Nota de pesar: morreu hoje aos 74, a CLT

– O Brasil chora a perda da idosa protetora dos trabalhadores e jamais esquecerá os seus assassinos. – Morreu nas primeiras horas deste sábado (11) aos 74 anos de conquistas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela nasceu no dia 1 de maio de 1943, pelas mãos do presidente Getúlio Vargas. Sua trágica morte aconteceu depois que um golpista e 296 canalhas, sem dó nem piedade, estrangularam a idosa protetora dos direitos dos trabalhadores. A partir de agora a Lei permite a terceirização de trabalhadores em todos os níveis das empresas, inclusive na sua atividade fim. Permite que os sindicatos pelegos façam acordos que agrade o patronato, inclusive reduzindo salário e aumentando a jornada de trabalho, com apenas meia hora para almoço, etc. As férias podem ser divididas em até 3 períodos e a homologação da rescisão não precisa mais ser feita no sindicato ou por autoridade do Ministério do Trabalho. Agora, ela pode ser feita na empresa, com os advogados da empresa e do funcionário. A rescisão por “comum acordo”, que o trabalhador é obrigado a concordar, ele só terá direito a receber metade do aviso prévio e da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. E só poderá sacar até 80% do FGTS, mas não receberá o seguro-desemprego.Os benefícios como auxílios, prêmios e abonos deixam de fazer parte da remuneração. Na prática, eles vão deixar de ser contabilizados na cobrança de encargos trabalhistas e previdenciários. As gestantes ou lactantes podem trabalhar em atividade ou local insalubre. Elas só serão afastadas das atividades consideradas insalubres em grau máximo.O trabalhador fica proibido de recorrer à justiça gratuita. Agora, este direito é somente para quem recebe menos do que 40% do teto do INSS e que comprovar que não possui recursos. Conheça os deputados de Minas Gerais que ajudaram Michel Temer assassinar a CLT Como não podemos contar com a justiça brasileira, temos que fazer justiça com as próprias mãos. Na próxima eleição, vamos vingar a morte da CLT e dizer não todos os golpistas assassinos da Consolidação das Leis do Trabalho.
Montes Claros aparece na ciranda da propina
– PF fez operação que afastou três prefeitos da Bahia por fraudarem R$ 200 milhões em contratos – A operação da Polícia Federal deflagrada na terça-feira (7) para afastar os prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz de Cabrália, marido, mulher e cunhado, por fraude em licitações no estado da Bahia, tem uma empresa de Montes Claros envolvida na cirando da propina. A empresa é a MAIS CONSTRUTORA LTDA. Sua atividade principal é construção de rodovias e ferrovias. Os prefeitos das cidades baianas, segundo as investigações, se revezavam em uma “ciranda da propina”. A PF chegou a pedir a prisão do trio, negada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que determinou apenas o afastamento dos políticos das funções nos municípios. Os agentes cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva.Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de prisão temporária, 18 de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão, nos estados da Bahia, São Paulo e Minas Gerais. ‘CIRANDA DA PROPINA’ Os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (de Eunápolis), Claudia Oliveira (de Porto Seguro) e Agnelo Santos (de Santa Cruz Cabrália), todos do PSD, são investigados na BahiaOs investigadores descobriram que as três cidades baianas tinham uma “ciranda da propina”, relativa ao rodízio de empresas envolvidas no esquema de corrupção. Elas se revezavam para vencer as licitações e encobrir as fraudes.A Polícia Federal explicou que, em muitos casos, os suspeitos repassavam a totalidade do valor do contrato a outras empresas do grupo familiar no mesmo dia em que as prefeituras liberavam o dinheiro.A operação foi batizada de Fraternos, em função da colaboração de parentes dos prefeitos no esquema. Os investigados vão responder por organização criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.Para dificultar a identificação dos beneficiários finais, parte do dinheiro repassado era desviado em “contas de passagem” registradas em nomes de terceiros. Na maioria das vezes, segundo a PF, esta verba retornava para a organização criminosa, que usava uma empresa de um dos três prefeitos como lavanderia.
Cinco apelos pela vida no Norte de Minas

– Devastação ambiental no Norte de Minas causa surpresa e perplexidade ao governo do Estado – Cultura do eucalipto no semiárido consome 80% da oferta de água na sua área de abrangência. Governo promete providências para deter processo de desertificação Fogo consome veredas do cerrado mineiro e ameaça florestas e rios (Foto: Expedição Caminhos dos Geraes) * Por Waldo Ferreira O enfrentamento da crise hídrica e o processo de desertificação que vitimam o Norte de Minas podem ter entrado de vez na pauta do governo do Estado. É o que esperam gestores e técnicos do meio ambiente, que estiveram, no início da semana, reunidos na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) com o secretário adjunto Germano Luiz Gomes Vieira. A comitiva foi apresentar o diagnóstico da V Expedição Caminhos dos Geraes (realizada entre os dias 7 e 10 de setembro), contido na “Carta das Águas”.O documento foi entregue ao secretário adjunto, com um apelo por providências quanto aos problemas ambientais vividos na região. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros, Paulo Ribeiro, Germano Vieira e demais representantes do governo presentes à reunião, incluindo a presidente do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho de Melo, ficaram perplexos com os números revelados pelos técnicos. Walter Viana, responsável pela fiscalização ambiental na Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas, traçou um quadro assustador da situação hídrica na região. “O consumo é muito maior que a oferta, o que está provocando o secamento das fontes”, informou. Ele estima que somente no perímetro urbano de Montes Claros foram abertos mais de 10 mil poços.Mas, é o plantio do eucalipto na área do semiárido o principal fator de deterioração dos recursos hídricos, com rebaixamento do nível freático em meio metro por ano. De acordo com estudo coordenado por Viana, a cultura consome 230 litros de água por metro quadrado a mais que o Cerrado, por área plantada. Walter Viana é autor de tese de doutorado sobre o acelerado processo de desertificação no Norte de Minas.Veredas – A pesquisadora em ecologia pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Maria das Dores Magalhães, informou que as áreas úmidas (veredas) estão altamente impactadas pelos efeitos da escassez hídrica e baixa umidade do lençol freático, o que já provocou o desaparecimento de 50 delas somente neste ano. Outras estão em processo irreversível de extinção. Ela estima que se nada for feito em 3 anos não haverá mais veredas na região do Vale do Peruaçu, entre os municípios de Januária e Itacarambi.Um das cinco demandas levadas ao governo na “Carta das Águas” é a proibição de novas áreas de plantio de eucalipto no semiárido. Germano Vieira se comprometeu a se reunir com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) para discutir o assunto. Ele também pretende fazer reunião com produtores de eucalipto. O processo de desertificação na região foi detectado em 2010 a partir do Plano Estadual de Combate à Desertificação, financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e executado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene). Da média histórica de precipitação pluviométrica no Norte de Minas, 1.000 milímetros/ano, o eucalipto sozinho consome 800 milímetros. Como o Cerrado precisa de 500 milímetros, há um déficit de 300 milímetros. Sem contar, como lembra o secretário Paulo Ribeiro, a necessidade de consumo de água para beber pelas pessoas e animais, além da irrigação. O fator determinante para esse processo é justamente o eucalipto. Estima-se que há 1,5 milhão de hectares plantados no semiárido, o que significa dizer que esse bioma desaparecerá se essas medidas não saírem do papel.De acordo com a diretora de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Anildes Lopes Evangelista, o governo do estado formou um grupo temático de trabalho para discutir a questão hídrica no Norte de Minas. Ela informou que técnicos da região serão chamados para integrar esse trabalho. Da esquerda para a direita: Dora Veloso, pesquisadora da Unimontes; Walter Viana Neves, técnico da SUPRAM; Germano Luiz Gomes Vieira, secretário adjunto de Meio Ambiente; Sued Botelho, coordenador do Fórum Regional do Território Norte; Paulo Ribeiro,secretário de Meio Ambiente de Montes Claros; Marília – Igam; Anildes Lopes Evangelista – Prefeitura Municipal Montes Claros; Genésio Alves Fonseca – Instituto Serra do Cabral “Carta das Águas”: cinco apelos pela vida no Norte de Minas 1 – Proibição de novas áreas para plantios de eucalipto; 2 – Monitoramento dos níveis freáticos para que haja novos parâmetros para emissão de outorga no Norte de Minas; 3 – Ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu a partir da aquisição de terras de proprietários que possuem dívidas com o estado e estão dispostos a negociar; 4 – Criação do Parque Estadual de Botumirim, importante reserva para a manutenção da biodiversidade e dos mananciais hídricos; 5 – Criação da Unidade de Conservação de Pandeiros, o pantanal mineiro. * Jornalista
A vingança da pinguela: Por Fernando Brito

– Temer usa Aécio para dar um tapa em FHC – Não vai haver “em cima do muro” nas reações do grupo que apóia Tasso Jereissati e o desembarque do PSDB do Governo Temer, como corneteou domingo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por Fernando Brito – Tijolaço Aécio, por si só, não tinha força para atingir assim, tão francamente, o homem que, na presidência do partido, representava as posições “fernandistas”. A força da mão que desferiu o golpe vem do Governo Temer, o braço foram os ministros tucanos e o cérebro o do próprio presidente. A proteção a Aécio e o grupo governista – que vai muito além dos quatro ministérios – são posições essenciais para Temer. A crise no PSDB vai ser a “desculpa” para paralisar ou absorver a derrota na fantasia da reforma da previdência. Mesmo com toda a simpatia tucana pela retirada de direitos dos trabalhadores, é impossível a composição depois de uma bofetada destas. A convenção partidária, marcada para o dia 9 de dezembro, alguém acha que votar com Temer, a esta altura, é possível para a turma “tassista”? Temer erra muito, mas compra bem.
Para estancar essa sangria Temer nomeia “Sego”

– Fernando Segovia é o novo diretor da Polícia Federal – Em maio de 2016, o Brasil descobriu o conteúdo de uma conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado. O diálogo descortinava o fato de que o impeachment de Dilma Rousseff (PT) era, ao menos em parte, uma estratégia para barrar as investigações da Operação Lava Jato. “Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, disse Jucá. “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional”, respondeu Machado. “Com o Supremo, com tudo”, concluiu o parlamentar. Após o impeachment, diversas formas de pressão contra a Lava Jato foram desencadeadas. Uma delas seria a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. Nesta terça-feira 8, a substituição do comandante da PF foi oficializada. Daiello deixará o cargo no qual estava desde 2011 e será substituído por Fernando Segovia. O nome de Segovia não será recebido sem controvérsias. Entre as diversas funções que ocupou como delegado, como adido policial na África do Sul, está a de superintendente da PF no Maranhão, estado da família Sarney. Segundo múltiplos relatos publicados pela imprensa, Segovia seria ligado ao ex-presidente José Sarney (PMDB). De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo em 15 de setembro, “a relação com Sarney” gerava resistências ao nome de Segovia dentro da Polícia Federal. “Nos bastidores”, afirmou o jornal, “Segovia era visto como o nome que o PMDB queria indicar para a vaga de Daiello.” Dias antes, a revista Veja afirmou que havia “forte movimentação da alta cúpula do PMDB” em torno do nome de Segovia. Outro que defendia o novo diretor da PF para o cargo era o ministro da Justiça de Temer, Torquato Jardim. Jardim foi advogado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, filha de José Sarney. A troca no comando da Polícia Federal se dá no momento em que a cúpula do PMDB é alvo da Lava Jato. Segundo um relatório da própria Polícia Federal, o presidente da República, Michel Temer, tinha um papel de comando no chamado “quadrilhão do PMDB”. Um relatório da PF sobre o caso compilou as diversas acusações contra Temer, nas quais aparecem também outros cinco peemedebistas: os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Alves (AL). Os três últimos estão presos. Padilha e Moreira Franco, assim como Temer, se livraram momentaneamente do processo depois de a Câmara rejeitar a denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Ministério Público Pode causar problemas para a Lava Jato a relação entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal na gestão de Fernando Segovia. Em maio de 2013, ele defendia a PEC 37, alteração constitucional que, segundo promotores e procuradores, iria prejudicar o poder de investigação do MP. “A PEC vem justamente para tentar delimitar qual seria esse poder de atuação dos Ministérios Públicos, porque não há um regramento em si”, afirmou em programa da Associação dos Juízes Federais do Brasil. “Se você verificar tanto no texto constitucional quanto nas legislações inferiores, não está em nenhum momento delineado esse procedimento de investigação”, disse Segovia. “O MP não tem esse poder de investigar e começou a investigar, só que sem controle, através de procedimentos que estão inclusive sendo questionados junto ao STF”, concluiu. A PEC 37 foi derrubada pouco depois dos comentários de Segovia, em junho de 2013, em meio à convulsão social das manifestações ocorridas naquele mês em todo o Brasil. A PF e o MP têm um histórico de atritos ao longo dos anos por conta de uma competição entre as categorias, em especial em termos de prerrogativas. No avanço da Lava Jato até aqui, muitos consideram que a ausência desses atritos e o trabalho complementar entre as duas instituições foi essencial.
20 de novembro – Dia da Consciência Negra

– Evento celebrará a cultura afro – No próximo dia 20 de novembro comemora-se o Dia da Consciência Negra. Para celebrar a data serão realizados diversos eventos festivos. No dia 20, acontecerá na Praça da Matriz, às 19:30h, apresentações artísticas, entre elas, a cantora Amanda Souza e a dupla Fabiana e Bruno, apresentarão canções que abordam o universo afro. O evento contará também com uma apresentação da Companhia de Dança Parafolclórica Saruê, da Unimontes e a representação de um terreiro de matriz africana encenada pelo movimento afro Manzo Makuazenza Mazambe. O evento é aberto ao público. No dia 21 acontecerá no Centro Cultural Hermes de Paula uma seção do cinema comentado com o filme“A Negação do Brasil”. O evento, que acontecerá às 19:30h, e também tem entrada gratuita. Já no dia 24 será realizada, no Fórum de Montes Claros, uma roda de conversa com o tema: “Assistente sociais na luta contra o Racismo”. A atração está agendada para às 19 horas. Uma grande mobilização acontecerá no dia 25, quando sairá da Praça da Catedral às 8:30h, a 1º Marcha contra o racismo e a intolerância religiosa. Os eventos têm o apoio da Prefeitura Municipal de Montes Claros. Ascom-Prefeitura de Montes Claros
Lava Jato, vender o país não é corrupção?

Em pronunciamento no plenário, na segunda-feira (6), o senador Roberto Requião cobrou fortemente os operadores da Lava Jato que assistem passivamente a entrega do país e o desmantelamento do setor público sem qualquer reação. O Senador perguntou diretamente a Sérgio Moro, Deltan Dallagnoll, Carmem Lúcia, Raquel Dodge e a delegados da Polícia Federal porque nada fazem quando um governo absolutamente mergulhado na corrupção vende o Brasil a preço de banana. Lava Jato, trair a Pátria não é crime? Vender o país não é corrupção? Roberto Requião[1] O juiz Sérgio Moro sabe; o procurador Deltan Dallagnol tem plena ciência. Fui, neste plenário, o primeiro senador a apoiar e a conclamar o apoio à Operação Lava Jato. Assim como fui o primeiro a fazer reparos aos seus equívocos e excessos. Mas, sobretudo, desde o início, apontei a falta de compromisso da Operação, de seus principais operadores, com o país. Dizia que o combate à corrupção descolado da realidade dos fatos da política e da economia do país era inútil e enganoso. E por que a Lava Jato se apartou, distanciou-se dos fatos da política e da economia do Brasil? Porque a Lava Jato acabou presa, imobilizada por sua própria obsessão; obsessão que toldou, empanou os olhos e a compreensão dos heróis da operação ao ponto de eles não despertarem e nem reagirem à pilhagem criminosa, desavergonhada do país. Querem um exemplo assombroso, sinistro dessa fuga da realidade? Nunca aconteceu na história do Brasil de um presidente ser denunciado por corrupção durante o exercício do mandato. Não apenas ele. Todo o entorno foi indigitado e denunciado. Mas nunca um presidente da República desbaratou o patrimônio nacional de forma tão açodada, irresponsável e suspeita, como essa Presidência denunciada por corrupção. Vejam. Só no último o leilão do petróleo, esse governo de denunciado como corrupto, abriu mão de um trilhão de reais de receitas. Um trilhão, Moro! Um trilhão, Dallagnoll! Um trilhão, Polícia Federal! Um trilhão, PGR! Um trilhão, Supremo, STJ, Tribunais Federais, Conselhos do Ministério Público e da Justiça. Um trilhão, brava gente da OAB! Um trilhão de isenções graciosamente cedidas às maiores e mais ricas empresas do planeta Terra. Injustificadamente. Sem qualquer amparo em dados econômicos, em projeções de investimentos, em retorno de investimentos. Sem o apoio de estudos sérios, confiáveis. Nada! Absolutamente nada! Foi um a doação escandalosa. Uma negociata impudica. Abrimos mão de dinheiro suficiente para cobrir todos os alegados déficits orçamentários, todos os rombos nas tais contas públicas. Abrimos mão do dinheiro essencial, vital para a previdência, a saúde, a educação, a segurança, a habitação e o saneamento, as estradas, ferrovias, aeroportos, portos e hidrovias, para os próximos anos. Mas suas excelentíssimas excelências acima citadas não estão nem aí. Por que, entendem, não vem ao caso… Na década de 80, quando as montadoras de automóveis, depois de saturados os mercados do Ocidente desenvolvido, voltaram os olhos para o Sul do mundo, os governantes da América Latina, da África, da Ásia entraram em guerra para ver quem fazia mais concessões, quem dava mais vantagens para “atrair” as fábricas de automóveis. Lester Turow, um dos papas da globalização, vendo aquele espetáculo deprimente de presidentes, governadores, prefeitos a oferecer até suas progenitoras para atrair uma montadora de automóvel, censurou-os, chamando-os de ignorantes por desperdiçarem o suado dinheiro dos impostos de seus concidadãos para premiarem empresas biliardárias. Turow dizia o seguinte: qualquer primeiroanista de economia, minimamente dotado, que examinasse um mapa do mundo, veria que a alternativa para as montadoras se expandirem e sobreviverem estava no Sul do Planeta Terra. Logo, elas não precisavam de qualquer incentivo para se instalarem na América Latina, Ásia ou África. Forçosamente viriam para cá. No entanto, governantes estúpidos, bocós, provincianos, além de corruptos e gananciosos deram às montadoras mundos e fundos. Conto aqui uma experiência pessoal: eu era governador do Paraná e a fábrica de colheitadeiras New Holland, do Grupo Fiat, pretendia instalar-se no Brasil, que vivia à época o boom da produção de grãos. A Fiat balançava entre se instalar no Paraná ou Minas Gerais. Recebo no palácio um dirigente da fábrica italiana, que vai logo fazendo numerosas exigências para montar a fábrica em meu estado. Queria tudo: isenções de impostos, terreno, infraestrutura, berço especial no porto de Paranaguá, e mais algumas benesses. Como resposta, pedi ao meu chefe de gabinete uma ligação para o então governador de Minas Gerais, o Hélio Garcia. Feito o contanto, cumprimento o governador: “Parabéns, Hélio, você acaba de ganhar a fábrica da New Holland”. Ele fica intrigado e me pergunta o que havia acontecido. Explico a ele que o Paraná não aceitava nenhuma das exigências da Fiat para atrair a fábrica, e já que Minas aceitava, a fábrica iria para lá. O diretor da Fiat ficou pasmo e se retirou. Dias depois, ele reaparece e comunica que a New Holland iria se instalar no Paraná. Por que? Pela obviedade dos fatos: o Paraná à época, era o maior produtor de grãos do Brasil e, logo, o maior consumidor de colheitadeiras do país; a fábrica ficaria a apenas cem quilômetros do porto de Paranaguá; tínhamos mão-de-obra altamente especializada e assim por diante. Enfim, o grande incentivo que o Paraná oferecia era o mercado. O que me inspirou trucar a Fiat? O conselho de Lester Turow e o exemplo de meu antecessor no governo, que atraiu a Renault, a Wolks e a Chrysler a peso de ouro e às custas dos salários dos metalúrgicos paranaenses, pois o governador de então chegou até mesmo negociar os vencimentos dos operários, fixando-os a uma fração do que recebiam os trabalhadores paulistas. Mundos e fundos, e um retorno pífio. Pois bem, voltemos aos dias de hoje, retornemos à história, que agora se reproduz como um pastelão. O pré-sal, pelos custos de sua extração, coisa de sete dólares o barril, é moranguinho com nata,, uma mamata só! A extração do óleo xisto, nos Estados Unidos, o shale oil , chegou a custar até 50 dólares o barril; o petróleo extraído pelos canadenses das areias betuminosas sai por
OPERAÇÃO EXTINÇÃO: MUITO POR NADA

– Polícia Civil faz tempestade em copo d’água – Operação em Lontra virou chacota e mostrou o despreparo da nossa polícia – Cerca de 45 policiais participaram da operação, incluindo o helicóptero da PC e o canil de BH (Foto: Amaury Fonseca) Localizada na região Norte de Minas, a pacata Lontra tem pouco mais de 8 mil habitantes e está distante 115 quilômetros de Montes Claros e 541 quilômetros de Belo Horizonte. Entretanto, na manhã desta terça-feira ganhou ares de importância graças a uma desproporcional e desastrada operação policial que tinha como objetivo “extinguir” uma quadrilha supostamente especializada na distribuição de drogas. A propósito, a operação – que consumiu um ano de investigações e utilizou logística que lembra as incursões policiais nos morros cariocas – foi batizada de “Extinção” pela Polícia Civil. A pretensão era “desmantelar o trafico de drogas” na cidade, mas o que os atônitos moradores viram foi um show de pirotecnia com desfecho decepcionante. O aparato policial, que mobilizou estrutura gigantesca, com mais de 40 agentes, canil de Belo Horizonte e até uma aeronave, apreendeu apenas uma peixeira velha, uma garrucha enferrujada, umas pedrinhas de crack e umas buchinhas de maconha. Ou seja, muito pouco para muito barulho e desperdício de dinheiro público. A movimentação intensa de policiais, com a qual a população não está acostumada, só serviu para evidenciar uma ostentação inútil e tumultuar a rotina das pessoas, além de expor negativamente a bucólica cidade.“A população lontrense não pode aceitar que esse tipo de aventura ocorra novamente, pois ao invés de combater o tráfico a polícia faz a cidade ser motivo de chacota. Aqui jamais foi centro de distribuição de drogas”, desabafou um morador que não quis se identificar. No momento desta Operação, agências dos Correios das cidades de Varzelandia e Manga estavam sendo arrombadas.
Golpista enjaulado é abandonado à própria sorte

EDUARDO CUNHA, SERVIÇAL DO GOLPE, DIZ ESTAR EM SITUAÇÃO DE ABSOLUTA PENÚRIA – O ex-presidente da Câmara dos Deputados e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (06) que está numa “situação de absoluta penúria”. Preso desde outubro de 2016 em razão da Operação Lava-Jato, ele contou que não pode trabalhar, não tem renda e está com os bens bloqueados. Cunha presta depoimento ao o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília no processo em que é réu por suspeitas de irregularidades no Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros réus no processo também relataram dificuldades para conseguir alguma fonte de renda. O empresário Alexandre Margotto, apontado como sócio de Lúcio Bolonha Funaro, o operador de políticos do PMDB em esquemas de corrupção, disse depender da ajuda da mãe e do tio. Já o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto afirmou que sua fonte de renda é o aluguel de uma casa no interior de São Paulo. Ao contrário de Cunha, os dois firmaram acordo de delação premiada. Cunha também reclamou do que considera como cerceamento a sua defesa no Paraná. Como foi preso por ordem do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ele ficou inicialmente na capital paranaense. Em setembro, chegou a Brasília para ficar alguns dias, em razão de depoimento a prestar na cidade. Com sucessivos adiamentos, o depoimento só começou de fato nesta segunda-feira. No Paraná, Cunha já foi condenado por Moro na Lava-Jato a 15 anos e quatro meses. No Distrito Federal, o processo do FI-FGTS está em fase final.
Casa Augusta receberá a 7ª Edição da Feira do Mês

– Evento vai promover arte, moda e gastronomia no centro histórico da cidade – Com o apoio da Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Cultura, será realizada no próximo dia 11 a 7ª Edição da Feira do Mês, evento itinerante que reúne atividades ligadas à arte, moda, gastronomia, artesanato e cultura. O evento será realizado na Casa Augusta, no Corredor Cultural do centro histórico de Montes Claros. Durante todo o dia acontecerá a feira com produtos artesanais, brechós, além do espaço infantil. Ainda no evento, serão promovidas oficinas de bordado e de cosmético. O local vai contar ainda com a apresentação musical do Clube do Choro, além das bandas Samba The Bossa e Taboo. A Feira conta com total apoio da Prefeitura de Montes Claros, que vem incentivando eventos que resgatam as raízes culturais da cidade, reforçando as principais manifestações artísticas da região. O evento será realizado no sábado, 11, das 9 às 21h. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros