Minas realiza sua 8ª Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável

Evento aconteceu na última semana de outubro, em Caeté, e reuniu 200 representantes de todo o estado Mais de 200 representantes de todo o estado de Minas Gerais participaram da 8ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Cesans-MG), em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O evento aconteceu entre os dias 25 e 27 de outubro. Com o tema “Por democracia com comida de verdade, produção sustentável e soberania alimentar”, a Cesans-MG foi construída desde o início do ano pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), por meio da mobilização e realização de conferências municipais, microrregionais e regionais em todo o estado. A mesa de abertura da atividade contou com a participação de parlamentares e seus representantes, integrantes do Ministério Público e da Defensoria Pública de Minas Gerais, da presidenta do Consea-MG, Simone de Faria Narciso Shiki, e de gestores dos governos estadual e federal. Logo após a solenidade inicial, os participantes assistiram a um vídeo em homenagem a Dom Mauro Morelli, que foi presidente do Consea-MG entre os anos de 1999 e 2016, e faleceu neste ano. A presidenta do Consea-MG, Simone de Faria, destacou a presença do Ministério Público e da Defensoria Pública na mesa de abertura, evidenciando que a segurança alimentar e nutricional (SAN) é um direito adquirido pelos cidadãos do país. Simone enfatizou a importância do alinhamento entre as esferas públicas estadual e municipal para potencializar as ações políticas, bem como a busca dos movimentos sociais pelo apoio no fortalecimento de suas ações. “A presença dos representantes federais denota a relevância da temática, demonstrando que as políticas e os programas federais estarão direcionados para garantir o direito humano à alimentação adequada”, apontou. O delegado e conselheiro do Consea-MG Edilson de Rezende Costa, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, também enfatizou a importância da retomada da luta pelas políticas públicas de segurança alimentar e nutricional sustentável. Palestras Ainda na programação do primeiro dia, o coordenador-geral do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) Alexandre Arbex, proferiu uma palestra sobre as estratégias intersetoriais para a garantia do direito à alimentação. A programação do segundo dia foi dedicada aos eixos temáticos da conferência, sendo eles: produção de alimentos em Minas Gerais; fortalecimento popular e comunitário em segurança alimentar e nutricional no Sisan; e combate à fome e à miséria como promoção do direito humano à alimentação e nutrição adequadas e inclusão social. Pela manhã, houve palestras proferidas pela professora Irene Maria Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa; do professor Márcio Carneiro dos Reis, da Universidade Federal de São João del-Rei; e pela mestranda da UFMG/Unimontes Joaquina Júlia Martins. Na parte da tarde, os participantes se dividiram em grupos para definir as propostas que irão compor o 6º Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais. Nos grupos, também se escolheu as propostas que serão enviadas à 6ª Conferência Nacional de SAN. Segundo a assessora-chefe de Segurança Alimentar da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) Joana Brant, os pontos principais da 8ª Cesans foram as palestras que nortearam e atualizaram as discussões nos eixos das conferências. Brant destacou os diálogos nos grupos de trabalho, que permitiram discutir e apresentar as principais demandas das conferências regionais para o contexto estadual. “Entendo que é um momento muito importante para embasar a elaboração do Plano de SANS, consolidando as contribuições de diversas representatividades”, apontou Para a Gilmara Francisca da Silva, de Alfenas, no Sul de Minas, a Conferência Estadual de SANS foi um processo de aprendizagem e conhecimento. “Foi uma experiência boa, de convicção de novas oportunidades e de conhecimentos, trazendo novas oportunidades para nosso município e para o estado de Minas Gerais”, avaliou. Gilmara ressaltou as propostas apresentadas pela delegação do Sul de Minas que irão integrar o Plano de SANS de Minas Gerais, como o não uso dos agrotóxicos, em especial na agricultura familiar, e a importância dos conselhos municipais e estadual de SANS. Durante a conferência, ainda foi realizada uma noite cultural, animada pelo músico e educador popular Sebastião Farinhada, e a mostra “Trilha de saberes e sabores literários, científicos e experiências temáticas populares em SANS”, que visou estimular e divulgar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e educação popular em segurança slimentar e nutricional sustentável. No último dia, os participantes apresentaram as propostas dos grupos e votaram na delegação que irá participar da 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que será realizada entre os dias 11 a 14 de dezembro de 2023, em Brasília (DF). A delegação de Minas Gerais será composta por 100 integrantes, sendo 67 membros da sociedade civil e 33 conselheiros governamentais. A atividade foi encerrada com a leitura, pela presidenta do Consea-MG, Simone de Faria Narciso Shiki, e aprovação da plenária da Carta Política da 8ª Cesans. Clique aqui e leia a carta política da 8ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais. BdF
Fluminense vence Boca Juniors e é campeão da Libertadores pela 1ª vez

Cano e John Kennedy fizeram os gols do tricolor das Laranjeiras, Advíncula descontou para os argentinos O Fluminense é campeão da Copa Libertadores da América 2023. Com gols de Cano e John Kennedy, o tricolor das Laranjeiras conquistou a “Glória Eterna” pela primeira vez em sua história ao vencer o Boca Juniors por 2 a 1. A grande final foi disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, neste sábado (4 de novembro). Na primeira etapa, os comandados de Fernando Diniz foram superiores. O Boca Juniors, por sua vez, adotou uma estratégia defensiva. O primeiro gol da final foi marcado pelo artilheiro da competição aos 36 minutos. O argentino Germán Cano balançou as redes após passe de Keno, ex-jogador do Atlético. Na volta do intervalo, o desempenho das equipes mudou. A equipe argentina voltou melhor, enquanto o tricolor das Laranjeiras controlava as ações. No entanto, isso não foi suficiente para o time de Diniz, pois Advíncula deixou tudo igual em chute de fora da área: 1 a 1. Até o final do tempo regulamentar, o Fluminense tentou marcar o gol, mas esbarrou na defesa do Boca Juniors. Merentiel quase virou a partida aos 43 minutos do segundo tempo, novamente, em chute de fora da área com muito espaço. A bola passou rente à meta defendida por Fábio, ex-Cruzeiro. A última chance do tempo regulamentar foi de Diogo Barbosa, outro jogador que teve passagem pelo futebol mineiro. Após passe de Lima, ele chutou para fora, sendo que poderia tocar para Keno, que estava livre. Garoto de Xerém decide A prorrogação começou do jeito que já era imaginado: com as equipes cadenciando. Só que a estrela do atacante Jhon Kennedy brilhou. Em um belo chute, o jogador da base do tricolor das Laranjeiras anotou o gol que colocou o Fluminense à frente do marcador. O atacante acabou sendo expulso pois comemorou o gol indo até os torcedores. Ele recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe brasileira com um a menos. No final do primeiro tempo da prorrogação, Frank Fabra recebeu o cartão vermelho por conduta violenta contra o zagueiro Nino. Os últimos 15 minutos da Libertadores 2023 foram de tensão. Guga, ex-Atlético, mandou uma bola na trave e desperdiçou a chance de liquidar a fatura. time carioca controlou as ações e conseguiu segurar o resultado. Festa da torcida do Fluminense no Maraca. Ficha técnica Fluminense – Fábio; Samuel Xavier (Guga), Nino (capitão), Felipe Melo (Marlon) e Marcelo (Diogo Barbosa); André, Paulo Henrique Ganso (John Kennedy) e Martinelli (Lima); Jhon Arias, Keno (David Braz) e Germán Cano. Boca Juniors – Romero; Advíncula, Figal (Bruno Valdez), Valentini e Fabra; Cristian Medina (Taborda), Pol Fernandez, Ezequiel Fernández (Saracchi) e Barco (Langoni); Merentiel (Janson) e Cavani (Benedetto). Público – 69.232 Renda – R$ 31.702.250,50
Brasil agiu como mediador em Conselho da ONU, dizem analistas

País presidiu colegiado no primeiro mês de conflito no Oriente Médio Durante os 31 dias em que ficou à frente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o Brasil atuou como mediador e árbitro em meio ao conflito no Oriente Médio, e não como ator político, segundo avaliaram três especialistas entrevistados pela Agência Brasil O Brasil presidiu o Conselho de Segurança em um dos mais tensos momentos da política internacional, liderando as tentativas de acordo entre seus membros para um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Porém, as quatro propostas de resolução sobre o conflito foram rejeitadas. A proposta articulada pelo Brasil, apesar de ter recebido os votos da maioria (12 votos favoráveis e 2 abstenções), foi rejeitada por um veto dos Estados Unidos. Para ser aprovada, uma resolução não pode receber veto de nenhum dos cinco membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido). O professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF) Bernando Rocher destacou que a diplomacia brasileira tentou ser um moderador, e não um agente político proativo, para condenar um ou outro lado do conflito, apesar das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ora crítico ao Hamas, ora crítico à atuação militar de Israel. “A diplomacia se manteve firme tentando construir um acordo de cessar-fogo e de criação de um corredor humanitário para a população de Gaza, que está sendo bombardeada. Esse foi o ponto de destaque: não buscar conflito, não aprofundar as tensões, agindo como um gerente da causa, e não como um ator político”, afirmou. Na avaliação do professor Rocher, com esse comportamento, o Brasil saiu bem visto pelos países árabes, mas acabou por desgastar um pouco as relações com Estados Unidos e Israel. “Para o mundo árabe, o Brasil agiu com justiça e com equilíbrio, tentando resolver um problema, e não ampliando ele.” Em relação a Israel, o professor ressaltou que “arestas foram criadas porque o Brasil apontou para um caminho independente e soberano”. Para ele, Israel exige uma submissão total ao ponto de vista deles. “O Brasil confere legitimidade ao Estado de Israel, mas não nos termos absolutos que eles querem.” Quanto aos Estados Unidos, Rocher enfatizou que o problema é que eles não veem com bons olhos outros países tomando a liderança em um momento como esse. “Os Estados Unidos não conseguem suportar muito o protagonismo e a liderança que a diplomacia brasileira tenta construir em vários campos”, ressaltou. Divergência Já o professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná Eduardo Saldanha disse que o papel de moderador exercido pelo Brasil no Conselho de Segurança inviabiliza negociar com Israel. Segundo Saldanha, para isso, o Brasil teria que considerar o Hamas um grupo terrorista. “A ausência de firmeza também causa desconfianças. Essa posição denota uma fraqueza da diplomacia brasileira, e não podemos esquecer que, neste momento de negociações, o país com o qual mais se precisa negociar é com o que está envolvido diretamente no conflito. E o Brasil não está em posição mediar nada com relação a Israel”, destacou. Para Saldanha, a atuação do Brasil na presidência do Conselho de Segurança da ONU pode ser considerada positiva, ao tentar articular uma proposta de resolução que teve a maioria dos votos, apesar de não ter sido aprovada. Porém, o professor considera negativa a relutância em considerar o Hamas um grupo terrorista. O Itamaraty explicou que o Brasil só considera grupos terroristas aqueles definidos pelo Conselho de Segurança da ONU, o que não é o caso do Hamas. A maioria dos países-membros da ONU, incluindo países europeus como Noruega e Suíça, além de China, Rússia e nações latino-americanas, como México, Colômbia, seguem a definição atual da organização, que não classifica o Hamas como grupo terrorista. Assento permanente Já o pesquisador do Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (Opeb), Gustavo Mendes de Almeida, considera que o Brasil acertou ao não se vincular diretamente a Israel e ao condenar os ataques do Hamas “A gente vê isso pela resolução, que teve ampla aceitação. Ela foi vetada pelos Estados Unidos, o que era de se esperar por conta das relações históricas que os Estados Unidos têm com Israel, mas o fato de países como a França, que é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, ter votado favoravelmente à resolução brasileira demonstra como ela foi bem planejada e articulada pela diplomacia do Brasil”, afirmou. Para Almeida, a atuação do Brasil na presidência do Conselho fortalece o pleito do país por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. “O Brasil historicamente atua de maneira pacífica no sistema internacional por não ter confrontação aberta com nenhum outro país. Com isso, o Brasil segue bem como esse agente moderador que tenta pacificar as relações. O Brasil demonstrou para o mundo a importância que a diplomacia brasileira tem em tentar promover a paz”, concluiu.
PF resgata 30 mil monitoramentos ilegais feitos pela Abin durante governo Bolsonaro

Agora os peritos estão trabalhando para identificar quem eram os alvos monitorados. A Polícia Federal (PF) recuperou cerca de 30 mil monitoramentos feitos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de adversários do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A PF mira em um suposto esquema de espionagem de jornalistas, , políticos, advogados e juízes. O material foi recuperado e agora os peritos estão trabalhando para identificar quem eram os alvos monitorados. A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A principal linha de investigação da PF dá conta de que os supostos dossiês foram produzidos a partir de dados obtidos por meio do First Mile em combinação com outras ferramentas da agência Fontes. O uso ilegal do software israelense First Mile resultou na Operação Última Milha, deflagrada pela PF em 20 de outubro. Além da prisão de dois servidores da Abin, outros cinco diretores foram alvo de mandados de busca e apreensão. Na casa de um deles, o então secretário de Planejamento e Gestão do órgão, Paulo Maurício Fortunato, a polícia encontrou 171,8 mil dólares em espécie.
PF faz operação para combater fraudes no Norte de Minas

A Polícia Federal realizou uma operação para combater fraudes no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) junto à agência da Caixa Econômica Federal em Montes Claros. A ação, denominada Sem Hectare, foi deflagrada nesta quarta-feira (1º). Segundo as informações divulgadas pela PF, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela 1° Vara Criminal da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Belo Horizonte e também foi feita a quebra de sigilo telemático de um servidor da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG), que mora em Montes Claros. Conforme a PF, as apurações começaram em agosto do ano passando, quando uma mulher do Rio de Janeiro, que se passava por trabalhadora rural em Botumirim, foi presa em flagrante. “No decorrer das investigações, identificou-se um esquema gerenciado por uma investigada que arregimentava pessoas do estado do Rio de Janeiro para utilizarem identidade falsa e se passarem por trabalhadores rurais de Botumirim com o intuito de obter financiamento do Pronaf.” A PF informou ainda que essa líder do grupo criminoso contava com o apoio de um servidor da Emater lotado em Botumirim, ele era o responsável por emitir a declaração de aptidão do Pronaf e por confeccionar os documentos falsos atestando que essas pessoas trabalhavam no campo, quando elas nunca residiram em Botumirim ou nunca tinham exercido atividades agrícolas. “Dois investigados conseguiram obter financiamento rural que, somados, chegam ao valor de R$ R$ 88.350″, completou a PF.
CBF divulga calendário do futebol brasileiro de 2024; confira as datas

Campeonato Brasileiro terá, pela primeira vez, uma partida inaugural A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta terça-feira (31), o calendário do futebol masculino profissional para a próxima temporada. Uma das grandes novidades para o próximo ano será a realização, pela primeira vez, de um jogo de abertura do Campeonato Brasileiro da Série A. A partida inaugural será realizada em 13 de abril. O local ainda não foi definido. Além disso, serão mantidas as paralisações em todos os períodos de Data FIFA previstos para 2024 e a Copa do Brasil seguirá com os jogos de ida e volta disputados aos domingos. As finais serão em 3 e 10 de novembro. Em 2024 acontece a disputa da Copa América, entre os dias 20 de junho e 14 de julho. Pelo calendário divulgado pela CBF, a não ser que haja alguma modificação, serão disputadas rodadas do Brasileirão. Os campeonatos estaduais serão disputados entre os dias 21 de janeiro e 7 de abril. Para a Copa do Brasil, as datas reservadas são entre 21 de fevereiro e 10 de novembro. A disputa da Série A será entre os dias 14 de abril e 8 de dezembro. A Segunda Divisão será disputada entre os dias 20 de abril e 26 de novembro. Já a Série C, tem datas reservadas entre 21 de abril e 20 de outubro. Já a Série D será disputada entre os dias 21 de abril e 29 de novembro. Já a Supercopa do Brasil, entre o campeão brasileiro (ainda a ser definido) e o campeão da Copa do Brasil (São Paulo), será em 3 de fevereiro.
Montes Claros terá festa que vai resgatar a vida antes da internet

Evento ‘Barrados nos anos 80’ tem limite de idade mínima de 45 anos, sem visar lucros, segundo a organização. Ingressos já estão esgotados. Uma volta no tempo, levando as pessoas de uma geração a recordarem e reviverem uma época de ouro na música, sem influência da internet e das novas tecnologias. Este é o objetivo da proposta da Festa “Barrados nos anos 80”, que será realizada em Montes Claros, no Norte de Minas, no próximo sábado (4/11). O evento terá como atração o grupo Rod Hanna, considerado uma das melhores bandas flashback do país. De acordo com a organização, além de não visar lucros, a festa conta com um aspecto diferenciado: o limite de idade mínima de 45 anos para a entrada. “A ideia de limitar a idade mínima foi instintiva, com o objetivo de reunir uma geração que foi jovem na década de 1980. O propósito é reviver e só quem viveu algo poderá se emocionar com as lembranças daquela época”, afirma a arquiteta Isabella Rebello, idealizadora e organizadora do evento. Segundo ela, o evento objetiva proporcionar a uma geração uma viagem ao passado, com a possibilidade de se emocionar ao reviver as músicas, danças e estilos da sua juventude, com muita nostalgia, “retornando” a a época em que a vida era bem diferente dos dias atuais, recordar de quando não havia internet, telefone celular e whatsapp, nem redes sociais. “Eu sinto que encaramos uma mudança muito grande, entre o “antes” e o “depois” da tecnologia”, afirma a arquiteta. A festa será realizada em casa de eventos da cidade, com tudo incluído (sistema all inclusive). Os ingressos já estão esgotados. “Como desde o início eu defini que não teria fins lucrativos, então, também decidir eu faria a melhor festa. Incialmente, seria a partir dos 50 anos, mas a pressão foi grande porque os cinquentões geralmente estão casados com pessoas acima de 45, então ficou 45 anos”, informa Isabella. A organizadora disse que, ao mesmo tempo que desagradou os mais jovens, a “proibição para menores de 45 anos|” acabou elevando a autoestima da geração dos anos 80, que sentiu mais valorizada. “Quando divulguei essa regra, muitas pessoas amaram. Foi aí que percebi que essa ideia tinha valorizado muito a festa, elevando a autoestima dos que estavam dentro da idade isso”, relata Isabella Veloso. “A razão que nos move a realizar a Festa Barrados nos anos 80 é o sentimento forte da vida. Ao passar dos 50 anos de idade, temos uma noção maior de finitude. Então, a proposta é viver a vida, comemorar o fato por ter vivido a juventude na década mais icônica de todos os tempos. Temos que nos sentir especiais, somos a última barreira da vida sem tantas transformações drásticas”, afirma Isabella. Ela explica que, não havendo o objetivo de lucros, a arrecadação com a cobrança de ingressos será destinada somente à cobertura das despesas de todo investimento para uma festa alto padrão, como a contratação da banda Rod Hanna, que se equipara ao valor de outros grupos conhecidos nacionalmente. Isabella lembra que os participantes da “Barrados nos anos 80 viverão de novo a experiência das comidas e bebidas da época, o ambiente temático disco club e todos estarão com as roupas e caracterização da época. “Não faz sentido se não aguçarmos todos os sentidos”, pontua Isabella, lembrando que a promoção atraiu grupos de Belo Horizonte e caravanas de cidades do Norte de Minas como Bocaiuva e Salinas. Isabella Rebello salienta que os anos 1980 também consistem num período altamente significativo para a cultura e para as artes, sendo marcado pelo surgimento de ídolos eternos. “ Nossos ídolos são também os dos nosso filhos, somos a geração que produziu os maiores ídolos mundiais – na música, no cinema, na televisão e nas artes em geral. Somos a barreira da infância raiz: antes e depois da internete, infelizmente nossos filhos não tiveram a mesma sorte que nos, na minha opinião as coisas só pioraram” observa Isabella Rebello salienta que os anos 1980 também consistem num período altamente significativo para a cultura e para as artes, sendo marcado pelo surgimento de ídolos eternos. “ Nossos ídolos são também os dos nosso filhos, somos a geração que produziu os maiores ídolos mundiais – na música, no cinema, na televisão e nas artes em geral. Somos a barreira da infância raiz: antes e depois da internet, infelizmente nossos filhos não tiveram a mesma sorte que nos, na minha opinião as coisas só pioraram” observa Entre os ícones da música nacional que despontaram nos anos 80, estão as bandas Blitz, RPM, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ultraje a Rigor, Titãs, Kid Abelha, Metrô, Grafite, Roupa Nova, Ira, Biquíni Cavadão e Ultraje a Rigor e os cantores Léo Jaime e Lobão. “Temos que sentir muito orgulho da nossa geração. Fomos muito privilegiados por viver tantas coisas e com tanta liberdade mesmo num mundo de pais caretas mas não super protetores. “Os nossos ídolos estão ficando de herança para as novas gerações e com certeza ficarão para as gerações futuras! Que orgulho”, afirma Isabella.
Crime eleitoral – TSE torna Bolsonaro inelegível pela segunda vez

Por 5 votos a 2, ministros condenaram o ex-presidente por crime eleitoral cometido durante as comemorações do Bicentenário da Independência, em 2022 Nelas, o ex-presidente, e o seu vice na chapa à reeleição, general Walter Braga Netto (PL), são acusados pelo PDT e pela senadora e candidata à Presidência da República em 2022 – Soraya Thronicke (Podemos-MS), de crime eleitoral pelo uso da máquina pública a favor de sua campanha à reeleição no ano passado. Na data questionada pela ação, o 7 de setembro de 2022, foram celebrados os 200 anos da Independência do Brasil. Na ocasião, Jair Bolsonaro teria convocado seu eleitorado, amparado na bandeira dos valores da pátria, para ir às ruas. As festividades das comemorações foram misturadas com o apoio à candidatura à reeleição do então presidente. No entendimento de cinco dos sete ministros que votaram, Bolsonaro foi condenado à inelegibilidade. Mesma punição foi dada ao seu vice na chapa no ano passado, Braga Netto. Seguindo o voto do relator, o tribunal em sua maioria determinou a Bolsonaro o pagamento de R$ 425,6 mil de multa, e para Braga Netto, R$ 212,8 mil. Os ministros Raul Araújo e Kassio Nunes Marques abriram divergência da maioria e se posicionaram contrários às condenações. Nunes Marques chegou a propor a pena de multa de R$ 20 mil aos então candidatos. Por outra condenação do TSE, de junho, Jair Bolsonaro já havia sido impedido de se candidatar a cargos públicos eletivos por 8 anos. A data passa a contar das eleições de outubro do ano passado. No caso de ser considerado inelegível mais uma vez, nada muda já que , ao contrário de processos criminais, as penalidades eleitorais não são cumulativas. Para a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), a confusão entre o oficial e o eleitoral foi estratégica. No parecer conjunto para as três ações,lo vice-subprocurador Eleitoral, Paulo Gonet Branco, sugere a inelegibilidade do ex-presidente e a absolvição de Braga Netto. Essa indicação costuma balizar a decisão dos ministros. “O que se nota é que, ao longo do dia 7 de setembro de 2022, procurou-se, de modo nem sempre sutil e por meio de ações de pouca relevância prática, encobrir a indubitável absorção do evento cívico, realizado com recursos materiais e pessoais da Administração Pública, pela campanha do candidato à reeleição”, argumentou Gonet. O vice-procurador fala que a “fusão dos eventos oficiais de desfiles militares e de ritos institucionais com os atos de campanha” foi “estratégia” e que “a confusão serviu ao intuito de promover a reeleição”. Ele também menciona que políticos bolsonaristas se engajaram em chamar correligionários para os desfiles, o que, segundo o representante da PGE, não aconteceria se fosse apenas uma agenda oficial. Bolsonaro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), última instância do Judiciário brasileiro. No TSE, o relator dos três casos é o ministro corregedor Benedito Gonçalves – mesmo que votou pela sua inelegibilidade em junho e que se aposenta no próximo dia 8. A partir daí, a corregedoria, responsável pela marcação das pautas, passa a ser de Raul Araújo.
Montes Claros tem recorde no saldo de vagas de emprego em setembro

Na tarde dessa segunda-feira, 30, o Ministério do Trabalho divulgou os dados relativos ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) de setembro. O estudo do Governo Federal é realizado desde 1965 e orienta municípios e estados para a elaboração de políticas de geração de emprego e renda. No mês de setembro de 2023, as empresas instaladas em Montes Claros contrataram 3.699 trabalhadores e demitiram 3.192, o que proporcionou um saldo de 507 vagas. Foi o melhor resultado de 2023. Até então, junho era o mês com o melhor resultado (371). Em 2023, este já é o oitavo mês com resultado positivo na criação de vagas. Montes Claros ficou em 7º lugar no estado e, como Minas Gerais tem 854 municípios, pode-se dizer que Montes Claros foi melhor que 99,3% dos municípios mineiros. O setor da economia com maior saldo de vagas, em setembro, foi Serviços (462), seguido por Indústria (120) e Construção (64). Entre janeiro e setembro, os números foram os seguintes: 33.435 contratações, 31.850 demissões e 1.585 de saldo. No acumulado do ano mesmo, novamente Serviços se destaca com saldo de 2.403 vagas, seguido por Construção (221).
Sucessora de Lula? Popularidade de Janja chama atenção de jornal francês

Companheira de Lula foi apontada, ao lado de Ruth Cardoso, como uma das únicas primeiras-damas brasileiras ativas politicamente, que não assumem uma postura decorativa O Le Monde, principal jornal da França, publicou um artigo nesta terça-feira (31) em que, já no título, diz que Janja Lula da Silva não é apenas a primeira-dama, mas também a “vice-presidente do Brasil”. É claro que a declaração não é literal, o que o importante veículo quis mostrar é a popularidade e o envolvimento de Janja na política nacional e no mandato do presidente Lula. Segundo o artigo, Janja se tornou aos 57 anos “uma das figuras políticas mais influentes do país” e é comparada a personalidades como Michelle Obama e a “icônica” Evita Perón, que foi casada com o histórico presidente argentino Juan Domingo Perón. Nesse sentido, o artigo diz que Janja poderia se tornar uma sucessora de Lula. “Seu perfil se destaca em um Brasil ainda muito machista. Com raras exceções – como Ruth Cardoso, uma antropóloga brilhante casada com o presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) – este país teve uma longa sucessão de primeiras-damas apagadas e marginalizadas”, diz o cientista político Cláudio Couto ao jornal. Ele comparou Janja à Marcela Temer. Enquanto a ex-primeira-dama teria sido descrita como “bela, recatada e do lar” pela imprensa brasileira, Janja, por outro lado, é reconhecido por ter um “papel político muito ativo”. O pesquisador lembra que do seu escritório, que fica ao lado do de Lula, Janja liderou “iniciativas notáveis, como a luta contra o feminicídio e indicou ministros como a cantora Margareth Menezes, para a Cultura”. Por fim, Couto explica ao jornal francês que Janja, além de estar presente em todas as viagens presidenciais, também assume tarefas duras, como no último mês de setembro, quando representou Lula em visita ao Rio Grande do Sul que sofria com inundações. “Definitivamente não é apenas uma ‘primeira-dama’ decorativa!’”, vaticina o cientista político.