Em carta para a rádio Itatiaia, Lula pede voto para Dilma e Pimentel

 Lula disse que tomará cachaça mineira ao sair da prisão e Aécio é um escondidinho de tucano.  ”. Segundo Lula, a opção de não tentar a reeleição foi para “não perder de novo para a Dilma”.  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, se pudesse, estaria em Minas Gerais fazendo campanha pela reeleição do governador Fernando Pimentel e para que a ex-presidente Dilma Rousseff seja eleita senadora pelo estado. O petista se manifestou sobre o pleito em carta à rádio Itatiaia divulgada na manhã desta terça-feira (21). (…) No relato, Lula diz que os mesmos que “deram o golpe no povo brasileiro” e lhe condenaram e prenderam “sem nenhuma prova” hoje tentam impedir a reeleição de Pimentel e inviabilizar a gestão do petista em Minas Gerais. (…) “São os mesmos que deixaram Minas Gerais com uma dívida do tamanho que tinha a Serra do Curral antes de ser comida pela mineração. São os mesmos que tentaram impedir a candidatura do Pimentel à reeleição, e que tentaram o tempo todo inviabilizar o governo dele, chegando inclusive a sabotar a renegociação da imensa dívida que eles criaram”, disse. (…) Na carta endereçada à jornalista Edilene Lopes, Lula diz que, se pudesse, estaria em Minas “ comendo um bom prato de feijão tropeiro e ouvindo aqueles causos que só o povo mineiro sabe contar”. (…) O petista também se refere à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) a deputado federal, que chamou de “escondidinho de tucano”. Segundo Lula, a opção de não tentar a reeleição foi para “não perder de novo para a Dilma”.  Lula, Dilma e Pimentel, candidatos a Presidência, Senado e Governo do Estado Leia a íntegra da carta à rádio Itatiaia: Minha cara Edilene Lopes, queridos e queridas ouvintes da Itatiaia. Se eu pudesse estaria aí com vocês agora, comendo um bom prato de feijão tropeiro e ouvindo aqueles causos que só o povo mineiro sabe contar. Isto nas horas vagas, porque no resto do tempo eu e o Fernando Haddad estaríamos percorrendo esse estado, fazendo campanha para presidente e vice-presidente da República, porque é preciso e porque nós queremos colocar o Brasil outra vez nos trilhos do crescimento econômico com justiça social. E o Haddad e eu, com toda certeza, estaríamos também pedindo votos para reeleger o Pimentel governador e dar à Dilma uma votação histórica para o Senado. Mas infelizmente eu não posso estar aí com vocês, porque aqueles que deram o golpe no povo brasileiro e derrubaram a primeira presidenta do Brasil, sem crime de responsabilidade, são os mesmos que me condenaram e me prenderam sem nenhuma prova de qualquer crime cometido. São os mesmos que deixaram Minas Gerais com uma dívida do tamanho que tinha a Serra do Curral antes de ser comida pela mineração. São os mesmos que tentaram impedir a candidatura do Pimentel à reeleição, e que tentaram o tempo todo inviabilizar o governo dele, chegando inclusive a sabotar a renegociação da imensa dívida que eles criaram. E mesmo assim o Pimentel governou, e segue governando para todos os mineiros, principalmente para aqueles que mais necessitam. E a vergonha dos nossos adversários é tanta que o candidato deles, o mesmo que não soube aceitar a derrota na eleição presidencial de 2014, achou mais prudente se esconder atrás de uma candidatura a deputado federal pra não perder de novo pra Dilma, dessa vez na disputa ao Senado. Foi assim que eles inventaram o mais novo prato da culinária mineira, indigesto e difícil de engolir: o escondidinho de tucano Meus queridos e minhas queridas ouvintes da Itatiaia, minha cara Edilene, a quem darei uma entrevista exclusiva tão logo a democracia seja restaurada no nosso país. Preso injustamente em Curitiba, exilado do povo brasileiro, faço aqui uma promessa. Mais cedo do que temem meus adversários, estarei de volta a Minas e ao convívio com o povo mineiro e com o povo brasileiro, comemorando a nossa vitória tomando uma boa salinas, porque afinal ninguém é de ferro. Um grande abraço, e até breve.Luiz Inácio Lula da Silva, candidato a presidente do Brasil.

Márcio Lacerda retira sua candidatura ao Governo de Minas e deixa o PSB

 – Após ter sido registrado como candidato no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) de Minas Gerais, em 15 de agosto, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda informou nesta terça-feira (21) que retirou sua candidatura ao governo de Minas Gerais e anunciou sua desfiliação do PSB. A Executiva Nacional do partido havia dito que não teria postulante ao governo estadual. A posição do PSB seria parte de um acordo com o PT, que rifaria a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes em Pernambuco, onde a sigla pessebista apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara, candidato à reeleição, e, em troca, o PSB apoiaria a reeleição de Fernando Pimental em Minas. A estratégia do PT seria uma forma de isolar o presidenciável Ciro Gomes (PDT), que desfere críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de afirmar que o membro do PT é preso político. Em uma carta divulgada à imprensa, Lacerda afirma que a “velha política” retirou a candidatura dele. O ex-prefeito disse que “a impossibilidade do julgamento definitivo do assunto, desenhada nos últimos dias no âmbito da Justiça Eleitoral, conduz esta insegurança jurídica até a véspera do 1º turno, o que me leva a retirar minha candidatura”. Segundo Lacerda, “Minas Gerais precisava de uma terceira via. E a nossa candidatura era, sim, muito viável. Todas as pesquisas divulgadas até o momento apontaram o meu nome com reais possibilidades de chegar ao segundo turno e obter uma vitória. Por isso os grandes interesses agiram dessa maneira covarde”. “Infelizmente essa é a política que ainda impera no Brasil. Sou retirado da disputa esperando, sinceramente, que esse fato deplorável que ocorreu com a minha candidatura sirva de exemplo para ajudar a transformar de fato a nossa política. Não podemos mais deixar que acordos e conchavos de gabinete predominem sobre a vontade popular”. Leia a íntegra da carta: “A velha política conseguiu me tirar dessa eleição Dois comandos partidários, de forma antidemocrática e arbitrária, fizeram, na calada da noite, nos porões sombrios dos gabinetes em Brasília, o mais podre dos conchavos políticos. A cúpula do PSB e do PT conspiraram para retirar a minha candidatura a Governador de Minas Gerais, impedindo a desvinculação definitiva do tradicional papel de braço do PT, desempenhado pelo PSB. Todos sabem que lutei e resisti. Minha indignação não aceitou essa negociata, essa imposição que agride não apenas a minha candidatura, mas a vontade soberana dos mineiros. No entanto, a impossibilidade do julgamento definitivo do assunto, desenhada nos últimos dias no âmbito da Justiça Eleitoral, conduz esta insegurança jurídica até a véspera do 1º turno, o que me leva a retirar minha candidatura. Esse prazo alongado dificulta e muito a mobilização de apoiadores e, especialmente, tornará muito fragilizada a situação dos candidatos a deputado do PSB, que estão contra sua vontade, presentes em duas coligações. Além disso, manter uma campanha eleitoral, muito curta e de grandes desafios como essa, com tamanha indefinição jurídica, poderia prejudicar muito o crescimento que vínhamos detectando nos últimos meses em torno da nossa proposta para Minas Gerais. Os representantes da velha política conseguiram impedir minha candidatura. Minas Gerais precisava de uma terceira via. E a nossa candidatura era, sim, muito viável. Todas as pesquisas divulgadas até o momento apontaram o meu nome com reais possibilidades de chegar ao segundo turno e obter uma vitória. Por isso os grandes interesses agiram dessa maneira covarde. Infelizmente essa é a política que ainda impera no Brasil. Sou retirado da disputa esperando, sinceramente, que esse fato deplorável que ocorreu com a minha candidatura sirva de exemplo para ajudar a transformar de fato a nossa política. Não podemos mais deixar que acordos e conchavos de gabinete predominem sobre a vontade popular. E é essa vontade popular que sustenta a esperança que estava depositada em nossa candidatura. Nos últimos dezoito meses visitei mais de duzentas cidades em Minas, vendo de perto a situação de cada região do estado. Dialogando e ouvindo pessoas de todos os segmentos da população aprofundei meus conhecimentos sobre Minas Gerais e sobre a realidade das pessoas em mais de mil reuniões que participei nesta que eu chamei de peregrinação de aprendizado. Quero agradecer a todos que nos acompanharam e participaram dessa caminhada. A todos os cidadãos que estavam dispostos a construir uma nova alternativa para Minas e que viam em nossa candidatura a esperança de algo diferente. Nas pessoas do meu candidato a vice-governador, deputado estadual Adalclever Lopes, e do meu candidato a senador, deputado federal Jaime Martins, quero agradecer profundamente a todos os partidos, dirigentes, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, enfim, todos os políticos de bem que estiveram ao nosso lado neste momento e que também estão profundamente indignados. Desejo boa sorte a todos os candidatos a deputado da coligação Minas tem Jeito, em especial aos do PSB que apoiaram minha candidatura a Governador. Apesar do sentimento de frustração, digo a todos que esta foi uma experiência extremamente proveitosa. Ouvir de perto os mineiros permitiu a mim, ao lado de outros colaboradores e de lideranças partidárias que confiaram em nosso projeto, apresentar um programa de governo chamado “Pacto Pela Retomada da Grandeza de Minas”, que está registrado no Tribunal Regional Eleitoral e publicado em marciolacerda.com.br. São ideias e conceitos que permitiriam que Minas Gerais voltasse a olhar para a frente de novo. Aproveito este comunicado para também anunciar a minha desfiliação do Partido Socialista Brasileiro, ao qual nos últimos onze anos fui filiado, honrando com dignidade seus princípios e valores. Infelizmente, este conchavo de sua direção nacional terá reflexos ainda mais profundos no PSB e, principalmente, nos olhos de quem enxergava neste partido alguma coisa diferente na vida partidária deste país. A política continua sendo o grande instrumento de transformação social no Brasil, mas transformação mesmo precisa acontecer primeiro na forma de se fazer política. Marcio Lacerda, 21/08/2018″

Filha de Dona Elza, da Melo Viana, aumentou seu patrimônio em 500%

 – Patrimônio de Raquel Muniz passou de R$916 mil corrigidos, para R$6,92 milhões  –  Por Girleno Alencar – Jornal gazeta A deputada Raquel Muniz, de Montes Claros, teve seu patrimônio ampliado em mais de 500%, conforme denúncia da Rádio Itatiaia, ao avaliar a declaração de bens dos candidatos mineiros. Além dela, o norte mineiro Patrus Ananias, nascido em Bocaiuva, se destaca com a mesma situação. Entre os quatro deputados mineiros que tiveram maior variação, Raquel Muniz e Patrus Ananias fazem parte, juntamente com os deputados Marcelo Aro e Edson Moreira. A pesquisa mostra que a deputada Raquel Muniz, do PSD, passou de R$916 mil corrigidos, para R$6,92 milhões, o que representa um crescimento de mais de 500%. Neste ano, a deputada declarou veículos, cotas e quinhões de capital, além de depósitos bancários. Em 2014, a declaração dela já possuía também veículos, cotas de capital e ações. Por meio de sua assessoria de imprensa, Raquel Muniz informou que a evolução de seu patrimônio se deu em função de atualização contábil do capital das empresas do grupo educacional do qual a deputada é uma das sócias e que não houve aquisição relevante no período. No caso de Patrus Ananias, a declaração de bens do petista cresceu 384% entre 2014 e 2018, passando de R$302 mil, corrigidos, para R$1,463 milhão. De acordo com o próprio deputado, o aumento se deve a valores incorporados nos últimos anos referentes a duas aposentadorias, uma pública pela Assembleia Legislativa de Minas, e outra privada como professor universitário. Como prevê a lei, as rescisões, FGTS e demais valores referentes ao seu processo de aposentadoria foram incorporados em seu patrimônio, que não sofreu alterações no que se refere a bens móveis ou imóveis. Dos 53 deputados federais mineiros, 49 vão concorrer às eleições deste ano, que acontecem no dia 7 de outubro (sendo 43 para o mesmo cargo e seis para outros). Todos eles registraram suas candidaturas até a semana passada e, dentre os documentos obrigatórios para participar do pleito, os candidatos apresentaram suas declarações de bens atualizadas. Dos 49 políticos que vão concorrer a algum cargo neste ano, 28 tiveram redução no montante total de bens declarados entre 2014 e 2018 e o patrimônio dos outros 21 aumentou neste mesmo período. A comparação foi feita utilizando uma metodologia que leva em conta o valor declarado em 2014, mas corrigido pela inflação até 2018, para evitar distorções. Entre os deputados federais cujo patrimônio cresceu de 2014 para 2018, se destacam quatro políticos, cujos valores declarados aumentaram mais de 100% no período comparado. O primeiro da lista é o deputado Marcelo Aro, do PHS, cujo patrimônio saltou de R$134 mil corrigidos, para R$1,327 milhão, o que representa um aumento de quase 900%. Na declaração deste ano, Aro informou que possui um carro, dinheiro em espécie e cotas em uma empresa. Em 2014, ele declarou depósitos bancários e dinheiro, sem bens móveis ou imóveis. A reportagem da Itatiaia procurou o deputado para saber do que se trata o aumento patrimonial, mas ele não foi localizado para falar sobre o assunto. Entre os parlamentares mineiros há aqueles que tiveram grandes reduções no patrimônio, como é o caso de Aelton Freitas, do PR, cuja declaração de bens caiu 91%; Miguel Correa, do PT, com queda de 81%; e Carlos Melles, do DEM, com redução patrimonial de 74% entre 2014 e 2018, levando em conta a correção dos valores pela inflação do período. Outro deputado federal cujo patrimônio mais que dobrou da eleição anterior para esta, foi o Delegado Edson Moreira, do PR. De R$924 mil corrigidos, passou para R$2, 321 milhões, o que representa um crescimento de 151%. Segundo as informações prestadas ao TSE, o deputado continua com os mesmos dois imóveis declarados em 2014, além de aplicações e poupança. Por meio da assessoria de imprensa, Moreira informou que tem duas fontes de renda: recebe o salário de parlamentar e de delegado aposentado e que, quando se aposentou, recebeu salários atrasados e licença-prêmio, que guardou. O deputado ainda afirmou que sempre foi econômico e que leva uma vida muito simples. Moreira disse que sabe que recebe um salário que infelizmente a maioria dos brasileiros não recebe, mas que luta para reduzir essa desigualdade no país, inclusive é contra o reajuste salarial dos deputados. (Com dados da Rádio Itatiaia).

A Lava Jato perdeu o passaporte – Por Fernando Brito, do Tijolaço

Escrevam aí: foi-se o tempo bom das palestras internacionais, da aclamação nos auditórios norte-americanos, das bocas-livres dos coquetéis lá fora para o senhor Sérgio Moro. Ainda que seu poder interno ainda seja reverenciado, na mídia e nos tribunais superiores, a decisão da ONU de requisitar que o Estado brasileiro não impeça Lula de candidatar-se à Presidência e assegure seu direito de expressão puxou os tapetes vermelhos por onde, a convite do mundo empresarial e do conservadorismo, Moro acostumou-se a desfilar. Pode ser até que mexa mundos e fundos para conseguir algum evento que atenue seu desgaste, mas o fato é que o Comitê de Direitos Humanos da entidade, sem escrever seu nome, marcou-o, como dizem os gaúchos, na paleta como violador de direitos. Porque, afinal, tudo o que aconteceu em matéria de campanha midiática e de submissão prazerosa de seus superiores hierárquicos, partiu dele e de sua incrível e ambiciosa ousadia de partir como um trator sobre as leis e o Direito. Nos meios jurídicos internacionais, onde já era fortemente questionado, agora passou a ser um personagem a quem não se recomenda ter como companhia. Aqui, o processo de “desmoronamento” do autoritarismo do Ministério Público e do Judiciário será mais lento. Covardes como são, os ministros do Supremo preferirão começar com Deltan Dallagnol como aperitivo, pois este serviu sua cabeça numa bandeja ao acusá-los de “formar uma panelinha” e de mandarem “uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”. Duvido que Raquel Dodge passe a mão na cabeça de seu enfant terrible. No futuro, escrevam, o Supremo expiará suas penas também com o “bagrinho” que permitiram exibir-se como tubarão para que ferisse de morte (ou assim imaginavam) aquele que odiavam por espírito de casta.

Pode largar – Lula dispara a vai a 37,3%, na pesquisa MDA/CNT

 PRISÃO INJUSTA SÓ FORTALECE O EX-PRESIDENTE, QUE SALTA 5 PONTOS NA PESQUISA DIVULGADA NESTA SEGUNDA-FEIRA – Um impressionante o salto de Lula na pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda (20): de 32,4% em maio para 37,3 agora -4,9 pontos percentuais; a pesquisa de maio captou o impacto da prisão de Lula, acontecida em 7 de abril; a de agora mostra a reação dos eleitores depois de mais de quatro meses de encarceramento; Lula cresce quanto mais fica patente a injustiça que se comete contra ele; tem 37,3% contra 39,4% de todos os demais somados, aproximando-se da vitória completa no primeiro turno.  – A pesquisa do instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada nesta segunda-feira (20), aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar na disputa presidencial, com 37,3% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8%, seguido por Marina Silva (Rede), com 5,6%, e por Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,9%. Na sequência estão Ciro Gomes (PDT), com 4,1%, Alvaro Dias, do Podemos (2,7%), Guilherme Boulos, do PSOL (0,9%), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) com 0,8% cada. Segundo o levantamento, Cabo Daciolo (Patriota) aparece cm 0,4%, seguido por Vera (PSTU), com 0,3%, por João Goulart Filho (PPL), com 0,1%, e José Maria Eymael (DC) – 0,0. Brancos e nulos somam 14,3%, e indeciso, 8,8%. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre a última terça-feira (14) e este domingo (19), em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Transferência de votos A pesquisa avaliou a transferência de voto de Lula caso ele não concorra. O cenário de transferência indica que, neste momento, 17,3% dos que optam por Lula afirmam votar em Fernando Haddad se ele não puder concorrer. As opções seguintes são as seguintes: Marina (11,9%), Ciro (9,6%) e Bolsonaro (6,2% ). Na sequência estão Geraldo Alckmin (3,7%), Boulos (0,8%), Alvaro Dias (0,7%), Meirelles (0,7%), Vera (0,5%), Cabo Daciolo (0,3%), João Amoêdo (0,3%), João Goulart Filho (0,1%), José Maria Eymael (DC) – 0%. Branco/Nulo – 31,3% Indecisos – 16,6%. Segundo turno O MDA simulou outros dez cenários para o segundo turno. Nos quatro cenários que foi testado, Lula venceria todos. Em uma disputa com Bolsonaro, o petista teria (50, 01%) dos votos válidos, contra (26,4%) do candidato do PSL. Enfrentando Geraldo Alkcmin, Ciro Gomes ou Marina Silva, os números são semelhantes. Lula venceria a disputa com (49,5%) , (49,4%), (49,8%) dos votos, respectivamente, apresentando uma enorme folga com os outros candidatos, que não ultrapassam a casa dos 30%. Quando Lula sai do cenário, a disputa aperta ou tecnicamente empata. Disputando com Marina Silva, Bolsonaro aponta (29, 3%) dos votos, enquanto, Marina, atinge (29,1%) dos votos. Quando Bolsonaro enfrenta Alckmin, ele aponta (29,4%) dos votos, enquanto o tucano atinge (26,4%), afirma a pesquisa. Ciro gomes venceria dois cenários no segundo turno, caso disputasse com Alckmin ou Marina Silva, vencendo o pleito eleitoral com (25,03%) e (26,01) dos votos. Alckmin e Marina perderiam com (22%) e (25,2%) respectivamente.

Será obrigatório o uso de focinheira em cães de raças perigosas

 Para proteger população, Prefeitura impõe regras para a circulação de animais nos parques e praças Para dar mais segurança à população e manter os parques e praças limpos, a Prefeitura de Montes Claros decidiu aplicar a lei municipal n°3216, que obriga o uso de focinheira em cães de grande porte e de raças consideradas “perigosas”, como é o caso dos pitbull e rottweiller, nos parques e praças da cidade. Além disso, os donos serão obrigados a recolher a sujeira deixada pelos animais. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Ribeiro, a medida foi adotada depois de várias reclamações de moradores. “Lamentavelmente, a população vem sendo obrigada a disputar os espaços com os cães de grande porte e sem nenhuma proteção, principalmente nas pistas de caminhadas”, disse Ribeiro. De acordo com ele, o dono também será obrigado a recolher a sujeira do animal. “Infelizmente, várias pessoas passeiam com os cachorros e não fazem a limpeza dos dejetos. Portanto, quem quiser passear com seu cão, não tem nenhum problema, pelo contrário, porém é preciso usar focinheira no animal para evitar transtornos com a população, além de recolher suas fezes, para deixar nossos espaços verdes mais limpos e seguros”, destacou.

Ruy Muniz usa Ambar para comprar mais uma massa falida

 – Hospital Evangélico de Curitiba é arrematado por R$ 259 milhões – Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica foram arrematados por R$ 259 milhões durante um leilão na sexta-feira (17). Ambos estavam sob intervenção da Justiça do Trabalho desde dezembro de 2014. O comprador foi o R+, grupo formado pela Única Educacional Ltda. de Brasília e Ambar Saúde de Belo Horizonte. De acordo com o leiloeiro Helcio Kronberg, responsável pela venda, os recursos arrecadados serão destinados para o pagamento de dívidas trabalhistas, bancárias e tributárias. O pagamento dos R$ 259 milhões deverá ser parcelado, com 20% de entrada que devem ser pagos em dois dias úteis, até amanhã, 21 de agosto, e o remanescente em até 60 parcelas iguais mensais e sucessivas, corrigidas pelo IPCA-E. O Hospital Evangélico de Curitiba é referência no tratamento de queimados, traumas (urgência e emergência), gestação de alto risco e transplante renal. Atende 35 mil pessoas por mês e cerca de 95% desses atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Evangélico tem quase 60 anos de atuação e conta com uma estrutura de oito andares e 23,3 mil metros quadrados. Leilão salvou o Hospital Evangélico? Há dúvidasPor Celso Nascimento – Contraponto O Consórcio R+, que arrematou o Hospital Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (Fempar) no leilão realizado nesta sexta-feira (17) é constituído por duas empresas – a Única Educacional e a Ambar Saúde. Mas não são apenas estas duas que formam um grande conglomerado controlado pela família Muniz, de Montes Claros, Minas Gerais. Há pelo menos cinco outras, com a particularidade de que cada uma é sócia das demais: Funorte Iamotecnia LtdaSeim – Sociedade Educacional Irmaos Muniz LtdaSnel – Sociedade Norte Educacional Ltda.Sonmec – Sociedade Norte Mineira De Ensino E Comunicacao Ltda.Soebras – Sociedade Educativa do Brasil LtdaAparecem como sócios deste conglomerado Jhonatan Rodrigues Silva, Ruy Adriano Borges Muniz, Tania Raquel de Queiroz Muniz, Thiago Queiroz Borges Muniz, Ambar Saude, Elaine Fagundes Silva. Ruy Muniz é ex-prefeito do município de Montes Claros. Foi preso e teve seu mandato cassado sob suspeita de corrupção. Sua mulher, Raquel Muniz, é deputada federal; ficou famosa quando da votação do impeachment de Dilma Roussef: ao microfone, depois de gritar sim pelo afastamento da presidente, elogiou o marido como político honesto, coincidentemente um dia antes de ele ser levado preso por improbidade pela Polícia Federal. No último dia 25 de julho, Ruy e Raquel tiveram seus bens bloqueados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Foram bloqueados imóveis e veículos, correspondendo a cerca de R$ 3 milhões, em decorrência de suposto desvio de recursos recebidos pela Soebras em contatos com o governo federal. O lance com que o grupo arrematou as duas tradicionais instituições fundadas pela Sociedade Evangélica Beneficente (SEB) foi de R$ 259 milhões, dos quais 20% deverão ser pagos em 48 horas e o restante dividido em 60 parcelas mensais. Diante do quadro geral, a dúvida supera a certeza: o Hospital Evangélico e sua faculdade de medicina foram salvos pelo leilão? Notícia da compra do hospital Evangélico por Ruy e Raquel Muniz gera pânico na área Tão logo se soube do resultado do leilão do Hospital Evangélico e de sua Faculdade de Medicina na manhã da última sexta-feira (17), correu frio na espinha de médicos, funcionários e alunos das duas instituições, que logo correram para ver a “ficha corrida” dos novos donos – o Consórcio R+, com sede em Montes Claros (Minas Gerais). Do consórcio fazem parte a empresa Ambar Saúde (Belo Horizonte) e a Única Educacional (Brasília). Foram então descobertas ligações deste grupo com o ex-prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, que foi preso por corrupção e com a esposa dele, a deputada federal Raquel Muniz, que foi condenada, juntamente com seu marido, por terem usado seus cargos públicos na defesa de interesses privados. Veja aqui Notícia publicada pelo site G1 em dezembro de 2016 conta a seguinte história: Ação do MPF aponta que Ruy e Raquel são gestores da Soebras. Empresas do grupo movimentaram em quatro anos R$ 2,27 bilhões, diz MPF. A Justiça Federal em Belo Horizonte decretou a intervenção judicial em quatro empresas do prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), e da esposa dele, a deputada federal Raquel Muniz (PRB), que elogiou o marido durante a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). No dia seguinte ele foi preso em uma operação da Polícia Federal. A sentença foi divulgada na tarde desta segunda-feira (12) pelo Ministério Público Federal, responsável pela Ação Civil Púbica que resultou na intervenção. Segundo o MPF, a investigação revelou que o casal é o real administrador do grupo Soebras, mas não configuram como gestores em nenhum contrato social. “Eles utilizam as receitas dessas instituições – que, por lei, não poderiam distribuir lucros – para benefício próprio e de sua família”, diz o MPF. O MPF diz que nos contratos sociais das empresas constam parentes, amigos e até pessoas humildes que já foram funcionários do casal. De acordo com a ação, a atual presidente da Soebras “reside em uma casa humilde de um bairro da periferia de Montes Claros. Ainda assim, no papel, ela seria a dirigente máxima de uma entidade mantenedora de 125 estabelecimentos de ensino e saúde em todo o país, com movimentação de centenas de milhões de reais”. Na ação, o MPF afirma também que as empresas Soebras, Funorte, Única Educacional e Fasi movimentaram R$ 2,27 bilhões entre os anos de 2010 e 2014, “com transferências sucessivas entre as contas do grupo, para dificultar o rastreamento dos valores”. Quem é Ruy?Primeira condenação aconteceu com o assalto a Banco do Brasil, que levou Ruy Muniz para o DopsTido em Montes Claros, no Norte de Minas, como o “Bill Gates da educação”, o ex-prefeito Ruy Muniz (DEM), que foi preso pela Polícia Federal e codenado por corrupção, começou a adquirir seu patrimônio em um assalto ao Banco do Brasil, em Belo Horizonte. Teria sido o primeiro dinheiro ilícito adquirido por ele em sua carreira. O roubo aconteceu em

Morre o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan

Sputnik Brasil – A Organização Internacional para as Migrações da ONU comunicou que o ganês Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas entre 1997 e 2006, morreu aos 80 anos de idade. De acordo com os relatos da Reuters, que cita duas pessoas chegadas ao alto responsável oficial, Annan morreu hoje em um hospital localizado em Berna, na Suíça. ​”Hoje estamos de luto pela perda de um grande homem, líder e visionário — o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan”, escreveu a Organização Internacional para as Migrações da ONU na sua página do Twitter. Lula lamenta a morte de Kofi Annan O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do cárcere, em Curitiba, disse neste sábado (18) lamentar a morte do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, aos 80 anos. “O mundo perdeu Kofi Annan. Tive a felicidade de ser presidente durante seu mandato e testemunhei sua dedicação para a harmonia entre os povos. Minha solidariedade especialmente ao povo africano pela triste perda de um líder inspirador, que será lembrado por sua jornada pela paz”, lamentou o petista.

Vereadores derrubam lei para contratar moradores de rua, em Montes Claros

 Os moradores de rua não podem ser contratados pela Prefeitura Municipal e nem pelas empresas contratadas para obras municipais, conforme decisão tomada ontem de manhã pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, que deu parecer considerando ilegal a iniciativa do prefeito Humberto Souto. Pelo projeto encaminhado para apreciação dos vereadores, as empresas que forem contratadas para executar as obras através de licitação realizada pela Prefeitura teriam que deixar 5% das vagas para os detentos, egressos do sistema prisional e moradores de rua. Porém, a Comissão Técnica entendeu que não existe a figura jurídica de moradores de rua. Se fosse para contratar os presos e egressos das prisões, não haveria impedimento. O comitê é pelos vereadores Valcir Soares, Wilton Dias e Martins Junior. A decisão surpreendeu, pois a lei foi realizada de comum acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, através do promotor Paulo César Vicente Lima, da Curadoria do Meio Ambiente. O Comitê de Moradores em Situação de Rua reagiu de imediato, quando o Jornal GAZETA pediu o posicionamento. Os seus dirigentes lamentam que os vereadores tenham adotado essa postura, com consequência social muito grande, pois todo esforço seria no sentido de estimular essas pessoas a se inserirem no mercado de trabalho, saindo da condição de morador de rua. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta   Prefeitura propõe união de forças para resolver a situação dos moradores de rua em Montes Claros A população em situação de rua de Montes Claros está estimada em mais de 400 pessoas. Para atender e buscar solucionar a situação desta parcela tão marginalizada da sociedade, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social promoveu, na manhã desta terça-feira, 20, uma reunião com diversas pessoas envolvidas diretamente com a questão. Participaram deste encontro (que deve ser o primeiro de muitos), o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro, o secretário de Articulação Política, Paulo Braga, o promotor de Justiça Paulo César Vicente Lima, representando o Ministério Público, além de representantes da arquidiocese, da Santa Casa, de igrejas evangélicas e dos serviços municipais que atuam no atendimento aos moradores de rua. Em sua fala, o procurador Paulo César deixou claro que vê a situação dos moradores de rua como uma questão social, antes de tudo. “Não é caso de polícia, mas caso de política social. Ninguém está na rua porque quer”, afirmou, acrescentando que os números mostram que cerca de um terço dos moradores de rua estão nessa situação por causa das drogas, um outro terço movidos por questões familiares e o restante por problemas causados pelo desemprego. Aurindo Ribeiro destacou que o poder público está empenhado em fazer o que for necessário para resolver a situação dos moradores de rua, mas entende que não é possível solucionar o problema sem o apoio da sociedade: “Se não fizermos uma ação com todos, teremos dificuldades”. Via Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Determinação do Comitê da ONU: saia justa para a Procuradoria

 Dodge e MPF defendiam obediência a decisões da ONU e OEA Marcelo Auler, em seu blog, traz à tona às contradições da Procuradoria Geral da República, agora, diante da “saia-justa” que tomaram com a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, determinando ao Brasil que garanta a Lula o direito de ser candidato à Presidência da República e de se manifestar livremente. Ele resgata uma episódio recente de Raquel Dodge, agora companheira de causa de Kataguiri, Frota e Bolsonaro na impugnação às pressas de Lula, em dezembro do ano passado, em que ela afirma que as decisões das cortes internacionais de direitos humanos têm de ser respeitadas até mesmo contra “interpretações judiciais internas” “A consolidação desses valores comuns é um processo em curso que se reforça continuamente na atividade dos vários órgãos internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Esse repertório de hermenêutica de direitos humanos tem revolucionado ordenamentos jurídicos, impondo modificações em condutas administrativas, legislações nacionais e mesmo interpretações judiciais internas”. A Doutora Raquel, claro, agora mudou de opinião, e vai mandar às favas a “hermenêutica de direitos humanos”. Auler desfia outros exemplos, como o recurso do MPF ao mesmo Comitê da ONU contra Geraldo Alckmin por não implementar mecanismos de prevenção de tortura no Estado de São Paulo. E a declaração ainda mais enfática do Secretário de Direitos Humanos e Defesa da Cidadania de Dodge, André de Carvalho Ramos, que afirma, com todas as letras que “eventual alegação de “competência exclusiva dos Estados” ou mesmo de “violação da sagrada soberania estatal” no domínio da proteção dos direitos humanos encontra-se ultrapassada, após anos de aquiescência pelos Estados da normatização internacional sobre a matéria”. É mesmo triste ser traidor de si mesmo. Lei ao texto completo no blog do Marcelo Auler.