Maior crime ambiental continua sem punição

 – A Samarco é da Vale do Rio Doce, que foi dada aos gringos em leilão fajuto pelo ex-presidente FHC-  O rompimento da barragem do Fundão, localizada na cidade histórica de Mariana (MG), foi responsável pelo lançamento no meio ambiente de 34 milhões de m³ de lama, resultantes da produção de minério de ferro pela mineradora Samarco — empresa controlada pela Vale e pela britânica BHP Billiton. Era 1997. FHC entregou a Vale do Rio Doce por R$ 3,3 bilhões, quando o valor estimado em leilão era 28 vezes mais: R$ 92 bilhões. Mesmo assim, ninguém sabe o que foi feito com o dinheiro da malfadada negociata. O sinistro rompimento de barragem em Mariana, matou 19 pessoas e inundou devastadoramente um distrito de Mariana. Todo o Vale foi dizimado, assim como poluído de morte o caudaloso Rio Doce, que serve aos estados de Minas e do Espírito Santo. Enquanto isso, aguardamos o moroso processo nos tribunais mineiros, as condenações, etc. No entanto, até agora ninguém foi preso e nem a empresa punida com o rigor da lei. Ou estariam esperando que o assunto “morresse” junto a opinião pública? Relembre o caso do rompimento da barragem do Fundão Na tarde de 5 de novembro de 2015, rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração controlada pela Samarco Mineração S.A, a barragem de Fundão. Acidente? Não, descaso. Descaso que provocou um dos maiores desastres tecnológicos do mundo. O desastre é fruto da irresponsabilidade da Samarco e de suas proprietárias: Vale e BHP, o preço da mineração predatória no nosso país, onde na baixa das ações, as mineradoras cortam custos, principalmente em segurança. Você deve se lembrar que não haviam sequer alarmes para avisar a população da região sobre o rompimento e que 19 pessoas foram mortas, oficialmente. Para nós do Comitê foram 20 mortos, pois embora a Samarco não admita (para não pagar indenização), o bebê que Priscila esperava e que foi violentamente abortado no avalanche de lama tóxica é também uma vítima da Samarco.Mas afinal, quem é atingido?A luta das pessoas que tiveram suas vidas destruídas pela mineradora passa também por ter que provar que são atingidos. Nos distritos e municípios impactadas e destruídos pela lama é a Samarco quem determina quem é atingido ou não. Muitos relatos de moradores são ouvidos e o que nos trazem é um discurso absurdo da mineradora:”a sua casa está de pé, você não é atingido”. Muitas vezes a propriedade inteira foi destruída, plantação, criação morta. Mas se a casa não caiu, para a Samarco aquela pessoa não foi atingida. É o criminoso determinando sua pena. Estado de exceção, onde a Samarco, Vale, BHP passam a ter poder de Estado.Embora a mineradora Vale tenha sido uma das maiores doadoras de campanhas federais e estaduais nas últimas eleições, dinheiro para as vítimas não há. Nove meses depois do Crime da Samarco, empresa da qual a Vale é dona de 50%, atingidos não foram indenizados até hoje. Moradores de Bento Rodrigues continuam vivendo em casas alugadas e com uma “mesada” de um salário mínimo por mês.E os governos?Os governos federal e dos estados atingidos construíram junto com as mineradoras Vale e Samarco Mineração um acordo que falava em indenização de R$ 20 bi para indenizações socioeconômicas e ambientais, incluindo a recuperação do Rio Doce, a serem pagas em 20 anos. Em maio esse acordo chegou a ser homologado, mas o Ministério Público Federal recorreu. Nas contas do MPF o acordo deveria ser – de no mínimo R$ 155 Bi. No dia 4 de julho, a Ministra Diva Malerbi acolheu o entendimento do MPF. Em sua decisão, a ministra ressaltou que “diante da extensão dos danos causados pelo rompimento da barragem seria recomendável o mais amplo debate para solucionar o problema causado, com a realização de audiências públicas, com a participação dos cidadãos, da sociedade civil organizada, da comunidade científica e de representantes locais.” A Samarco atendeu a recomendação da Ministra? Claro que não e briga juridicamente para tentar derrubar a liminar e fazer valer o acordo de R$ 20 bi.E os culpados?No dia 9 de junho a Polícia Federal de Minas concluiu o inquérito sobre o rompimento da barragem de Fundão e a conseqüente contaminação do Rio Doce e da área costeira no Espírito Santo. Segundo a corporação, oito pessoas e a Samarco, Vale e a consultoria VogBR foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural. Mas até agora, 56 dias depois, NINGUÉM FOI PRESO.E a lama?A lama continua lá: nas cidades, nas margens do Rio Doce e afluentes da Bacia, no mar. Nenhuma ação efetiva da Samarco para resolver o caso foi feita. A barragem da Usina de Candonga tem contidos em seu reservatório 10 milhões de m3 de lama e está em risco de rompimento. No final de julho o Ibama emitiu uma nota técnica alertando que com a chegada das chuvas no final de agosto, início de setembro os riscos de rompimento são altíssimos. O presidente interino chegou a convocar uma reunião de emergência para tratar do caso, mas de fato o que está sendo feito para evitar mais esse desastre, que pode ser tão grave quanto o rompimento de Fundão? NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.Em Barra Longa, município devastado pela tragédia, os moradores sofrem com a poeira resultante do CRIME DA SAMARCO. A cidade foi vítima da lama de rejeitos do rompimento de Fundão, que agora seca vem causando doenças respiratórias graves na população. Só entre entre janeiro e maio desse ano, foram atendidas quase 300 pessoas com graves doenças respiratória na cidade.O que dizer 18 meses depois?A população quer respostas da SAMARCO, VALE E BHP. E que os ATINGIDOS SEJAM OUVIDOS e que sejam chamados para construir junto um NOVO ACORDO que possa minimizar um pouco a destruição que a Samarco causou nas suas vidas.18 meses depois continua a luta por JUSTIÇA PARA MARIANA E PARA TODOS ATINGIDOS AO LONGO DE TODA A BACIA DO DOCE, JUSTIÇA PARA OS INDÍGENAS KRENAK, PESCADORES E ATINGIDOS NO ESTADO DE ESPÍRITO SANTO.

Odebrecht entrega todo esquema de Aécio

 – Empreiteira afirma que a contrapartida oferecida pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram obras em Minas Gerais, como a Cidade Administrativa, e grandes parcerias no setor elétrico, em parceria com Furnas e Cemig  – O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que atirou o Brasil na maior crise de sua história, ao liderar o golpe de 2016, é o protagonista de uma reportagem do jornalista Hudson Corrêa, que revela todo o seu esquema de propinas na Odebrecht. Confira, abaixo, um trecho: Aécio Neves acabara de perder a eleição para presidente da República. Mesmo assim, a Odebrecht honrou o pagamento da última parcela de sua campanha, em novembro de 2014 – em caixa dois, como mandava a regra. Eram R$ 500 mil, derradeira fatia de um acerto de R$ 6 milhões. O executivo Sérgio Neves conta que pegou o dinheiro numa mochila preta no escritório da empreiteira em Belo Horizonte, colocou no porta-­malas do carro e dirigiu por meia hora até a Minasmáquinas, concessionária Mercedes-Benz localizada na saída da cidade. Encontrou-se no estacionamento com o dono da loja, Oswaldo Borges da Costa, o Oswaldinho, tesoureiro informal de Aécio. “Ele [Oswaldo] pegou a mochila e colocou no porta-malas do carro”, diz Sérgio Neves em seu depoimento. Pronto, mais uma entrega de propina da Odebrecht para Aécio era concluída com sucesso. Oswaldinho convidou Sérgio Neves para almoçar no escritório. Na despedida, mostrou sua coleção de mais de 100 carros antigos, guardados em dois galpões. Entre as raridades figurava um Rolls-Royce Silver Wraith 1953, a bordo do qual Aécio Neves desfilou na posse como governador de Minas Gerais em 2007. Por pouco, o investimento da Odebrecht não levou o tucano a passear em outro Rolls-Royce da década de 1950, que o levaria ao Palácio do Planalto. Seria o terceiro presidente da República ligado à Odebrecht. Presidente do PSDB e senador, Aécio Neves é um dos personagens mais frequentes nas delações dos 77 executivos da Odebrecht. Não à toa, divide com o senador Romero Jucá, do PMDB, o título de campeão no número de inquéritos derivados da delação, abertos pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. É investigado em cinco. Nesta semana, ele prestou seu primeiro depoimento à Polícia Federal, sobre a investigação relacionada a irregularidades em Furnas. Reunidos os inquéritos, Aécio é acusado de ter cometido os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A divulgação da delação da Odebrecht mudou a perspectiva do senador tucano. A segunda candidatura à Presidência da República em 2018, que seria natural, soa muito distante, coisa do passado. Recentemente, Aécio comentou com amigos que pode ser candidato apenas a deputado federal, diante das dificuldades para obter votos até para manter-se no Senado. Aécio foi uma aposta antiga da Odebrecht, coisa de longo prazo. As delações relatam propinas pagas desde que ele era governador de Minas Gerais, entre 2003 e 2010. “Nós estávamos investindo dinheiro numa pessoa que ia se constituir no mandatário do país”, disse o executivo Benedicto Barbosa Junior, o BJ, chefe de Sérgio Neves. BJ cuidava das principais obras da empreiteira pelo Brasil – acima dele estava apenas Marcelo Odebrecht. Por isso, tinha trânsito com políticos de variados partidos, entre eles Aécio. A relação era tão boa que BJ disse aos procuradores da Lava Jato que frequentava o apartamento do senador no Rio de Janeiro e o Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governo em Minas Gerais. Possuía na agenda até o telefone da mãe de Aécio para encontrar o tucano quando seus assessores não o localizassem. Leia aqui a íntegra.

Associativismo beneficia agricultura familiar

 – Alternativa tem sido uma ferramenta importante para empreendimentos da comunidade Planalto Rural, em Montes Claros –  Um exemplo é a Associação de Produtores Hortigranjeiros da Região Pentáurea (ASPROHPEN). Criada há 20 anos, a associação ajudou os produtores da comunidade na conquista de mercado e no fortalecimento da agricultura familiar da região. “Formalizar essa associação era o sonho de todo mundo. Tentamos várias vezes erguê-la e nunca dava certo. Na época perdemos muitas mercadorias, pois não tínhamos onde vender. Depois que todos se uniram para resolver os problemas, conseguimos progredir com o negócio”, afirma o presidente da associação, José Maria Ferreira. A associação reúne cerca de 600 famílias, que comercializam coletivamente para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os associados também vendem para o Centro de Abastecimento do Norte de Minas (Ceanorte), supermercados da região e mercados municipais de Montes Claros e Bocaiúva. A ASPROHPEN se destaca pela comercialização de alimentos saudáveis e orgânicos. Entre os produtos comercializados estão hortaliças, quitandas, frutas, mel e derivados do leite. A produção de morango orgânico foi um dos destaques em 2016, superando as expectativas. Segundo o extensionista da Emater-MG em Montes Claros, José Carlos Santos, a associação tem surpreendido na persistência ao empreededorismo e coletivo. “A união dos agricultores foi primordial para o sucesso deste negócio. Juntos, eles conseguiram ampliar o mercado de vendas, reduzir o custo na compra e venda de insumos, estimular a permanência dos filhos na propriedade e facilitar o acesso às políticas públicas”, explica. Novo empreendimento Até o início de julho, a ASPROHPEN deverá concluir uma unidade de processamento para oferecer seus produtos prontos (limpos, descascados, picados e embalados) aos consumidores, tais como hortaliças, frutas e também quitandas. “A unidade está em fase de implantação e a previsão é que seja concluída entre o final de junho e início de julho”, pontua o extensionista do escritório local de Montes Claros. “Foi a partir dessa união dos agricultores que conseguimos e vamos conseguir muitos benefícios para a comunidade. A nossa expectativa é atender toda a demanda do município, dos restaurantes e de mais supermercados”, revela o presidente da associação.

Raquel Muniz recebe doações de devedores

 – A deputada também é citada como devedora de R$ 2,008 milhões  – A deputada federal Raquel Muniz (PSD) recebeu R$ 170,7 mil de doações na sua campanha eleitoral de pessoas e instituições que estão com dívida junto ao Governo Federal, conforme dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, através da coordenação-geral de Estratégias de Recuperação de Créditos, que liberou a lista dos parlamentares brasileiros com problemas de dívidas publicas. Além disso, a deputada é citada como devedora de R$ 2,008 milhões, onde é sócia de várias empresas. O procurador Daniel de Saboia Xavier repassou as informações à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, depois que a FOLHA DE SÃO PAULO divulgou a informação de que “Deputados devedores propõem perdão de débitos em novo Refis”. O procurador salienta que esse esclarecimento é necessário já que os dados foram divulgados por força de requerimento formulado com base na Lei nº 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação. Neste sentido, ele lembra que pelo Código Tributário Nacional, as informações dos devedores inscritos em dívida ativa da União não são protegidas por sigilo fiscal, de forma que podem e devem ser fornecidas a qualquer cidadão e estão disponíveis para consulta pública e que considerando a repercussão do caso e com o objetivo de evitar a circulação de informações inverídicas, a Coordenação-Geral de Estratégias de Recuperação de Créditos disponibilizou as informações. Os R$ 2,008 milhões que a deputada Raquel Muniz deve à União são referentes às empresas Associação de Rádio fusão Comunitárias, Papelaria Xodó, RRM Agência de Publicidade e Sociedade Educacional Irmãos Muniz. O valor consolidado das dívidas corresponde à soma de todos os débitos do devedor, abrangendo dívidas exigíveis, parceladas, garantidas ou suspensas por decisão judicial, atualizadas até março de 2017. Não estão computadas as dívidas previdenciárias. No caso das doações, Raquel recebeu os R$ 170,7 mil de João Evangelista Alves de Paula, Imperial Artigos de Proteção. Tem ainda: Marlon Xavier Oliva Bicalho, Thiago Queiroz Borges Muniz, Felipe Queiroz Alvarenga, Palácio dos Cartuchos, Marcelo Gonçalves de Souza, Jose Valter de Almeida Tenório, Sempre Editora, Halley Fernando Castro de Oliveira, Jorge Humberto da Silva, Luciano Guimarães Pereira, JF Empresa Jornalística e Promoções, Leonardo Andrade, Ruy Adriano Borges Muniz, Marlene Tavares Cardoso, Marcelo Lucas de Souza, Farley Soares Menezes, Viviane Soares Fonseca e Keila Jeanny Ferreira de Souza.  Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta

15ª Semana Nacional de Museus com extensa programação

 – Museu Regional abre as portas para várias exposições durante a Semana  O Museu Regional do Norte de Minas está inserido em um dos mais importantes eventos do segmento no País. Entre os dias 17 e 21 deste mês, o espaço será uma das sedes da 15ª Semana Nacional de Museus, com extensa programação para os amantes da arte associada à história e à cultura da região. Segundo a Unimontes, a programação está definida, com ação educativa junto às escolas e colégios, visitas mediadas, palestras e exposições temporárias. A promoção em nível nacional é do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) Sociedade Brasileira de Museus (SBM) e Ministério da Cultura (Minc), alusiva ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). O tema em 2017 é “Museus e Histórias Controversas: Dizer o Indizível em Museus”, com justificativa – segundo a organização – “da busca da reflexão de narrativas museográficas produzidas a partir de escolhas, disputas de poder e silêncios, que coloca muitas vezes suas exposições e acervos circunstanciados pelos interesses do presente e daqueles que os narram”. EXPOSIÇÕES | Durante o evento, o Museu receberá quatro exposições temporárias, sendo uma delas de livros: “Conhecimento para a Vida”, com a divulgação das obras e títulos lançados pela Editora Unimontes. A iniciativa integra as comemorações pelos 55 anos de existência da Universidade. O professor Lucas Carvalho, do curso de Artes Visuais, é o curador da exposição mista “Uma Cor, Uma Época, Uma Causa”, que também está entre as atrações da 15ª Semana de Museus. O trabalho é um coletivo produzido pelos acadêmicos do 2º período, com 15 itens entre telas e fotografias. A exposição “Das Telas de Algodão às Telas Virtuais”, do professor e artista plástico Hélio Brantes, com doze trabalhos inspirados na influência digital no cotidiano das pessoas. O material foi produzido a partir do mestrado em “Arte e Cultura Visual”. Inspirado em paisagens, o artista plástico Hélio Aguilar apresenta no MRNM a exposição “Caminhos”, com telas inspiradas em diversos cenários do Norte de Minas. PALESTRAS | Entre os dias 17 e 19/5, serão realizadas três palestras dentro da programação do evento, sempre às 19 horas. Os trabalhos neste sentido começam na quarta-feira (17), com o professor Jânio Marques Dias, do curso de História e diretor de Documentação e Informações da Unimontes, que abordará o tema: “Subjetividades das Narrativas Históricas: o Dito e o Indizível”. Para quinta-feira (18/5), foi escolhido otema: As Relações entre Arquitetura e Memória: Lugares de História”, com abordagem do professor Régis Eduardo Martins. Na sexta-feira (19), o vice-reitor da Unimontes, professor Antônio Alvimar Souza, também docente do Departamento de Filosofia, ministra a palestra “As Histórias que nossos Museus estão Contando”. As visitas guiadas estão agendadas para os dias 17 e 19 de maio, com o agendamento prévio das escolas públicas e particulares da cidade. A entrada é gratuita. Para as pessoas que desejarem receber certificado (20 horas) será preciso se inscrever, com pagamento de taxa simbólica de R$ 10,00. E no dia 21, mais uma edição do projeto “Domingo é Dia de Museu”, com a abertura do espaço para visitação de 9 às 13 horas, também gratuitamente, com ações educativas para o público em geral. Com informações da Unimontes.

O Brasil é um país onde o errado é que é o certo

 – “O ódio é a vingança do covarde” (George Bernard Shaw)  A política e o ódio (*) Felipe Gabrich Historicamente, a chamada grande mídia nacional só divulga aquilo que vai ao encontro de seus interesses. Pessoais ou econômicos. A versão histórica nem sempre retrata a verdade dos fatos tal como ocorreram. Deve-se ressaltar que o Brasil é um país onde o errado é que é o certo, já dizia o mestre Kafunga no século passado. Desde ontem. Ou anteontem. Ou desde o dia em que Cabral comprou o território do que viria a ser Brasil dos seus proprietários originais – indígenas-aborígenes – por 30 espelhinhos. Tudo começou com a apuração de votos para o cargo de Presidente da República do Brasil, no segundo turno, no fatídico dia 26 de novembro de 2014. A contagem de votos, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teve início às 19h10m, logo após a chegada das urnas eletrônicas dos estados não afetados pelo famigerado horário de verão. À medida que os votos iam sendo contabilizados, das diversas partes do país, acirravam-se, nas principais capitais, principalmente, as manifestações dos dois maiores partidos políticos envolvidos: de um lado o Partido dos Trabalhadores; do outro, o PSDB. Até as 20h30m, a candidata Dilma Rousseff, do PT, que tentava a reeleição, estava à frente da apuração, quando, de repente, o candidato Aécio Neves, do PSDB, naquela mesma hora passou à dianteira da contagem oficial e disparou à frente da apuração, tudo indicando àquela altura da contabilização dos votos pelo TSE que ele seria o vencedor do acirrado pleito. Por isso mesmo, o apartamento da irmã do candidato Aécio Neves, que acompanhava pela televisão os números anunciados pelo TSE, juntamente com o candidato a vice-presidente, Aluízio 30, em Belo Horizonte, encheu-se de partidários e puxa-sacos tradicionais, todos já comemorando eventual vitória da chapa peessedebista. Até o apresentador Luciano Huck, da toda poderosa Rede Globo de Televisão, podia ser visto na telinha vibrando com os números divulgados, dentre outras figuras proeminentes do cenário político, social e econômico do país. O mais emocionante estava ainda por vir: quando o relógio marcava 22h30m, o TSE passou a contabilizar os votos das urnas eletrônicas do “mandiocal” da candidata petista, momento em que esta reassumiu a ponteira da apuração eletrônica. E abriu novamente vantagem de votos apurados sobre o adversário. E o resultado final da apuração anunciado pelo TSE foi, apesar das emoções da contabilização voto a voto, surpreendente para parte da população brasileira. Vitória da candidata Dilma Rousseff, que obteve 51,6% dos votos apurados – 54.501.118. Aécio Neves conseguiu 48,3% dos votos válidos (51.041.155). “Vamos unir o país”, disse entre abatido e tristonho o candidato derrotado logo após o resultado final e oficial, querendo se mostrar para o povo brasileiro como “um bom perdedor” em sua entrevista televisiva. Mas na verdade não era essa a mensagem que ele gostaria de passar para a população, pois no dia seguinte o seu partido, do qual é o atual presidente nacional, pedia recontagem de votos junto ao TSE. Também para os holofotes da grande mídia, momentos após o anúncio do encerramento dos trabalhos pelo TSE, o candidato a vice-presidente, o raivoso Aluízio 30, dava o tom do verdadeiro discurso oposicionista a partir daquele momento: “ela (referindo-se à presidenta reeleita Dilma Rousseff) não vai conseguir administrar o país. Ela ganhou, mas vai sangrar”, afirmou nervosamente. Um jornalista mineiro, fanático por Aécio Neves, chegou a sugerir no jornal para o qual trabalhava, no dia seguinte, um novo mapa geográfico para o país, com a exclusão dos territórios abrangidos pelos estados do Norte e do Nordeste. Nascia assim e ali, o ódio dos peessedebistas ao PT. Como chamas de incêndio avassalador, esse amargo rancor se alastrou pelos quatro cantos do país, contaminando alguns setores da vida nacional. E alguns simpatizantes do PSDB. Também pudera e até é compreensível: o leitor já imaginou a dor lancinante de um torcedor apaixonado do Flamengo deixando o Maracanã superlotado após a derrota de seu time de coração com um gol de mão aos 47 minutos do segundo tempo de jogo, dois minutos da prorrogação de três? É. São esses sentimentos baixos e ranzinzas – lamentáveis e condenáveis – que alimentam a política nacional nos tenebrosos dias de hoje de um governo golpista. Esse mesmo governo usurpador que, usando os deputados federais e senadores acumpliciados, dirige na atualidade a sua metralhadora de maldades não apenas contra ocasionais petistas, mas contra o próprio país e o seu pacato e ordeiro povo. Tudo o mais que aconteceu no cenário político nacional em seguida é jogo para a arquibancada. Inclusive, o famigerado golpe de estado parlamentar, apoiado pelas altas cortes do judiciário e pela chamada grande mídia nacional e que ameaça gravemente a combalida soberania nacional. Como diria em sua ingênua filosofia o capiau norte-mineiro: será preciso desenhar? (*) Felipe Gabrich é jornalista e parceiro do EM CIMA DA NOTÍCIA

Guaraciama com dois candidatos a prefeito

 – Dos cinco pretendentes, apenas dois candidatos à eleição extemporânea no domingo    Será realizada nesse domingo a eleição extemporânea de Guaraciama, que na reta final apresentou uma curiosidade: dos cinco pretendentes, ficaram apenas dois candidatos, que são o ex-prefeito Filomeno Figueiredo (PSDB) e Rafael Veloso (PMDB). Os outros três candidatos foram desistindo durante a caminhada eleitoral, em razão da polarização política típica de cidades do interior. Mais uma vez estarão na disputa do comando municipal os dois grupos comandados por Francisco Adevaldo e Filomeno Figueiredo, que nos últimos anos tem se revezado no comando de Guaraciama.Filomeno Figueiredo, se eleito governará o município pela terceira vez, ele que segue uma tradição política iniciada pelo seu pai, que foi vereador em Bocaiuva. Já Rafael é iniciante na política e é filho do ex-vice-prefeito, Carlúcio Veloso. Os eleitores que voltam às urnas são aqueles inscritos no município até o dia 8 de dezembro de 2016. A votação será das 8h às 17 horas, com as mesmas mesas receptoras de votos constituídas para as eleições do ano passado. A diplomação dos candidatos eleitos deve ocorrer até o dia 26 de maio. Guaraciama tem cerca de 4.500 eleitores.A eleição extemporânea em Guaraciama ocorre depois que o candidato a prefeito mais votado em 2016, Francisco Adevaldo Soares Praes (Coligação DEM/PP/PMDB/PRTB/PMN) teve seu registro indeferido por causa da rejeição das contas pelo Tribunal de Contas da União, de convênio da época que ele foi prefeito em 2001, e também em razão de condenação pelo TJMG por crime previsto na Lei de Licitações. Filomeno Figueiredo foi o segundo mais votado, mas não foi diplomado vencedor por não ter alcançado os 50% dos votos. O vereador e presidente da Câmara Municipal, Azemar Cardoso, assumiu o cargo de prefeito. Ele chegou a esboçar uma candidatura a prefeito nessa eleição, mas há 15 dias do pleito desistiu.  Chapa DEM-PMDBA população guaraciamense anda desconfiada com a candidatura de Rafael Veloso, pois ele é filho de Carlucio, que era vice de Francisco Adevaldo (DEM), na eleição passada. Mesmo morando em Montes Claros, Rafael foi secretário de transporte na administração do ex-prefeito condenado, Adevaldo. Já seu candidato a vice, Tim, era vice de Filomeno na gestão passada, onde acumulava a função de Secretário de Administração, tendo sido exonerado. Esta aliança entre DEM/PMDB acabou criando uma indisposição nos partidários das duas siglas, virando inclusive, chacota nas redes sociais, pelo discurso de renovação desta chapa, mas que é apoiada por gente da velha guarda. Com informação do Jornal Gazeta

Capitão infiltrado em ato anti-Temer, é promovido

 Willian Pina Botelho, que usava o codinome de Balta Nunes para entrar em grupos de manifestantes através do Tinder, foi promovido a major três meses após ser revelado que ele se infiltrou em um grupo que foi preso pela PM em um ato anti-Temer Depois de se infiltrar em um grupo de manifestantes que foi preso ilegalmente em São Paulo, o ex-capitão do Exército, Willian Pina Botelho, foi promovido a major. Sua promoção foi publicada no Diário Oficial em 16 de dezembro. Willian era o “Balta Nunes” – condinome que usava para se infiltrar em grupos de manifestantes. O caso veio à tona em dezembro do ano passado, quando revelou-se que, através do Tinder, Willian conseguiu se infiltrar em grupo de manifestantes que, em um ato contra Temer em São Paulo, foi detido ilegalmente pela Polícia Militar. Apenas Willian, que até então era Balta Nunes, não foi detido. Os jovens presos foram liberados no dia seguinte depois que um juiz considerou a prisão ilegal. A polícia tentou enquadrá-los por “organização criminosa”, mas eles portavam apenas equipamentos de segurança, como máscaras e capacetes. À época, o comandante-geral do Exército, Eduardo da Costa Villas Boas, afirmou que Willian era, sim, um agente do Exército em serviço de inteligência e que sua ação se deu de forma pactuada com a Polícia Militar de São Paulo. Uma sindicância interna do Exército, no entanto, diz que a ação do Willian não tinha ligação alguma com a polícia paulista. *Com informações do El País Brasil

Tucano garante apoio as reformasTemerosas

 Aécio Neves deve levar PSDB a morrer abraçado com o golpe. Ele exige fidelidade integral ao governo peemedebista  Apesar do recorde de impopularidade de Michel Temer, aprovado por apenas 4% dos brasileiros, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) segue garantindo o apoio dos tucanos ao governo; em jantar com o peemedebista ontem, ficou decidido que o mineiro trabalhará para convencer os parlamentares do PSDB a apoiar as reformas propostas pelo governo: além da Previdência, também a das mudanças na legislação trabalhista, que agora tramita no Senado; a bancada tucana está bastante dividida quanto à questão, mas Aécio tem pressionado pela fidelidade integral ao governo peemedebista  – Com a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados rachada sobre a proposta de reforma da Previdência, governadores do partido, ministros e o presidente de honra Fernando Henrique Cardoso delegaram ao presidente da sigla, senador Aécio Neves (MG) a missão de convencer os parlamentares a apoiar as reformas propostas pelo governo: além da Previdência, também a das mudanças na legislação trabalhista, que agora tramita no Senado. A depender da evolução das conversas, Aécio foi autorizado pelos tucanos a convocar a executiva do partido para fechar questão em favor das medidas. As informações são de reportagem do Valor. “A estratégia foi posta à mesa em jantar da cúpula do PSDB, ontem com o Michel Temer e o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR). Os tucanos deixaram claro que o apoio às reformas é um compromisso do PSDB. Por mais impopulares que sejam, o próprio partido, quando do impeachment de Dilma Rousseff, atrelou seu apoio a Temer à proposição de reformas. Portanto, alegaram, seria incoerente ter contribuído na deposição de Dilma e, agora, abandonar Temer com as reformas em curso. Os caciques da sigla, contudo, fizeram cobranças a Temer. Uma pesquisa encomendada pelo partido mostrou que a imagem do PSDB está sendo mais vinculada às reformas – e por consequência, sofrendo mais desgaste – que a do próprio PMDB do presidente. Isso foi colocado a Temer. Jucá então relatou que tem feito esforços para que os deputados do PMDB fechem questão em prol da reforma da previdência na Câmara. No Senado, a situação é mais delicada: PMDB e Planalto ainda avaliam como resolver o impasse com Renan Calheiros (AL), líder da bancada e radicalmente contra as reformas. A dissidência de Renan incomoda o PSDB.”

Igreja católica vê democracia ameaçada sob Temer

 – A CNBB também fez um alerta contra o neofascismo brasileiro. “Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de ‘salvadores da pátria’ e o surgimento de regimes autocráticos”  “O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população”, diz texto lidopelo secretário-geral da CNBB, Leonardo Ulrich Steiner, durante encerramento da 55.ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP); pesquisas recentes demonstram que Michel Temer e sua agenda são rejeitados pela quase totalidade dos brasileiros  – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na quarta-feira, 3, em que manda um recado direto para Michel Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar, arquitetado por políticos corruptos, e que conduz uma agenda rejeita pela quase totalidade da população brasileira. “O Estado democrático de direito, reconquistado com intensa participação popular após o regime de exceção, corre riscos na medida em que crescem o descrédito e o desencanto com a política e com os Poderes da República cuja prática tem demonstrado enorme distanciamento das aspirações de grande parte da população”, diz texto lido nesta quinta-feira, 4, pelo secretário-geral da CNBB, Leonardo Ulrich Steiner, durante encerramento da 55.ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).   A CNBB também fez um alerta contra o neofascismo brasileiro. “Desconsiderar os partidos e desinteressar-se da política favorece a ascensão de ‘salvadores da pátria’ e o surgimento de regimes autocráticos”, diz o texto.