Procuradores da equipe de Raquel Dodge pedem demissão

– CRIAÇÃO DE FUNDAÇÃO DA LAVA JATO RACHA MPF E ISOLA DODGE – Procuradora-geral desagradou colegas da PGR ao atacar decisão da força-tarefa de Curitiba de criar uma fundação com recursos da Petrobras A criação de uma fundação privada para gerir os R$ 2,5 bilhões em multas pagas pela Petrobrás decorrentes da Operação Lava Jato pelos procuradores da força-tarefa que integram a operação provocou um racha sem precedentes do Ministério Público Federal (MPF). Revoltados com o que consideram uma ingerência interna da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, os procuradores do MF dizem que ela perdeu as condições de ser reconduzida ao cargo por meio da lista tríplice e vários deles pediram exoneração de cargos de comando. De acordo com o jornal O Globo, na última semana os dois procuradores responsáveis pelo setor de perícias do MPF entregaram seus cargos. Os procuradores Pablo Coutinho Barreto e Vitor Souza Cunha chefiavam a Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (SPPEA), cujas atribuições envolvem a análise de documentos e materiais relativos à Operação Lava Jato. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também criticou a atuação de Dodge por meio de nota e informou que deverá abrir uma ação para defender os procuradores de um processo aberto por determinação junto à corregedoria. Para os procuradores, Dodge teria conseguido agradar a classe política, mas desagradado os membros do MPF, o que levou ao seu isolamento.
Texto fake, distribuído pelos robôs de Bolsonaro é desmascarado

– MILÍCIA VIRTUAL VIRALIZA TEXTO FALSO DE PADRE FÁBIO DE MELO SOBRE SUZANO – A milícia virtual que serve aos interesses do bolsonarismo divulgou nas redes sociais um texto distorcido atribuído ao padre Fábio de Melo. Na fake news disseminada, o religioso alega que os jovens que promoveram o massacre na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, “não mataram porque o porte de arma é um projeto do atual governo”. “O texto que está viralizado sobre o atentado em Suzano, cujo título é ‘O melhor texto que já li sobre o acontecimento de ontem’ não foi escrito por mim. O único que escrevi sobre o acontecimento é o que está abaixo”, tuitou o padre, compartilhando o texto real que escreveu sobre a tragédia. Leia, abaixo, o texto original publicado pelo padre Fábio de Melo e, em seguida, a cópia distorcida que está viralizando nas redes sociais. O texto que está viralizado sobre o atentado em Suzano, cujo título é “O melhor texto que já li sobre o acontecimento de ontem” não foi escrito por mim. O único que escrevi sobre o acontecimento é o que está abaixo. Texto fake, distribuído pelos robôs de Bolsonaro: Melhor texto que já li sobre o acontecimento de ontem Autor: Padre Fábio de Melo “Cansado e perplexo com tantas baboseiras e falsas justificativas pras atrocidades que ainda nos surpreendem todos os dias… Os meninos não mataram porque o porte de arma é um projeto do atual governo. Os meninos não mataram porque jogavam jogos violentos.Os meninos não mataram porque a escola foi omissa. Os meninos não mataram porque sofreram Bullying… Eles mataram porque as famílias estão desestruturadas e fracassadas, porque não se educa mais em casa, não se acompanha mais de perto, a tecnologia substitui o diálogo, presentes compram limites, direitos e deveres e não há o conhecimento e respeito a Deus. Precisamos parar de nos omitir, de transferir culpas. A culpa é minha, é sua, de todos nós! “A violência é o desdobramento de carências afetivas, da necessidade de ser visto e notado, ainda que da pior maneira” As armas não matam, o que mata é a ausência de AMOR!!!
Patos de Minas sugere título de persona não grata para Ruy Muniz

Ruy Muniz foge das perguntas, tumultua reunião e alega que foi ofendido por vereadores; houve até boletim de ocorrência Ruy Muniz defendeu as condições do hospital enquanto era bombardeado por todos os vereadores e patenses que acompanhavam a sessão ordinária. Por Maurício Fernandes – Jornal Patos Hoje Com xingamentos, ameaças e deboches mais um capítulo da novela envolvendo o Hospital São Lucas em Patos de Minas foi escrito nesta quinta-feira (14). O empresário Rui Muniz esteve na Câmara Municipal e causou um verdadeiro alvoroço. Ele defendeu as condições do hospital enquanto era bombardeado por todos os vereadores e patenses que acompanhavam a sessão ordinária. Um dos vereadores chegou a solicitar que ele deixasse o local e que a câmara o oferecesse o título de persona não grata em Patos de Minas. A Polícia Militar foi acionada e registrou uma ocorrência policial. O plenário da câmara de vereadores ficou completamente cheio durante a sessão para discutir as condições do Hospital São Lucas. O vereador Bosquinho convidou o atual gestor do hospital, Ruy Muniz, para comparecer à reunião e esclarecer alguns questionamentos. Primeiro foi a vez da Secretária de Saúde, Denise Maria da Fonseca, e da Coordenadora de Vigilância Sanitária, Marlúcia Teodora de Freitas. Elas responderam a algumas perguntas dos vereadores e disseram que o hospital não tem a mínima condição de estar funcionando. Em conversa com nossa equipe de reportagem, Marlúcia disse que a Vigilância Sanitária está fazendo um trabalho de enxugar gelo quando se trata do local. “Nós vistoriamos, damos o prazo para que as irregularidades sejam sanadas e, ao fim desse prazo, quando voltamos, nada foi feito”. Segundo ela, um processo administrativo já foi aberto em desfavor do hospital. “Nós já chegamos no nosso limite, não dá mais para prorrogar prazo para que eles se adequem e resolvemos abrir esse processo administrativo contra a gestão da unidade hospitalar”. Logo após, o empresário e político Ruy Muniz fez uso da tribuna livre e foi fortemente bombardeado pelos vereadores e por todos os presentes. Ele disse que pegou o hospital sucateado pela gestão do médico Sérgio Piau e que vêm todos os dias fazendo melhorias no local. O vereador Bosquinho confrontou o empresário dizendo que ele estava fazendo todos de palhaços e ressaltou o passado político do atual gestor do São Lucas. Os dois fizeram um debate bastante acalorado que precisou ser apaziguado várias vezes pelo presidente da câmara Vicente de Paula. O Vereador Francisco Frechiani disse que ficou bastante decepcionado com Ruy Muniz e fez uma sugestão para que a câmara o oferecesse um título de persona não grata em Patos de Minas. “Se eu ainda fosse presidente da câmara eu pediria que você se retirasse juntamente com essa meia dúzia de pessoas que você contratou para bater palmas aqui hoje e ainda solicitaria que a Câmara lhe desse o título de persona não grata em nossa cidade”. Ao final o Vereador se ausentou dizendo que enquanto Ruy Muniz estivesse ali ele não voltaria. Ruy Muniz foge das perguntas, tumultua reunião e alega que foi ofendido por vereadores; houve até boletim de ocorrência Jornal Clube NotíciasO plenário da Câmara Municipal, na tarde desta quinta-feira, dia 14 de março, foi palco de um bate-boca. Em pauta, a crise do Hospital São Lucas (HSL), mas, na prática, a população e os pacientes da unidade continuam sem respostas. Ruy Muniz, político e proprietário da empresa que administra o HSL, foi convocado para responder perguntas dos parlamentares. No entanto, nenhum dos questionamentos recebeu resposta satisfatória, na avaliação dos vereadores. Na prática, os verdadeiros problemas do hospital não chegaram a ser debatidos. Muniz conseguiu fugir das respostas e chegou a ser chamado de “garoto propagada” pelo vereador João Bosco de Castro Borges, o Bosquinho (PT). “O senhor vem aqui para fazer propaganda e debochar da cara da gente. O senhor é um garoto propaganda. Eu quero saber é do São Lucas”, disse, irritado. O empresário respondeu e afirmou que trataria da questão, mas não apresentou informações precisas sobre os problemas do hospital. Durante o pronunciamento, Muniz acusou fornecedores e ex-funcionários do São Lucas de sabotarem o setor de hemodiálise. “Nossos equipamentos foram sabotados! Investiguem isso. O senhor Luizinho mexeu nas nossas máquinas e elas ficam estragadas no natal. Isso foi sabotagem!”, disse. Após ser citado, o prestador do serviço registrou um boletim de ocorrências contra Ruy Muniz. A empresa que terceiriza o centro Oncológico AZ, também de responsabilidade HSL, foi algo de acusações. “O senhor Olamir quer que Patos de Minas seja descredenciado do SUS. Por que ele tem interesse na cidade Patrocínio”, afirmou em plenário. No geral, a participação de Ruy Muniz foi tumultuada e sem consenso. Nem mesmo o presidente da Casa Legislativa, vereador Vicente de Paula Sousa (DEM) conseguiu conter os ânimos. O vereador Francisco Carlos Frechiani (DEM) chegou a sugerir que Muniz recebesse o título de persona non grata. “Se eu fosse você, presidente, mandava esse cara ir embora”, comentou Chico. Antes de deixar a reunião, Muniz disse que “foi maltratado desde o início”. Os problemas do hospital não foram discutidos.
Pedido de impeachment de Zema chegaria em momento de insatisfação

– Nos bastidores, deputados se mostram insatisfeitos com o diálogo travado com o Executivo – Promulgação da PEC que regra a convocação de secretários contou com a presença de autoridades de diversos órgãos A possibilidade de um pedido de impeachment contra o governador Romeu Zema (Novo) – se for levada à cabo – chega em momento em que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) dá vários recados de insatisfações com o Executivo. Uma das formas de pressionar o governo foi “celebrada” ontem em uma solenidade para promulgar a Emenda à Constituição 99, de 2019. A norma determina que os secretários de Estado prestem contas quadrimestralmente de seus atos na Casa ou sempre que forem convocados pelas comissões sob pena de responsabilidade administrativa. Antes, não havia expresso na legislação o período em que o agente público deveria comparecer aos colegiados. Assim, esse dispositivo ajuda a pressionar o Executivo por meio desses chamamentos obrigatórios. A proposta tem como autor o presidente do Legislativo, Agostinho Patrus (PV), e foi assinada por outros 35 deputados. O texto foi aprovado na Casa em menos de 15 dias. Abertamente, os políticos negam que esse seja um instrumento de pressão, o que é bem diferente das conversas que circulam nos bastidores nas quais as principais queixas são: distanciamento com o governo e falta de indicações para cargos e pagamento de emendas. Vice-presidente da Assembleia, Antônio Carlos Arantes (PSDB) nega que essa emenda seja forma de pressão e explica que no governo passado, de Fernando Pimentel (PT), os deputados ficaram sem informações: “Você convidava e não mandavam ninguém nas comissões, nem convocações eles cumpriam. Essa legislação não veio para criar um empecilho e dificuldade para o governo Zema. É uma legislação para ficar por anos”, afirmou. O secretário de governo, Custódio Mattos, considerou essa mudança constitucional uma melhora para a transparência, para o grau de prestação de serviço e para a confiabilidade da gestão pública. Ele também nega que veja a promulgação como um recado ao Executivo. “Uma mudança na Constituição não se faz em nenhum parlamento em resposta a uma conjuntura, uma relação específica e momentânea entre o governo e o Legislativo”, disse. Em relação à liberação de emendas, Mattos salientou que as urgências do governo têm que ser compreendidas por todos e que tem certeza de que estão sendo entendidas pela Casa. O secretário também afirmou que, num conjunto de 77 deputados, é natural que alguns fiquem insatisfeitos, mas salientou que o Estado tem recebido todos e que vários encontros já estão agendados, portanto “não há falta de diálogo. “Agora, nós temos que diferenciar diálogo, conversa, entendimento e atendimento a reivindicações materiais, que têm tempo e hora para serem feitos”, resumiu. Em discurso, Agostinho Patrus disse que esse é um modo de a ALMG fazer uma fiscalização com mecanismos de controle eficientes. “Fiscalizar, muitas vezes, é mostrar ao Executivo a importância de corrigir um rumo, de mudar uma medida e alternar a forma de pensar para que a população tenha serviços de melhor qualidade”, disse. CPI Foi lida ontem no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a instalação da CPI da Barragem de Brumadinho. A expectativa é que os trabalhos efetivos comecem na próxima semana. Como mostrou O TEMPO, logo após a tragédia houve uma pressão do Estado para que a CPI não fosse aberta. Por isso, até mesmo a instauração desse colegiado tem sido vista como um “recado” ao Executivo, uma vez que pode esbarrar em questões da administração estadual. O governo nega que não quisesse a abertura da CPI. O acordo construído no Legislativo é para que Gustavo Valadares (PSDB), que é líder do bloco de governo, presida a comissão, e que o líder do bloco de oposição, André Quintão (PT), seja o relator. O petista diz que é importante não superestimar o papel exato da CPI, que não profere sentença, mas sim faz recomendações aos Poderes instituídos. “Será uma CPI bastante responsável, bastante intensa, focada neste fato lamentável, nas causas, nas responsabilidades e também do ponto de vista das medidas que possam atenuar essa dor imensa de centenas de pessoas e famílias de Brumadinho”, declarou. Valadares informou que, na próxima semana, deve ser apresentado um cronograma de trabalho: “Queremos que seja uma CPI que traga resultados práticos por conta do crime cometido”, disse. Articulação O líder de governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), afirmou que o governo está estreitando os laços com a Casa. Entre as ações ele diz que o governador Romeu Zema (Novo) vai se reunir hoje com o bloco “Minas tem História” e na próxima semana com o “Liberdade e Progresso”. Os dois são independentes e vistos como essenciais para que o Executivo consiga aprovar projetos no Legislativo, como o da reforma administrativa. Visando à aprovação da proposta, equipes técnicas da administração estadual têm se reunido com os políticos para apresentar pontos da reforma. Em relação às emendas, o deputado explicou que os parlamentares terminaram de indicá-las nos últimos dias, mas ressaltou que a previsão de pagamento não existe por conta da crise financeira do Executivo. “Mas já estamos correndo atrás para que essas emendas sejam cumpridas. Isso por várias razões, como a de que é uma lei que tem que ser cumprida, e porque o governo também entende a necessidade de que essas emendas cheguem até os municípios”, afirmou Carneiro. Cada um dos 77 deputados pode indicar R$ 5,5 milhões de emendas no Orçamento, chegando a R$ 429,2 milhões. Sobre deputados indicarem pessoas para ocupar cargos do Estado, o tucano pontuou que o Executivo quer a participação dos parlamentares e que as indicações técnicas devem ocorrer nas regionais, principalmente nas áreas da educação, saúde e meio ambiente. Contudo, o líder disse que essas pessoas vão passar um processo de pré-seleção feito pelo governo. O Tempo
Entidade ligada ao PSDB elaborou reforma administrativa de Zema

– INFLUÊNCIA TUCANA – Fundada por Ruth Cardoso, Comunitas participou da criação do texto apresentado na ALMG – Uma piada interna que circula nos bastidores da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) diz que o segundo turno das eleições ao governo do Estado, entre Antonio Anastasia (PSDB) e Romeu Zema (Novo), foi desnecessário, tamanha a influência e presença de tucanos na gestão estadual. A reforma administrativa apresentada pelo Executivo mineiro é prova inconteste da situação. Divulgado com alarde, o texto foi desenvolvido em parceria com a entidade Comunitas, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O grupo é umbilicalmente ligado ao PSDB, tendo sido criado, inclusive, pela socióloga Ruth Cardoso (1930-2008), mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na própria página oficial do partido, uma série de notícias sobre ações da Comunitas é divulgada. A entidade é descrita como “uma organização da sociedade civil brasileira que tem como objetivo contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país”. Atualmente, a Comunitas é presidida por Regina Célia Esteves de Siqueira, ex-diretora de Projetos Especiais durante o governo Fernando Henrique. Já na “parceria” entre a Comunitas e o governo Zema, a ex-secretária de Estado de Planejamento e Gestão do governo Aécio Neves (PSDB) Renata Vilhena foi quem coordenou os trabalhos. O Tempo
Procurador da Lava Jato admite que condenação de Lula pode ser anulada

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos nomes principais da Operação Lava Jato, avaliou que a decisão desta quinta-feira, 14, do Supremo Tribunal Federal pode resultar na anulação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula não foi condenado por crime eleitoral na Lava Jato. A condenação do ex-presidente nos casos do triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia foram por corrupção e lavagem de dinheiro, competência da Justiça Federal. “Se o STF mandar tudo ser enviado para a Justiça Eleitoral, por que não vão anular a condenação do Lula?”, questiona Lima. “A condenação do caso triplex não é só pelo triplex, é um dinheiro de corrupção encaminhado também para o Partido dos Trabalhadores. Então, também tem uma questão eleitoral”, disse o procurador. Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (14) a favor da competência da Justiça Eleitoral para investigar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro, que são investigados na Operação Lava Jato. Com o fim do julgamento, os processos contra políticos investigados na Lava Jato e outras apurações que envolvam simultaneamente esses tipos de crimes deverão ser enviados da Justiça Federal, onde tramitam atualmente, para a Justiça Eleitoral, que tem estrutura menor para supervisionar a investigação, que pode terminar em condenações mais leves. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que a decisão do STF sobre a competência da Justiça Eleitoral julgar crimes comuns, como corrupção e lavagem, pode levar a anulação de condenações. Em tese, isso só ocorreria se ficar entendido que o juiz federal julgou alguém pelo crime de caixa dois, por exemplo, o que atrairia a competência da Justiça Eleitoral.
Elas são minoria – Comissão da mulher na Câmara tem vice homem

Elas passaram de 10% para 15% dos deputados federais, mas ainda são poucas: 77 em um total de 513 parlamentares – A deputada federal Luisa Canziani (PTB-PR) foi escolhida presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher nesta quinta-feira, 14/03. Até aí tudo bem. Luisa é a mais jovem parlamentar na casa – tem 22 anos e, consequentemente, é também a mais jovem a presidir uma comissão. Só que o vice-presidente é um homem: Emanuel Pinheiro Neto, do PTB de Mato Grosso. O reparo não é nenhum demérito à disposição de Pinheiro Neto em defender os direitos das mulheres. Mas reafirma a baixa representação feminina no Congresso. É verdade que ela aumentou: as mulheres passaram de 10% para 15% dos deputados federais nas eleições de 2018. Mas ainda são poucas: 77 em um total de 513 parlamentares. Até um partido que traz mulher no nome – o PMB, Partido da Mulher Brasileira – tem pouca mulher. A agremiação não tem nenhum deputado federal, mas sua representação em outras instâncias é majoritariamente masculina. São três deputadas e três deputados espalhados por assembleias brasileiras; dois prefeitos e uma prefeita e dois vereadores. Os Novos Inconfidentes
STF impõe derrota à Lava Jato e acusações de caixa 2 vão para a Justiça Eleitoral

– A Operação Lava Jato sofreu na noite desta quinta-feira 14 sua segunda grande derrota em apenas dois dias. Trata-se da decisão do Supremo Tribunal Federal, por 6 votos a 5, a favor da competência da Justiça Eleitoral para julgar crimes comuns – como corrupção e lavagem de dinheiro – conexos com delitos eleitorais. Na última terça-feira 12, a força-tarefa da Lava Jato já havia tomado um grande golpe, com a manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra a fundação bilionária da investigação, que seria administrada pelo Ministério Público e teria dinheiro oriundo da Petrobrás. Durante a sessão, alguns ministros manifestaram duras críticas aos procuradores, como Gilmar Mendes, que em seu voto acusou o procurador Deltan Dallagnol de pegar dinheiro da Petrobrás para fazer fundo eleitoral. “Sabe-se lá o que podem estar fazendo com esse dinheiro”, disse. “Isto é um modelo ditatorial. Se eles estudaram em Harvard, são uns cretinos, não sabem o que é processo civilizatório”, disparou. Votaram para enviar os processos para a Justiça Eleitoral os ministros Marco Aurélio (relator), Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli, presidente da Corte. Para dividir os processos com a Justiça comum, votaram os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O julgamento foi desempatado pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, o último a votar no caso. Dias Toffoli afirmou que sua posição sempre foi a mesma, de manter a jurisprudência do STF, por isso, acompanhou o relator. “Todos aqui estamos unidos no combate a corrupção. Tanto que são raros os casos de reversão de algum processo, de alguma condenação, de alguma decisão. Todos também estamos aqui na defesa da Justiça Eleitoral”, afirmou Toffoli. (…)
Sindicato dos Jornalistas do Paraná repudia Moro e seus asseclas

– JORNALISTA RECEBE AMEAÇA A PARTIR DE EMAIL DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA – Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) repudia as ameaças e demonstra preocupação pelo fato de ter partido de um endereço de uma pasta do governo, comandada por Sergio Moro; “Lamentamos que os constantes ataques feitos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, aos profissionais de imprensa, inclusive com compartilhamento de notícias falsas sobre jornalistas, estejam criando um clima de ódio contra nós”, diz a entidade – A jornalista do O Paraná Juliet Manfrin, de Cascavel, foi vítima de ameaças a partir de e-mails enviados por um computador do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF). A repórter fez recentemente uma reportagem sobre o funcionamento do Presídio Federal de Catanduvas. A repórter já foi alvo de ameaças anteriormente, em 2017, relacionadas a reportagens sobre processos criminais e condenações por improbidade administrativa contra Eliezer José Fontana, ex-prefeito de Corbélia, no oeste do Paraná. Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) repudiou o episódio, demonstrou espanto e preocupação com a vinculação das mensagens aos e-mails de uma pasta do governo e declarou ser “inadmissível um jornalista receber intimidação pelo trabalho executado, principalmente partindo de um ente federal”. “Lamentamos que os constantes ataques feitos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, aos profissionais de imprensa, inclusive com compartilhamento de notícias falsas sobre jornalistas, estejam criando um clima de ódio contra nós”, diz ainda o texto publicado pela entidade. Confira a íntegra da nota: SindijorPR repudia ameaças contra jornalista de Cascavel e espera que o MJSP tome providências Mais uma vez, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) se vê na obrigação de produzir uma nota de repúdio por conta de ameaças a jornalistas durante o exercício da profissão. Desta vez, a vítima é a repórter Juliet Manfrin, do jornal O Paraná, de Cascavel, que fez recentemente uma reportagem sobre o funcionamento do Presídio Federal de Catanduvas. As ameaças à jornalista, por si só, já são chocantes, mas ganham ares ainda mais preocupantes pelo fato de que os e-mails recebidos pela jornalista foram enviados por um computador do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF). É inadmissível um jornalista receber intimidação pelo trabalho executado, principalmente partindo de um ente federal. Em nota enviada ao jornal O Paraná, o MJSP informou que a ação seria isolada e que não reflete a atuação do órgão. Ainda segundo a nota, o autor das mensagens ainda não foi identificado. Lamentamos que os constantes ataques feitos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, aos profissionais de imprensa, inclusive com compartilhamento de notícias falsas sobre jornalistas, estejam criando um clima de ódio contra nós, fundamentado exclusivamente na dificuldade em conviver com o olhar crítico sobre os problemas do país e as ações do governo. Ameaças como a sofrida por Juliet refletem isso. O SindijorPR vai seguir acompanhando o caso dando todo apoio necessário à Juliet Manfrin por entender que é preciso localizar e punir os responsáveis. Uma democracia plena tem que ter uma imprensa livre.
PGR vai investigar Dallagnol e procuradores envolvidos em fundação

– Iniciativa ocorre em meio a um racha na Procuradoria-Geral da República – Depois da censura pública de Raquel Dodge ao acordo que daria à força-tarefa da Lava Jato o poder de gerir um caixa bilionário, a Corregedoria da Procuradoria-Geral da República abriu um processo para investigar a atuação dos envolvidos no caso.Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o processo deve atingir Deltan Dallagnol, o estrelado coordenador da operação no Ministério Público. Sob sua batuta, a turma de Curitiba negociou diretamente com a Petrobras o destino de 2,5 bilhões de reais recuperados graças a um acordo com a justiça americana. Conforme o trato, metade dessa verba iria financiar uma fundação privada, administrada pelos próprios procuradores e cuja missão seria reforçar “a luta da sociedade brasileira contra a corrupção”. Mas o projeto afundou em meio a críticas dentro e fora do meio jurídico. Ao menos por enquanto. Na terça-feira 12, Raquel Dodge pediu ao Supremo que anulasse o acordo. A chefe do Ministério Público Federal entendeu que os procuradores da Lava Jato violaram a Constituição. Dodge evocou, no pedido, a separação de poderes, a preservação das funções essenciais à Justiça, a independência do MP e os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade. No mesmo dia, o MPF já havia pedido a suspensão da fundação, parte mais criticada do acordo, mas mantinham o dinheiro sob a conta judicial gerida pelos paranaenses. Os procuradores pareciam certos de que o dinheiro ficaria sob a guarda do MP de Curitiba. Um documento divulgado em primeira mão por Luis Nassif, do Jornal GGN, mostra que, dias antes do depósito da Petrobras cair na conta, Deltan Dallagnol negociou diretamente com a Caixa as melhores alternativas de investimentos. Racha no MPFO pedido de Raquel Dodge desagradou alguns setores do MP. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou uma nota de repúdio à decisão. Para os signatários, Dodge se excedeu ao pedir a degola total do acordo. Argumentam ainda que “não é normal” que uma matéria da primeira instância do MP seja levada ao Supremo pela procuradora-geral da República. Maior revés da operação até aqui, a ofensiva da procuradora-geral ocorre em meio a uma disputa pelo comando da PGR. O mandato Dodge vence em setembro e não há garantias de que Jair Bolsonaro vá reconduzi-la ao cargo. O nome de Dallagnol agrada Sergio Moro e apoiadores dentro do MPF. Mas há grandes barreiras para os planos do golden boy da Lava Jato. No início deste mês, o Conselho Superior do MPF reafirmou que o cargo de procurador-geral da República só pode ser ocupado por subprocuradores-gerais. Sob essa condição, Deltan não poderia concorrer, já que ainda atua na primeira instância da entidade, dois degraus abaixo da Subprocuradoria.