Abusos do juizeco

TRF-4 JULGARÁ SE MORO VIRA RÉU POR ABUSO DE AUTORIDADE CONTRA LULA    – O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, julga na próxima quinta-feira, 9, se abre ação penal contra o juiz federal Sergio Moro por abuso de autoridade, em pedido apresentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família.Os advogados do ex-presidente chegaram a pedir que o julgamento fosse aberto ao público. Entretanto, o tribunal decidiu mantê-lo em segredo sob o argumento de que essa foi uma orientação do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano em um acidente aéreo.A defesa do ex-presidente reclama da divulgação de conversas entre Lula e a então presidente, Dilma Rousseff (PT), alegando que o Supremo Tribunal Federal considerou ilegal a publicização dos diálogos. O vazamento da conversa provocou reação popular, o que acabou evitando a posse de Lula na Casa Civil.Os advogados do petista criticam ainda o fato de o ex-presidente ter sido levado de forma coercitiva para depor, nas dependências do aeroporto de Congonhas, em março de 2016, quando houve operação de busca e apreensão em sua casa, na de familiares e no Instituto Lula.Os advogados de Lula ainda podem recorrer caso o pedido seja rejeitado.As informações são da Folha de S. Paulo.

Início da quaresma

Missa de Cinzas e Campanha da Fraternidade 2017 – Arcebispo lança campanha com alerta sobre biomas O arcebispo Dom José Alberto Moura abriu na manhã desta quarta-feira (1), a Campanha da Fraternidade 2017, em evento realizado na Catedral Metropolitana de Montes Claros, com mais 10 padres e diáconos, além de centenas de fiéis. Na homilia, ele alertou para os riscos da mineração, como no caso de Paracatu, que está contaminando a população com arsênio ou mesmo o projeto de mineração do Alto Rio Pardo, que, através de mineroduto, levará o pouco da água do Norte de Minas para o mar. A campanha tem como Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação”. – Há mais de 50 anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil realizam no primeiro dia da Quaresma o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade. Essa Edição, dando continuidade ao ano anterior, Igreja e Sociedade se mobilizam em função da ecologia e meio ambiente. “Convertei-vos e credes no Evangelho”, iniciou dessa forma a homilia, D. José Alberto Moura. “Estamos iniciando essa quaresma, nessa celebração Eucarística onde receberemos as cinzas, lembrando-nos da nossa fragilidade aqui na terra e da necessidade de usarmos bem o potencial e tudo que Deus nos deixa nesse Planeta e em nós como pessoas humanas para realizarmos o projeto de Deus” e continuou com a mesma firmeza ao falar sobre o Tema da Campanha da Fraternidade 2017 – “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”. “O Brasil é cheio de biomas e na sua diversidade apresenta uma riqueza para a vida humana, a vida da vegetação e a vida animal. Temos que cuidar de todos para que também tenhamos vida. Os biomas, o cerrado, a caatinga, a Mata Atlântica, o Pantanal, os pampas, a Amazônia, todos eles nos apresentam uma vitalidade muito grande. São dons de Deus e que devemos preservar”, disse dom José quando puxou para a realidade local um problema que é geral. “Olhando essa realidade vemos que o ser humano nem sempre usa a natureza para o bem. Devido a nossa fé, nossa conversão, mudança de perspectiva da vida, do egoísmo, olhamos para o projeto de Deus, para o que Ele quer que façamos dessa terra, desse planeta. Um planeta que dê vida e não o contrário” e foi enfático quando disse: “ Sofremos as consequências aqui no Norte de Minas. A umidade que vinha mais para cá, não vem mais. As árvores das matas ciliares foram cortadas de onde brotam as minas de águas, sofremos as consequências danosas dos seres humanos na natureza. Temos centenas e milhares de mineradoras que vão estragando e poluindo, por exemplo em Paracatu, que pertence a nossa Província de Montes Claros, eles dominam tudo. O povo vive respirando o arsênio o que inevitavelmente se torna em câncer e outras doenças nocivas ao humano”. Ao finalizar sua homilia disse: “Os biomas precisam ser preservados. A Campanha da fraternidade não é apenas para meditarmos e sim colocar em prática conforme o Evangelho nos convida. Precisamos sim fazer penitência, orar e muito, precisamos converter para uma prática de vida. Usemos da Quaresma meditando e refletindo para debruçarmos sobre nossa realidade. Precisamos usar, mas bem adequada e racionalmente. A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Com informação de Girleno Alencar e Viviane Carvalho (Foto: Divulgação)

Por que Lula?

Manifesto de intelectuais pede a candidatura Lula Numa iniciativa que responde à escolha que milhões de brasileiros manifestam com clareza sempre que lhe perguntam quem deve governar o país, o lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República começa a tomar forma e conteúdo. A partir desta segunda-feira, 6 de março, todo cidadão brasileiro será convidado a colocar seu nome, através de uma plataforma aberta na internet, a um abaixo assinado que solicita a Lula considerar “a possibilidade de, desde já, lançar sua candidatura a Presidência da República como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.” “O Brasil precisa de Lula,” diz o documento, lembrando que ele assegurou ” significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social.” (Leia a íntegra do documento abaixo). Na fase inicial, o abaixo assinado já recebeu a adesão inicial de cinco centenas de cidadãos engajados na luta pela democracia, intelectuais e lideranças da sociedade civil.” Leonardo Boff é a assinatura número 1, o jornalista e escritor Fernando de Morais comparece com a número 2, o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão é a número 6, Chico Buarque é a 9. O líder do MST, João Pedro Stédile é a número 10 e o jurista Fábio Konder Comparato a 11. O documento, que deve ser anunciado e debatido em eventos com a presença do próprio Lula marcados que para as próximas semanas, é uma iniciativa de intelectuais e personalidades reconhecidos por seu engajamento na luta pela democracia, a começar por Leonardo Boff. Também participaram o jornalista Eric Nepomuceno, dois juristas da PUC do Rio de Janeiro, Gisele Cittadino e João Ricardo Dornelles, e também Carol Proner, da UFRJ.

LE MONDE

JORNAL FRANCÊS DESCREVE BRASIL DE TEMER COMO “O REINADO DA IMPUNIDADE” Da Rádio França Internacional O jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (28) dá novamente destaque para a política brasileira. Com o título “Brasil, o reinado da impunidade”, a correspondente do vespertino em São Paulo tenta explicar o contexto atual do país. A jornalista Claire Gatinois diz que diante do processo da Lava Jato, que se aproxima cada vez mais do presidente Michel Temer, o chefe de Estado parece estar tentado se proteger de uma possível acusação. No entanto, a tática não está passando despercebida, comenta a correspondente, lembrando que Temer teve até que fazer, em meados de fevereiro, uma coletiva para garantir que “o governo federal não tenta proteger ninguém”. No entanto, lembra a jornalista, o presidente ressaltou durante essa coletiva que apenas um indiciamento justificaria a demissão de um de seus ministros. “E como os processos são muito lentos no Brasil”, relata Le Monde, com uma média de 14 meses de espera para os casos envolvendo políticos no poder, o governo Temer estaria protegido até o final de seu mandato, em 2018. “Muitíssimo impopular, Temer não para de dar sinais ambíguos”, analisa a jornalista. Ela relata, por exemplo, a escolha recente de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal. A correspondente explica que o ex-ministro é conhecido por sua simpatia pelo presidente, o que suscita questões sobre sua nomeação. Mesmo se ele não vai herdar todos os processos do juiz Teori Zavascki, que cuidava da Lava Jato, Moraes será o revisor do processo no plenário, comenta o texto. Tudo vai terminar em pizza? Além disso, continua o vespertino francês, a reputação linha-dura de Moraes, que deu a entender que defendia a tortura, além do fato de ter apoiado o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não ajudam a melhorar sua imagem. Seguem ainda as escolhas de Osmar Serraglio , que substitui Alexandre de Moraes e defendeu a destituição de Dilma Rousseff, e de Moreira Franco, que já foi citado dezenas de vezes na Lava Jato, continua relata a jornalista. A correspondente do Le Monde comenta que todos esses eventos recentes levam o país a se questionar sobre o peso de Foro Privilegiado. “Um privilégio que se transformou em uma ferramenta muito cômoda para desacelerar ou até mesmo enterrar algumas investigações”, pode-se ler nas páginas do jornal francês. Para dar uma ideia da impunidade que reina no Brasil, a jornalista tenta explicar aos leitores franceses a existência daquela famosa expressão no país segundo a qual, uma hora ou outra, os processos na justiça terminam em pizza. “Se formos ouvir os mais cínicos, tudo leva a crer que Temer já estaria esquentando a sua pizza quatro queijos”, escreve a correspondente do Le Monde. Leia análise do Le Monde em francês.

José Yunes

TEMER SABIA DE TUDO E PROPINA DA ODEBRECHT PAGOU 140 DEPUTADOS – O empresário José Yunes decidiu disparar um tiro no peito de Michel Temer, seu parceiro e melhor amigo há várias décadas. Mais do que simplesmente delatar Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil que acaba de pedir licença do cargo, ele afirmou que Temer sabia de tudo. Em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, Yunes afirmou que Temer, seu melhor amigo, tem conhecimento de que ele foi usado como “mula” por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil – “mula” é um termo do tráfico de drogas que designa a pessoa usada para transportar drogas para terceiros. Na entrevista, Yunes disse ter recebido Lúcio Funaro em seu escritório, a pedido de Padilha. No encontro, Funaro lhe contou que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados. “Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo Temer sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre. Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o ‘currículo’ dele. Nunca havia conhecido o Funaro”, disse Yunes a Jardim. Segundo Yunes, Funaro afirmou que estava em curso uma estratégia para eleger uma bancada fiel a Cunha, para conduzi-lo à presidência da Câmara. “Ele me disse: ‘A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente’. Perguntei: ‘Que Eduardo?’. Ele respondeu: ‘Eduardo Cunha’”. Yunes decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, da propina de R$ 11 milhões acertada com Temer, R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes. Por isso mesmo, ele se antecipou e procurou também o Ministério Público para dar sua versão dos fatos. Tais recursos foram acertados num jantar entre Michel Temer e Marcelo Odebrecht, no Palácio do Jaburu, em 2014, com a presença de Padilha. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara. Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.

Vende-se deputados

Para aprovar o golpe parlamentar, no mínimo 140 deputados foram comprados – Dos 53 parlamentares que compõem a bancada mineira, 41 votaram a favor do impedimento da presidente, e 12 contrários. (leia a lista completa abaixo) Vários deputados foram comprados para aprovar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mesmo ela não tendo cometido nenhum crime. Esta informação é de José Yunes, maior amigo do governo usurpador Michel Temer. Segundo ele, pelo menos 140 deputados foram comprados. Seu depoimento à Procuradoria Geral da República no dia 14 último e sua entrevista à “Veja”, que traz a chamada “Fui mula de Padilha”, é o mais contundente e isento testemunho não só de que Padilha recebeu 4 milhões de reais da Odebrecht em forma de propina, mas que ao menos 140 dos 367 votos do impeachment foram comprados. A favor do gope Em Minas, dos 53 deputados federais, 41 votaram a favor do golpe. Além da deputada Raquel Muniz (PSD), os deputados: Bilac Pinto (PR) – Bonifácio de Andrada (PSDB) – Caio Narcio (PSDB) – Carlos Melles (DEM) – Dâmina Pereira (PSL) – Delegado Edson Moreira (PR) – Diego Andrade (PSD) – Dimas Fabiano (PP) – Domingos Sávio (PSDB) – Eduardo Barbosa (PSDB) – Eros Biondini (PROS) – Fábio Ramalho (PMDB) – Franklin Lima (PP) – Jaime Martins (PSD) – Júlio Delgado (PSB) – Laudivio Carvalho (SD) – Leonardo Quintão (PMDB) – Lincoln Portela (PRB) – Luis Tibé (PTdoB) – Luiz Fernando Faria (PP) – Marcelo Álvaro (PR) – Marcelo Aro (PHS) – Marcos Montes (PSD) – Marcus Pestana (PSDB) – Mário Heringer (PDT) – Mauro Lopes (PMDB) – Misael Varella (DEM) – Newton Cardoso Jr (PMDB) – Odelmo Leão (PP) – Paulo Abi-Ackel (PSDB) – Renzo Braz (PP) – Rodrigo de Castro (PSDB) – Rodrigo Pacheco (PMDB) – Saraiva Felipe (PMDB) – Stefano Aguiar (PSD) – Subtenente Gonzaga (PDT) – Tenente Lúcio (PSB) – Toninho Pinheiro (PP) – Weliton Prado (PMB) e Zé Silva (SD), votaram a favor da saída da presidente honesta Dilma Rousseff para colocar em seu lugar um governo corrupto. Contra o golpe Apenas os deputados: Adelmo Carneiro Leão (PT); Aelton Freitas (PR); Brunny (PR); Gabriel Guimarães (PT); George Hilton (PROS); Jô Moraes (PCdoB); Leonardo Monteiro (PT); Margarida Salomão (PT); Miguel Corrêa (PT); Padre João (PT); Patrus Ananias (PT) e Reginaldo Lopes (PT), votaram contra o golpe

A máscara caiu

Cunha Raquel e Tia Eron

O impeachment comprado A deputada do PSD de Minas Gerais fez parte da categoria de voto performático do impeachment, usando gritos e balançando a bandeira. Ela disse que ‘o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão’. No dia seguinte, Ruy Muniz, ex-prefeito e marido da deputada, foi preso. Segundo a denúncia, ela esvaziava o hospital público para que os pacientes fossem a um hospital de sua propriedade e nos anos 1980 já tinha aplicado um golpe envolvendo o Banco do Brasil. O depoimento de José Yunes à Procuradoria Geral da República no dia 14 último e sua entrevista à “Veja”, que traz a chamada “Fui mula de Padilha”, é o mais contundente e isento testemunho não só de que Padilha recebeu 4 milhões de reais da Odebrecht em forma de propina, mas que ao menos 140 dos 367 votos do impeachment foram comprados. A palavra não é de nenhum oposicionista, mas de um homem que fez até há pouco parte do governo Temer, ao lado de Padilha. Segundo Yunes, Padilha lhe telefonou, em 2014, perguntando se ele poderia receber um pacote com documentos em seu escritório; depois uma outra pessoa passaria lá para pegá-lo. Yunes concordou. Eis o que aconteceu depois, segundo a “Veja”: “Pouco tempo depois, Yunes estava em seu escritório de advocacia em São Paulo quando, diz ele, a secretária informou que um tal de Lúcio estava ali para deixar um documento. “A pessoa se identificou como Lúcio Funaro. Era um sujeito falante e tal. Ele me disse: ‘Estamos trabalhando com os deputados. Estamos financiando 140 deputados’. Fiquei até assustado. Aí ele continuou: ‘Porque vamos fazer o Eduardo presidente da Casa’. Em seguida, perguntei a ele: ‘Que Eduardo?’. Ele me respondeu: ‘Eduardo Cunha’. Temer já confirmou ter tido conhecimento do encontro de Funaro com Yunes em São Paulo. A denúncia ajuda a entender que o impeachment foi resultado de uma conspiração; que a conspiração começou ainda na eleição de Cunha à presidência da Câmara e que os 140 deputados financiados para eleger Cunha também votaram a favor do impeachment. As questões que se colocam são: 1) se esses 140 votos precisaram ser comprados é porque os deputados não estavam convencidos de que o impeachment se sustentava; 2) sem esses 140 votos não teria havido impeachment; 3) comprovando-se a existência dessa compra não seria o caso de anular o impeachment? Aliada de Eduardo Cunha, Raquel Muniz, vive inferno astral após o impeachment Aliada de Eduardo Cunha, Raquel Muniz – que não compareceu à sessão que cassou o mandato do ex-presidente da Câmara – ganhou projeção nacional após gritar ‘sim, contra a corrupção’ no impeachment de Dilma e, no dia seguinte, ver o marido ser preso pela PF por corrupção, pode ter sido beneficiada pelo impeachment Depois do sim, sim, sim… a golpista deputada Raquel Muniz não teve mais sossego na sua vida. Cada dia aparece um empecilho. Quando não é com o exemplar marido, é com o filho. Ambos foram foragidos da justiça. Para piorar, seu exemplar marido perdeu a eleição para Prefeito e corre risco de perder o controle de suas empresas, sem falar que própria deputada vem sendo investigada pelo STF. Prisão de Cunha preocupa deputados Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta: 21 Outubro 2016 A prisão do ex-deputado federal Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, estremeceu a política nacional, causando intranquilidade em Brasília e, ainda, o alerta em Montes Claros. Até recentemente ele era o principal ícone político para o casal Ruy e Raquel Muniz. Por sinal, o último ato oficial praticado por Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados foi assinar o ato de criação da CPI do DPVAT, proposto pela deputada Raquel Muniz (PSD), que pretendia utilizar isso para incomodar os seus adversários políticos em Montes Claros. A forte ligação entre Raquel Muniz e Eduardo Cunha se evidenciou no dia da votação da cassação dele. Raquel se ausentou da sessão e declarou que se tivesse comparecido, teria votado a favor de Eduardo Cunha. No ano de 2014, depois da eleição como deputada federal, Raquel Muniz viajou pelo Brasil em prol da eleição de Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados. Na hora da prisão de Eduardo Cunha, Raquel Muniz estava em Montes Claros e não se manifestou sobre o assunto.

Verdade seja dita

Papa sugere que é melhor ser ateu do que católico hipócrita Em comentários improvisados, Francisco fez duras críticas a membros da própria Igreja CIDADE DO VATICANO – O Papa Francisco expressou mais uma crítica a alguns membros de sua própria Igreja nesta quinta-feira, sugerindo que é melhor ser um ateu do que um dos “muitos” católicos que, segundo ele, vivem uma vida dupla hipócrita. — É um escândalo dizer uma coisa e fazer outra. Isto é uma vida dupla — criticou. — Há aqueles que dizem “Sou muito católico, sempre vou à missa, pertenço a esta ou aquela associação”. O argentino disse que algumas dessas pessoas deveriam na verdade falar: “Minha vida não é cristã, eu não pago meus empregados salários adequados, eu exploro as pessoas, faço negócios sujos, eu lavo dinheiro, (eu levo) uma vida dupla”. — Há muitos católicos que são assim e causam escândalo. Quantas vezes todos ouvimos pessoas dizerem “se essa pessoa é católica, é melhor ser ateu’”. Desde sua eleição em 2013, Francisco frequentemente disse aos católicos, sacerdotes e leigos, que praticassem o que sua religião prega. Em seus sermões, muitas vezes improvisados, ele classificou o abuso sexual de crianças por sacerdotes como sendo uma “missa satânica”, disse que os católicos na mafia se excomungam e pediu a seus próprios cardeais que não agissem como se fossem “príncipes”. Menos de dois meses depois de sua eleição, ele disse que os cristãos devem ver ateus como boas pessoas se fizerem o bem.

Blackout

PF PRENDE SUSPEITO DE OPERAR PROPINAS DO PMDB – Foi preso, nesta manhã, o lobista Jorge Luz, um dos mais antigos operadores da Petrobras, em nova fase da Lava Jato; ligado ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ele é acusado de arrecadar recursos para o PMDB no Senado, para parlamentares como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), que defendeu o golpe de 2016, com a derrubada de Dilma Rousseff, como um trabalho para “estancar a sangria” da Lava Jato; nova fase da operação foi batizada como “blackout”, numa referência ao nome de Luz; ao todo, foram expedidos 15 mandados, sendo dois de prisão.

Vizinho e Careca

DELATADO PELA ODEBRECHT, SERRA PEDE DEMISSÃO O último a sair apaga luz Alegando motivos de saúde, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, pediu demissão do governo golpista Michel Temer nesta quarta-feira 22. O nome do ministro já havia aparecido na lista de políticos encontrada na casa do presidente da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, durante a 23ª fase da Lava Jato, em fevereiro. Os funcionários também devem relatar sobre uma possível propina paga a intermediários de Serra no período em que ele foi governador de São Paulo, de 2007 a 2010. Oficialmente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a doação de R$ 2,4 milhões da empreiteira para o tucano em 2010. Os executivos ainda sugeriram que Serra era tratado nas negociações pelos apelidos de “Vizinho” e “Careca”. “Faço-o com tristeza, mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de chanceler”, diz ele na carta; segundo o tucano, o tempo para sua recuperação, de acordo com os médicos, é de quatro meses.Isso é puro migué. Ele é um dos levaram bilhões de propinas da Odebrecht e o STF não consegue segurar mais a explosão pública do escândalo. Na verdade, José Serra está saindo de fininho, que é como fazem os corruptos e covardes do PSDB e outros partidos cúmplices do golpe. De gualguer maneira, já vai tarde… * Com informações da Folha de S. Paulo