COM 1,1%, AÉCIO VIRA CADÁVER POLÍTICO

 – Pesquisa realizada pelo instituto GPP aponta que o senador tucano, um dos mais delatados na Lava Jato, só teria 1,1% dos votos para presidente da República em seu próprio Estado; dado mostra que Aécio Neves, investigado por esquemas de corrupção em Minas –  Flagrado recentemente pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista, Aécio se afundou politicamente depois de ter atuado como o principal articulador do golpe contra Dilma Rousseff, afundando o Brasil na maior crise econômica de sua história  – Pesquisa eleitoral revela que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), após ter atuado como o principal articulador do golpe contra Dilma Rousseff, afundando o Brasil na maior crise econômica de sua história, virou um cadáver político em Minas Gerais. Dados de um levantamento realizado pelo instituto GPP, divulgados pela Carta Capital, apontam que o senador tucano, um dos mais delatados na Lava Jato, só teria 1,1% dos votos para presidente da República em seu próprio Estado. Investigado por esquemas de corrupção em Minas, estado que governou, e flagrado em gravação recentemente pedindo R$ 2 milhões em propina ao empresário Joesley Batista, da JBS, Aécio piorou drasticamente no cenário eleitoral desde as eleições de 2014. Naquele ano, quando foi derrotado para Dilma na disputa presidencial, Aécio também já havia perdido em Minas, registrando 45,6% dos votos.

Kalil manda Temer pra puta que pariu

‘ Em entrevista ao El País, prefeito de Belo Horizonte afirmou que está mais interessado no repasse de recursos para a capital que nas denúncias de corrupção envolvendo o Palácio do Planalto  Bem ao estilo Kalil de ser, o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PHS) se envolveu em mais uma polêmica. Desta vez, por um trecho de entrevista concedida ao jornal El País, há duas semanas. O teor veio a público na sexta-feira e causou alvoroço nas redes sociais. Tudo porque ele mandou o presidente Michel Temer (PMDB) à PQP, ao comentar sobre as investigações que podem levar à cassação do peemedebista. “Não me interessa o Temer. Estou preocupado com o Hospital do Barreiro. Não me interessa mesmo, e não é porque estou me esquivando. Quero que ele vá para a PQP. Eu quero é resolver o problema do pobre que eu prometi”, afirmou o prefeito. Desde que assumiu a PBH, em janeiro, Kalil já esteve reunido com Temer em duas ocasiões, quando discutiu a liberação de verbas para a capital, como a ampliação do Hospital do Barreiro e a reabertura do aeroporto da Pampulha para aviões de grande porte. Kalil afirmou ainda que se há uma corrupção generalizada no país, todos merecem ir para a cadeia. Fonte: Estado de Minas

A história está sendo implacável com os golpistas

 – DILMA CONDENA O FANTASMA DO TECNICISMO PROMOVIDO PELO GOVERNO TEMER – Em palestra sobre gestão pública em João Pessoa, na Paraíba, dois dias depois de o governo Temer ter anunciado aumento de impostos dos combustíveis, a presidente legítima Dilma Rousseff criticou nesse sábado 22 o que chamou de “fantasma do tecnicismo”, “como se gestão pública fosse algo que não trata das grandes questões do País, como a desigualdade”; ela afirmou ainda que “a história está sendo implacável com os golpistas” e que “aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se o impeachment foi ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos”; “É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, reforçou  – Dois dias depois de o governo de Michel Temer ter anunciado aumento de impostos sobre os combustíveis, a presidente legítima Dilma Rousseff criticou o que chamou de “fantasma do tecnicismo”. A declaração foi feita neste sábado 22 durante uma aula inaugural do Curso de Difusão de Conhecimento em Gestão Pública em João Pessoa, na Paraíba, promovido pela Fundação Perseu Abramo. “Como se gestão pública fosse algo que não trata das grandes questões do País, como a desigualdade”, lembrou Dilma. “Essa digital da redução da desigualdade está em todas as nossas políticas, dando especial valor ao crescimento com soberania nacional, reconhecendo a importância do Brasil, da internacionalização de cadeias produtivas, como é o caso do pré-sal e da indústria naval do País”, recordou, em referência aos governos do PT. “Falar em gestão é decidir para onde e para quem vão os recursos”, afirmou. Dilma disse também que “gestão é eminentemente um conceito que tem a ver com política e poder, e também com uma questão democrática”. “Uma questão de como é que você gere. Você gere só com um bando de especialistas ou você gere com participação popular?”, provocou, em mais uma crítica ao governo Temer. A presidente deposta destacou ainda “a relação de gestão com o golpe”. “Por meios democráticos normais, não é possível implantar uma gestão diferente daquela que está em curso, então utiliza-se uma crise para isso”, disse. “Aquilo que por meios normais não era possível conseguir, ou seja, não era possível conseguir por meio do voto, você aproveite a crise e tente utilizar o programa disponível para aplicar por meio de medidas autoritárias e arbitrárias de exceção”, descreveu. Dilma avaliou que “a história está sendo implacável com os golpistas”. “Aquela discussão que enfrentamos durante todo o ano em 2016 e metade de 2017, se houve ou não um golpe parlamentar, saiu do terreno da especulação e está no terreno dos fatos. É inquestionável hoje que foi dado um golpe”, concluiu.

Com o aumento da gasolina, você é o pato!

 – O ilegítimo torrou R$ 15 bilhões em emendas parlamentares (comprou a Câmara) para não ser afastado por corrupção passiva.  O aumento de R$ 0,40 por litro de gasolina com o aumento de impostos de Michel Temer pretende arrecadar R$ 10 bilhões. O superávit primário, do qual tanto fala a Globo, é para garantir o pagamento de R$ 700 bilhões em juros para os bancos. Por isso, para sobrar dinheiro para os banqueiros, é que se corta o orçamento das áreas sociais (mormente, saúde e educação).O pato, até agora, é você que paga a conta do golpe de Estado.Por sua vez, o Tinhoso disse que a população ‘compreende’ o aumento da gasolina para pagar os juros e a conta do golpe.“A população vai compreender, porque esse é um governo que não mente. Não dá dados falsos. É um governo verdadeiro. Então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende”, afirmou.

Temer aumenta imposto, enquanto compra deputados

 – Falando nisso, onde andam os paneleiros? Continuam dormindo em berço esplêndido? –  – A colunista Eliane Cantanhêde, do Estado de S. Paulo, criticou nesta sexta-feira, 21, o aumento de impostos determinado por Michel Temer para tentar reduzir o déficit das contas públicas. Segundo Eliane, Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, devem se preparar para a “rebordosa” a partir de agora. “A reação deve vir de três frentes: da oposição, da própria base aliada ao Planalto e da sociedade _ do chamado ‘cidadão comum’, e talvez principalmente, do setor produtivo, que não apenas sofre bastante com a crise como tem dado sustentação desde a primeira hora ao governo Temer. Tudo isso a treze dias da votação da denúncia de Janot contra Temer no plenário da Câmara”, diz a colunista. A jornalista aponta outro fator que deve complicar ainda mais a vida de Temer após a escalada da carga tributária. “Além do peso negativo da expressão ‘aumento de impostos’, que dispensa apresentação mesmo para a camada da população com menor escolaridade, há um outro prato cheio para as críticas à medida: enquanto aumenta os impostos da maioria, o governo abre os cofres para agradar os deputados que vão decidir, em dois de agosto, o destino de Temer”, afirmou. TEMER DIZ QUE BRASILEIRO IRÁ COMPREENDER PAULADA NOS COMBUSTÍVEIS  – Embora tenha mais que dobrado as emendas parlamentares e empenhado cerca de R$ 15 bilhões para se salvar no Congresso das acusações que sofre de corrupção, Michel Temer aposta que a população brasileira irá compreender seu tarifaço nos combustíveis. “Este é um governo que não mente, que não dá dados falsos”, disse ele na Argentina, segundo relata a jornalista Sylvia Colombo. Temer disse ainda que seu governo “manter a responsabilidade fiscal, com a determinação de dizer claramente o que está acontecendo.” É mais uma mentira, uma vez que Temer, com a depressão econômica que produziu na economia, não tem conseguido nem sequer cumprir uma meta fiscal que já prevê um rombo de R$ 139 bilhões. Com o tarifaço, um litro de gasolina ficará R$ 0,41 mais caro e abastecer um tanque de 50 litros terá alta de 11,8%. Pesquisas recentes apontam que 80% dos brasileiros consideram Temer corrupto e quase 90% o rejeitam.

Títulos falsos: cidade foi multada em R$ 22 milhões

 – Montes Claros foi penalizada pelos precatórios que foram negociados com empresa em nome de servidores fantasmas, na gestão de Luiz Tadeu Leite –  – Por causa desta fraude em licitações para aquisição de precatórios falsos, o ex-prefeito Luiz Tadeu Leite teve mandado de prisão expedido pela justiça, ficou foragido e procurado até pela Interpol. Até hoje ele vive em Miami.  A prefeitura de Montes Claros foi multada em R$ 22.000,00 (vinte e dois milhões de reais) por causa de um esquema de falsificação de documentos públicos e precatórios judiciais, denunciado em 2012, na gestão do ex-prefeito Luiz Tadeu Leite, numa ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Federal e Receita Estadual.  Mais informações a qualquer momento Relembre o caso  Representantes do MP Estadual/Federal, Receita e Polícia Federal.(Foto: Marina Pereira/G1) A Receita Federal em parceria com a Polícia Federal e Ministério Público Federal e Estadual investigam fraudes na aquisição de precatórios por alguns municípios no Norte de Minas, entre eles, Montes Claros. Os resultados parciais da investigação foram divulgados no dia 05/12/2012. A investigação começou em dezembro de 2011. De acordo com a Receita, o município de Montes Claros devia à instituição R$ 15 milhõe, e utilizou títulos de créditos falsos para quitar a dívida. Os créditos eram comprados de uma empresa do Espírito Santo, que já é investigada pela Polícia Federal pelo mesmo crime. “Eles gastaram R$ 6 milhões na compra desses títulos que não têm validade jurídica para serem utilizados”, informou na época, Gilmar da Silva Medeiros, delegado da Receita Federal. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Marcelo de Freitas, todos os documentos que habilitaria o crédito são falsos. “O processo não existe e os servidores do INSS que assinam não possui nenhum vínculo com a instituição”. Também foi fraudado um documento em nome da receita que solicitava esclarecimentos ao município. “Eles tentaram fraudar até a investigação”, afirmou. Ainda de acordo com ele, possivelmente, funcionários da prefeitura estão envolvidos na ação fraudulenta. “Nós vamos investigar quem são os autores dos atos criminosos. Após a identificação será decretada a prisão preventiva”, explicou. A investigação deve ser concluída com a identificação dos autores em 45 dias. O procurador da República, Allan Versiane de Paula, contou que houve o uso de documentos falsos. “Já foram reunidas evidências que o muncípio de Montes Claros utilizou documentos falsos para tentar legitimar a compensação. A questão agora é saber quem a praticou”.A Digicorp Consultoria em Sistemas, de Vitória, no Espirito Santo, é a responsável pela venda do crédito falso à prefeitura de Montes Claros. De acordo com a PF, a instituição está envolvida com outras prefeituras da região. O proprietário da empresa, Mateus Roberte Cárias, foi preso pela Polícia Federal em abril deste ano na “Operação Camaro”, que investigava esse tipo de crime. Os documentos apresentados pelo Ministério Público Estadual mostram que o prefeito Luiz Tadeu Leite, esteve no Espírito Santo no mês de março deste ano, onde assinou uma escritura pública de cessão de créditos. Nessa mesma data, ele teria se encontrado com o diretor da empresa Digicorp. De acordo com o MP, a investigação vai apontar se o prefeito tinha conhecimento da fraude. Em nota, a prefeitura de Montes Claros informou que nenhuma falsificação foi produzida pelo município. A nota diz ainda que o prefeito Luiz Tadeu Leite jamais esteve presente na localidade de Inconha, no Espírito Santo. A prefeitura destacou que utilizar de títulos federais para o cumprimento de débitos com a Uniã, é um procedimento normal e que o processo para aquisição dos precatórios foi realizado através de concorrência pública aberta. O proprietário da Digicorp, Mateus Roberte Carias, disse que ficou surpreso com a investigação. Segundo ele, os serviços de aquisição, cessão e habilitação dos créditos são feitos pelo escritório de advocacia Merizio e Louzada Advogados Associados e que, se houve alguma irregularidade, ela partiu do escritório. Agora, a multa recai sobre a atual administração, e o povo de Montes Claros é quem irá pagar a conta. Enquanto isso, os possíveis fraudadores continuam ilesos.

Moro dá munição a quem critica sua parcialidade

 – O jurista Wálter Maierovitch comparou o juiz Sergio Moro ao magistrado italiano anti-máfia Paollo Borsellino, em comentário na rádio CBN, da Globo, nesta quarta-feira 19, aniversário de morte de Borsellino, que foi assassinado em 1992 em um atentado. “O Borsellino, nos processos e nos inquéritos, ele se limitava a dar as razões do seu convencimento. Ao contrário do Moro, ele não caía nas provocações dos advogados de defesa”, comentou o jurista. Em sua opinião, o juiz Moro, na sentença de condenação de Lula, “gastou muita tinta para justificar pretéritas e já esquecidas decisões, que haviam sido confirmadas em não estavam em jogo”. “Seria vã glória, imaturidade ou, como se diz no popular, fazer fusquinha?”, indaga. “Borsellino nunca passou recibo, ao contrário de Moro. E também nunca se entusiasmou quando o então Partido da Aliança Nacional neo fascista lançou seu nome no parlamento para a presidência da república italiana”, comparou ainda, sugerindo talvez um gostinho do juiz paranaense pela política. Para Maierovitch, Moro, “fora de propósito, deu uma escorregada ao comparar Lula com Eduardo Cunha” na decisão em que recursou os embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-presidente após a condenação. “Com isso, Moro continua a dar munição aos que lhe acusam de parcialidade. O saudoso Borsellino jamais deu ouvido aos adversários e aos detratores. Nem abraçou políticos, nem abraçou poderosos e políticos decadentes. Ou seja, tipos como Aécios da vida”, alfinetou.

Grêmio e Aranha, uma história de racismo perverso

 Visto por dirigentes como pessoa perigosa, goleiro revive o trauma dos ataques racistas.  Quando ainda era goleiro do Santos, em 2014, Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, foi chamado de “macaco” por vários torcedores do Grêmio. Câmeras de televisão flagraram as ofensas racistas. O clube acabou punido com a exclusão da Copa do Brasil. No mesmo ano, o goleiro voltou a jogar na Arena do Grêmio. Passou a partida inteira sendo vaiado por uma expressiva parcela da torcida. Ao fim do jogo, afirmou que a manifestação, logo depois de ter sido alvo de injúria racial, reforçava o preconceito dos gremistas que o atacaram e que aquelas vaias não eram normais. Repórteres que o cercavam se comportaram como inquisidores. Alguns, lançando sorrisos provocativos, insinuavam que Aranha deveria reagir calado ao açoite. Embora tenha aderido a campanhas educativas e dialogado com suas organizadas para abolir o termo “macaco” de cânticos que historicamente serviram para depreciar rivais colorados, o Grêmio jamais se assumiu, de fato, como culpado. Muitos torcedores e, sobretudo, dirigentes não conseguem enxergar Aranha como vítima. Para eles, o goleiro provocou o imbróglio que resultou na eliminação do clube de uma competição, quando, na verdade, ele apenas denunciou a prática abominável de injúria racial no estádio – com a qual, por décadas, o Grêmio, assim como a maioria dos clubes do Brasil, foi condescendente. Novamente, o futebol reproduz a lógica de que toda vítima de injúria racial é culpada até que se prove o contrário. Aranha, agora como atleta da Ponte Preta, voltou à Arena do Grêmio neste domingo. Dirigentes gremistas chegaram ao ponto de destacar uma câmera no estádio para acompanhar cada movimento do goleiro no decorrer da partida. Nestor Hein, diretor jurídico do clube, justificou a postura dizendo que Aranha se trata de “uma pessoa perigosa e difícil”. Ainda relembrou uma fala discriminatória do goleiro, em abril, para chamá-lo de homofóbico. Retórica torpe e ignorante, como se o fato de uma pessoa já ter cometido ato preconceituoso redimisse seus agressores de comportamento igualmente reprovável. Durante o duelo em Porto Alegre, Aranha foi vaiado outra vez, de forma acintosa. Depois da partida, disse que conseguia ver o ódio no rosto dos torcedores que o alvejavam. Generalizou ao declarar que “no Sul, as pessoas são assim”. Em seguida, o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, fez um pronunciamento para reforçar a ideia de que o clube é o verdadeiro prejudicado em toda história. “Nosso torcedor não esquece a injustiça que sofremos. A reação [vaias a Aranha] faz parte da cultura do futebol.” Para terminar, o presidente criticou o goleiro por não ter aceitado o convite do clube para um pedido formal de desculpas. Na época, quatro torcedores do Grêmio foram indiciados pela polícia por causa dos ataques racistas a Aranha. Como punição, ficaram impedidos de frequentar jogos do clube. Antes do julgamento na esfera esportiva, dirigentes gremistas se mobilizaram para sustentar a tese de que o goleiro havia sido o responsável pelos xingamentos que sofreu. O então vice-presidente do clube, Adalberto Preis, acusou Aranha de ter protagonizado “uma grande encenação”. Já para Luiz Carlos Silveira Martins, o Cacalo, ex-presidente gremista, o goleiro fez “uma cena teatral depois de ouvir um gritinho”. Nos tribunais, a defesa do Grêmio argumentou que Aranha provocara a torcida do time ao fazer cera no gramado. Ao longo de todo o processo, a queixa de Aranha foi desqualificada pelo Grêmio. Ele foi chamado de “macaco”, “encenador”, “mentiroso” e, agora, virou “pessoa perigosa”. Quem sofre tantas agressões, tem todo o direito de não aceitar um pedido – hipócrita, por sinal – de desculpas. Não, Romildo. As vaias a Aranha não fazem parte da cultura do futebol. Uma vítima de racismo jamais, em nenhuma circunstância, deveria ser hostilizada e vista como persona non grata no mesmo lugar onde gritos de “macaco” golpearam sua dignidade. O Grêmio nunca foi vítima. Ao autorizar vigilância sob Aranha, tratando-o como criminoso que deve ter os passos monitorados, e qualifica-lo publicamente como “perigoso”, em que pese tudo o que passou, a diretoria do Grêmio cambaleia no limite entre a desonestidade intelectual e o mau-caratismo. A parte da torcida gremista que soube assimilar a lição deveria servir de exemplo para um clube que já acolheu importantes movimentos em favor da diversidade, tal qual a Coligay. Em meio a tanto rancor injustificado, dois torcedores apareceram com um cartaz de desagravo em solidariedade a Aranha, que agradeceu pelo apoio. A história tricolor, que atualmente conta com o suporte de movimentos que levantam a bandeira de diversas causas sociais, como a Tribuna 77 e a Grêmio Antifascista, não merece atitudes tão baixas quanto as de sua atual diretoria. Um dia, os traumas irão, enfim, cicatrizar. Aranha, goleiro de primeiro nível, atleta consagrado em um esporte onde a imensa maioria fica pelo caminho, provavelmente terá orgulho ao olhar nos olhos dos netos e contar sua trajetória. O Grêmio, por completa falta de tato e sensibilidade de seus dirigentes, corre o risco de ficar para sempre marcado não apenas como o clube que achou normal chamar um negro de “macaco”, mas também como uma instituição covarde que não soube reconhecer o erro, encarar o racismo com a seriedade que merece ser tratado e dar a volta por cima. Fonte; El Pais

Marcos Valério irá dedurar Aécio e Azeredo

 – Publicitário  fecha acordo de delação com a Polícia Federal – Transferência de Valério da Nelson Hungria para a Apac de Sete Lagoas, ocorrida no início da semana, já indicava que as negociações já estavam bem adiantadas – O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado a 37 anos e cinco meses de prisão pelo envolvimento no chamado escândalo do ‘mensalão’, foi transferido na noite de segunda-feira 17 da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para a Apac de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. O pedido partiu da Polícia Federal, e se deu “a fim de concluir o procedimento de colaboração premiada sob análise do Supremo Tribunal Federal”, conforme expresso na decisão do juiz Wagner Cavalieri, titular da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Contagem, documento ao qual o jornal O Tempo, de Minas, teve acesso. A decisão ignora formalidades e filas de transferência de presos sob o argumento de que Valério é “possuidor de inúmeras informações de interesse da Justiça e da sociedade brasileira sobre fatos ilícitos diversos que envolvem a República”. Segundo reportagem do Globo, o acordo de delação já foi fechado com a PF e aguarda agora o processo de homologação pelo STF. Em sua delação, ele promete entregar tucanos como os ex-governadores de Minas Aécio Neves (hoje senador) e Eduardo Azeredo. Em depoimento prestado em abril deste ano, na ação em que é réu por participação no mensalão mineiro, ele chegou a contar que os tucanos teriam medo do vazamento das informações do esquema. Segundo Valério, muitas pessoas não queriam que ele fizesse um acordo de colaboração com a Justiça. “Muita gente trabalhou para que eu não fizesse. ‘N’ manobras foram feitas”, disse. As denúncias do empresário têm relação com estatais mineiras receberem pagamentos ilegais para patrocinar eventos esportivos que teriam sido usados para irrigar a campanha de Azeredo, já condenado a mais de 20 anos de prisão em primeira instância. Ele também confirma esquemas de desvios na estatal de Furnas, que atinge diretamente Aécio Neves, e no Banco Rural.

EUA e Espanha pedem prisão de Ricardo Teixeira

 Depois do envolvimento no escândalo de corrupção na FIFA, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira agora enfrenta problemas com a Justiça espanhola; ele é acusado de lavagem de dinheiro de receitas de jogos da Seleção Brasileira e teve pedido de prisão decretado por uma juíza de Madri; a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão  Em 2011, Ricardo Teixeira recebeu o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, e seu  filho Tadeuzinho, com a promessa de colocar Montes Claros na lista das cidades pré-selecionada com um Centro de Treinamento de Seleções na Copa de 2014.  – A Justiça brasileira e procuradores espanhóis uniram esforços para investigar as suspeitas de corrupção contra Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Segundo o Globoesporte.com, a polícia dos Estados Unidos também quer sua prisão. Ele cometeu crimes nos dois países. Presidente da CBF entre 1989 e 2012, Teixeira é acusado de desviar receitas de jogos da seleção brasileira. A Procuradoria-Geral da República foi alertada pela Espanha de que a Justiça de Madri emitiu uma ordem internacional de prisão contra Teixeira. Os espanhóis esperam contar com a colaboração do Brasil no caso. Por enquanto, a cooperação entre os dois países está ocorrendo de maneira informal. Agora, os procuradores dos dois países querem oficializar os procedimentos de investigação. Teixeira é acusado de e formar uma “organização criminosa” com Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, e com isso lavar dinheiro em comissões ilícitas de amistosos da seleção brasileira. Rosell foi preso no mês de junho. Em Brasília, há dúvidas se os dados colhidos pela Justiça na Espanha também poderiam ser usados em um inquérito no Brasil contra Teixeira. Mesmo se fosse detido no Brasil à pedido de Madri, Teixeira não poderia ser extraditado – isso vai contra as leis brasileiras. Mas ele poderia responder a um processo ou pelo menos ser questionado pela Justiça espanhola. Nesta semana, a imprensa espanhola revelou que a Justiça em Madri emitiu uma ordem internacional de busca e captura contra o ex-presidente da CBF. Nesta terça-feira, fontes próximas ao caso confirmaram que a ordem de fato está emitida, mas ainda não entrou no sistema da Interpol e nem chegou oficialmente em documentos até Brasília. A medida partiu da juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional.