DCE realiza eleição em meio à crise na Universidade Estadual de Montes Claros

Com um colégio eleitoral de 12 mil alunos, o Diretório Central dos Estudantes (DCE/Unimontes) realiza quarta-feira (27) eleições para sua nova diretoria. Concorrem as chapas “Gerais”, “Por Nós” e “Nossa Voz”. As eleições serão realizadas durante todo o dia, nos três turnos, no campus de Montes Claros e nos campi espalhados em vários municípios do Norte de Minas. A Junta Eleitoral promoveu debate segunda-feira (25), no espaço de convivência localizado entre os prédios 1 e 2, ocasião em que as chapas puderam apresentar suas propostas para a próxima gestão, bem como responder questões de interesse dos estudantes.Um dos desafios para os estudantes, comum a toda a comunidade universitária, é a situação de comprometimento das atividades da universidade, por conta dos cortes impostos pelo governador Romeu Zema (20% na folha e 10% no custeio).As restrições orçamentárias atingem diretamente os alunos, que estão perdendo aulas devido ao cancelamento do subsídio para o transporte dos professores aos campi. O “desmonte da Unimontes”, como está sendo tratado os cortes governamentais, também atinge a assistência estudantil e as bolsas de iniciação científica.Integrante da Chapa 2 (“Nossa Voz”), a estudante do curso de Artes/Música, Lara Marta Vieira Nogueira, disse que o objetivo da diretoria, caso seja eleita, será trabalhar em conjunto com os demais órgãos de representação estudantil, nos âmbitos estadual e nacional.Ela considera que seu grupo, pela heterogeneidade de seus membros, representa a totalidade dos estudantes da Unimontes, por estar presente em todos os centros da instituição. “Temos em nosso plano de governo propostas claras para as necessidades de cada Centro. Vamos exercer pressão sobre a Reitoria para, por exemplo, acelerar o processo para tornar o campus adaptado aos portadores de necessidades especiais”, informa Lara Marta.Outra frente de luta, segundo ela, será combater a LGBTfobia, o machismo e toda e qualquer forma de opressão na universidade. A estudante revela ainda que as recentes manifestações nazistas ocorridas dentro do campus universitário também serão alvo de combate. O objetivo é exigir apuração rigorosa do episódio.“Precisamos aumentar nossa representatividade nos órgãos de deliberação da Unimontes, como CONSU, CEPEX, para que possamos ter força para fazer cobranças à Reitoria e ao governo”, projeta Lara Marta.
Brasil à deriva. Procura-se um presidente, aponta editorial do Estadão

O piloto sumiu e o Brasil está à deriva. Esta é a mensagem do editorial do jornal Estado de S. Paulo, desta terça-feira. “A deliberada desorganização política do governo, causada por um presidente cada vez mais desinteressado de suas tarefas políticas e institucionais, tem o potencial de agravar a crise, levando-a a patamares muito perigosos – e talvez seja isso mesmo o que muita gente quer”, aponta o texto. Um tema cada vez mais debatido nos círculos políticos é como abreviar o pesadelo bolsonarista. “Ocupado com questiúnculas que fazem a alegria de sua militância, o sr. Jair Bolsonaro parece ter abdicado de governar para todos. Os problemas avolumam-se de forma preocupante – já se fala até de uma nova paralisação de caminhoneiros – e o presidente mostra-se alheio a eles, movendo-se ao sabor das redes sociais como se disso derivasse sua força e não sua fraqueza, como de fato acontece”, diz ainda o editorial. “Segundo sua concepção de ‘nova política’, Bolsonaro não demonstra nenhum interesse em construir uma base parlamentar sólida o bastante para aprovar nem mesmo projetos simples, que dirá reformas complexas, como a da Previdência”, prossegue o texto. “Seja como for, a deliberada desorganização política do governo, causada por um presidente cada vez mais desinteressado de suas tarefas políticas e institucionais, tem o potencial de agravar a crise, levando-a a patamares muito perigosos – e talvez seja isso mesmo o que muita gente quer.”
Claudio Prates renuncia seu mandato de vereador de Montes Claros

– O suplente de vereador Fábio Neves, o Fabin do Hip-hop, assume a vaga – Depois de ter sido condenado pela justiça e afastado das funções de escrivão da Polícia Federal, além de responder a um processo criminal na Justiça Federal por fraude processual e pedofilia, Cláudio Prates renuncia seu mandato de vereador. Ele obteve 3.191 votos, pelo PTB. Sua renuncia aconteceu na manhã desta terça-feira (26), na reunião ordinária da Câmara de Municipal de Montes Claros. Prates não informou os motivos de sua renúncia. Em seu lugar, assume o primeiro suplente da coligação PTB/PSB, Fábio Neves, o Fabin do Hip-Hop, que foi candidato pelo PSB e conquistou 2.551 votos, mas trocou, em 2018, o PSB pelo Pros, para ser candidato a deputado estadual, fato que impediria ele assumir a cadeira deixada por Claudio Prates, por infidelidade partidária. Todavia, neste ano, Fabinho do Hip-hop, retornou ao PSB e garante legalmente seu retorno ao legislativo montesclarense. Entenda o Caso de Cláudio PratesO então escrivão da Polícia Federal, Cláudio Prates, teria articulado uma operação, denominada Senhor das Armas, realizada em Grão Mogol, para investigar acusações contra o tenente do Exército, Wendell Nassau, que foi preso por pedofilia, posse ilegal de armas de uso restrito e ameaça. Na ocasião, foi apreendido um pendrive com arquivos de pedofilia, mas um laudo da Polícia Federal apontou indícios de que os arquivos foram manipulados por Claúdio Prates.Após a análise do conteúdo do pendrive, o Ministério Público Federal denunciou o agora ex-vereador por pedofilia e fraude processual. Ainda segundo o laudo, nos HDs apreendidos na fazenda do tenente não foram encontrados materiais pornográficos.A Polícia Federal suspendeu e afastou o vereador Cláudio Prates (PTB) das funções de escrivão policial. O afastamento foi determinado em uma portaria publicada no Boletim de Serviço da PF. Cláudio Prates estava licenciado das funções para exercer o cargo de vereador em Montes Claros.O afastamento, segundo a portaria, é até a decisão final do Processo Administrativo Disciplinar instaurado para apurar acusações de fraude processual, que teria sido praticada por Cláudio No mês de abril, do ano passado, Cláudio Prates foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região a pagar indenização no valor de R$ 100 mil ao tenente. Ele responde ainda a um processo criminal na Justiça Federal por fraude processual e pedofilia.Na sentença, o juiz Jeferson Ferreira Rodrigues afirmou que o tenente sofreu graves acusações “por obra de um agente público que abusou das prerrogativas de seu cargo e ofício”.
Visita do governador Romeu Zema frustrou comunidade acadêmica

– Governador reiterou cortes e culpou gestão anterior pela falta de dinheiro – A visita do governador Romeu Zema ao Norte de Minas semana passada foi marcada por evasivas. Nada de novo (embora NOVO seja seu partido), nem recurso algum foi anunciado. Sobre a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), cuja comunidade acadêmica vive a angústia de ver serviços comprometidos devido aos cortes impostos pelo governador, ele não acendeu nenhuma luz, nem no final do túnel.A Unimontes sofre com as restrições de 20% na folha e de 10% no custeio para este ano. Na inútil vinda do mandatário a Montes Claros, onde se reuniu com o reitor Antônio Alvimar – não no campus, como que a simbolizar o descaso dele para com a universidade, mas na sede da 11ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp) -, nenhum anúncio que desse algum alento a professores, estudantes e servidores. Ao contrário, repetiu sistematicamente o mantra de que a culpa pela crise é do governo anterior. Por isso, reiterou, a instituição também vai ter que “pagar o pato”, pois, alegou, há outras prioridades. Sobre o Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), que tem o atendimento à população comprometido e equipamentos subutilizados por falta de pessoal – e ao qual o Estado deve R$ 3 milhões de repasses atrasados -, Zema se limitou a dizer que outros hospitais vivem o mesmo problema. A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) divulgou nota lamentando a postura do governador em relação à universidade. Para a entidade, a decisão de fazer os cortes foi fria e precipitada, representando o encolhimento da instituição. “A medida do governador reflete a importância que ele atribui à educação e ao Norte de Minas, como também um modelo de gestão que tende a aumentar as desigualdades regionais no estado”, diz a nota.A Adunimontes denuncia a carência acentuada de infraestrutura em todos os campi, inclusive na sede em Montes Claros. “Nesse cenário, os cortes acarretarão o cancelamento de atividades e serviços, além de alterar profundamente a dinâmica de todas as atividades da universidade”, continua. A entidade considera que a decisão de cancelar o transporte de professores, sobre a qual Zema desconversou quando esteve na cidade, foi “arbitrária e repentina”, deixando centenas de alunos sem aula. “Perguntamos ao governador qual será a real contribuição dos cortes da Unimontes para o caixa, uma vez que representamos apenas cerca de 038% da folha do Estado e damos, como retorno, desenvolvimento econômico e educacional decisivos às regiões que mais necessitam. Perguntamos ainda como o governador pretende amparar o Norte, Noroeste e Vale do Jequitinhonha após retirar dessas regiões um quinhão de suas oportunidades de desenvolvimento”, indaga a Adunimontes. Segundo a entidade, a Unimontes, hoje, desenvolve mais de 200 projetos de pesquisas que pensam, discutem e propõem soluções para problemas da região. A universidade está em 14 cidades, atende cerca de 12 mil alunos, oferece mais de 40 cursos de graduação e 22 de pós-graduação, além de prestar assistência médica, odontológica, jurídica, agroecológica e pedagógica gratuita a milhares de cidadãos por meio de mais de 160 projetos de extensão. De acordo com a nota, “a lógica de se considerar a educação pública uma atividade alienável ou como uma fonte de despesas tem conduzido o país e região a índices de precariedade educacional de reversão cada vez mais difícil. A educação é um modo de investimento social cujo retorno é incalculável”. “A Adunimontes se posiciona absolutamente contrária aos cortes impostos pelo governo e antecipa que não assistirá passivamente ao desmonte, à precarização e ao abandono da Unimontes. Ao longo dos anos, esta instituição cresceu e se consolidou por meio de muitos percursos de luta que objetivaram, sempre, fortalecer e preservar a Unimontes como uma agência de produção e difusão de conhecimento que transforma o Norte de Minas. Encolhimento, não!”, finaliza.
Pessimismo de volta – Crise política já contamina a economia

Queda de confiança na indústria e recuo do Ibovespa indicam virada nas expectativas de empresários, antes otimistas e agora inseguros com governo e reforma A desidratação da base de apoio ao governo e a queda de popularidade de Bolsonaro, em meio a uma série interminável de imbróglios políticos, estão produzindo uma reversão nas expectativas de empresário. O panorama antes promissor para uma retomada da economia começa a ficar incerto e mais sombrio, como mostram indicadores recentes. O desânimo empresarial fica claro no Índice de Confiança da Indústria, que teve uma queda de 1,9 ponto na prévia de março deste ano, comparada ao resultado consolidado de fevereiro. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador caiu para 97,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A confiança dos empresários da indústria caiu tanto em relação ao presente quanto ao futuro. Na Bolsa de Valores, a virada das expectativas econômicas por causa da crise política é ainda mais evidente. Na semana passada, o índice de valorização da Bolsa de São Paulo (Ibovespa) rompeu os 100 mil pontos no Ibovespa, um recorde emblemático. Em três dias, porém, o índice despencou para 93 mil pontos, uma virada de humor para os investidores que, até então, confiavam numa linha reta de valorização. O motivo da queda: o mercado passou a perceber que a reforma da previdência, considerada essencial para o equilíbrio fiscal do país, não tem como ser aprovada no tumulto político atual, com o governo travado por brigas internas e sem nenhuma articulação no Congresso. O otimismo generalizado que acompanhou a posse do governo Bolsonaro está recuando rapidamente, para dar lugar a uma onda de incerteza e pessimismo. Mais uma. Em 2015 e 2016, a crise política no país foi um dos principais fatores que afundaram a economia na recessão, ao colocar consumidores e investidores na retranca. Via: Os Novos Inconfidentes
Justiça Federal no Rio manda soltar Temer e ex-ministro Moreira Franco

– DESEMBARGADOR ENQUADRA BRETAS: COMBATE À CORRUPÇÃO DEVE RESPEITAR CONSTITUIÇÃO – O desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, fez críticas à decisão do juiz Marcelo Bretas que prendeu o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e outras oito pessoas no âmbito da operação Lava Jato. No despacho desta segunda-feria, 25, em que revogou a decisão de Bretas, Ivan Athié disse ‘não ser contra a Operação Lava Jato’, mas defendeu o respeito às garantias previstas na Constituição de 1988. “Ressalto que não sou contra a chamada ‘Lava-jato’, ao contrário, também quero ver nosso país livre da corrupção que o assola. Todavia, sem observância das garantias constitucionais, asseguradas a todos, inclusive aos que a renegam aos outros, com violação de regras não há legitimidade no combate a essa praga”, anotou o magistrado. O desembargador afirma que a ‘decisão não se sustenta, em face da ausência de contemporaneidade dos fatos, como já acima, algumas vezes, afirmado’. Só essa circunstância basta para ordenar a imediata soltura de todos os pacientes, e também de Carlos Alberto Montenegro Gallo, eis que não figura até o momento como paciente em algum habeas-corpus, acaso preso, ou se não, para ser recolhido respectivo mandado de prisão”. O desembargador diz que ‘nos principal alegação, em todos, é a ausência de contemporaneidade dos fatos apontados como ilegais’. “Tampouco em relação a lavagem de dinheiro, envolvendo a Eletronuclear, há contemporaneidade, eis que todas as ocorrências visando camuflar origem de valores, para colocá-los em legalidade, segundo a narrativa ocorreram e consumados foram a no mínimo cerca de 4 (quatro) anos atrás, não importando, para o caso, valores oriundos de outros fatos, eis que em apuração em outros procedimentos, em outros juízos”. Leia na íntegra a decisão de Ivan Athié.
Nova etapa do Concurso Comida di Buteco: 12 de abril a 05 de maio

Comida di Buteco completa 20 anos de existência De 12 de abril a 05 de maio, acontece o Concurso Comida di Buteco, que tem como missão “TRANSFORMAR VIDAS ATRAVÉS DA COZINHA DE RAIZ – BUTECO EXTENSÃO DE SUA CASA”. Em 2019 o Comida di Buteco comemora 20 anos. Duas décadas contando histórias de vidas de pequenos comércios familiares, carinhosamente conhecidos como “butecos”. O concurso que teve origem em 2000 na cidade de Belo Horizonte, hoje cobre todo o país, sendo realizado em 21 cidades e desde 2016 elege também o MELHOR BUTECO DO BRASIL. A grande novidade dessa edição é que todos os petiscos, no Brasil inteiro, terão preço fixo de R$ 20,00, em comemoração aos 20 anos do Concurso. Um movimento nacional de valorização da cultura de buteco e cozinha de raiz Numa trajetória onde muitas histórias de vidas foram contadas e transformadas, o concurso já extrapolou sua natureza e se tornou um grande movimento nacional de valorização da cultura de buteco e cozinha de raiz. Ele é, propositadamente, realizado simultaneamente e na mesma época do ano (abril/maio) em todas as cidades, num esforço de demarcação de ABRIL como MÊS DO BUTECO NO BRASIL. E assim, valorizar e dar importância de calendário à esse ícone da sociabilidade brasileira: o Buteco. Um modelo de negócios de impacto O mais importante aspecto do Comida di Buteco hoje é ter se tornado um NEGÓCIO DE IMPACTO, que tem o pequeno comércio familiar como matriz de uma corrente do bem que envolve: o “buteco”, que não paga para participar; a indústria como a grande financiadora (patrocinadores); envolve o poder público, a partir da ampliação da atividade econômica do buteco (gera empregos, paga impostos, muitas vezes tem a oportunidade de se formalizar); e envolve parceiros, imprensa e o público do Brasil inteiro. O mês do concurso alavanca de forma poderosa toda a cadeia em que o buteco está inserido. Ele é o primeiro concurso do gênero no país Resultados dos 20 anos de Comida di Buteco:o 21 cidades de Norte a Sul do Paíso 5.163 mil butecoso 4.868 milhões de votoso 3.534 milhões de petiscos vendidoso 41.796 mil empregos geradoso 80 milhões de pessoas impactadaso R$ 500.892 milhões em mídia espontânea “ Eu fico muito impressionado com a capacidade que o Comida di Buteco tem de transformar a realidade das famílias daquele pequeno empreendedor do setor de bares e restaurantes, ajudando a construir um Brasil melhor.” (Paulo Solmucci – Presidente Nacional da Abrasel/Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) Sua mecânica Elege-se o Melhor Buteco da cidade! Na primeira etapa, em cada uma das cidades, os butecos pré-selecionados apresentam os petiscos criados especialmente para a competição. O público e um corpo de jurados visita, vota e elege o campeão, avaliando 4 categorias (petisco, atendimento, higiene e temperatura da bebida) . O petisco leva 70% do peso da nota e as demais categorias 10% cada uma. O voto do público vale 50% do peso total e dos jurados 50%. Na segunda etapa, em junho, uma comissão de jurados, escolhida especificamente para esse momento, vai visitar os campeões de cada cidade avaliando sua performance nas mesmas 4 categorias (petisco, atendimento, temperatura da bebida e higiene). Cada campeão recebe 3 jurados (um jurado da sua cidade e dois de outras cidades). Elege-se aí o MELHOR BUTECO DO BRASIL, que será conhecido e premiado no mês de Julho. Buteco com “u”, o perfil dos participantes Os estabelecimentos selecionados para participar são classificados pela organização do concurso como “ESPONTÂNEOS”: estabelecimentos em que o dono está sempre à frente do negócio, não pertencendo às redes ou franquias e que muitas vezes se originou na própria casa da pessoa. Tem a identidade de seu proprietário e na maioria das vezes, outras pessoas da família do dono trabalham ali também. A GEOGRAFIA BUTEQUEIRA DE NORTE A SUL DO PAÍS REGIÃO SUDESTE Minas Gerais Belo Horizonte Juiz de Fora Montes Claros Uberlândia Poços de Caldas Vale do Aço (Timóteo, Ipatinga e Coronel Fabriciano) São Paulo São Paulo Capital Campinas, Jaguariúna Ribeirão Preto São José do Rio Preto Rio de Janeiro Rio Capital e Baixada Fluminense REGIÃO NORDESTE Bahia Salvador e Lauro de Freitas Pernambuco Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes Ceará Fortaleza REGIÃO NORTE Amazonas Manaus Pará Belém e Ananindeua REGIÃO SUL Santa Catarina FFLFlorianópolis Rio Grande do Sul Porto Alegre e Canoas Paraná Curitiba REGIÃO CENTRO-OESTE Distrito Federal Brasília, Guará, Aguas Claras, Taguatinga Goiás Goiânia e Aparecida de Goiânia Patrocinadores 2019 O Comida di Buteco é 100% viabilizado com investimento de empresas que acreditam na sua CAUSA, como plataforma de desenvolvimento de suas marcas, pois nenhum buteco participante paga nada para participar nem é obrigado a consumir nenhum produto dos patrocinadores. Fonte: Assessoria de Imprensa:Comida di Buteco: Wesley Gonçalves
Recuo pró-reforma da previdência é suicídio para Rodrigo Maia

– Não creio muito nesta história de que Rodrigo Maia vá “blindar” a reforma previdenciária e insistir em aprová-la, com a brutalidade atual, na Câmara dos Deputados. Não duvido que a crueldade de Maia e sua bajulação ao “mercado” faça disso o seu desejo, mas está criada uma situação que já não depende exclusivamente disso. Os partidos e uma parcela dos deputados está irritada e convencida de que, se não confrontar o governo Bolsonaro na questão que é o centro das atenções do país, por sua repercussão, estará inapelavelente rendida diante do falangismo bolsonarista, apenas esperando a vez de ir para o matadouro das redes sociais. Quererá Maia perder parte de suas “tropas parlamentares”, enquanto o ex-capitão torna as suas mais aguerridas e sanguinárias? Não posso supor que Cesar Maia não tenha ensinado ao filho que cachorros sentem o cheiro do medo. Além do mais, com ou sem “blindagem”, deterioraram-se as condições para aprovar uma reforma com a dureza que o mercado quer. BPC, aposentadorias rurais, cortes violentos nas pensões, “transição” quase que imediata e até mesmo a idade mínima, que parecia poder prosperar, estão vulneradas, agora, já não só pela sua insensibilidade intrínseca, mas por uma crescente percepção de injustiça por parte da opinião pública, sobretudo porque comparada à generosidade com que foram tratadas as aposentadorias militares. O forte aumento da rejeição à reforma nas próprias redes sociais, registrado hoje pela pesquisa que Monica Bergamo divulga na Folha, não é surpresa e pode ser sentido por qualquer um no cotidiano. O conflito está criado enão se resolverá sem as concessões para as quais o Executivo não está ligando muito. Ainda assim, não as fará, para manter o queixo erguido diante dos “seus”. “Faço o que você quer, mas faço sozinho” não parece ser uma alternativa política para Maia, até porque se chegou a um ponto em qual a velocidade na tramitação passou a ser, por si, uma exigência do capital. E será, com isso, difícil seguir o conselho do Senador Pinheiro Machado a seu cocheiro, diante de manifestantes hostis, para que a retirada não seja “tão depressa que pareça fuga”. Via Fernando Brito – Tijolaço
Maia escala Freixo e Paulo Teixeira para analisar o pacote do Ctrl C e Ctrl V

A crise aberta entre Maia e Moro deve se aprofundar com a prisão de Moreira Franco, casado com a sogra do deputado fluminense Em crise com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ) decidiu colocar os deputados Marcelo Freixo (PSol/RJ) e Paulo Teixeira (PT/SP) para analisar o projeto de lei anticrime proposto pelo ex-juiz da Lava Jato – a relatoria ficou com o deputado Capitão Augusto (PR-SP), líder da Bancada da Bala; Carla Zambelli (PSL/SP) completa o grupo. A decisão foi tomada na tarde na última quinta-feira (14). Nesta quarta-feira (20), Maia deu uma entrevista em que chamou Moro de “funcionário de Bolsonaro” e classificou o projeto proposto como um “copia e cola”. Freixo e Teixeira são abertamente contra a proposta de Moro e devem retardar a tramitação do projeto – considerado um trunfo do governo Bolsonaro diante do pacote de maldades da Previdência – no Congresso. A crise aberta entre Maia e Moro deve se aprofundar com a prisão de Moreira Franco, casado com a sogra do deputado fluminense. Braço direito de Michel Temer, o ex-secretário da Presidência ganhou o cargo justamente para obter foro privilegiado nos processos que responde. Entre os corredores do Planalto, a informação é que a ação desencadeada nesta quinta-feira (21) que levou o grupo de Temer à prisão – com mandado expedido pelo juiz Sérgio Bretas – seria uma retaliação ao levante contra a operação Lava Jato, liderado por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e à própria Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, que deu bronca pública em Deltan Dallagnol e outros procuradores que queriam criar um fundo com R$ 2,5 bilhões em multas pagas pela Petrobras.
Reforma da Previdência de Bolsonaro alivia para os militares

Economia esperada de R$ 97,3 bilhões em 10 anos com as mudanças previdenciárias das Forças Armadas cai para R$ 10,45 bilhões com gastos da reformulação das carreiras O presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica cederam aos apelos dos militares de reestruturação da carreira para conseguir enviar uma proposta de reforma do sistema de aposentadorias das Forças Armadas nessa quarta-feira (20), no último dia do prazo prometido ao Congresso. O projeto de lei complementar à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência prevê uma economia líquida de R$ 10,45 bilhões nos primeiros 10 anos de vigência da proposta, ou seja, 1% dos R$ 1,1 trilhão de impacto fiscal previsto na reforma dos demais trabalhadores dos setores privado e público. A reestruturação de carreiras dos militares vai gerar uma despesa de R$ 86,85 bilhões em 10 anos. Enquanto isso, as mudanças no sistema – que elevará as alíquotas de contribuição previdenciária de 7,5% para 10,5% até 2022, incluindo para pensionistas que não tinham desconto algum, mas não impôs a idade mínima de aposentadorias para os oficiais – devem implicar em uma redução de despesa de R$ 97,3 bilhões em uma década. A diferença dessas duas medidas resultará no saldo líquido de R$ 10,45 bilhões até 2029. Essa economia líquida equivale a apenas 11,3% do estimado antes. Ao apresentar o projeto dos militares ontem, o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, tentou minimizar a redução na economia e disse que a proposta não está desidratada pelo aumento de despesa da União com militares. “Não é gordura, não é deficit, não é desidratação e não diminui a proposta da reforma. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, disse. No entanto, a maior parte desse custo adicional de R$ 86,85 bilhões aos cofres públicos com a reestruturação das carreiras será com três gratificações: “uma nova e duas aperfeiçoadas que devem responder por mais da metade desse custo”, segundo o assessor especial do Ministério da Defesa, general Eduardo Garrido. A mudança incluirá reajustes nos valores do soldo e nas ajudas de custo dos oficiais. Para justificar essa medida, os militares alegaram que não recebem reajustes desde 2001, quando ocorreu a última reestruturação da carreira. No entanto, evitaram comentar que, durante o governo Michel Temer, o soldo dos oficiais teve um aumento de 27,5%. De acordo com os oficiais, o governo gasta, em média, R$ 81 bilhões por ano com a folha de pagamento dos militares e, com a proposta, esse custo teria implemento de cerca de 5%. Salário mínimo No projeto de lei enviado ao Congresso, o soldo de militares mais rasos, como aprendiz de marinheiro e de fuzileiro naval, terá um reajuste de 12,6%, passando de R$ 981 para R$ 1.105. Isso evitará que o valor líquido fique abaixo do salário mínimo, devido à cobrança dos 10,5% da contribuição previdenciária, que não existia antes. No entanto, esse reajuste será maior do que o percentual que o soldado pagará para a Previdência. Já no caso de general, brigadeiro ou almirante, o soldo foi mantido em R$ 13.471 mil. Mas se forem consideradas apenas as três gratificações incluídas no projeto, que são maiores quando a patente é mais alta, o reajuste será de 124%, chegando a R$ 30,2 mil, valor próximo ao novo teto do funcionalismo, de R$ 39,3 mil. Nessa conta não estão incluídos as ajudas de custo, que em alguns casos, dobra de valor. Ao serem questionados sobre o fato de os militares estarem cedendo muito menos que os servidores e os trabalhadores do setor privado na reforma da Previdência, as autoridades desconversaram. Garrido tentou justificar a reestruturação como uma espécie de compensação para a categoria, que não pode fazer greve e não tem direitos trabalhistas, como hora extra. Ele justificou que se as regras se igualassem, a União teria um gasto de, pelo menos, R$ 20,7 bilhões por ano com os militares. “A União já economiza muito conosco”, disse o general. O general acredita ainda que a reestruturação será aceita pela sociedade. “Nós não queremos receber isso, porque perderíamos a nossa essência de ser das Forças Armadas. Mas podemos identificar uma série de direitos que não são aplicados para nós. Há uma espécie de contrato entre a sociedade e os militares, em que nós nos colocamos à disposição do Estado 24 horas por dia e fazemos o juramento de sacrifício da própria vida pela pátria”, afirmou. Reação do mercado O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), recuou, pela segunda vez consecutiva, ontem, em meios à divulgação do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência dos militares, o que colaborou para a realização de lucros, por parte dos investidores, após o índice alcançar, na segunda-feira, 18, a marca intradiária dos 100 mil pontos. Também teve destaque, no dia, as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em torno do conflito comercial do país com a China. Com isso, o índice, encerrou o pregão em queda de 1,55%, aos 98.041 pontos. Nem mesmo a decisão do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês), que optou por manter os juros básicos da economia norte-americana entre 2,25% e 2,50%, aumentou o ímpeto ao risco por parte dos agentes econômicos. Via Estado de Minas