Em depoimento na Câmara, Duran fala sobre o lado obscuro de Moro

 O advogado Rodrigo Tacla Duran, que atuou como consultor da Odebrecht, voltou a afirmar que os sistemas eletrônicos Drousys e MyWebDay, utilizado pela construtora para gerenciar o pagamento de propinas, teriam sido adulterados de modo a produzir provas para incriminar figuras que estariam no alvo de procuradores da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Em audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, realizada nesta terça-feira (5), Tacla Duran também destacou as negativas da Lava Jato em ouvi-lo sobre esses indícios de fraude na produção de provas. Segundo ele, antes de servirem como provas em diversas condenações, as planilhas da Odebrecht deveria ter sido periciadas pela Justiça, que poderia comprovar assim as ditas manipulações. Tacla Duran, que foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas teve por cinco vezes o seu depoimento negado pelo juiz Sérgio Moro. Ele denunciou o “cerceamento” do direito de defesa no âmbito da Lava Jato: “Amordaçar testemunhas é sinal claro de que não está se fazendo Justiça”. A recusa de Moro e da força-tarefa de Curitiba em ouvir as explicações de Tacla Duran, se deve, segundo o advogado, ao fato de ele não ter assinado acordo de delação premiada com a Lava Jato, que teria condições “melhoradas” após negociação realizada pelo advogado Carlos Zucolotto, ex-sócio da esposa do magistrado, Rosângela Wolff Moro, e padrinho de casamento do casal. “Zucollotto me propôs que lhe desse 5 milhões de dólares em troca de sua proteção na Lava Jato”, afirmou Tacla Duran, que comentou ter conhecimento sobre outros advogados que também “venderam proteção” contra acusados, o que configuraria um modus operandi da força-tarefa. Perguntado pelo deputado Wadih Damous (PT-RJ) se as manipulações nas planilhas extraídas dos sistemas eletrônicos teriam sido adulteradas em outros inquéritos, Tacla Duran afirmou tem conhecimento de outras manipulações similares que são tidos como “extratos bancários”. “Hoje quem questiona o modus operandi da República de Curitiba é considerado inimigo da Lava Jato. Será que teremos que ser coniventes com o atropelo das leis?”, questionou o advogado, ouvido como testemunha em outros sete países para dar explicações sobre o sistema de pagamentos de propina da Odebrecht. Tacla Duran confirmou que tinha acesso ao sistema Drousys, que servia para fazer a comunicação interna entre os envolvidos nos esquemas da Odebrecht. Ele contou que recebeu e-mails da direção da construtora alertando para que as informações necessárias fossem copiadas e depois destruídas, pois receavam que os sistemas poderiam ser apreendidos pela Justiça. “O sistema foi adulterado diversas vezes, foi montado para caso viesse a ser apreendido. Minha surpresa são as alterações posteriores ao bloqueio.” De acordo com Tacla Duran, Zucolotto atuaria junto à força-tarefa com o intuito de reduzir penas e muitas que recairiam sobre ele, em troca do pagamento de US$ 5 milhões “por fora”. Ele classificou a prática como “extorsão” e que, desde tal oferta, recusou o acordo, e então passou a ser perseguido por Moro e os procuradores de Curitiba. “Desde 2016, quando decidi procurar espontaneamente a Lava Jato, sou tratado como criminoso, alvo de ofensas. Mas, em momento algum, apresentaram qualquer prova contra mim?” Após o caso vir à tona, em agosto de 2017, Tacla Duran detalhou a sua versão em outro depoimento prestado em dezembro do mesmo ano, em sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS. No mesmo mês, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de lavar dinheiro de propina da Odebrechet. “Essa é a segunda vez que sou chamado no Congresso Nacional. Nunca tive oportunidade de fazer isso perante a Lava Jato. Nunca quiseram me ouvir sobre as acusações que fazem contra mim.” Moro afirma que Tacla Duran, que tem dupla cidadania e vive na Espanha, é foragido da Justiça. O advogado contestou, afirmando que os procuradores é que não estiveram presentes em audiência marcada em colaboração com a Justiça espanhola, também em dezembro passado. “Os procuradores que solicitaram para vir, não vieram. A minha colaboração com Peru, Equador e Andorra, por exemplo, se mostrou extremamente eficaz. Resultou em diversas prisões e até em renúncias de presidentes.” Há seis meses, os deputados Paulo Pimenta, Wadih Damous e Paulo Teixeira (PT-SP) cobraram da Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue as acusações de Tacla Duran. A PGR decidiu arquivar a representação dos parlamentares, alegando que os documentos que o advogado aponta como falsos são “verídicos”. Os deputados prometem recorrer da decisão, e insistem que Tacla Duran deve ser ouvido. Questionado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) se as adulterações nos sistemas da Odebrecht serviriam também para encobrir práticas ilícitas dos próprios executivos, Tacla Duran foi categórico. “Sem dúvida. Por isso que estou sendo acusado, no lugar deles.”

Blog do Esmael: Paneleiros e manifestoches arrependidos, uni-vos

 A edição eletrônica da revista Época nesta segunda-feira (4) fez uma reportagem sobre uma nova categoria de militância política. Trata-se da numerosa legião de “paneleiros arrependidos”. Segundo a Época, “surge nas cidades brasileiras uma nova categoria de engajados: os ex-paneleiros que lamentam ter colaborado para a ascensão de Michel Temer, à frente do governo mais impopular da história”. A turma de arrependidos é eclética e atravessa todas as classes sociais: motoristas de taxis, servidores públicos, aposentados e ex-empresários e empresários em apuros. A lista de reclamações dos ex-paneleiros e manifestoches contra o governo golpista é tão ampla quanto a sua impopularidade recorde de mais de 90%. A revista registra o caso do produtor de sistemas de informação Rodolfo Gonçalo, de 38 anos, morador de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. Ele afirmou “que passou os últimos anos dividindo suas tarefas em um home office com bicos de taxista. E foi dirigindo que conversou com muitos passageiros e amigos sobre a situação do país. Nesse período, ele disse que ouviu barbaridades sobre Dilma e outros políticos. Passado o tempo, avalia que se deixou contaminar. Antes favorável ao impeachment, ele disse que não sabe mais se foi a melhor opção”.

Polícia Federal apura se coronel Lima é laranja de Michel Temer

 A PF quer saber o que todo mundo já sabe: que o coronel Lima é apenas uma laranja de Temer  – A Polícia Federal investiga se a Fazenda Esmeralda, localizada no interior de São Paulo e usada pela empresa Argeplan, de João Baptista Lima Filho, o coronel amigo de Michel Temer, pertence ao peemedebista, aponta reportagem de Mariana Oliveira e Andréia Sadi, no G1. De acordo com relatório das buscas e apreensões feitas no dia 29 de março, no âmbito da Operação Skala, a PF apreendeu em endereços de coronel Lima diversos documentos sobre a fazenda. A Operação está ligada ao inquérito que apura se Temer editou um decreto para beneficiar empresas do setor de portos. Mais cedo, o blog de Andréia Sadi também noticiou que o empresário e sócio do grupo Libra, Gonçalo Torrealba, contradisse a resposta dada por Temer a investigadores da PF de o coronel João Batista Lima Filho jamais teria atuado como “arrecadador de recursos” de campanhas eleitorais do emedebista. Torrrealba teria dito ter recebido um pedido da parte do coronel Lima para que efetuasse doação para a campanha eleitoral de Temer à Câmara dos Deputados “há mais de dez anos”. Lima, assim como Temer, é investigado pela suspeita do recebimento de propina por meio do chamado decreto dos portos, que teria beneficiado empresas do setor portuário, dentre elas o grupo Libra.

Para prender o ex-presidente Lula, põe-se milhares na cadeia

 Ninguém, é claro, pode achar que não se estava de olho na possibilidade de prender Lula, quando subitamente, o Supremo Tribunal Federal mudou seu entendimento para decidir que um acusado pode ser preso após decisão de 2ª instância, isto é, sem o trânsito em julgado do processo. Regiane Soares, do Agora (jornal do grupo Folha) publica hoje um balanço da Defensoria Pública revelando que, em dois anos, quase 14 mil pessoas (13.887 mandados) foram presas ou estão para ser por conta desta decisão, apenas em São Paulo. Numa projeção nacional, não será exagero estimar que possam chegar perto de 50 mil os aprisionamentos realizados pela “novidade” jurídica, porque o “poderá ser preso” da sentença do STF, na leitura de nossos tribunais, é o mesmo que “recolhe o sujeito”, independente do fato de oferecer perigo ou de poder obstruir o processo. É, portanto, toscamente inverídica a afirmação da chamada de capa do jornal, dizendo que são “políticos” os que estão sendo presos. Estamos falando em aprisionar gente que daria mais que a lotação de um estádio de futebol, dos grandes, e talvez tenhamos de usar mesmo estádios – à moda do que fazia Pinochet, no Chile, para prender tanta gente. Num país em que temos 700 mil presos e um nível de criminalidade como jamais se viu, está mais que claro que isso não é combate à impunidade, mas barbárie. E, neste caso, o direcionamento das decisões judiciais para um propósito político determinado, por mais que os fuinhas e de pavões – dispenso-me de identificar suas excelências – procurem vesti-los com razões morais , produzindo um encarceramento em massa de gente que, pela quantidade, é na grande maioria incapaz de sustentar sua defesa presos e sem recursos. Como nossos magistrados se transformaram a delegados de política da roça, natural que o Direito esteja reduzido a um “teje preso“. Via Fernando Brito – Tijolaço

Publicado na Inglaterra, estudo revela influências no Norte de Minas

 Artigos científicos da Unimontes sobre Mata Seca e Cerrado publicados em periódicos internacionais Os estudos desenvolvidos pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) sobre o desmatamento de áreas de Mata Seca e de Cerrado no Norte de Minas, por intermédio do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Uso dos Recursos Naturais (BURN) e do grupo de pesquisa sobre Mata Secas, resultaram em artigos publicados em periódicos internacionais. Os levantamentos são realizados no âmbito da Rede Internacional de Pesquisa Colaborativa Tropy-Dry (Florestas Tropicais Secas). O desmatamento nas Matas Secas foi abordado no artigo “Políticas de Uso da Terra e Desmatamento em Florestas Tropicais Brasileiras”, publicado no periódico Environmental Research Letters (Cartas de Pesquisa Ambiental), da Inglaterra. O trabalho foi resultado da dissertação de mestrado da aluna Mariana Dupin, do mestrado em Biodiversidade e Uso dos Recursos Naturais. Antes, outro artigo de autoria do professor Mário Marcos Espírito Santo, da coordenação do grupo de pesquisas sobre as Matas Secas, foi publicado no periódico “Transações Filosóficas”, também de Londres. O trabalho teve como título “Políticas de uso da terra e desmatamento em florestas tropicais brasileiras entre 2000 e 2015”. PERFIS – “As publicações são importantes por mostrar as causas biofísicas – influência do relevo, do clima, entre outros – e socioeconômicas (influência da produção agropecuária, da densidade populacional, entre outras) do desmatamento no norte de Minas Gerais”, afirma o professor Mário Marcos Espírito Santo. LINHA DE TEMPO “A intensidade do desmatamento também foi quantificada entre 2000 e 2015, ou seja, em um período bem recente, e foi discutida no contexto das políticas ambientais (por exemplo, a Lei da Mata Atlântica, que protege as Matas Secas) e de desenvolvimento aplicadas no norte de Minas Gerais nas últimas décadas”, complementa o pesquisador. Outro diferencial dos estudos, ainda conforme Mário Marcos, foi a quantificação da regeneração natural do Cerrado e da Mata Seca, o que geralmente não é feito em estudos sobre mudanças na cobertura vegetal. Em convite, ele também já apresentou trabalho sobre o mesmo tema em congresso realizado pela Associação para Biologia Tropical em Conservação, na cidade de Montpellier, na França. Mário Marcos lembra que as produções científicas que ganharam divulgação internacional são resultados de estudo multidisciplinar, feito no âmbito da rede internacional de pesquisas Tropi-Dry, com financiamento do Instituto Interamericano de Pesquisas em Mudanças Globais. O grupo conta com pesquisadores de quatro departamentos da Unimontes: Biologia Geral, Geografia, Ciências Sociais e de Saúde Mental e Coletiva. SOBRE O DESMATAMENTO O pesquisador disse que uma característica importante da produção dos dois artigos publicados nos periódicos estrangeiros foi o levantamento de dados, a partir do geoprocessamento, de cada um dos 80 municípios da região norte-mineira, com informações mais precisas sobre o desmatamento. “Através de imagens de satélite, obtivemos uma série de parâmetros para os municípios, como declividade média, tipo de clima, densidade de rios e de rodovias, área protegida por unidades de conservação, entre outras”, relata. Ele salienta que, de uma maneira geral, os resultados do grau de desmatamento são impressionantes. “Tanto o Cerrado como a Mata Seca perderam 1,2% de sua cobertura nesta linha de tempo de 15 anos – entre 2000 e 2015 –, que é maior do que a observada nesses tipos de vegetação em outras partes do Brasil. De uma maneira geral, o Cerrado perdeu uma área de 23.446 km², um desastre que só não foi pior porque 13.926 km² de áreas abandonadas ou protegidas por unidades de conservação se regeneram naturalmente, diminuindo a perda líquida de cobertura vegetal nesse bioma para 9.520 km² em 15 anos no Norte de Minas Gerais”, registra o professor da Unimontes. Mário Marcos destaca que situação semelhante foi verificada com as Matas Secas, cuja extensão é bem menor do que o Cerrado no Norte de Minas. “No total, foram desmatados 9.825 km2 de áreas de Matas Secas, parcialmente compensados com a regeneração natural de 6.523 km², resultando em uma perda líquida de 3.302 km² (18% da área total). Esses números são mais assustadores quando se considera que as Matas Secas norte-mineiras estão supostamente protegidas pela Lei da Mata Atlântica (Lei Federal 11.428) desde 2006 (e anteriormente pelo Decreto 750, de 1993). As áreas mais sensíveis ao desmatamento foram as áreas de relevo mais plano e municípios com maior rebanho bovino perderam maior cobertura vegetal. Assim, a pecuária continua sendo o maior vetor de desmatamento no norte de Minas Gerais”, enfatiza. O pesquisador lembra que outro resultado importante dos estudos é a constatação de que municípios com maior desmatamento não obtiveram melhores indicadores sociais e econômicos. “Isso contraria os clamores dos setores rurais da região, que argumentam que o desmatamento é necessário para a expansão da agropecuária, crescimento econômico e geração de emprego e renda. Na verdade, municípios que sofreram maior desmatamento não apresentaram maior crescimento de PIB, melhora no IDH ou no Índice de Desigualdade. Finalmente, os estudos concluem que as políticas macroeconômicas que estimulam o modelo de desenvolvimento hegemônico no Norte de MG devem ser revistas. Essas políticas estão enraizadas no desmatamento e na produção e exportação de commodities agrícolas, causando impactos ambientais de longo prazo sem evidências de ganhos de bem-estar”, avalia Mário Marcos do Espírito Santo. Via Ascom/Unimontes

Lição tardia para os saudosos da ditadura – Por Fernando Brito

 Leandro Loyola, na edição de hoje de O Globo, publica mais uma revelação de documentos estrangeiros mostrando corrupção no regime militar. De novo, nenhum efeito fará, porque para os cínicos e hipócritas a verdade tem pouca serventia. A leitura é, porém, interessante para que se entenda que, embora alguns espertalhões de farda possam tem tirado gordas vantagens, a instituição militar teve um imenso prejuízo com o papel autoritário a que se prestou e que esta consciência, sob os quepes menos obtusos, prevalece há três décadas. Porque, afinal, para usar uma frase de Leonel Brizola, os militares “amarraram a vaquinha para outros mamarem”. Aliás, não existe maior exemplo de quem tenha enriquecido sob a ditadura com concessões e dinheiros públicos que a Globo, a quem o velho gaúcho, justamente por crescer na escuridão, chamava de “cogumelo”… Outra coisa bem diferente é a “coincidência” de que estes assuntos estejam surgindo, um atrás do outro, depois de três ou quatro décadas de silêncio. Têm tanto valor, agora, quanto a “autocrítica” da Globo sobre seu apoio à ditadura: nenhum, senão demonstrar sua hipocrisia. Espera-se que haja, com quepes ou não, cérebros que não sejam obtusos a ponto de não o perceberem. * Fernando Brito é editor do Tijolaço

Pedro Parente consolida o PSDB na lixeira da história política brasileira

 * Por Gustavo Conde Com esse último episódio da Petrobras – o desastre Pedro Parente – o PSDB se consolida como o partido que sabe destruir o país. Um partido de tecnocratas que têm nojo do povo e do debate público. Um partido de pessoas prepotentes e falsos intelectuais. O partido que mais bem representa a violenta e infame elite escravocrata paulista. Um partido que não tem a menor ideia de como gerenciar o planejamento estratégico de um país. Um partido com a visão limitada de políticas públicas. Um partido composto por economistas de gabinete, por carreiristas de agências de pesquisa aparelhadas, por quadros egressos da direita fóbica. O PSDB se mostrou um desastre, uma vergonha, um amontoado de engravatados que desfila seu pedantismo nos veículos de comunicação oficiais do país. No fundo, não passam de quadros subservientes e com rabo preso. São os famosos professores que ‘não sabem nada’, que usam o cargo que lhes foi concedido na base do favor (o orientando que é amigo do chefe de departamento) e que, por isso mesmo, tornam-se agentes violentos de poder incrustados nos corredores universitários. São pessoas mal formadas, que acenderam no nicho acadêmico (conheci muitos na Unicamp e um tanto maior ainda na Usp) confeccionando teses que são meras repetições das referências bibliográficas, também escolhidas a dedo e na base do favor e da subserviência intelectual. Tucano não inova, tucano repete. Esse comportamento domesticado tem grande aceitação nos corredores políticos das universidades públicas estaduais paulistas, focos de poder do tucanato, enrustido ou não. É só gente incompetente. Não rendem debate, não rendem ousadia, não rendem produção acadêmica de qualidade. As lambanças recentes desse sub segmento vão do volume morto nos reservatórios de São Paulo às mortes no trânsito que voltaram a crescer na capital com a gestão Doria. Dá para levar a sério tecnocratas com esses resultados? Como se não bastasse, para piorar, os quadros tucanos do interior do país mesclam a prepotência do falso cosmopolitismo com a ignorância das elites rurais do século passado. Tucano prefeito de interior é gente grossa que administra a cidade como a fazenda da família. E garantem a ração do financiamento com braços religiosos, fraudes fiscais, conexões obscuras empresariais e toda sorte de conchavos no sistema bancário. A máscara tucana é muito eficiente para esconder a rapinagem explícita dos recursos públicos: eles falam “bonitinho” e enganam qualquer jornalista e qualquer cidadão propensos a encantamentos retóricos. Tucano do interior paulista é um capítulo à parte. É um segmento que não se encaixa no discurso da esquerda e que não sabe para onde ir. Daí sobra esse grupinho, que em geral está associado aos rotarys, às maçonarias, aos milicos e às elites locais que não têm para onde correr diante da “ameaça permanente do PT”. E no estado de São Paulo, qualquer partido que não seja o PT ou o PCdoB, são partidos tucanos. PV, PSB, PPS etc, nesse estado atrasado, são partidos de aluguel do tucanato. É deprimente. Pior ainda que tucanos filiados são os tucanos enrustidos, os chamados “isentões”. É gente que não tem coragem de se assumir tucana, mas que, através de uma linguagem empolada e cheia de verniz acadêmico, defende o mesmo projeto covarde de passar uma vida inteira “tirando da reta”. Traduzindo: são mais ‘em cima do muro’ que os próprios infelizes peessedebistas filiados, um feito inédito de nulidade intelectual. O PSDB, portanto, garantiu na história o seu lugar de partido do atraso, de partido conservador, de partido fascistoide de direita. Seguiram FHC na picaretagem acadêmica e partiram para, pela primeira vez na vida, assumir o protagonismo de alguma coisa: o protagonismo do golpe de 2016. O PSDB vai ser expurgado da história como o pior e mais infame partido político que o Brasil já teve a infelicidade de gestar. Ele arrasou o país, desde a redemocratização. Seus líderes adocicados do passado (Montoro e Covas) são apenas um quadro velho e empoeirado na parede. Se vivos, estariam na mesma entropia de horror e incompetência. O golpe terá esse efeito positivo no final das contas. É a pá de cal nessa velhacaria escrota que devastou a soberania do país. Gustavo Conde é linguista, colunista do 247 e apresentador do Programa Pocket Show da Resistência Democrática pela TV 247.

Em homenagem aos dois anos de golpe, Temer ganha dois chifres

‘Chifrinho’ é a nova marca de dois anos do governo Michel Temer Os marqueteiros de Michel Temer são campeões do duplo sentido. Depois de cravarem que ‘O Brasil voltou, 20 anos em 2’, agora criaram um ‘chifrinho’ para marcar a passagem dos dois anos de golpe de Estado. O ‘chifrinho’ é uma instituição brasileira. Uma galhofa, comum nas fotografias entre familiares e amigos. Nada de grave. Mas como o duplo sentido pode ter mais de duas interpretações, na política a imaginação voa… Em janeiro deste ano, Michel Temer jurou em entrevista ao programa de Amaury Junior, na Band TV, que não é ‘satanista’. Ele atribui isso à fake news na internet. O diabo é que os marqueteiros do Planalto não ajudam muito o Tinhoso adotando o ‘chifrinho’ como marca de governo. Via Blog do Esmael

Acidente mata Madre Angélica, a fundadora do convento Carmelo

 Mais de 40 anos de dedicação à Igreja Católica foram interrompidos por um trágico acidente na manhã desse sábado (2), na BR-135, em Montes Claros, região Norte de Minas. A freira Maria Angélica, de 87 anos, morreu quando o carro em que ela estava com outras quatro idosas foi atingido por uma carreta que invadiu a contramão. Conhecida na cidade como Madre Angélica, a freira fazia parte do convento Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo XI. Outra duas religiosas, da mesma casa, também estavam no veículo. Segundo a Arquidiocese de Montes Claros, a Irmã Elizabete teve ferimentos leves e a irmã Maristela sofreu uma fratura no fêmur e passará por uma cirurgia. As duas foram encaminhadas para a Santa Casa de Montes Claros. Além das freiras, duas mulheres, amigas do convento, que seguiam no mesmo carro, ficaram feridas. As identidades delas e o estado de saúde de cada uma não foram informados. Já o motorista da carreta nada sofreu. Segundo o Corpo de Bombeiros, a carreta que invadiu a contramão acertou a lateral do carro em que estavam as mulheres. A perícia esteve no local e as causas do acidente ainda serão investigadas. A pista ficou fechada nos dois sentidos da BR-135 durante o trabalho de resgate das vítimas.   VelórioO corpo de Madre Angélica está sendo velado na Capela do Carmelo, neste domingo (3), das 7h às 20h, com celebrações de missas às 8h30, 10h30, 15h e 17h. Na segunda-feira (4), Dom José Alberto Moura, Arcebispo Metropolitano, presidirá a missa de exéquias às 9h. Em seguida se fará o sepultamento no cemitério do Carmelo. Madre Angélica, cujo nome de batismo é Sophia Maria Esteves de Melo, de 87 anos, era a madre superiora e fundadora do Convento do Carmelo Mãe da Igreja e Paulo VI (Convento das Carmelitas), criado há 40 anos. O local conta com 18 freiras em regime de clausura. .

Mesmo sem Parente, Temer aumenta de novo o preço da gasolina

  Agora sob o comando de Ivan Monteiro, a Petrobras aumentou neste sábado (2) em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias; em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072   Agência Brasil – A Petrobras aumentou hoje (2) em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. De ontem para hoje, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal. Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072. O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.