De mãos vazias, Bolsonaro faz pronunciamento à nação sem mostrar um feito sequer

O Brasil é governado por um tolo, um fraco, sem qualquer empenho no comando do país. O Brasil nunca se viu tão desanimado, instável e débil. Independente de sua política genocida durante a pandemia, o que coloca o Brasil em 2º lugar em números absolutos de morte por Covid, o governo Bolsonaro não tem o que mostrar, mas o que esconder depois de 2 anos de um governo débil economicamente, flácido de ideias, sem força moral para propor alguma coisa útil para o povo e, sobretudo, franzino em seu caráter institucional. O Brasil é governado por um tolo, um fraco, sem qualquer empenho no comando do país. O Brasil nunca se viu tão desanimado, instável e débil. Não é uma questão de mudança de direção, é falta de direção, que fará padrão, essa palavra que significa um mínimo de civilidade. As pessoas ainda não entenderam que o Brasil está totalmente à deriva sendo escorado pelos interesses e normas do mercado e pela burocracia do Estado. Ou seja, temos uma administração fraudulenta até para um padrão de administração de condomínio. O governo Bolsonaro não é uma crise permanente por acidente. É projeto de quem não tem a mínima ideia de como se governa um país. Mas nada disso é novidade. Todos sabiam de sua total incapacidade por ter atuado 28 anos no legislativo sem apresentar um único projeto sequer de sua autoria. O camarada é um nulo, um inútil convicto. Bolsonaro só disse bobagens em cadeia de rádio e televisão e, na contramão dos discursos de outros líderes mundiais, ele não citou o distanciamento social nem a vacinação, dizendo que o Brasil é referência mundial de combate à Covid. É um cínico? É. Mas o que ele falaria em seu pronunciamento? Não se trata de um idiota que não pensa antes de agir. É um idiota apoplético, que vive vermelho de cólera, exaltado e furioso porque tem uma família de criminosos. Sobre governar o país, ele não sabe aonde começa a cabeça e termina o rabo do bicho. *Carlos Henrique Machado Freitas Via Antropofagista
Na mensagem de Natal deste ano, Papa Francisco cita dom Helder Câmara

Francisco recorreu às palavras de dom Helder Câmara, para pedir “uma colaboração generosa e apaixonada no anúncio da boa-nova” Papa Francisco dá sua mensagem natalina: cuidar dos próximos (L’Osservatore Romano) Dom Hélder, aquele que chamavam de comunista Em discurso à Cúria romana, Francisco exalta o arcebispo brasileiro a caminho da canonização Dom Hélder e o papa Francisco cometeram o mesmo ‘pecado’: denunciar um sistema que gera pobreza Luis Miguel Modino* No Discurso à Cúria Romana para as Felicitações de Natal, pronunciado segunda-feira, que tradicionalmente tem sido uma oportunidade para nos mostrar a dimensão profética de um Papa que não duvida em denunciar os pecados da Igreja, Francisco refletia de novo sobre a importância do pobre na vida daquele que quer caminhar com Deus. Em suas palavras, ele afirmava que “só conhece verdadeiramente a Deus quem acolhe o pobre que vem de baixo com a sua miséria e que, precisamente nestas vestes, é enviado do Alto; não podemos ver o rosto de Deus, mas podemos experimentá-lo ao olhar para nós quando honramos o rosto do próximo, do outro que nos ocupa com as suas necessidades”. Alguém que se posicionou em favor do cuidado e da defesa dos mais pobres foi Dom Helder Câmara, um dos bispos mais destacados da Igreja do Brasil no século XX. Lembrando que “os pobres são o centro do Evangelho”, o Papa Francisco recordava, sem citar o nome, as palavras daquele de quem tem sido iniciado seu processo de canonização, mas que no coração do povo e do Papa, ele é santo: “recordo o que dizia aquele santo bispo brasileiro: “Quando me ocupo dos pobres, dizem de mim que sou um santo; mas, quando me pergunto e lhes pergunto: ‘Por que tanta pobreza?’, chamam-me ‘comunista’”. Aqueles que chamavam comunista a Dom Helder, ou os filhos deles, são os mesmos que hoje chamam comunista ao Papa Francisco. Os dois cometeram o mesmo “pecado”, denunciar um sistema que gera pobreza. O poder político e econômico são frequentemente aliados, fazendo com que o sofrimento se espalhe no meio daqueles que a sociedade coloca do lado de fora. A pandemia tem escancarado mais uma vez essa realidade, como dizia o Papa Francisco à Cúria, lembrando suas palavras pronunciadas no dia 27 de março: “A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades”. Em suas palavras, seguindo o escrito em Fratelli tutti, o Papa Francisco lembrava “como é importante sonhar juntos! (…) Sozinho, corres o risco de ter miragens, vendo aquilo que não existe; é juntos que se constroem os sonhos”. Suas palavras nos lembram uma frase de Dom Helder, escrita numa carta endereçada a Jerônimo Podestá, no início dos anos 80: “Quando se sonha sozinho é apenas sonho. Quando sonhamos juntos é apenas o começo da realidade”. Podemos dizer que Dom Helder foi alguém que teve a capacidade de construir caminhos comuns, a partir dos pequenos, dos que não contam, mostrando que a soma dos pequenos constrói coisas grandes, igual Jesus nos mostra no Evangelho. Dom Helder, exemplo de uma Igreja presente nas periferias geográficas e existenciais, que vivia de maneira simples na Igreja das Fronteiras, nunca se afastou dos pobres, mesmo sendo perseguido abertamente pela Ditadura Militar, que foi instaurada no Brasil, pouco tempo depois dele ser nomeado arcebispo de Olinda e Recife. Vigiado dia e noite, com proibição expressa de citar seu nome na imprensa, ele nunca deixou de denunciar no exterior o que estava acontecendo no Brasil, se tornando uma pedra no sapato de um sistema que ao longo de 20 anos provocou censura rigorosa, perseguições políticas, prisões arbitrárias, torturas e mortes nos cárceres. Mesmo assim, mesmo diante de tantas crises vividas, ele sempre ficou firme e do lado dos pobres, no caminho da santidade. *Luis Miguel Modino, espanhol da província de Castilla y León, é pároco na Diocese de São Gabriel da Cachoeira, em Manaus Via Dom Total “Feliz Natal, mas que seja feliz e causa de felicidade para todos os filhos e filhas de Deus…” “Gosto de pensar o Natal como um ato de subversão… – Um menino pobre; – Uma mãe “solteira”; – Um pai “adotivo”; – Quem assiste seu nascimento é a ralé da sociedade (pastores); – É presenteado por gente “de outras religiões” (magos, astrólogos); – A “família” tem que fugir e viram refugiados políticos; – Depois volta e vai viver na periferia. O resto, a gente celebra na Páscoa… mas com a mesma subversão… Sim! A revolução virá dos pobres! Só deles pode vir a salvação! Feliz Natal! Feliz subversão!” Dom Helder Câmara
Viraliza vídeo que mostra vereador de Montes Claros armado, instigando briga do filho; parlamentar nega

O vereador Marlon Xavier também é médico legista da Polícia Civil e tem porte de armas, segundo a PC; vítima das agressões disse não saber quem eram os envolvidos. Ocorrência foi registrada no feriado do dia 1º de Maio. Um vídeo que mostra um vereador de Montes Claros armado, e possivelmente instigando o filho dele, menor de idade, agredisse um rapaz de 21 anos, viralizou nas redes sociais neste fim de semana. A briga, segundo a Polícia Militar, aconteceu na madrugada do último dia 1º no pátio de um posto de combustíveis que fica na Avenida João XXIII, mas as imagens só passaram a circular nesse domingo (5). O filho do parlamentar e médico legista da Polícia Civil, Marlon Xavier, que usa o nome de Dr Marlon (PTC) na Câmara Municipal, desferiu socos e chutes contra um vendedor imobiliário que aparece sem camisa no vídeo. Veja O G1 conseguiu contato com o rapaz que apanha nas imagens; ele preferiu não se identificar e pediu para que o rosto dele não fosse mostrado. O jovem contou que estava em um espaço de festas que fica próximo ao posto com amigos e que, em determinado momento, alguém se desentendeu com o filho do vereador por causa de uma mulher. Segundo ele, a turma percebeu que estava em menor número e tentou fugir, mas foi perseguida até o posto, quando o vereador desceu armado e escoltou o filho para que cometesse as agressões sem ser interrompido. “Eu nem conhecia ele, não sabia que era filho de ninguém, hoje que fiquei sabendo que o pai dele parece que é deputado [se refere ao vereador]. Os amigos dele estavam em maior numero aí a gente fugiu. Fomos para rua de trás, a pé. Do nada apareceu uma S10 correndo atrás da gente. Corremos para o posto, quando veio uma BMW verde, o cara desceu armado, e ele ficou mandando o menino me bater”, diz. O rapaz diz ter ficado com medo e contou que procurou a polícia para registro da ocorrência logo em seguida. “Fiquei com medo demais, do nada apareceu o homem com a arma apontada para nós. Fiquei sem reação”, afirma. O G1 teve acesso ao boletim de ocorrência. No documento, aparece apenas o nome da vítima que procurou a polícia. Ele disse aos militares que o homem armado, que é o vereador Marlon segundo as imagens, se apresentou como guarda municipal. Nem o parlamentar nem o filho dele acionaram a polícia ou fizeram registro. Ainda no registro da ocorrência, a PM afirma ter tido acesso à imagens de câmeras de circuito interno do posto de combustíveis. O G1 procurou o responsável pela empresa. O dono afirmou que a loja de conveniência já estava fechada e que um único frentista ainda estava trabalhando, mas que o funcionário não reagiu à confusão. O que diz o vereador Na manhã desta segunda (6), o vereador Marlon Xavier falou com o G1 pelo telefone. O médico diz ter sido comunicado por um segurança da festa onde o filho estava, e que 70 pessoas queriam agredir o adolescente, e que havia uma confusão generalizada no local. Depois de ter recebido a ligação, o parlamentar se dirigiu ao local. “Me desloquei para o local da festa, nem foi para o posto. Não encontrei nada lá. Por coincidência, fui abastecer no posto e vi que o homem que me disseram ter dado um soco no meu filho estava lá. Tinha outros com ele também, com um pau na mão. Meu filho foi descendo e eles começaram a brigar. Como sou policial, desci armado. Eu vou ver um cara com uma arma branca e não vou descer armado? É minha segurança. Como sou pai, falei que eles podiam brigar, mas que apenas um podia brigar com ele, e não aquele tanto”, diz. O vereador afirma que a briga já havia começado, e por isso o filho dele partiu para cima do rapaz. Dr Marlon conta, ainda, que todos os envolvidos, exceto o filho, eram maiores de idade e tinham feito uso de bebidas alcoólicas. A reportagem questionou ao vereador os motivos pelos quais não separou a briga, ao invés de assistir com a arma nas mãos. Ele disse não ter tido chances de fazê-lo. “Não tinha como eu separar, eles se arrancaram para cima um do outro. Se eu tivesse entrado no meio iam dizer que eu estava brigando junto. Ninguém falaria que eu estava separando. Eu intervi no final, quando eu vi que não teria mais jeito. O vídeo não mostra essa parte”, relata. O médico legista diz que acredita que um frentista do posto tenha feito as imagens, e que elas só foram compartilhadas neste fim de semana, dias depois, por conta de rixas políticas. Dr Marlon diz ainda que não tinha intenção de usar o revólver contra os rapazes, e que em nenhum momento apontou a arma para eles. “Se você olhar, o tempo todo eu estava com arma na mão esquerda, não empunhei a arma, foi minha proteção. Não tive intenção nenhuma de usar contra eles”, garante. O G1 fez contato com o chefe de departamento regional da Polícia Civil, Jurandir Rodrigues. O delegado explicou que o médico legista é um policial e tem porte de armas, portanto estar com uma arma na mão não é irregular. Ele afirma que a PC vai acompanhar o caso e investigar se há indisciplina na ação do médico. “Estar com arma não está irregular, o que não quer dizer que autorize ele usar a arma como quiser. Se for verificado que há infração disciplinar, no caso, ele pode responder por esta indisciplina administrativamente, mas o caso precisa ser analisado. Se houver alguma queixa ou reclamação, é passível de responder. A Polícia Civil vai acompanhar”, afirma Rodrigues. Fonte: G1
Montes Claros terá empreendimento pioneiro no interior de Minas em parceria com a Cervejaria e Destilaria Artesanal Backer

Uma das cervejarias e destilarias artesanais mais premiadas do Brasil, a Backer, firmou parceria com empresários locais e de Belo Horizonte para abrir em Montes Claros a primeira casa no interior de Minas Gerais. Nascida na Serra do Curral, em Belo Horizonte, e reeleita em 2019 como a melhor cervejaria artesanal do país, no 7º Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado em Santa Catarina, a Backer foi a primeira cervejaria a produzir whiskey single malte e também o primeiro Gin com dry hop de lúpulo lançado no Brasil. O empreendimento promete revolucionar o roteiro turístico e gastronômico do Norte de Minas. Com o nome de Mercado Cervejeiro São Luiz, em homenagem ao bairro e ao santo que o recebem, terá 400 m2 de área construída e capacidade de atendimento a 200 pessoas. Contará com espaço destinado a cursos de harmonização de cervejas com pratos da gastronomia, eventos empresariais, e uma programação musical que incluirá shows com artistas locais e nacionais. Terá como atrações as cervejas artesanais premiadas em todo o país; os chopes exclusivos; além de whiskey e Gin, todos produzidos pela Backer. As obras estão em fase final e deverão ser concluídas antes do aniversário da cidade, em 3 de julho. A estimativa é de sejam gerados, num primeiro momento, cerca de 40 empregos diretos e 120 indiretos. A valorização da gastronomia regional estará presente no cardápio com a releitura de pratos e a utilização de ingredientes e de temperos típicos. CERVEJARIA CHEGA PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE Montes Claros foi escolhida para ganhar a primeira parceria da cervejaria e destilaria artesanal Backer no estado devido à sua localização estratégica e pelo seu grande potencial de crescimento, constantemente ampliado pelas ações de melhorias realizadas pela Prefeitura Municipal em toda a cidade, como exemplo a requalificação do asfalto das vias que garantem o acesso ao Mercado Cervejeiro São Luiz. Além disso, a cidade conta com outros empreendimentos sofisticados e atrativos que contribuem para o sucesso desse tipo de negócio. A preocupação com a sustentabilidade está presente e prevê parcerias com órgãos municipais e associações de classe para a valorização dos produtores locais e a reciclagem de insumos, como óleo de cozinha e seus derivados. Sob a coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, dividirá com outros empresários e moradores a revitalização e manutenção da Praça Rotary. E, com a área social, se compromete a oferecer gratuitamente treinamento/estágio para a formação de mão de obra profissional em gastronomia e entretenimento, tanto para a comunidade, como para alunos das universidades especializadas. A chegada da cervejaria e destilaria artesanal Backer, por meio do Mercado Cervejeiro São Luiz, é uma opção diferenciada para a prática dos turismos de negócios e de lazer que crescem a cada ano, consolidando Montes Claros como polo de cerveja artesanal, que já conta com produtores de alto nível, e centro gastronômico do Norte de Minas. Fonte: Junot Comunicação
Enade 2019 será aplicado em 24 de novembro; veja cursos avaliados

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, em decreto no Diário Oficial da União desta quarta-feira 17, o regulamento do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2019. A portaria – acessível neste link – informa que a prova será aplicada nacionalmente no dia 24 de novembro de 2019, com início às 13h30 (horário de Brasília). O exame avalia anualmente a qualidade de cursos de ensino superior, com convocação de alunos iniciantes e concluintes nas carreiras selecionadas. O desempenho dos participantes define notas para as instituições de ensino vinculadas ao MEC. Nesta edição, 29 áreas serão analisadas, com provas específicas (23 no grau de bacharel e 6 no de tecnólogo). Para o grau de bacharel serão avaliadas graduações de: Agronomia; Arquitetura e Urbanismo; Biomedicina; Educação Física; Enfermagem; Engenharia Ambiental; Engenharia Civil; Engenharia de Alimentos; Engenharia de Computação; Engenharia de Produção; Engenharia de Controle e Automação; Engenharia Elétrica; Engenharia Florestal; Engenharia Mecânica; Engenharia Química; Farmácia; Fisioterapia; Fonoaudiologia; Medicina; Medicina Veterinária; Nutrição; Odontologia; e Zootecnia. No caso dos cursos com grau de tecnólogo, foram selecionados para o exame: Tecnologia em Agronegócio; Tecnologia em Estética e Cosmética; Tecnologia em Gestão Ambiental; Tecnologia em Gestão Hospitalar; Tecnologia em Radiologia; e Tecnologia em Segurança no Trabalho. Em 2019, o Enade avaliará alunos ingressantes nas áreas acima (que tenham iniciado os cursos em 2019 e estejam devidamente matriculados), além daqueles que irão concluir os cursos neste ano (contanto que tenham integralizado ao menos 80% da carga horária mínima até o último dia do período de retificação de inscrições – a ser definido em cronograma – ou com previsão de concluir o respectivo curso até julho de 2020). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ainda publicará edital no qual serão estabelecidos aspectos como cronograma, prazos, procedimentos técnicos e responsabilidades das instituições de ensino superior e dos estudantes, entre outras diretrizes para sua realização. Critérios para dispensa não estão especificados no decreto divulgado nesta quarta-feira. Irregularidades perante à prova podem impossibilitar a colação de grau e a emissão de diploma de estudantes. Fonte: Veja – Diego Freire
Governo desiste de MP para educação domiciliar

O governo federal mudou a estratégia para regulamentar o chamado ‘homeschooling’ no Brasil, ou seja, para que alunos possam ser educados em casa, sem necessidade de frequentar a escola. A prática é uma bandeira do governo Bolsonaro. Em vez de editar uma medida provisória (MP) sobre o tema, como havia sido anunciado em janeiro, o Executivo enviará um projeto de lei para o Congresso, que foi assinado nesta quinta-feira, 11, pelo presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia dos 100 dias de gestão. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o instrumento mudou por uma questão de segurança jurídica e proteção as crianças, já que a MP poderia perder a validade antes de ser aprovada pelo Congresso, deixando os que optaram pelo modelo sem “salvaguardas”. Apesar de afirmar que o governo acredita que o projeto será aprovado, o ministro destacou que a matéria deve enfrentar resistências por parlamentares “de esquerda”. “Vocês sabem como são complexas essas questões que envolvem o mundo da educação no Parlamento, e particularmente o obstáculo que nós teríamos lá de enfrentamento, principalmente da visão de esquerda”, disse Onyx. O ministro ressaltou ainda que, como há outros projetos de lei que tramitam no Congresso com o mesmo tema – inclusive com parecer favorável da comissão de Educação – o PL assinado por Bolsonaro pode ser apensado a eles e ter sua tramitação acelerada. “A MP tinha riscos que não seria razoável o governo correr, em proteção às crianças”, assinalou. Subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Jorge Oliveira lembrou de recente julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em que os ministros proibiram a prática, uma vez que atualmente não há regulamentação do ensino domiciliar pelo Congresso Nacional. “Entendemos, por respeito ao parlamento e ao STF, de mandar o projeto de lei, para que isso fosse feito em consenso”, observou Oliveira, lembrando ainda da questão “operacional” de se implementar o ensino domiciliar através de Medida Provisória. Fonte: Estadão
Weintraub leva quadros sem experiência em educação para principais cargos do MEC

O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, vai levar para o Ministério da Educação (MEC) pessoas sem experiência na área e que atuavam na Casa Civil e Ministério da Economia. Das sete secretarias sob seu comando, cinco tiveram novos nomes anunciados nesta quarta-feira, 10. A Secretaria de Educação Básica (SEB) passa a ser chefiada por Janio Carlos Endo Macedo. Formado em Direito e com especializações em Administração, atuou por mais de dez anos em banco e, em 2016, durante a gestão Michel Temer foi nomeado secretário executivo do, então, Ministério Trabalho. A pasta é considerada uma das mais importantes já que o presidente Jair Bolsonaro diz que tem como prioridade aumentar os investimentos e a qualidade do aprendizado na educação básica – que engloba da educação infantil ao ensino médio – do País. O cargo está vago desde o dia 26 de março, quando Tania Leme de Almeida pediu demissão – ela deixou o MEC depois de não ser consultada sobre a decisão de não se avaliar a alfabetização das crianças. O número 2 de Weintraub será Antonio Paulo Vogel de Medeiros, que irá assumir a Secretaria Executiva. Formado em Economia, Medeiros atuou como analista no Ministério da Fazenda e estava como secretário executivo adjunto da Casa Civil. O cargo atualmente é ocupado pelo tenente brigadeiro Ricardo Machado Vieira, que foi do Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa e chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Medeiros terá como adjunto Rodrigo Toledo Cabral Cota, atual subsecretário de governança das estatatais, no Ministério da Economia. A Secretaria de Educação Superior (Sesu) será assumida por Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. Secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda na gestão Temer, ele é formado em Comércio Exterior. A pasta é atualmente ocupada por Mauro Rabelo, único remanescente da gestão Temer que foi aproveitado por Vélez. A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) será reassumida por Silvio Cecchi, ligado ao MDB e que chegou ao MEC em 2016. Já a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) terá como chefe o economista Ariostolo Antunes Culau, que atuou nos últimos anos na Secretaria de Orçamento Federal, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. O único que deve permanecer no cargo é Carlos Nadalim. Da ala dos olavistas, ele é o secretário de Alfabetização. Já o chefe da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semes), Bernardo Goytacazes, também deve ser exonerado pelo novo ministro. Fonte: Estadão
Funcionários revelam problemas do Facebook

A Wired conversou com 65 ex e atuais funcionários do Facebook para produzir uma grande reportagem sobre os últimos 15 meses da companhia. O resultado: a empresa de Mark Zuckerberg se enrolou em uma rede de tantos problemas que parece quase impossível que todos possam ser solucionados. A vasta reportagem mostra como a empresa teve de lidar com os principais problemas do ano passado, principalmente com o caso Cambridge Analytica, em que houve uso indevido de informações de mais de 87 milhões de usuários da plataforma. Alguns entrevistados mostraram que a empresa apanhou para lidar com o caso, mostrando discordância entre os diretores da companhia e Zuckerberg sobre como proceder de fato. Alguns deles foram até retirados de e-mails importantes sobre o tema por conta de divergências. Um dos membros da assessoria de imprensa do Facebook informou que, na época, recebeu milhares de e-mails de repórteres pedindo um posicionamento da companhia, sem que tivesse o que responder a eles. Funcionários falaram também dos problemas com os fundadores do Instagram, que deixaram a empresa após discordâncias com o Facebook. Em um dos casos, eles relatam como tais antigos chefes de suas próprias companhias passaram a ser tratados como pessoas de fora, sem que fossem introduzidas à hierarquia da empresa. Outro relata um problema semelhante com o WhatsApp, revelando que funcionários que trabalhavam para o app mensageiro tinham que usar um banheiro diferente em relação ao restante do pessoal do Facebook. As notícias falsas e a interferência estrangeira pela rede social em eleições também se tornaram assuntos centrais, com os quais a companhia mostrou dificuldade de lidar. Um dos problemas, segundo funcionários, teria sido a mudança de algoritmo quando a rede social passou a priorizar posts de amigos e mostrar menos notícias e ações de empresas. Isso abriu espaço para que informações falsas pudessem se espalhar mais rápido que matérias bem elaboradas de veículos de mídia. A reportagem, contudo, também levanta alguns pontos positivos da plataforma, principalmente relacionados à compra da empresa, que levantou novamente os preços de suas ações e investimentos no final do ano passado. A matéria completa está no site da Wired. Fonte: Wired
Petrobras anuncia alta no diesel de R$ 0,10 por litro

O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, anunciou nesta quarta-feira, 17, uma alta de R$ 0,10 por litro no preço do diesel. Durante a entrevista do executivo, a companhia anunciou que o litro do combustível será comercializado a partir desta quinta-feira por R$ 2,2470, valor 4,84% maior que o praticado até o momento. Segundo Castello Branco, a variação mínima do preço será de 4,5% e a máxima de 5,147%. Ele avisou ainda que a estatal terá uma nova forma de divulgar os reajustes, como reais por litro e não como porcentual. Após a interferência do presidente Jair Bolsonaro, Castello Branco deixou claro que a política de preços da empresa não mudou. Na semana passada, uma ligação do presidente Bolsonaro, que questionou o tamanho do reajuste, causou o adiamento do aumento. O ruído gerado no mercado resultou também em uma perda bilionária no valor de mercado da empresa. Castello Branco afirmou ainda que não houve perda com o adiamento do reajuste. “A Petrobrás teve perda zero com adiamento do ajuste do diesel”, isso por conta de operações financeiras que protegiam a companhia da oscilação dos preços. “O frete marítimo caiu e por isso o aumento foi menor que o anunciado (anteriormente), de 5,7%”, afirmou, completando: “Esse acontecimento teve final feliz, reafirmou a independência da Petrobrás”. Intervalo Roberto Castello Branco afirmou também que nada impede que a estatal decida mudar o intervalo do reajuste da companhia. Segundo ele, a companhia pode optar por aplicar o aumento “quando achar importante”. Questionado sobre o reajuste no diesel impactar a decisão dos caminhoneiros de fazer nova paralisação, Castello Branco afirmou que justamente essa preocupação o fez adiar o ajuste na semana passada. “Todos nós sofremos com a greve dos caminhoneiros (em 2018), foi com base nisso que sustei o ajuste”, disse. Ele ressaltou também que só vê greves desse tipo em países como Brasil e França, onde o refino é estatal. “Já reclamei da solidão no refino, sou contra o monopólio”, disse. Ele afirmou que irá apresentar a proposta de venda de refinarias à diretoria-executiva e depois ao conselho. A reunião do conselho de abril ainda não ocorreu. “A venda das refinarias vai mostrar que a companhia não vai ter interferência externa”, disse, após ruído sobre interferência do presidente Jair Bolsonaro na política de preços, na semana passada, ter causado uma grande queda nos papéis da empresa. E emendou que quem decide o tamanho do aumento é a diretoria de refino junto com o financeiro da empresa. “A palavra final é minha quando tem divergência”, completou. Castello Branco deixou claro ainda que o presidente Jair Bolsonaro não teve ciência prévia do novo reajuste. “O presidente soube agora do aumento. Não soube antes”, disse ao lembrar que, na semana passada, o chefe de Estado “não pediu nada, apenas alertou os riscos”. Fonte: Estadão
Cursinho que fez campanha para Bolsonaro sofre com a suspensão de concursos

O Estratégia Concursos, muito atuante em provas para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Banco do Brasil e o Judiciário, fez campanha aberta para a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Chegou a oferecer desconto de 12% depois da vitória do capital reformado. Agora, o Estratégia Concursos sofre com a decisões do governo de suspender a realização de seleções públicas, como foi anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A justificativa do ministro é de que o Estado está muito inchado e pode substituir os servidores que vierem a se aposentar pela tecnologia. (…) Se mantiver seus planos, o governo pretende fechar até 250 mil vagas das 700 mil que estão ativas. Segundo o Ministério da Economia, apenas as áreas consideradas essenciais poderão realizar seleções. Mas será tudo muito controlado. O governo acha demais os gastos com servidores, que, neste ano, passarão dos R$ 326 bilhões. (…) Fonte: Diário do centro do mundo