18ª Mostra de Teatro de Montes Claros vai até o dia 5 de agosto

Evento oferece atividades e espetáculos para os amantes das artes cênicas Começou no último dia 9 de julho e vai até 5 de agosto a 18ª edição da Mostra de Teatro de Montes Claros. A atração, que é promovida por artistas de Montes Claros e da região com o apoio da Prefeitura, é uma opção importante para quem é amante do universo teatral. Estão sendo realizados workshops, palestras, oficinas e rodas de discussão, ministrados por profissionais gabaritados em artes cênicas. Os espetáculos teatrais estão sendo encenados no Centro Cultural Hermes de Paula, com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira), com as sessões acontecendo às 19 e às 21 horas. A Mostra de Teatro de Montes Claros é hoje o maior evento de teatro da região, e ao longo de suas edições já apresentou mais de quatrocentos espetáculos diferentes. O evento é considerado um espaço democrático para o fazer teatral. Nessa jornada, novas categorias teatrais foram se incorporando à Mostra, tais como Stand-Up, shows de mágica e humor, contação de histórias, tudo isso colaborando ainda mais para o crescimento do evento. Com a premissa de crescer mais a cada ano, a Mostra de Teatro procura sempre se aprimorar e ampliar suas atividades, incluindo em sua programação não só apresentações teatrais, mas também oficinas variadas, palestras, workshops e debates que visam conciliar a prática e a teoria em benefício de seus artistas e do público. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Norte de Minas recebe primeira usina híbrida de energia do Brasil

Projeto contempla famílias de atingidos por barragens, que terão participação ativa no processo Pela primeira vez no Brasil, será instalada, em Grão Mogol, no Vale do Jequitinhonha, uma usina híbrida, ou seja, que usa duas diferentes formas de geração de energia. Na já existente Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Marta, que gera a energia, se construirá uma usina de geração fotovoltaica, conhecida popularmente como placa de energia solar. “Temos uma PCH funcionando, mas com os reservatórios já depreciados pelo tempo e pouca reserva de água. Instalaremos uma usina flutuante em cerca de 30% do reservatório já existente e vamos aproveitar parte da estrutura, como a rede de distribuição subestação e outros”, explica Denio Alves Cassino, engenheiro de energia da Efficiencia, uma das empresas executoras do projeto. O projeto de pesquisa e desenvolvimento é resultado de uma parceria entre a Cemig e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), com previsão de investimento de R$ 24,4 milhões. O convênio foi assinado pela Associação Estadual de Desenvolvimento Ambiental e Social (Aedas), com participação da empresa Axxion Soluções Tecnológicas S.A., a subsidiária da CEMIG Efficientia S.A., e a PUC Minas. Único na história do país, o projeto prevê a participação ativa da população de 21 municípios da região, totalizando cerca de 1250 famílias de atingidos por barragens. Essas famílias serão beneficiadas com a energia produzida na usina híbrida e com redução nas tarifas. Frederico Soares, gerente de Tecnologia e Inovação da Cemig, explica que o engajamento das comunidades se dá nos processos decisórios do próprio empreendimento, com a construção da metodologia, as questões administrativas, e até mesmo no trabalho técnico no dia a dia da usina. “Nunca o setor elétrico havia pensado uma proposta que trabalhasse tecnologia de desenvolvimento com participação social em um mesmo projeto. Isso tem uma riqueza que nenhum outro projeto tem”, celebra Frederico. A iniciativa já está em andamento, em sua fase inicial de formação de pesquisadores populares para a realização do diagnóstico da região. A proposta básica da usina está em elaboração e deve estar pronta até julho deste ano, com previsão do início das obras em setembro. De acordo com a Aedas, a Usina Solar Fotovoltaica deve estar em operação até abril de 2019. Participação das mulheres O projeto Veredas Sol e Lares foi assinado no dia 8 de março deste ano, no dia internacional de luta das mulheres. Com a presença de mais de 200 atingidas por barragens de todo o estado, o convênio foi assinado entre o governador Fernando Pimentel (PT), a Cemig, as quatro empresas executoras e o MAB. “Isso é resultado de mais de 20 anos de luta. Para nós do MAB essa conquista não é só de Minas Gerais, é parte de um debate que estamos fazendo há anos: de que cabe ao povo o controle da energia, da riqueza. O projeto foi construído a partir das demandas das próprias comunidades, integra a construção do Projeto Energético Popular, com soberania, distribuição da riqueza e controle popular”, comemora Rogério Oliveira, militante do MAB e morador do Vale do Jequitinhonha. Passo a passo Fonte: Maíra Gomes – Brasil de Fato – Créditos: Foto: Eloá Magalhães/MAB
Após o golpe, fome e miséria voltou a assombrar famílias brasileiras

Sem casa, sem emprego e com mais crianças mortas: o Brasil do golpe é um pesadeloPublicado por Joaquim de Carvalho – DCM Duas notícias dão a medida de como o Brasil piorou nos últimos anos, depois que se colocou em marcha o movimento para tirar Dilma Rousseff e o PT do poder. O Fantástico da Rede Globo mostrou as obras do Minha Casa, Minha Vida que estão paradas em vários Estados do Brasil. Um motivo é de ineficiência administrativa: o governo que assumiu em 2016 não conseguiu entregar as moradias por não fazer coisas simples, como a ligação de energia. Outro problema é em razão da falta de recursos: as construtoras abandonaram as obras porque não recebem do governo federal. Hoje a Folha de S. Paulo informa que, pela primeira vez em 26 anos, aumentou a mortalidade infantil. Até 2016, o Brasil vinha reduzindo a taxa de mortalidade infantil em 4,9%, em média, a cada ano. No primeiro ano do governo de Michel Temer, essa taxa aumentou em 5%. Hoje morrem 14 crianças a cada mil nascimentos. A tendência, segundo estudos do próprio Ministério da Saúde, é que a mortalidade infantil tenha crescido em 2017 e cresça também em 2018. O governo que assumiu na mão grande, conspirando para derrubar a presidente eleita com cerca de 54 milhões de votos, atribui o desastre à herança da administração de Dilma. Seus porta-vozes na velha imprensa endossam a posição. Mas estas análises já não convencem nem mesmo quem foi às ruas de camisa da CBF protestar contra a corrupção. Em 2014, último ano em que Dilma pode governar sem estar emparedada pelo movimento, vá lá, golpista, os índices de emprego e renda eram vigorosos. Na prática, não havia desemprego no Brasil: os 5% registrados indicavam que quem procurava colocação encontrava. Hoje a taxa de desemprego é superior a 12%. Com renda menor e menos emprego, a economia trava, os impostos caem e o governo fica sem dinheiro para tocar o orçamento. Não é difícil compreender. Mas, desde 2016, o Brasil vive de farsa: com a aprovação do teto nas verbas do orçamento, o país voltaria a crescer. Não voltou. A reforma trabalhista provocaria uma explosão na geração de empregos. Não provocou. A privatização de ativos públicos provocaria um novo ânimo nos investidores. O que foi privatizado só deu alegria — e muita alegria — a quem comprou, não aos ex-donos, no caso, nós. A passagem aérea, com a permissão de cobrança por bagagem, tornaria as viagens mais baratas. Não tornou. Enfim, a lista de fracassos é gigantesca e, por óbvio, explica por que Lula, sem ser visto pelo grande público há 100 dias, lidera as pesquisas. Explica também por que há um movimento gigantesco para que Lula continue longe do povo, movimento que é liderado por setores do Judiciário, mas que não parecem autônomos. O Brasil é um país que se move por lobbies, como de resto a maior parte das nações. E Lula, numa definição precisa, é o lobista dos mais pobres. É ele quem, efetivamente, briga por mais casas — Minha Casa, Minha Vida — e também contra a mortalidade infantil. Havia um tempo em que se dizia que fazia isso por demagogia. Mas, desde que governou, colocou em prática políticas sociais que atenuaram as mazelas dos mais pobres. É fato, não é discurso. Ele e o PT falharam em muitas coisas quando governaram, mas dizer que o Brasil não era melhor com eles é uma mentira que ofende a inteligência. E, além disso, ajuda a manter as coisas como estão: o pobre sem casa e a criança morrendo. Alguém deve estar ganhando muito com este estado de coisas, e não é o brasileiro de uma maneira geral.
II Fórum de Pesquisa em Música da Unimontes, em Montes Claros

Nos dias 16 e 17 de julho, acontecerá o II Fórum de Pesquisa em Música da Unimontes. Será no auditório do prédio 2, onde funciona o Centro de Comunicação e Referência Audiovisual (CCRAV), no campus-sede. A organização é do curso de Licenciatura em Artes/Música e do Departamento Artes, além do Programa de Educação Tutorial (PET) Artes/Música. O evento reunirá profissionais, pesquisadores, professores e estudantes de música em geral em debates, análises e reflexões sobre “as múltiplas realidades da pesquisa em música no País”. A coordenação geral é das professoras Maria Odília de Quadros Pimentel e Raiana Maciel do Carmo. Uma das convidadas para o Fórum é a professora doutora Luciana Del-Ben, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que já presidiu a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música (ANPPOM), entre 2012 e 2015. Atualmente, ela responde pela área de Música no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No evento, ela ministrará a palestra “Panorama da pesquisa em Educação Musical no Brasil: Principais tendências e desafios”. As inscrições podem ser feitas por formulário específico aqui. SERVIÇOII Fórum de Pesquisa em Música da UnimontesDatas: 16 e 17 de julhoLocal: Auditório prédio 2 – CCRAV – campus-sedeInformações: (38) 3229-8310
Antes tarde do que nunca – Fernando Pimentel decide enfrentar Temer

– Fernando Pimentel denuncia cerco do governo Temer a Minas Gerais – Em entrevista publicada hoje pela Folha, o governador Fernando Pimentel acusa o governo Temer de promover um cerco ao Estado de Minas Gerais. “Não temos tido apoio do governo federal para nada. O Estado está numa situação de completo desequilíbrio orçamentário. O grande problema da maioria dos Estados e da União é a previdência pública. Sem ela, teríamos superávit de 7 bilhões de reais no ano passado. Com ela, temos um déficit de 9 bilhões. Tem que tirar dinheiro dos impostos para pagar a folha dos aposentados”, afirmou. O problema não existiria se, nos governos anteriores, especialmente no PSDB, esse problema tivesse sido enfrentado, com a capitalização da Previdência. Mas isso não foi feito. E agora, segundo Pimentel, é preciso fazer uma reforma. Mas, sem habilidade, o governo federal não conseguiu conduzir o tema. “Não pode ser feito goela abaixo no Congresso. “O modelo tem que ser alterado, sem penalizar o aposentado. O modelo adotado no mundo é a capitalização da Previdência. E aqui não foi feito”.Pimentel aponta as responsabilidades. Nos governos anteriores, havia recursos. Tanto que foi construído o elefante branco da Cidade Administrativa. “Aquilo poderia ter sido capitalizado num fundo para resolver o problema que caiu no nosso colo”, afirmou. Pimentel qualifica o governo de “desastre”. E diz que a solução é a eleição para o governo federal de uma nome do campo democrático-popular, que fará o Brasil voltar a crescer. Pimentel não descarta uma aliança com Ciro Gomes, mas, mais adiante, quando a situação de Lula se definir. Líder nas pesquisas de intenção de voto, Pimentel é candidato à reeleição e não descarta aliança com o MDB no Estado, que tem perfil diferente do de Temer. É progressista e, em várias situações, esteve ao lado do PT.
Copa do Mundo da Rússia – França assume o poder do futebol

França é a dona da taça da Copa do Mundo da Rússia. Vai levar a Paris a peça de ouro e sustentar nos próximos quatro anos a hierarquia do futebol até que surja um novo campeão no Catar em 2022. Uma das favoritas desde que pisou em Moscou há pouco mais de um mês, seleção francesa deixa para trás gigantes adormecidos e entra no seleto grupo de quem tem mais de uma Copa na sua coleção com as conquistas de 1998 e agora em 2018. A vitória com autoridade por 4 a 2 diante da lutadora Croácia, neste domingo no estádio Luzhniki com 78 mil torcedores, simboliza o tamanho dessa França, recheada de jogadores de origem nas colônias africanas e disposta a ditar novos rumos do futebol, claro, se a concorrência não reagir. A fonte é fértil. Mbappé, 19 anos, foi eleito pela Fifa melhor jogador jovem da Copa. A derrota não estremece a Croácia, uma pequena nação de 4,1 milhões de habitantes que teve seus jogadores criados sob sofrimento, som e pânico de balas zunindo nas ruas durante a guerra dos Balcãs nos anos de 1990. É uma geração vencedora por natureza e por isso não se entregou nunca nesta Copa da Rússia até o colapso sem saída na final do Mundial. O reconhecimento da luta vem com Modric, 33 anos, eleito pela Fifa melhor jogador do Mundial. O JOGO Croatas sofreram um duro castigo no primeiro tempo. Dominadores do jogo, levaram dois gols em lances de bola parada – quase 50% dos gols desta Copa –, com direito a um deles por indicação do VAR (arbitragem de vídeo), em dois raros ataques sem compromisso da França. A derrota parcial não cabia no futebol jogado pela Croácia. Desde o início da partida se impôs com troca de passes, com soberania, procurando os cantos do campo e dali os cruzamentos na área – característica marcante deste time. Provocou calafrios nos franceses, esteve a ponto até de marcar o primeiro gol com Perisic. Postura covarde, pelo time que tem, a França aceitava de forma passiva as investidas do adversário. Plantada no seu campo, lutava para impedir as ramificações dos croatas de uma árvore da vitória. Não queria correr riscos. Griezmann e Mbappé, arco e flecha dos Le Bleus, e Pogba, carregador de bola ao campo inimigo, não ultrapassavam a linha divisória. Futebol pobre, sem luz, mas coerente com sua estratégia. Croácia não era merecedora nem mesmo dos caprichos do futebol. Mas o imponderado muitas vezes premia quem não tem direito ao presente. Como no lance em que Griezmann cai, induzido ser abatido por uma falta inexistente, e o juiz argentino confirma a falta. Griezmann bate e Mandzukic desvia contra seu próprio patrimônio: Franca 1 a 0, aos 17. A dor do gol sofrido abate os croatas por dez minutos até que, em falta recebida por Perisic, Modric levanta na área, Varsalkjo escora de cabeça, Manduzkic completa o toque, também de cabeça, Vida domina rebote e serve a Perisic, que gira e faz um golaço de canhota. Empate merecido: 1 a 1, aos 28. Gol de Perisic faz a Croácia renascer e impor sua vontade na decisão da Copa. Futebol de muita obediência tática e simplicidade. Quando tudo parecia caminhar mais fácil aos croatas, apoiados pela maioria da torcida no Luzhniki, eles levam outro castigo. Esse de doer. Em raríssimo ataque francês, um escanteio demolidor com a bola chicoteando na mão de Perisic. Pitana recorre ao VAR e marca pênalti. Griezmann bate e faz o segundo: 2 a 1 França, aos 37. Croácia deveria recomeçar sua história. A França apenas sustentar a hierarquia. Uma injustiça. Segundo tempo não havia muito a fazer por parte dos croatas. Ou aceleravam o passo em busca do empate ou a taça estaria encaminhada a Paris. O problema é que eles não poderiam abrir sua casa para Mbappé entrar. Garoto como trem-bala e de dribles desconcertantes seria um tormento nos contra-aques. Depois de dez minutos de muito pelejar, Croácia começou a sentir o peso da derrota e da diferença de um time para outro. No primeiro contra-ataque bem encaixado de Mbappé sai o gol de Pogba em jogada que ele mesmo havia iniciado: 3 a 1, aos 14. Pogba e Griezmann assumiam as rédeas do jogo. Davam velocidade na saída ao ataque e contornavam todos os problemas. Da trama deles, nasce gol de Mbappé, em bola desviada na zaga: 4 a 1. A Copa já tinha um destino. Como os croatas, arrastados até ali na final do Mundial depois de três prorrogações e muita luta, poderiam impedir avalanche francesa? Era preciso dobrar os esforços, impedir ação de Griezmaan e Pogba, dar um jeito de frear Mbappé e criar situações de gol. Ufa! Não era uma tarefa fácil. E, com 4 a 1 no lombo, pior ainda. Acontece que o goleiro Lloris, capitão francês, se descuida na saída com os pés e dá um gol de graça a Mandzukic: 4 a 2. Um sopro de vida a quem precisava de muito oxigênio e um sinal de alerta a quem gozava de boa saúde. Tempo escorre como rio de fogo à Croácia e uma correnteza calma em águas limpas a favor do França. Modric não tem mais força e cabeça. Pogba esnoba sua fonte de energia. A Copa havia acabado faz tempo. Como há um bom tempo o canto da torcida francesa fazia ecoar e estender o manto dos Bleus no Luzhniki. França se legitima bicampeã e entra no grupo imponente de seleções que têm mais de uma Copa na sua coleção – Brasil, Alemanha, Itália, Argentina e Uruguai. E confirma sua autoridade de favorita desde o dia em que pisou na Rússia há pouco mais de um mês, deixando para trás gigantes adormecidos. Paris, a nova casa do futebol.
PF quer indiciar Aécio no “mensalão”: vão “matar o morto”?

Por Fernando Brito, do Tijolaço – No seu incrível esforço para provar que “a lei é para todos”, a Polícia Federal, através de O Globo, anuncia que Aécio Neves “atuou em 2005 para maquiar os dados do Banco Rural entregues à CPI dos Correios, que investigou o esquema do mensalão”. É claro que isso só acontece porque Aécio, como antes o ex-governador Eduardo Azeredo, politicamente, está mortos. Donde nenhuma diferença faz e não fará, porque o texto transcrito pelo jornal é do melhor “padrão Sérgio Moro-Deltan Dallagnol”: No relatório, Heliel [Heliel Jefferson Martins Costa, o delegado da Polícia Federal que assina o tal relatório] explica que as provas indiciárias ocorrem nos casos em que “são demonstrados fatos secundários, devidamente comprovados, a partir dos quais é possível extrair a convicção da existência do fato probando, por meio de induções ou raciocínio lógico”. Em outras palavras, o delegado diz que o envolvimento do senador tucano teria sido provado a partir de fatos que, reunidos em ordem lógica, possibilitam ao investigador afirmar que Aécio não tinha como não saber ou não ter participado da trama apurada. Não é? “Provas indiciárias = meros indícios, não provas”; “a partir dos quais é possível extrair a convicção da existência do fato probando = o fato não é fato, mas convicção”; “não tinha como não saber ou não ter participado da trama = arremedo de teoria do domínio do fato“. É claro que isso não vai prosperar, exceto se houver a intenção de “matar os mortos” para provar que há isenção política. E para, tardia e inutilmente, justificar a monstruosidade jurídica daquele famoso voto do “não tenho provas, mas a literatura jurídica me permite condenar”, usado contra o ex-ministro José Dirceu.
AÉCIO MANIPULOU DADOS DE CPI QUE APUROU O MENSALÃO

– A Polícia Federal afirma, em um relatório datado de maio deste ano, ter conseguido provas de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atuou para maquiar os dados do Banco Rural que foram entregues à CPI dos Correios, que apurou o esquema do chamado mensalão, em 2005. De acordo com o delegado federal Heliel Jefferson Martins Costa, os dados foram alterados de maneira a omitr a ligação da instituição com as empresas do operador do esquema Marcos Valério e o governo mineiro, que na época era comandado por Aécio. Segundo a PF, as provas contra o tucano aparecem nas ocasiões em que “são demonstrados fatos secundários, devidamente comprovados, a partir dos quais é possível extrair a convicção da existência do fato probando, por meio de induções ou raciocínio lógico”, ou seja: Aécio não tinha como não saber ou não ter participado do esquema investigado. As investigações, iniciadas a partir da delação do ex-senador e presidente da CPI dos Correios em 2005 e 2006 Delcídio do Amaral, apontam que Aécio e o vice-governador Clésio Andrade teriam maquiado os dados apresentados para deixar políticos do PSDB fora das apurações.Como resultado da maquiagem das informações, os nomes dos fiadores dos empréstimos contraídos por Marcos Valério foram omitidos do relatório da CPI. Isto teria acontecido após Aécio acertar com Delcidio a extensão do prazo para que o Banco Rural concedesse as informações solicitadas. “A exclusão foi feita sem qualquer motivação idônea, vez que não houve alteração nas garantias dadas para quitar o empréstimo que justificassem a renúncia pelo banco dos compromissos fidejussórios (garantias) prestados por Mauri José — presidente da ALMG e líder do Governo Mineiro naquela casa legislativa — e Danilo de Castro — secretário do Governo de Minas Gerais à época dos fatos”, destaca o relatório da PF.
Conversa Afiada – Folha descobre que a Lava Jato é uma fraude!

Título do editorial é “Sem provas”. Precisa desenhar?O Judge Murrow começa a descer as escadas do Inferno. No PiG. Porque fora do PiG, lá já está… Leia trechos do editorial da Fel-lha, publicação da Província de São Paulo que destruiu reputações – especialmente do PT -, ao divulgar essas mesmas delações (selecionadas, porque o C Af jamais recebeu um vazamento!) que, agora, sabe que são uma fraude! Sem provas (…) Quão vulgar se tornou o recurso ao encarceramento provisório? Como autoridades podem ser responsabilizadas por decisões açodadas e mal fundamentadas? Colocam-se em dúvida, mais uma vez, inquéritos amparados basicamente em delações, por fundamentais que estas sejam. É lugar comum dizer que tal instrumento deve ser escorado por evidências mais concretas. Neste e noutros casos de ampla repercussão, não se pode dizer que tais cuidados tenham sido tomados. Reputações, empreendimentos, a política nacional e a credibilidade das instituições da Justiça são maculados por denúncias do gênero. O anseio compreensível pelo fim da impunidade não pode levar a atalhos que contornem as exigências dos processos corretos. PHA
Professores municipais de Montes Claros criaram seu Sindicato

Foi realizada na manhã deste sábado (14) no antigo plenário da Câmara Municipal de Montes Claros, uma assembleia dos professores municipais de educação do município de Montes Claros, que aprovou a criação do Sindicato dos Professores da rede municipal de ensino, conforme edital publicado no jornal Gazeta no dia 23 de junho. Na oportunidade, foi eleita, por unanimidade, a diretoria que é composta com nove membros efetivos e nove suplentes, e um conselho fiscal, com três representantes e seus respectivos substitutos. O novo sindicato conta com uma diretoria executiva e várias secretarias, dentre elas, a secretaria das mulheres, de comunicação, de políticas sindicais e dos aposentados.A assembleia deliberou ainda uma conversa da diretoria eleita com a Central Única dos Trabalhadores , para uma possível filiação à CUT, desta recém-criada entidade sindical. O SIND-EDUCA/MOC funcionará provisoriamente numa casa próxima da Prefeitura (Rua Leolino Câmara, 86, na Vila Guilhermina).