Como será o amanhã? Por Marcello Faulhaber – Via El País

“Se você não pode dar pão ao povo, dê a ele o sangue de um inimigo” O Sistema foi o grande derrotado das eleições presidenciais Há exatamente dois anos, logo após as eleições municipais de 2016, eu afirmei em entrevista para este jornal que a eleição presidencial de 2018 seria ganha por um outsider da política ou por uma figura anti-establishment. Desde então, eu reafirmei o mesmo prognóstico em entrevistas para outros veículos e também em diversos textos que escrevi para este jornal. Muitas vezes, fui questionado pelos meus clientes do mercado financeiro e por tradicionais players do mundo da política por conta desta afirmação – questionamentos esses que eram mais fruto de um desejo que tal prognóstico não se concretizasse do que consequência de uma análise racional a respeito do comportamento do eleitorado brasileiro. Ao final do primeiro turno das eleições, veio a comprovação: as duas candidaturas mais rejeitadas pelo establishment (popularmente conhecido como O Sistema) estavam no segundo turno. Hoje, eleitores de cada um dos dois lados, me criticam por não considerar o candidato do campo oposto como parte do establishment. Essa é uma discussão apaixonada, mas ela se torna irrelevante quando trazida para o campo da objetividade. Para isso, basta olharmos as matérias e as linhas editoriais que dominaram a grande mídia do país até dez ou quinze dias antes do primeiro turno – quando o Sistema ainda sonhava com uma vitória de Geraldo Alckmin. Ao fazer esse exercício, fica fácil perceber que o pior pesadelo para o establishment era exatamente um segundo turno entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro. De fato, para o punhado de plutocratas que comanda o Sistema, a candidatura do PT trazia diversos riscos que poderiam ameaçar sua contínua acumulação de riqueza e poder: 1) a adoção de políticas fiscais expansionistas; 2) o combate ao rentismo; 3) a desvalorização do câmbio; 4) a proposição de uma reforma tributária ousadamente progressista; 5) a revogação da reforma trabalhista; 6) o repúdio à reforma da previdência nos termos desejados pelo mercado; 7) a luta por uma reforma política capaz de tornar o Congresso Nacional mais partidário, mais ideológico e consequentemente, menos pulverizado e menos “fluido e manobrável”; 8) o fim da concentração do mercado de comunicação na mão de pouquíssimos grupos familiares; 9) o enfrentamento ao poder que o judiciário, a polícia federal e o ministério público acumularam ao longo da última década; e por último, 10) a soltura do ex-presidente Lula. O deputado Jair Bolsonaro, por outro lado, aos olhos desse mesmo punhado de plutocratas, representa(va) outros riscos: 1) o enfrentamento à agenda de costumes defendida por eles (relacionada à descriminalização do aborto, ao desarmamento dos cidadãos, ao aprofundamento dos direitos dos grupos LGBTs, à descriminalização do consumo de drogas e à defesa do meio-ambiente e de políticas afirmativas); 2) a promoção de um autogolpe durante o mandato; ou 3) a volta dos militares ao poder – menos “fluidos e maleáveis” que os políticos tradicionais. Além desses três riscos, a eleição dele também pode(ria) ameaçar o poder da grande mídia, do Congresso Nacional (historicamente comandado pelo “centrão” – um importante aliado do establishment) e do Supremo Tribunal Federal. Logo, por mais que ao longo do segundo turno, tenhamos visto esses plutocratas aderindo ao candidato do PSL (para eles, o bolso é sempre mais importante que os ideais…), não dá para falar que o parlamentar do Rio de Janeiro era o candidato dos sonhos desse pequeno grupo que comanda o Sistema. Da mesma forma, só alguém com a cabeça muito contaminada nessa era da pós-verdade, poderia afirmar que esses titãs do capitalismo tupiniquim desejavam a eleição do candidato do PT – por mais que na década passada, eles tenham enriquecido enormemente durante o governo pelo ex-presidente Lula. Enfim, o grande derrotado do primeiro turno das eleições presidenciais foi o establishment. Não poderia ser diferente num país em que a soma dos eleitores que diziam não confiar nada ou confiar pouco no Congresso Nacional em meados de abril, chegava a uma taxa impressionante de 89%. Similarmente, não poderia ser diferente num país em que cerca de 80% dos eleitores diziam – em questionamentos separados – confiar pouco ou não confiar nada na grande mídia, nos grandes bancos, nas grandes empresas e na justiça brasileira – apesar da avaliação bastante positiva acerca da Operação Lava Jato. No segundo turno, essa narrativa anti-establishment também sagrou-se vencedora. Curiosamente, apesar do mercado financeiro e desse punhado de plutocratas brasileiros terem aderido ao deputado Jair Bolsonaro no segundo turno, ele venceu a eleição exatamente por ter encarnado a narrativa antissistema melhor que Fernando Haddad. Os valores, as ideias e a base eleitoral do presidente eleito Mas, não pretendo me prolongar nesse texto sobre as razões que fizeram Bolsonaro vencer Haddad. Meu objetivo aqui é traçar um possível prognóstico a respeito do futuro Governo. Nesse sentido, a teoria dos jogos nos ensina que quando conhecemos os valores pessoais, as relações de poder e os objetivos dos jogadores, fica fácil prever as ações dos mesmos e consequentemente, o resultado final do jogo. O presidente eleito defende valores morais bastante conservadores – outro fator fundamental que explica sua vitória sobre Fernando Haddad. Ele é contra a descriminalização do aborto, contra a descriminalização do consumo de drogas e contra o aprofundamento das agendas LGBT, feminista e pró-minorias. Por outro lado, é a favor do direito das pessoas portarem armas de fogo para defenderem suas posses e a sua integridade física. Politicamente, o deputado e ex-capitão do Exército tem uma retórica ultranacionalista e é um grande admirador da linha dura do regime militar brasileiro (que reagiu à abertura política iniciada no governo Geisel), do Coronel Brilhante Ustra e do General Augusto Pinochet. Ele enxerga os partidos, intelectuais, políticos, movimentos e organizações de esquerda como os maiores inimigos da nação e dele próprio – em seu discurso, ele também os classifica como os maiores inimigos do povo. Dentre suas referências mais atuais, destacam-se o ensaísta Olavo de Carvalho, o Juiz Sérgio Moro e o Presidente

Desmatamento na Amazônia cresce 13,7% em apenas um ano

 A território total desmatado atingiu 7,9 mil km². Os estados que apresentaram os piores índices foram: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas Depois de um cenário de melhora durante os governos do PT, o desmatamento na Amazônia aumentou 13,7% entre agosto de 2017 e julho deste ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), de acordo com Débora Brito, da Agência Brasil. A território total desmatado atingiu 7,9 mil km². Os estados que apresentaram os piores índices foram: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas. A medição da área desmatada é efetuada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por intermédio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). As imagens do satélite registram as áreas em que a cobertura florestal primária foi completamente removida em mais de 6,25 hectares, independente da finalidade. O total de áreas embargadas cresceu 56%, o volume de madeira apreendida subiu 131% e o de equipamentos apreendidos, 183% neste último levantamento em relação aos resultados das operações contra ações ilegais do ano anterior.

Angola proíbe pastores de pedir dinheiro em cultos e deve fechar igrejas

Angola está dando um exemplo de como lidar com a metástase das igrejas evangélicas e seus pastores picaretas e com ambições políticas. Neste mês, aquelas que estiverem em situação irregular — pelo menos 1220 delas — podem ser fechadas. Apenas 81 estão legais. Mais de 50% das denominações implantadas no país são estrangeiras, provenientes do Brasil, Congo, Nigéria e Senegal. Por Kiko Nogueira – DCM   Culto em igreja evangélica de Angola Os requisitos para abrir uma empresa religiosa passam primeiro pelo alcance de 100 mil assinaturas reconhecidas presencialmente em cartório, em 12 províncias, por membros maiores de idade. Os ficam proibidos, entre outras coisas, de cobrar objetos, serviços ou dinheiro em troca de “promessas e bênçãos divinas”. Se desobedecerem, lhes serão confiscadas as licenças e autorizações. Em 2013, a Universal teve sua operação suspensa por dois meses no país após um acidente no estádio Cidadela Desportiva que deixou 13 mortos. Em fevereiro, o bispo João Leite, responsável pelo braço angolano da companhia, foi desligado. Leite divulgou um vídeo em que confessava ter traído sua mulher. O site Angola 24 Horas falou do novo decreto: Os bispos, padres, pastores e diáconos passarão a ser obrigados a declarar os seus bens e a fazer prova dos mesmos no momento da sua tomada de posse e da instrução do processo de reconhecimento da respectiva confissão religiosa. (…) Aos ministros de cultos de nacionalidade estrangeira, a lei obriga a fazer prova da existência de requisitos para a sua acreditação, entre os quais a formação em teologia, académica, experiência missionária e situação migratória regularizada antes da entrada no território nacional. Para exercerem essa actividade, os “servos de Deus na terra” passarão a ser certificados e credenciados não só pelos órgãos da respectiva confissão ou comunidade religiosa, como por uma entidade pública competente. (…) “O exercício do ministério é considerado como actividade profissional do ministro de culto (bispos, pastores, padres e diáconos) quando isso lhe proporciona meios de sustento e constitui a sua actividade principal”, lê-se na proposta de lei que inova a proposta de revisão da Lei n.º 2/04, de 21 de Maio. (…) Passarão a estar proibidas de “invocarem a liberdade religiosa para a prática de publicidade enganosa radiofónica, audiovisual ou escrita, bem como para a prática de actos que promovam intolerância religiosa”. (…) Para descartar as suspeitas de que o Estado está a imiscuir-se na gestão interna das igrejas, reafirma-se que o país é laico e que a lei se rege por princípios da laicidade, igualdade, legalidade e cooperação. (…) Para as igrejas se poderem manter, a lei permite que solicitem e recebam contribuições voluntárias dos fiéis, assim como beneficiem de doações de empresas públicas ou privadas nacionais e estrangeiras, ao abrigo da Lei do Mecenato. À semelhança dos seus “caçadores de almas”, as igrejas passarão também a declarar os bens que recebem a título de doações, os quais devem estar registados, em conformidade com o estabelecido pela lei. (…) Apesar de estarem proibidas de exercer actividades comerciais, as igrejas poderão, em casos excepcionais, desenvolver projectos de rendimento para fins sociais não lucrativos e para a prestação de serviços complementares, no âmbito de assistências humanitária a terceiros em situação de vulnerabilidade. Estarão isentas também do pagamento do Imposto Predial Urbano sobre alguns dos seus imóveis, bem como do imposto do SISA. (…) Tendo em atenção que as igrejas também actuam, em muitos casos, como parceiros sociais do Estado, para além das actividades para as quais estão vocacionadas, estão salvaguardados os direitos de desenvolver actividades com fins não religiosos que lhes sejam complementares, designadamente: 1 Edificar escolas para a educação e ensino; 2 Criar instituições sanitárias e de acolhimento; 3 Criar centros voltados para a promoção das expressões culturais, e da cultura em geral; 4 Criar ou aderir a projectos sociais. No entanto, para materializarem tais acções, devem obter as licenças e autorizações necessárias das entidades públicas competentes para o exercício regular e legal da sua actividade. O controlo da legalidade estará sob alçada dos magistrados do Ministério Público, em conformidade com a lei. Cabendo à PGR a prorrogativa de solicitar ao tribunal competente a suspensão das actividades das igrejas sempre que haja fortes indícios de práticas de actos ilícitos, ofensivos à ordem e a moral públicas, aos bons costumes e lesivos à soberania e integridade do país.

Aécio Neves terá que explicar mais de 1.300 voos sem interesse público

 – O senador Aécio Neves (PSDB), principal articulador do golpe parlamentar de 2016, terá que explicar à Justiça o interesse público de 1.337 voos realizados entre 2003 e 2010, quando foi governador de Minas Gerais. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, o atual senador gastou mais de R$ 11 milhões em viagens em benefício próprio, sem comprovação de necessidade de satisfação do interesse público. Segundo informações do jornal O Tempo, nesta sexta-feira (23), a juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias de Belo Horizonte, Claudia Costa Cruz Teixeira Fontes ordenou que o ex-governador e o Ministério Público se manifestem acerca do processo. O MP pediu que os bens do senador fossem bloqueados, o que deve ser analisado pela magistrada após as manifestações das partes. Segundo o Ministério Público, avião a jato, de turboélice e até helicóptero teriam sido utilizados nas viagens, “para fins particulares ou não justificados”, com o gasto de recursos com combustível, manutenção das aeronaves e remuneração de tripulação. As conclusões do Ministério Público se baseiam em apurações realizadas durante a instrução de inquérito civil público, em 2015, e de perícia realizada pelo órgão técnico do MP.

Sai Wilton Madureira e entra Jarbas Rocha, para comandar Verdelândia

 Foi empossado na manhã desta sexta-feira (23) o novo prefeito de Verdelândia, no Norte de Minas. Jarbas Soares Rocha (PSD) era vice de Wilton Madureira (PT), que foi cassado pela prática de nepotismo.   Após cassação do prefeito Wilton Madureira (PT), que foi condenado por improbidade administrativa. o vice Jarbas Rocha assumiu o cargo.  Por Valdivan Veloso, G1 Grande Minas O ato de posse para Jarbas Rocha foi realizado na quinta-feira (22) na Câmara Municipal. O ato, segundo a Câmara, funciona como um anúncio à população que a cidade possui novo gestor municipal. Nesta sexta-feira, o G1 Conversou com o assessor do novo prefeito, Carlos Eduardo Serapião Aguiar, que afirmou que Jarbas Rocha deve realizar algumas mudanças no plano de governo que era mantido por Wilton Madureira. “Jarbas trabalhou junto ao ex-prefeito até o ato de posse, ontem. Agora ele quer realizar algumas mudanças, inclusive no secretariado, mas não é possível adiantar quais pastas serão alteradas. Hoje ainda ele vai à prefeitura, mas apenas para tomar conhecimento de alguns procedimentos de praxe”. De acordo com o assessor, durante a posse, o novo prefeito declarou que irá se aproximar dos professores que permanecem em greve no município por causa de atrasos nos pagamentos. “Ele quer se aproximar destes professores. Já tem uma agenda com reunião marcada para a semana que vem com os grevistas, no intuito de resolver este problema. Porém, ele ainda não tem conhecimento sobre como andam as finanças do município”. Entenda o casoDe acordo com a denúncia do Ministério Público, Wilton Madureira nomeou três irmãos dele para cargos de secretários municipais, quando foi eleito em 2012. O ex-prefeito também teve os direitos políticos cassados por três anos e ainda deve pagar multa no valor de R$ 70 mil. Ele já tinha sido condenado em 2013 pela comarca de Janaúba, mas recorreu e agora foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Atrás das grades, cinco detentos vivem emoção do casamento

Cerimônia comunitária inédita teve direito a decoração, música, fotógrafos e vestido branco com grinalda; emocionadas, esposas dos presos realizaram sonho e pretendem seguir em frente.Por Juliana Gorayeb, G1 Grande Minas Cinco casais participaram de celebração e trocaram alianças emocionados em presídio de Montes Claros — Foto: Juliana Gorayeb/G1 As dificuldades de uma vida privada de liberdade envolvem famílias inteiras de quem está na prisão, mas elas não foram capazes de impedir que cinco custodiados do Norte de Minas realizassem um sonho: levar as esposas até o altar. Uma cerimônia comunitária foi realizada nesta sexta-feira (23) no Presídio Regional de Montes Claros para cinco homens que estão detidos no local. As esposas deles aceitaram dizer o tão sonhado “sim”, com direito a vestido branco, decoração, música e até convidados. A celebração religiosa dentro da cadeia é inédita na cidade e foi organizada pela Pastoral Carcerária, em parceria com grupos religiosos e voluntários. Os homens que se propuseram a participar só tiveram que demonstrar a vontade de celebrar o momento. Todos eles já eram casados no civil e puderam levar os enlaces até o religioso, para receberem bênçãos de um pastor e um representante da igreja católica. A diretora de atendimento e ressocialização do Presídio Regional, Mônica Esteves Pereira, ressalta que o momento permite o convívio social com familiares. “É uma forma de promovermos a inserção social, de possibilitarmos que eles convivam com as famílias. Acreditamos que estas pessoas podem reconstruir a vida delas e voltar para a sociedade melhores”, diz. A pastora evangélica, Cláudia Lafetá, ajudou a pensar e captar apoios para o projeto. Segundo ela, a iniciativa de levar religiosidade para dentro das grades já existe há alguns anos, e o casamento é mais uma proposta de humanizar a vida dos custodiados. “O casamento é importante para realizar sonho das esposas. Os homens que estão privados de liberdade talvez nunca pudessem realizar este sonho. Estamos muito felizes com o trabalho porque acreditamos na humanização, e estes trabalhos podem dar segunda oportunidade para quem nunca teve nenhuma, é um público excluído da sociedade. Preparamos tudo com muito amor. Um dos pontos que mais ressaltamos quando montamos o projeto foi a ideia de tirar o cenário de presídio e proporcionar tudo que eles têm direito”, afirma. O coordenador arquidiocesano da Pastoral Carcerária, Dilson Marques, celebra a união de grupos para proporcionar um momento mágico para as famílias dos custodiados. “É a primeira vez que acontece um casamento religioso e comunitário dentro de um presídio em Montes Claros. É mais uma ação que colabora com a harmonia entre pessoas privadas de liberdade e familiares. Agora, os casais passam a estar juntos aos olhos de Deus. Somos várias igrejas juntas em torno do mesmo objetivo, matar o criminoso que há dentro deles e salvar o homem. Nós congregamos da mesma ideia, que Cristo é o caminho da vida”, comemora. Momentos de emoçãoSilvia e Anderson, Tiago e Rosângela, Alessandra e Widson, Ana Cláudia e Edvaldo, Ilson e Elisandra tiveram organizadores de sorte para a cerimônia deles, que pensaram em todos os detalhes. Tapete vermelho, flores, bolos e bombons permitiram que os convidados se esquecessem por alguns instantes das grades do presídio. Antes de começar o evento no hall da cadeia, a ansiedade das noivas era evidente. Elas se vestiram e se maquiaram em uma pequena sala do local, com ajuda de profissionais que colaboraram com a causa. Através de ajuda de parceiros, noivas foram maquiadas e vestidas em uma sala do presídio — Foto: Juliana Gorayeb/G1 A dona de casa Rosângela Soares Santos foi uma das primeiras a ficar pronta, e as expectativas dela eram as melhores possíveis. “Vai ser muito bonito. É um sonho que estamos realizando. Creio que Deus preparou para cada um o momento de hoje, ainda que seja num lugar considerado impróprio. Estamos muito felizes para realizar tudo que Deus preparou”, comemora. O noivo dela, Thiago Reis de Oliveira, ainda não a tinha visto de vestido branco, mas não escondia a ansiedade de realizar o sonho e ver o sorriso no rosto da esposa. “Não tem como a expectativa não ser grande, né? Estamos realizando um sonho de qualquer mulher. Estamos tendo uma oportunidade única, e já estamos agradecendo a Deus. Nunca pensamos que aqui dentro fôssemos viver isso, por isso estamos ansiosos”, comenta. ‘Esposos esperavam ansiosos para ver mulheres de vestido branco e grinalda — Foto: Juliana Gorayeb/G1 Para quem colaborou com o projeto, a proposta também trouxe emoção. A musicista Vera Alencar levou para dentro das grades uma estrutura de som e instrumentos que harmonizaram o ambiente. Foi a primeira apresentação dela na prisão, e aceitou fazê-la por motivos especiais. “É a primeira vez que a gente faz casamento em um presídio. É muito gratificante porque acreditamos nas pessoas, independente de onde estiverem, e principalmente no amor. A escolha do repertório foi feita com sugestões das noivas, tudo para ficar como acontece nas igrejas e fora das grades”, comenta. Depois da marcha nupcial e durante as trocas de alianças, os casais trocaram juras. A primeira delas, Silvia, celebrou a chance de ter conhecido o esposo. “Sempre pedi a Deus um homem com vários requisitos, mas quando pedi a Ele alguém que me fizesse feliz, você apareceu. Te prometo fidelidade e te fazer feliz até o último dia de nossas vidas”, discursou. Quando pedi a Deus um homem que me fizesse feliz, você apareceu’, diz mulher que se casou no presídio — Foto: Juliana Gorayeb/G1 Os poucos convidados se emocionaram e oraram pelos casais. Os filhos dos custodiados com as esposas também participaram da cerimônia, levaram alianças e abraçaram os pais. O momento trouxe comoção aos detentos e até aos funcionários do local. Ao final, o G1 falou com o Thiago Reis e a esposa Rosângela, para saber se todo o evento havia sido como eles sonharam. A resposta veio cheia de sonhos e planos para o futuro. “Agora é vida nova, quero agradecer a Deus por ter nos dado aquilo que não esperávamos. A partir desse dia estaremos

Atlético pega hoje o Santos e pode garantir vaga na Libertadores amanhã

 Galo precisa bater o Peixe neste sábado (24) e contar com derrota ou empate do Atlético-PR no domingo (25) para ir à Libertadores O Atlético tem chance de garantir, com uma rodada de antecipação, a sua vaga para a Copa Libertadores na próxima temporada. Para isso, o time precisa fazer a sua parte no jogo contra o Santos, neste sábado (24), às 20h, na Vila Belmiro, em confronto válido pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em sexto lugar na tabela de classificação da competição, com 56 pontos, o Galo tem três a mais que o Atlético-PR, sétimo colocado e seu concorrente direto. Se conseguir vencer o Peixe, o Galo vai precisar torcer por um empate ou derrota do Atlético-PR, que vai jogar em Curitiba neste domingo (25) contra o Ceará, para se classificar. Se empatar ou perder para a equipe paulista, que não tem mais chance de terminar o Campeonato Brasileiro entre os seis primeiros colocados, o alvinegro terá de esperar pela última rodada para decidir sua classificação para a competição sul-americana. Para ter a chance de assegurar a vaga na Libertadores ainda nesta rodada, o Atlético vai tentar contra o Santos conquistar a quarta vitória seguida no Campeonato Brasileiro. Nesta temporada, a melhor sequência do alvinegro aconteceu entre a segunda quinzena de março e o início de abril, quando o time emplacou cinco vitórias, sendo quatro pelo Campeonato Mineiro e uma pela Copa do Brasil. Nesse período, o time atleticano venceu a URT, em jogo das quartas de final do Campeonato Mineiro, bateu o América duas vezes na semifinal e o Cruzeiro uma vez na final do Estadual e goleou o Ferroviário-ES na partida de volta da terceira fase da Copa do Brasil. Em seus jogos pelo Campeonato Brasileiro, o alvinegro conseguiu duas sequências de três vitórias pela competição, entre a 10ª e a 12ª e da 34ª à 36ª rodada. Visitante Com a vitória sobre o Internacional na rodada passada, o Atlético passou a ter a sexta melhor campanha como visitante entre os 20 clubes participantes do Campeonato Brasileiro. Em 18 jogos, o aproveitamento do Galo é de 35,19%, com cinco vitórias, quatro empates e nove derrotas. No jogo do turno, contra o Santos, realizado na Arena Independência, o alvinegro levou a melhor e venceu a equipe paulista por 3 a 1. “A gente desenhava um jogo até mais decisivo contra o Santos. Achávamos que o adversário chegaria nesta partida brigando pela vaga na Libertadores, mas eles não esperavam a sequência de derrotas e a perda da vaga”, afirmou o lateral-direito Fábio Santos, que cumpriu suspensão. Veja os confrontos da 37ª Rodada do Campeonato Brasileiro SAN X CAM 24/11/2018 20:00 – Vila BelmiroCRU X FLA 25/11/2018 17:00 – MineirãoVIT X GRE 25/11/2018 17:00 – BarradãoAPR X CEA 25/11/2018 17:00 – Arena da BaixadaVAS X PAL 25/11/2018 17:00 – São JanuárioAMM X BAH 25/11/2018 19:00 – IndependênciaINT X FLU 25/11/2018 19:00 – Beira-RioCOR X CHA 25/11/2018 19:00 – Arena CorinthiansBOT X PAR 26/11/2018 20:00 – Nilton SantosSPO X SPR 26/11/2018 20:00 – Morumbi  

Candidatura de Lula ao Nobel da Paz 2019 será formalizada em janeiro

A campanha internacional para que o ex-presidente Lula (PT) seja contemplado com o Prêmio Nobel da Paz em 2019, apoiada por mais de 400 mil pessoas, entre elas personalidades mundiais da cultura, do “mundo” do trabalho, do pensamento acadêmico, cientistas, líderes políticos -, entra na fase de formalização com a entrega da proposta ao Comitê Norueguês do Prêmio Nobel no mês de janeiro de 2019. O ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, que recebeu o prêmio em 1980, coordena a coleta de assinaturas e a campanha. Para Esquivel e os demais apoiadores, Lula foi um lutador incansável contra a fome e a pobreza, e que sua trajetória o transformou em um líder mundial pela paz e pela dignidade humana. Durante os dois mandatos de Lula como presidente, de 2003 a 2010, a pobreza caiu 50,64% no Brasil – conforme pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2011, a partir de resultados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A campanha também reforça a denuncia contra a injusta e arbitrária prisão política de Lula pela chamada operação Lava Jato. Via Blog do Esmael Morais  

O coiso e seus discursos toscos por meio das redes sociais

Bolsonaro e o jorro de mentiras – Por Plinio Bortolotti Nada mudou no sistema de comunicação desenvolvido por Jair Bolsonaro depois que ele deixou o papel de pedra para assumir o lugar da vidraça. Ele continua reagindo muito mal, sem aceitar nenhum tipo de crítica à “narrativa” construída por seus discursos toscos e por meio das redes sociais. Assim, o relacionamento do novo governo com a imprensa será tenso, a não ser para os meios que se prestarem à vassalagem. A qualquer menção a Bolsonaro, que não seja elogiosa (e tem de ser bem explícita para ser entendida), a reação de sua tropa de choque é virulenta. Até agora, o principal alvo dos Bolsonaros tem sido a Folha de S. Paulo, que está mordendo os calcanhares do presidente eleito com reportagens certeiras. A uma reportagem da Folha mostrando que há divergências políticas na família do eleito, assinada pelo jornalista Monica Bergamo, o deputado Eduardo Bolsonaro respondeu no Twitter: “A todo momento tentam criar intrigas e principalmente desgastar os filhos. Mas acredito que todos já sabem qual é a da @monicabergamo né? Se alguém ainda compra a Folha já pode economizar no papel higiênico”. É o nível. A tática de comunicação utilizada pelos Bolsonaros é conhecida como “firehosing”, de “firehose” (mangueira de incêndio), que consiste em bombardeio constante de informações, sem nenhum compromisso com a verdade, ou seja, mentiras, de modo a criar um quadro confuso, um jorro imenso e sufocante (daí a analogia com a mangueira de incêndio) demandando respostas e esclarecimentos. Essas falsidades – ou declarações feitas com o único objetivo de chocar -, por mais absurdas que sejam, acabam por se tornar temas centrais no debate, enquanto os assuntos relevantes são implementados em segundo plano pelos bolsonaristas. Por isso não importa se uma coisa dita ontem é desmentida hoje, proferida novamente e negada de novo, em uma espécie de moto-perpétuo. Desqualificar qualquer informação dos meios tradicionais ou de qualquer outra fonte que não parta do interior da seita é essencial nessa estratégia. Ataques em massa contra qualquer voz divergente, criar inimigos imaginários (“ideologia de gênero”) também fazem parte do arsenal bolsonarista para sustentar a “narrativa” do “mito”, que não erra e nem falha, apesar de todas as suas contradições ou talvez por isso mesmo. Mesmo com mentiras escandalosas – como a do “kit gay” e a mamadeira com bico em formato de pênis que seria distribuídas nas escolas pelos “comunistas”, por exemplo -, é difícil confrontar esse tipo de loucura, apesar da necessidade de fazê-lo. A resposta ajuda a criar o diversionismo, atolando a todos em um pântano, no qual não mais se sabe o que é mentira ou verdade. E é justamente esse o habitat dos que manejam a “mangueira de incêndio”, especialidade dos Bolsonaros, amplamente utilizada nas eleições. O método está sendo usado na transição e continuará na ativa quando assumirem o governo. Por isso Bolsonaro cogitou levar seu filho Carlos, vereador pelo Rio de Janeiro, para o centro do poder. Assim, é preciso descobrir um método para confrontar com eficácia essa Matrix, que criou uma realidade paralela, hipnotizando a muitos, e na qual a lógica e a realidade não vigoram, pois verdade e mentira se misturam de tal modo que torna hercúlea a tarefa de separá-las. *Plínio Bortolotti é jornalista.  

STF libera voto que pode autorizar maconha para consumo próprio

Do Conjur – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou, nesta sexta-feira (23/11), seu voto no recurso que discute a constitucionalidade da criminalização do porte de droga para consumo próprio. Ele votará como sucessor do ministro Teori Zavascki, que havia pedido vista dos autos em setembro de 2015. O recurso tem repercussão geral reconhecida e a decisão terá de ser aplicada por todos os tribunais do país. Tá liberado, tá tudo liberado! … Já foram proferidos três votos: o do relator, ministro Gilmar Mendes, e os dos ministros Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Gilmar votou pela inconstitucionalidade da criminalização do porte de drogas para uso, sem restrição quanto às drogas. Barroso votou apenas para a descriminalização do porte de maconha e foi acompanhado por Fachin. No caso concreto, um homem foi condenado a dois meses de prestação de serviço à comunidade por ter sido flagrado com três gramas de maconha. A Defensoria Pública de São Paulo, recorre contra a punição, sob justificativa de que a proibição do porte para consumo próprio ofende os princípios constitucionais da intimidade e da vida privada.