Março das Mulheres | Conheça a verdadeira história do 8 de março

Pesquisadora afirma que a origem da data foi propositalmente dissociada da luta das trabalhadoras da União Soviética Todos os anos, divulga-se a história de que o Dia Internacional da Mulher surgiu em homenagem a 129 operárias estadunidenses de uma fábrica têxtil que morreram carbonizadas, vítimas de um incêndio intencional no dia 8 de março de 1957, em Nova York. Segundo a versão que circula no senso comum, o crime teria ocorrido em retaliação a uma série de greves e levantes das trabalhadoras. Embora essa seja a narrativa mais conhecida, quando se fala sobre a origem da data comemorativa, ela não é verdadeira. O primeiro registro remete a 1910. Durante a II Conferência Internacional das Mulheres em Copenhague, na Dinamarca, Clara Zetkin, feminista marxista alemã, propôs que as trabalhadoras de todos os países organizassem um dia especial das mulheres, cujo primeiro objetivo seria promover o direito ao voto feminino. A reivindicação também inflamava feministas de outros países, como Estados Unidos e Reino Unido. No ano seguinte, em 25 de março, ocorreu um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York, que matou 146 trabalhadores — incluindo 125 mulheres, em sua maioria mulheres imigrantes judias e italianas, entre 13 e 23 anos. A tragédia fez com que a luta das mulheres operárias estadunidenses, coordenada pelo histórico sindicato International Ladies’ Garment Workers’ Union (em português, União Internacional de Mulheres da Indústria Têxtil), crescesse ainda mais, em defesa de condições dignas de trabalho. As russas soviéticas também tiveram um papel central no estabelecimento do 8 de março como data comemorativa e de lutas. Por “Pão e paz”, no dia 8 de março de 1917, no calendário ocidental, e 23 de fevereiro no calendário russo, mulheres tecelãs e mulheres familiares de soldados do exército tomaram as ruas de Petrogrado (hoje São Petersburgo). De fábrica em fábrica, elas convocaram o operariado russo contra a monarquia e pelo fim da participação da Rússia na I Guerra Mundial. A revolta se estendeu por vários dias, assumindo gradativamente um caráter de greve geral e de luta política. Ao final, eliminou-se a autocracia russa e possibilitou-se a chegada dos bolcheviques ao poder. A atuação de mulheres russas revolucionárias como Aleksandra Kollontai, Nadiéjda Krúpskaia, Inessa Armand, Anna Kalmánovitch, Maria Pokróvskaia, Olga Chapír e Elena Kuvchínskaia, é considerada imprescindível para o início da revolução. “A história real do 8 de março é totalmente marcada pela história da luta socialista das mulheres, que não desvincula a batalha pelos direitos mais elementares — que, naquele momento, era o voto feminino — da batalha contra o patriarcado e o sistema capitalista”, ressalta a historiadora Diana Assunção, integrante do coletivo feminista Pão e Rosas. A pesquisadora explica que houve uma articulação histórica para esvaziar o conteúdo político do 8 de março, transformá-lo em “uma data simbólica inofensiva” e em um nicho de mercado, apagando sua origem operária. “No dia da mulher, compram-se flores e presentes para as mulheres. Tentam esconder o conteúdo subversivo do significado desse dia, que é questionar o patriarcado. Tentam esconder que a luta das mulheres sempre esteve vinculada à luta socialista, perigosa para o status quo”, acrescenta Assunção. Em 1921, na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, o dia 8 de março foi aceito como dia oficial de lutas, em referência aos acontecimentos de 1917. A data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Retornar às origens A cada 8 de março, as mulheres trazem à tona questionamentos sobre a hipocrisia em torno das homenagens que recebem apenas nessa data. Em todos os dias do ano, o gênero feminino é o principal alvo da violência e da desigualdade. Em resposta, trabalhadoras em todo o mundo se organizam cada vez mais pela defesa de seus direitos. Em 2017 e 2018, elas organizaram uma greve internacional com adesão de 40 países, com o lema “Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós”. Assunção comemora o “resgate de um método de luta da classe operária de enfrentamento aos patrões e aos capitalistas”. “O que estamos vendo é justamente que a revolta e a luta de classes têm rosto de mulher a nível internacional, com a luta a que estamos assistindo nos últimos anos, com essa verdadeira primavera feminista no mundo inteiro, com enormes marchas. Mas, agora, com uma cara cada vez mais operária”, ressalta. “As mulheres são metade da classe operária, e as mulheres negras estão mostrando que são linha de frente em vários processos de luta”. A historiadora avalia que é importante resgatar a verdadeira origem do Dia Internacional da Mulher, pois, segundo ela, foram as proletárias que avançaram efetivamente em medidas concretas para atacar os pilares que sustentam a opressão às mulheres. “Mais do que nunca, precisamos da organização dos trabalhadores com as mulheres à frente, mostrando que são vanguarda, inclusive da classe operária. Enfim, sacudindo os movimentos, os sindicatos, com toda força expressada internacionalmente”, enfatiza. Assunção possui grandes expectativas para o 8 de março de 2019, comemorado com mobilizações em dezenas de países e em todos os estados do Brasil. “O oito de março que estamos vivendo agora precisa ser internacional, como parte da luta por uma paralisação internacional de mulheres, que enfrente o Bolsonaro [PSL], que enfrente todos os presidentes da extrema direita. Essa é a perspectiva que deveria ser levada à diante. Por Marielle e por todas as mulheres assassinadas. É preciso entender que o capitalismo é uma suja prisão, e que precisamos lutar por uma nova sociedade”, defende a pesquisadora, ressaltando, mais uma vez, o legado das mulheres revolucionárias. Via Brasil de Fato
Prefeitura de Montes Claros realizará o maior concurso público da história

A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Planejamento e Gestão, e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior (FADENOR), assinaram na manhã dessa segunda-feira, 4, o contrato para a realização do maior concurso público da história do Município. Participam da solenidade de assinatura o prefeito Humberto Souto, o vice Guilherme Guimarães, representantes da da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), vereadores, secretários e servidores. Nos próximos dias, serão lançados três editais contemplando as áreas de Educação, Administração e Guarda Municipal. A estimativa inicial é de que sejam disponibilizadas 3.984 vagas para ingresso imediato, com um cadastro de reserva de até cinco vezes o número de vagas por cargo disponibilizado. Vale destacar que, para o concurso da Educação, já foi contratada a Fundação de Apoio da UFMG (FUNDEP) para a prestação de serviços técnicos de elaboração, diagramação, impressão, logística, bem como para organização e aplicação das provas. Neste concurso serão ofertadas vagas para 35 cargos, incluindo Magistério, Agente Administrativo, Auxiliar de Docência, Auxiliar de Secretaria de Educação Básica, Analista de Sistemas, Assistente Social, Arquiteto, Contador, Engenheiro Civil, Engenheiro Eletricista, Contador, Fonoaudiólogo, Instrutor de Libras, Nutricionista, Psicólogo e Técnico em Informática. Representando a Fadenor, Ronney Versiane Sindeaux destacou que “é com imensa alegria que participamos desse processo. A assinatura reforça a confiança que a Prefeitura tem com a Fadenor, que vai realizar um certame público com total imparcialidade”. A previsão é que os editais sejam lançados nos próximos meses. “É com emoção que participamos desse momento, em que escrevemos um novo capítulo na história de Montes Claros.”, explica a secretária de Planejamento e Gestão, Celeste Leite Fróes. Procurador Geral do Município, Otávio Rocha afirmou que “esse será o maior concurso da história de Montes Claros. A instituição que organizará o concurso tem um papel de fundamental importância para nossa cidade. Esse concurso permitirá a renovação do quadro de servidores que prestam um bom serviço para nossa população”. Guilherme Guimarães, vice-prefeito de Montes Claros, observou: “a realização do concurso deve ser lembrada como um ato que demonstra o respeito e compromisso do prefeito Humberto Souto, que acredita que os funcionários efetivos são fundamentais para a perenidade dos assuntos da Prefeitura”. Em seu depoimento, o prefeito Humberto Souto ressaltou o papel preponderante da Prefeitura de Montes Claros em contar com parcerias que são muito importantes para a administração pública. “Dentre essas parcerias, podemos frisar o apoio incondicional da Câmara dos Vereadores e da Universidade Estadual de Montes Claros, dentre tantas outras que colocam nossa cidade nos trilhos do desenvolvimento. É a solidificação do maior concurso da história, e um dos momentos mais importantes de nossa cidade”, conta.
Governo derrotado e oposição fortalecida: o saldo das comissões na Câmara

A eleição dos deputados bolsonaristas Caroline de Toni (PL-SC), na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Nikolas Ferreira (PL-MG), para presidir a Comissão de Educação da Câmara dos Deputado expôs uma grave fratura na base de apoio do governo do presidente Lula (PT) na Casa. Após horas de negociação, o partido do presidente Lula não conseguiu reverter os nomes que buscava evitar nos colegiados tidos como fundamentais para o andamento de projetos do governo na Câmara. Na escolha das comissões, o governo saiu derrotado. “Só quero que isso acabe logo”, disse o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos poucos petistas que circularam pelos corredores das comissões, enquanto o processo estava paralisado por horas na tarde desta quarta-feira (6). Foram horas seguidas de pauta travada. Embora a sala da CCJ seja a primeira no corredor das comissões, era lá no fundo do longo passadiço que a confusão eclodiu. Com Nikolas Ferreira indicado pelo PL para presidir a Educação, o governo ligou o alerta, e decidiu que iria trabalhar por uma manobra regimental para adiar a votação de todas as comissões. O PL não recuou, e a crise foi instalada, reverberando em todos os colegiados, que tiveram os trabalhos paralisados. Por horas a fio, as salas das comissões só registraram presença de jornalistas e assessores, que ficavam informando por meio de mensagens os passos da comissão de Educação aos respectivos chefes. Enquanto isso, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, recebia em seu gabinete alguns parlamentares e disparava o recado: o governo não estava disposto a aceitar, no comando de comissões, parlamentares da base que assinaram o pedido impeachment de Lula. O requerimento de impeachment foi apresentado dias após Lula associar, em entrevista coletiva, os ataques de Israel à Faixa de Gaza ao Holocausto contra os judeus, comandado por Adolf Hitler. O governo de Israel reagiu e declarou o presidente persona non grata no país. Capitaneado pela deputada Carla Zambelli (PL-SP), o pedido de impeachment tem a maioria das assinaturas vindas de deputados do PL, principal partido de oposição. Há, contudo, parlamentares do PP e do PSD que assinam o documento. Ambos os partidos têm representantes na Esplanada dos Ministérios. “Nem sei o que tenho de fazer ainda”, disse o líder do PSD na Casa, Antonio Brito (BA), que chegou ao plenário no final da tarde. Diante da negativa do PL para recuar em meio à pressão, quem teve de recuar foi o PT. Sem comissões instaladas, até mesmo projetos do governo poderiam ficar ameaçados de atraso, já que demandam análise dos colegiados. Para evitar os prejuízos, o PT chegou a dizer, nos bastidores, que aceitaria Nikolas Ferreira na Educação. Mas não queria Caroline de Toni na CCJ. Acabou que o governo perdeu os dois espaços de presidência. Deputada mais oposicionista do Congresso Nacional em 2023, Caroline de Toni garantiu o comando do colegiado mais importante da Casa. Ela, que poucas horas antes, estava em um evento do PL Mulheres, acusando o governo de ter se “apropriar das crianças das famílias”, afirmou em seu discurso que terá como prioridade a qualidade dos projetos de lei em tramitação, e não a quantidade. Ela acredita haver um ritmo excessivo de normas aprovadas anualmente pelo Congresso Nacional, e defende que uma redução desse ritmo em prol da segurança jurídica. “Acredito que nós temos que ter metas de qualidade e de necessidade conforme os principais pleitos da sociedade”, disse. Via: Congresso em Foco
Bancada da educação repudia entrega de comissão a Kicolas Ferreira

A Frente Parlamentar Mista da Educação se pronunciou nesta quinta-feira (7) sobre a conclusão do acordo entre os partidos da Câmara dos Deputados que resultou na posse de Nikolas Ferreira (PL-MG) como presidente da Comissão de Educação. A bancada repudia a decisão, e afirma que o deputado não possui qualificação técnica ou histórico político compatível com a função. A bancada considera a condução de Nikolas como “motivo de especial inquietação”, uma vez que “o parlamentar não tem atuação na área ou profundidade para conduzir os trabalhos em um tema que é central para o desenvolvimento do país”. O deputado mineiro encerrou seu primeiro ano de mandato sem apresentar qualquer projeto de lei sobre o tema. Além de não possuir projetos de lei na Câmara sobre o tema, Nikolas Ferreira nunca compôs um colegiado do tipo, seja na no Congresso Nacional, seja na Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde exerceu mandato como vereador entre 2021 e 2022. No município, conseguiu aprovar uma lei proibindo o uso de linguagem neutra em material didático nas escolas. Além de repudiar a escolha de Nikolas para assumir a comissão, a frente parlamentar ressaltou as pautas que considera mais preocupantes para 2024, citando a necessidade de garantir acesso a água potável para escolas públicas em todos os municípios, expansão do atendimento em creches e avançar nos projetos que tratam do Novo Ensino Médio, o Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional da Educação. Continue depois da publicidade “Ressaltamos que a Comissão de Educação deve ser um colegiado seriamente comprometido com o avanço e a melhoria da educação. A sua liderança precisa refletir o engajamento necessário com a urgência e a seriedade que o tema requer, em prol do futuro de milhões de brasileiros”, cobrou a bancada. Fora do parlamento, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação também afirmou ter recebido com preocupação a notícia sobre a condução de Nikolas. “No histórico da vida política do Deputado Nikolas existem muitos fatos que atacam os Direitos Humanos, educacionais e sociais. Mas entendemos a dinâmica do Congresso Nacional e temos a expectativa que o Parlamentar, na atuação de Presidente de uma Comissão fundamental para o povo brasileiro, possa fazer as escutas necessárias, respeitar as diversidades de opiniões e atuar de forma republicana”, afirmou seu presidente, Heleno Araújo.
Entenda os principais pontos da lei que regulamenta o trabalho por aplicativo

Autonomia, flexibilidade, transparência remuneração mínima e previdência; saiba mais A tão discutida Lei dos Apps traz consigo uma série de mudanças significativas para os motoristas que trabalham em plataformas como Uber e outros aplicativos similares. Aqui está um resumo simples dos principais pontos: Mantém a Autonomia: Os motoristas continuarão sendo considerados autônomos, o que significa que poderão manter sua liberdade para escolher seus horários e locais de trabalho. Flexibilidade: A nova legislação assegura que os motoristas possam trabalhar o número de horas que desejarem, sem a imposição de jornadas fixas ou pontos obrigatórios. Remuneração Mínima: As plataformas serão obrigadas a garantir uma remuneração mínima para os motoristas, oferecendo uma segurança financeira básica. Transparência: As empresas deverão disponibilizar informações claras para os condutores, incluindo detalhes sobre algoritmos, preços e outros aspectos operacionais. Direito à Previdência: Com a nova lei, os trabalhadores dos aplicativos passarão a ter direitos previdenciários, como acesso à aposentadoria e à seguridade social. Esses pontos visam trazer mais segurança e proteção aos trabalhadores das plataformas de transporte, garantindo direitos básicos e transparência nas relações laborais. É importante ressaltar que as informações que circulam sobre a nova legislação devem ser analisadas com cuidado. Muitas delas são distorcidas ou falsas, produzidas por grupos com interesses políticos diversos. O projeto de lei proposto pelo presidente Lula agora seguirá para o Congresso Nacional, onde será discutido e analisado pelos parlamentares. De acordo com o procedimento legislativo, a matéria deverá ser apreciada em um prazo máximo de 45 dias. Essa iniciativa do governo Lula representa um passo importante na busca por uma regulação mais justa e segura para os trabalhadores das plataformas de transporte por aplicativo.
Tecnologia da Unimontes será usada para produção de combustível a partir da macaúba

Projeto tem investimento de R$ 125 milhões e conta com o apoio do Governo de Minas A empresa Acelen Energia Renovável vai usar tecnologia desenvolvida pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para a germinação de sementes da macaúba no Centro de Inovação e Tecnologia Agroindustrial que o grupo vai instalar no município. A empresa, que faz parte do fundo Mubadala Investment Company, dos Emirados Árabes Unidos, vai investir R$ 125 milhões no projeto em Montes Claros, voltado ao desenvolvimento de biocombustíveis por meio da macaúba, contando com o apoio do Governo de Minas Gerais. A implantação do empreendimento foi anunciada pelo Estado durante a COP28, em novembro de 2023, em Dubai. A Acelen adquiriu um terreno de 150 hectares onde será construído o centro de pesquisa. O objetivo da empresa é o plantio de 200 mil mudas de macaúba, visando o aproveitamento energético. O projeto prevê a obtenção de dois produtos a partir do óleo do coco de macaúba: o biodiesel renovável, ou diesel verde (HVO), e o Combustível Sustentável da Aviação (SAF). De acordo com a empresa, no Centro de Inovação e Tecnologia em Montes Claros deverão ser gerados cerca de 500 postos de trabalho. Transferência de tecnologia Na última quinta-feira (29/2), foi realizada na Sala dos Conselhos a solenidade de assinatura do contrato de licenciamento entre a Unimontes e a Acelen Energia Renovável, permitindo à empresa o uso da patente Processo de germinação de palmeiras com dormência fisiológica especialmente Acrocomia aculeata, desenvolvido por pesquisadores da universidade. Também foi firmado um acordo para o desenvolvimento da “Tecnologia para superação da dormência seminal em macaúba”, que tem como objetivo a aplicação em escala industrial dos protocolos de germinação existentes e o desenvolvimento de novas tecnologias para otimizar a germinação da espécie. “Este é o primeiro licenciamento de uso de uma patente de tecnologia desenvolvida pela universidade. Mas, temos certeza que estamos tendo uma abertura de portas. Outros licenciamentos de uso de patentes e produtos desenvolvidos na nossa instituição virão. Pois, temos um corpo de professores, pesquisadores, acadêmicos e servidores altamente comprometidos com a tecnologia e a inovação”, afirmou o reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, ao presidir a solenidade. O reitor assinou o assinou o contrato de licenciamento com o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável, Dioger Teruel. O ato contou com a presença da equipe de pesquisadores responsável pelo estudo que resultou na patente do protocolo de germinação de sementes de macaúba, licenciado para a empresa multinacional: os professores Leonardo Monteiro Ribeiro e Maria Olivia Mercadante, Vanessa Sales (bolsista de iniciação científica) e Claudiana Agostinho, aluna do Programa de Mestrado em Biotecnologia. Na oportunidade, o reitor Wagner de Paulo Santiago ressaltou que o licenciamento da tecnologia desenvolvida pela Unimontes para o empreendimento da Acelen Energia Renovável demonstra a importância da pesquisa produzida na universidade para a região norte-mineira e para o estado de Minas Gerais. “A partir da pesquisa e da inovação tecnológica, a iniversidade exerce a sua função transformadora”, afirmou o professor Wagner Santiago. Ele anunciou que, em breve, será implantado um centro de pesquisa em excelência em pesquisa na Unimontes com recursos da Fundação de Amparo do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Na oportunidade, o vice-reitor, professor Dalton Caldeira Rocha, também falou a importância da parceria entre a Unimontes e a Acelen Energia Renovável no uso da nova tecnologia sobre a germinação de sementes de macaúba no Centro de Inovação e Tecnologia que a empresa vai implantar em Montes Claros. Ele ressaltou que a produção dos biocombustíveis a partir do coco de macaúba valoriza a biodiversidade e as espécies do Cerrado. A coordenadora de Inovação Tecnológica da Unimontes, professora Sara Gonçalves Antunes de Souza, a partir da parceria, pela primeira vez, é viabilizada a primeira transferência de tecnologia da Unimontes para uma empresa multinacional que investe no estado. “Além disso, trata-se da primeira tecnologia transferida por uma empresa por uma universidade estadual em Minas gerais”, completou a professora Sara Antunes que, por meio da Coordenadoria de Inovação Tecnológica, acompanhou todo o processo, dando apoio aos professores e pesquisadores envolvidos, promovendo a intermediação com a empresa, dentro da política de inovação da Unimontes. Processo de germinação mais eficiente A pesquisa realizada na Unimontes sobre a reprodução das palmeiras tem reconhecimento mundial e despertou o interesse da empresa, que propôs o acordo para o licenciamento da patente e transferência de tecnologia. “As sementes da macaúba naturalmente germinam lentamente. Para a produção de mudas em larga escala é necessária a aplicação de técnicas para a superação da dormência”, explica o professor Leonardo Monteiro Ribeiro, do Departamento de Biologia Geral Unimontes. Ele é coordenador do projeto de pesquisa e um dos autores da patente sobre o protocolo da germinação de sementes de macaúba. “A patente foi produto da dissertação de mestrado da aluna Vanessa Sales, desenvolvido no Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da Unimontes”, informa Leonardo Monteiro. “Tanto o processo de patenteamento, quanto o acordo de inovação celebrado com a empresa só foram possíveis pelo fato de a Unimontes ter uma Coordenadoria de Inovação Tecnológica bem estruturada e que assessora os pesquisadores em todas as fases do desenvolvimento das atividades de inovação”, ressaltou. O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável, Dioger Teruel, enfatizou a importância da pesquisa e da tecnologia desenvolvidas pela Unimontes sobre a aceleração do processo de germinação da semente de macaúba. Ele disse que, na natureza, a semente de macaúba possui um índice de germinação muito baixo, que oscila entre 3% e 5%. “A partir da pesquisa e do processo desenvolvido pela equipe de pesquisadores da Unimontes, a germinação das sementes de macaúba poderá alcançar percentuais de 50%, 60% e até 80%, assegurou o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Acelen Energia Renovável. Geração de emprego Segundo Dioger Teruel, além do aspecto da sustentabilidade ambiental, o projeto da Acelen Energia Renovável no Norte de Minas terá grande impacto na geração de emprego e renda. Segundo ele, o Centro de Inovação e Tecnologia Agroindustrial da empresa em Montes Claros
Cimed pode investir até R$ 200 mi em nova fábrica em Montes Claros

O novo empreendimento será voltado para higiene e beleza, e não para medicamentos A farmacêutica brasileira Cimed vai se reunir com o governador Romeu Zema nas próximas semanas para tratar do incentivo do governo de Minas para a construção de uma nova fábrica na região de Montes Claros, no Norte do Estado. Os aportes devem ser de aproximadamente R$ 200 milhões na unidade. O novo empreendimento será voltado para higiene e beleza, e não para medicamentos, e faz parte da estratégia da empresa de um novo parque fabril, que poderá contar com novas fábricas em cada região do País, ou apenas uma, de grande porte, para atender toda a demanda nacional. O anúncio foi feito durante o Fly Now, nessa sexta-feira, evento em São Paulo que reuniu parceiros e fornecedores da empresa. A decisão sobre o porte da nova fábrica de Minas Gerais vai depender dos incentivos que a empresa irá receber, segundo o CEO da Cimed, João Adibe Marques. Se for decidida a construção de novas fábricas pelo Brasil, os locais ainda serão escolhidos. A única região com participação certa neste planejamento é a de Montes Claros. O investimento previsto é de até R$ 200 milhões. “A gente precisa negociar agora onde terá o melhor benefício. Primeiro, vamos olhar a nossa casa (Minas). Ou será uma fábrica para atender o Brasil, de Minas Gerais, ou uma de Minas Gerais para atender o Sudeste. Tudo vai depender dos benefícios que o Estado e a região podem proporcionar ao nosso ecossistema”, explica Adibe Marques. O CEO afirma que essa decisão depende dos benefícios por conta do alto custo do frete para a distribuição dos produtos para todo o Brasil. Até por isso, a intenção da Cimed é procurar a região da Sudene em Minas Gerais, para conseguir benefícios não somente regionais, mas também federais. Caso os planos da Cimed caminhem para a construção de várias fábricas pelo País, o CEO conta que há interesse, além de Minas Gerais, de construir novas plantas nas regiões Norte e Nordeste. Os projetos das novas unidades começam a serem desenvolvidos ainda este ano. A empresa poderá buscar investimentos em bancos privados ou públicos. Com nova marca, Cimed prevê faturar R$ 5 bilhões em 2025 A nova marca João e Maria, voltada para o mercado infantil, será uma extensão da atual linha de produtos da Cimed voltada para este público. Além das pomadas e lenços umedecidos, a empresa também oferecerá condicionador, creme, lavanda, entre outros. A atual fábrica de Minas Gerais que produz esses produtos será transferida para este novo empreendimento. A planta antiga, que atualmente tem essa parte que será transferida, ficará com foco em produtos de nutrição. A expectativa do CEO é dobrar a atual capacidade de produção para os produtos de consumo. Além disso, a Cimed prepara para o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o lançamento de uma nova edição do protetor labial Carmed, com novos sabores. Até por conta dessa nova etapa, a empresa planeja investimentos de R$ 300 milhões em marketing nos próximos dois anos. As expectativas da empresa de João Adibe Marques são otimistas. Em 2024, a Cimed prevê um faturamento de R$ 4 bilhões, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior (R$ 3 bilhões). Em 2025, a meta da farmacêutica é faturar R$ 5 bilhões. A projeção é de 60% da receita seja obtida nos produtos fármacos e de 40% nos produtos de consumo, que são os de higiene beleza. Fonte: Diário do Comércio
TSE cassa 96 prefeitos por compra de voto, ficha suja e abuso de poder desde 2020

O cumprimento da Lei da Ficha Limpa figura como o principal motivo para a cassação, seguido pela compra de votos e o abuso de poder econômico e político A sete meses das eleições municipais, levantamento feito pelo GLOBO aponta que pelo menos 96 prefeitos eleitos em 2020 perderam seus mandatos, o equivalente a dois chefes de Executivo por mês desde que assumiram seus postos. O cumprimento da Lei da Ficha Limpa figura como o principal motivo para a cassação, seguido pela compra de votos e o abuso de poder econômico e político. O estado com o maior número de trocas é São Paulo. Já os partidos que mais perderam municípios foram o MDB e o PSDB. Para especialistas, apesar da morosidade da Justiça e os muitos recursos apresentados pelas defesas dos políticos, o número de cassações é considerado expressivo. De acordo com o levantamento, que teve como base informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a realização de eleições suplementares, 56 prefeitos eleitos em 2020 foram enquadrados na Lei da Ficha Limpa. As irregularidades que levaram à inelegibilidade dos candidatos passaram pela rejeição de contas de governos anteriores, condenações por improbidade administrativa, danos ao Erário e penas criminais, além do uso irregular dos meios de comunicação. “Resultado expressivo” A compra de votos também desponta como uma prática enraizada nas eleições municipais. Ao menos 15 investigações resultaram em cassação. Já o abuso de poder político e econômico, como gastos de campanha que superaram o previsto pela legislação eleitoral, renderam 12 cassações. Há também entre os motivos para as condenações questões como irregularidades na prestação de contas de campanha e nos registros de candidaturas e partidos. A desincompatibilização de cargos públicos fora do prazo determinado pela legislação e os chamados grupos familiares — quando parentes diretos são eleitos e configuram um terceiro mandato consecutivo, o que é proibido — também pesaram nas decisões da Justiça Eleitoral.
Defensoria Pública abre inscrições para curso “Mulheres em Foco”

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio da sua Escola Superior (Esdep) e de sua Coordenadoria Estadual de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (CEDEM), em parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por intermédio da Procuradoria da Mulher, e do Ministério das Mulheres, abre inscrições para o curso “Mulheres em Foco”. *As interessadas podem se inscrever entre os dias 01 a 13 de março*. *Os encontros acontecem nos dias 13, 14, 21 e 22 de março, de 8h às 17h e será aberto ao público. A realização será no Auditório da DPMG (Rua dos Guajajaras, 1.707/2º andar – Barro Preto, em Belo Horizonte), com transmissão simultânea no canal da DPMG no Youtube (c/defensoriamineira)*. A emissão de certificados será condicionada à inscrição no site da Escola Superior e a participação mínima de 75% nos encontros. *Clique aqui para realizar a sua inscrição. *https://escolasuperior.defensoria.mg.def.br/eventos/programa-de-formacao-mulheres-em-foco/* Projeto Mulheres em Foco A coordenadora estadual de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da DPMG, Samantha Vilarinho Mello Alves, destaca o objetivo do curso. “O curso ‘Mulheres em Foco’ tem o objetivo de promover a formação de vereadoras, vereadores, servidoras e servidores das câmaras municipais do estado de Minas Gerais, além de outras mulheres que tenham interesse em ingressarem na política e/ou assumirem uma participação mais efetiva na vida política de sua localidade.”, iniciou sua fala. “O curso pretende incentivar a criação e o fortalecimento das Procuradorias da Mulher nas Câmaras Municipais, a fim de que possam elaborar proposições legislativas, fiscalizar e acompanhar programas estatais, receber e encaminhar casos de discriminação e violência de gênero, cooperar com organismos nacionais e internacionais na promoção dos direitos das mulheres e contribuir para a erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres, considerando a pluralidade, a diversidade e a interseccionalidade”, explica. A defensora pública enfatiza a importância de cursos para a promoção de políticas públicas direcionadas às mulheres: “Dessa maneira, é de fundamental importância a participação de todas as personalidades que já estejam na política municipal no estado de Minas Gerais ou daquelas que tenham interesse em ingressar, para que sejam pensadas proposições legislativas e políticas públicas mais efetivas voltadas para a diversidade das mulheres”, acrescenta Samantha. “Todas as interseccionalidades, não apenas de gênero, mas de raça, de classe social, então é muito importante que esse olhar ele seja construído.”. Samantha Vilarinho finaliza sua fala ressaltando que o curso “Mulheres em Foco” desempenha um papel crucial nesse processo, fornecendo um conteúdo robusto, com conhecimento aprofundado sobre os direitos das mulheres, visando promover a igualdade de gênero na esfera política. Acordo de Cooperação Técnica O curso é fruto do Acordo De Cooperação Técnica (ACT) que entre si celebraram a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG), o Ministério das Mulheres e a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), por intermédio da Procuradoria da Mulher.
A Justiça lhe espera, diz Cappelli sobre investigação de Bolsonaro

Presidente da ABDI afirmou que os acampamentos realizados por apoiadores de Bolsonaro foram autorizados e protegidos pelas Forças Armadas. O presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Ricardo Cappelli, disse que o general Freire Gomes disse o “óbvio” em seu depoimento à PF (Polícia Federal) na última 6ª feira (1º.mar.2024). Em publicação em seu perfil no X, Cappelli, que já foi secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou que os acampamentos realizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram autorizados e protegidos pelas Forças Armadas. “Faça um teste. Tente montar uma barraca na frente de um QG do Exército. Você não dura 5 minutos. O general Freire Gomes revelou o óbvio: os acampamentos golpistas foram autorizados e protegidos pelo então comandante supremo das Forças Armadas: Jair Bolsonaro. A justiça lhe espera”, escreveu. O depoimento de Freire Gomes está mantido sob sigilo. Segundo relatório da PF, o general Freire Gomes e o comandante da FAB (Força Aérea Brasileira), o brigadeiro Baptista Junior, teriam resistido à ideia de golpe de Estado. Contudo, no documento, a corporação diz ser necessário avançar nas investigações para apurar uma possível conduta omissiva dos militares. Em conversas obtidas pela PF, Walter Souza Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro, chamou Freire Gomes de “cagão” ao saber que ele não aceitou participar do suposto plano de golpe de Estado.