Lula inaugura fábrica que tornará Brasil autossuficiente em insulina

Fábrica da Biomm em Nova Lima (MG), 100% nacional, tornará o Brasil autossuficiente na produção, comercialização e distribuição do medicamento O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira (26) da inauguração da planta industrial biofarmacêutica da Biomm, em Nova Lima (MG). A fábrica, 100% nacional, tornará o Brasil autossuficiente na produção, comercialização e distribuição de insulina. Fazia 23 anos que o insumo não era produzido por uma empresa brasileira. Segundo Lula, a Biomm, um dos frutos da estratégia do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, fortalece o SUS (Sistema Único de Saúde). “O Brasil é o único país no mundo com mais de 100 milhões de habitantes que tem uma coisa tão extraordinária como o SUS”, disse o presidente. “Que seja o primeiro de uma série de empreendimentos que precisamos fazer.” A nova fábrica da Biomm foi viabilizada com forte apoio público. Segundo o Planalto, foram R$ 203 milhões de crédito e R$ 133 milhões de financiamento para a instalação da planta. O investimento total na construção da unidade foi de R$ 800 milhões. Os recursos se justificam pela economia que será feita no Brasil a longo prazo, além do combate ao diabetes, uma das doenças de maior incidência no País. Conforme o Atlas da Federação Internacional de Diabetes, 15,7 milhões de brasileiros têm a enfermidade e, por isso, precisam tomar insulina regularmente. Também participaram da solenidade os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Nísia Trindade (Saúde), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). “Mais uma vez, o Estado faz parte dessa história. É um belo exemplo de parceria entre a Academia, a iniciativa privada e o Estado brasileiro”, ressaltou Luciana. Lágrimas Embora Lula fosse o nome mais aguardado na cerimônia, quem roubou a cena foi o ex-ministro Walfrido dos Mares Guias, do Conselho Administrativo da Biomm. Num discurso de mais de 30 minutos, emocionado e repleto de referências elogiosas às autoridades presentes, Walfrido levou Lula às lágrimas. Ele se referiu ao presidente como “querido amigo” e “grande líder desse país”. “Uma frase do ex-presidente do Uruguai (José) Mujica deveria ser feita para o senhor: ‘Triunfar na vida não é ganhar, é levantar e recomeçar toda vez que se cai’. E o senhor deveria ser campeão dela”, afirmou ex-ministro. “Olha quantas vezes esse homem caiu – e em todas ele levantou e recomeçou. E está aí, liderando o país para nós sairmos dessa situação inconteste de belicosidade entre pessoas que tem coração.” Lula também chorou ao falar de uma bisneta, que tem sete anos e sofre de diabetes. “Cada coisa que ela come, ela tem que controlar. Ela pede para mãe e para o pai aplicar a insulina nela, porque ela não tem mais medo”, contou o presidente. “A minha bisneta deve estar assistindo. Então, falo para ela: essa figura simpática aqui (Walfrido) vai dar tranquilidade para você viver mais tempo do que eu.”
Após decisão de Zanin, Pacheco irá ao STF para manter desoneração da folha

Segundo Cristiano Zanin, a norma não prevê o impacto orçamentário e financeiro do benefício O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), vai recorrer da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou a desoneração da folha de pagamento de pagamento de empresas e prefeituras, uma medida que havia sido prorrogada pelo Legislativo até 2027, informa a revista Veja. Pacheco classificou como um “erro” a decisão do Poder Executivo de pedir ao Supremo a suspensão de trechos da Lei 14.784, de 2023. Na quinta-feira (25), o ministro Cristiano Zanin atendeu ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por entender que a norma não prevê o impacto orçamentário e financeiro do benefício. Por meio de nota, Rodrigo Pacheco disse que o governo federal “erra ao judicializar a política”. Para o presidente do Senado, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7633, que questiona a validade da desoneração, representa um “aparente terceiro turno de discussão sobre o tema”. “O governo federal erra ao judicializar a política e impor suas próprias razões, num aparente terceiro turno de discussão sobre o tema da desoneração da folha de pagamento. Respeito a decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin e buscarei apontar os argumentos do Congresso Nacional ao STF pela via do devido processo legal. Mas também cuidarei das providências políticas que façam ser respeitada a opção do Parlamento pela manutenção de empregos e sobrevivência de pequenos e médios municípios”, escreveu Pacheco. O presidente do Senado vai se reunir nesta sexta-feira (26) com representantes da Consultoria Legislativa e da Advocacia do Senado. Ele anunciou ainda que vai convocar uma reunião de líderes para debater o assunto. A data do encontro com os representantes partidários ainda não foi definida. (Com informações da Agência Senado).
Sem repasse de R$ 40 mi, escolas ficam sem materiais e dependem de doações

O atraso de cerca de R$ 40 milhões do Governo Zema para a compra de materiais didáticos e para intervenções, reparos e manutenção dos prédios escolares deixa alunos da rede estadual de ensino de Minas Gerais sem acesso a itens básicos como folhas, xerox, pincéis atômicos e até mesmo bolas para as atividades de educação física. Dos R$ 120 milhões que deveriam ser pagos na primeira parcela do Programa de Manutenção e Custeio, o Estado repassou a quantia de R$ 80 milhões — valor que é dividido entre as 3.425 unidades de ensino da rede. A falta destes recursos, segundo servidores que trabalham em algumas escolas do Estado, faz com que professores tenham que “tirar dinheiro do próprio bolso” para conseguir dar as aulas. “Parte dos alunos do ensino médio está sem material. É algo que tem ocorrido desde que os estudantes retornaram para as atividades presenciais, após a pandemia. Estamos tirando dinheiro do nosso bolso para ter algo”, afirma a professora de biologia Thaís Veloso, de 36 anos, que trabalha em escolas estaduais da cidade de Moeda, na região Central. Dificuldade também relatada por um professor de educação física, que atua em uma unidade de ensino na região da Pampulha, na capital mineira. “Nós vamos para o segundo bimestre e eu ainda não consegui dar as minhas aulas. Não tenho bolas para as atividades. Temos uma de futebol, uma de vôlei e algumas de basquete. Todas em condições ruins”, relata o docente, que pediu para não ser identificado. Em entrevista para a reportagem de O TEMPO, o subsecretário de Administração da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), José Roberto Avelar, reconheceu o atraso. “Neste ano, a primeira parcela paga foi de 20% (do valor total). Os 10% que estão pendentes serão repassados em maio, junto com a segundo pagamento”, explica. Conforme o subsecretário, o orçamento previsto para o Programa de Manutenção e Custeio em 2024 é de cerca de R$ 400 milhões. Este valor é dividido entre as escolas, considerando critérios como número de alunos e espaço físico, e repassado ao longo do ano em três parcelas — geralmente, de 30%, de 40% e de 30%. “Foi uma situação muito pontual (enfrentada no começo deste ano), não um corte no orçamento. Entre o encerramento de um ano e a abertura de um ano corrente, há sempre uma demora para implantação de orçamento”, justifica o pagamento de 20% e não de 30% em fevereiro deste ano. O subsecretário nega que os problemas relatados pelos professores ter relação com a Lei nº 14.133/2021, que dispõe sobre normas de licitação e contratação para as administrações Públicas diretas, que começou a ser implementada nas escolas da rede estadual neste ano. “Não houve qualquer alteração no processo de comprar”, garante. Segurança escolas O Programa de Manutenção e Custeio tem como finalidade garantir que as escolas tenham recursos em caixa para realizar reparos como a troca de torneira, fazer a poda de árvore, capina do terreno, compra de gás de cozinha, pagamento de telefone, material de escritório e de informática, dentre outros. O valor destinado para cada unidade de ensino é calculado com base na infraestrutura e também no número de estudantes. No ano passado, o Estado determinou que nenhuma escola da rede receberia menos de R$ 51 mil. Somente no último ano, o investimento foi de cerca de R$ 368 milhões. “Cada escola tem uma realidade diferente. Na minha, por exemplo, os materiais melhoraram nos últimos anos, mas em algumas ainda faltam para alguns alunos. E isso compromete a aprendizagem, levando muitos a deixarem as escolas”, afirma o português Charles Gonçalves, de 45, que trabalha em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Rede estadual de MG perdeu 450 mil matrículas na última década Conforme levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entre 2021 e 2022, o abandono escolar entre alunos do ensino médio saltou de 4% para 7,8% na rede estadual de ensino. São estudantes que deixaram a escola antes de concluir o ano letivo, mas retornaram no ano seguinte. A evasão, conforme o último levantamento, feito entre 2019 e 2020, também aumentou de 6,8% para 9,7% entre este grupo de alunos. Adolescentes que deixaram de frequentar as aulas sem completar os estudos e sem retorno posterior a alguma rede de ensino. Uma realidade que motivou uma professora de educação física de uma escola da região Centro-Sul de Belo a pedir doações de materiais. “As bolas que temos hoje foram doadas pelo Minas (Tênis Clube). São quatro ou cinco, mas que já estão desgastadas. O recurso que a escola tem em caixa é muito pouco, e a educação física nunca é prioridade quando você precisa fazer vários investimentos com pouco dinheiro”, disse sem se identificar. Para o subsecretário José Roberto Avelar, situações como as relatadas pelos professores não chegam, em maioria, ao conhecimento da pasta. Segundo ele, estes problemas precisam ser reportados para as Superintendências Regionais de Ensino. “O professor ou o diretor, com vontade de resolver o problema, vai lá e compra o que está em falta. Mas as escolas que estão com alguma deficiência de recurso precisam procurar as superintendências, que nos comunica e nós emitimos termos com os valores de forma a suplementar o orçamento”, orienta. Jornal O Tempo
Estudo defende regulação das redes para proteger direitos e a democracia

Documento lançado na Câmara pela Coalizão Direitos na Rede analisou 104 leis de 71 países ou blocos regionais como forma de contribuir para a criação de lei no Brasil A Coalizão Direitos na Rede reafirma, em estudo inédito, a urgência na elaboração de uma proposta efetiva para a regulação das redes, alinhada à proteção dos direitos humanos e dos usuários e à promoção da democracia e da justiça social. Além disso, aponta que apenas no Paquistão, França e na União Europeia as legislações não criminalizam especificamente a disseminação de desinformação no ambiente digital. Lançado nesta terça-feira (23) durante simpósio na Câmara dos Deputados, o relatório “Referências internacionais em regulação de plataformas digitais: bons exemplos e lições para o caso brasileiro” analisou 104 leis de 71 países ou blocos regionais. Ele aponta que desde 2016, ao menos 57 leis em 44 países foram estabelecidas com o intuito de criminalizar a disseminação de notícias falsas; muitas surgiram a partir da pandemia de Covid-19. Entre os países que estabeleceram esse tipo de regulação estão África do Sul, Costa Rica, Grécia, Angola, Tailândia, China, Nicarágua e Romênia. O relatório traz um conjunto de experiências internacionais sobre o tema, como forma de contribuir para o debate no Brasil. O objetivo é ajudar e reforçar a necessidade de elaboração de uma proposta regulatória efetiva, alinhada à proteção dos direitos humanos e fundamentais dos usuários e usuárias e à promoção da democracia e da justiça social. O documento lembra que o país “ganhou notoriedade internacional com a aprovação do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965, de 2014), avançou com a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709, de 2019), e nos últimos cinco anos tem passado por intensos debates sobre a regulação das plataformas digitais, especialmente com a tramitação do PL 2630, que institui a Lei de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”. Nesse sentido, destaca os esforços para a formatação, a partir do debate com diversos segmentos sociais, do PL 2630/2020, relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que institui a Lei de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Após uma série de debates e do diálogo com amplos setores, a matéria foi submetida à análise do plenário da Câmara no primeiro semestre de 2022 e, depois, no primeiro semestre de 2023. “Contudo, o lobby do setor empresarial e a resistência de determinados segmentos de extrema direita têm bloqueado a aprovação da matéria nessa Casa Legislativa”, destaca a Coalizão. No início deste mês, o projeto acabou sendo engavetado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PL-AL), que também decidiu criar um grupo de trabalho para reiniciar o debate sobre o tema. Durante o simpósio — intitulado “Regulação de plataformas digitais – a urgência de uma agenda essencial à democracia” — o deputado Orlando Silva, relator do PL 2630/20, destacou que há, no parlamento, uma visão muito cristalizada anti-regulação e acrescentou que “se o tema não vai à pauta, é porque existe uma maioria política na Câmara que compreende que não é adequado desenvolver esse tipo de abordagem”. E enfatizou: “Isso nos leva a um lugar de paralisia por parte de quem tem obrigação de agir”. Combate à desinformação No estudo, a Coalizão aponta para os motivos que levam à urgência de haver uma nova regulação voltada às plataformas digitais, sobretudo considerando que o Brasil é o terceiro país que mais consome redes sociais em todo o mundo. “Problemas como desinformação, discurso de ódio, violência política, organização de atos de violência, inclusive contra crianças, em comunidades online, bem como a manipulação de eleições e ameaças à democracia têm se avolumado no país”, justifica. O documento completa usando como exemplos dos impactos negativos das redes sociais as disputas eleitorais de 2018 e 2022 e a pandemia de Covi-19, “que tirou a vida de mais de 700 mil brasileiros e brasileiras, impulsionada por mentiras e distorções que descredibilizavam recomendações médicas e de autoridades sanitárias”. Somam-se a isso, salienta o documento, “as diversas ameaças de golpe nos últimos anos e a tentativa concreta de tomada violenta das instituições democráticas no dia 8 de janeiro de 2023, organizada e transmitida por diversas plataformas, reforçaram ainda mais como o mau uso das redes e da internet, patrocinado por grupos políticos e amplificado pelos modelos de negócio das plataformas, se tornou uma crise de graves proporções”. O documento afirma ainda que “a inação e insuficiência das medidas adotadas por essas companhias diante desse cenário evidencia como soluções estruturais não podem ser obtidas por meio de ações de mercado”. Com agências
Google decide proibir propaganda paga nas eleições deste ano

Empresa diz ter compromisso em apoiar integridade das eleições. Entre as novas regras do TSE está a proibição de impulsionamento de conteúdos falsos ou descontextualizados O Google anunciou, nesta quarta-feira (24), que vai proibir, a partir de maio, a veiculação de anúncios políticos pagos nas eleições deste ano. A decisão foi tomada após a aprovação, em fevereiro, de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estabelece novas regras para o uso de plataformas e recursos digitais durante as eleições. De acordo com a empresa, “essa atualização acontecerá em maio tendo em vista a entrada em vigor das resoluções eleitorais para 2024. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto”. As novas regras aprovadas pelo TSE alteram a resolução 23.610/2019. Entre as mudanças, estão pontos relativos ao uso da inteligência artificial e à disseminação de fake news, além do impulsionamento pago. No que diz respeito ao impulsionamento de conteúdo, a norma estabelece a proibição, inclusive sob a forma de priorização de resultado de busca, “de fato notoriamente inverídico ou gravemente descontextualizado que possa atingir a integridade do processo eleitoral”. Uma vez o provedor tendo detectado conteúdo ilícito ou se for notificado de sua circulação por usuários, “deverá adotar providências imediatas e eficazes para fazer cessar o impulsionamento, a monetização e o acesso ao conteúdo e promoverá a apuração interna do fato e de perfis e contas envolvidos para impedir nova circulação do conteúdo e inibir comportamentos ilícitos, inclusive pela indisponibilização de serviço de impulsionamento ou monetização”. Além disso, estabelece que a Justiça Eleitoral poderá determinar que o provedor veicule, por impulsionamento e sem custos, informação que esclareça o fato inverídico ou gravemente descontextualizado “antes impulsionado de forma irregular, nos mesmos moldes e alcance da contratação”. A resolução também determina que as empresas mantenham um repositório desses anúncios para acompanhamento, em tempo real, do conteúdo, dos valores e dos responsáveis, entre outras informações, e disponibilizem ferramenta de consulta, que permita realizar busca avançada nos dados do repositório. Além das questões relativas ao impulsionamento, a resolução também proíbe manipulações de conteúdo, via inteligência artificial, para criar ou substituir imagem ou voz de candidato com objetivo de prejudicar ou favorecer candidaturas. Também estabelece que os provedores serão solidariamente responsáveis quando não fizerem a retirada imediata de conteúdos e contas que promovam a divulgação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados e de comportamento ou discurso de ódio, “inclusive promoção de racismo, homofobia, ideologias nazistas, fascistas ou odiosas contra uma pessoa ou grupo por preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade, religião e quaisquer outras formas de discriminação”. No início de fevereiro, a Meta — dona do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp — anunciou que não iria mais recomendar “proativamente conteúdo sobre política em plataformas de recomendação no Instagram e no Threads”. Tal decisão afeta o Instagram Reels e Instagram Explore, além do feed, tanto no Instagram quanto no Threads. Segundo a big tech, “se as pessoas ainda quiserem ver esse tipo de conteúdo político nos Threads e nas recomendações do Instagram, haverá um controle para as pessoas escolherem vê-lo. Esse controle também será lançado no Facebook em uma data posterior”. Com agências
Sindpol faz manifestação em frente a casa do governador Romeu Zema

Na manhã desta quarta-feira (24), o Sinndicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais – Sindpol/MG – e as demais entidades de classe marcam presença em manifestação que teve início às 7h na porta da casa do Governador Romeu Zema. O movimento, como sempre, foi pacífico e ordeiro e teve como principal objetivo, manifestar a luta em busca dos direitos da Polícia Civil e de sua categoria. A iniciativa teve como base a nossa indignação perante as ações negligentes relacionadas ao investimento nos servidores públicos por parte do Governador Romeu Zema, que até então, está em dívida com a segurança de Minas Gerais e mesmo tendo recebido várias solicitações de uma solução conveniente para o problema, não nos dá retorno e não escuta a categoria, comentou Breno Almeida, Diretor de Mobilização do Sindpol/MG. Vale ressaltar que, tal dívida citada refere-se à recomposição das nossas perdas inflacionárias, que estão acumuladas há sete anos e chegam a 41,6% de defasagem. Diante disso, fica nítido a importância desse tipo de ato, uma vez que a segurança pública está nas mãos de um Governador que vem falando mentiras e compartilhando propagandas enganosas, não somente para os servidores, mas também, para a população mineira. Por isso, faça parte dessa causa! Você, policial civil, filie-se ao Sindpol/MG. Vamos juntos nessa jornada para que os nossos direitos sejam garantidos pelo Governo, a reação tem que ser agora.
Prefeito exalta poder de superação de vereador

“Exemplo a ser seguido”. Assim se referiu o prefeito Humberto Souto, do Cidadania, ao vereador Rodrigo Cadeirante, do União Brasil, durante evento para lançamento da pré-candidatura do legislador, na noite dessa segunda-feira. Ele tentará seu quarto mandato consecutivo nas eleições municipais de outubro próximo. Em 2020 foi o mais votado de Montes Claros, com 3.550 votos. O prefeito não economizou elogios à sua atuação, revelando que comparecia ao encontro, realizado na residência do pré-candidato, com o intuito de homenageá-lo. “Não vim aqui para falar de política. Vim para homenagear essa figura maravilhosa, que é para todos nós um exemplo de vida, de coragem, de trabalho e destemor”, enalteceu. Souto lembrou a trajetória de superação de Rodrigo e agradeceu o convite. “Minha satisfação de estar aqui é tão grande que não cabe no peito. Obrigado, Rodrigo, por me proporcionar esse momento de alegria”, continuou. Também estavam presentes ao ato, prestigiado por centenas de apoiadores, o vice-prefeito Guilherme Guimarães, do União Brasil, pré-candidato a prefeito apoiado pelo atual; o deputado federal Marcelo Freitas, presidente estadual do União Brasil; e o procurador do município, Otávio Rocha Machado. Além de lançar sua pré-candidatura, Rodrigo Cadeirante aproveitou para anunciar que nos próximos dias Montes Claros ganhará uma pista exclusiva para o “whelling”, mais conhecido como “grau”, que consiste na realização de manobras radicais com o uso de motocicletas. A conquista vem depois de longa negociação do vereador com a Prefeitura, que buscava espaço adequado e acabou definindo um próximo ao aeroporto para a prática. O terceiro anúncio feito por Rodrigo foi a pré-candidatura a prefeito de Guimarães, consolidado como o nome apoiado por Humberto Souto. Outro que fez questão de falar das qualidades de Rodrigo foi Otávio Rocha, que se referiu a ele como “homem admirável, merecedor de um livro, de um filme”. Já o deputado Marcelo Freitas recorreu a Alexandre, O Grande – conquistador de um dos maiores impérios do mundo, com território compreendido da Macedônia até a Índia – para se referir ao vereador. “Deus escolheu Rodrigo para ser um vencedor. Ele prova que é possível fazer a boa política, ser um combatente do bom combate. Não obstante suas limitações físicas, seu jeito fisicamente frágil, Rodrigo tem se mostrado um gigante, um Alexandre, o Grande, no campo de batalha”, comparou. Já Guilherme Guimarães manifestou sua admiração por Rodrigo ressaltando que ele “nos inspira a fazer a coisa certa”. O vice-prefeito elogiou a dedicação do vereador e seu trabalho em apoio ao projeto de reconstrução da cidade.
Área ao redor de prédio interditado é liberada, mas moradores não voltaram

Edifício Roma, em Montes Claros, foi evacuado em 8 de abril por risco de desabamento. Comerciantes e vizinhos retornaram nesta terça (23/4) Por Luiz Ribeiro – EM Moradores e comerciantes do entorno do Edifício Roma, em Montes Claros, no Norte de Minas, tiveram autorização do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil para retornar ao local no final da tarde desta terça-feira (23/4). Eles tiveram que deixar a região no dia 8 de abril, quando o prédio foi interditado por risco de desabamento. Já os residentes do Edifício Roma continuam impedidos de voltar e não têm previsão sobre quando poderão ocupar novamente os apartamentos. O trânsito na região também foi liberado. A permissão para a volta dos moradores à área ao redor do prédio foi anunciada pelo Corpo de Bombeiros após a emissão de um laudo, assinado por um perito independente, que atestou a estabilidade da estrutura. O especialista foi contratado pela Construtora Turano, responsável pelo edifício, atendendo a uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPMG). No entanto, o Corpo de Bombeiros informou que o prédio continua sendo monitorado quanto à “inclinação”, “prumo” e evolução de rachaduras, admitindo que a área poderá ser isolada novamente se ocorrer “alguma mudança” em relação ao risco de desabamento. Também nesta terça-feira, o promotor Felipe Gustavo Gonçalves Caires, da Promotoria de Defesa do Consumidor de Montes Claros, recomendou que a Defesa Civil do município faça uma vistoria técnica em todos os prédios construídos pela mesma construtora nos últimos três anos, para aferir a estabilidade das estruturas. A vistoria deverá ser concluída dentro dos próximos 15 dias. Na tarde do dia 8 de abril, os moradores do Edifício Roma, de alto padrão, situado entre os bairros Cândida Câmara e São Luiz (região de classe média da cidade) tiveram que deixar suas casas às pressas depois que o prédio apresentou problemas na estrutura. Houve comprometimento de mais de um pilar, sendo que um deles apresentou sinais de flambagem (encurvadura) na ferragem. Quem habitava a área num raio de 60 metros ao redor da edificação também foi evacuado. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, deixaram a área isolada 127 pessoas, sendo 82 do entorno do prédio e 45 moradores do Edifício Roma, que tem o total de 20 andares, dos quais 16 dedicados a apartamentos. Eles foram abrigados em quatro hotéis da cidade, com despesas de hospedagem pagas pela construtora. Foram interditados estabelecimentos comerciais das proximidades da edificação, incluindo bares e um posto de combustíveis. O trânsito também foi fechado em ruas e vias ao redor do prédio, sendo uma delas a Avenida Mestra Fininha, uma das artérias do município, que liga o Centro à Região Sul da cidade. Laudo é ‘conclusivo’, diz Corpo de Bombeiros O comandante do 4º Comando Operacional dos Bombeiros (COB) de Montes Claros, coronel Júlio César Tóffoli, afirmou que a liberação para a “vida normal” no entorno do Edifício Roma somente foi possível porque o laudo emitido pela perícia independente atesta a segurança e estabilidade do prédio. “A partir de hoje, com o respaldo no laudo de segurança, a gente não vê a necessidade do isolamento tal qual vinha sendo feito. A gente acredita que a vizinhança (do edifício) já pode retomar suas atividades normais”, declarou o comandante dos bombeiros. O oficial afirmou que o laudo da perícia independente é “conclusivo” e atesta a segurança da edificação e que o risco iminente (de desabamento) não existe mais. Mesmo assim, ele assegurou que não há previsão sobre o retorno dos moradores aos apartamentos do edifício. “Terão que aguardar os reparos na edificação para verificar se podem ou não voltar para os apartamentos”, afirmou. Uma das ações realizadas para garantir a estabilidade do prédio foi a colocação de escoras metálicas, instaladas até pelo menos o 12º andar do edifício. Para realizar o serviço de escoramento, foi necessário a retirada dos móveis dos apartamentos. O comandante operacional dos Bombeiros disse que a corporação, junto com a construtora, realizará um monitoramento diário do prédio em relação aos riscos de desabamento. “O Corpo de Bombeiros e a empresa continuam monitorando diariamente situações estruturais como trincas e inclinações. Se houver uma mudança na questão da segurança, a gente vai atuar novamente e, se for necessário, tomar as mesmas medidas de isolamento”, pontuou. O coronel Júlio César Tóffoli alegou que não compete aos bombeiros entrar na parte técnica sobre as possíveis causas da interdição do prédio. Destacou que a função da corporação é garantir a segurança e tranquilidade dos moradores. “O que nos dá essa segurança é o trabalho que foi feito desde o dia do sinistro até hoje e a participação de uma empresa independente, inclusive foi uma exigência do Ministério Público. Então todos os requisitos foram cumpridos por essa empresa independente e é um laudo técnico, um laudo pericial. Toda essa situação nos deixa em uma condição de segurança para permitir que a população retorne aos seus lares e retome a sua vida. Se houvesse uma dúvida, uma questão que fosse, a gente não estaria tomando essa medida de liberação das residências.” O que diz a Construtora Turano Na noite desta terça-feira, a Construtora Turano divulgou nota sobre a liberação do entorno do Edifício Roma para o retorno dos moradores e comerciantes ao local, após emissão de laudo técnico sobre a segurança e estabilidade do prédio. Eis a nota na íntegra: A Turano Construtora comunica que o laudo técnico de liberação de todo o entorno do Edifício Roma já foi devidamente entregue ao Ministério Público, Corpo de Bombeiros e demais órgãos públicos envolvidos, o qual garante a segurança e estabilidade da edificação, não havendo qualquer risco para o entorno do Edifício Roma, estando liberado o retorno seguro e imediato às suas casas e suas atividades. As medidas e ações de adequação na área terão início assim que o projeto definitivo estiver finalizado, para que haja o retorno dos moradores do prédio. Por fim, salienta que a empresa seguirá comprometida em dar andamento a todos os procedimentos próprios junto a cada um dos afetados. A respeito da
As dez cidades mais pobres de Minas Gerais

DESIGUALDADE SOCIAL – Das dez cidades mineiras mais pobres, nove pertencem à mesma região. A mais pobre tem renda média de R$ 62 por pessoa; saiba qual Dados de 2020 do Banco Mundial apontavam o Brasil na nona posição entre os países mais desiguais do mundo, com a maior parte da riqueza concentrada nas mãos de uma pequena parcela da população. Em Minas Gerais, a situação não é diferente. O estado tem 853 municípios. A maior concentração de riqueza por m² do Brasil está em Nova Lima, na Região Metropolitana de BH, com uma renda média per capita de R$ 8.897. Por outro lado, Verdelândia, no Norte do estado, em que a renda média é de R$ 62 por pessoa. Os dados são do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), que divulgou neste ano o ‘Mapa da Riqueza’, que avaliou, em 2020, a distribuição de renda no país. O cálculo é feito sobre a renda total acumulada do município em relação ao número de habitantes. Para a pesquisa, foi usada a combinação dos dados do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), gerados pela Receita Federal, e de pesquisas domiciliares tradicionalmente usados em estudos sobre pobreza e desigualdade. Confira a lista das dez cidades mais pobres de Minas Gerais 1 – Verdelândia/Norte de Minas A economia do município se destaca pela agropecuária, sobretudo pelo cultivo de banana e criação de gado. É banhada pelo rio Verde Grande, de relevância para seu desenvolvimento. Como a maioria das cidades de Minas, a chegada da estrada de ferro, em um município próximo, contribuiu para a atração de pessoas de outras cidades a partir da década de 1940. 2 – São João do Pacuí/Norte de Minas Situado a 500Km de Belo Horizonte e com uma população estimada de 4.476 habitantes pelo IBGE, em 2021, São João do Pacuí tem uma renda média de R$ 78,150 por pessoa. A principal atividade econômica é a agricultura e pecuária de subsistência. O município guarda um importante acervo construído pela natureza ao longo dos tempos: as grutas, que apresentam registros da passagem do homem pré-histórico, marcadas por sinalizações ou por desenhos multicores não identificados. 3 – Monte Formoso/Jequitinhonha A única da lista que não pertence ao Norte de Minas, a cidade de Monte Formoso está situada no Vale do Jequitinhonha. Em 2021, sua população estimada era de 4.939 habitantes. A renda média por pessoa é de R$ 81,28 por pessoa. Acredita-se que a origem dos primeiros habitantes de Monte Formoso foram de descendentes da Bahia e de outros estados nordestinos, que tinham a intenção de fugir da seca que atingiu a região na última década do século 19. 4 – Cônego Marinho/Norte de Minas Fundado em 1995, o município tem três distritos: Cônego Marinho, Cruz dos Araújos e Olhos d′Água do Bom Jesus. Sua população estimada, em 2021, era de 7.730 habitantes, com uma renda média de R$ 86,68 por pessoa. A economia é baseada no artesanato de utensílios de barro (olaria), produzidos por artesãos locais. Outro setor que movimenta a economia do é a produção de cachaça. 5 – Matias Cardoso/Norte de Minas Matias Cardoso está situada no extremo Norte de Minas, na divisa com a Bahia, tem uma população estimada pelo IBGE, em 2021, de 11.360 habitantes, com uma renda média de R$ 87,48 por pessoa. Devido à criação de gado e à produção de alimentos, que comercializava em Salvador, surgiu um caminho que ligava as duas cidades e que posteriormente passou a fazer parte dos chamados caminhos do sertão ou caminhos da Bahia. Além da estrada, o comércio intenso e lucrativo com a sociedade baiana possibilitou à população do então povoado de Morrinhos a construção da primeira igreja de Minas Gerais, que até hoje existe em Matias Cardoso. A igreja dedicada a Nossa Senhora da Conceição foi erguida por volta de 1670 e provavelmente é a construção mais antiga do Estado que ainda se encontra de pé, já que sua origem é anterior ao ciclo do ouro e da criação da Capitania de São Paulo e Minas D’Ouro. 6 – Fruta de Leite/Norte de Minas Segundo dados do IBGE, de 2021, a população estimada de Fruta de Leite era de 5.232 habitantes, com renda média de R$ 87,60 por pessoa. O nome da cidade vem da presença, em sua vegetação, de uma grande quantidade de fruta comestível adocicada, chamada fruta de leite 7 – Pedras de Maria da Cruz/Norte de Minas Segundo dados do IBGE, a população estimada, em 2021, era de 12.313 habitantes, com uma renda média de R$ 88,66 por pessoa. A fonte de sustento da maior parte de seus habitantes está na zona rural, com o trabalho na agricultura e pecuária. Pedras de Maria da Cruz tornou-se município, desmembrando de Januária, em 1992. Um dos setores que movimentam a economia da região é o turismo. Fieis vão à cidade a capela Imaculada Conceição, localizada na parte baixa da cidade. 8 – Pintópolis/Norte de Minas A 705km de BH e a 480 metros acima do nível do mar, a cidade recebeu esse nome em homenagem ao fundador do município, Germano Pinto. Segundo dados do IBGE, de 2021, a população estimada era de 7.540 habitantes, com uma renda média de R$ 88,89 por pessoa. A economia está concentrada principalmente na extração de carvão vegetal, agricultura e pecuária de gado de leite e corte. 9 – Mamonas/Norte de Minas A população estimada da cidade de Mamonas é de 6.565 habitantes, com renda média de R$ 89,02 por pessoa. A economia de Mamonas é baseada na agricultura familiar e na produção de cachaça. A cidade tem uma história marcada por manifestações culturais, como as festas juninas de São João e as famosas barraquinhas de Santo Antônio. Por ser considerada a capital mineira do forró, todos os anos Mamonas atrai muitos visitantes de várias cidades do país que vão ao local prestigiar as festividades do município. 10 – Santo Antônio do Retiro/Norte de Minas Santo Antônio do Retiro tinha uma população estimada de
Nikolas Ferreira compara Elon Musk a Jesus Cristo

FASCISMO EM COPACABANA em ato pró-Bolsonaro no Rio Escancarando a articulação internacional em torno da narrativa vitimista, de que Jair Bolsonaro (PL) é “perseguido pela ditadura” no Brasil, Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o bilionário Elon Musk, novo ícone da “liberdade” dos bolsonaristas, a Jesus Cristo. “É por isso que eles ficam com medo de nos censurar nas redes sociais, porque a direita não domina somente as ruas, ela domina a internet no nosso país”, afirmou o extremista mineiro, que trocou afagos com o bilionário nas redes. “E aqui eu quero deixar um agradecimento a um homem estrangeiro, Elon Musk, pelo que ele está fazendo porque eu sei que isso aqui vai rodar o mundo. E eu peço para ele uma salva de palmas pela luta da liberdade do nosso país”, emendou. Em seguida, Nikolas comparou o “poder” do bilionário ao poder de Jesus Cristo. “Mas, o Elon Musk tem poder, mas ele não tem todo o poder. Eu continuo colocando minha esperança, minha confiança naquele que detém todo o poder, que é Jesus Cristo”, disse o parlamentar. Em um ataque machista, Nikolas ainda agradeceu a Jair Bolsonaro e a Silas Malafaia ao negar a política. “Este país não precisa de mais projetos de lei, não precisa mais de emenda. Este país precisa de homens com testosterona. É isso que esse país precisa. E eu tenho certeza que é isso que esses dois homens representam”, afirmou. Articulação internacional A articulação com a internacional fascista ficou clara logo nos primeiros discursos do ato pró Jair Bolsonaro em Copacabana. Depois de Michelle Bolsonaro, que apelou às “femininas” e atacou as feministas ao lancer se projeto político, Gustavo Gayer (PL-GO) fez parte de seu discurso em inglês na tentativa de ecoar ao mundo. Em seguida, foi a vez de Zoe Martinez, cubana naturalizada brasileira, pré-candidata a vereadora pelo PL em São Paulo, dar mais uma conotação internacional sobre a “ditadura” brasileira.