na pele humana. Por ser um instrumento perigoso o seu uso em humanos enquanto instrumento de castigo foi banido há muitos anos.(Wikipédia)
O habeas corpus da democracia – Por Gustavo Conde

A vitória de Lula no STF foi maior do que se imagina. A lente do ceticismo que, de maneira compreensível nos toma a todos, impediu que assimilássemos sua dimensão real. E quem nos forneceu gratuitamente a “chave” dessa dimensão, ironicamente, foi a imprensa tradicional. Ela interpretou o resultado com mais acuidade e interesse – e com profunda lamentação. A nossa leitura, acostumada com “derrotas” seguidas, não quis codificar o que estava diante de si: uma vitória espetacular. A “mera” aceitação deste habeas corpus leva o processo de Lula ao labirinto infinito das subjetividades do Supremo. Isso eleva o cenário das possibilidades à décima terceira potência – o que continua sendo arriscado, mas agora para os dois lados. Agora, pode-se pedir vista, pode-se adiar, pode-se enxertar, enfim, pode-se criar um debate sem fim. Sérgio Moro sofreu o seu maior cala-a-boca até aqui e ficou com a broxa na mão. A imprensa sabe que, a partir deste momento, o STF ficou menos manipulável. Em outras palavras: a infinitude narrativa migrou da Lava Jato para o STF. O instante se traduz pela seguinte equação: o bloco do golpe terá de pressionar , daqui por diante, ministro por ministro – e não só a “adestrada” Cármen Lúcia. Isso gera muito mais trabalho e resulta em sub chantagens que escapam ao mundo controlado da ‘realidade’ golpista. A confortável operação sangrenta de caça à Lula, portanto, foi lançada ao imponderável das crises existenciais que subjazem às ilhas supremas do nosso tribunal máximo, tão bipolar quanto irritadiço. Era tudo o que o golpe não queria. O ethos histórico de um defensor Essa vitória também atende pelo singelo nome de um veterano magistrado. A defesa de Lula conta com estrelas de primeiríssima grandeza, como Cristiano Zanin, Valeska Teixeira e Sepúlveda Pertence. Mas, eis que, aos 45 do segundo tempo, entra em campo um defensor que parecia estar guardando seu talento para aplicá-lo justamente neste preciso instante. José Roberto Batochio colocou o STF no bolso. Fez uma defesa impecável, histórica, contundente, técnica e, ao mesmo tempo, inflamada. Sua voz incorporou o sentido geral de sua dicção: levemente afônica, com falhas específicas, quase calculadas. Um “granulado” vocal que hipnotizou o ministros. O som se somou ao sentido porque aquele conjunto de “falhas” são decorrentes de densidade emocional, não de afonia por desgaste físico. Batochio impregnou o STF com sua voz e com sua erudição controlada e prática. Foi uma aula, um raro momento de soberania intelectual naquele tribunal que se autodegradou tanto de dois anos para cá. Na esfera do conteúdo propriamente dito Batochio foi sutil como uma lâmina de aço forjado em dobras: invocou nada mais nada menos que Chrétien-Guillaume de Lamoignon de Malesherbes, o defensor de Luís XVI. Narrou a tensão que cercava a defesa do magistrado francês no longínquo ano de 1792, mobilizando assim um conjunto de sensibilidades difusas em sua audiência, desde o banho de sangue da revolução francesa até a cifra trágica de se evocar um defensor que foi guilhotinado. Feita essa complexa armadilha retórica, citou em francês a frase que deve estar ecoando até agora nos ouvidos dos ministros: “J’apporte à la Convention la vérité et ma tête. Elle pourra disposer de ma vie quand elle aura entendu mes paroles”. Tradução: “Trago à convenção a verdade e a minha cabeça. Poderão dispor da segunda, mas só depois de ouvir a primeira”. Está aberta a nova temporada de caça aos ministros Ao dispor dessa tática de persuasão mais agressiva e passional, habitante histórica do próprio direito, Batochio impôs seu regime de sentido àquele tribunal. Pode-se ver a sessão quantas vezes quiser: o que ficará impregnado na memória e no juízo é a fala de Batochio. Não bastasse o tom, a dicção, o conteúdo e a própria voz – significada na semiótica da respiração – Batochio ainda cometeu o abuso de improvisar: diante do iminente adiamento do mérito, pediu de maneira inesperada uma salvaguarda para seu cliente, de maneira a protegê-lo até o momento da decisão do Habeas Corpus propriamente dita. Este pulo do gato jurídico – absolutamente legal e previsto na letra – devastou o horizonte azul-tucano do prosseguimento do golpe. Porque ele gera cenários mais complexos do que o mérito em si poderia gerar. A admissibilidade do Habeas Corpus reabre a temporada das pressões. De uma certa maneira, repete a institucionalidade teatralizada do impeachment de Dilma Rousseff, mas, agora, diante de outra conjuntura política: o desgaste monumental do usurpador da república, do próprio STF e do próprio instituto das eleições majoritárias, na iminência de sua realização. Não bastasse essa pletora de complicadores, o réu é nada mais nada menos do que o franco favorito a ser reconduzido ao cargo de presidente da república, além de estar indicado ao prêmio Nobel da Paz e de ter a atenção máxima da imprensa mundial que, diferentemente da brasileira, não tem rabo preso nem exerce pressões diretas naquele tribunal – senão as pressões legítimas da opinião pública internacional. A dança das pressões O STF re-encontrou, por assim dizer, sua razão de ser. Ele subtrai o protagonismo pálido e cansado de Sergio Moro e da Lava Jato – que arrasaram não só a economia, mas todo o ordenamento jurídico do país – e volta a tentar praticar algum tipo de direito com base na constituição. Mais do que isso. O 7 a 4 de Lula tira de Cármen Lúcia o controle irrestrito dos prazos daquela corte. É por isso que a imprensa tradicional se quedou paralisada diante da decisão supracitada. Ela sabe que a narrativa do golpe sofreu um estilhaçamento. São 11 ministros. Enquanto se pressiona um, distensiona-se outro e assim por diante. Não há energia suficiente – nem com todos os prêmios e minutos de jornal nacional – que dê conta de 11 ministros e suas respectivas vaidades e bipolaridades. Essa é a lógica, afinal, de um tribunal superior: sua indomesticação (ainda que por motivos meramente humanos, demasiadamente humanos). Diante desta realidade, impõe-se obrigatoriamente o poder de convencimento e a inteligência, justamente os dois atributos que a
Os homens do impeachment – Por Jeferson Miola

O jornal O Globo deste domingo [25/3] noticia falcatruas de 2 personagens que tiveram papel central na construção da fraude do impeachment da Presidente Dilma ao lado da própria Globo e de Eduardo Cunha, Temer, Aécio, Serra, Padilha, Jucá, Moreira, Geddel, FHC … Na página 2, na nota “Delação envolve ministro do TCU”, o colunista Lauro Jardim anota que o conselheiro do TCU João Augusto Nardes é a “estrela” da delação de um importante operador da corrupção no governo Sérgio Cabral, do MDB do Rio: “A delação premiada de Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário de Transportes do Rio de Janeiro, não atinge apenas seu ex-chefe, o deputado Julio Lopes. Já homologada por Dias Toffoli, a colaboração tem um anexo em que a estrela é o ministro do TCU Augusto Nardes”. O colunista mencionou que “Velloso detalha triangulações de que participou que envolviam Nardes — algumas com empreiteiro Fernando Cavendish e outras com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ainda preso pela Lava-Jato”. Nardes, ex-deputado pelo reacionário PP do Rio Grande do Sul, foi o conselheiro do TCU [conselheiros do TCU se chamam pomposamente de “ministros”] que encomendou, relatou e aprovou o relatório das chamadas pedaladas fiscais utilizado na promoção do impeachment fraudulento pela equipe de Janaína Pascoal, que recebeu R$ 45 mil do PSDB para produzir aquele lixo jurídico aceito por Eduardo Cunha para perpetrar o golpe. Nardes também é citado na Operação Zelotes por suspeita de ter recebido mais de R$ 1,65 mi da RBS para atuar no CARF com o objetivo de reduzir o valor a ser pago pelo grupo de mídia afiliado da Globo, que sonegou R$ 671 milhões. Nardes, apesar disso, não só continua solto, como continua “ministro” do TCU. Na página 4 d´O Globo, a reportagem “Padrinho Jovair coloca ‘171’ na linha de frente do Ministério do Trabalho” faz referência aos esquemas milionários de corrupção engendrados pelo PTB no Ministério do Trabalho – e que ajudam a entender a razão da insistência insana de Roberto Jefferson em nomear a filha Cristiane Brasil para o cargo de ministra. Jovair Arantes foi indicado por Eduardo Cunha para relatar a fraude do impeachment. O parecer dele, favorável ao golpe, foi aprovado na deplorável sessão de 16 de abril de 2016 da Câmara dos Deputados, notabilizada internacionalmente como uma “assembléia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha”. É daí que deriva o poder inabalável e a enorme influência de Jovair no governo Temer e que traduz, em última instância, o poder e a influência do próprio Cunha sobre Temer e toda quadrilha. O servidor Túlio Ostilio Pessoa de Oliveira, que cumpre pena alternativa pelo crime de estelionato, “é mais um funcionário comissionado a chegar à pasta apadrinhado pelo deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB na Câmara. É mais um servidor colocado na linha de frente dos atos necessários para garantir os pagamentos de contratos apontados como superfaturados pela Controladoria Geral da União (CGU)”. A poucos dias, foi denunciado outro escândalo no Ministério do Trabalho também implicando alguém da área de influência de Jovair Arantes. O jovem Mikael Tavares Medeiros, 18 anos, filho do presidente do PTB de Planaltina de Goiás, foi nomeado para cargo que controla mais de R$ 500 milhões. No segundo dia de trabalho, o rapaz liberou o pagamento de R$ 27 milhões à empresa B2T em total desacordo com as recomendações de técnicos da Pasta e dos órgãos de controle. Jovair, apesar disso, não só continua solto, como continua exercendo o mandato de deputado. Pequena parcela da camarilha corrupta que tomou de assalto o poder através do golpe está presa – Cunha, Henrique Alves, Geddel –, enquanto a maioria dos seus integrantes ou segue impune, livre, leve e solta pela cumplicidade duma justiça seletiva e facciosa; ou continua praticando crimes, também com a complacência desta mesma [in]justiça cuja obsessão é atingir Lula, contra quem não existe uma única prova sequer de crime.* Jeferson Miola é integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial
O jogo das pressões – Por Fernando Brito, do Tijolaço

Não haverá “folga” para os ministros do STF até o dia 4, quando volta à pauta o habeas corpus de Lula. Com alguns dias, foi possível saber como a “viagem” de Marco Aurélio Mello, sacada com maestria – e até assumindo um desgaste pessoal -, acabou impedindo uma manobra, possivelmente combinada entre Cármen Lúcia e Luiz Edson Fachin, para criar um fato consumado. Fachin daria seu voto contrário e, como a ordem de votação se iniciava com Alexandre de Moares e Luiz Roberto Barroso. 3 a zero contra Lula e julgamento suspenso pelo “adiantado da hora”. Segunda-feira, o TRF confirmaria a sentença e -feito! – Lula seria preso às vésperas ou durante a Semana Santa, tranquilizando que tem medo da repercussão de sua detenção. Com Lula já na cadeia e um placar altamente favorável, o quarto voto, de Rosa Weber, na sessão de reabertura da votação, cobraria um preço muito maior para ser dado em favor do ex-presidente. O movimento de Mello e a presteza com que a defesa pediu de imediato a liminar de salvo-conduto desmontaram a estratégia torpe de manipulação do julgamento, começada com a antecipação do julgamento do habeas corpus em lugar das ações de inconstitucionalidade, de alcance geral e, por óbvio, muito mais adequadas, pela impessoalidade. Agora, será pressão diária. Os batedores de panela remanescentes – agora que a turma do Kim entrou no seu ocaso midiático – gritam nos jornais. Três deles – Eliane Cantanhede, no Estadão, e, em O Globo, Ascânio Seleme e Merval Pereira vociferam contra o Tribunal. Invocam o pecado de que o STF mude sua jurisprudência por um habeas corpus, convenientemente esquecidos de que foi através de um habeas corpus que se estabeleceu esta inconcebível decisão de “revogar” o princípio constitucional da presunção da inocência. Acenam com o “perigo” de que a decisão represente a libertação de centenas, milhares de condenados em segunda instância, como se todos não estivessem vendo, até pela reação dos “heróis” da Lava Jato que a decisão apenas poria fim a um conjunto de atos praticados com muitas motivações, menos a de fazer justiça. Tudo isso porque se apavoram com a possibilidade de que Lula, em liberdade, frustre os planos de afundar de vez o Brasil no autoritarismo. Fazem pressão, todo o tempo, com a ajuda da “Carminha” que não se envergonha de antecipar, no rádio, o voto que dará em favor desta violência. Mas não têm para onde apontar, porque tudo que este processo de destruição da política conseguiu produzir foi um personagem sinistramente caricato: Jair Bolsonaro.
Pense num cabra animado, diz Lula após decisão do STF

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que o ex-presidente não poderá ser preso até o próximo dia 4– O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva soube da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de conceder uma liminar impedindo sua prisão até o dia 4 durante um ato na noite da última quinta-feira (22), na cidade de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. Às 19h15, um assessor lhe entregou o seu próprio celular. Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff leram a notícia juntos. Pouco antes, os ministros do Supremo tinham decidido adiar para o dia 4 de abril a discussão sobre o habeas corpus pedido pela defesa do petista. Atendendo a um pedido da defesa, seis dos 11 ministros votaram também por conceder uma liminar proibindo a sua prisão até essa data, sob o argumento de que o ex-presidente não poderia ser prejudicado por um atraso no julgamento que não aconteceu por culpa dele. Com gestos, o ex-presidente queixou-se da dificuldade de enxergar o texto, chamando o vice-presidente do PT Márcio Macedo para que lesse a notícia. Numa rodinha, Lula, Dilma e Macedo conversaram. Até que o anfitrião do ato e coordenador do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), João Pedro Stedile, arrancasse o celular de sua mão. Naquele momento, os participantes do ato tinham apenas informações incompletas. Pouco depois, Dilma assumiu o microfone para discursar. Um assessor subiu ao palco e conversou com o ex-presidente. Lula ouviu depoimentos de simpatizantes que foram beneficiados com programas sociais em um ato sobre agricultura familiar. No discurso, Lula disse esperar que os ministros do STF se debrucem sobre o mérito de seu processo. O ex-presidente repetiu que não está acima da lei. “Eu quero apenas a lei e a justiça”, afirmou. E demonstrou satisfação após saber da decisão: “Pense num cabra animado”. Na próxima segunda (26) o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) julgará os últimos recursos de Lula naquela instância. A partir dali, rejeitados os recursos, pela praxe do TRF-4, a prisão poderia ser decretada -a liminar, porém, agora impede que ele seja detido nas próximas duas semanas. Lula está no Rio Grande do Sul em sua caravana pela região Sul. Ele tem enfrentado protestos diários nas cidades do interior gaúcho. Com informações da Folhapress. Leia também: Cabra macho, sim senhor – Por Felipe Gabrich