Torcedores do Cruzeiro levam faixa em homenagem a Marielle Franco

Manifestação foi feita pelo ‘Comando Rasta’, torcida organizada do clube O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) no Rio de Janeiro originou manifestações pelo Brasil. Nas arquibancadas do Mineirão, não foi diferente. Um grupo de torcedores do Cruzeiro levou ao estádio, neste sábado, uma faixa em homenagem à parlamentar. Em campo, o time celeste venceu por 2 a 0 o Patrocinense e avançou às semifinais do Campeonato Mineiro. A faixa foi produzida pela torcida organizada ‘Comando Rasta’ e continha a hashtag “#MariellePresente”, utilizada em manifestações na internet e nas ruas do país. Em Belo Horizonte, um ato tomou as ruas do Centro da cidade na noite da última quinta-feira. O protesto foi interrompido durante a realização da partida, quando a faixa foi recolhida por seguranças. A ‘Resistência Azul Popular’, por meio do Facebook, acusou a Minas Arena, administradora do Mineirão, de censura. “Hoje, no jogo contra o Patrocinense, uma faixa foi erguida durante a partida homenageando Marielle, mulher negra executada por sua ação contra os milicianos e abusos da intervenção federal. A Minas Arena rasgou o estatuto do torcedor e retirou a faixa da torcida e disse que devolveria somente na segunda. Conseguimos ao final do jogo depois de muita argumentação e pressão resgatar a faixa e cobrar qual foi a ordem para tirar a faixa. As explicações foram esdrúxulas. Iremos fazer um relato mais detalhado na segunda. Lembrando que o coordenador de segurança da Minas Arena é o Coronel Teatini, de outras truculência aqui em Minas Gerais. Muito sintomático que a polícia esteja contra uma faixa de quem lutou contra os milicianos, não?”, publicou o grupo. A Minas Arena, por meio de nota, informou que as faixas precisam de aprovação prévia para serem exibidas no estádio, o que não aconteceu. “O Mineirão apoia toda manifestação pacífica das torcidas que frequentam o estádio. Para tanto, as faixas posicionadas na arena são previamente apresentadas e aprovadas, em conjunto com autoridades competentes o que, infelizmente, não aconteceu neste caso. Os torcedores abriram a faixa, fizeram a sua manifestação e, na sequência, ela foi retirada pela segurança. Atos de manifestação, comunicados previamente, têm acontecido de forma organizada e, ainda, recebido apoio das mídias do estádio, como o telão e sistema de sonorização. Assim como todo o país, também estamos indignados com o fato ocorrido na última quarta-feira e repudiamos qualquer ato de violência”, diz a nota da administradora do Mineirão. Entenda o caso Na noite da última quarta-feira, a vereadora Marielle Franco, 38, e o motorista Anderson Gomes, 39, foram brutalmente assassinados dentro de um carro, na região central do Rio de Janeiro. As circunstâncias do crime fizeram com que o caso ganhasse repercussão mundial e originassem manifestações dentro e fora do país. Marielle Franco foi a quinta vereadora com mais votos na cidade do Rio de Janeiro. Defensora dos direitos humanos e ativista negra, a parlamentar voltava para casa após participar do evento “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, roda de conversa realizada na Lapa, ao ser abordada pelos criminosos. A vereadora foi atingida com quatro tiros na região da cabeça e do pescoço. O motorista, por sua vez, foi alvo de três disparos nas costas. Inicialmente, a Polícia Civil é a responsável por investigar o caso. De acordo com reportagem exibida pela TV Globo, a perícia concluiu que o lote de munições utilizados foram comprados pela Polícia Federal. Os investigadores trabalham com a hipótese de que o crime tenha sido execução e não um simples assalto. Afinal, não há registros de pertences roubados após os assassinatos
Dia Mundial da Água – Atividades começam na segunda-feira

Começam na próxima semana as atividades festivas em comemoração ao Dia Mundial da Água, celebrado no próximo dia 22 de março. As atrações, que são promovidas pela Prefeitura de Montes Claros, visam conscientizar a população sobre a importância do bom uso desse recurso natural, alinhado com o tema proposto pela ONU para este ano: “Soluções Naturais para a Água”. A programação terá início dia 19, segunda-feira, com um ciclo de palestras para estudantes universitários com os seguintes temas: “Desaparecimento das Veredas no Norte de Minas”; “Crise Hídrica e sua Influência no Processo de Desertificação”; “Ameaças e Importância da Serra do Cabral e a Importância dos Recursos Hídricos no Sertão Norte Mineiro” e “Criação de Parques e Corredores Ecológicos”. Estão programados, também, cercamento de nascentes, plantio de árvores e passeio ciclístico nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) da área urbana e da zona rural de Montes Claros, para conscientizar a população sobre o tema, por meio de material educativo. Sobre o dia Mundial da Água O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU no dia 22 de março de 1992. Desde então, essa mesma data a cada ano é destinada à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural. A data comemorativa é uma oportunidade para se conhecer mais sobre a problemática da água, promover debates na sociedade e tomar atitudes que façam a diferença no uso racional de água. A cada ano um tema diferente é eleito para ser discutido, correspondendo a um desafio atual ou futuro. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros – Arte Gu Ferreira
Até quando o vampirão continuará sendo protegido pelo Supremo?

TEMER TERÁ DE PROVAR QUE ‘A MALA DE DINHEIRO NÃO ACONTECEU’, DIZ JANOT – Responsável por denunciar duas vezes Michel Temer, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot afirmou que o emedebista terá sustentar que “a mala de dinheiro não aconteceu. Que a compra do silêncio (de Eduardo Cunha) não aconteceu”. “Eu acho que ele vai ter alguma dificuldade de produzir essa prova técnica para se contrapor a toda a prova que já existe nesses dois processos. Os advogados do presidente vão ter muito trabalho”, disse Janot, em Bogotá, durante entrevista concedida à BBC Brasil. O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) foi filmado com uma mala de dinheiro (R$ 500 mil), que seriam a primeira parcela de uma negociação de propina com a JBS para o congressista agilizar um processo junto ao Cade de uma usina termelétrica do grupo J&F. Por sua vez, na primeira denúncia Temer foi acusado de corrupção passiva, e na segunda de organização criminosa e obstrução judicial, sendo o primeiro ocupante da presidência denunciado por corrupção. Leia a íntegra da entrevista
Juízes federais fazem greve hipócrita e irrealista

– Paralisação defendeu mordomias e privilégios – Por Kennedy Alencar Além da controversa legalidade de greve de magistrados, a paralisação de ontem dos juízes federais mostrou desconexão com a sociedade e irrealismo fiscal. A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) fez um balanço. Segundo a entidade, houve adesão de 62% dos associados. O movimento foi convocado para defender o auxílio-moradia e reivindicar reajuste salarial de 40%. Segundo alguns advogados e professores de direito, seria ilegal juiz fazer greve. Mas, mesmo que magistrados tivessem tal direito, as reivindicações são absurdas. A defesa do auxílio-moradia, um penduricalho para ultrapassar o teto constitucional, não tem fundamento ético. Também é um pagamento controverso do ponto de vista legal _uma forma de descumprir o teto constitucional, como salário indireto, disfarçado. O pior, porém, é invocar o combate à corrupção para defender esse privilégio, como se acabar com essa mordomia fosse uma perseguição ao trabalho dos juízes. É uma mistura de hipocrisia e esperteza usar esse argumento. Justamente porque há um maior combate à corrupção no Brasil, a sociedade não tolera mais determinadas práticas. O combate à corrupção é um motivo a mais para acabar com o auxílio-moradia. Aliás, será preciso acompanhar com lupa a decisão que o STF tomará na semana que vem a respeito desse assunto. Não pode resultar apenas num julgamento para restringir o auxílio-moradia, mas numa determinação para acabar com uma farra criada por liminar do ministro Luiz Fux. O Supremo não pode ceder ao pior tipo de corporativismo. O pedido de reajuste de 40% não faz nenhum sentido. O atual salário já é fruto da incorporação de diversos penduricalhos feitos no governo Lula, mas a farra foi voltando ao longos dos anos. Essa reivindicação é uma afronta à sociedade. Demonstra gula econômica. O Brasil vive enorme crise fiscal. Mais uma vez, uma parcela da elite, uma casta de funcionários públicos, comporta-se como se fosse dona do Estado, com direito a privilégios e mordomias. Juízes não ganham pouco. Magistrados, com seus supersalários, são exemplos do patrimonialismo brasileiro. Gastos sociais importantes em saúde e educação sofreram queda. Falta dinheiro para políticas públicas destinadas aos mais pobres. Não há dinheiro sobrando para a educação e a saúde, mas os juízes querem ganhar mais. Em que país vivem esses magistrados? A elite tem responsabilidade maior numa hora de crise. Deveria fazer sacrifícios em vez de defender o indefensável. Seria importante que vozes importantes, como as do juiz federal Sergio Moro e do procurador da República Deltan Dallagnol, fossem ouvidas a respeito disso. Afinal, eles têm opinião sobre diversos assuntos e exercem uma liderança no Judiciário que é paralela à do STF. Ontem, enquanto milhares de pessoas protestavam contra o assassinato da vereadora Marielle Franco e choravam a morte covarde dela, juízes federais se comportaram como Marias Antonietas, para usar uma definição adequada do jornalista Fernando Brito. Ontem foi realmente o dia da vergonha no Brasil, com privilegiados defendendo sem pudor os seus brioches, mas o país real era e é o de Marielle Franco. Resistir é preciso Reações que culparam a vítima foram significativas nas redes sociais ao longo dia de ontem. Sempre são surpreendentes e assustadoras a falta de solidariedade em relação à dor alheia e a facilidade para agressões autoritárias e gratuitas. Essas coisas se tornaram comuns no Brasil. Mas, num dia tão triste como o de ontem, houve motivo para encontrar alguma alegria: ver a reação de milhares de pessoas que foram às ruas para homenagear e honrar a vida e a luta de Marielle Franco. É preciso resistir em defesa da civilização, contra a barbárie que é do agrado de figuras execráveis da vida pública e dos pequenos fascistas que saíram do armário.
As Marias Antonietas de toga – Por Fernando Brito

Enquanto o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes toma conta das conversas entre as pessoas em todo o país, nos salões refrigerados dos prédios da Justiça, em todo o país, os senhores magistrados e promotores faziam sua “greve” em defesa do auxílio-moradia indiscriminado e de reajustes dos vencimentos que, nas palavras do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, “hoje estariam em R$ 47 mil”. Pobres coitados, chegam a dizer que estão sendo perseguidos. É o escárnio escancarado em um país que tem juízes – e muitos, quase 20 mil – e não tem Justiça e que tem outros milhares de promotores de Justiça que não a promovem, preferindo dedicar-se à uma espécie de cruzada moralista que perdeu todos os cuidados com a honra alheia e que transforma julgamentos em linchamentos. É o deboche à inteligência humana, que se soterra ante a histeria de quem diz que uma sociedade que encarcera 700 mil pessoas, quase, tem de resolver seus problemas imensos de segurança prendendo mais gente e por mais tempo. Poucos e raros dos “gravatinhas” que querem ganhar quase R$ 50 mil, afora “penduricalhos”, tiveram a coragem trágica de agir, com a energia devastadora que agem quando se trata de criminalizar a política quando lhes caíam às mãos, às centenas, indícios de que as corporações policiais estavam infestadas até a medula por esquemas de controle do tráfico de drogas, de armas, de contrabando, de todos os ilícitos que se possa imaginar. Um destes casos, todos recordam, foi o da juíza Patrícia Acioli, assassinada com 21 disparos, aqui perto de casa, por ter sido a responsável pela prisão de cerca de 60 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio. Se houvesse no país um Ministério Público digno deste nome, o Ministro da Justiça seria chamado a explicar-se por ter dito, com todas as letras, há seis meses, que comandantes de batalhões da PM fluminense eram “sócios do crime organizado”. Quem pode garantir que não veio de um destes sócios o medonho comando para a morte de Marielle, que deixa pendurado no pincel o general interventor da Segurança e suas anunciadas – apenas anunciadas – intenções de moralizar a polícia. Pois não foi preciso atravessar a distância entre intenção e gesto para que lhe jogassem um cadáver aos pés. Num caso com tudo para ter toda a imensa repercussão que está tendo aqui e lá fora e que mostra o quanto é estúpida e constrangedora a tática primária de “fichar pelo celular” os moradores desta ou daquela favela. Os juízes gulosos, os policiais corruptos que comandam ou se associam às drogas e armas, os políticos que se associam a este jogo hipócrita de pedir mais penas e mais balas sobre os “bagrinhos do crime” e a mídia que despertou a corja de imbecis que se regojizam nos sites e redes da internet por ter sido assassinada uma mulher a quem, por defender pobres, chamavam de defensora de bandidos são todos parte do cinismo dominante da sociedade brasileira. Eles são o caldo podre de uma cultura de repressão e de morte, cujos antídotos – a justiça social, a educação, a polícia e o judiciário que ajam sobre as causas e não sobre o varejo das consequências da criminalidade – se tornaram “malditos”. O crime, afinal, é um bom negócio para eles: garante-lhes os empregos, o reconhecimento dos salões, o “faz diferença”. Portanto, que se elimine qualquer um que tente tornar este país um pouco menos dividido. Fernando Brito é editor do Tijolaço O Brasil das elites pode ser bem vestido, bem banhado, perfumado. Mas como fede.
Conheça mais 24 casos de lideranças políticas mortas nos últimos quatro anos

Não é só Marielle – Ao menos 25 líderes comunitários e ativistas morreram assassinados desde 2014 no Brasil; a última foi Marielle Franco O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14/03) acendeu o alerta para um fato alarmente: desde 2014, ao menos outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram evidentemente executados em diferentes regiões do Brasil. O levantamento não inclui mortes suspeitas de lideranças nem trabalhadores que não tinham, pelo menos de forma evidente, papel político de liderança. Usando esses dois critérios adicionais, a lista chegaria a centenas de nomes. O historiador Fernando Horta, doutorando na Universidade de Brasília, reuniu uma lista dessas vítimas. Opera Mundi conta um pouco da história destes militantes, executados por conta dos trabalhos que desenvolviam por suas comunidades. Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro pelo PSOL – 15.mar.2018 A socióloga, ativista dos movimentos feminista e negro, foi executada no centro da capital fluminense. Marielle, a quarta vereadora mais votada na cidade, atuava na comunidade da Maré, onde morava, e, na semana anterior a sua morte, denunciou a violência e os abusos policiais no bairro de Acari. Leia mais aqui. Paulo Sérgio Almeida Nascimento, líder comunitário no Pará – 12.mar.2018 Nascimento era um dos líderes da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama). Segundo a Polícia Civil, ele foi alvejado por disparos do lado de fora de casa, na cidade de Barcarena. Nascimento era atuante nas denúncias contra a refinaria Hydro Alunorte, responsável pelo vazamento de dejetos tóxicos nas águas da região no começo do mês. Leia mais aqui. George de Andrade Lima Rodrigues, líder comunitário em Recife – 23.fev.2018 Rodrigues foi encontrado com marcas de tiros e um arame enrolado no pescoço, após três dias de buscas. O corpo dele foi achado em um matagal às margens de uma estrada de terra. Ele havia sido sequestrado por quatro homens que se diziam policiais. Leia mais aqui. Carlos Antônio dos Santos, o “Carlão”, líder comunitário no Mato Grosso – 07.fev.2018 Carlão era um dos líderes do Assentamento PDS Rio Jatobá, em Paranatinga, no Mato Grosso, e foi morto a tiros, por homens em uma motocicleta, em frente à prefeitura da cidade. Ele estava dentro de um automóvel com a filha e a esposa, que chegou a ser atingida de raspão. Carlão já havia feito várias denúncias à polícia de que estava sendo ameaçado. Leia mais aqui. Leandro Altenir Ribeiro Ribas, líder comunitário em Porto Alegre – 28.jan.2018 Ribas era líder comunitário na Vila São Luís, ocupação da zona norte da capital gaúcha. Ele havia deixado de dormir em casa desde alguns dias antes por conta da guerra entre traficantes da região. No dia em que foi assassinado, voltou à vila para pegar roupas, mas acabou sendo morto. A polícia suspeita de que Ribas tenha sido executado pelos criminosos ao se apresentar como líder da comunidade e questionar as ações do grupo. Leia mais aqui. Márcio Oliveira Matos, liderança do MST na Bahia – 24.jan.2018 Matos era um dos integrantes mais novos da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e morava no Assentamento Boa Sorte. Aos 33 anos, foi morto em casa, com três tiros, na frente de seu filho. Leia mais aqui. Valdemir Resplandes, líder do MST no Pará – 9.jan.2018 Conhecido como ‘Muleta’, Resplandes foi executado na cidade de Anapu, no Pará. Ele conduzia uma moto e foi parado por dois homens. Um deles atirou pelas costas; já no chão, o ativista foi alvejado na cabeça. A missionária norte-americana Dorothy Stang foi assassinada na mesma cidade, em 2005. Leia mais aqui. Jefferson Marcelo do Nascimento, líder comunitário no Rio – 04.jan.2018 Nascimento era líder comunitário em Madureira e foi encontrado com sinais de enforcamento um dia após desaparecer. Ele havia feito uma série de denúncias contra uma quadrilha de milicianos dias antes de ser executado. Leia mais aqui. Clodoaldo do Santos, líder sindical em Sergipe – 14.dez.2017 Santos era líder do Movimento SOS-Emprego de Sergipe e foi baleado na cabeça por dois homens que foram à sua casa com a desculpa de entregar um currículo. Após orientar os criminosos a entregarem o documento diretamente à empresa que construía uma termoelétrica na região, o dirigente foi alvejado. Leia mais aqui. Jair Cleber dos Santos, líder de acampamento no Pará – 22.set.2017 Santos foi alvo de um ataque a tiros na companhia de outros quatro trabalhadores rurais. O acusado do assassinato é o gerente de uma fazenda ocupada por trabalhadores ligados à Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará). A polícia esteve no local momentos antes e os trabalhadores que estavam lá acusam-na de ter facilitado a fuga do gerente e de outros pistoleiros. Leia mais aqui. Fabio Gabriel Pacifico dos Santos, o “Binho dos Palmares”, líder quilombola na Bahia – 18.set.2017 Binho, como era conhecido, era líder do quilombo Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho, Bahia. Ele havia acabado de deixar o filho na escola e seguia para o enterro de uma amiga quando foi abordado por homens em um carro. Um deles desceu do veículo e atirou várias vezes na direção do líder. Leia mais aqui. José Raimundo da Mota de Souza Júnior, líder do Movimento dos Pequenos Agricultures (MPA) na Bahia – 13.jul.2017 O quilombola Souza Júnior era defensor da agroecologia e educador popular. Momentos antes do crime, o líder camponês havia sido procurado por dois homens em casa. Ele foi baleado enquanto trabalhava na roça com o irmão e um sobrinho. Leia mais aqui. Rosenildo Pereira de Almeida, o “Negão”, líder comunitário da ocupação na Fazenda Santa Lúcia, no Pará – 8.jul.2017 – O líder camponês, ligado ao MST, foi morto na cidade de Rio Marias, próxima à fazenda. Ele havia ido ao local para se esconder após reiteradas ameaças de morte. ele foi executado por dois motoqueiros com três tiros na cabeça. Leia mais aqui. Eraldo Lima Costa e Silva, líder do MST no Recife – 20.jun.2017 Costa e Silva, de 57 anos, estava em casa,
ASSUNTA BRASIL – Saulo traz suas história à Montes Claros

– Praça dos Jatobás recebe o espetáculo Caravana Horizontes Culturais neste sábado O multiartista Saulo Laranjeira estará em Montes Claros neste sábado, 17 de março, com o espetáculo Caravana Horizontes Culturais na Praça dos Jatobás, com seu show “Assunta Brasil”, onde afirma seu legado de um dos maiores intérpretes de nossa brasilidade. Estão confirmadas as presenças de Pedro Boi, Tuca Graça, Eustáquio Correia, Luciano Pacco e a dupla Maia y Boa Vista. O evento cultural terá entrada gratuita e está programado para começar às 17 horas. O espetáculo conta com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, que fornecerá banheiros químicos, grades e apoio logístico. “AssuntaBrasil” celebra o encontro entre o contemporâneo e as tradições populares, transita entre o humor e à poesia, entre o cômico e à emoção. Saulo Laranjeira recria a atmosfera das raízes que o constituíram, com maestria em sofisticar os símbolos que perpetuam nossa pluralidade cultural. Num dos seus pontos mais emblemáticos, os personagens afloram os traços das várias identidades brasileiras. Eles vão surgindo no palco criando um clima de imediata empatia com os espectadores, multiplicando risos e emoções.Apresenta-se a benzedeira “Véia Messina”, expressão da interioridade, com cantigas folclóricas e lições de vida. Zé da Silva Pereira, com sua intensa profundidade e lirismo, autêntica figura do sertão brasileiro, enraizado na natureza, inspirado em Manuelzão, de Guimarães Rosa.O poeta João Macambira, representante do gênero matuto brasileiro, apaixonado pela viola caipira. Geraldinho, que evidencia que todos nós somos caipiras de algum lugar. Maestro Sabiá, uma encarnação do ébrio sentimental que na bebida afoga suas mágoas. Homem que vive das lembranças dos áureos tempos de boemia. Sábia interpreta “Noite do meu Bem” de Dolores Duran, samba-canção de 1959. O desavergonhado e atrevido sambista Juriti, que sempre tira partido do samba e seus versos. Alguns personagens causam euforia, como o Kelé Metaleiro, um contraponto por sua sonoridade hilariamente roqueira, e o demagogo deputado João Plenário, notório pelo seu quadro num dos principaisNo espetáculo em formato solo, Saulo Laranjeira inicia cantando a capela, “Chula no Terreiro” do menestrel Elomar Figueira Melo. Compõe também o roteiro um de suas mais belas interpretações, a canção “Romaria” (Renato Teixeira).SAULO LARANJEIRAConsiderado um dos artistas mais completos do Brasil e um incansável fomentador da cultura popular, Saulo Laranjeira é um multiartista contemporâneo difícil de classificar por gêneros e categorias tradicionais. Ator, cantor, apresentador, compositor e humorista, que se destaca pela maestria de criar personagens legítimos, interpretar com personalidade belas canções, e encantar o público com poemas e causos.Saulo é idealizador do programa de televisão “Arrumação” (Rede Minas), e da série de vídeos documentários “Nos Braços da Viola” (TV Brasil). Idealizador do projeto “Caravana Arrumação”, carreta/palco, que já percorreu mais 150 cidades de Minas Gerais.No Teatro formou parte do elenco da peça “Ser-tão Sertão” com Lima Duarte e Papete, com temporada em várias regiões do Brasil e no exterior. Em 2011 gravou o DVD da Ópera o “Auto da Catingueira” de Elomar FigueiraMello interpretando o narrador.Em 2012 formou parte dos “Cantadores” um espetáculo musical ao lado de Elomar Figueira Mello, Chico César e Xangai. Além de outros tantos projetos e shows que formam parte da sua história.
CONSUMO DE IMPORTADOS SUBIU 17%, APÓS O GOLPE

MESMO SEM BATER PANELA, CNI, QUE APOIOU O GOLPE, RECLAMA A Confederação Nacional da Indústria (CNI), que, sob a presidência de Robson Andrade, apoiou o golpe parlamentar de 2016, e viu a economia brasileira arruinar desde então, divulgou nesta quinta-feira, 15, estudo que mostra que o consumo de produtos importos cresceu 17% em 2017, depois de cair por três anos. Leia reportagem da Agência Brasil sobre o assunto: Depois de três anos de queda, o consumo de produtos importados cresceu em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados hoje (15) no estudo Coeficientes de Abertura Comercial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), de cada 100 produtos vendidos no Brasil no ano passado, 17 eram importados. Em 2013, 18,2% dos produtos vendidos no mercado interno eram estrangeiros. Desde então, esse percentual caiu, chegando a 16,4% em 2016. Em 2017, subiu para 17%. Os importados também voltaram a ganhar participação no total de insumos utilizados pela indústria. Em 2013, a participação desses produtos era de 26,1%. Em 2014 começou a cair, chegando a 22,5% em 2016. Em 2017, foi de 23,5%. Além do aumento de importados, a participação dos produtos exportados manteve-se praticamente constante, interrompendo uma sequência de altas que vinha desde 2015. O coeficiente de exportação da indústria de transformação passou de 15,7% em 2016 para 15,6% em 2017. O coeficiente mede a importância das vendas externas para o setor. Em 2017, a indústria de transformação registrou aumento de 3,6% do volume produzido, acompanhado de crescimento menor do volume exportado (2,3%). Com isso, o coeficiente recuou 0,1 ponto percentual, o que corresponde a uma redução de 1,2%. Real é valorizado diante do dólar O aumento da participação dos importados no mercado nacional e a perda da importância das exportações na produção da indústria decorrem “da recuperação do consumo interno e da valorização do real diante do dólar”, diz a economista da CNI, Samantha Cunha, em nota divulgada pela confederação. Segundo a CNI, o crescimento da demanda repercute nas importações e na produção para o mercado doméstico, aumentando sua importância relativa para a indústria. A apreciação do real estimula as importações e desestimula as exportações. Entre 2015 e 2017, o real valorizou 13,4% frente à cesta de moeda de seus principais parceiros comerciais. O estudo, disponível no site da CNI, apresenta os resultados de quatro coeficientes: o de exportação, que mede a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação; o de penetração de importações, que acompanha a participação dos produtos importados no consumo brasileiro; o de insumos industriais importados, que aponta a participação dos insumos industriais importados no total de insumos industriais adquiridos pela indústria de transformação; e o de exportações líquidas, que mostra a diferença entre as receitas obtidas com as exportações e as despesas com a importação de insumos industriais, ambas medidas em relação ao valor da produção.
Professor da Unimontes mantém greve e amplia mobilizações

QUADRO NEGRO – Luta da categoria ganha reforço da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior O movimento paredista dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) entrou na agenda de mobilizações da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). A presidente nacional da entidade, professora Eblin Farage, esteve em Montes Claros, quando se reuniu com professores no campus da Unimontes, quarta-feira à tarde. Farage anunciou o apoio à greve e informou que uma Frente Nacional de Defesa do Ensino Superior Público será lançada durante o Fórum Social Mundial, que está sendo realizado em Salvador. “Diante do desmonte que estamos presenciando, precisamos unir forças em defesa da universidade pública, e isso inclui, obviamente a Unimontes”, disse.Com a constatação de que a paralisação precisa repercutir além dos muros da universidade, para ecoar regional e nacionalmente, ela se comprometeu a fazer movimentos de articulação política, envolvendo frentes parlamentares e demais entidades, na defesa das reivindicações da categoria.A Associação dos docentes da Unimontes (Adunimontes) entrou com ação na Justiça exigindo que o governo cumpra acordo celebrado em 2016, que pôs fim à paralisação naquele ano, depois de 4 meses. O documento tem 13 pontos, mas sua base é a reestruturação da carreira, precarizada ao ponto de o vencimento básico de um professor especialista com 20 horas semanais de trabalho ser de R$ 885,64.Durante as discussões, os professores definiram estratégias de mobilização para a continuidade do movimento. Uma delas é a integração da Adunimontes à Frente Nacional. O comando de greve também pretende realizar um dia de protesto na universidade e realizar atividades em vários pontos da cidade, com o apoio da Frente Parlamentar Municipal, para dar ciência à comunidade da situação dramática vivida pelos professores. Fonte: Waldo Ferreira / Assessoria de Comunicação da Adunimontes Foto: Divulgação
Auxílio-moradia custa R$ 5 bilhões e juízes farão greve para manter privilégio

STF discute legalidade ao auxílio de R$4.377 por mês no próximo dia 22 de março apenas com entidades de classe Juízes federais decidiram que vão parar os trabalhos no dia 15 de março em protesto pela possibilidade de revisão dos benefícios concedido à classe. No centro do debate está o auxílio-moradia recebido pelos magistrados no valor de R$ 4.377 por mês. Segundo a Ajufe, a Associação dos Juízes Federais do Brasil, a polêmica em torno do benefício é “seletiva” e ocorre como forma de retaliação à Operação Lava Jato. Antônio Escrivão Filho, professor de direito da UNB e membro do conselho da organização Terra de Direitos, discorda desse argumento. Para ele, os juízes estão confundindo o que é direito e o que é privilégio dentro de uma sociedade desigual como a brasileira. Além disso, destaca que a verba teria caráter indenizatório e não compulsório. Ou seja, como está é imoral. “O auxílio-moradia é previsto como indenização para um juiz que tem que se deslocar e tem gastos com moradia e alimentação em um local onde não reside. Não faz qualquer sentido o juiz residir num local, ter residência própria e receber uma verba de indenização, por isso, neste caso, se trata de privilégio e não de direito”, afirma. Dados da Ong Contas Abertas revelam que de setembro de 2014 a dezembro de 2017, apenas o auxílio-moradia custou cerca de 5 bilhões de reais à União e aos estados. Ao todo, apenas 30 mil servidores são beneficiados, sendo 17 mil magistrados e 13 mil membros do Ministério Público. O valor é mais do que quatro vezes maior que o salário mínimo, que passou de R$ 937 no ano passado para R$ 954, em 2018, com reajuste de 1,81%, o menor índice dos últimos 24 anos. A polêmica começou quando foi revelado que Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, recebe R$ 4.377 por mês de auxílio-moradia apesar de possuir imóvel próprio na capital paranaense. Desde setembro de 2014, por força de liminares do ministro Luiz Fux, do STF, todos os juízes federais passaram a ter direito ao auxílio-moradia. De acordo com nota da Ajufe, 81% dos 1.300 votantes concordaram com a greve de um dia. ” Os atos servirão para trazer a público, mais uma vez, o fato de que as magistraturas estão sob ataque insidioso e forte retaliação”, diz. Somando as verbas adicionais, cerca de 71% dos juízes recebem acima do teto salarial constitucional estabelecido em R$33 mil mensal. A advogada Maria Eugenia Tromvini, integrante da Articulação JusDH (Justiça e Direitos Humanos), critica essa política pública corporativista fixada por meio de decisão judicial. Ela conta que a verba paga aos magistrados não requer que eles comprovem os gastos, além de não ser tributado pelo Imposto de Renda.”Ela passa a ser uma verba remuneratória e essas verbas, por determinação constitucional, não podem exceder o teto”, explica. Para a advogada, a regulamentação da Lei Orgânica da Magistratura Nacional deve ser feita via Lei Complementar e não decisão judicial. “Algo foi fixado pelo Supremo [e é do interesse dos juízes], passa a ter uma possibilidade bem limitada de mudança. Para quem vamos recorrer para discutir a constitucionalidade de uma benefício fixado pela corte constitucional?”, questiona. O ministro Luiz Fux indeferiu em fevereiro, o ingresso de entidades da sociedade civil nos processos que discutem o pagamento de auxílio-moradia à magistratura no próximo dia 22 de março. Na mesma decisão, Fux – ex-juiz de carreira – acolheu os pedidos de entidades de classe interessadas na manutenção do benefício. Via Brasil de Fato