UFMG divulga edital de concurso público com vagas para Montes Claros

Oportunidades são para níveis médio/técnico e superior, com salário entre R$ 2.446,96 e R$ 4.180,66 e carga horária de 20h a 40h. Ao todo, são ofertadas seis vagas na UFMG Montes Claros — Foto: Lucas Braga/UFMG A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicou edital com seis vagas para a área técnica administrativa no Campus Montes Claros. Os cargos são de nível médio/técnico e superior, com salário entre R$ 2.446,96 e R$ 4.180,66 e carga horária de 20h a 40h. As inscrições podem ser feitas entre os dias 04 e 31 de janeiro no site da instituição, sob pagamento de taxa entre R$ 90 e R$ 130. O concurso conta com duas etapas: prova objetiva, que será aplicada no dia 17 de março; e prova prática, para o cargo de revisor de braile, entre os dias 19 e 30 de abril. O resultado está previsto para ser divulgado no dia 28 de maio. O concurso também oferece 23 vagas para o Campus em Belo Horizonte com remuneração entre R$ 2.446,96 e R$ 4.180,66 e carga horária semanal de 40h. Por G1 Grande Minas

TRE confirma cassação da mulher de Warmillon Braga, em Pirapora

A prefeita Marcella Fonseca e o vice Orlando Lima foram condenados por abuso de poder econômico Por cinco votos a um, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o mandato da prefeita de Pirapora, Marcella Machado Ribas Fonseca (PSD), e do vice, Orlando Pereira de Lima (DEM), acusados de abuso de poder econômico nas eleições de 2016.Na sessão desta quarta-feira (05), o TRE confirmou a perda do mandato de Marcella Machado Ribas Fonseca e Orlando Pereira de Lima, prefeita e vice-prefeito de Pirapora. A condenação foi por abuso de poder econômico nas eleições de 2016 e os cassados podem recorrer.Os cassados permanecem no cargo até o julgamento de eventuais embargos de declaração, quando a execução do julgado e a convocação de novas eleições majoritárias deverão acontecer, como determinado pela Corte Eleitoral. Quando Marcella e Orlando forem afastados, o presidente da Câmara Municipal assumirá interinamente a Prefeitura, até a realização de novas eleições.As ações foram propostas pela Coligação Mãos Limpas (PRB / PT / PTB / PMDB / REDE / PTN / PSC / PR / PPS / PSDC / PHS / PMN / PTC / PSB / PSDB / PEN / SD), segundo a qual a prefeita eleita e o vice incorreram na prática de abuso de poder econômico por meio da utilização indevida de meios de comunicação (Rádio Pirapora AM 1240) durante a campanha para as eleições de 2016. Teria havido utilização de tempo superior ao programado para as inserções da propaganda eleitoral gratuita de Marcella e Orlando, e redução das inserções cabíveis aos candidatos adversários, bem como a veiculação das inserções da coligação adversária em horários de baixa audiência, enquanto as inserções dos candidatos eleitos eram veiculadas em horários de elevada audiência. Outras condutas irregulares foram distribuição de cartas falsas dois dias antes do pleito; lançamento de candidatura de inelegível para posterior substituição pela chapa impugnada; contratação excessiva de cabos eleitorais e compra indireta de votos.Na primeira instância, o juiz Espagner Wallysen Vaz Leite, da 218ª Zona Eleitoral, determinou a cassação dos mandatos de Marcella e Orlando e decretou a inelegibilidade dos dois por oito anos. A sanção de inelegibilidade foi afastada no julgamento do TRE.A prefeita eleita obteve 15.471 votos (51,87%), sendo a diferença de 1.116 votos para o segundo colocado.

Pimentel deixa acéfala, a Universidade Estadual de Montes Claros

O Governador Fernando Pimentel ainda não nomeou o reitor para comandar os destinos da Universidade Estadual de Montes Claros até o ano 2022, deixando a nossa universidade sem comando, já que o mandato do ex- reitor, João Canela, encerrou na última terça-feira, dia 04, bem como o do vice-reitor Antônio Alvimar. Pimentel tem a opção de nomear, de acordo com a escolha da lista tríplice, um dos três professores: Antônio Avilmar Souza, Rômulo Barbosa ou Dalton Caldeira Rocha. O PT de Minas Gerais, partido do governador, selou acordo em torno do nome do professor Rômulo, mas Pimentel está cozinhando em banho-maria esta nomeação e causando uma expectativa desnecessária entre a comunidade acadêmica e um mal-estar entre os concorrentes. Há quem diga que ele tem até amanhã, dia 07, para publicar este ato de nomeação. E o nome de Rômulo, que estava praticamente certo, poderá ser substituído por causa de uma pressão que o governador estaria sofrendo, através da maçonaria e do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia.

Câmara libera municípios a estourar limite de gastos com pessoal

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que flexibiliza a aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para permitir que municípios estourem o limite de gastos com pessoal sem sofrer punições se houver queda na receita. No plenário da Câmara, foram 300 votos favoráveis, 46 contrários e 5 abstenções. Entre os partidos, apenas PSL – do presidente eleito, Jair Bolsonaro – e PSDB orientaram contra a aprovação. A proposta veio do Senado e segue agora direto para a sanção do presidente Michel Temer (MDB), já que não foi alterada. Pelas regras atuais, o município que ultrapassa o limite tem até 8 meses para se adequar. Se não fizer isso, pode sofrer sanções, entre as quais: não poderá receber transferências voluntárias e não poderá contratar operações de crédito, salvo as que forem para reduzir despesas de pessoal ou refinanciar a dívida. O projeto aprovado pelos deputados, contudo, permite que os municípios com queda de receita superior a 10% não sofram restrições se ultrapassarem o limite de gastos.

Salário Mínimo volta a cair. Ele atingiu seu ápice com Lula e Dilma

Em artigo, sociólogo e economista analisam a evolução do Salário Mínimo brasileiro em dólares nominais entre 1973 e 2018 Mais do que um parâmetro de remuneração básica da força de trabalho, o Salário Mínimo (SM) deve ser recepcionado como um patamar fundamental do nível de dignidade socialmente aceito numa dada economia. Logo, a ampliação do seu poder de compra deve ser um dos objetivos a ser perseguido pelas medidas de política econômica. Por Emerson Sousa* e Fábio Salviano** No Brasil, por conta da sua estrutura produtiva, ainda dominada por produtos primários, e da sua iníqua estrutura de distribuição da riqueza gerada, a determinação do valor do salário mínimo, tanto o nível nominal quanto real, reflete contornos ainda mais carregados. Em 1973, quando da eclosão da Primeira Crise do Petróleo, o Brasil ainda vivia sob os efeitos do chamado Milagre Econômico, que se iniciara cinco anos antes. Nessa época, o Salário Mínimo (SM) estava fixado em Cr$ 312,00 mensais. Algo em torno de R$ 268,38 a valores atuais, se corrigido pelo IPCA-E. Quase meio século depois, o SM alcançou a marca de R$ 954,00 ao mês, ou seja, uma valorização acima da inflação de 255% em todo o período. Em termos práticos, quem recebe um SM hoje, ganha mais do que quem embolsava três SM´s há 45 anos. Essa valorização ganha cores mais fortes quando se avalia o valor do SM em termos da cotação nominal do dólar ianque. Em maio de 1973, ele equivalia, pela taxa de câmbio oficial então vigente, a US$ 51.15 mensais. Em novembro de 2018, essa marca é de US$ 249.86 por mês. No entanto, essa valorização é relativamente recente. Entre 1973 e 2005, em termos de dólares nominais, onde não se desconta os efeitos das variações nos índices de preços brasileiros ou norte-americanos, o SM orbitou uma média de US$ 81.00 ao mês. Muito embora o SM viesse sendo corrigido acima da inflação desde 1997, ainda no governo Efeagá, somente com o Presidente Lula ele veio a quebrar a marca dos US$ 100.00 de modo consistente. Isso se deu por conta de dois motivos: a apreciação do Real perante o Dólar norte-americano e a aceleração da política de valorização real do SM iniciada pós Plano Real. Nos oito anos de governo tucano, o ganho do SM foi da ordem de 20,3% acima da inflação, ao passo em que, nos dois primeiros mandatos petistas, essa medida foi de 51,1%. Enquanto isso, em termos nominais, a moeda brasileira se valorizou 81,97% ante à norte-americana nesse último período. Contudo, é com a Presidenta Roussef que o SM acelera esse processo de valorização em dólar nominal. Em janeiro de 2012, a referida medida remuneratória chega à marca de US$ 348.40 ao mês. Esse é o maior valor nominal alcançado em todo interregno aqui analisado. Daí em diante, tanto por conta de fatores econômicos – internos e externos – quanto políticos, o SM passa a perder valor quando nominado na divisa ianque. Tanto o é que, na cotação atual, o Salário Mínimo previsto para entrar em vigor a partir de janeiro de 2019 está avaliado em US$ 263.48 mensais. Dessa forma, é possível identificar três fases pelas quais passou a política de valorização do SM em dólares nominais nessas mais de quatro décadas: a primeira, entre 1973 e 2005, quando ele oscilou sem ultrapassar a marca dos US$ 100 mensais. A segunda, de 2005 a 2012, quando da sua forte valorização e, uma terceira, iniciada nesse último ano, marcada pelo refluxo desse processo. O desafio que se posta é saber se a fase de redução do valor do SM, que ora se inicia, é apenas uma fase temporária ou se vai se assumir como uma política de Estado e, em sendo essa última, a alternativa definida pelo futuro mandato, como as massas assalariadas poderão se defender desse projeto. *Emerson Sousa é Economista e Mestre em Economia Revista Forum.

Giro Gomes deixa seu papel de estadista para ser um mero idiota

CIRO QUER ESQUECER O GOLPE QUE ELE PRÓPRIO DENUNCIOU  – O candidato derrotado do PDT às eleições presidenciais, Ciro Gomes, está convicto que o Brasil vive uma democracia. Em uma live que fez nas redes sociais nesta terça-feira (4), ele pediu para “encerrar esse crônica petista de chamar todo mundo de ‘golpista’ e jogar o jogo democrático”. No entanto, em maio, seu discurso era completamente diferente. “Nós estamos sob um golpe de Estado, não há a menor dúvida disso. Não é mais uma sargentada como foi muitas vezes no passado no mundo e no Brasil também. Agora é um golpe que eles chamam soft, por dentro da institucionalidade formal”, afirmou Ciro. Apenas sete meses separam uma fala da outra. Durante o processo do impeachment, Ciro deixou claro que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu um golpe de Estado e se vangloriou dessa postura em várias entrevistas. Em live no Facebook, Ciro optou por blindar Bolsonaro. Para o candidato derrotado, o problema do Brasil é o PT, sobrando até para os movimentos sociais, esses que serão criminalizados com a lei antiterrorista de Moro. “Neste momento como houve um enorme terror feita pela cúpula do PT de que há um risco a democracia, temos que estimular o Jair Bolsonaro a jogar o jogo democrático. Temos que cercá-lo com as instituições. Mas na medida que o PT cooptou as instituições da sociedade civil, nossas instituições estão muito fracas. Deixa eu dar um exemplo para vocês, cadê o exercito do Stédile? Cadê o exército do MST? Cadê a greve de fome? Isso ninguém aguenta mais. É preciso virar essa página e jogar o jogo da democracia. E até o presente momento ela está preservada”, disse Ciro.

A miséria voltou galopante, após o golpe que derrubou Dilma Rousseff

EXTREMA POBREZA AUMENTA E CHEGA A 15,2 MILHÕES DE PESSOAS EM 2017 Agência Brasil – O número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou de 6,6% da população em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual nessa faixa subiu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável. Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que entende o estudo como “um conjunto de informações sobre a realidade social do país”. O trabalho elaborado por pesquisadores da instituição tem como principal fonte de dados para a construção dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017. O estudo mostra ainda que também aumentou a proporção de pessoas abaixo da linha de rendimentos. Em 2017, era de 26,5%, enquanto no ano anterior ficou em 25,7%. Os percentuais significam a variação de 52,8 milhões de pessoas para 54,8 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com rendimento até US$ 5,5 por dia ou R$ 406 por mês. A maior parte dessas pessoas, mais de 25 milhões, estava na Região Nordeste. Houve elevação ainda na proporção de crianças e adolescentes (de 0 a 14 anos) que viviam com rendimentos até US$ 5,5 por dia. Saiu de 42,9% para 43,4%, no período. Condições de vida A pesquisa identificou que em 2017 cerca de 27 milhões de pessoas, ou seja, 13% da população, viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas: características físicas, condição de ocupação, acesso a serviços e presença de bens no domicílio. A inadequação domiciliar foi a que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país. Isso significa adensamento excessivo, quando há residência com mais de três moradores por dormitório. No Amapá o nível atingiu 18,5%, enquanto em Santa Catarina ficou em 1,6%. No mesmo ano, 10% da população do país viviam em domicílios sem coleta direta ou indireta de lixo e 15,1% moravam em residências sem abastecimento de água por rede geral. O Maranhão foi o estado que registrou a maior falta de coleta de lixo: 32,7% da população não tinha acesso ao serviço. Ainda na ausência de melhores condições, o estado do Acre é o que registrou maior percentual (18,3%) de pessoas residentes em domicílios sem banheiro de uso exclusivo. Já o Piauí, tinha a maior proporção da população sem acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial (91,7%). Esses resultados mostram uma diferença grande para o estado de São Paulo, onde houve a maior cobertura para cada um dos serviços. A proporção da população sem coleta de lixo ficou em 1,2%, sem acesso a abastecimento de água por rede alcançou 3,6% e sem esgotamento sanitário por rede foi 7,0%.

Campeão Brasileiro: Bolsonaro jogou água no chopp do Palmeiras

Torcedores e famosos explicam indignação com Bolsonaro no PalmeirasDe carteirinha rasgada a comparações com os anos 1930, veja algumas reações à presença de político na entrega da taça de campeão brasileiro Palmeirense há mais de 50 anos, Paulo Zaidan quebrou sua carteirinha de sócio; ele não foi o único por Rodrigo Durão Coelho e Vinícius Segalla — Carta Capital Vencer o Campeonato Brasileiro não é fácil. Para muita gente, ver seu time campeão nacional é algo que acontece poucas vezes na vida e, de tão especial, se torna um momento guardado com carinho, a celebração de uma conquista esportiva dissociada de outros valores, como a política. É por isso que a presença do presidente eleito, Jair Bolsonaro, na entrega da taça ao Palmeiras, após a partida contra o Vitória neste domingo 2, desagradou, e muito, a vários palmeirenses. Já o Palmeiras se diz tranquilo com o imbróglio, e lava as mãos. Fontes do clube dizem que o convite a Bolsonaro foi apenas para ir ao estádio, acompanhar a partida. Já a decisão de escolhê-lo para entregar a taça partiu da CBF, garantem dirigentes do clube. E, como a entidade ainda era a detentora do troféu, o alviverde não opinou sobre o assunto. Horas depois do ocorrido, as redes sociais já estavam repletas de depoimentos de palestrinos furiosos, incluindo sócio-torcedores que decidiram abandonar o programa de fidelidade e não prosseguir apoiando o time financeiramente. A CartaCapital ouviu torcedores ilustres e comuns que resolveram expressar seu descontentamento por discordar da presença do político na festa do clube. “Fez lembrar a Olimpíada de 1936 na Alemanha”   O neurocientista Miguel Nicolelis, considerado uma das maiores mentes vivas do Brasil, viajou dos Estados Unidos (onde está trabalhando) a São Paulo só para vir assistir à entrega da faixa de campeão brasileiro ao time pelo qual sempre foi apaixonado. Acabou não gostando nada do que viu. “Foi constrangedor, nunca esperei que o clube fosse protagonizar essa mistura de celebração esportiva com palanque político. Erro crasso da diretoria, que vai repercutir no mundo inteiro”, lamenta. O ato da diretoria palmeirense fez o neurocientista voltar mais de meio século na história. “Fiquei lembrando de quando Benito Mussolini, na Itália, usava o esporte para fazer propaganda de seu regime, ou de como o governo alemão fez uso da Olimpíada de 1936 para propagar as ideias de seu regime. Sou palmeirense há mais de 50 anos, a instituição não merece e não será atingida por este ato irresponsável e amador da diretoria”. “Ele não me representa. Nem palmeirense ele é”É do publicitário Paulo Zaidan, 59 anos, o cartão rompido em fúria que ilustra essa reportagem. “Desde que me tornei sócio-torcedor em 2015, devo não ter ido a só uns três jogos e não por vontade própria, mas impedimentos sérios. Este ano parei momentaneamente por motivos financeiros mas ia voltar a tempo de ver o último jogo. Desisti quando soube do convite ao Bolsonaro, por ele ser misógino, racista, contra tudo o que acredito. Quando vi a palhaçada, quebrei meu cartão para não ficar tentado a voltar. “O Palmeiras é enorme, antifascista, operário, libertário, formado por imigrantes. O Bolsonaro é o oposto disso, nem palmeirense é, já tirou foto com camisa de tudo quanto é time, é um oportunista. Foi um desrespeito ao Palmeiras.” “O protagonismo do título não deveria ser de um político” O ator Marco Ricca destaca que o título do Palmeiras acabou ofuscado pela presença em campo do político. “Achei a decisão da diretoria absolutamente lastimável. Ninguém poderia ser maior do que o nosso décimo título brasileiro!”, resume. Ricca afirma também que mesmo que não tenha sido a diretoria do clube a responsável pelo convite ao presidente eleito para fazer a entrega dos prêmios, os cartolas deveriam ter enfrentado a situação de forma a evitar “este grande constrangimento à história do clube”. “Quando alguns jogadores do Palmeiras declararam que iriam votar em Bolsonaro, eu fiz parte de um grupo de torcedores que fez um abaixo-assinado em repúdio a este ato. Agora, acontece esse episódio, que deixou tanta gente com ‘vergonha alheia’… A torcida não merecia isso, mesmo que muitos apoiem este senhor, o protagonismo em um título do Palmeiras jamais deveria ser de um político. O campeonato terminou de maneira melancólica, nem consegui assistir à comemoração”, desabafa. “Nunca imaginei que fosse presenciar isso em vida”A produtora de cinema Anamaria Boschi tem belas memórias de títulos do Palmeiras, lembra com carinho de todos os títulos a que assistiu, até os conquistados fora de casa, como o Campeonato Brasileiro de 1993, vencido em uma partida contra o Vitória no Morumbi, estádio do São Paulo. No último domingo, porém, ela foi à sua arena festejar a mais nova conquista, mas diz ter ficado horrorizada. “Quase o estádio inteiro de punho fechado gritando ‘mito’. Me senti em um filme, no Museu do Holocausto em Nuremberg. Depois de quatro anos vivendo na China, onde vi vários desfiles militares, achei isso uma palhaçada. Mulheres e crianças gritando, me mandando calar a boca, me chamando de petista louca, comunista, rindo na minha cara…” “Me lembrou Hitler e Mussolini” O ex-presidente palmeirense, responsável pelo acordo com a Alianz para a construção da Arena, Luiz Gonzaga Belluzzo acredita que a confusão foi “uma mancada”, provavelmente ingenuidade do presidente palmeirense. Para ele, o problema não é exatamente a figura de Bolsonaro, mas “qualquer um que fosse presidente eleito seria uma inconveniência. Não se deve misturar política assim, achei uma impropriedade”. Apesar das cenas terem feito Belluzzo lembrar de regimes totalitários, incluindo a ditadura militar brasileira (1964-85), o economista não crê que o caso terá maiores repercussões. “A maioria não achou mal, não”, diz. “Quando fiquei sabendo, devolvi meu ingresso”O professor Raphael Brito, 35, foi a mais de 20 jogos do Palmeiras neste ano. Em 2017, se deixou de ir a cinco jogos do clube na cidade de São Paulo, foi muito. “Era sócio cinco estrelas, porque ia a quase todos os jogos”, conta. Esta realidade começou a mudar no meio da semana passada. “Já estava com

Gilmar Mendes pede vistas, e habeas corpus de Lula é adiado

 A liberdade do ex-presidente Lula (PT) não será decidida nesta terça-feira (4) pela 2ªTurma do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento do habeas corpus que questiona a atuação política de Sérgio Moro na operação Lava Jato foi adiado após pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. O juiz alegou que precisaria de mais tempo para analisar o pedido. A defesa entende que Moro agiu de forma parcial no julgamento do petista, por isso pediu a declaração de suspeição do magistrado. Antes do pedido de vistas, dois ministros do Supremo votaram contra o habeas corpus e contra a anulação dos processos relacionados a Lula nos quais Sérgio Moro atuou como juiz: o relator Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia. Além do posicionamento de Gilmar Mendes, faltam os votos de Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Não há data para a continuação do julgamento.

Rômulo aguarda a fumaça branca aparecer no prédio da Unimontes

A fumaça preta continua saindo da chaminé do prédio da reitoria da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), indicando que o novo reitor ainda não foi nomeado. Essa é a brincadeira que circula entre acadêmicos, docentes e servidores da universidade, numa referência a indicação do pontífice. Brincadeira a parte, o ato do governador já foi assinado, nomeando o professor Rômulo Barbosa reitor e a professora Ilva Ruas de Abreu vice-reitora, segundo fonte segura do Palácio da Liberdade. A publicação sairá amanhã, 5, no Minas Gerais. É precisamente na quarta-feira o início da nova gestão da Unimontes, já que o mandato de atual reitor, João Canela, encerra-se nesta terça-feira, bem como o do vice-reitor Antônio Alvimar.A partir de amanhã, Rômulo e Ilva estarão à frente da instituição para o quadriênio 2018-2022. Na escolha da lista tríplice, o professor Antônio Avilmar Souza foi o candidato mais votado, obtendo 40,33% dos votos. Em segundo lugar ficou o professor Rômulo Barbosa, com 38,49%, e em terceiro, com 19,95% dos votos, o professor Dalton Caldeira Rocha.Canela também ficara em segundo lugar na lista tríplice, com 35% dos votos e foi reconduzido ao cargo pelo governador Alberto Pinto Coelho. Na época, o professor Wagner Santiago obteve a maioria dos votos, 39%. João Batista Silvério ficou em terceiro lugar, com 26%.