Lula livre mesmo com pedido de vista no STF

 Está mais fácil o Sargento Garcia prender Zorro do que o juiz Sérgio Moro colocar Lula atrás das grades, como deseja a Globo e os especuladores no mercado financeiro.  A última informação é que um eventual pedido de vista no habeas corpus do ex-presidente, no dia 4 de abril, mantém o salvo-conduto concedido ao petista pela Suprema Corte. Paralelamente, nesta segunda-feira (26) os desembargadores do TRF4 — a famigerada segunda instância — julgam os embargos de declaração da defesa de Lula. Após esse acórdão poderá haver mais um recurso, os embargos dos embargos, que poderá levar mais dois meses. Ou seja, provavelmente em junho. Na outra ponta, independentemente do TRF4 e do habeas corpus, há ainda o exame das ADCs 43 e 44 cujo relator é o ministro Marco Aurélio Mello. Essas declaratórias têm a ver com a presunção da inocência prevista na Constituição Federal (art. 5º, inciso LVII: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”). Via Blog do Esmael

Lavajateiros agora se voltam contra programa nacional de submarinos

 Ninguém vai parar essa loucura? O que mais falta para o governo brasileiro e as forças armadas darem um basta aos delírios do MPF, os quais, estranhamente, se voltam sempre com fúria contra os interesses nacionais mais estratégicos, mais importantes para nossa defesa, nossa infra-estrutura, nossa economia, nosso futuro”, questiona Miguel do Rosário, editor do Cafezinho  Por Miguel do Rosário, no Cafezinho – A matéria publicada no UOL é mais um dos crimes lavajateiros que caracterizam estes sombrios tempos de golpe. O título é já uma condenação peremptória e midiática, com efeitos terríveis sobre o projeto, que, nestes casos, é paralisado, suspenso, atrasado ou mesmo anulado. “MPF aponta superfaturamento de 2,8 bilhões em programa de submarino”. A frase é uma bomba semiótica típica da guerra híbrida. Em poucas palavras, tanta destruição. Se você ler a reportagem, coisa que quase ninguém faz, inclusive o ministro Luis Roberto Barroso (que adora denunciar a corrupção nas estatais brasileiras em suas palestras regiamente pagas nos EUA), você descobrirá que o Ministério Público não tem NENHUMA prova de superfaturamento no projeto dos submarinos. O que você tem é um procurador fazendo a velha e idiota confusão de sempre, de pegar o orçamento de um projeto, e compará-lo com os gastos efetivos realizados naquele projeto. O MPF virou uma arma de destruição em massa. O que um procurador entende de submarino nuclear? Nada, evidentemente. Embora a operação não faça parte, oficialmente, da Lava Jato, é mais um de seus desdobramentos, e o modus operandi é parecido: “deslegitimação” na mídia, pré-julgamento, linchamento moral, e, sobretudo, ausência completa de preocupação sobre suas consequências devastadoras. Um projeto é sempre um projeto. A sua realização é outra coisa. Para ganhar o projeto, as empresas puxam os custos para baixo. Na hora de realizá-lo, puxam os custos para cima. Isso é uma realidade objetiva e concreta. Há desvios? Pode ser, mas certamente não na escala delirante do MPF, que faz uma conta infantil de subtrair os custos efetivos das obras do que havia sido estimado no projeto inicial. No caso dos submarinos, o procurador vai mais longe. Como se soubesse mais do que a própria Marinha, ele toma posições contra o próprio projeto, que deveria, segundo ele, ter feito um armazém aqui, outro acolá, como se ele, procurador, fosse a autoridade maior em submarinos do país! O lado trágico disso tudo é que o projeto dos submarinos já está atrasado por conta da Lava Jato e do golpe. Essa nova onda de ataques pode atrasá-lo ainda mais, prejudicando a economia fluminense, em situação desesperadora, que se beneficiaria dos estaleiros a serem construídos e ampliados no Rio de Janeiro. Ninguém vai parar essa loucura? O que mais falta para o governo brasileiro e as forças armadas darem um basta aos delírios do MPF, os quais, estranhamente, se voltam sempre com fúria contra os interesses nacionais mais estratégicos, mais importantes para nossa defesa, nossa infra-estrutura, nossa economia, nosso futuro? *** No UOL MPF aponta superfaturamento de R$ 2,8 bilhões em programa de submarinosLeandro PrazeresDo UOL, em Brasília24/03/201804h00 Obras do estaleiro para submarinos teriam sido superfaturadas, diz procurador Investigações conduzidas pela PR-DF (Procuradoria da República no Distrito Federal) encontraram indícios de superfaturamento de ao menos R$ 2,8 bilhões no Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), projeto executado por uma subsidiária da Odebrecht e pela empresa francesa DCNS. Em nota, a Marinha disse desconhecer qualquer suspeita de superfaturamento na obra. A Odebrecht, até a última atualização desta reportagem, não havia se manifestado. O Prosub é o maior programa da área de Defesa em andamento no Brasil. Orçado inicialmente em R$ 27 bilhões, a estimativa é que ele custe pelo menos R$ 31 bilhões. O projeto prevê a construção de um estaleiro em Itaguaí, no litoral fluminense, e de cinco submarinos, sendo quatro convencionais e um movido a propulsão nuclear. O primeiro submarino convencional do projeto deve ser entregue em 2020. O submarino nuclear ficaria pronto em 2029. O superfaturamento identificado pelo procurador do caso, Ivan Cláudio Marx, estaria na obra do estaleiro onde os submarinos são construídos. A obra é executada pela Itaguaí Construções Navais, uma subsidiária da Odebrecht e, segundo a procuradoria, custou muito mais (R$ 7,8 bilhões) que o valor inicial (R$ 5 bilhões), além de ter ficado menor do que foi originalmente planejada. Segundo as investigações, o orçamento inicial previa que o estaleiro custaria R$ 5 bilhões. Depois de iniciada a obra, a estimativa subiu para R$ 10 bilhões. O governo contestou os novos valores e a Odebrecht teria oferecido um novo valor: R$ 7,8 bilhões. O montante, segundo o procurador, foi aceito pelo governo. O problema é que, de acordo com as investigações, para que a obra “coubesse” no novo valor, partes do projeto inicial foram excluídas. Entre as partes excluídas estariam galpões destinados à utilização das Forças Armadas, principal interessada no programa. “Quando a gente reavaliou os dados e foi ao local da obra, constatamos que uma boa parte do projeto inicial tinha sido eliminada para caber no novo preço. Ou seja, o governo vai pagar mais caro para ter menos obra”, disse. As investigações sobre o suposto superfaturamento das obras do Prosub começaram no final de 2015 e ainda não foram concluídas. Ao final das apurações, a PR-DF poderá apresentar uma denúncia à Justiça Federal do DF. Atualmente, existe um procedimento investigatório criminal (conduzido por Ivan Marx) e um inquérito policial a cargo da Polícia Federal apurando o caso. Projeto envolvido em suspeitas A constatação de que houve superfaturamento nas obras do Prosub é a mais nova polêmica envolvendo o projeto e a Odebrecht. No ano passado, as delações de executivos da companhia revelaram que a empresa pagou R$ 155,5 milhões em propina ao operador José Amaro Pinto Ramos para obter os contratos de construção dos submarinos. Delatores como Benedicto Júnior e Hilberto Mascarenhas admitiram que a Odebrecht pagou propina a Ramos pela obtenção dos contratos. Segundo eles, o dinheiro foi repassado a Ramos por meio de depósitos em contas mantidas por ele no exterior ao longo da

STF pôs fim ao Consenso de Curitiba – Por Ricardo Bruno

 A decisão do STF de impedir uma eventual prisão de Lula, até o julgamento final do habeas corpus, teve o condão de pôr fim à estranha unanimidade do Judiciário na análise das acusações contra o ex-presidente.  Ainda que de modo provisório, os ministros da Suprema Corte confrontaram a teoria dominante, elaborada por Moro e seus asseclas da Lava-Jato, segundo a qual Lula não deve ser tratado com equilíbrio e bom senso, a fim de que não prevaleça uma eventual imagem de leniência do Judiciário com o presidente de maior aprovação popular na história recente do País. Assim, as provas pouco importam; os fatos, por mais óbvios, não são suficientes. O importante é o aspecto didático de uma condenação – ainda que seja uma condenação desprovida dos mais comezinhos elementos comprobatórios; ainda que se incorra na mais flagrante aberração jurídica; ainda que se cometa a mais aviltante mácula processual na aplicação da lei. O direito não é uma ciência exata. Comporta nuances de interpretação. Resulta de visões humanísticas sobre ética e moral. Contudo, reparem a esdrúxula sequência do caso. Moro condena; os desembargadores do Tribunal Regional de Porto Alegre ratificam a condenação e, como num coro de vozes amestradas, ampliam a pena de nove para 12 anos e um mês. Até mesmo nesta gradação foram consensuais. Não houve sequer uma divergência colateral entre os magistrados – em que pese a extrema complexidade do caso. Adiante, a quinta turma do Superior Tribunal de Justiça novamente expressa consenso na rejeição de um habeas corpus preventivo. As justificativas são as mesmas, os argumentos parecem clonados da versão inicial de Moro e do Ministério Público Federal. Não houve confronto de posições nem mesmo sobre a admissibilidade ou não de recursos. Custa-nos a crer na possibilidade de não existirem modos diferentes de interpretar a lei; pesos diversos na aplicação do código penal, enfim visões conflitantes. Sem exceção, todos mostraram-se adeptos da necessidade de uma espécie de condenação sumária do ex-presidente . Quando todos aprovam, quando todos repetem exatamente o mesmo discurso, é prudente desconfiar. O Supremo quebrou esta forma monolítica, artificial e suspeita de tratar o caso. Pôs fim ao consenso de Curitiba. As divergências entre ministros no STF, às vezes condenadas pelo senso comum, são essenciais para seriedade e o respeito às suas deliberações. É deste dissenso que nasce o equilíbrio na aplicação dos códigos. A vitalidade do sistema democrático não está efetivamente no consenso. Ao contrário, resulta dos pesos e contrapesos do conflito de posições. Se a presidente Carmem Lúcia tentou emparedar os colegas, colocando em votação o habeas corpus e não as duas ações diretas de constitucionalidade que possibilitariam uma decisão fundada em conceitos gerais, seu objetivo foi frustrado. A perspicácia do advogado José Roberto Batochio permitiu uma solução que não estava no roteiro. O acusado não poderia ser prejudicado pela incapacidade de o Judiciário analisar o caso com a celeridade exigida. Não há como discordar desta premissa. Seria inconcebível permitir a prisão de Lula, João ou Maria com o julgamento de um habeas corpus em curso. Ainda assim, Fux, Barroso, Fachin e a própria presidente denegaram o pedido, ao arrepio do bom senso. A despeito da seriedade de sua conduta, a ministra Carmem Lúcia peca em não permitir a imediata análise das prisões após condenação em segunda instância. Em 2016, o caso foi decidido por estreita maioria de 6 a 5, num indicativo de que a Corte estava efetivamente dividida. Ademais, houve mudança na composição do Tribunal. Ao contrário do que acha Carmem Lúcia, o que apequena o Supremo é não julgar, mas sim deixar de lado sua missão por pressão de grupos organizados e veículos de comunicação. Julgar é sempre um ato de coragem. * Ricardo Bruno é jornalista político, apresentador do programa Jogo do Poder (Rio) e ex-secretário de comunicação do Estado do Rio

Ministro do Supremo manda o impotente Moro cuidar da sua vara

 Marco Aurélio do STF enquadra Moro: “Deveria cuidar da sua vara”  Em entrevista à rádio Fan FM, Marco Aurélio Mello reforçou a crítica feita esta semana ao juíz Sérgio Moro, que fez “recomendações” aos ministros do STF em relação ao julgamento da prisão depois de condenação em segunda instância. “Um juíz de 1ª instância ao invés de cuidar de sua vara, fica mandando recado para ministro. Eu só posso atribuir isto, aos tempos estranhos que estamos vivendo”, enfatizou Rádio Fan FM, de Aracaju – Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao ex-presidente Lula, o ministro do STF, Marco Aurélio concedeu uma entrevista ao radialista George Magalhães da Fan FM, por telefone, na manhã desta sexta-feira, 23. O ministro avaliou a decisão como normal. “É bom aguardar qual será a decisão efetiva sobre o caso do ex-presidente Lula. É natural que ele possa aguardar em liberdade”, pontuou. O ministro ainda informou que Lula deve ser submetido a um novo julgamento apenas no dia 4 de abril, após a semana. “Vamos conduzir este caso com apego a lei das leis, que é a constituição federal”, garantiu. Questionado se já seria possível apontar qual seria a tendência da decisão do pleno com relação ao julgamento, o ministro respondeu que um colegiado é algo complexo. “Não há como dizer se será favorável ou não. Cada um tem sua interpretação, de acordo com inúmeros fatores”, destacou. 2ª instância Durante a entrevista, o ministro também afirmou que políticos condenados em 2ª instância não poderão ser candidatos, mesmo com decisão liminar favorável. “Os registros precisam ser revistos pelo STF. Não podemos ter candidatos condenados”, finalizou. O ministro reforçou a crítica feita esta semana ao juíz Sérgio Moro, que fez “recomendações” aos ministros do STF em relação ao julgamento da prisão depois de condenação em segunda instância. “Um juíz de 1ª instância ao invés de cuidar de sua vara, fica mandando recado para ministro. Eu só posso atribuir isto, aos tempos estranhos que estamos vivendo”, enfatizou. Barroso x Gilmar Mendes Com relação a troca de farpas que aconteceu esta semana no plenário do STF, entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, o ministro Marco Aurélio lamentou. ” É desgastante e desagradável para o próprio STF”, apontou.

Prefeitura vai revitalizar e urbanizar a Lagoa de Interlagos

 Os secretários Guilherme Guimarães, de Obras e Infraestrutura, e Paulo Ribeiro, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, estiveram na audiência pública da Câmara de Vereadores onde apresentaram projeto de urbanização e revitalização da Lagoa de Interlagos em Montes Claros. Participaram também vereadores e centenas de moradores dos bairros no entorno da lagoa. O projeto da Prefeitura foi apresentado pelo secretário de obras que afirmou que, por determinação do prefeito Humberto Souto, além de construir calçadas ao redor do lago, o ambiente será urbanizado com uma pista de cooper e feito um estudo de pavimentação na região onde o deslocamento de terra contribui para o assoreamento da lagoa. O prefeito tem a clara intensão de investir no local transformando-o em referência e um local de lazer e entretenimento para população. O local é uma riqueza ambiental do município que merece toda atenção dos órgãos competentes e a Prefeitura não irá medir esforços para a revitalização e recuperação total da lagoa até o mês de dezembro de 2018. O Projeto, após aprovação pelo Estado, será licitado para escolha da empresa que irá executar a obra. De acordo com o secretário Paulo Ribeiro, a lagoa foi criada pelo ex-prefeito Antônio Lafetá Rebelo, com nome de Lago Norte e acrescentou que o ideal seria uma consulta popular para dar um nome oficial ao lugar, que é chamado por uns de Interlagos e por outros Pampulha. Texto e Fotos: André Senna/Ascom – Prefeitura de Montes Claros

Lula marca seu primeiro gol na justiça e Habeas Corpus é admissível

   O Supremo Tribunal Federal acatou a admissibilidade do habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Lula para tentar impedir eventual prisão após o fim dos recursos na segunda instância. A maioria já decidiu que o habeas corpus é válido. Alexandre de Moraes abriu divergência e foi seguido por Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, em favor de aceitar o habeas corpus como recurso. Os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux votaram contra aceitar o HC. Agora começa uma nova votação, de mérito, mas o julgamento poderá não terminar hoje

Professor entra com mandado de segurança contra corte nos salários na Unimontes

 Reitoria emitiu comunicado intimidador, ameaçando retaliar os professores que estão em greve há 54 dias pelo cumprimento integral do acordo da greve de 2016 A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) informou que está entrando com mandado de segurança contra a ameaça de corte no ponto dos professores, em greve há 54 dias. O comando de greve afirma que o teor do comunicado divulgado pela reitoria, na quarta-feira 21, é uma atitude unilateral, à revelia do governo do Estado, com o claro objetivo de chantagear a categoria e enfraquecer a luta por melhores condições de trabalho e salários dignos. “A chantagem ocorre no momento em que as negociações com o governo estão em curso”, disse a diretora de Comunicação da Adunimontes, Maria Clara Maciel. Na nota, a reitoria também cogita não renovar os contratos dos professores designados (insinuando a devolução de pagamento). Em resposta, o comando de greve emitiu nota em que repudia “veementemente essa prática de intolerância e perseguição por parte da reitoria (reitor e vice reitor), considerando abusivos os termos do comunicado”. Segundo a nota, em nenhum momento o corte de ponto e a situação dos contratos dos professores designados foram mencionados durante a reunião de negociação com o governo ocorrida na terça-feira 20, em que estiveram presentes os representantes da reitoria. “Tal possibilidade sequer foi cogitada pelo governo. Portanto, essa atitude é de responsabilidade exclusiva da reitoria, que, de súbito, demonstra mais uma vez a inabilidade na gestão da Unimontes, a falta de compreensão da situação dos professores e a perversidade com que vem tratando os professores designados”, diz a Adunimontes.Na reunião, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), apresentou uma proposta às reivindicações dos professores. A Adunimontes está elaborando uma contraproposta que será apresentada em assembleia geral da categoria no dia 3 de abril, às 16 horas, no espaço de convívio entre o Centro de Ciências Humanas (CCH) e o Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA). De acordo com o comando, a atitude da reitoria é ameaçadora, constrangedora, intimidadora e irresponsável. Segundo Maria Clara, a ação é uma tentativa de desmobilizar o movimento de greve, chantageando os professores com a condição de cumprimento do calendário letivo para não terem descontos em seus salários. “Justamente no momento em que as negociações como o governo começam a avançar, a reitoria, novamente, dá um passo atrás e se esforça para mais uma vez prejudicar os professores”, observa a nota. Contra a ação intimidadora, a Adunimontes entrou nesta quinta-feira com mandado de segurança preventivo para garantir que nenhuma atitude dessa natureza seja implementada. “Já há jurisprudência no Supremo Tribunal Federal (STF), assegurando que não pode haver corte de ponto quando a negociação entre as partes está em curso”, informa a nota. O comando de greve lembrou que, do ponto de vista jurídico, em um acordo, se uma parte não cumpre, a outra está desonerada do cumprimento, o que, no caso dos professores da Unimontes, justifica e torna legal a greve em curso. A greve atual é um desdobramento do não cumprimento do acordo da paralisação de 2016, que foi considera legal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “A Unimontes continua em greve. Os professores não aceitarão intimidação nem chantagem”, finaliza a nota.

Cabra macho, sim senhor – Por Felipe Gabrich

 Ele pode ser tudo aquilo do que o estão acusando. À boca pequena e nos tribunais. Ladrão, assassino, estuprador, corrupto e o diabo a quatro. Se ele é ou não é não cabe a mim julgá-lo à luz do meu juízo. Mas a História Política não poderá dizer amanhã que ele não seja um “cabra Macho”. Macho, com EME maiúsculo. O nordestino analfabeto, que já foi presidente da República por duas vezes, está enfrentando de peito aberto a chamada grande mídia, aqui incluídos jornais de circulação nacional, emissoras de rádio e televisão. De quebra, uma ditadura disfarçada que envolve o Poder Judiciário e o Poder Legislativo, em acintoso conluio com grupos econômicos, instituições de peso representativo junto à sociedade, como a classe ruralista, a maçonaria e a OAB. E o tal do mercado. E os ideólogos da direita fascista e raivosa. Além da oposição radical dos partidos políticos e das pessoas que não gostam do PT. Isso tudo, sem falar nos tratores e caminhões da intolerância humana. Ou na perda de familiares que ficaram na estrada da vida. Sozinho? Sozinho não: ele e o povão. Como em pleitos passados: um discurso popular, uma estrela de um partido que fundou nas portas das fábricas e uma coragem extremada para resistir aos revezes. Se as eleições presidenciais fossem hoje, ele estaria eleito nas urnas ainda no primeiro turno. Não é nenhum ativista apaixonado que está dizendo isso. Basta que se olhe com isenção e frieza as últimas pesquisas da corrida presidencial. Aliás, feitas por institutos especializados que gostariam de ver a sua caveira. E isso com apenas quatro dedos numa das mãos. É. Tem-se que tirar o chapéu para o retirante nordestino. Um “cabra da peste”, sem dúvida, desses dos quais anda precisando muito uma certa República adormecida e em crise institucional da América Latina. * Felipe Gabrich é jornalista e colaborador do em cima da notícia

Caravana de Lula planeja entrada triunfal no Paraná

 GLEISI: LULA SEGUIRÁ O ROTEIRO TRAÇADO NO SUL DO PAÍS A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), desmentiu uma matéria do jornal Folha de S. Paulo, intitulada “Lula reavalia agenda no Sul após dois dias de protestos“ “MENTIRA! A Caravana seguirá o roteiro traçado. Denunciamos milícias armadas que atacam a caravana! É responsabilidade do Estado a segurança dos ex presidentes Lula e Dilma! Não houve orientação do presidente p/ conversar c/ autoridades. Foi decisão do partido e dos parlamentares”, escreveu a parlamentar em sua conta no Twitter. A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Sul, em março, é a quarta etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país. Lula percorreu todos os estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais, o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. O ex-presidente vem denunciando o golpe e também a sua caçada judicial, em que o petista foi condenado sem provas no processo do triplex no Guarujá. Vale ressaltar que, quando o MPF denuncia Lula, em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu não existir “prova cabal” de que o petista é “proprietário no papel” do tripléx. E em janeiro de 2018, a juíza Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, determinou a penhora dos bens da OAS, numa ação movida por credores. E o curioso é que um dos ativos penhorados é justamente o triplex que a Lava Jato atribuiu ao ex-presidente Lula (veja aqui).

Washington Post destaca Marielle como símbolo global

 Um dos principais jornais dos Estados Unidos destacou a comoção pela morte da vereadora e o mito da democracia racial no Brasil Um dos principais jornais nos Estados Unidos, o jornal The Washington Post dedicou sua capa desta terça-feira 20 à política e ativista Marielle Franco, morta sumariamente na noite de quarta-feira 14 no Rio de Janeiro, cidade onde construía sua trajetória pessoal e política. O jornal afirma que se o caso pretendia “silenciar uma política negra que se elevou rapidamente e que denunciava policiais corruptos, o aparente assassinato de Franco fez o contrário. Nos últimos dias, a maior nação da América Latina observou com admiração uma figura pouco conhecida fora do Rio, transformada agora em símbolo global da opressão racial.” A grande repercussão do caso internacionalmente, com homenagens e protestos em Londres, Paris, Munique, Estocolmo e Lisboa, além de um grande ato Nova York, e uma vigília marcada para esta terça-feira em Madri, chamou atenção pelo movimento feito dentro das redes. Segundo o Post, milhares de pessoas que nunca haviam ouviram uma linha sobre Marielle tomaram emprestado do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) a hashtag #SayHerName, usada para mulheres negras vítimas da violência e brutalidade policial. O mito de que no Brasil vivesse uma democracia racial, onde a convivência e direitos entre brancos e negros está pacificamente, foi o ponto de maior destaque da reportagem. O jornal afirma que a comoção à morte da ativista por brancos em condições sociais favorecidas orbita na lógica de Marielle é vítima de uma país em crise, em especial de segurança. Mas, segunda abordagem do Post “ativistas negros e de esquerda chamam essa atitude como parte do problema. Eles dizem que isso reflete um sistema de crenças que finge que a raça não está relacionada com a violência desproporcional sofrida pelos brasileiros de cor – especialmente nas mãos da justiça.” O jornal encerra afirmando que “políticos homens e brancos no Brasil também procuraram levar os policiais corruptos à justiça. Mas Franco foi alvo, insistem seus defensores, porque tirar a vida de uma mulher negra é menos arriscado no Brasil, especialmente em um estado onde apenas 1 em cada 10 casos de homicídio são elucidados.”