No Supremo, sai o “periculum in mora”, entra o “periculum in midia”

Por Fernando Brito – Tijolaço Diz Carolina Brígido, em O Globo, que “prestes a assumir a presidência do STF, em meados de setembro, o ministro Dias Toffoli também não tem intenção de pautar novo julgamento sobre o início da execução da pena para condenados em segunda instância” O temor na Corte é o mesmo: contaminar o processo eleitoral. Afinal, falar do tema às vésperas da eleição é falar de Lula.(…)Ministros do STF não descartam, porém, que o processo sobre prisão de condenados em segunda instância e novo pedido de liberdade de Lula seja julgado novamente depois de outubro. Sem a pressão do processo eleitoral, a Corte ficaria mais à vontade de tratar do assunto, sem chamar tanto a atenção para si. Veja o ilustre leitor e a inteligente leitora a que se reduziu o Direito na nossa Corte Suprema: os senhores ministros, que não devem obediência a ninguém e a nada, além da Cosntituição e das leis, só podem julgar “sem pressão”. Como “falar do tema” é “falar de Lula”, não se fala do tema e que, então, as eleições transcorram sem que se “fale do Lula”. Um dos fundamentos da urgência de decidir, no Direito, é a possibilidade de que a demora prejudique o conteúdo de justiça que possa haver numa demanda. É o latinismo presente em todas as liminares, o do periculum in mora. Neste caso, como a tutela é contra um aprisionamento, funde-se à ideia do habeas corpus, presente na lei brasileira desde o Código de Processo Criminal de 1832: “todo cidadão que ele ou outrem sofre uma prisão ou constrangimento ilegal em, sua liberdade, tem direito de pedir uma ordem de – habeas corpus – em seu favor”. Os nossos doutos ministros, porém, diante da relevância do caso e do descarado alinhamento da imprensa para que Lula seja excluído do processo eleitoral, preferem o princípio do “periculum in midia“, temerosos do que possa significar deixar com que Lula, mesmo não sendo candidato – esta é outra discussão jurídica, em nada dependente da prisão ou não do ex-presidente – seja impedido de falar, circular, reunir-se, conversar, dar entrevistas, gravar vídeos ou de, afinal, comunicar-se, a não ser por carta. Será que, se admitem julgar a legalidade das prisões sem trânsito em julgado, sentem-se “à vontade” em deixar uma pessoa presa ilegalmente até que passem as eleições? Depois delas, com um “mulambo presidencial” eleito sem legitimidade, contra a vontade da maioria do povo brasileiro, o que ptretendem, que o país assista uma crise sem precedentes? Resta, porém, a possibilidade de que a degradação moral de nosso Supremo Tribunal Federal esteja apenas na dissimulação de que irá tomar, como é seu dever, uma decisão necessária e urgente, fazendo crer aos lobos e mastins que o vigiam que está dócil e comportado mas , na hora certa, irá cumprir com seu papel. É triste que tenhamos como esperança que os nossos supremos magistrados sejam apenas covardes e não canalhas. Periculum in mora (lê-se: perículum in móra), significa Perigo da demora. É o risco de decisão tardia, perigo em razão da demora. Expressa que o pedido deve ser julgado procedente com urgência ou imediatamente suspenso o efeito de determinado ato ou decisão, para evitar dano grave e de difícil reparação
Sem Lula livre não há democracia, diz Nobel Adolfo Pérez Esquivel

– Após três dias de intensas atividades na Casa do Gaúcho e nos arredores, o 2º Fórum Latino-Americano do movimento social argentino La Poderosa foi encerrado neste domingo (29). Um evento que começou com uma marcha de abertura pela região central de Porto Alegre na sexta-feira (27), passou por debates sobre comunicação alternativa, feminismo e organizações de base no sábado (28), e conclui hoje com um torneio de futebol pela manhã, o “Resistidores da América”, e um painel que contou com a presença de um vencedor do Prêmio Nobel da Paz e dois pré-candidatos à presidência do Brasil. O La Poderosa é um movimento que nasceu nas favelas de Buenos Aires, em 2014. O Fórum reuniu representantes das 79 localidades da Argentina e dos 11 países da América Latina em que em que está organizado, incluindo ao Brasil, onde o movimento pretende expandir sua presença a partir do encontro, e de diversos outros movimentos sociais. O debate de encerramento contou com as presenças e falas do argentino Adolfo Pérez Esquivel, premiado com o Nobel da Paz em 1980, da jurista carioca Carol Proner, dos pré-candidatos à presidência do Brasil Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB) e de Nacho Levy, representante do La Poderosa. Em sua fala, Esquivel destacou o contexto semelhante que vivem Brasil e Argentina, sob governos que implementam políticas pró-mercado. “Temos que dizer não ao FMI e à mídia que são cúmplices do mercado, querem impor uma dívida imoral e ilegítima: quanto mais pagamos, mais devemos e menos”, disse. Ele também destacou que, no campo político, os movimentos de esquerda da América Latina precisam assumir a defesa do direito do ex-presidente Lula concorrer às eleições. “Sem Lula livre não há democracia, porque foi esse homem quem tirou 36 milhões de brasileiros da pobreza extrema. É por isso que eu o indiquei para o Prêmio Nobel da Paz, mas não para Lula ou para seu país, mas por toda a região. E quero falar sobre outro camarada, Fidel Castro Ruz, que teve uma visão profunda e uma grande confiança nos povos latino-americanos que lutam por sua liberdade. Essa luta, como tantas outras, está aqui, porque através deste Fórum abrimos as portas e as janelas para que a luz e a esperança de um novo continente possam entrar”, disse. A jurista Carol Proner destacou classificou a prisão de Lula como o principal exemplo de injustiça e falta de respeito pelo processo legal e pela presunção de inocência. “Não podemos suportar as mentiras e a manipulação da Justiça com a mídia, nem deixar o legado de conquistas conquistadas até hoje descartadas, ou fora de uma agenda de construção e integração regional”, disse. Manuela comparou a situação brasileira com a de outros países da região. “Quando dizemos ‘Lula livre’ e ‘Marielle presente’, estamos falando muito sobre o que ocorre em todo país atualmente. Quando falamos em Lula, é para também evitar o que pode ocorrer com Cristina, com Rafael na América Latina”, disse Manuela. “Precisamos de um novo caminho, um novo ciclo para nosso continente. Somente poderemos mudar a realidade com o povo no poder. Somente olhando o que fizeram as mulheres argentinas pela luta pela descriminalização do aborto. Só teremos mudança com mobilização social”. E Boulos também analisou o momento sobre a ótica da imposição de uma agenda neoliberal na região. “Os novos golpes foram além de derrubar uma presidenta ou um presidente: eles também impuseram uma agenda de retrocessos em direitos sociais, reformas trabalhistas, aposentadorias e cortes nos orçamentos públicos. É a mais selvagem agenda neoliberal imposta para o povo, uma Justiça que intervém nos processos eleitorais, porque os golpes não ocorrem mais apenas com os militares na rua, mas nos tribunais, nos parlamentos e nos grandes grupos de mídia. Mas não vamos desistir, hoje no Brasil as bandeiras de Lula Livre e de justiça par Marielle são as bandeiras que sintetizam a luta democrática do povo. Portanto, devemos estar juntos sem qualquer concessão, pois isso nos tornará poderosos para inaugurar um novo ciclo de lutas, vitórias e deixados na América Latina “, disse Guilherme Boulos. Ao final, o argentino Nacho Levy, liderança do La Poderosa, destacou que apesar de o contexto ser de avanço de uma “onda conservadora, fascista e golpista”, surge um arco íris que são as lutas por Marielle Presente e Lula Livre. “Graças a todo o movimento pluri nacional e popular para estes dias felizes, graças a Marielle pela dignidade, e graças a Lula pela liberdade, pela liberdade de nós e de nós”, afirmou ao final.
Procurador da Lava Jato admite que delação de Palocci era um blefe

Paulo Teixeira responde: “procurador Carlos Fernando. Na verdade a Lava Jato é uma carroça cheia de arbitrariedades!” – Um dos principais procuradores da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima (o outro é Deltan Dallagnol), agora admite: a delação premiada de Antônio Palocci, que a mídia conservadora qualificou como “delação do fim do mundo”, que seria capaz de “destruir o PT”, era um blefe. Na entrevista, concedida à Folha de S.Paulo, ele reconhece que há uma guerra entre o Ministério Público e a Polícia Federal pelo controle da Lava Jato. A delação de Palocci foi fechada pela PF depois da recusa do Ministério Público. Santos Lima relatou: “Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar verdadeiras. O instituto é o problema? Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer”. Ele reconheceu que o caso Palocci foi uma “queda de braço” entre as equipes da PF e do MP e atacou a Polícia Federal: “(…) a porta da frente dos acordos sempre será o Ministério Público. A porta dos fundos é da PF. As pessoas irão à PF se não tiverem acordo conosco.” A declaração revela o estado de balbúrdia institucional da Lava Jato. Na mesma entrevista, ele admitiu também que as delações de Delcídio do Amaral, decisiva para a campanha de ódio ao PT, e de Sérgio Machado, tinham graves defeitos: “Quando você faz com excesso de rapidez, corre o risco de fazer colaborações mal feitas. Delcídio, na minha opinião, quase nem se autoincrimina. A primeira coisa é o colaborador falar os crimes que cometeu. (…) No caso do Sérgio Machado, no final das contas, o principal sequer foi denunciado. Aquelas conversas supostamente com membros do Congresso e ex-parlamentares, que geraram até pedido de prisão no Supremo, sequer movimentaram uma denúncia. Aquela gravação era um bom início de negociação, mas não era um fim em si mesma. A gente tem que tomar muito cuidado com excesso de vontade de conseguir certos documentos, provas, gravações”. Leia íntegra da entrevista aqui. A LAVA JATO É UMA CARROÇA CHEIA DE ARBITRARIEDADES – O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) bateu pesado no procurador da Operação Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima “Procurador Carlos Fernando. Na verdade a Lava Jato é uma carroça cheia de arbitrariedades!”, escreveu o parlamentar no Twitter.
Marcos Montes declara: quem manda em Anastasia é Aécio Neves

GAFE DO VICE DE ANASTASIA DESNUDA QUE AÉCIO É QUEM MANDA Marcos Montes, do PSD, cometeu a gafe de lançar Aécio Neves como candidato a governador de Minas, trocando-o por Anastasia, para perplexidade geral da Arena Minas onde era realizada a convenção – O candidato a vice-governador do senador Antônio Anastasia ao governo de Minas, deputado federal Marcos Montes, de Uberaba, de onde lidera a bancada ruralista na Câmara, cometeu ontem uma gafe imperdoável durante a convenção do PSDB que homologou ontem à chapa em Belo Horizonte. Imperdoável por que certamente será usada pelos seus adversários na campanha. O golpista Marcos Montes, aliado de Temer, disse a verdade sobre quem manda em Anastasia A convenção já começou, apesar do clima de festa, com a ausência do líder maior dos tucanos no Estado, o senador Aécio Neves. Articulador do golpe que derrubou a então presidente Dilma Rousseff do poder, para colocar o impopular Temer em seu lugar, Aécio não deve disputar a reeleição – pelo menos este é o desejo, entre outros, do presidenciável Geraldo Alckmin – estando averiguando a possibilidade de disputar uma vaga na Camara dos Deputados, ele, que há menos de quatro anos disputou com Dilma, e perdeu, a presidência da República. Ainda influente na cúpula do PSDB, mas sobretudo em Minas, onde fez de Anastasia seu candidato ao governo do Estado, Aécio paira, no entanto, como uma ave agourenta, sobre o ninho tucano. Ninguém o quer por perto, daí a sua ausência na convenção estadual do partido ontem na capital mineira, que homologou a chapa Anastasia-Marcos Montes ao governo mineiro. E foi ai que Marcos Montes, do PSD, cometeu a gafe de lançar Aécio Neves (veja o vídeo) como candidato a governador de Minas, trocando-o por Anastasia, para perplexidade geral da Arena Minas onde era realizada a convenção. É evidente que a gafe do vice de Anastasia virou meme nas redes sociais. Porém, mais do que isto, revela de fato quem está por trás da articulação que montou a chapa tucana e sua influência nos bastidores – já que não pode aparecer em público – para conduzir a campanha que tem seu antigo vice como titular, a despeito de Anastasia ter pedido autonomia ao partido para ele mesmo fazer o que pretende na caminhada que já começou. A gafe do vice ontem, no entanto, mostrou quem é quem nessa acirrada campanha eleitoral mineira.
PT convoca jejum nacional por Lula e quer ocupar Brasília no dia 15

– O PT vai convocar um jejum nacional para o dia 4 de agosto, data da convenção que vai oficializar a candidatura presidencial de Lula, informa a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo. O ato será em solidariedade aos militantes que farão greve de fome pela liberdade do ex-presidente. Haverá um pedido para que os petistas levem alimentos a famílias das periferias do país. “O PT produziu 1 milhão de folhetos para convocar militantes de todo o país para o ato de registro da candidatura de Lula no TSE, dia 15 de agosto. O partido acredita que pode reunir de 30 mil a 40 mil pessoas em Brasília.”
Ciclo de palestras no Observatório Empoderamento do Feminino

Mulheres discutiram empoderamento em Montes Claros A contribuição da mulher em Montes Claros marcou as discussões realizadas, na última sexta-feira a noite, no espaço livre do Museu Regional, organizado pelo Observatório Empoderamento do Feminino, projeto de extensão da Universidade Estadual de Montes Claros, que foi realizado para marcar o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha e também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data é 25 de julho, mas os coordenadores preferiram realizar no dia 27, por questões de logística. Essa data tem o propósito de dar visibilidade às resistências construídas pelas mulheres negras, ampliando os debates acerca do enfrentamento às discriminações de gênero e de raça, que produzem desigualdades e exclusões de mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Em uma série de depoimentos, várias mulheres debateram o tema ‘Terezas de Benguela do séc. XXI: lutas e resistências ao racismo e ao sexismo’, como Amanda Souza, cantora e professora licenciada em música pela Unimontes; Eloyá Amorim, cabeleireira, estilista e historiadora; Rosana Santos, professora doutora do Instituto Federal do Norte de Minas (INFMG), que defendeu a tese ‘Entre a Casa Grande e o Borralho: As representações sociais sobre as trabalhadoras domésticas na novela Cheias de Charme’; e Luciana Axé, professora e capoeirista. A professora Cristina Borges, doutora do curso de Ciências da Religião da Unimontes, doutora pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), trabalhou a tese intitulada ‘Tambores do Sertão. Diferença Colonial e interculturalidade, entrelaçamentos entre umbanda e candomblé no Norte de Minas Gerais’. A atividade teve o apoio da Coordenadoria da Igualdade Racial (COPPIR), Coordenadoria da Mulher, Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB), Grupo de Estudos e Pesquisa Gênero e Violência (GV), (In)Serto, Grupo de Estudos Organizacionais: sociedade e feminismos (GEOSOF), Estudos Negros (Grupo de Estudos sobre Culturas de Matriz Africana e Indígena) e Filhas de Frida. Em 2014, por meio da Lei nº 12.987, foi criado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, com o intuito de resgatar e reconhecer a luta de Tereza e das mulheres que, por sua condição de gênero e raça, foram e permanecem sendo marginalizadas e excluídas no decorrer do processo histórico brasileiro e mundial. Tereza de Benguela, também conhecida como ‘Rainha Tereza’, comandou, por 20 anos, o quilombo de Quariterê, no séc. XVII, a maior comunidade de resistência negra da capitania do Mato Grosso. Fonte: Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Cassetete: volta dos militares à política abre as feridas do passado

Militares e policiais entram no front da política Cerca de 127 membros do Exército devem se candidatar. Eles usam as redes sociais para arrecadar votos e têm Bolsonaro como inspiração Diante da crise de representatividade no Brasil e dos pedidos frequentes de cidadãos por “intervenção militar”, o número de candidatos com trajetória nas Forças Armadas ou na polícia promete ser significativo nas eleições deste ano. Um levantamento realizado pelo general da reserva Roberto Peternelli e pelo major Fábio Huss mostra que 127 membros do exército já são candidatos às eleições. Segundo Peternelli, esse número ainda pode ser maior. A lista foi atualizada recentemente, mas outros nomes ainda podem ser agregados após o fim das convenções partidárias, no próximo dia 5 de agosto. A tenente-coronel da PM Carla Basson e o general da reserva Hamilton Mourão: cotados para vice em chapas do governo de SP e Presidência Por Giovanna Costanti , Carta Capital Não são apenas militares que flertam com a política, mas também policiais. O último nome a surgir como candidato das forças de segurança do Estado foi o da tenente-coronel da Polícia Militar Carla Danielle Basson, que passou a ocupar a vaga de vice na chapa de Paulo Skaf (MDB) para o governo de São Paulo. A candidatura será formalizada no próximo dia 28, durante a convenção partidária. A quantidade de pré-candidatos militares levantada por Peternelli é 160% maior do que a de três meses atrás. De acordo com a listagem produzida, 36 dos 127 candidatos estão na ativa, ou seja, ainda pertencem a alguma força armada e poderão voltar a seus cargos se não forem eleitos. Apenas o Acre não tem nenhum candidato militar. O Rio de Janeiro, palco das discussões de segurança pública, está na frente com 21 candidatos. Em seguida vem o Distrito Federal (17), o Rio Grande do Sul (12) e o Mato Grosso do Sul (11). O PSL de Jair Bolsonaro vem no topo da lista de filiações escolhidas, distante de todos os outros partidos com 72 candidatos até agora. Depois dele, aparecem PRP (8) e DEM (5). O resto dos candidatos está homogeneamente disperso em outros 18 partidos. O general da reserva Hamilton Mourão afirmou, em fevereiro, que a onda de candidaturas de policiais e membros das forças armadas constituía uma frente organizada e que ele planejava coordená-la. Peternelli, candidato à deputado federal pelo PSL e amigo próximo de Mourão, integra a frente e diz ter ajudado em sua articulação. “Nós procuramos há mais ou menos um ano levantar nomes que poderiam contribuir para o bem comum da sociedade. Colocamos esses nomes dentro de cada estado e procuramos estimular essas pessoas a participarem das atividades políticas tendo em vista a importância delas. Dessas pessoas, algumas concordaram, a lista foi se ajustando. Outras pessoas cientes da lista me procuravam e informavam que eram candidatos”, explicou. Mourão declarou à imprensa que, se eleitos em número suficiente, a ideia é formar uma bancada militar com os candidatos no Congresso. Filiado ao PRTB, ele diz que não será candidato nessas eleições, embora ainda seja cotado como um possível vice de Bolsonaro. Além de cortejar Mourão, o presidenciável ainda tenta convencer o PRP a indicar o general da reserva Augusto Heleno como seu vice após o partido rejeitar o convite. Mourão afirmou recentemente que usaria sua imagem para ajudar nas campanhas dos colegas. O general é apoiador de Bolsonaro e já defendeu publicamente Carlos Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador por conta de sua ação durante a ditadura militar. Em uma palestra promovida no ano passado pela maçonaria em Brasília, Mourão chegou a sinalizar uma possível intervenção das Forças Armadas caso as instituições “não resolvam o problema político”. Novidade eleitoral O boom de candidaturas é recente. Nas eleições de 2010, quase não houve candidatos militares significativos e, em 2014, o desempenho foi modesto. Segundo Peternelli, a crise de corrupção e o sucesso da candidatura de Bolsonaro também impulsionaram a participação política de seus pares. Em seu caso, o próprio candidato à presidência o convidou a migrar ao PSL. Para Fábia Berlatto, doutora em Sociologia, houve um crescimento dessas candidaturas a partir de 1998, com pico percentual de 5,1% em 2006. “Creditamos intuitivamente esse pico de 2006 à crise gerada pelos ataques do Primeiro Comando da Capital ocorridas naquele ano e que alcançaram diversos estados, mas isso não está comprovado”, afirma. A movimentação está, de fato, em sintonia com o aumento da atuação das Forças Armadas no País. O ano se iniciou com a pauta da segurança pública em alta, com rebeliões em presídios e a intervenção na segurança do Rio de Janeiro. “O medo capitaliza os discursos da segurança pública. O engajamento dessa categoria na Câmara é pelo reforço ou ampliação de formas mais repressivas de controle social”, explica Fábia, citando os discursos que pregam o aumento da repressão e do encarceramento. Berlatto é co-autora do estudo “Da polícia à política”, que analisou o perfil dos candidatos das forças repressivas do Estado à Câmara dos Deputados no período de 1998 a 2014. Mesmo reduzida a tal especificidade, as conclusões do estudo ajudam a compreender esse novo cenário. A pesquisa mostrou que 70% dos candidatos das forças repressivas do Estado escolhem se candidatar por meio de partidos que defendem a plataforma do Estado mínimo e posições conservadoras no campo comportamental. No período analisado, em média 53% dos candidatos de partidos de direita faziam parte das forças repressivas. “Ainda que a identificação com partidos de direita não seja unânime, e varia entre grandes de direita e pequenos de direita, ela existe”, comenta. Fábia aponta que, mais recentemente, o número destes candidatos em partidos de direita de grande porte tem diminuído, sendo que 1/3 dos candidatos desse grupo tem cada vez mais optado por pequenos partidos de direita. Além disso, o número dos candidatos-policiais em pequenos partidos fisiológicos, ou seja, que não têm uma ideologia bem clara, sofreu aumento: em 1998, eles constituíam de apenas 10% do total de concorrentes, já em 2014, esse percentual subiu para 22,5%. Abordagem nas
Liberais só no papel: MBL quer regulação pública das redes sociais

Movimento praga o liberalismo econômico, com mínima intervenção estatal, mas após ter páginas aliadas removidas do Facebook pediu que STF intervisse na regulação de políticas de remoção de conteúdos e páginas digitais – Ao contrário do que prega a cartilha liberal, que defende a mínima interferencia de regulações estatais no mercado, o Movimento Brasil Livre (MBL) quer que o judiciário regule as políticas internas das empresas de redes sociais no Brasil. Segundo BR-18, o MBL ingressou com um madado de injunção no STF para que a Presidência edite numa regulamentadora de políticas de remoção de conteúdos e páginas digitais. Na quarta-feira, o Facebook excluiu cerca de 300 perfis e páginas, muitas delas com ligação ao movimento, que tem protestado contra a medida. Desde quinta-feira (26), militantes do MBL estão acampados em frente a sede da empresa de Mark Zuckeberg em São Paulo, cobrando o retorno das páginas. DESEMBARGADORA QUE DIFAMOU MARIELLE DEFENDE MBL: “ÀS ARMAS, CIDADÃOS” A desembargadora Marília de Castro Neves, que divulgou informação falsa sobre a vereadora Marielle Franco, saiu em defesa do MBL por conta da decisão do Facebook de tirar do ar 196 páginas e 87 perfis falsos; “É hora de parafrasearmos os franceses na Revolução de 1789: Ás armas, cidadãos!!! Formai vossos batalhões”, disse a magistrada 27 DE JULHO DE 2018 ÀS 16:04 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube Rio 247 – A desembargadora Marília de Castro Neves, que divulgou informação falsa sobre a vereadora Marielle Franco, saiu em defesa do MBL por conta da decisão do Facebook de tirar do ar 196 páginas e 87 perfis falsos.
Dia dos avós resgata músicas e brincadeiras antigas em Montes Claros

Em comemoração ao Dia dos avós, lembrado na quinta (26), será realizado o Primeiro Encontro dos ‘Vovós Babões’ de Montes Claros nesta sexta (27). A expectativa da organização é que cerca de 150 avós participem das atividades realizadas na praça central do Bairro Morada do Parque, entre as 18h e 21h. Leonora Barbosa, presidente da Associação dos Moradores, comenta que a ideia é valorizar o grupo e resgatar as brincadeiras antigas. “Sempre vemos dia dos pais, das mães, e nunca tem o dia dos avós com a mesma intensidade. De uns tempos para cá que ele começou a ser mais reconhecido. Quando o bairro foi criado, há 36 anos, vieram muitos casais jovens para cá e hoje vemos que a maioria dos moradores são avós. Por isso resolvemos homenageá-los”, comenta Leonora. A programação conta com várias atrações para toda a família, tudo para garantir a interação entre as gerações.“Pensamos em comemorar o dia deles com o resgate de brincadeiras antigas, de cantigas de rodas, vamos fazer bingos, que os vovós gostam, os shows contam com repertório de músicas que os vovós curtem, eles podem até participar do karaokê. O momento é de interação para eles e toda a família. Isso é interessante no sentido das pessoas verem a importância dos avós na vida da criança. Além disso, terá o concurso das vovós, em que elas e os netos vão se divertir e ainda ganhar prêmios”, diz. Maria Walda conta que o neto, de 1 ano, é alegria da casa (Foto: Arquivo Pessoal)Maria Walda de Freitas, de 57 anos, vai participar do encontro com o netinho de um ano. Ela conta que a chegada do bebê foi a realização de um sonho. “Fui avó um pouco tarde. Eu vivia dizendo para as minhas amigas que tinha inveja de quem aposenta e de quem é avó, e consegui as duas coisas ao mesmo ano: fui avó em julho e me aposentei em setembro. Estou realizada, muito feliz. O bom é que tenho essa disponibilidade de cuidar, estar perto. Ele é motivo de muito alegria, preenche a vida da gente, toda vez que ele chega, ilumina a casa. Paralelo a isso, também na praça central do bairro, será realizada a ‘Feira Namorada’, projeto que reúne produtores todas as sextas-feiras, onde são comercializados produtos de hortifruti, laticínios, artesanato, além das comidas típicas. Via G1 Grande Minas
Montes Claros vai transformar áreas públicas em campos de futebol

A Prefeitura de Montes Claros irá transformar áreas verdes, muitas delas servindo de depósito de entulho irregulares, em campos de futebol. A meta é criar nesta administração dezenas de novos campos em todo perímetro urbano. A medida faz parte da política de democratização da gestão pública implantada pelo prefeito Humberto Souto, através de ações que atendam aos anseios da população. O projeto também irá melhorar o visual da cidade e inibir a ação de quem despeja resíduos e lixo em locais inapropriados, melhorando a qualidade de vida e reduzindo as invasões em espaços públicos. A construção dos campos de futebol será feita de forma gradativa, sendo que a primeira etapa será a limpeza das áreas, com retirada do lixo e entulho. Depois serão instaladas as traves e, em algumas áreas, o cercamento dos espaços, para, em meados do mês de novembro, no início do período chuvoso, ser iniciado o plantio das placas de grama e realizado o acabamento nas áreas verdes. Sempre que possível serão instalados os equipamentos e mobiliário urbano para incentivar as práticas esportivas e melhorar a qualidade de vida da população. Com a criação destes espaços, a Prefeitura possibilitará novas oportunidades a crianças, jovens e adultos, especialmente quem reside dos bairros mais periféricos, melhorando a qualidade de vida, afastando a população de práticas ilícitas. Os moradores terão oportunidades para praticar esporte com qualidade, contribuindo na promoção do desenvolvimento social, esporte, saúde, e, principalmente, preservando o meio ambiente. Compensação – Parte dos serviços executados serão realizados utilizando recursos de compensação ambiental, disponíveis através do licenciamento ambiental de empreendimentos que se instalam no município de Montes Claros. Assim, se otimiza o uso da verba pública, realizando obras importantes para a população de forma mais rápida. Denúncias – As áreas verdes ocupadas ou com acúmulo de lixo e entulho, podem ser denunciadas pela comunidade junto ao Grupamento Tático Ambiental (153), na SEMMA (2211-3324) ou através do aplicativo Denuncie SEMMA, disponível para download em smartphones Android e IOs.https://portal.montesclaros.mg.gov.br/noticia/meio-ambiente/prefeitura-vai-transformar-areas-publicas-em-campos-de-futebol