Estado não pode revogar direitos conquistados pelo povo

Ministro do STF destaca, em artigo na Folha, que “o princípio da proibição do retrocesso impede que, a pretexto de superar dificuldades econômicas, o Estado possa, sem uma contrapartida adequada, revogar ou anular o núcleo essencial dos direitos conquistados pelo povo. É que ele corresponde ao mínimo existencial, ou seja, ao conjunto de bens materiais e imateriais sem o qual não é possível viver com dignidade” Ricardo Lewandowski destacou, em artigo na Folha nessa quinta-feira 1º, os princípios da proibição do retrocesso, plasmado no art. 30 da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, da ONU, cuja redação é a seguinte: “Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos”. Ele afirma que “o princípio da proibição do retrocesso impede que, a pretexto de superar dificuldades econômicas, o Estado possa, sem uma contrapartida adequada, revogar ou anular o núcleo essencial dos direitos conquistados pelo povo. É que ele corresponde ao mínimo existencial, ou seja, ao conjunto de bens materiais e imateriais sem o qual não é possível viver com dignidade”.
JUIZ FEDERAL DESMONTA SENTENÇA CONTRA LULA

– O juiz federal Silvio Luís Ferreira da Rocha, titular da 10ª Vara Criminal em São Paulo, escreveu artigo em que critica a sentença do juiz Sérgio Moro que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Rocha, um processo judicial penal democrático e substancialmente justo, aplicável a todos, não se contenta com a certeza, mas requer e exige verdade. “A partir da concepção democrática de um julgamento justo, preocupada em exigir uma narrativa verídica como fundamento para a condenação, o magistrado imparcial e independente deve sempre perguntar se as provas apuradas no processo instaurado contra qualquer réu realmente levaram a considera-lo culpado dos crimes pelos quais foi acusado?”, questiona. “A pergunta ganha maior densidade no caso do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva porque sua condenação pode afastá-lo da corrida presidencial e, com isso, ao invés de um, ele teria dois direitos fundamentais violados: a liberdade e o direito de participar da vida política”, diz o magistrado. Leia, abaixo, o artigo na íntegra, que foi originalmente publicado no Justificando: O Juiz e a construção dos fatos Em distintos artigos, procurei destacar a importância do papel do magistrado na efetivação e respeito dos direitos fundamentais, mesmo quando diante do delicado tema da corrupção, que desperta em diversos segmentos sociais justos sentimentos de repulsa. Chamei a atenção para o fato de que um sistema eficiente de apuração e responsabilização de atos de corrupção, desejado por todos nós, deveria: a) ter exata noção da interdependência entre Estado e Mercado e do quanto um sistema econômico capitalista é propenso a incentivar e estimular atos de corrupção públicos e privados; b) não deslegitimar o Estado como instância apta a regular os conflitos sociais e a reduzir as desigualdades; c) não tratar os atos de apuração e persecução da corrupção como escândalos ou espetáculos; d) não criminalizar a Política, nem procurar deslegitimá-la como a principal instância mediadora dos conflitos sociais numa sociedade democrática; e) não atuar de forma condescendente com os agentes econômicos verdadeiramente responsáveis pela corrupção de agentes privados e públicos, mediante a concessão de importantes benefícios penais e processuais pela mera delação de partícipes ou de crimes de menor importância; f) estabelecer e realizar uma qualificação rigorosa dos atos praticados e evitar generalizações incompatíveis com o princípio da legalidade estrita, que deve nortear a persecução penal em sociedades democráticas, e, com isso, classificar como corrupção atos que não o seriam; g) assegurar no contexto de um sistema democrático um julgamento justo a todos os acusados. Dentre a exigência de assegurar-se, no contexto de um sistema democrático, um julgamento justo a todos os acusados, está o de condenar-se alguém, em especial no âmbito penal, apenas quando estiver certa a ocorrência de um crime e comprovada por provas, isenta de qualquer dúvida razoável, a sua autoria, coautoria ou participação.Isso suscita o delicado problema da fundamentação das sentenças. É certo que prevalece o sistema de persuasão racional no qual o juiz tem o dever de fundamentar sua decisão, indicar os motivos e as circunstâncias que o levaram a admitir a veracidade dos fatos em que baseou a decisão. Contudo, esse sistema de persuasão racional não se contentaria, tão somente, com a produção de uma motivação clara e coerente, mas exigiria mais, como a existência efetiva dos fatos confirmada pela análise crítica de todas as provas disponíveis.[1] II. Um caso que suscitou controvérsia entre os profissionais da área jurídica foi o processo instaurado contra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, conhecido como o caso do triplex. Basicamente, a controvérsia reside em saber se as provas produzidas nos autos justificariam a condenação do ex-presidente. O resumo da denúncia, localizado nos distintos itens abaixo, transcritos dela própria, conforme disponibilizado em inúmeros sítios da internet, revela que ela trata de um suposto típico caso de corrupção bilateral em que haveria por parte de empresários a oferta ou promessa de vantagens indevidas a funcionários públicos para determina-los a praticar, omitir ou retardar ato de ofício (Corrupção ativa, art. 333 do CP) seguido da aceitação da promessa ou do recebimento das vantagens indevidas pelos funcionários (corrupção passiva, art. 317 do CP). De fato, narra a denúncia: 135. O que a evolução da investigação revelou, conforme descrito anteriormente, é que, por trás de todo esse esquema partidário distribuído entre diferentes Diretorias e, mesmo, órgãos públicos federais, existia um comando comum, Lula, que era simultaneamente chefe do governo beneficiado e líder de uma das principais legendas envolvidas. Assim, Renato Duque e Pedro Barusco agiram na execução de um comando central que orquestrou a macrocorrupção que objetivava, ilicitamente, enriquecer os envolvidos, alcançar governabilidade criminosa e perpetuar-se no poder. Os contratos que originaram as vantagens indevidas 136. Como exposto, as ofertas, promessas e recebimentos de vantagens indevidas foram efetuados dentro de um amplo esquema criminoso que se desenvolveu no seio e em desfavor da Administração Pública Federal, envolvendo a prática de crimes contra a ordem econômica, corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro 246. Nesse contexto, no que tange aos contratos de obras da PETROBRAS, a corrupção era bilateral e envolvia não só a corrupção ativa, por parte dos executivos das empreiteiras cartelizadas, como também, e de forma concomitante, a corrupção passiva de agentes públicos, a fim de que estes zelassem, ilegalmente, no âmbito da estatal e do próprio governo federal, pelos interesses das empresas cartelizadas e dos partidos políticos que representavam. Para a presente denúncia, interessam especificamente os atos de corrupção praticados em detrimento da Administração Pública Federal, no âmbito de contratos relativos a três empreendimentos da Petrobras: (a) obras de “ISBL da Carteira de Gasolina e UGHE HDT de instáveis da Carteira de Coque” da Refinaria Getúlio Vargas – REPAR; (b) implantação das UHDT´s e UGH´s da Refinaria Abreu e Lima – RNEST; (c) implantação das UDA´s da Refinaria Abreu e Lima – RNEST. Nessas condutas delitivas, de um lado figuram Léo Pinheiro e Agenor Medeiros, executivos do Grupo OAS, participante do conjunto de empreiteiras cartelizadas e, de outro, Lula, Renato Duque, Pedro Barusco e Paulo Roberto Costa. Nessa senda,
Voto nulo dispara se Lula não participar da eleição presidencial

Segundo o Datafolha, 32% do eleitorado brasileiro anulará seu voto, caso Lula seja impedido de participar A nova pesquisa do Datafolha mostra novamente Lula na frente, e com folga. Mesmo depois de ser condenado por um tribunal espúrio. Ele cresceu de 35 para 37%. A pesquisa mostra ainda um dado importante: o número de votos nulos sem o Lula chega a 32%, o dobro do conferido ao Bolsonaro, que lidera a corrida nesse contexto, com 18%. Essa constatação está também incomodando os golpistas. Somente a Folha apontou, ainda que timidamente, esse número avassalador. Os golpistas esperavam uma queda exagerada nas pesquisas após a condenação sem prova do ex-presidente Lula, mas o resultado foi justamente o contrário, o que levou a mídia golpista colocar o rabo entre as pernas e ignorar o resultado. Imagine o estardalhaço que essa mídia chapa branca iria fazer caso Lula caísse nas pesquisas? Mas é aquela velha história: Lula é igual massa de bolo, quanto mais batem, mais ele cresce. O art. 224 do Código Eleitoral, que trata do voto nulo, prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país. Mas para o Tribunal Superior Eleitoral, o candidato mais votado será eleito, mesmo com 1% da votação. Segundo o TSE, a nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares, caso o candidato cassado obtiver mais da metade dos votos.
Lula lidera em todos os cenários e vence todos os adversários no 2º turno

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral com até 37% das intenções de voto, diz o Datafolha divulgado nesta quarta-feira (31). O levantamento foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo uma semana após a condenação do petista pelo TRF4, de Porto Alegre, no caso do tríplex de Guarujá (SP), cuja propriedade é falsamente atribuída ao ex-presidente. Ou seja, Lula não sofreu nenhum abalo depois de receber pena de 12 anos e um mês de prisão. O ex-presidente lidera no primeiro turno em todos os cenários possíveis e também venceria todos os adversários no segundo turno. O petista venceria Alckmin (49% a 30%) e Marina (47% a 32%), além de Bolsonaro (49% a 32%). Se a candidatura de Lula for barrada pelo judiciário, de acordo com o instituto, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) assumiria a liderança da disputa presidencial com 18%. (Na simulação do primeiro turno ele tem 16%). O ex-governador Ciro Gomes (PDT) tem 6% das intenções de voto, Marina Silva (Rede) tem 8%. O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e Luciano Huck (Globo) têm 6%. No cenário sem Lula, em que Bolsonaro lidera com 18%, Marina sobe para 13%; Ciro pula para 10%; Huck e Alckmin saltam para 8%. O Datafolha fez 2.826 entrevistas em 174 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 05351/2018.
Chile aprova gratuidade universal no ensino superior

O Congresso do Chile aprovou nessa semana, em último debate, a lei do ensino superior que estabelece gratuidade universal, uma decisão que o governo da presidente Michelle Bachelet classificou de “histórica” e um dos projetos emblemáticos de sua gestão. Michele Bachelet consegue aprovar uma de sua principais propostas Michele Bachelet consegue aprovar uma de sua principais propostas Com 102 votos a favor e apenas duas abstenções, a Câmara dos Deputados – o último trâmite antes de ser promulgada – aprovou a lei que garante a gratuidade do ensino superior no país para 17,5 milhões de habitantes. A porta voz do governo Paula Narváez afirmou aos jornalistas que a lei “dá tranquilidade aos jovens para que seus talentos, suas capacidades, sua inteligência possam se desenvolver em um Estado que lhes dá oportunidades”. A presidente Michelle Bachelet escreveu no Twitter que a Lei das Universidades Estatais, aprovada no Congresso, que fortalece sua gestão institucional, devolve ao Estado o papel principal de assegurar um ensino superior público de qualidade. “Cumprimos nossa promessa!”. Ditadura O projeto do Executivo chileno pretende reformar um sistema de educação superior vigente desde o começo dos anos 1980, na ditadura de Augusto Pinochet. O regime retirou do Estado a sua responsabilidade de fornecer um direito social como a educação, asfixiou as universidades públicas e as instituições na formação da nação — como a Universidade de Chile —, e permitiu a instalação de um sistema de ensino privado desregulamentado. Com a chegada da democracia em 1990 e o aumento progressivo do preço das mensalidades, o mecanismo não foi reformulado. Mais caras do mundo As universidades chilenas têm uma das mensalidades mais caras do mundo quando se compara com o poder aquisitivo da população O principal meio de financiamento é de origem privada, os níveis de endividamento são muito altos, a qualidade da educação não é garantida e o sacrifício não se expressa no mercado de trabalho. Os protestos estudantis que começaram em 2006 e que explodiram em 2011 foram a expressão da raiva e da insatisfação com um sistema que produz desigualdade. Fonte: Carta Educação
CADÊ A PROVA? PERGUNTAM TORCEDORES DO CORINTHIANS NO PACAEMBU

– Durante o jogo entre Corinthians e São Paulo pelo campeonato paulista nesse sábado, 27, no Pacaembu, torcedores corintianos protestaram contra a condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4. Em faixa estendida na arquibancada do estádio, torceram questionam onde estão as provas de que Lula é dono do triplex do Guarujá e que realizou lavagem de dinheiro, que motivaram sua condenação a 12 anos de prisão.
Moro quer ‘apagar a cena do golpe’ cancelando penhora do tríplex

O juiz Sérgio Moro pretende apagar a cena do golpe ao determinar, o cancelamento da penhora do tríplex do Guarujá (SP). Pior: o magistrado da lava jato também ordenou que o imóvel seja levado a leilão público. O imóvel atribuído a Lula, mas registrado no nome da OAS, foi penhorado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal para o pagamento de dívida da empreiteira. A penhora era um dos argumentos no TRF4 de que a propriedade do apartamento não era do ex-presidente Lula. Ao cancelar a penhora, na prática, Moro tenta apagar a cena do golpe (ou seria fraude?) que foi a condenação a 12 anos e um mês de prisão para Lula.
Grupo Banzé completa 50 anos em 2018 com várias atividades

Neste ano, o Grupo Folclórico Banzé, de Montes Claros, completa 50 anos de existência. A comemoração será marcada por uma série de eventos, incluindo um grande show e lançamentos de documentário e de um livro sobre a história do grupo. As atividades vão acontecer durante um ano – maio de 2018 a maio de 2019. E deve envolver também a comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Montes Claros. O Grupo Folclórico Banzé surgiu em 1968, dentro do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez, criado pela professora Maria José Colares Moreira (Zezé Colares), com o objetivo de estimular seus alunos a conhecerem mais sobre o folclore e a história da música. O grupo – que, inicialmente, chamava-se ‘Bandinha da Zezé’ – tornou-se um grande divulgador das tradições e da cultura brasileira, participando e recebendo premiações em festivais internacionais de folclore. Por um período, o seu acervo foi guardado no prédio do Museu do Folclore (atual Centro de Pesquisa e Documentação Regional), na Rua Ângelo de Quadros, no Bairro São José. Durante a reunião, realizada no prédio da Reitoria da Universidade, para discutir a programação das festividades, Gustavo Colares, que é neto de Zezé, ressaltou que o Grupo Banzé está inserido diretamente na cultura e na história de Montes Claros nos últimos 50 anos, contribuindo para a divulgação do nome da cidade no Brasil e no exterior. Ele destacou que “o grupo tem um rico e diversificado repertório de danças e músicas folclóricas, que resultam de pesquisas e refletem a riqueza das tradições do Norte de Minas e de outras regiões brasileiras”, citou. Lembrou, ainda, que ex-integrantes do Banzé ganharam destaque na carreira musical. Citou como exemplos, os músicos Tino Gomes, Yuri Popoff e Marcelo Godoy. Projeto educativo O presidente do Grupo Banzé disse que, ao completar 50 anos, além de resgatar a história, a companhia de danças folclóricas pretende reforçar as ações educacionais voltadas para a divulgação da cultura e das manifestações folclóricas junto ao público infanto-juvenil. Uma das estratégias é fazer essa divulgação por meio de histórias em quadrinhos, tendo como personagens figuras do folclore como os catopês das centenárias Festas de Agosto de Montes Claros – que constituem uma das mais importantes fontes de inspiração do repertório musical e das danças do grupo. Outra meta é a realização de apresentações e oficinas destinadas a crianças e adolescentes, com o objetivo de promover a difusão cultural. Gustavo Colares também falou sobre a realização da 11ª edição do Festival Internacional de Folclore de Minas Gerais como parte integrante das comemorações dos 50 anos do Grupo Banzé. O evento deverá acontecer em maio de 2019, no encerramento da programação comemorativa do cinquentenário. Os organizadores estão em busca de outros parceiros, a fim de viabilizar o Festival por meio da Lei Federal (Rouanet) e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Via Jornal Gazeta
SECRETÁRIOS DE PIMENTEL DEIXAM CARGOS PARA DISPUTAR ELEIÇÕES

Macaé Evaristo, professor Neivaldo e Nilmário Miranda (PT), Sávio Souza Cruz (MDB), Ricardo Faria e Wadson Ribeiro (PCdoB) Minas 247 – Seis titulares de pastas do primeiro escalão e dois dirigentes de estatais do governo Fernando Pimentel devem deixar os cargos nesta quarta-feira (31). Apesar de o prazo exigido pela Justiça Eleitoral para desincompatibilização terminar em abril, o chefe do executivo estadual antecipou a saída dos nomeados para exigir dos que ficarem dedicação integral. O secretário da Educação, Macaé Evaristo (PT), tentará pela primeira vez disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Também deixam os cargos os deputados estaduais licenciados Sávio Souza Cruz (MDB), da Saúde, e Ricardo Faria (PCdoB), de Turismo, que retornam à Assembleia. Os titulares de Desenvolvimento Agrário, professor Neivaldo (PT), e do Desenvolvimento Integrado e dos Fóruns Regionais, Wadson Ribeiro, do PCdoB, também disputarão uma vaga no Legislativo estadual. Nilmário Miranda (PT), secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, tentará a eleição para deputado federal. A condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 no dia 24 não surpreendeu, não custa repetir. Seguiu-se o modelito recortado em Curitiba com um adendo ou dois a mais, quais sejam o aumento da pena, por unanimidade dos três julgadores, mais a possibilidade de prisão imediata do ex-presidente, tão logo julgados os embargos declaratórios – a menos que a defesa de Lula consiga o efeito suspensivo da pena, o que não parece tão fácil dado o cerco a que estão submetendo o ex-presidente. https://emcimadanoticia.com/index.php/noticias-nacionais/943-pesquisa-aponta-lula-foi-condenado-injustamente
Pesquisa aponta: Lula foi condenado injustamente

O primeiro levantamento realizado após a condenação do ex-presidente, pelo instituto Quaest, indica, ainda, que para 56,6% o juiz Sergio Moro não conseguiu provar que o triplex da OAS pertence ao petista. De acordo com a coluna do montes-clarense Carlos Lindenberg, no Brasil 247, a condenação de Lula não surpreendeu Pesquisa aponta: Lula foi condenado injustamente * Por Carlos Lindenberg Minas 247 – A condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 no dia 24 não surpreendeu, não custa repetir. Seguiu-se o modelito recortado em Curitiba com um adendo ou dois a mais, quais sejam o aumento da pena, por unanimidade dos três julgadores, mais a possibilidade de prisão imediata do ex-presidente, tão logo julgados os embargos declaratórios – a menos que a defesa de Lula consiga o efeito suspensivo da pena, o que não parece tão fácil dado o cerco a que estão submetendo o ex-presidente. Não deixou de surpreender também a predominância da Teoria do Domínio do Fato, usado pelo relator para justificar o aumento da pena de nove anos e seis meses para 12 anos e um mês, numa estratégia, ao que consta, para evitar a prescrição do julgado. O que também é discutível, como de resto todo esse processo é discutível e polêmico, menos para a Globonews que o tem como o mais santificado de todos os que têm passado pela justiça brasileira. A propósito, como é indisfarçável a crença dos comentaristas da Globonews na lisura de todo esse processo, tido agora como se fosse um prolongamento do mensalão de triste memória. Ora, não há a menor visão crítica do que se passou em Curitiba e Porto Alegre, sequer a equidistância se exige do comentarista ao abordar o assunto em pauta. Não se discutiu e nem se discute o que pode ter sido, por exemplo, um excesso de zelo de algum dos desembargadores – cujos nomes não vão entrar nesse texto, por desnecessário – nem a deselegância de não terem sequer levado em conta a sustentação oral do advogado Cristiano Zanin, ao menos para contestar um ponto ou outro da defesa. Não, não era necessário. Os votos estavam prontos, a decisão do relator foi obedecida por todos, portanto, por que perder tempo em ser elegante com a defesa? Na verdade, deu-se o contrário: partes da sentença condenatória do juiz de primeiro grau, Sérgio Moro, foram lidas e relidas varias vezes ao longo do julgamento, o que também não chegou a ser uma novidade, desde que o presidente do TRF de Porto Alegre, Thompson Flores, antes mesmo de ler a sentença de Moro, ao ser tornado pública, a considerou um primor, irretocável. Era a senha para a condenação que viria a seguir, com o agravamento do aumento da pena e a possibilidade da prisão do ex-presidente, esgotados os recursos, lá mesmo no âmbito do TRF-4. Tudo isso significa dizer que a rigor o julgamento não trouxe novidades de maior monta, apenas dificulta a caminhada de Lula e do PT para que o ex-presidente volte a governar o país. Quando eu disse, no último texto aqui publicado, que o juiz era o réu, deu-se o que se previa: o juiz foi absolvido e o réu de fato foi condenado. Como estava escrito. A propósito, como as pessoas que acompanharam não apenas o julgamento como a saga do ex-presidente viram tudo isso? Nesse sentido, é oportuna a primeira e inédita consulta que o Instituto Quaest, de Belo Horizonte, fez aos brasileiros que têm conta no Facebook, atingindo nada menos de 310 mil pessoas entre os dias 24 e 25 de janeiro agora, com perguntas formuladas pelo Vox Populi em survey face-a-face. Das 310 mil pessoas, 2.980 foram sorteadas aleatoriamente, aponta o relatório, para compor uma amostra representativa do eleitorado brasileiro. Usando dados oficiais do IBGE e do Facebook, o Quaest ponderou a amostra para garantir representatividade de atributos como sexo, idade e região. De forma que o resultado final estima as opiniões e atitudes do eleitorado brasileiro proporcional ao encontrado fora do Facebook. O primeiro dado da pesquisa refere-se ao nível de conhecimento do que o TRF-4 estava julgando e mostra que 93,5 dos pesquisados sabiam do que se tratava e apenas 6,5 por cento não sabiam. Ao perguntar se na opinião do entrevistado o TRF-4 agiu certo ou errado ao condenar Lula, 3,1 por cento não souberam responder, 42 por cento disseram que agiu certo e 54,7 por cento sentenciaram que agiu erradamente. Perguntado se o juiz Sérgio Moro, autor da primeira condenação, provou ou não que o tríplex era mesmo de Lula, 4,3 por cento não souberam opinar, 39,0 responderam que Moro conseguiu provar e 56,6 por cento disseram que ele não conseguiu provar que o apartamento é de Lula. O Quaest quis saber se Lula recebe o mesmo tratamento da justiça que outros políticos, como Michel Temer e Aécio Neves. 3,3 por cento não souberam opinar, 37,2 por cento acham que a justiça não trata Lula de forma mais dura e 59,5 responderam que a justiça trata sim Lula de forma mais dura. Se Lula cometeu mais erros ou acertos quando governou o pais, os entrevistados do Quaest disseram: 3,3 por cento não opinaram, 37,4 responderam que ele errou mais do que acertou e 59,3 por cento disseram que ele cometeu erros, mas fez muito mais coisas certas do que erradas em benefício do povo e do país. Nada menos de 42,9 por cento dos consultados, diante da condenação e da inelegibilidade momentânea do ex-presidente, disseram que Lula não deveria se candidatar a presidência da República, ao passo que 55,7 por cento responderam que deveria poder ser candidato em 2018. Cerca de 1,4 por cento não souberam opinar. A consulta inédita de certa forma reflete o que as pesquisas eleitorais vêm mostrando ao longo de todo o ano passado, quando os mais diversos institutos de pesquisas, como o Ibope, o Datafolha ou o Paraná, vêm apontando a liderança e o crescimento do ex-presidente na preferência do eleitorado – uma das razões, certamente, do resultado emanado tanto de Curitiba