Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais

Lula vai definir detalhes da chapa para lançar a pré-candidatura do ex-presidente do Senado ao governo de Minas assim que voltar da Índia. Decisão embaralha negociações de Gilberto Kassab, do PSD, no estado, segundo maior colégio eleitoral do país. Ex-presidente do Senado durante a transição do governo – e em meio à tentativa de golpe liderado por Jair Bolsonaro (PL) -, Rodrigo Pacheco será o candidato de Lula ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.Lula deverá fechar a chapa mineira de 2026 quando voltar da Índia. O presidente já teria feito um acordo com Carlos Lupi, presidente do PDT, no Estado e vai lançar a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito da capital, Alexandre Kalil (PDT), ao Senado.Em relação a Pacheco, a costura depende diretamente de conversas com Gilberto Kassab, que comanda o PSD e tem negociado tanto com aliados de Lula, quanto com bolsonaristas. O cacique do PSD, no entanto, estuda lançar Ratinho Jr. à Presidência, caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) siga “submisso” ao clã Bolsonaro.Em meio à indefinição de Kassab, Pacheco teria acertado a pré-candidatura diretamente com Lula e estaria disposto a mudar de sigla, caso haja resistência no PSD.Também no PSD, Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, abriu mão da candidatura ao Senado e vai coordenar a campanha de Lula no Estado. Quem é Rodrigo PachecoRodrigo Otavio Soares Pacheco nasceu em 3 de julho de 1976, em Porto Velho (RO), mas construiu sua trajetória política em Minas Gerais. É advogado, formado pela PUC Minas, com atuação nas áreas de direito penal econômico e empresarial antes de ingressar na vida pública.Foi eleito deputado federal por Minas Gerais em 2014, inicialmente pelo MDB. Em 2018, filiou-se ao DEM (atual União Brasil) e, no mesmo ano, foi eleito senador. Em fevereiro de 2021, tornou-se presidente do Senado Federal do Brasil, cargo que o colocou no centro das articulações políticas nacionais, especialmente durante a pandemia e em meio a tensões entre os Poderes. Em 2022, migrou para o Partido Social Democrático (PSD).À frente do Senado, buscou projetar uma imagem de moderador institucional, defendendo equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Reeleito senador em 2022, consolidou-se como uma das principais lideranças políticas de Minas Gerais e figura relevante no cenário nacional, especialmente por se opor à tentativa de golpe em janeiro de 2023.

Atlético sai na frente, mas leva empate do América no fim e vaga na final fica em aberto

Dudu abriu o placar no início do segundo tempo, mas, já nos acréscimos, Yarlen empatou a partida O Atlético teve a chance de sair na frente na disputa por uma vaga na final do Campeonato Mineiro e acabou desperdiçando. Na tarde deste domingo (22), o Galo empatou com o América em 1 a 1 na Arena MRV e a decisão ficou para o jogo de volta, disputado na próxima semana, na Arena Independência. Dudu, abriu o placar no início do segundo tempo e Yarlen empatou o jogo já nos acréscimos.O Galo vive a expectativa da chegada de Eduardo Domínguez para assumir o clube e foi comandado por Lucas Gonçalves, auxiliar técnico da comissão fixa do clube. Assim como foi na goleada por 7 a 2 contra o Itabirito, na última rodada da fase de grupos do Mineiro, o treinador manteve Vitor Hugo na zaga como titular no lugar de Junior Alonso e Scarpa no meio-campo.Apesar da Arena MRV lotada, com cerca de 32 mil torcedores, e com muita disposição dos jogadores do Atlético, o início de jogo não foi como a equipe da casa esperava. Em meio ao caos, quem se saiu melhor foi o América, que criou as principais oportunidades nos primeiros 45 minutos. Nem mesmo os 70% de posse de bola no primeiro tempo fizeram o Galo criar grandes chances de gol – foram apenas quatro finalizações.Sem encontrar espaços na marcação do Coelho, o Galo levou um susto e viu o adversário abrir o placar logo aos oito minutos, mas contou com a sorte – e com o VAR – para que o gol fosse anulado por impedimento. O Coelho voltou a assustar aos 18 minutos. Ruan fez falta na entrada da área. Na cobrança, William acertou o canto e obrigou Everson a fazer grande defesa.A única grande chance do Atlético na primeira etapa também foi em uma cobrança de falta. Aos 30 minutos, Hulk foi derrubado na intermediária. O mesmo foi para a cobrança e chutou no canto. Gustavo evitou o primeiro gol da partida.Para abrir o placar, o Galo precisava de uma mudança de postura. E ela veio. A equipe voltou para o segundo muito mais agressiva e, logo aos seis minutos, tirou o zero do placar. Após boa jogada no meio, Scarpa encontrou Dudu que bateu na saída do goleiro Gustavo.Atrás no marcador, o América se lançou ao ataque e coube ao Atlético o dever de se defender e sair explorando o contra-ataque. E foi assim que o Coelho chegou ao empate. Yago Souza avançou pelo meio e rolou para Yarlen, que chutou no alto do gol e igualou o placar.O empate no fim deixou a torcida do Atlético revoltada. Ao apito final, muitos torcedores vaiaram o time em campo e gritaram por ‘raça’.Com o resultado, a decisão pro uma vaga na final ficou para o jogo de volta, que será disputado no próximo domingo (1º de março), na Arena Independência. Quem vencer avança para a final e um novo empate leva a decisão para os pênaltis. Ficha técnicaAtlético 1 x 1 AméricaMotivo: Jogo de ida da semifinal do Campeonato MineiroLocal: Arena MRV, Belo HorizonteQuando: domingo, 22 de fevereiro de 2026, às 18hÁrbitro: Matheus Candançan (SP)Assistentes: Brígida Cirilo Ferreira (AL) e Thiaggo Americano Labes (SC)VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)Cartões amarelos: Ruan (Atlético) / Gustavo, Paulo Victor, Nathan Cardoso e Ricardo Silva (América)Gol: Dudu (06’/2°T) e Yarlen (48’/2°T)Atlético: Everson; Natanael (Preciado), Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon (Igor Gomes), Scarpa e Victor Hugo (Bernard); Dudu (Cuello) e Hulk. Técnico: Lucas Gonçalves.América: Gustavo; Nathan Cardoso, Ricardo Silva, Emerson e Artur (Paulinho); Felipe Amaral, Eduardo Person e Maguinho (Léo Alaba); Willian Bigode (Thauan), Val Soares (Yago Souza) e Paulo Victor (Yarlen). Técnico: Alberto ValentimPúblico: 31.916 pessoasRenda: R$ 1.879.354,89

Minas tem rombo de R$ 11,3 bilhões no caixa no último ano do governo de Romeu Zema

O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado O governador Romeu Zema (Novo) encerrará o seu mandato à frente do governo de Minas Gerais com o Executivo tendo um déficit da ordem de R$ 11,3 bilhões. O valor diz respeito ao total de recursos não vinculados, ou seja, que não recebem uma destinação legal para aplicação em áreas específicas. O valor consta no Relatório de Gestão Fiscal (RGF), enviado ao Tesouro Nacional, com um raio-x consolidado da situação financeira do estado em 2025.O material indica que o estado terá dificuldades para arcar com dívidas de outros anos e firmar compromissos neste ano. De acordo com o relatório, Minas soma R$ 3,7 bilhões em restos a pagar empenhados, mas que não foram liquidados em 2025. Ao Tesouro, o estado informou uma despesa líquida com pessoal de R$ 53,8 bilhões. O valor deixa Minas no limite prudencial e próximo ao máximo permitido, de 49%, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL). O percentual apurado do estado foi de 48,22%.A dívida pública líquida apurada pelo estado foi de R$ 187,1 bilhões. Somente à União, o governo mineiro deve R$ 179,3 bilhões, saldo que foi confessado no ato de adesão ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) em 31 de dezembro de 2025. A entrada no programa, inclusive, é tratada por Zema como alternativa para amortizar o endividamento junto à União. A amortização será feita em 360 parcelas.De acordo com matéria do Estadão, o rombo apresentado em Minas Gerais é o maior entre os estados brasileiros que finalizam 2025 com as contas no vermelho. Também estão nesta condição Rio Grande do Norte, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Tocantins e Acre – todos com saldo devedor menor que o apresentado pela gestão Zema.Pedra no sapatoA indisponibilidade de recursos acima de R$ 11 bilhões, que representa pouco menos da metade dos R$ 24 bilhões em isenções fiscais que Zema incluiu no orçamento de 2026, pode dificultar os meses finais da gestão do governador e de seu vice, Mateus Simões (PSD). Zema deixará o estado no final de março para se dedicar à campanha presidencial, e a cadeira será assumida por Simões, pré-candidato ao governo.No entanto, em anos eleitorais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) proíbe o Executivo de aumentar despesas com pessoal nos últimos 180 dias de mandato. Além disso, a partir de maio, é proibido assumir novas despesas sem a garantia de pagamento até o final do ano ou de que haverá recursos em caixa para cumprimento das obrigações a partir do ano que vem.Na aprovação do orçamento para 2026, o governo já havia informado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um déficit de R$ 5,21 bilhões. A proposta aprovada pelos deputados estima receita de R$ 127,1 bilhões e despesa de R$ 132,3 bilhões em 2026.Funcionalismo critica governadorO ex-presidente e atual diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG), Matias Bakir, disse que a situação fiscal apresentada no relatório poderia ser ainda mais deteriorada. Ele citou que nos últimos anos o estado só reajustou os salários dos servidores conforme a inflação em 2023. “Esse rombo ainda é pouco, porque é um governo que não cumpre com as suas obrigações com o funcionalismo. Ele financia o governo em cima dos servidores públicos”, disse Bakir.A tese é corroborada pelo diretor político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais (Sindpúblicos-MG), Geraldo Henrique. Ele lembrou que o funcionalismo ficou sem reajustes de 2013 até 2022, quando Zema concedeu 10,6% de aumento em concordância com a inflação de 2021.“Daí pra frente, o Zema não pagou a inflação de 2022 que foi 5,7%, não pagou 2024 que ficou em torno de 4,8% e não pagou a inflação do ano passado de quase 5%. E ele prometeu na campanha de 2022 que a partir do segundo mandato ele pagaria o reajuste da inflação aos servidores todos os anos, assim como as empresas da família dele faziam com todos os trabalhadores”, lembrou Geraldo.Segundo o diretor do Sindpúblicos, há uma insatisfação enorme da categoria com o governador. “Imagine só: você monta uma empresa, coloca os trabalhadores para produzir, a empresa cresce, mas você não dá aos trabalhadores os direitos que eles têm. É óbvio que você terá um ganho bem acima do que imaginou, porque não está repartindo com a massa de produção”, criticou. “Ele paga o 13º salário, anuncia o pagamento todo quinto dia útil, e acha que pagando de forma congelada o salário está fazendo um papelão”, acrescentou.Isenções na miraPara Matias Bakir, do Sindifisco, outro ponto de crítica ao governo de Romeu Zema é o volume de isenções fiscais cedidas a empresas, na casa dos R$ 24 bilhões neste ano. A listagem das organizações beneficiadas é mantida em sigilo pelo Executivo. “É uma transferência literal do recurso público para a iniciativa privada. Se você concede benefício fiscal a uma empresa para incentivar a indústria, você tem que ter o controle da indústria para ser se ela vai cumprir aquilo que prometeu, mas não tem ninguém controlando”, acrescentou.Matias Bakir citou ainda que ao assinar o acordo com a União sobre a Lei Kandir, em 2020, o estado renunciou a um montante de R$ 135 bilhões para receber R$ 8,7 bilhões. “Sete anos depois, ele não conseguiu equilibrar as contas do estado. E quem mostra isso, que o governo dele foi pífio, que ele está deixando o estado pior do que ele pegou, é a própria Secretaria de Fazenda dele”, finalizou.O que diz o governo?O TEMPO procurou o governo de Minas e pediu esclarecimentos sobre o relatório. Em nota, a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) voltou a citar, indiretamente, a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) para justificar o rombo de R$ 11,3 bilhões. O discurso, inclusive, é um dos mais citados por Zema desde que chegou ao governo.No comunicado, a pasta diz que o valor refere-se a passivos herdados de gestões anteriores que

Uberlândia e North empatam no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência

North busca empate com Uberlândia fora de casa no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência Uberlândia e North empataram por 1 a 1 no jogo de ida das semifinais do Troféu Inconfidência do Campeonato Mineiro, neste sábado (21/2), no Parque do Sabiá, em Uberlândia.Marcos Calazans, aos 19 minutos do primeiro tempo, abriu o placar para o Uberlândia. Aos 12′ da etapa final, Rosseto empatou para o North. As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo (1/3), às 17h, na Arena Juvenção em Montes Claros.Em caso de novo empate, o finalista do Troféu Inconfidência será definido na disputa de pênaltis.Outra semifinal do Troféu InconfidênciaO outro finalista do Troféu Inconfidência sairá do confronto entre Tombense e URT. No jogo de ida, nessa sexta-feira (20/2), a URT venceu o Tombense por 1 a 0, no Almeidão, em Tombos. A partida de volta será no próximo sábado (28/2), às 20h, na Arena DB, em Patos de Minas.

Cruzeiro bate Pouso Alegre e abre vantagem na luta por vaga à final

Em sua reestreia com a camisa celeste, atacante marcou um dos gols da vitória no Manduzão, no Sul de Minas Contando com gol de Bruno Rodrigues logo em sua reestreia, o Cruzeiro abriu vantagem na busca por uma lugar na final do Campeonato Mineiro ao vencer o Pouso Alegre por 2 a 1, no estádio Manduzão, no Sul de Minas, no duelo de ida da semifinal do Estadual.Com o resultado, a Raposa agora pode até empatar no jogo de volta, no Mineirão, no próximo final de semana, que avança à decisão. Vitória do Pouso Alegre por um gol leva a definição para a disputa de pênaltis.Sem seu ataque titular, já que Kaio Jorge (desgaste muscular) e Arroyo (incômodo no joelho esquerdo) foram preservados, Tite optou pela formação com Lucas Silva, Romero, Christian, Gerson e Matheus Pereira, além do colombiano Neyser Villareal como referência na frente.E o início celeste foi positivo. Com Kaiki e Gerson fazendo a diferença pelo lado esquerdo, o Cruzeiro teve quatro grandes chances nos primeiros 20 minutos.Numa delas, Villalba, novamente titular, parou no travessão. Na outra, Gerson até balançou as redes, mas a arbitragem havia assinalado impedimento na origem do lance. O goleiro Thiago Braga também salvou os donos da casa ao fazer excelente defesa em cabeçada de Christian.Com maior compactação no setor defensivo, o Cruzeiro tinha mais posse e dificultava os avanços do adversário, que poucas vezes chegou na área celeste. Entretanto, faltava o principal: eficiência nas finalizações.No início do segundo tempo, a situação pouco se alterou. O Cruzeiro manteve o domínio territorial, mas seguiu falhando na ‘cara do gol’. A principal dela com Villareal, que apareceu de frente para o goleiro Thiago Braga, mas finalizou mal.Tite tentou reverter o quadro promovendo a reestreia de Bruno Rodrigues, que entrou, aos 16 minutos, na vaga de Villarreal, para atuar como um ‘falso 9’, função que já havia exercido em sua primeira passagem pela Raposa, entre 2022 e 2023. E, dois minutos depois, o Cruzeiro abriu o placar.Gerson e Bruno Rodrigues pressionaram a saída do Pouso Alegre, que se complicou. A bola sobrou para Lucas Silva, que, de fora da área, chutou bem, de curva, marcando um golaço.Pouco depois, a Raposa ampliou. Em boa jogada pela direita, William cruzou, a zaga do Pouso Alegre rebateu errado e Bruno Rodrigues deixou sua marca e saiu para sua comemoração tradicional a lá Cristiano Ronaldo.Quando o resultado parecia já definido, Gabriel Tota, do Pouso Alegre, foi lançado na área e, na tentativa de tomar a bola, Villalba fez a carga por trás e cometeu o pênalti: na cobrança, Romarinho fez o gol, mantendo a equipe do Sul de Minas ainda viva na luta por um inédito lugar na final do Mineiro. FICHA TÉCNICAPOUSO ALEGRE 1×2 CRUZEIROPOUSO ALEGREThiago Braga; Da Silva, Vitão, Xandão e Matheus Nunes (De Paula); Magé, Romarinho e Alexandre Pena (Pedro Arthur); Gabriel Tota, Thiago Rubim (Porfírio) e Marcelinho (Jonathan Kauan). Técnico: DaniloCRUZEIROCássio; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero (Japa), Lucas Silva (Walace), Christian (Wanderson) e Gerson; Matheus Pereira (Kaique Kenji) e Neyser Villareal (Bruno Rodrigues). Técnico: TiteMotivo: Duelo de ida da semifinal do Mineiro 2026Local: Estádio Manduzão, em Pouso AlegreÁrbitro: André Luiz Skettino BentoAuxiliares: Felipe Alan Costa Oliveira e Bernardo de Souza PáduaVAR: Emerson de Almeida FerreiraGols: Lucas Silva, 18, Bruno Rodrigues, 29, Romarinho, 42 do 2º tempoCartões amarelos: Xandão, Magé e Romarinho (P), Villalba (C)Público: 13.682 pagantesRenda: R$ 1.295.975,00

Rubens Menin, dono do Atlético, da Itatiaia e da CNN Brasil, é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro

Um dos principais acionistas da SAF do Atlético, o empresário Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal na noite da última segunda-feira Rubens Menin, dono do canal CNN Brasil e da Rádio Itatiaia de Minas Gerais, é sócio do banqueiro Daniel Vorcaro desde 2023 na SAF (Sociedade Anônima de Futebol) do Atlético Mineiro. Menin, como chefe do conselho administrativo e maior acionista da empresa que controla o clube de Belo Horizonte, foi quem levou o proprietário do já liquidado Banco Master para ser um dos donos da controladora do time mineiro, em uma operação de centenas de milhões de reais, que atualmente é investigada pela Polícia Federal. A SAF do Atlético-MG foi criada em julho de 2023, quando o clube aprovou a venda de 75% do futebol para a recém-formada Galo Holding, por R$ 913 milhões. À época, o negócio foi saudado como um movimento que buscava organizar o passivo e profissionalizar a gestão esportiva e financeira do clube. A Galo Holding é comandada por um grupo que ficou conhecido como os “4R’s”: Rubens Menin e seu filho Rafael, que controlam a CNN Brasil, a Rádio Itatiaia, a construtora MRV e o Banco Inter; Ricardo Guimarães, presidente do Banco BMG; e Renato Salvador, sócio da rede de hospitais Mater Dei. A sociedade recebeu no mesmo mês um novo investidor de peso: Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master. Vorcaro investiu, por meio de papéis financeiros do fundo Galo Forte FIP, cerca de R$ 100 milhões para adquirir uma participação de 20% da SAF do Atlético, tornando-se o segundo maior acionista da empresa, atrás apenas do dono da CNN e seu filho, que detinham cerca de 45% da empresa. O “Globo Esporte”, site e telejornal esportivo da Rede Globo, deu a notícia, em 24 de julho de 2023, que Daniel Vorcaro – graças a uma operação coordenada pelo dono da CNN – passava a ser um dos donos do Atlético. Na referida reportagem, Rubens Menin dá a sua explicação para o aporte, e diz que estão todos ali investindo porque são apaixonados pelo Atlético-MG, e que nada irão ganhar com a operação – “a não ser mais responsabilidades”. Clique aqui para assistir à integra da reportagem da Globo sobre o tema. Em junho de 2024, após um novo aporte de R$ 300 milhões de Vorcaro na sociedade, o banqueiro passou a ser dono de cerca de 26% da SAF Atlético-MG. Já o empresário Rubens Menin, que também efetuou novos aportes, passou a ser proprietário de 55% do capital da sociedade. O dono da CNN, que é presidente do conselho administrativo que aprovou essas operações, explicou, em entrevista ao canal de TV ESPN, por que havia decidido “botar mais dinheiro” (seu e de Vorcaro) na empresa que controla o Atlético-MG: “Esse aporte vai ser super relevante. Ele não seria necessário se os juros caíssem de forma mais rápida, mas toda vez que os juros demoram a cair, se você não fizer o aporte, você tem mais despesa financeira. Então, nós botaremos mais dinheiro para diminuir a dívida mais rápido. Nada mais simples do que isso”. Para os órgãos oficiais de fiscalização e controle, porém, a operação não foi tão simples. A Procuradoria-Geral da República – tomando como base investigações da Polícia Federal – produziu um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal ) que aponta indícios de que recursos usados para investir na SAF do Atlético Mineiro podem ter origem em um esquema de desvio e ocultamento de capitais do extinto Banco Master e de seu (ex-)proprietário, o que poderá resultar em prejuízos multimilionários ao clube. Essa notícia foi amplamente difundida pelos órgãos de imprensa no mês passado, sem nunca mencionar o papel de Rubens Menin na entrada de Vorcaro na sociedade. Relação entre Vorcaro e dono da CNN é conhecida há anos  Na alta sociedade de Belo Horizonte, as ligações entre Daniel Vorcaro e o dono da CNN são bem conhecidas não é de hoje. No dia 10 de agosto de 2022, por exemplo, o banqueiro patrocinou, foi o anfitrião e o mestre de cerimônias do “III Gala Minas”, um jantar filantrópico realizado em Belo Horizonte pela Brazil Foundation, uma empresa que realiza eventos para a arrecadação de fundos para projetos beneficentes. Na noite de gala, Rubens Menin foi o grande homenageado, recebendo o prêmio de filantropo do ano. O empresário foi representado no evento por sua filha Maria Fernanda Menin, que também possui cadeira no conselho administrativo da CNN. Foi ela quem recebeu o prêmio (em nome do pai) das mãos de Daniel Vorcaro. Na foto abaixo, retirada de reportagem laudatória do site da Rádio Itatiaia sobre o evento, Maria Fernanda é quem aparece no centro da imagem, com o logo do Banco Master logo atrás. Já em janeiro de 2024, Daniel Vorcaro foi uma das figuras presentes a se deixar fotografar em jantar de gala oferecido a personalidades por Rubens Menin, em homenagem ao aniversário de quatro anos da CNN Brasil. Entre outras autoridades presentes, estavam o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e o ministro do STF Dias Toffoli, conforme pode ser visto em reportagem da própria emissora sobre o evento. Até a publicação desta reportagem, a CNN ainda não havia se declarado suspeita para produzir reportagens sobre o Banco Master e seu dono, apesar da sociedade de seu proprietário com o banqueiro. Fonte: DCM

Dino proíbe novas leis que garantam “penduricalhos” acima do teto

Em decisão, ministro do STF complementa regras sobre penduricalhos Em uma decisão complementar proferida nesta quinta-feira (19), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu a publicação e a aplicação de novas leis sobre o pagamento a servidores públicos de parcelas remuneratórios e indenizatórias que ultrapassem o Teto Constitucional, os chamados “penduricalhos”.  “Essa determinação vale inclusive para a edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos”, destacou o ministro. Segundo ele, a decisão visa a “esclarecer e complementar” a decisão liminar do último dia 5, quando o ministro determinou a suspensão de pagamentos realizados sem previsão legal expressa.   A decisão estende o bloqueio dos pagamentos também ao reconhecimento de supostos direitos retroativos que não eram pagos até a data da liminar original. E mantém o prazo de 60 dias para “todos os órgãos publicarem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam”, ou da norma que as legitimam, no caso de ato infralegal.  A medida se aplica a instituições federais, estaduais e municipais que, na prática, deverão publicar e dar publicidade à folha de pagamento detalhada de seus servidores. Na liminar do último dia 5, Dino já tinha destacado que, “para quem manuseia dinheiro público”, “não bastam expressões genéricas como: “direitos eventuais”; “direitos pessoais”; “indenizações”; “remuneração paradigma”, entre outras constantes de Portais de Transparência”, que devem ser substituídas por indicações precisas que permitam o controle sobre os gastos públicos.  Teto Constitucional A determinação ocorre no âmbito de uma ação que contesta o pagamento de verbas a agentes públicos que elevam os vencimentos mensais a patamares superiores ao teto máximo do funcionalismo, atualmente de R$ R$ 46.366,19 (valor que corresponde ao subsídio pago aos ministros do STF).   Em sua mais recente manifestação, tornada pública esta manhã, Dino e sua assessoria reproduzem argumentos jurídicos segundo os quais a ausência de uma lei nacional sobre o tema, conforme exigido pela Emenda Constitucional nº 135/2024, impede que órgãos e poderes autônomos criem gratificações ou indenizações por conta própria. O caso agora segue para o referendo do Plenário do STF, que deve apreciar a questão no próximo dia 25, quando já estava agendada a votação da liminar inicial. “No tocante aos agravos e embargos interpostos, aguarde-se a apreciação quanto ao referendo da liminar pelo Plenário do STF, quando serão estabelecidos os contornos da tutela liminar antes deferida e agora complementada”, decretou Dino.

Revista Vox, dos Estados Unidos, exalta Brasil como exemplo na defesa da democracia

Publicação compara reação das instituições brasileiras a Jair Bolsonaro com a atuação dos EUA diante de Donald Trump e destaca papel do Congresso e do STF A revista norte-americana Vox publicou uma ampla reportagem destacando o Brasil como um exemplo recente de resistência institucional ao autoritarismo. No texto intitulado “How one country stopped a Trump-style authoritarian in his tracks”, a publicação sustenta que o país conseguiu conter investidas autoritárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, em contraste com o cenário vivido atualmente nos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, que é o atual presidente norte-americano. Segundo a Vox, em 2018 o Brasil elegeu Bolsonaro, descrito como um político que tentou promover “o tipo de concentração de poder autoritária que o presidente Donald Trump está atualmente promovendo nos Estados Unidos”. A diferença fundamental, de acordo com a reportagem, é que no Brasil essas tentativas foram bloqueadas. “Ao contrário da América, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal do Brasil trabalharam para conter o presidente e limitar severamente sua capacidade de agir como um ditador eleito”, afirma o texto. Sistema multipartidário e incentivos políticos A reportagem argumenta que o fator decisivo esteve nos incentivos criados pelo sistema político brasileiro. A combinação de presidencialismo com multipartidarismo teria impedido a formação de uma lealdade partidária extrema como a observada no sistema bipartidário dos Estados Unidos. De acordo com a análise, o Congresso brasileiro — especialmente partidos de centro-direita — recusou-se a simplesmente endossar as tentativas de Bolsonaro de ampliar seus poderes. O então presidente editou 254 medidas provisórias, número recorde, mas teve menos da metade aprovadas pelo Legislativo. Além disso, o Congresso derrubou vetos presidenciais 30 vezes durante seu mandato, número significativamente superior ao de presidentes anteriores. Para o cientista político André Borges, ouvido pela reportagem, Bolsonaro pretendia corroer gradualmente os mecanismos de controle democrático. “Está muito claro para mim que Bolsonaro queria ser um presidente populista que lentamente minasse os freios e contrapesos”, afirmou. No entanto, segundo ele, isso não interessava à direita tradicional: “Para eles, seria muito melhor ter um presidente fraco”. A Vox sustenta que, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos — onde parlamentares republicanos tendem a se alinhar ao presidente por disciplina partidária —, no Brasil os deputados possuem bases eleitorais próprias e maior autonomia em relação ao chefe do Executivo. O papel decisivo do Supremo Tribunal Federal O texto também destaca o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte bloqueou iniciativas de ampliação de poder por meio de decretos, impediu mudanças no sistema eleitoral e atuou contra tentativas de enfraquecer mecanismos de transparência e fiscalização. O ministro Alexandre de Moraes é apontado como figura central na resistência institucional. Segundo a reportagem, ele se tornou “o oponente mais eficaz e implacável das tentativas de ampliação de poder de Bolsonaro”. O STF não apenas reagiu às medidas do Executivo, mas também assumiu postura ativa na investigação de ameaças contra a democracia. A Vox cita ainda um ensaio público do ministro Luís Roberto Barroso, no qual ele descreveu a Corte como uma barreira contra um possível “golpe institucional” e afirmou que tribunais desempenham papel “decisivo” na resistência a presidentes autoritários. Tentativa de golpe e responsabilização A reportagem dedica ampla atenção aos acontecimentos que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva — que venceu o segundo turno com 50,9% dos votos —, Bolsonaro teria articulado um plano para reverter o resultado eleitoral. Segundo a Vox, o então presidente apresentou a comandantes militares uma minuta de decreto que previa estado de emergência, anulação da vitória de Lula e prisão do ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa não prosperou porque os chefes da Aeronáutica e do Exército recusaram apoio. Quando apoiadores radicais de Bolsonaro invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo, as Forças Armadas não aderiram à tentativa de ruptura institucional. A investigação conduzida posteriormente pelo STF resultou na responsabilização de Bolsonaro e aliados. A publicação observa que, ao contrário do que ocorreu após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, no Brasil houve consequências jurídicas severas. Bolsonaro foi condenado por envolvimento na conspiração golpista e também ficou inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral. Comparação com os Estados Unidos A Vox considera que, em tese, o resultado deveria ter sido o oposto, já que os Estados Unidos são uma democracia mais antiga e mais rica do que o Brasil. Ainda assim, o país sul-americano demonstrou maior capacidade institucional de reação diante de um presidente com inclinações autoritárias. A reportagem argumenta que o sistema multipartidário brasileiro, apesar de suas fragilidades e práticas de negociação política pragmática, criou incentivos para que Congresso e Judiciário defendessem suas próprias prerrogativas contra um Executivo agressivo. Ao final, a publicação sugere que os Estados Unidos poderiam aprender com o caso brasileiro, especialmente no que diz respeito à criação de mecanismos institucionais que reduzam a polarização extrema e fortaleçam os freios e contrapesos. Para a Vox, o exemplo brasileiro demonstra que democracias podem resistir a projetos autoritários quando suas instituições possuem autonomia, incentivos adequados e disposição concreta para agir em defesa da ordem constitucional.

Patriotas exultam o descenso da Acadêmicos de Niterói como se fosse a queda da Bastilha

Setores da direita e da extrema-direita brasileiras comemorando o rebaixamento de uma agremiação como se tivessem conquistado Stalingrado, tudo porque a escola ousou homenagear Lula * Por Georgino Neto Acabo de chegar de viagem e vejo, assombrado, setores da direita e da extrema-direita brasileiras comemorando o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói como se tivessem conquistado Stalingrado, tudo porque a escola ousou homenagear Luiz Inácio Lula da Silva. É curioso. Passam o ano denunciando a “politização de tudo”, mas, ao menor sinal de alegoria que não lhes agrade, transformam planilhas de jurados em plebiscitos ideológicos. A comissão de frente vira urna eletrônica, o quesito harmonia torna-se termômetro moral e a nota 9,8 é interpretada como voto de protesto. Nunca a hermenêutica carnavalesca foi tão aplicada. A cena é quase um desbunde do conservadorismo moral à brasileira: patriotas exultando diante do descenso de uma agremiação como se fosse a queda da Bastilha. Não se discutem critérios técnicos, evolução, bateria, fantasias, mas a presença simbólica de um personagem político. O rebaixamento deixa de ser resultado artístico e converte-se em catarse partidária. É a estetização da revanche. Lembro-me de Friedrich Nietzsche, que advertia sobre o ressentimento como motor moral de certas paixões. Há algo desse pathos na celebração ruidosa: não é o amor à forma, ao samba, ao rigor plástico; é a satisfação íntima de ver o “outro” punido, ainda que por vias carnavalescas. Troca-se a crítica estética pelo deleite punitivo. O mais fascinante é que muitos dos que comemoram juram defender a liberdade artística, desde que a arte não ouse contrariar suas convicções. Querem um Carnaval apolítico, neutro, higienizado de figuras que despertem paixões. Um Carnaval, portanto, sem história. O que é quase um oxímoro, pois desde os cordões do início do século XX a avenida é palco de crônica social, sátira e comentário político. No fundo, o que se celebra não é a queda de uma escola, mas a ilusão de que a cultura pode ser disciplinada como quartel: quem sai da linha, desce de grupo. O problema é que a arte, como o samba, insiste em escapar da marcha reta. Ela prefere o compasso sincopado, esse território onde a sociedade se vê, às vezes deformada, às vezes exaltada, mas sempre refletida. Se a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada, isso pertence ao regulamento. Já a euforia ideológica diante do fato pertence a outra esfera: a do desejo de domesticar símbolos. E nesse quesito, ironicamente, quem parece ter perdido a harmonia não foi a bateria. -Georgino Neto- *Georgino Jorge de Souza Neto é professor da Unimontes, escritor, diretor do Museu Regional do Norte de Minas, especialista em Psicopedagogia, Mestre e Doutor em Estudos do Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

4º TITULO – Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro

Escola de samba trouxe um samba-enredo em homenagem a Ciça, mestre de bateria da própria escola A escola de samba Unidos do Viradouro venceu o Carnaval do Rio de Janeiro de 2026, conquistando seu quarto título. A escola atingiu 270 pontos e se sagrou campeã. A Viradouro cantou a vida e obra de Mestre Ciça, mestre de bateria da própria escola, um dos personagens mais queridos do Carnaval carioca, que está em plena atividade.“Niterói está em festa. Nem sei o que dizer”, disse mestre Ciça, ao portal UOL.O desfile foi considerado um dos mais emocionantes do Carnaval carioca deste ano. Além de irreverente. Mestre Ciça conduziu a bateria, depois utilizou uma moto para voltar ao último carro alegórico, onde era integrante para a homenagem, ao lado da atriz Juliana Paes.Mestre Ciça começou no carnaval como passista em 1971, na Unidos de São Carlos (atual Estácio de Sá). Ele esteve à frente da bateria da Estácio de Sá entre 1988 a 1997. Durante o ano de 1998 ele foi diretor de bateria da Unidos da Tijuca. A chegada à Viradouro se deu em 1999. Foi Ciça que no carnaval de 2007, organizou um desfile com a bateria indo até o recuo da passarela do samba em cima de um carro alegórico.A Beija-Flor de Nilópolis ficou em segundo lugar, com 269.9 pontos, com um samba-enredo sobre o Bembé, a maior festa de candomblé de rua do mundo.Vila Isabel (3º), Salgueiro (4º), Imperatriz Leopoldinense (5º) e Mangueira (6º) completam o desfile das campeãs no próximo sábado (21).A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabou rebaixada, com 264.6 pontos.