Petro anuncia que Colômbia romperá relações com Israel por massacre em Gaza

Durante ato no 1º de maio, presidente classificou governo israelense como genocida e disse que romperá relações Lucas Estanislau O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que o país romperá relações diplomáticas com Israel por conta do massacre cometido contra palestino na Faixa de Gaza. Desde outubro do ano passado, mais de 34 mil pessoas já foram mortas. A declaração ocorreu durante o pronunciamento do mandatário durante os atos de comemoração nesta quarta-feira (01) no Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora. “Diante de vocês, o governo da mudança, o presidente informa que amanhã serão rompidas as relações diplomáticas com Israel por ter um presidente genocida”, disse Petro a centenas de apoiadores na Praça de Bolívar, em Bogotá. O presidente ainda afirmou que “o mundo poderia ser resumido em uma só palavra, todas as consígnias e cores poderiam ser resumidas em uma só palavra que reivindica a necessidade da vida, da rebeldia, a bandeira alçada e a resistência: essa palavra é Gaza, é Palestina, são as crianças e bebês mortos, esquartejados pelas bombas”. Petro também citou os apoios à Palestina pelo mundo e disse que “hoje, toda a humanidade está de acordo conosco e nós com ela, não podemos voltar às épocas de genocídio e extermínio de um povo inteiro diante de nossos olhos e de nossa passividade”. O anúncio é o mais recente passo de uma escalada diplomática iniciada pelo governo de Petro em condenação às ações militares de Israel contra a Faixa de Gaza iniciada após os ataques do Hamas em outubro do ano passado. Até então, o presidente colombiano já havia ameaçado romper relações e laços comerciais com Israel já haviam sofrido interrupções por conta disso. Agora, a Colômbia se juntará a Bolívia e Venezuela no rol de países sul-americanos que não mantém relações diplomáticas com Israel. Marcha em defesa do governo O presidente participou das manifestações do 1º de maio e discursou no evento organizado por centrais sindicais. A participação serviu, segundo o próprio Executivo, para defender o governo de ataques da direita e da extrema direita que ameaçam derrubar Petro. A decisão do mandatário foi uma resposta às mobilizações de 22 de abril, quando opositores saíram às ruas para protestar contra as reformas propostas pelo governo. Desde o começo do seu mandato, o presidente colombiano enfrenta críticas e ataques da direita do país que busca barrar as reformas na saúde, educação, aposentadorias e nas leis trabalhistas.
Barragem 14 de Julho rompe após temporais no Rio Grande do Sul

A barragem 14 de Julho, localizada entre os municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves, ambas no Rio Grande do Sul, rompeu parcialmente nesta quinta (2) por conta das fortes chuvas que atingem o estado desde o início da semana. O governo estadual avalia que o problema não deve resultar em uma enxurrada, já que o nível do rio já estava elevado. A Defesa Civil emitiu um alerta por volta das 15h desta quinta comunicando que a barragem está “em processo de colapso”. Autoridades já vinham fazendo a evacuação da região e fornecido apoio aéreo, segundo o governador Eduardo Leite (PSDB). “Recebi a notícia do rompimento de parte da barragem 14 de Julho em Cotiporã. Como a jusante e a montante já estavam quase no mesmo nível, com uma diferença de alguns poucos metros, a informação dos especialistas dão conta de que o efeito será sentido mais no primeiro trecho”, afirmou Leite. O órgão ainda pediu para que moradores de sete cidades busquem abrigos públicos ou locais seguros para se proteger durante a elevação do rio Taquari: Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado. “As pessoas que não tiverem locais alternativos devem buscar informações junto à Defesa Civil da sua cidade sobre os abrigos públicos disponibilizados pelas prefeituras, rotas de fuga e pontos de segurança”, afirmou a Defesa Civil. O estado já registrou 24 mortes e ao menos 21 pessoas desaparecidas por conta dos temporais, segundo a Defesa Civil. No total, há 147 municípios afetados, com inundações, alagamentos e habitantes ilhados em várias cidades, com 9.993 desalojados e 4.599 em abrigos. Veja vídeos: Barragem se rompe no Rio Grande do Sul e ameaça municípios vizinhos.Governador do RS alerta para "maior desastre da história" do estado.#RioGrandedoSul pic.twitter.com/nj5m7jDEPk — Paulo Leal (@PauloRangelLeal) May 2, 2024 #URGENTE | BARRAGEM SE ROMPE NO RIO GRANDE DO SUL A barragem 14 de de Julho, que fica localizada nos municípios de Cotiporã e Bento Gonçalves, não suportou o volume de água e acabou se rompendo na tarde desta quinta-feira (02). De acordo com as informações divulgadas, houve uma… pic.twitter.com/qoBbMFYOhq — Giro Serra (@PortalGiroSerra) May 2, 2024
30 anos sem Senna: por que todo mundo o acha o maior de todos

Em 2013, Paulo Nogueira escreveu este texto sobre Ayrton Senna. Nesta quarta-feira (1°), o mundo do automobilismo relembra os 30 anos de sua trágica morte. Em 1º de maio de 1994, o tricampeão mundial de F1, à época pela Williams-Renault, morreu em um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. O artigo de Paulo está mais atual que nunca: “Tenho uma confissão a fazer”, disse, emocionado, o jornalista inglês Jeremy Clarkson no final de um tributo a Ayrton Senna no programa automobilístico que ele comanda, o Top Gear. Clarkson é, provavelmente, o jornalista mais respeitado quando o assunto é carros não só na Inglaterra – mas em todo o mundo. “Nunca fui fã do Senna. Meu piloto predileto sempre foi o Gilles Villeneuve. Mas depois de ver horas e horas de vídeo para fazer este programa vi que o Villeneuve foi espetacular em algumas corridas ao passo que o Senna foi espetacular cada vez que se sentou num carro de Fórmula 1.” (…) O site da BBC publicou a lista dos vinte maiores pilotos da história. O número 1 era ele, Ayrton Senna da Silva — isso na terra que inventou as corridas de automóveis e a Fórmula 1, e que foi berço de lendas das pistas como Jim Clark e Nigel Mansell. Senna continua a fascinar, como se ainda pilotasse. Ou como se ainda vivesse. Na homenagem a Senna, o Top Gear caprichou. Presenteou o campeão mundial Lewis Hamilton – e por extensão os telespectadores – com uma volta na lendária McLaren em que Senna conquistou a imortalidade na Fórmula 1 com suas vitórias e títulos fundados nua mistura única de audácia extrema, dedicação completa e pilotagem cerebral. Hamilton disse que era um dos momentos mais felizes de sua vida. E contou que se lembrava perfeitamente do dia em que Ayrton Senna morreu – em maio de 1994, aos 34 anos, quando um problema em sua carro o impediu de fazer a Curva Tamburello, no momento em que ele liderava o GP de Ímola, na Itália. “Minha mãe me contou. Eu tinha 9 anos. Posso recriar a cena inteira ainda hoje. Chorei profundamente.” De tempos em tempos, uma morte tem o poder de comover e marcar milhões de pessoas, irmanadas num luto que cruza fronteiras e atravessa os anos. Foi o que aconteceu em dezembro de 1980, quando um fã descarregou sua arma em John Lennon em frente do edifício em que este morava em Nova York, o Dakota. E foi também o que aconteceu no domingo trágico de 1994 em Ímola. Pessoas numa quantidade formidável – não só no Brasil, mas mundo afora – são capazes de, como o piloto Lewis Hamilton, lembrar, quase vinte anos depois, o que estavam fazendo no preciso momento em que souberam da morte de Senna. As estatísticas explicam parte do fascínio duradouro exercido por Senna. Nos anos em que correu na Fórmula 1, ele conquistou três títulos, ganhou 41 vezes e fez 65 pole positions. É muita coisa, mas outros pilotos têm números superiores aos dele. O alemão Michael Schumacher, por exemplo, tem sete títulos e 91 vitórias. Recentemente, vários pilotos foram ouvidos sobre quem foi o maior da história. O espanhol Fernando Alonson disse na hora: “Senna”. Hamilton também. Felipe Massa e Rubens Barrichello igualmente citaram Senna imediatamente diante da pergunta. O finlandês Mika Hakkinen, duas vezes campeão na década de 1990, ficou também com Senna. Ao saber da escolha de seus colegas, o próprio Schumacher disse: “Se me perguntarem quem foi o maior piloto de todos, eu também fico com o Senna”. Como explicar o triunfo de Senna sobre os números que lhe são desfavoráveis? Primeiro, e acima de tudo, é preciso considerar que na Fórmula 1 o carro faz muita diferença – e Schumacher foi beneficiado por isso em diversas temporadas. Na Ferrari, particularmente, Schumacher não apenas teve um automóvel muito acima dos demais como ganhou da equipe companheiros que estavam na pista basicamente para ajudá-lo. Numa de suas vitórias, Schumacher ultrapassou seu colega de Ferrari Barrichello no momento em que este, por ordem da escuderia, virtualmente parou para que ele pudesse vencer. Foi um triunfo ultrajante. Mesmo assim, está computado nos números de Schumacher. Se não bastassem as supermáquinas e a posição ultraprivilegiada na Ferrari, Schumacher teve a sorte de correr numa era de pilotos medíocres. Senna, ao contrário, competiu com gigantes como Alain Prost, com quem protagonizou uma das mais eletrizantes rivalidades da Fórmula 1. Nos dois anos em que eles foram companheiros na McLaren, em 1988 e 1999, Senna e Prost com seus carros vermelhos e brancos idênticos elevaram a Formula 1 a um patamar de competição e espetáculo que nunca mais voltaria a ser alcançado posteriormente. Disputaram o título nos dois anos volta a volta, prova a prova. Senna derrotou Prost em 1988 e só não repetiu isso em 1989 porque foi fechado pelo rival na prova decisiva quando estava prestes a passá-lo. (Em 1990, Senna daria o troco a Prost, batendo propositadamente na Ferrari deste logo na primeira curva da corrida que definiria o título, no Japão. Senna seria campeão se Prost não terminasse a prova, e Senna logo providenciou isso ao manter o carro descaradamente numa linha reta quando Prost ia tomando a ponta na curva.) Senna, fora Prost, enfrentou nas listas outros pilotos formidáveis, como o brasileiro Nelson Piquet e o inglês Nigel Mansell. Por tudo isso, Senna prevalece nas comparações com Schumacher. É como se em Schumacher o mundo da Fórmula 1 visse a ação do carro superior aos outros e dos cartolas, para não falar dos adversários limitados, e, em Senna, puramente o fator humano. O mito é também alimentado pela morte prematura e sensacional. Mas a imagem de Senna como um piloto extraordinário nasceu bem antes que ele vencesse sua primeira prova na Fórmula 1. Mais precisamente: antes que ele disputasse sua primeira corrida na principal categoria do automobilismo mundial. Senna deixou o Brasil para viver na Inglaterra, a pátria das corridas de
Carnaval carioca abraça a negritude com temas afrodescendentes

Carnaval 2025 no Rio promete ser uma celebração poderosa da herança africana e sua influência indelével na cultura brasileira O Carnaval do Rio de Janeiro, a maior festa popular do Brasil, promete uma edição de 2025 especialmente marcante com a predominância de temas que celebram a negritude e a história afro-brasileira. Com sete das nove escolas do Grupo Especial que já revelaram seus temas focando em aspectos da afrodescendência, o evento destaca a relevância cultural e histórica dessa comunidade na construção social e cultural do país. A Estação Primeira de Mangueira, uma das escolas mais tradicionais e vitoriosas, apresentou o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões”. O tema explora a presença e influência negra no centro do Rio de Janeiro, desde a era dos bantus até os dias atuais, destacando a luta contra o apagamento de suas histórias e contribuições. “Escavando o passado, seguimos os vestígios da viva presença negra na região central do Rio de Janeiro desde a influência do povo bantu até a realidade atual dessa população. São corpos assolados pelo apagamento de suas vidas, vivências e possibilidades”, explica a escola no X (ex-Twitter). APRESENTAÇÃO DO ENREDO A Estação Primeira de Mangueira apresenta para o carnaval de 2025 o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões”. Escavando o passado, seguimos os vestígios da viva presença negra na região central do Rio de Janeiro, + pic.twitter.com/dt64YAvGGm — Estação Primeira de Mangueira (@gresmangueira) April 25, 2024 O enredo aborda especificamente o Cais do Valongo, um local histórico que foi o principal ponto de entrada de africanos escravizados no Brasil. Atualmente, esse sítio destruído, situado na região conhecida como Pequena África, serve como um memorial doloroso mas necessário, retratando as lutas e as resiliências que formaram a identidade carioca. Outras escolas e seus enredos Outra grande escola, a Acadêmicos do Salgueiro, escolheu o tema “Salgueiro de Corpo Fechado”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira. O enredo investiga as diversas manifestações de fé e proteção espiritual dentro das tradições afro-brasileiras, uma exploração carnavalesca de ritos e rituais que moldaram a cultura e a espiritualidade da comunidade. “De corpo fechado”: preparo o tacho de óleo de oliva, arruda, guiné, alecrim, carqueja, alho e cravo. Com o sinal da cruz na fronte, no peito, nas mãos e nos pés, levo para a Avenida a história e a cultura do fechamento do corpo. Na maior encruzilhada do mundo, a Marquês de… pic.twitter.com/KTNtdEH5LA — Acadêmicos do Salgueiro (@Salgueiroficial) April 19, 2024 Além dessas, a Unidos do Viradouro contará a história de Malunguinho, líder quilombola que resistiu à escravidão em Pernambuco. A Paraíso do Tuiuti homenageará Xica Manicongo, considerada a primeira travesti do Brasil, enquanto a Portela, maior campeã do carnaval carioca, com 22 conquistas, prestará tributo ao icônico Milton Nascimento, destacando sua influência na música brasileira. A Unidos da Tijuca focará em Logunedé, figura respeitada nos candomblés, e a Imperatriz Leopoldinense explorará uma narrativa sobre Oxalá visitando o reino de Oyó. Outras escolas Em contrapartida, a Beija-Flor de Nilópolis e a Acadêmicos do Grande Rio optaram por temas distintos. A Beija-Flor prestará homenagem a Laíla, um influente carnavalesco falecido em 2021, enquanto a Grande Rio focará no estado do Pará, destacando a riqueza cultural dessa região. Com três escolas ainda por anunciar seus enredos, o carnaval de 2025 promete não só entretenimento, mas também uma profunda reflexão sobre a história, a cultura e a importância da população afrodescendente no Brasil. Este carnaval será um palco para debates, celebração e, acima de tudo, reconhecimento da contribuição inestimável da negritude à sociedade brasileira. com informações de agências
Desemprego em baixa e vagas formais em alta atestam avanços na economia

Entre janeiro e março, o Brasil teve a menor taxa de desemprego para o período desde 2014. E o saldo de postos formais em março, 244 mil, foi o segundo melhor desde 2002 Enquanto parte do Congresso e bolsonaristas tentam inviabilizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a economia, sob sua gestão, segue mostrando bons sinais que se refletem diretamente na vida da população. Com 7,9% de desemprego no primeiro trimestre, o Brasil teve a menor taxa para esse período desde 2014. Além disso, em março foram geradas mais de 244 mil vagas com carteira assinada. Considerando de janeiro de 2023 a março de 2024, foram quase 2,2 milhões de empregos formais. Os dados sobre o desemprego — que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta terça-feira (30), pelo IBGE — atestam a melhora contínua que vem sendo registrada no mercado de trabalho. O menor patamar de desemprego em dez anos foi atingido mesmo com leve o crescimento de 0,5 ponto percentual em relação aos três meses finais de 2023, variação comum devido ao encerramento das vagas temporárias de fim de ano. Cabe destacar, ainda, que o índice também está abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2023, de 8,8%. Pelas redes sociais, o presidente Lula comemorou os números: “Governo trabalhando para todos: menor taxa de desemprego para o período desde 2014, queda de quase um ponto percentual em relação a 2023. E vamos seguir avançando”. De acordo com o levantamento, o número de ocupados no primeiro trimestre de 2024 ficou em 100,2 milhões de pessoas, uma queda de 782 mil (-0,8%) em relação ao último trimestre de 2023 e um acréscimo de 2,4 milhões (+2,4%) quando comparado aos três primeiros meses de 2023. A alta da desocupação na comparação trimestral foi puxada pelo aumento no número de pessoas em busca de trabalho, a chamada população desocupada, que cresceu 6,7% frente ao trimestre encerrado em dezembro de 2023, um aumento de 542 mil pessoas em busca de trabalho. Apesar da alta, a população desocupada permanece 8,6% abaixo do contingente registrado no mesmo trimestre móvel de 2023. “O aumento da taxa de desocupação foi ocasionado pela redução na ocupação. Esse panorama caracteriza um movimento sazonal da força de trabalho no primeiro trimestre de cada ano, com perdas na ocupação em relação ao trimestre anterior”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE. Ela salienta que “o movimento sazonal desse trimestre não anula a tendência de redução da taxa de desocupação observada nos últimos dois anos”. Quanto aos empregados com carteira de trabalho no setor privado, o total foi de 37,984 milhões, mantendo-se estável no trimestre e crescendo 3,5% (mais 1,3 milhão) no ano. Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 4,5% (mais 581 mil pessoas) no ano. Na avaliação de Adriana, “a estabilidade do emprego com carteira no setor privado, em um trimestre de redução da ocupação como um todo, é uma sinalização importante de manutenção de ganhos na formalização da população ocupada”. Outro dado positivo diz respeito ao rendimento médio das pessoas empregadas em consequência da manutenção do emprego formal. O valor chegou a R$ 3.123, com alta de 1,5% no trimestre e de 4% na comparação anual. O aumento no rendimento se deu, sobretudo, nos setores de transporte, armazenagem e correio (4,3%, ou mais R$ 122), outros serviços (6,7%, ou mais R$ 158) e serviços domésticos (2,1%, ou mais R$ 25). Novas vagas formais Cabe destacar, ainda, que com um quadro positivo no cenário econômico — marcado, entre outros fatores, por juros menos altos e inflação controlada, investimentos federais em obras de infraestrutura e aquecimento de atividades econômicas como nos setores automobilístico e de turismo — mais empregos com carteira assinada foram gerados em março, segundo dados do Novo Caged, apresentados também nesta terça pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Março teve 244.315 postos formais de trabalho gerados. Com isso, segundo o governo, em 15 meses — de janeiro de 2023 a março de 2024 — quase 2,2 milhões de empregos formais foram criados no Brasil, dos quais 1,64 milhão abertos nos últimos 12 meses. Um outro desdobramento é que o país chegou a um total de 46 milhões de pessoas atuando com carteira assinada, o maior estoque de toda a série histórica. “Estamos felizes com esse panorama que estamos apresentando, colhido nesses três meses de 2024, nos 15 meses de governo e no cenário de futuro. Temos uma janela de oportunidade no processo de reindustrialização do país, com anúncios recordes de investimento como resultado de medidas de política, seja econômica, fiscal, tributária, de relações internacionais, para abrir ao país novos mercados”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Conforme o MTE, os dados de março de 2023 são os segundos melhores da série histórica desde 2002, ficando atrás apenas de março de 2010, quando foram criadas 266 mil vagas. No acumulado dos três primeiros meses de 2024, o Brasil somou 719.033 novos empregos com carteira assinada, 34% a mais em relação ao mesmo período de 2023, quando houve 536 mil novos postos no primeiro trimestre. Todos os cinco principais segmentos econômicos tiveram saldo positivo, com destaque para o de serviços, com mais de 419 mil postos formais, o que representa mais de 58% do saldo. Aqui, a maior parte diz respeito às atividades de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com mais 179 mil vagas. Já na Indústria, o saldo foi de 155.461 postos, com destaque para a fabricação de veículos automotores (13.605) e de produtos alimentícios (13.540). O setor da Construção gerou 109.911 vagas, com elevações na construção de edifícios (45.630) e obras de infraestrutura (27.286). De acordo com Luiz Marinho, “há um conjunto de ações planejadas que têm gerado oportunidades, aliado à valorização do salário mínimo, à isenção do Imposto de Renda para até dois salários mínimos. Tudo isso leva ao crescimento”. Com agências
Montes Claros abre consulta pública sobre o Plano Municipal de Ações Culturais

ARTISTA, A PREFEITURA QUER OUVIR A SUA VOZ – Segue até o dia 8 de maio a Oitiva Virtual realizada pela Secretaria Municipal de Cultura para elaboração do Diagnóstico Cultural de Montes Claros. A oitiva é voltada para agentes e entes culturais e tem o objetivo de levantar informações que irão embasar um Plano de Ação do Município na área da Cultura. Através da Oitiva, os agentes poderão orientar as diretrizes que estabelecerão os critérios de regionalização e priorização de temáticas e linguagens, tudo em alinhamento com as políticas culturais municipais, dentro da abrangência da Política Nacional Aldir Blanc. O plano irá definir os investimentos em cultura que serão realizados pelo Município. Para participar, os interessados devem acessar o link aqui para realizar um cadastro e responder às questões.
PGR revela que bolsonaristas do 8/1 planejavam “tomada de poder”

Uma nova denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Shirley Faethe de Andrade, envolvida nos atos golpistas do 8 de janeiro, revelou novos detalhes sobre os bastidores dos atos terroristas ocorridos naquele dia na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Com informações do colunista Lauro Jardim, do Globo. Shirley, uma paranaense de Maringá, enviou mensagens de texto e áudio no WhatsApp que mostram um plano de “tomada de poder” em Brasília. Os diálogos foram encontrados em um celular apreendido durante os ataques, e a denúncia foi entregue ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As conversas no celular de Shirley sugerem comportamentos violentos, incluindo ataques diretos ao STF. Em uma mensagem, ela escreveu: “Bolsonaro deveria é entrar dentro do STF com uma metralhadora e metralhar todos os ministros, kkk”. A denúncia assinada por Paulo Gonet destaca como Shirley incitava ações violentas, indicando a necessidade de se preparar com máscaras de gás, spray de pimenta, coletes e capacetes. Em uma conversa, ela alertou: “bala de borracha não vai faltar”. O ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução) Depois dos atos de vandalismo no Congresso, Shirley foi gravada dizendo: “daqui não sairemos até que seja decretada a GLO” e “só sai se o Exército vir. Senão nós vai (sic) preso”. A GLO, ou Garantia da Lei e da Ordem, é uma medida excepcional que permite ao Exército atuar em operações de segurança pública, geralmente após uma solicitação oficial do governo. A mulher também forneceu instruções sobre como lidar com gás lacrimogênio e incitou outros a usar um “kit” de objetos para autodefesa durante os atos, incluindo óculos e luvas de couro para “pegar a bomba de gás e jogar no galão de água”. Ela alertou que a luta seria intensa e reconheceu a possibilidade de serem presos. Após isso, a PGR denunciou Shirley Faethe de Andrade por quatro crimes relacionados aos eventos do 8 de Janeiro. Essa denúncia expõe a premeditação e a organização por trás dos atos golpistas.
Caratinga faz cortejo em homenagem ao cartunista Ziraldo

Cidade natal de fez cortejo em homenagem a cartunista Menino Maluquinho, personagem criado pelo mineiro, ganhou abraço neste sábado (27/4) Por Gustavo Werneck – Jornal Estado de Minas Caratinga, MG. Na terra natal, uma homenagem ao filho ilustre, reconhecido nacionalmente pelo talento como chargista, escritor, designer gráfico e jornalista. Com saudade, arte e reverência à memória de Ziraldo Alves Pinto (1932-2024), Caratinga, na Região Leste de Minas, une emoções, na tarde deste sábado (27), para o “Cortejo das Artes”. Do Bairro Ferroviários ao Centro, amigos, familiares e eternos admiradores transformam a grande perda em festival cultural, trazendo aos olhos de moradores e visitantes apresentações dedança, teatro e música. O mineiro Ziraldo faleceu em 6 de abril, em sua casa no Rio de Janeiro (RJ). A concentração, com aplausos e gritos de Viva Ziraldo começou às 14h, na Praça Padre Colombo, seguindo-se um “abraço” no “Menino Maluquinho”, monumento que recria um dos personagens mais famosos de Ziraldo. A partir daí, estudantes, artistas, designers gráficos e “discípulos” caminham até a Praça Cesário Alvim”, onde há um coreto projetado pelo arquiteto carioca Oscar Niemeyer (1906-1992) a pedido de Ziraldo. “Ziraldo é um grande nome da nossa cultura e referência de Caratinga”, disse a conterrânea do cartunista, Thaysla Monteiro, de 17 anos, Miss Minas Gerais “Teen”, bailarina e professora de balé para crianças de dois a seis anos. Ela espera que os jovens artistas sejam valorizados na cidade, e, fazendo sua parte, leva adiante um projeto social ligado à dança. Perto do monumento, Renato Gomes, com o seu Palhaço Mixirica, participa das homenagens com as filhas – as “meninas maluquinhas” – Jessica Lima e Alice Cristina. “Há, neste momento, um sentimento de saudade e também de alegria”, afirmou Renato. Na foto do trio, estava presente, com a camisa amarela e a panela na cabeça, o menino Pedro Gomes, que veio do município vizinho de Ubaporanga, acompanhado da vovó Lúcia Félix, do grupo teatral Luzes e Companhia. No cortejo crianças do projeto Batuque e Batucada dão o tom homenagem a Ziraldo. Admiração O cortejo passou pela Avenida Catarina Cimini e Rua Miguel de Castro até chegar ao coreto. Amigo do criador de Pererê e Jeremias, o Bom, o cartunista e publicitário Camilo Lucas, de 61, um dos organizadores do “Abraço, Ziraldo!”, disse que o conterrâneo ficaria feliz com a homenagem. “Falei, ontem, com a esposa dele, Márcia Martins, residente no Rio de Janeiro, ela pensou o mesmo”, ressaltou Camilo Lucas segurando um retrato de Zirado. A programação cultural começou na noite de quinta-feira (25), com a Roda de Conversa no Casarão das Artes, sobre a vida e a obra de Ziraldo, e continuou ontem (26), com o “Cinema na Praça”. Participantes dos eventos, as amigas Ana Cecília Rodrigues Gomes e Gomes, Maria Lucília de Oliveira e Silva e Sandra Valente de Paula, aposentadas, descreveram a importância de Ziraldo. “É nosso artista maior”, resumiu Sandra. Ana Cecília e Maria Lucília mostraram, na tela do celular, fotos com o cartunista, e o trio garantiu que “ontem tem arte, estamos presentes”.
Tchau, Ronaldo. Pedrinho , do BH, compra a SAF do Cruzeiro

Pedro Lourenço assinará compra de 90% das ações da SAF celeste por cerca de R$ 600 milhões Para comprar 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro, Pedro Lourenço desembolsará cerca de R$ 600 milhões a Ronaldo para adquirir 90% das ações da SAF. O pagamento será feito da seguinte forma: – R$ 100 milhões aportados em março de 2023 serão convertidos em 20% das ações – R$ 150 milhões à vista – R$ 350 milhões parcelados por 10 anos A ideia de Pedro Lourenço é ter Alexandre Mattos, hoje no América, como executivo de futebol. Administrativamente, o empresário quer manter o atual CEO, Gabriel Lima, na Toca da Raposa II. Ele receberá um convite mesmo após a saída de Ronaldo, de quem é sócio em outros negócios. Ronaldo comprou 90% das ações da SAF do Cruzeiro no início de 2022. Sob sua gestão, o clube subiu da Série B para a elite do futebol brasileiro naquele ano. Do ponto de vista financeiro, Ronaldo assumiu o compromisso de investir R$ 50 milhões na assinatura do acordo e R$ 350 milhões nos cinco anos seguintes por aporte de capital e/ou receitas incrementais acima da média apurada de 2017 a 2021 (em torno de R$ 220 milhões). Nesse período de gestão, o SAF gerida pelo Fenômeno jamais atualizou para a torcida o valor de aportes ou incrementos. O balanço financeiro da SAF no exercício 2022 – o primeiro da gestão de Ronaldo – mostrou que o faturamento bruto da empresa foi de R$ 150,35 milhões, abaixo da média do clube entre 2017 e 2021 (em torno de R$ 220 milhões). Já o balanço financeiro de 2023 precisa ser divulgado pela SAF até o dia 30 de abril
Com Lula, mais de 24 milhões de pessoas deixam de passar fome

Em 2022, Brasil tinha 33 milhões de brasileiros nessa situação; hoje, são 8,7 milhões. Políticas de combate à fome e à miséria, mais emprego e renda explicam avanço Em pouco mais de um ano do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, os investimentos feitos no combate à fome e à miséria já surtem efeitos importantes. O número de pessoas que enfrentam insegurança alimentar e nutricional grave no Brasil caiu 24,4 milhões, saindo de 33,1 milhões em 2022 para 8,7 milhões em 2023. Em dados percentuais, significa uma diminuição de 11,4 pontos, passando de 15,5% da população para 4,1%. As informações referentes ao ano de 2023 dizem respeito ao módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As de 2022 foram levantadas pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan). Pelas redes sociais, o presidente Lula celebrou o resultado. “O plantio do trabalho está gerando bons resultados. Vamos tirar novamente o Brasil do Mapa da Fome”, declarou. Após anos de investimentos iniciados pelo primeiro governo Lula, o país havia deixado essa situação em 2014, durante a gestão de Dilma Rousseff, conforme reconhecimento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Com o golpe de 2016 e os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), a situação foi piorando ano a ano, até que em 2022 o Brasil voltou a essa vergonhosa posição. Retomada da dignidade Muito além de números e percentuais, são milhões de vidas que passaram a ter maior acesso a um direito básico à sobrevivência e que vinha sendo ignorado pelos governos anteriores. “No ano de 2023, tiramos dessa situação 24,4 milhões de pessoas que passaram a tomar café, almoçar e jantar todos os dias”, disse, à Agência Brasil, o ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDA). Conforme apontado pelo levantamento, em 2023 o país tinha 27,6% (ou 21,6 milhões) dos seus domicílios em situação de insegurança alimentar, sendo 18,2% (ou 14,3 milhões) com insegurança alimentar leve, 5,3% (ou 4,2 milhões) com insegurança alimentar moderada e 4,1% (ou 3,2 milhões) com insegurança alimentar grave. O ministro informou, ainda, que este é o segundo melhor resultado de toda a série da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia). “Sair de 15,5% da população em situação de fome para 4,1% em apenas um ano é recorde. Importante pontuar que, de 2019 a 2022, não deixaram o IBGE fazer o Ebia, mas o Brasil não ficou sem pesquisa. Os pesquisadores brasileiros, incluindo cientistas e técnicos de várias universidades e técnicos do próprio IBGE, foram a campo e fizeram pela Rede Penssan”. Vale destacar, ainda, que no ano passado, a taxa de pobreza no Brasil caiu para 27,5%, menor patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estratégia de combate à fome Durante coletiva de imprensa em que os dados foram anunciados, a secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou: “Esses resultados mostram o acerto de uma estratégia de enfrentamento à fome que vem sendo empreendida pelo governo, que é apoiada tanto em programas sociais como na condução de uma política econômica que gera crescimento econômico, reduz desigualdades e gera acesso a emprego e renda”. Entre as ações especificamente voltadas a acabar com a fome tomadas pelo atual governo e citados por Valéria estão a retomada do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, a restituição do Conselho de Segurança Alimentar e da Câmara de Segurança Alimentar, com 24 ministérios que têm a missão de articular políticas dessa área. E, no fim do ano passado, foi realizada a Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional. Somam-se a essas ações o Bolsa Família, relançado com o valor básico de R$ 600 e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo para pessoas aposentadas, pensionistas e com deficiência em situação de vulnerabilidade social. Também contam para o resultado o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), uma das 80 ações que compõem a estratégia do Plano Brasil Sem Fome, bem como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garante refeições diárias a 40 milhões de estudantes da rede pública em todo o país e foi reajustado em 2023, após cinco anos congelado. Além disso, do ponto de vista econômico, houve avanços importantes que garantiram um cenário positivo para o país, com mais emprego e renda para a população. No período, o crescimento do PIB foi de 2,9% e o IPCA calculado para o grupo de alimentos caiu de 11,6% em 2022 para 1,03% em 2023. É a menor taxa desde 2017. O mercado de trabalho ganhou força e a taxa de desemprego caiu de 9,6%, em 2022, para 7,8% no ano seguinte. Além disso, foi retomada a política de valorização do salário mínimo. A massa mensal de rendimento recebido de todos os trabalhadores alcançou R$ 295,6 bilhões, maior valor da série histórica da PNAD-C.