Jardim para Borboletas – Viva Dona Custodinha e São Benedito! Viva os Catopês

Será nesta quarta-feira, 13, a partir das 18 horas, a solenidade em homenagem à lavadeira, cozinheira e ex-moradora da tradicional e folclórica Baixada da Matriz, Maria da Conceição Silva, popularmente conhecida como “Maria de Custodinha”. Falecida em 1972, com mais de 80 anos, deixou um legado de saudades pela sua solidariedade para com os semelhantes e, também, pelo incentivo às manifestações folclóricas. A cerimônia faz parte do programa “Jardim para Borboletas”, da Prefeitura de Montes Claros. Esta será a terceira de uma série de 10 homenagens previstas pelo Programa. Esta semana foram intensificadas as ações para a conclusão das obras no Trevo da Sion, no cruzamento das avenidas Dulce Sarmento e Deputado Plínio Ribeiro, onde uma escultura gigante de borboleta, cor laranja, está sendo instalada. O local foi revitalizado com novo paisagismo para embelezar a base da escultura. A obra, feita de sucata e aço, é de autoria do artista plástico Gu Ferreira. O “Jardim para Borboletas”, que tem como objetivo homenagear mulheres que foram e que são destaques na sociedade, é vinculado ao Programa “Para Além das Prisões”, parceria da Prefeitura de Montes Claros com o Ministério Público (MP). Já foram homenageadas a promotora Ana Heloísa Marcondes Silveira e a enfermeira Antônia Colares (Tonha da Santa Casa). Maria de Custodinha foi cozinheira do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e lavadeira de roupa. Era muito solidária, conhecida por prestar todo e qualquer tipo de ajuda aos semelhantes. Contribuiu muito para a propagação das manifestações folclóricas de Montes Claros e do Norte de Minas, uma vez que, desde criança, fez questão de participar dos cortejos e das festas tradicionais ao lado dos familiares, principalmente do irmão, José Raimundo da Silva. Após o falecimento de José Raimundo, ela se empenhou ainda mais nas atividades folclóricas, e foi uma das principais organizadoras do Terno de São Benedito, sendo uma das primeiras mulheres a assumir este papel, em Montes Claros. Atuou na confecção de roupas e adereços e também era rigorosa na organização dos cortejos. Fonte: Ascom / Prefeitura de Montes Claros – Foto: Gu Ferreira
Alto desemprego e mais informalidade no 1º ano após reforma trabalhista

– Trabalhadores com carteira são em menor número do que informais e por conta própria desde 2017; diferença aumentou em 2018 – Dados divulgados pelo IBGE confirmam crescente precarização do trabalho, apesar de melhora estatística na taxa média de desemprego. No ano de 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, ante 12,7% em 2017. O que aumentou mesmo foi o trabalho precarizado, já que 2018 acentuou a tendência à informalização. A fila é menor porque as pessoas, levadas pela crise, aceitam qualquer emprego para sobreviver, mesmo sem a proteção das leis trabalhistas. Desde o final de 2017 que o número de trabalhadores informais – somados aí os que trabalham por conta própria – supera o daqueles com carteira assinada. Movimento inédito na série histórica, ele acelerou no ano passado. 32,9 milhões de trabalhadores preservaram sua carteira assinada, queda de 1,2% em relação em 2017, o que representa 411 mil pessoas que deixaram o mercado formal. Trabalhadores sem carteira somaram 11,1 milhões de pessoas, uma alta de 482 mil pessoas que hoje trabalham na informalidade. Já os que trabalham por conta própria são 23,3 milhões de pessoas, 2,9% ou 657 mil pessoas a mais do que em 2017. Os Novos Inconfidentes
Deputados reclamam que Agostinho Patrus não libera CPI da mineração

– Investigação só sai do papel com aval do presidente da Assembleia; e este não dá nem sinal – Em audiência na Assembleia nesta terça-feira (12/03), deputados manifestaram insatisfação com o presidente da casa, Agostinho Patrus (PV), por ele não ter liberado até agora a CPI da mineração. A investigação parlamentar do setor minerário foi proposta pelo deputado Sargento Rodrigues (PTB) e assinada por 74 deputados logo após a tragédia de Brumadinho. Mas, a CPI só pode sair do papel se tiver o aval do presidente da Assembleia. E este não dá nem sinal de que vá botar o projeto para andar na casa. Além do Sargento Rodrigues, reclamaram a instalação da CPI os deputados João Leite e Bruno Engler. Ainda na audiência, o delegado Bruno Tasca, da Polícia Civil, responsável pelo caso de Brumadinho, expôs que 59 pessoas foram ouvidas até o momento, em menos de 40 dias; a Justiça decretou sete mandatos de busca e apreensão. O encontro na Assembleia teve o objetivo de discutir a tragédia de Brumadinho e teve a participação de instituições que fazem parte das investigações. Os Novos Inconfidentes
Quando Bolsonaro começará a governar? Nunca… Por Fernando Brito

Helena Chagas, agora à tarde, pergunta, em bom artido no site Os Divergentes, quando é que Jair Bolsonaro vai parar de brigar, com todos, em tudo, todo o tempo, e começar a governar. Com todo o respeito, Helena, isso não é pergunta que se faça. Porque Bolsonaro não governa e nem vai governar hora alguma, ao menos se entendermos governo como algo que dá rumo ao país. A pergunta que cabe é quando o Brasil vai se desgovernar completamente com Jair Bolsonaro na presidência. E o impedimento de Bolsonaro para governar é intransponível, porque é ele mesmo. Incapaz, grosseiro, rasteiro, mergulhado no mundo pequeno dos ódios e sem nenhuma visão de país que não seja a das afirmações abstratas de grandeza. Bolsonaro desocupa-se, para tuitar abobrinhas, de cuidar de um país que está mergulhado numa longa e profunda crise e, três anos depois do impeachment, só o que tem a dizer sobre ela são menções ao regime “comunista e corrupto” em que fabula termos vivido. Helena, aí, tem razão em imaginar que “mesmo os bolsonaristas um dia comecem a enjoar da pauta ideológica ou de costumes quando perceberem que ela não vem acompanhada de medidas efetivas para resolver os problemas do país”. Mas sinto, cara e lúcida colega: isso vai demorar. Para manter-se no poder, como fez para vencer as eleições, Bolsonaro não precisa de projetos ou programas, basta-lhe insuflar o clima de ódio e contar com o apoio das armas, policiais e militares, para falar em nome da ordem e da repressão. Ah, sim, e agradar o mercado, vendendo empresas, riquezas e queimando direitos sociais. Isso não é governar, é desgovernar, deixar que a sociedade se organize pela lei da selva. A elite, inclusive a econômica e a estatal, sabe dessa incapacidade. Mas quer Bolsonaro lá como um personagem de festinha infantil figurando para a plateia que temos, enfim, um governo. Embora já não o tenhamos e, pelo visto, não o teremos, enquanto ele estiver lá.
Supremo Tribunal Federal determina bloqueio de R$ 1,6 mi em bens de Aécio

– A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (12), por 3 votos a 2, bloquear R$ 1,6 milhão em bens do deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e de sua irmã, Andrea Neves, cada um, atendendo a uma solicitação da Procuradoria-geral da República (PGR). O valor visa garantir o pagamento de multa em caso de condenação na ação penal em que Aécio foi denunciado sob a acusação de receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, em troca da atuação política enquanto ele era senador. O bloqueio de bens fora negado monocraticamente (individualmente) pelo relator, ministro Marco Aurélio Mello, mas a PGR recorreu, levando a discussão para a Primeira Turma, onde a análise do caso foi interrompida duas vezes por pedidos de vista. Nesta terça-feira, votou o ministro Luiz Fux, que concedeu em parte o bloqueio, assim como os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber. A PGR havia pedido o arresto de outros R$ 4 milhões a título de reparação de danos morais coletivos, mas os ministros concederam apenas o bloqueio dos R$ 1,6 milhões de cada um dos acusados, referentes à multa em caso de condenação. Além do relator, Marco Aurélio, votou por negar o bloqueio o ministro Alexandre de Moraes. Para eles, não há indícios de que os acusados tentam evadir o patrimônio de modo a impedir o ressarcimento em caso de condenação. DefesaDurante o julgamento, as defesas de Aécio e Andrea Neves sustentaram que a medida é desnecessária e ilegal, entre outras razões porque o valor estipulado para o bloqueio teria sido arbitrário, baseado em suposições sobre crimes não comprovados e sem fundamentação em perícias. “Há de existir algum indício que autorize a crença de que a pessoa, o acusado, está dissipando bens”, disse o advogado Alberto Toron, que representa Aécio. “O pedido feito pela PGR não aponta um único ato na linha da dissipação de bens”, afirmou.
Gangue bolsonariana poderá está envolvida no assassinato de Marielle

– Extra: Sargento matador de Marielle, vizinho de Bolsonaro, atuava com Adriano, que empregou mulher e filha em gabinete do hoje senador Flávio – Pela ordem, a partir do alto, à esquerda: condomínio onde moram a família Bolsonaro e o matador de Marielle; o modelo de automóvel que ele possui; Ronnie; Bolsonaro com o homem acusado de dirigir o carro; Queiroz com os Bolsonaro; a medalha Tiradentes; Adriano, o chefão foragido; a família Bolsonaro; almoço “em família”; Jair discursando na Câmara e no centro o Condomínio Portogalo, em Angra, onde o matador de Marielle tinha casa. Fotos Google, reprodução de redes sociais, Câmara dos Deputados e reprodução de vídeo.DENÚNCIASExtra: Sargento matador de Marielle, vizinho de Bolsonaro, atuava com Adriano, que empregou mulher e filha em gabinete do hoje senador FlávioSegundo o diário carioca Extra, em reportagem assinada por Rafael Soares, o homem preso hoje como assassino de Marielle Franco, Ronnie Lessa, atuava com Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como chefe do grupo de matadores da região de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ronnie Lessa é vizinho da família Bolsonaro num condomínio da Barra da Tijuca. Com um salário líquido de menos de R$ 7.500,00, o sargento reformado tem casa no luxuoso condomínio Portogalo, em Angra dos Reis, e andava em um automóvel importado e blindado, que custa mais de R$ 100 mil. Adriano, por sua vez, está foragido. Ele empregou a esposa Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega e a mãe Raimunda Veras Magalhães no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. O hoje senador disse que ambas foram contratadas por Fabrício Queiroz, que em depoimento assumiu ser laranja dos Bolsonaro, ou seja, teria tomado “por conta própria” a decisão de desviar dinheiro de funcionários da Alerj para impulsionar o mandato do patrão. Raimunda, a mãe do miliciano, fez uma transferência de R$ 4,6 mil para a conta de Fabrício. Adriano foi homenageado duas vezes por Flávio, em 2003 e 2005. Na segunda ocasião, Adriano recebeu a mais alta condecoração do Rio de Janeiro, a medalha Tiradentes, quando estava preso, suspeito de homicídio. Três meses depois, em outubro de 2005, o então deputado federal Jair Bolsonaro fez um discurso na Câmara dos Deputados informando que havia assistido ao julgamento de Adriano. Bolsonaro protestou: segundo ele, a condenação tinha sido resultado de um único depoimento de um coronel da PM Um dos coronéis mais antigos do Rio de Janeiro compareceu fardado, ao lado da Promotoria, e disse o que quis e o que não quis contra o tenente, acusando-o de tudo que foi possível, esquecendo-se até do fato de ele sempre ter sido um brilhante oficial e, se não me engano, o primeiro da Academia da Polícia Militar. Reprodução O Globo Sargento acusado de matar Marielle tem mansão em condomínio de luxo em Angra dos Reis Rafael Soares, no Extra O sargento reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, preso na manhã desta terça-feira acusado de ser o responsável pelos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, tinha uma mansão de luxo no condomínio Portogalo, em Angra dos Reis, na Costa Verde. O local ficou famoso na década de 1990, quando o piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna comprou uma casa lá. A mansão, que tem uma lancha em seu interior, foi um dos bens do policial rastreados por agentes da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Rio durante a investigação. Lessa ganhava uma aposentadoria bruta de R$ 8.191,53. Com os descontos, o valor líquido chegou, no último mês de fevereiro, a R$ 7.463,86. Os agentes se surpreenderam com a quantidade de bens do policial. Lessa foi preso em sua casa no condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, Barra da Tijuca. O local, por coincidência, é o mesmo onde o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), mora. O condomínio fica de frente para o mar, com seguranças na portaria. No local, os agentes apreenderam o carro de Lessa, um Infiniti FX35 V6 AWD blindado. O modelo custa em média R$ 120 mil. Os agentes também descobriram que o policial viajava com frequência para o exterior. Lessa é um caveira — como são conhecidos os agentes que tem o curso de Operações Especiais. Ele foi promovido, na década de 1990, por ato de bravura na PM. Por isso, teve o salário aumentado, à época, em 40% por ser um dos agentes agraciados com a premiação por pecúnia. A gratificação foi criada em 1995, durante o governo Marcello Alencar, para premiar quem participava de grandes operações. Ela acabou após três anos de polêmica, já que o número de homicídios subiu no estado, o que fez o bônus ser apelidado de “gratificação faroeste”. Ninguém jamais havia investigado Ronnie Lessa. Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta quarta-feira um ficha limpa. Egresso dos quadros do Exército, foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), com a mesma função da atual Desarme, na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul. A experiência como adido foi o motor da carreira mercenária de Lessa. Também foi preso o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz por envolvimento no crime. Segundo a denúncia do MP do Rio, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. Elcio de Queiroz foi expulso da corporação. O condomínio onde moram Bolsonaro e o matador de Marielle. Google Maps Arregimentado por contraventor Lessa, como outros adidos, conhecia mais das ruas do que qualquer policial civil. Logo, destacou-se e ganhou respeito pela agilidade e pela coragem na solução dos casos. Esta fama,
Ciro Gomes não passa de um canalha de direita disfarçado de socialista

– CIRO ATACA MOURÃO E DEFENDE REFORMA DA PREVIDÊNCIA – O candidato derrotado do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, em seu peculiar estilo boquirroto e falacioso, e exibindo uma visão política errática cada vez mais distante da esquerda, atacou o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, a quem acusou de ser “oportunista” e querer tomar o governo. “É um oportunista muito bem guiado no marketing; só um pato não vê que quer o governo.” Não é o mesmo tratamento que o pedetista dispensou ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, em sua opinião um “honesto e patriota”. Ciro disponibilizou-se a respaldar a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, prestando-lhe assessoria através de um correligionário, o deputado federal Mauro Benevides (PDT-CE). E declarou que apoia o projeto da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes: “Setores do PT apostam no fracasso da Previdência para que possam voltar ao poder; minha postura nunca foi essa”. Ciro mais uma vez coloca no alvo o PT, e da sua metralhadora giratória sobram projéteis contra ninguém menos que o Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos responsáveis pela política externa exitosa do governo Lula. O pedetista atribui ao Embaixador o papel de ponte entre o general Mourão, o PT e movimentos sociais. Ciro Gomes deu essas opiniões em entrevista às jornalistas Maria Cristina Fernandes e Cristiane Agostine, no jornal Valor Econômico. Confirmando sua inclinação política para o campo do centro-direita, movimento que iniciou desde a proclamação dos resultados do primeiro turno da eleição presidencial, o ex-candidato presidencial faz duros ataques políticos ao PT e sua presidenta, em termos agressivos. Refere-se à direção da legenda como “essa canalha da cúpula do PT”. Indagado diretamente pelas repórteres se Gleisi Hoffmann “pertence a uma quadrilha”, responde: “Sim, não tenho dúvida. Ela é a chefe”. Os ataques a Gleisi vêm à tona quando a deputada paranaense desponta como uma das mais importantes lideranças da esquerda do país e está no alvo de uma campanha das forças de direita para alijá-la da presidência do Partido dos Trabalhadores. Ciro dá mostras de deslealdade quando se refere a Lula. Diz que está e ficará fora da campanha Lula Livre e ataca o ex-presidente, hoje preso político: “Lula virou um caudilho sul-americano corrompido. Tem uma gratidão difusa, porque foi um presidente bom para o povo, mas sem nenhuma visão nacional”. Leia a íntegra
Universidade Estadual de Montes Claros já sofre com cortes de Zema

– Custeio e folha serão encolhidos. Professor já está arcando com transporte, que universidade assumia – Dez por cento do valor destinado ao custeio da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) em 2018 sofrerão cortes do governo ultraliberal do governador Romeu Zema. Somada aos 20% de corte na folha, também determinado pelo atual mandatário do Estado, a medida simplesmente ameaça inviabilizar o funcionamento da Universidade.A sanha restritiva de Zema em serviços essenciais – desconsiderados como tal por ele – cai como uma bomba num orçamento já deficitário (veja números abaixo).Para se ter ideia do prejuízo, a Unimontes dispôs ano passado de R$ 68 milhões para seu custeio. Desses, pouco mais de R$ 42 milhões (62%) destinados à operacionalização do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF).A unidade atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e será duramente afetada pela medida, tornando ainda mais precária a assistência à saúde dos que mais precisam.Restaram menos de R$ 26 milhões (38%) para o custeio dos demais segmentos da universidade, incluindo toda a estrutura do campus (Montes Claros) e campi distribuídos no Norte de Minas. Defensor do estado mínimo, que vira as costas para o ensino público e deixa que os exploradores do ensino privado façam a festa, Zema vê nas estruturas da Unimontes, da Universidade de Minas Gerais (Uemg) e nos professores um grande entrave ao seu projeto de desmantelamento de um estado que deveria ser voltado para o povo.Os cortes já atingiram o transporte dos professores, que a partir de agora terão que arcar do próprio bolso com as despesas de deslocamento para os municípios de Janaúba, Januária, São Francisco, Pirapora e Salinas. Ao promover esses cortes, comprometendo o futuro de milhares de alunos e professores, bem como os projetos de pesquisa (veja abaixo), Zema trata a universidade como se estivesse atrás do balcão de suas lojas. Ignora que o dinheiro que administra não é seu, mas sim da população, devendo retornar a esta em forma, sobretudo, de serviço público de qualidade, notadamente na formação dos cidadãos.“O objetivo parece ser quebrar a Unimontes”, desabafou o presidente da associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Afrânio Farias de Melo Júnior.A representação da categoria tem feito uma série de mobilizações na sociedade e na esfera política para tentar barrar as medidas, alvos de preocupação de toda a comunidade universitária.DCE – O Diretório Central dos Estudantes divulgou nota criticando o que chamou de “desmonte da Unimontes”, que atinge a assistência estudantil e as bolsas de iniciação científica. “A medida é mais uma irresponsabilidade de Zema, uma demonstração de total indiferença para com a pesquisa e a produção de conhecimento na universidade, promovendo o sucateamento do ensino superior. Com isso, ele ignora totalmente a condição socioeconômica dos bolsistas selecionados por processo seletivo”, diz a nota.______ O TAMANHO DO DRAMACusteio/2018R$ 68.130.884,00HUCF: R$ 42.405.883,00 (62%)Unimontes: R$ 25.725,051,00 (38%)11.781 alunos nos cursos de graduação445 alunos no pós lato sensu705 alunos no pós stricto sensuMais de 2 mil bolsistas 351 doutores/471 mestres/294 especialistas11 mestrados acadêmicos7 mestrados profissionais4 doutorados11 acordos de cooperação com países e 27 universidades estrangeiras296 projetos de pesquisas em andamento160 projetos de extensão em andamento540 mil procedimentos médico-hospitalares/ano
Prefeitura de Montes Claros realiza licitação do transporte coletivo urbano

Foi realizada nesta segunda-feira, 11, a sessão pública de abertura do processo licitatório que irá outorgar os serviços de transporte coletivo urbano no município de Montes Claros. Durante a sessão, duas empresas se habilitaram, e agora a equipe da Prefeitura irá fazer a análise da documentação apresentada pelas concorrentes. A empresa vencedora do certame irá assinar um contrato válido pelos próximos vinte anos, e terá de repassar aos cofres da Prefeitura o valor de R$ 10 milhões, que serão investidos em infraestrutura do transporte coletivo. Além da manutenção da frota, que deverá ser modernizada a cada cinco anos, a empresa também será responsável pela implantação e manutenção dos abrigos nos pontos de ônibus indicados pela Prefeitura. A vencedora deverá implementar, ainda, estações de integração em alguns locais da cidade. O edital do processo licitatório prevê também a ampliação do serviço especial para deficientes físicos (Transpecial), bem como a manutenção do Vale Verde. Atualmente o sistema de transporte coletivo municipal de Montes Claros conta com 36 linhas, o que soma um total de 152 veículos. Em dias úteis são realizadas cerca de 1.000 viagens. Além de implantar redes de integração e assegurar preços justos para os usuários, a empresa selecionada para gerir o serviço deverá implementar gradativamente, durante os 20 anos, cerca de 160 novos veículos à frota. Nos anos de 2017 e 2018 a Prefeitura de Montes Claros promoveu uma série de audiências públicas nas principais regiões da cidade para ouvir as demandas da população com relação ao transporte coletivo. Todas as informações foram catalogadas e usadas como base para a formulação do edital de concessão dos serviços. Texto: Bruno Albernaz / Fotos: Fábio Marçal
No bico do urubu – Inferno astral contra Aécio Neves continua…

PSDB quer expulsar Aécio para mudar imagem e reescrever o passadoColunista do jornal O Globo antecipa mudanças radicais no ninho tucano, que incluem até troca de nome do partido O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, antecipa mudanças radicais no ninho tucano a partir de maio. É quando a turma de João Doria assume de fato o comando do PSDB, com o ex-deputado pernambucano Bruno Araújo à frente, como novo presidente. Segundo Jardim, a chacoalhada será em alto estilo e começa na possibilidade de expulsão de Aécio Neves do partido. Os novos tempos incluem até mesmo a provável mudança de nome do PSDB. Um modo de romper com o passado e se reinventar? Talvez. Uma estratégia de Dória para consolidar a candidatura à presidência? Certamente, já que o governador paulista é candidatíssimo em 2022. Repetindo o colunista José Simão, vão tucanar o PSDB.